3º Domingo do Advento

11 de Dezembro de 2016

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Senhor virá no esplendor, Az. Oliveira, NRMS 54

cf. Filip 4, 4.5

Antífona de entrada: Alegrai-vos sempre no Senhor. Exultai de alegria: o Senhor está perto.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

“Alegrai-vos, sempre, no Senhor! Repito: alegrai-vos: o Senhor está a chegar”. Com estas palavras, tiradas da Carta de S. Paulo aos Filipenses, a Santa Igreja, no cântico de entrada deste 3º Domingo do Advento, faz-nos um apelo veemente à alegria, virtude unida intimamente à Esperança. O Senhor está a chegar e, com Ele, nos vêm todos os bens. Por isso se chama este Domingo, na tradição litúrgica, o Domingo da Alegria.

Estejamos atentos à Palavra do Senhor: Ele nos aponta, mais uma vez, onde estão as verdadeiras alegrias.

 

 

Ato Penitencial

 

Apesar de todas as provas que Deus nos deu e continua a dar para nos demonstrar o Seu Amor e vivermos verdadeiramente contentes, tantas vezes por causa de uma simples e por vezes pequena contrariedade, duvidamos por falta de fé, perdendo assim também a alegria de viver. Vamos reconhecer essas faltas de confiança no Senhor e pedir-LHE perdão, prometendo emenda de vida.

( Tempo de silêncio. Eis uma sugestão, como alternativa.)

 

. Senhor Jesus, que nos chamais à emenda de vida, e nos ofereceis com o perdão dos pecados a alegria de viver, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

. Cristo, que oferecestes a vida no altar da Cruz, para nos reconciliares a todos com o Pai, Fonte do verdadeiro Amor e da alegria, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

. Senhor Jesus, que não quereis que o pecador viva triste e se condene, mas que se arrependa e viva para sempre, cheio de alegria, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

Oração colecta: Deus de infinita bondade, que vedes o vosso povo esperar fielmente o Natal do Senhor, fazei-nos chegar às solenidades da nossa salvação e celebrá-las com renovada alegria. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Profeta Isaías, o grande profeta messiânico, refere-nos, num texto muito belo, a alegria desses mesmos tempos. Com a vinda de Jesus, tudo exulta com brados de alegria.

 

Isaías 35, 1-6a.10

1Alegrem-se o deserto e o descampado, rejubile e floresça a terra árida, 2cubra-se de flores como o narciso, exulte com brados de alegria. Ser-lhe-á dada a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e do Sáron. Verão a glória do Senhor, o esplendor do nosso Deus. 3Fortalecei as mãos fatigadas e robustecei os joelhos vacilantes. 4Dizei aos corações perturbados: «Tende coragem, não temais: Aí está o vosso Deus, vem para fazer justiça e dar a recompensa. Ele próprio vem salvar-vos». 5Então se abrirão os olhos dos cegos e se desimpedirão os ouvidos dos surdos. 6aEntão o coxo saltará como um veado e a língua do mudo cantará de alegria. 10Voltarão os que o Senhor libertar, hão-de chegar a Sião com brados de alegria, com eterna felicidade a iluminar-lhes o rosto. Reinarão o prazer e o contentamento e acabarão a dor e os gemidos.

 

Este texto não se limita a descrever poeticamente a alegria e felicidade dos judeus retornados do exílio, uma alegria a que a própria natureza se associa (vv. 1-2). A passagem tem um colorido messiânico e escatológico: os vv. 5-6 cumprem-se à letra com a vinda de Cristo (cf. Evangelho de hoje, Mt 11, 5); «o prazer e o contentamento» perpétuos e sem mistura de «dor e gemidos» (v. 10) tiveram o seu começo com Jesus Cristo, mas mais num sentido espiritual; a sua consumação e plenitude está reservada para o fim dos tempos, na escatologia (cf. Apoc 7, 16-17; 21, 2-4).

 

Salmo Responsorial            Salmo 145 (146), 7.8-9a.9bc-10 (R. cf. Is 35, 4)

 

Monição: Toda a nossa esperança deve estar no Senhor Jesus Cristo; só Ele nos pode valer. Debaixo dos Céus não foi dado outro nome aos homens pelo qual eles possam ser salvos.

 

Refrão:    Vinde, Senhor, e salvai-nos!

 

Ou:          Aleluia!

 

O Senhor faz justiça aos oprimidos,

dá pão aos que têm fome

e a liberdade aos cativos.

 

O Senhor ilumina os olhos dos cegos,

o Senhor levanta os abatidos,

o Senhor ama os justos.

 

O Senhor protege os peregrinos,

ampara o órfão e a viúva

e entrava o caminho aos pecadores.

 

O Senhor reina eternamente.

o teu Deus, ó Sião,

é rei por todas as gerações.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Nesta leitura o Apóstolo Sant’Iago dá-nos o exemplo do agricultor, que espera pacientemente o precioso fruto da terra. Sejamos pacientes. O nosso Deus não falha no cumprimento das suas promessas.

 

Tiago 5, 7-10

Irmãos: 7Esperai com paciência a vinda do Senhor. Vede como o agricultor espera pacientemente o precioso fruto da terra, aguardando a chuva temporã e a tardia. 8Sede pacientes, vós também, e fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima. 9Não vos queixeis uns dos outros, a fim de não serdes julgados. Eis que o Juiz está à porta. 10Irmãos, tomai como modelos de sofrimento e de paciência os profetas, que falaram em nome do Senhor.

 

Os temas da leitura são a paciência e a vinda do Senhor. A paciência, virtude eminentemente cristã em que a carta insiste (cf. 1, 2-4.12), não significa uma passividade em face das injustiças, mas perseverança na fidelidade ao Senhor, na certeza de que Ele virá como Juiz remunerador; não é uma indiferença estóica perante a dor, a contrariedade e a opressão, mas é sofrer com Cristo, unindo os sofrimentos próprios à sua Paixão redentora.

7 «Como o agricultor espera pacientemente…»: temos aqui uma bela comparação tirada da vida agrícola; com efeito, na Palestina, onde chove muito pouco, todo o agricultor anseia pelas chuvas que costumam vir sobretudo em duas épocas (cf. Jr 5,24) as chuvas temporãs (Outubro-Novembro: as chamadas yoreh ou moreh), que preparam a terra para as sementeiras, e as tardias (Março-Abril: em hebraico malqox), que garantem uma boa colheita.

9 «Eis que o Juiz está à porta»: o Senhor cuja «vinda está próxima» (v. 8), é como se estivesse já em frente da nossa porta, pronto a bater e a entrar. Esta vinda do Justo Juiz no final dos tempos, antecipa-se para cada um à hora da morte. Essa vinda será terrível para os que confiaram em si mesmos e nas suas riquezas, tantas vezes iniquamente adquiridas (cf. Tg 5, 1-6), mas será libertadora para os bons cristãos. Talvez haja aqui uma referência à eminente destruição de Jerusalém, com a vinda do Juiz divino (cf. Mc 13, 29) que libertará os cristãos palestinos da opressão de maus senhores judeus.

 

Aclamação ao Evangelho   Is 61, 1 (cf. Lc 4, 18)

 

Monição: No Evangelho de hoje, que vamos aclamar e escutar, S. João Baptista é elogiado por Jesus Cristo como o maior entre os filhos de mulher. Ele veio como precursor, para preparar os caminhos do Senhor, causa e garantia da nossa verdadeira alegria.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

O Espírito do Senhor está sobre mim:

enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 11, 2-11

Naquele tempo, 2João Baptista ouviu falar, na prisão, das obras de Cristo e mandou-Lhe dizer pelos discípulos: 3«És Tu Aquele que há-de vir ou devemos esperar outro?» 4Jesus respondeu-lhes: «Ide contar a João o que vedes e ouvis: 5os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a boa nova é anunciada aos pobres. 6E bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim motivo de escândalo». 7Quando os mensageiros partiram, Jesus começou a falar de João às multidões: «Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? 8Então que fostes ver? Um homem vestido com roupas delicadas? Mas aqueles que usam roupas delicadas encontram-se nos palácios dos reis. 9Que fostes ver então? Um profeta? Sim, Eu vo-lo digo, e mais que profeta. 10É dele que está escrito: ‘Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, para te preparar o caminho’. 11Em verdade vos digo: Entre os filhos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Baptista. Mas o menor no reino dos Céus é maior do que ele».

 

A pergunta que faz João, agrilhoado nas masmorras da fortaleza de Maqueronte situado nos rochedos da margem oriental do Mar Morto, parece ser uma pergunta destinada a encaminhar para Jesus alguns discípulos mais apegados ao Baptista e que ainda não aceitavam Jesus como Messias. É pois uma pergunta pedagógica. Dificilmente se pode entender como uma dúvida de fé do próprio Baptista, em face do que se conta em Mt 3, 16 e João 1, 29-34.

5 A resposta de Jesus apoia-se especialmente no cumprimento das profecias de Isaías (Is 35, 5, cf. 1ª leitura de hoje, e 60, 1).

6 Jesus torna-se um empecilho, «um motivo de escândalo», um tropeço, para aqueles que se aferravam à ideia de um Messias glorioso, um rei terreno poderoso. A imagem que Jesus deixa de Si nos que O vêem é a da humildade despretensiosa: Jesus oculta o que é na realidade.

11 Esta superioridade e inferioridade não se refere à santidade pessoal, mas à dignidade: João tem um ministério superior ao dos próprios profetas, pois lhe cabe apresentar directa e pessoalmente a Cristo; mas, uma vez que a Nova Lei é de uma ordem superior, nela o último em dignidade supera o mais digno da Lei Antiga. E João, enquanto preparador e anunciador da vinda do Messias, pertence à Antiga Lei.

 

Sugestões para a homilia

 

1. Tende coragem, não temais... Ele próprio vem próprio salvar-nos!

2.  Esperar com paciência a vinda do Senhor.

3.  Importância de acordar para este Deus que a todos tanto ama!

 

 

1. Tende coragem, não temais...Ele próprio vem salvar-nos!

 

“Vinde, Senhor, e salvai-nos...” Assim pedimos há momentos. N’Ele e só n’Ele encontraremos resposta para todos os nossos problemas, por maiores que sejam. Dessa esperança, que é motivo de segurança e alegria nos falam de uma maneira especial as leituras da Missa de hoje. A primeira, do Livro de Isaías, foi escrita numa época particularmente difícil do povo de Israel. O Templo de Jerusalém tinha sido destruído pelos Babilónios, as pessoas válidas tinham sido levadas prisioneiras, como escravas, os doentes e velhinhos iam morrendo aos poucos. O próprio monte, sobre o qual está Jerusalém, estava descampado, nada produzia. Apesar de tudo isso, Isaías convida à alegria e promete flores e proclama “Tende coragem, não temais... Ele próprio vem salvar-nos”. Perante as muitas e variadas dificuldades da vida, nunca devemos perder a esperança e serenidade. A verdadeira fé diz-nos que nunca estamos sós. Ele, o omnipotente, o Senhor de tudo, está connosco e nos ama com Amor infinito.

 

 

2.    Esperar com paciência a vinda do Senhor.

 

Sant’Iago, na segunda Leitura pede aos pobres para esperarem com paciência a vinda do Senhor. Afirma que a Sua vinda está próxima. A todos pede trabalho à semelhança do agricultor que confia na terra, na chuva que em breve fará germinar as sementes.

O Evangelho mostra-nos já o Senhor que veio, mas que chega de tal forma que confunde os seguidores do próprio João Baptista, que neste momento se encontra prisioneiro, ele que é o maior entre os filhos de mulher, como afirma Jesus. Ele que o havia apresentado como o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo, por todos quer dar a Sua vida. Apesar dessas certezas algo de estranho se ouvia falar. No Domingo passado, João Baptista, O havia apresentado como alguém que cortaria a direito, esmagaria o mal, queimaria os maldosos no fogo, etc... E agora ouvia dizer que Ele comia com eles... Pede pois que Ele explique aos seus discípulos, para os confirmar na fé, se haviam de esperar outro. E o Senhor manda que eles narrem a João o que viram: faz andar os paralíticos, dá vista aos cegos, ressuscita os mortos e anuncia a Boa Nova aos pobres – sinais que conforme as escrituras eram próprios do verdadeiro Messias. Ele era mesmo esse tão esperado e largamente anunciado Salvador que os Profetas do Antigo Testamento haviam narrado.

De facto Deus, que se revela em Jesus Cristo é muito diferente de nós: a todos ama, a todos quer salvar, a todos quer revelar o Seu Amor, já que por todos nasceu e vai morrer na Cruz. Ele é AMOR. Por isso busca de uma maneira especial os pecadores, motivo pelo qual come com eles e os procura.

 

3. Importância de acordar para este Deus, que a todos tanto ama.

 

Perante o Amor infinito que Jesus nos revela, não podemos ficar indiferentes. Amor com amor se paga. Dentro das nossas limitações estaremos a corresponder ao AMOR de Deus, amando-O com todas as nossas forças, com todo o nosso coração e amando tudo quanto é d’Ele : todos os homens, nossos irmãos, bem como respeitando toda o obra maravilhosa da criação, como nos recomenda o Santo Padre Francisco, na Encíclica Lauda Si ? Depois da sua opção total por Deus-Pai, com que alegria, entusiasmo e amor, São Francisco de Assis amava e chamava irmãos ao Sol, à Lua, ao Lobo e a toda a Obra maravilhosa da Criação1 Com esta correspondência de amor estaremos a fazer Natal dentro de nós, estaremos a sentir que o Senhor veio e veio para nos salvar. Essa Esperança que a mesma fé nos garante, é mais que motivo para vivermos seguros, confiantes, alegres, contentes, procurando cada vez mais corresponder ao Seu Amor.

 

Fala o Santo Padre

 

«A Igreja não é um refúgio para pessoas tristes!

E quantos estão tristes encontram nela a verdadeira alegria!»

Hoje é o terceiro domingo do Advento, chamado também Gaudete, ou seja, domingo da alegria. Na liturgia ressoa várias vezes o convite a alegrar-se, a rejubilar, porquê? Porque o Senhor está próximo. O Natal está próximo. A mensagem cristã chama-se «evangelho», isto é, «boa nova», um anúncio de alegria para todo o povo; a Igreja não é um refúgio para pessoas tristes, a Igreja é a casa da alegria! E quantos estão tristes encontram nela a alegria, a verdadeira alegria!

Mas a alegria do Evangelho não é uma alegria qualquer! Tem a sua razão de ser no saber que se é acolhido e amado por Deus. Como nos recorda hoje o profeta Isaías (cf. 35, 1-6a, 8a.10). Deus é aquele que nos vem salvar, e socorre sobretudo os desorientados de coração. A sua vinda entre nós fortalece, torna firme, dá coragem, faz exaltar e florescer o deserto e a estepe, ou seja, a nossa vida quando se torna árida. E quando é que a nossa vida se torna árida? Quando está sem a água da Palavra de Deus e do seu Espírito de amor. Por maiores que sejam os nossos limites e as nossas desorientações, não nos é permitido ser débeis nem vacilantes face às dificuldades e às nossas próprias debilidades. Ao contrário, somos convidados a fortalecer as mãos, a tornar firmes os joelhos, a ter coragem e a não temer, porque o nosso Deus nos mostra sempre a grandeza da sua misericórdia. Ele dá-nos a força para ir em frente. Ele está sempre connosco para nos ajudar a ir em frente. É um Deus que gosta muito de nós, que nos ama e por isso está connosco, para nos ajudar, para nos fortalecer e ir em frente. Coragem! Sempre em frente! Graças à sua ajuda podemos recomeçar sempre do início. Como? Recomeçar do início? Talvez haja quem diga: «Não, Pai, eu fiz tantas... Sou um grande pecador, uma grande pecadora... Não posso recomeçar de zero!». Erras! Tu podes recomeçar de zero! Porquê? Porque Ele espera por ti, está ao teu lado, ama-te, é misericordioso, perdoa-te, dá-te a força para recomeçar de zero! A todos! Então, sejamos capazes de reabrir os olhos, de superar tristezas e choros, de entoar um cântico novo. E esta alegria verdadeira permanece também nas provações, nos sofrimentos, mas desce ao profundo da pessoa que se confia a Deus e que n’Ele confia.

A alegria cristã, como a esperança, tem o seu fundamento na fidelidade de Deus, na certeza que Ele mantém sempre as suas promessas. O profeta Isaías exorta quantos perderam o caminho e estão desconfortados, a confiar na fidelidade do Senhor, porque a sua salvação não tardará a irromper na sua vida. Quantos encontraram Jesus ao longo do caminho, experimentam no coração uma serenidade e uma alegria das quais nada nem ninguém os poderá privar. A nossa alegria é Jesus Cristo, o seu amor fiel e inexaurível! Por isso, quando um cristão se torna triste, significa que se afastou de Jesus. Mas então não se deve deixá-lo sozinho! Devemos rezar por ele, e fazer-lhe sentir o calor da comunidade. [...]

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 15 de Dezembro de 2013

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs, cheios de confiança no Senhor Jesus Cristo

cuja vinda real ao mundo, mais uma vez, vamos lembrar, no próximo Natal,

peçamos para todos a alegria e a paz que Ele veio trazer à terra,

dizendo: Ouvi-nos Senhor.

 

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

1.    Pelo Santo Padre o Papa Francisco, pelos Bispos e Sacerdotes, religiosos e missionários

para que sejam luz e fogo do Amor de Deus para todos os homens,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

2.    Pela paz e prosperidade de todo o mundo:

para que, pela força da oração de todos os que acreditam em Deus,

a fome, as calamidades e as guerras se afastem de todos os povos,

oremos, irmãos.

 

R.  Ouvi-nos, Senhor.

 

3.    Pelos que não conhecem Jesus Cristo,

para que iluminados pela luz da fé,

se abram à salvação que teve início

no grande momento da Encarnação,

oremos irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

4.    Pelos que vão passar o Natal longe das famílias:

emigrantes, doentes nos hospitais, presos nas cadeias,

para que vivam a alegria e a paz do presépio,

e não lhes falte o carinho dos parentes e amigos,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

 

5.    Por todos nós aqui reunidos,

pelos membros das nossas famílias e comunidades,

para que tenhamos cada vez mais amor

à Eucaristia, comungando com mais fé e devoção

e visitando muitas vezes Jesus no Sacrário,

oremos irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

6.    Pelos defuntos da nossa comunidade e do mundo inteiro:

para que, purificados das suas faltas,

possam contemplar na eternidade o rosto de Jesus Cristo glorioso,

oremos irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

 

Senhor, nosso Deus,

Vós que desejais a salvação de todos os homens,

e para isso nos destes o Vosso Filho Unigénito,

que veio trazer o fogo Vosso amor à terra

fazei que cheios do Espírito Santo,

levemos esse fogo ao coração de todos os homens.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Quando virá Senhor o dia, NRMS 39

 

Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que a oblação deste sacrifício se renove sempre na vossa Igreja, de modo que a celebração do mistério por Vós instituído realize em nós plenamente a obra da salvação. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou II p. 455 [588-700]

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Saudação da paz

 

Jesus, Príncipe da paz, cujo nascimento nos preparamos para mais uma vez celebrar, quer que todos nós vivamos em paz, como verdadeiros irmãos. Correspondendo a Seus desejos divinos, vamos amar-nos como Ele nos ama. Com esse propósito, Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

A vinda do Senhor está próxima”, ouvimos na Segunda Leitura. Aproxima-se o momento em que nesta vida podemos ter o Senhor mais próximo, ao recebê-LO na Sagrada Comunhão. Procuremos fazê-lo com muita fé, pureza e devoção como O receberam a Sua Santíssima Mãe, S. José e todos os Santos.

 

Cântico da Comunhão: Eu estou, à porta chamo, F. da Silva, NRMS 22

cf. Is 35, 4

Antífona da comunhão: Dizei aos desanimados: Tende coragem e não temais. Eis o nosso Deus que vem salvar-nos.

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, pela vossa bondade, que este divino sacramento nos livre do pecado e nos prepare para as festas que se aproximam. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Estimulados pela Palavra de Deus que meditámos e pela força da Eucaristia, vamos caminhar com muita esperança e serenidade para a vivência de um Feliz Natal cristão.  Com esse propósito, ide em paz e Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Não demoreis, ó Salvador, M. Borda, NRMS 31

 

 

Homilias Feriais

 

3ª SEMANA

 

2ª Feira, 12-XII: Nª Senhora de Guadalupe: O aparecimento de um Astro

Num 24, 2-7. 15-17 / Mt 21, 23-27

Balaão: Eu vejo, mas não para já, e avisto, mas não de perto: um Astro sai de Jacob e um ceptro se regue de Israel.

Balaão, inspirado pelo Espírito de Deus, anuncia o aparecimento de um Astro (Leit.), que é a estrela vista pelos Magos e que os conduziu até Jesus (CIC, 528).

Ao celebrarmos a memória de Nossa Senhora de Guadalupe tenhamos presente como a nossa Mãe ouviu a palavra de Deus e a pôs em prática, trazendo-nos o Sol da justiça (o Astro). E rezemos à Padroeira das Américas por todos os povos que lhe estão confiados, e especialmente pela pessoa e intenções do Santo Padre.

 

 3ª Feira, 13-XII: Escutar os pedidos de Deus.

Sof 3, 1-2. 9-13 / Mt 21, 28-32

Ai da cidade rebelde e impura! Não escutou nenhum apelo, nem aceitou qualquer aviso! Não teve confiança no Senhor, nem se aproximou do seu Deus.

O profeta Sofonias faz-nos chegar esta lamentação de Deus: não é escutado nem têm confiança nEle (Leit.). Pelo contrário, uma grande multidão de pecadores, publicanos e soldados, fariseus, saduceus e prostitutas, vão ter com João Baptista para receberem o baptismo de penitência (Ev.).

Para entrar no reino de Deus é preciso ter confiança na palavra de Deus e arrepender-se. Além disso, para adquirir o reino, as palavras não bastam, exigem-se actos: como o filho que disse não ir trabalhar para a vinha do pai e, depois, arrependeu-se e foi (Ev.).

 

4ª Feira, 14-XII: O Messias virá fecundar a terra.

Is 45, 6-8. 18. 21-25 / Lc 7, 19-23

Ó céus, mandai o orvalho lá do alto, e as nuvens derramem a justiça; abra-se a terra, floresça a salvação.

Trata-se de uma profecia claramente messiânica (Leit.), tal como Salmo: «ó céus, dai-nos o justo, como orvalho» (S. Resp.).

O Senhor dará o que é bom: o orvalho, a justiça; e a nossa terra (cada um de nós) dará o seu fruto (S. Resp.). A vinda do Messias é um sinal de grande esperança, tendo em conta a fecundidade das primeiras actuações do Messias, contadas a João Baptista: os cegos vêm, os coxos andam, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam (Ev.). E mais ainda: o Senhor vem visitar-nos e trazer-nos a paz e a justiça.

 

5ª Feira, 15-XII: A mensagem de João Baptista.

Is 54, 11-10 / Lc 7, 24-30

Ainda que as montanhas se desloquem... o meu amor não te abandonará, a minha Aliança de paz não será abalada.

Através do Profeta, Deus oferece-nos uma promessa de fidelidade, estabelecendo connosco uma Aliança (Leit.). E, antes da sua vinda, envia-nos João Baptista para preparar os seus caminhos (Ev.).

A mensagem de João Baptista é um convite ao baptismo de penitência, que alguns receberam e outros rejeitaram. Não deixemos de abrir completamente as portas da nossa alma para a entrada do Senhor. Pensemos na conversão que o Senhor espera de nós neste Advento, talvez uma vida mais coerente com a sua doutrina.

 

6ª Feira, 16-XII: A necessidade da luz do Sol (o Messias).

Is 56, 1-3. 6-8 / Jo 5, 33-36

João era a lâmpada que ardia e brilhava, e vós quisestes alegrar-vos um momento com a sua luz.

A pregação de João Baptista, embora conduzisse ao Messias, era apenas uma lâmpada (Ev.), mas não iluminava completamente o caminho. Seria necessário que viesse o Sol da justiça (o Messias).

Ele vem indicar os caminhos aos do seu povo, como anuncia o Profeta: «Cumpri o direito, praticai a justiça, e a minha justiça prestes a manifestar-se» (Leit.). E também para os estrangeiros: «Se houver estrangeiros que sigam o Senhor, para o servirem, para amarem o seu nome..., hei-de conduzi-los à minha santa Montanha» (Leit.)

 

Sábado, 17-XII:Invocar o nome de Jesus.

Gen 49, 2. 8-10 / Mt 1, 1-17

(Jacob): O ceptro não há-de fugir a Judá, até que venha aquele que lhe tem direito e a quem os povos hão-de obedecer.

Jacob reúne os seus filhos e anuncia-lhes a vinda do Messias (Leit.). E é precisamente da sua descendência que foi gerado, muitos séculos depois, José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus (Ev.).

O nome de Jesus quer dizer «Deus salva». E contém tudo: Deus e o homem e toda a economia da criação e da salvação. Está presente nas orações: as que acabam com a fórmula 'por nosso Senhor Jesus Cristo'; na Ave-Maria, que nos recorda o 'bendito fruto do vosso ventre, Jesus'. Que este nome esteja igualmente presente nas nossas orações e acções.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         A. Alves Moreno

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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