2º Domingo do Advento

4 de Dezembro de 2016

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Preparai os caminhos do Senhor, M. Carneiro, NRMS 95-96

cf. Is 30, 19.30

Antífona de entrada: Povo de Sião: eis o Senhor que vem salvar os homens. O Senhor fará ouvir a sua voz majestosa na alegria dos vossos corações.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Domingo, dia do Senhor, enche o nosso coração de alegria e esperança. É o encontro com o Senhor que vem visitar-nos e encher o nosso coração de vida, de esperança e de paz.

E neste encontro maravilhoso germina na nossa vida a vontade de acolher e responder à proposta que a celebração nos propõe.

Que a mesma Palavra de Deus seja reflexo em nossa vida da presença amorosa do Deus da Aliança.

Abramo-nos ao compromisso proposto: santidade de vida, vivência da justiça, da fraternidade, da partilha, da paz e da concórdia.

 

Oração colecta: Concedei, Deus omnipotente e misericordioso, que os cuidados deste mundo não sejam obstáculo para caminharmos generosamente ao encontro de Cristo, mas que a sabedoria do alto nos leve a participar no esplendor da sua glória. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O nosso Deus é surpreendente e maravilhoso. A esperança que Ele nos oferece em Seu Filho seja acolhida em nós de forma prática e significativa.

 

Isaías 11, 1-10

Naquele dia, 1sairá um ramo do tronco de Jessé e um rebento brotará das suas raízes. 2Sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor de Deus. 3Animado assim do temor de Deus, não julgará segundo as aparências, nem decidirá pelo que ouvir dizer. 4Julgará os infelizes com justiça e com sentenças rectas os humildes do povo. Com o chicote da sua palavra atingirá o violento e com o sopro dos seus lábios exterminará o ímpio. 5A justiça será a faixa dos seus rins e a lealdade a cintura dos seus flancos. 6O lobo viverá com o cordeiro e a pantera dormirá com o cabrito; o bezerro e o leãozinho andarão juntos e um menino os poderá conduzir. 7A vitela e a ursa pastarão juntamente, suas crias dormirão lado a lado; e o leão comerá feno como o boi. 8A criança de leite brincará junto ao ninho da cobra e o menino meterá a mão na toca da víbora. 9Não mais praticarão o mal nem a destruição em todo o meu santo monte: o conhecimento do Senhor encherá o país, como as águas enchem o leito do mar. 10Nesse dia, a raiz de Jessé surgirá como bandeira dos povos; as nações virão procurá-la e a sua morada será gloriosa.

 

O texto da leitura é um dos mais belos poemas do messianismo davídico, e uma das mais notáveis profecias messiânicas de todo o A.T.; faz parte do chamado «Livro do Emanuel», sete capítulos de Isaías de singular densidade messiânica (Is 6 – 12).

1 «Jessé» (Yixái, na Bíblia hebraica) é o pai de David, o «tronco» que deu origem a um «rebento», um ramo, que é o Messias, Jesus Cristo.

2 «Sobre ele repousará o Espírito do Senhor» (cf. Mt 3, 16; Lc 4, 18). Neste texto fundamenta-se o número septenário da Teologia dos dons do Espírito Santo. Podia alguém estranhar que na tradução não se fale do «espírito de piedade», como na tradução dos LXX e na Vulgata. Mas a letra do original hebraico (sem variantes) não regista a «piedade», tendo sido seguido pela Neovulgata e pela nossa tradução litúrgica. No entanto o suposto acrescento (para se obter o número 7, número de plenitude) da tradução grega dos LXX e da latina de S. Jerónimo não é arbitrário; com efeito, há no original hebraico uma repetição do «temor de Deus», nos vv. 2 e 3, e o termo hebraico «yiráh» tanto pode significar «reverência» como «temor», e daí a tradução no v. 2 por «piedade» e no v. 3 por «temor». Como o espírito do temor de Yahwéh de que aqui se fala é sem dúvida o do temor filial, pode considerar-se legítimo o desdobramento ou explicitação feita pelo tradutor grego dos LXX (que alguns antigos e modernos consideram inspirado), no que foi seguido por S. Jerónimo, na Vulgata.

5 A figura da «faixa» e da «cintura» é um hebraísmo com que se designa a actividade, uma vez que estas se costumam usar para cingir a roupa a fim de se trabalhar mais expeditamente. A expressão corresponde pois a dizer que o Messias «actuará com justiça e lealdade».

6-9 A paz que trará o Messias é descrita deste modo paradisíaco e idílico tão belo, diríamos que ideal e utópico. No entanto, a paz que Cristo traz aos corações e à própria Humanidade supera o que as imagens fazem supor: é «um rio de paz» (cf. Is 66, 12).

10 «A raiz de Jessé», isto é, o Messias, descendente do rei David, filho de Jessé, unirá todos os povos sob um único estandarte, daí o chamar-lhe a «bandeira dos povos» (gentios), que serão atraídos («virão procurá-la») a Cristo na sua Igreja.

 

Salmo Responsorial    Salmo 71 (72), 2.7-8.12-13.17 (R. cf. 7)

 

Monição: vamos cantar com alegria ao Deus que vem ao nosso encontro. Cantamos a fidelidade, a justiça, a paz e a vida.

 

Refrão:     Nos dias do Senhor nascerá a justiça e a paz para sempre.

 

Ó Deus, dai ao rei o poder de julgar

e a vossa justiça ao filho do rei.

Ele governará o vosso povo com justiça

e os vossos pobres com equidade.

 

Florescerá a justiça nos seus dias

e uma grande paz até ao fim dos tempos.

Ele dominará de um ao outro mar,

do grande rio até aos confins da terra.

 

Socorrerá o pobre que pede auxílio

e o miserável que não tem amparo.

Terá compaixão dos fracos e dos pobres

e defenderá a vida dos oprimidos.

 

O seu nome será eternamente bendito

e durará tanto como a luz do sol;

nele serão abençoadas todas as nações,

todos os povos da terra o hão-de bendizer.

 

Segunda Leitura

 

Monição: As Escrituras são motivo de consolação e de esperança. Elas nos levam à glória de Cristo Jesus que se fez servo de todos.

 

Romanos 15, 4-9

Irmãos: 4Tudo o que foi escrito no passado foi escrito para nossa instrução, a fim de que, pela paciência e consolação que vêm das Escrituras, tenhamos esperança. 5O Deus da paciência e da consolação vos conceda que alimenteis os mesmos sentimentos uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, 6para que, numa só alma e com uma só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. 7Acolhei-vos, portanto, uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para glória de Deus. 8Pois Eu vos digo que Cristo Se fez servidor dos judeus, para mostrar a fidelidade de Deus e confirmar as promessas feitas aos nossos antepassados. 9Por sua vez, os gentios dão glória a Deus pela sua misericórdia, como está escrito: «Por isso eu Vos bendirei entre as nações e cantarei a glória do vosso nome».

 

A leitura é um pequeno trecho da 2ª parte, a parte moral, final da Epístola (Rom 12 – 16), que termina apresentando o exemplo de Cristo, feito «servidor» de todos, judeus e gentios; para com os judeus mostrando a fidelidade divina (v. 8) e para com os gentios mostrando a sua misericórdia (v. 9).

4 S. Paulo acentua o valor e utilidade da Sagrada Escritura, como em 2 Tim 3, 16. A sua leitura e meditação produz frutos muito concretos: «a paciência» e a «consolação», que levam a manter firme a «esperança» em Deus.

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 3, 4.6

 

Monição: Acolhamos o nosso Deus feito Homem. Revistamo-nos de conversão e das suas obras correspondentes.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas

e toda a criatura verá a salvação de Deus.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 3, 1-12

1Naqueles dias, apareceu João Baptista a pregar no deserto da Judeia, 2dizendo: «Arrependei-vos, porque está perto o reino dos Céus». 3Foi dele que o profeta Isaías falou, ao dizer: «Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas’». 4João tinha uma veste tecida com pêlos de camelo e uma cintura de cabedal à volta dos rins. O seu alimento eram gafanhotos e mel silvestre. 5Acorria a ele gente de Jerusalém, de toda a Judeia e de toda a região do Jordão; 6e eram baptizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. 7Ao ver muitos fariseus e saduceus que vinham ao seu baptismo, disse-lhes: «Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? 8Praticai acções que se conformem ao arrependimento que manifestais. 9Não penseis que basta dizer: ‘Abraão é o nosso pai’, porque eu vos digo: Deus pode suscitar, destas pedras, filhos de Abraão. 10O machado já está posto à raiz das árvores. Por isso, toda a árvore que não dá fruto será cortada e lançada ao fogo. 11Eu baptizo-vos com água, para vos levar ao arrependimento. Mas Aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu e não sou digno de levar as suas sandálias. Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo e no fogo. 12Tem a pá na sua mão: há-de limpar a eira e recolher o trigo no celeiro. Mas a palha, queimá-la-á num fogo que não se apaga».

 

Os quatro Evangelhos coincidem em que a pregação de Jesus é precedida de uma preparação do povo com a pregação de João Baptista, como o último dos profetas que anuncia imediatamente a vinda de Jesus. A referência ao local onde pregava – «no deserto» – não parece ser uma simples indicação topográfica, mas parece ir mais longe, com a alusão ao lugar onde teve início o antigo povo de Deus, com a aliança do Sinai. De qualquer modo, o deserto da Judeia não significa uma zona literalmente desértica, mas uma região árida e de pouca vegetação. Não é descabido pensar que João, de família sacerdotal, tivesse aderido ao movimento renovador dos essénios.

2 «Arrependei-vos». O texto original também se podia traduzir por convertei-vos, isto é, mudai o coração, mudai o pensar (metanoeîte); não se trata de um mero mudar de rumo na vida, mas duma atitude interior de sincero arrependimento, a atitude de quem se reconhece pecador e humildemente vai rectificar, mesmo à custa de sacrifício (penitência); daí a tradução da Vulgata e da Neovulgata (poenitentiam agite).

«Reino dos Céus», expressão habitual em S. Mateus, equivalente a Reino de Deus, mas evitando pronunciar o nome inefável de Deus. «Está perto o reino…», isto é, uma especialíssima intervenção salvadora de Deus, para estabelecer o seu soberano domínio misericordioso, que libertará o homem da escravidão do pecado, do demónio e da morte. Este reino, ou reinado de Deus, manifesta-se na palavra, obra e sobretudo na própria Pessoa de Cristo, que é quem o vem realizar no grau mais elevado e mais puro, sem as excrescências materialistas do nacionalismo teocrático (como pensavam os judeus contemporâneos do Senhor). Mas o reino de Deus só terá a sua perfeita consumação quando Jesus Cristo vier pela segunda vez no fim dos tempos (cf. 1 Cor 15, 24). Neste tempo intermédio, entre as duas vindas do Senhor, a Igreja é já o reino de Deus, enquanto que é a comunidade salvífica, presença sacramental de Cristo a congregar e conduzir os homens à salvação eterna (cf. Vaticano II, LG 5).

3 «Uma voz daquele que clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor...’». Segundo o texto de Isaías, aquele que clama é o Profeta, um arauto de Deus (uma figura do Baptista), a incitar a abrir o caminho do regresso do exílio, um caminho de Deus, isto é, um caminho que Deus proporciona ao seu povo que Ele quer reconduzir e salvar. Este regresso é concebido como um novo Êxodo, daí a referência ao deserto, noção muito rica: lugar privilegiado de encontro com Deus, de aliança, de purificação, de desinstalação, de preparação para a entrada na terra prometida. Por isso era também no deserto que os essénios de Qumrã e de outros lugares se preparavam naqueles tempos para a vinda do Messias; no deserto pregava João e para o deserto se retirou Jesus no início da sua vida pública.

4-5 Nunca se diz que João vestia uma pele de camelo, como às vezes se pensa, mas que se vestia com «pêlos (ou lã) de camelo». O mel silvestre não parece ser mel de abelhas selvagens, mas algum insípido melaço segregado por plantas daquela zona, talvez da tamargueira, abundante junto a Jericó, nas margens do Jordão, onde João baptizava. A pregação de João, o seu estilo de vida e até a própria apresentação à maneira do profeta Elias (cf. 2 Reis 1, 8) eram de molde a produzir tal impacto que arrastava as multidões, como também atesta um autor judeu da época (Flávio José, Antiquitates, 18, 5,2).

11 O baptismo de João não tinha a força de produzir na alma a graça da justificação e só valia enquanto punha em evidência as boas disposições do sujeito e as confirmava, ajudando as pessoas a disporem-se para a iminente chegada do Messias. O Baptismo de Jesus é «no Espírito Santo e em fogo»: tem a virtude de produzir a graça pela acção de Cristo no sujeito e não pelos méritos de quem o recebe ou administra. O fogo parece ser antes uma imagem da eficácia purificadora e renovadora do Espírito Santo na alma do baptizado. Autores há que pensam que talvez o Baptista se movesse num plano veterotestamentário, não designando o Baptismo de água, mas uma grande efusão do Espírito Santo para os que se arrependessem e um fogo condenatório (v. 12) para os impenitentes. Isto não parece tão provável, nem é tão óbvio. Note-se que nem o baptismo de João, nem o de Jesus aparecem como algo estranho ou chocante: inseriam-se nos costumes diários dos Judeus que praticavam muitas abluções rituais, nomeadamente o baptismo dos prosélitos, que da gentilidade abraçavam o judaísmo.

 

Sugestões para a homilia

 

Acolher o Deus maravilhoso.

Acolher as propostas de Deus.

 

 

1-Acolher o Deus maravilhoso.

 

Vivemos em situações de perplexidade e com graves problemas. Há como que um pedido de atenção, disfarçado numa certa arrogância… ou distanciado pela indiferença e ignorância! Há uma sede de respostas a exigir conhecimento do Deus verdadeiro, do sentido, fundamento e profundidade humana.

Há sinais de derrota, de egoísmo, de falsidade, de violência, guerra e vazio. Alguns constroem com base neste egoísmo feroz, desprezando os sinais de Deus e da sua vinda, desprezando os sinais de uma humanidade sedenta de justiça, de verdade e de amor.

Deus quer que descubramos os sinais belos da esperança. Uma esperança que nos sustem no cansaço e na luta. Esperança que alenta o nosso coração para o que vale a pena, para a unidade fraternal que nos retira da solidão infrutífera. Esperança que alenta para a beleza do desafio da aventura humana como um tesouro maravilhoso. Esperança na proposta da partilha, da comunhão no comum projeto de realização humana.

A Palavra de Deus traz-nos a consolação, a vida em abundância, a força da fidelidade. Tudo começa por pequenos sinais. Um ramo, um rebento, uma criança. O nosso Deus se faz Menino e vem ao nosso encontro. Apaixonou-se pelo ser humano. Ei-lo que vem. Sendo Deus começa a sua aventura humana no Seio Virginal de Maria. Que maravilha, que alegria, que consolação.

Ser discípulo. Vê, escuta, conhece, ama, segue, faz-te servo, anuncia com alegria a profecia do Espírito: Jesus Cristo, Deus e Homem, Morto, Ressuscitado.

 Ser novo ramo, rebento de esperança O futuro anuncia-se não no fracasso, mas na novidade, nas surpresas, na vitória de Deus feito Homem. Essa novidade é também a nossa mudança, a possibilidade que damos a Deus de nos propor, de ser resposta de vida, projeto audacioso da nova relação com as pessoas, da construção segura da vida, da sociedade e da história.

 

2-Acolher as propostas de Deus.

 

São muitos os sinais doados para que vivamos e construamos a vida pessoal, societária e eclesial, de acordo com a esperança que a Palavra de Deus nos propõe.

Abertos às surpresas de Deus que está vivo e entre nós, valorizemos os pequenos sinais de vida, os ramos e os rebentos. Na nossa vida concreta e quotidiana valorizemos tudo o que faça surgir a vida, a esperança, a paz.

A aceitação maravilhosa do dinamismo do Espírito. Somos chamados a viver do Espírito de Deus que fará em nós um dinamismo polifacetado de dons, talentos e possibilidades que nos tornam mais divinos e mais humanos.

A vivência da Palavra de Deus que alimenta a nossa vida de forma profunda despertando a beleza do paraíso, pela realização da paz, da bondade, da partilha.

A mudança da mentalidade e das atitudes de conversão, o acolhimento do outro, o espírito de serviço, a coerência de vida, a centralidade da nossa vida no mistério de Cristo.

A vivência de uma espiritualidade gerada no mistério da Incarnação, Morte e Ressurreição de Jesus e enriquecida pela comunidade eclesial dos crentes, dos santos.

A vivência da exigência da Boa Nova: a conversão e adesão plena ao Evangelho. Uma conversão com critérios da proposta de Cristo e interpretados em nós com a sinceridade e a maturidade da adultez  cristã, traduzidos pela seriedade da vivencia sacramental, da unidade na comunhão dos santos, na leitura dos sinais dos tempos e consequentes respostas.

Dar atenção e acolher cada pessoa. Ter tempo para a vida!: para a família, os doentes, os idosos, os pobres, os pecadores. Os pecadores são os que estão mais nas periferias. Eles precisam de saber que Deus os ama, que Deus os quer, que Deus vem para eles.

Configurar-se com a proposta da justiça, da paz, da fraternidade, do amor e defesa da vida.

A audácia da unidade forjadora de mais possibilidades, mais meios, mais missão, mais Igreja, mais humanidade.

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos caríssimos:

Peçamos ao Senhor que a voz de João Baptista

desperte em nós o desejo de percorrer, com alegria,

os caminhos da conversão e vida em Cristo,

dizendo ( ou: cantando) com humildade:

R.   Vinde, Senhor Jesus.

Ou: Ouvi-nos Senhor.

Ou: Vinde, Senhor, e salvai-nos.

 

1-Pelo Papa Francisco, pelos bispos, presbíteros e diáconos,

e por aqueles que no deserto deste mundo

continuam a anunciar a vinda do Senhor,

oremos, irmãos.

 

2-Pelos povos que não conhecem o Evangelho,

pelos homens e mulheres que lhe são fiéis

e pelos pobres , oprimidos e despojados,

oremos, irmãos.

 

3- Pelos catequistas, pelas crianças e pelos jovens,

pelos adultos e pelos animadores dos nossos grupos,

e pelos que acolhem os outros à maneira de Cristo,

oremos, irmãos.

 

4- Pelos que se sentem marginalizados e espezinhados,

para que encontrem o fogo de amor de Cristo,

e a ternura dos seus discípulos,

oremos, irmãos.

 

5-Pelos homens e mulheres de todo o mundo,

para que sintam a esperança em Cristo,

e construam no acolhimento, na justiça, na paz e no amor,

oremos, irmãos.

 

6- Por todos os membros da nossa comunidade,

e por toda a Igreja de Cristo,

para que nos gastemos no fundamental e

no serviço a todas as pessoas,

oremos, irmãos.

 

 

Senhor, nosso Deus,

que tornais possíveis todas as coisas

e quereis instaurar no mundo a paz,

dai-nos a graça de viver com alegria

a novidade trazida por Jesus Cristo, vosso Filho,

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Para Vós Senhor, B. Salgado, NRMS 4 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Olhai benignamente, Senhor, para as nossas humildes ofertas e orações e, como diante de Vós não temos méritos, ajudai-nos com a vossa misericórdia. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

 

Santo: Santo I, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

Senhor, ajuda-me a ver tantos sinais de esperança e de vida. Ajuda-me a encontra-te verdadeiramente nesta eucaristia, na vida quotidiana e em cada pessoa.

Ajuda-me a saborear a beleza da tua Incarnação, a viver a alegria da tua presença, a ser coerente e lutador, convertido e amável.

 

Cântico da Comunhão: Povos que caminhais, J. Santos, NRMS 64

Bar 5, 5; 4, 36

Antífona da comunhão: Levanta-te, Jerusalém, sobe às alturas e vê a alegria que vem do teu Deus.

 

Cântico de acção de graças: O Anjo do Senhor, M. Simões, NRMS 31

 

Oração depois da comunhão: Saciados com o alimento espiritual, humildemente Vos pedimos, Senhor, que, pela participação neste sacramento, nos ensineis a apreciar com sabedoria os bens da terra e a amar os bens do Céu. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A proposta desta celebração lança a cada um desafio de alegria pela esperança que Jesus Cristo faz renascer na nossa vida.

Que possa transformar a violência em amabilidade e bondade; o veneno em remédio de vida; a guerra em paz; a imposição pelo serviço; o cansaço e o abatimento pela alegria.

Que saiba descobrir nos sinais da morte e do fracasso o rebento promissor da vida nova e renovada.

Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, ajuda-me a ser como tu.

 

Cântico final: O Senhor virá governar, F. da Silva, NRMS 7 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

2ª SEMANA

 

2ª Feira, 5-XII: A cura das nossas 'paralisias'.

Is 35, 1-10 / Lc 5, 17-26

Então os olhos dos cegos hão-de abrir-se, e descerrar-se os ouvidos dos surdos. Então o coxo saltará de alegria.

De acordo com o anúncio profético, a vinda do Messias será acompanhada por acontecimentos extraordinários (Leit.). De entre eles, destacam-se aqui o perdão dos pecados e a cura de um paralítico (Ev.).

Deixemos que o Messias ajude a curar as nossas 'paralisias' e as dos nossos amigos: o afastamento de Deus, dos sacramentos e da vida de oração, as poucas ajudas na vida familiar, a preguiça no trabalho, etc. E que Ele perdoe igualmente os nossos pecados, aproximando-nos do sacramento da Penitência.

 

3ª Feira, 6-XII:Os cuidados do Bom Pastor.

Is 40, 1-11 / Mt 18, 12-14

Olhai que o Senhor vai chegar com poder. É como o pastor que apascenta o seu rebanho.

A profecia anuncia que o Messias será o Bom Pastor, que cuida de todas as ovelhas do seu rebanho (Leit.). E Jesus diz que exercitará essa tarefa, procurando que todas as ovelhas se salvem (Ev.).

Preparemos a vinda do Senhor, através de pequenas conversões: aquilo em que falhámos deve ser compensado; os altos e baixos devem transformar-se de modo a que o nosso dia seja mais equilibrado (Leit.). Renovemos igualmente os actos de contrição, sempre que alguma coisa não corra bem, pois é um sinal claro de desejo de conversão.

 

4ª Feira, 7-XII: Fortes com  ajuda de Deus.

Is 40, 25-31 / Mt 11, 28-30

Os que esperam no Senhor, recuperam as forças... crescem sem se fatigarem, caminham sem se cansarem.

O Messias promete dar novas forças a quem anda exausto, e robustecer aquele que fraqueja (Leit.). Por isso, Jesus nos convida a ir ter com Ele: «Vinde a mim todos os que vos afadigais» (Ev.).

Aquilo que realmente pesa são os nossos pecados, são os nossos problemas que queremos resolver sem a ajuda de Deus. O Senhor é quem quer tornar o homem mais leve: dá força a quem anda exausto; dá esperança aos desanimados; ajuda os que se queixam da dureza da vida (Leit.). Ajudemos nós também aqueles que andam sobrecarregados pelos seus problemas pessoais ou familiares.

 

 

 

 

 

 

Celebração, homilia:     Armando Rodrigues Dias

Nota exegética:            Geraldo Morujão

Homilias Feriais:           Nuno Romão

Sugestão Musical:        Duarte Nuno Rocha

 


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