aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

VISEU

 

CONCLUSÕES DO

SÍNODO DIOCESANO

 

O bispo de Viseu espera uma “transformação profunda” da diocese como consequência da reflexão do Sínodo realizado entre 2010 e 2015, cujas conclusões foram publicadas no sábado 23 de Julho passado, no âmbito das comemorações jubilares dos 500 anos da Dedicação da Catedral.

 

O livro com mais de 200 páginas apresenta as conclusões e todo o caminho iniciado em 2010 e concluído a 8 de Dezembro de 2015, 50 anos depois do Concílio Vaticano II.

D. Ilídio Leandro falou num projecto de “renovação” da Igreja local, que deve servir de “inspiração” para o futuro da diocese.

“O Sínodo fez-se para se viver nos anos seguintes”, indo por isso orientar os planos pastorais da diocese na próxima década, precisou.

O prelado realçou em particular a reorganização territorial das comunidades católicas, que começou com a passagem de 17 para seis arciprestados. Foi uma medida urgente, dado que os padres são “bastante menos” e há novas facilidades de circulação entre paróquias.

D. Ilídio Leandro adiantou que está em perspectiva uma reorganização paroquial, com a constituição de “unidades pastorais”, evitando o isolamento e promovendo a proximidade.

Outro ponto central é o da formação, desde a catequese, incluindo a familiar, à pastoral litúrgica, o voluntariado ou a pastoral social, pelo que já a partir de Setembro começa a funcionar uma “Escola da Fé”.

Os sínodos diocesanos são assembleias consultivas destinadas a discutir questões importantes das Igrejas locais.

De acordo com o Código de Direito Canónico, devem ser convocados pelo bispo quando “as circunstâncias o aconselharem” e as suas decisões só podem ser publicadas com a autorização do prelado.

 

 

BEJA

 

NOVO CENTRO PARA

ARQUITECTURA E ARTE RELIGIOSAS

 

A UNESCO e a Diocese de Beja estão entre os promotores do novo Centro UNESCO para a Arquitectura e a Arte Religiosas, com base em Santiago do Cacém.

 

“Este organismo não-governamental, fruto da colaboração de mais de três dezenas de especialistas na herança religiosa não só do Cristianismo, mas também do Judaísmo e do Islão, representa igualmente um reconhecimento do trabalho pioneiro que tem vindo a ser feito, em terras do Baixo Alentejo, na defesa do património sacro”, informa uma nota do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, de 25 de Julho passado.

A nota adverte para o risco que representam os pseudo-restauros por santeiros e curiosos, as obras feitas sem acompanhamento técnico, os furtos, o vandalismo, o desleixo e o abandono.

O arquitecto José António Falcão, director do Departamento, assinala que apesar da falta de recursos, a experiência realizada no sul do Alentejo demonstra a importância de avançar “na defesa de um património em risco”.

“Isto só é possível graças ao entusiasmo de muitos voluntários, cuja dedicação se mostra indispensável para restaurar e manter abertos monumentos, conservar obras de arte e organizar museus”, salienta o historiador, também responsável pela coordenação do novo Centro da UNESCO.

O Centro UNESCO para a Arquitetura e a Arte Religiosas resulta de uma parceria entre a Comissão Nacional da UNESCO, o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, a Pedra Angular – Associação dos Amigos do Património da Diocese de Beja e a Real Sociedade Arqueológica Lusitana, a que se associou também a Câmara Municipal de Santiago do Cacém.

 

 

FÁTIMA

 

ENCONTRO NACIONAL DE PASTORAL LITÚRGICA

 

De 22 a 29 de Julho decorreu no Santuário de Fátima, Centro Pastoral de Paulo VI, o 42º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, sob o tema “A Liturgia, cume e fonte da misericórdia”, com mais de mil participantes.

 

O director do Secretariado Nacional de Liturgia, padre Pedro Lourenço Ferreira, OCD, disse que a “transmissão de celebrações centradas no espectáculo são contrárias ao espírito da liturgia”, uma vez que “podem alimentar a crença, mas não servem a causa da evangelização e da fé”.

O padre Pedro Lourenço Ferreira referiu que “a cultura litúrgica é mais um culto, cuja prática também se aprende” e “requer muitos conhecimentos e ensaios”.

“A mensagem de Fátima resume o espírito da liturgia: penitência e oração. Ambas devem andar juntas. Os problemas e as dificuldades da prática litúrgica podem resumir-se à difícil convivência entre a penitência e a oração”.

Para o director do SNL, “oração e vida regalada são incompatíveis” e “liturgia e diversão não podem conviver”, porque a liturgia “é a obra da redenção e a redenção realizou-se de uma vez por todas na Cruz”.

“Este Encontro, dedicado à misericórdia, encontrou nas celebrações os momentos altos da pastoral litúrgica. Nestes últimos anos, a programação tem privilegiado as celebrações, colocando-as num horário mais nobre para o nosso espírito tão cansado nesta época do ano. Afinal, a liturgia é uma actividade orante, mais prática do que teórica”, disse o padre Pedro Lourenço Ferreira.

 

 

BRAGA

 

ENCONTRO DE

BISPOS AMIGOS DOS FOCOLARES

 

Bispos dos quatro continentes encontraram-se de 2 a 10 de Agosto em Braga por iniciativa do Movimento dos Focolares, “para reflectirem sobre a espiritualidade da unidade”.

 

O encontro, dirigido a “bispos amigos do Movimento dos Focolares”, decorreu no Santuário do Sameiro e reuniu 67 bispos e cardeais provenientes de 27 países de 4 continentes.

“É um encontro que se vem repetindo desde 1977 e que pela primeira vez se realiza em terra lusa, no espaço do Santuário de Nossa Senhora do Sameiro, a convite de D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz de Braga”, refere o comunicado do Movimento dos Focolares.

O encontro ia ser moderado pelo cardeal Francis Kriengsak, arcebispo de Bangko (Tailândia), e tinha por finalidade “a comunhão fraterna entre os bispos presentes, segundo a espiritualidade da unidade que anima o Movimento dos Focolares”.

“O tema central do encontro é o mistério de Jesus na cruz quando grita «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?» (Mc 15,34), palavra-chave para ir ao encontro do sofrimento no mundo de hoje e que será também o tema para todo o Movimento durante o ano 2016/2017”, acrescenta o documento.

O Movimento informa que Maria Voce, presidente dos Focolares, “estará presente no encontro e dará o seu contributo sobre este tema”.

D. Klaus Hemmerle, bispo de Aachen, na Alemanha, iniciou os encontros entre bispos amigos do Movimento dos Focolares em 1977, “aprovados e apoiados desde o início pela Santa Sé, como forma de promover a colegialidade ‘efetiva e afetiva’ entre Bispos num espírito de comunhão e de fraternidade”, conclui o comunicado.

 

 

MADEIRA

 

CELEBRAÇÃO DO 15 DE AGOSTO

 

Funchal celebrou este ano a festa de Nossa Senhora do Monte (15 de Agosto), padroeira da diocese madeirense, sem qualquer “animação exterior” como sinal de luto pelas vítimas dos incêndios na ilha.

 

“As graves consequências dos incêndios que nestes últimos dias assolaram a nossa ilha, sobretudo a cidade do Funchal, provocando vítimas mortais, vários feridos e elevadas perdas materiais, impõem um momento de recolhimento e oração em sinal de comunhão com todas as pessoas atingidas”, refere o pároco de Nossa Senhora do Monte, padre Giselo Andrade.

A nota justifica assim a decisão de “cancelar a animação exterior tradicional da festa do Monte”, mantendo-se as celebrações litúrgicas.

O sacerdote sublinha que as celebrações religiosas dedicadas a Nossa Senhora do Monte “constituem uma expressão de fé do povo madeirense e um momento de louvor a Maria Santíssima”, que se tem repetido nos “momentos mais difíceis” da história da região.

No domingo véspera da festa, a imagem de Nossa Senhora do Monte foi colocada à veneração dos fiéis no cruzeiro da igreja, até à meia-noite.

Já no dia 15, como é tradição, foi celebrada a “Missa dos romeiros”, antes da Eucaristia Solene presidida pelo bispo do Funchal, D. António Carrilho, seguindo-se a procissão de Nossa Senhora.

A festa anual do 15 de agosto tem raízes na aparição de uma pequena imagem de Nossa Senhora e reúne peregrinos de todo o arquipélago, bem como madeirenses na diáspora.

 

 

BRAGANÇA

 

“CATEQUESES

PARA A INICIAÇÃO CRISTÃ DOS ADULTOS”

 

O presidente da Comissão Episcopal Liturgia e Espiritualidade afirmou que a obra Catequeses para a iniciação cristã dos adultos é uma proposta inédita com o “desafio de fazer cristãos” e “ensinar-lhes tudo” sobre Jesus e o seu Evangelho.

 

“É um enorme contributo para a iniciação cristã dos adultos. Para aqueles que se preparam para a iniciação cristã em adultos como para aqueles que, tendo sido baptizados, querem agora aprofundar as razões mais profundas da sua fé, esperança e caridade”, explicou D. José Cordeiro no passado dia 27 de Agosto.

O bispo da Diocese de Bragança-Miranda referiu que a nova publicação segue também o repto do Papa Francisco aos bispos portugueses quando pediu que fossem capazes de “ousar passar do método escolar ao método catecumenal na vivência e transmissão da fé”, na visita Ad Limina, em Setembro de 2015.

Em Catequeses para a iniciação cristã dos adultos, o Secretariado Nacional de Liturgia propõe 96 catequeses, para três anos, que seguem “todos os itinerários” do ritual de iniciação cristã dos adultos.

“Nenhum de nós que é baptizado e consciente do seu baptismo, nas diferentes vocações e missões da Igreja, nasceu cristão. Tornamo-nos cristãos com a ajuda dos nossos pais, padrinhos, da comunidade paroquial, de catequistas, com o testemunho uns dos outros”, observou o presidente da Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade.

Segundo D. José Cordeiro a nova publicação surgiu da prática; afinal, “é já há muito tempo” um trabalho realizado e experimentado na Arquidiocese de Évora pelo padre José de Leão Cordeiro, que coordenou a edição de Catequeses para a iniciação cristã dos adultos.

 

 

FÁTIMA

 

QUESTÃO DO IMI

DE CENTROS PAROQUIAIS

 

No passado dia 29 de Agosto reuniu-se em Fátima um grupo de Ecónomos e Vigários Gerais das várias dioceses, para estudarem a questão levantada pelas Secções de Finanças ao reclamar o Imposto Municipal de Imóveis (IMI) de prédios com fins sociais e pastorais. No fim divulgaram a seguinte Nota:

 

“Reuniu-se em Fátima, na Casa de Retiros de Nossa Senhora das Dores, um conjunto de Ecónomos e Vigários-Gerais para análise da interpretação das normas legais em matéria de aplicação de IMI, sobre bens que se integrem nos casos tipificados nas normas da Concordata.

“A reunião decorreu num espírito de entendimento comum sobre as questões técnicas indicadas, considerando a natureza das pessoas jurídicas religiosas e a vontade da Igreja de não querer ter qualquer privilégio, mas sim um tratamento conforme com aquela natureza e com os fins da Igreja Católica, à semelhança do que se passa no ordenamento jurídico português quanto a muitas outras instituições, que beneficiam de tratamento equivalente na sua relação com o Estado Português.

“Foi notado o entendimento de que se espera que o Estado Português continue a tratar todas as instituições em conformidade com a Lei e o Direito. As instituições da Igreja Católica continuarão a fazer o mesmo”.

 

De facto, a Lei (cf. Estatuto dos Benefícios Fiscais, Lei do Financiamento dos Partidos Políticos, Lei de Liberdade Religiosa, Concordata de 2004) prevê isenções em matéria de IMI para um conjunto de entidades, no cumprimento dos respectivos fins. São elas:

– instituições da Igreja Católica;

– associações religiosas;

– partidos políticos;

– representações diplomáticas de Estados estrangeiros;

– instituições de segurança social e de previdência;

– sindicatos e associações profissionais,

– pessoas colectivas de utilidade pública;

– instituições particulares de solidariedade social;

– associações desportivas e associações juvenis;

– associações não lucrativas e de utilidade pública;

– monumentos nacionais;

– prédios classificados como de interesse público ou de interesse municipal;

– etc., etc.

 

O Ministério das Finanças já garantiu que as isenções de IMI decorrentes da aplicação da Concordata entre o Estado português e a Igreja Católica “não sofreram recentemente qualquer alteração, nem foram objecto de alteração das orientações interpretativas”.

Em comunicado, explica-se que “o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais reiterou à Autoridade Tributária (AT) que os instrumentos administrativos que há mais de 10 anos determinaram a interpretação a seguir pela AT na aplicação das normas da Concordata, nomeadamente as circulares 6/2005 e 10/2005, continuam a ser aplicáveis”.

O entendimento expresso nas circulares internas referidas é o de que estão isentas de IMI as residências dos eclesiásticos, “quer sejam residências paroquiais, episcopais ou de congregações religiosas, Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica”. São igualmente abrangidos os imóveis afectos a lares de estudantes, a casas de exercícios espirituais e à formação de religiosos, desde que, em qualquer dos casos, estejam integrados em estabelecimentos destinados à formação eclesiástica ou ao ensino da religião católica, e, ainda, os imóveis pertencentes a pessoas jurídicas canónicas e cedidos gratuitamente a instituições particulares de solidariedade social ou a estabelecimentos de ensino.

De fora da isenção ficam os “prédios adquiridos para rendimento pelas pessoas jurídicas canónicas, estando ainda os respectivos rendimentos auferidos sujeitos a IRC, independentemente da sua afectação”.

Mantendo-se o entendimento, o que justifica que, nos últimos tempos, várias dioceses estejam a ser notificadas para pagar o IMI de prédios com fins sociais e pastorais? O Ministério das Finanças diz que “não pode comentar as situações fiscais concretas de contribuintes individualizados”, mas remete para a “actividade normal de controlo da atribuição de isenções fiscais pela AT”.

E nessa actividade de controlo incluem-se, precisamente, os casos de “necessidade de justificação dos pressupostos de facto de isenções de IMI por parte de entidades religiosas”, tal como acontece com “qualquer contribuinte relativamente a qualquer imposto”.

 

 

FÁTIMA

 

CURSO DE MÚSICA LITÚRGICA

 

O director do Curso de Música Litúrgica, uma iniciativa do Serviço Nacional de Música Sacra, departamento do Secretariado Nacional de Liturgia, afirmou que os 45 alunos que receberam diplomas e certificados vão “mais preparados para ajudar” nas suas paróquias.

 

O padre António Cartageno referiu que o Curso de Música Litúrgica forma pessoas que vão directamente para as paróquias, para as celebrações litúrgicas, “para exercerem bem o seu ministério”, seja de salmistas, de directores de coro ou da assembleia e organistas.

Foram 45 alunos que receberam, no passado dia 30 de Agosto, os seus diplomas e certificados de participação no V Curso de Música Litúrgica dinamizado pelo Serviço Nacional de Música Sacra, em Fátima.

Paulo Jorge Domingues frequentou o curso na vertente de direcção coral, por sugestão dos professores no seminário de Viseu, diocese onde “fazia falta alguém responsável como director de um coro” e ser “mais abrangente a nível da pastoral litúrgica”.

Para além de direcção e harmonia, o seminarista viseense destaca também o estudo da História da Música, porque é importante saber as raízes: “De onde vimos, onde estamos e projectarmos aquilo que vamos querer para a Pastoral Litúrgica, nomeadamente, para a música sacra em Portugal.”

Já o padre José Joaquim Ribeiro frequentou o V Curso de Música Litúrgica na vertente de órgão e salmista, e a edição anterior em direcção de coro e assembleia, que foram fundamentais no seu percurso

“A nível técnico o curso preparou-me naquilo que sei hoje. O panorama musical de Portugal hoje, se tem alguma qualidade, deve-se muito ao curso, às cinco versões”, explicou.

O padre António Cartageno referiu que assistiu à maior parte dos exames e “ficou sinceramente impressionado com a qualidade de muitos alunos”, que “são verdadeiramente dotados e que aprenderam muito” ao longo dos últimos três anos.

O sacerdote compositor da Diocese de Beja espera que os sinais positivos “se vão espalhando com a ajuda destes alunos”.

 

 

LISBOA

 

NOVA COMISSÃO DE LIBERDADE RELIGIOSA

 

No passado dia 5 de Setembro, o antigo Ministro da Justiça e promotor da Lei da Liberdade Religiosa José Vera Jardim foi empossado como novo presidente da Comissão de Liberdade religiosa, composta por 21 responsáveis das várias confissões existentes em Portugal, a última das quais a aderir foi a comunidade budista. A cerimónia realizou-se na Fundação Calouste Gulbenkian.

 

A Igreja católica está representada pelo P. Manuel Saturino Gomes, Juiz auditor da Rota Romana, e pelo teólogo Alfredo Teixeira, da UCP, ambos designados pela Conferência Episcopal Portuguesa.

Segundo a Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, que lhes deu posse, a liberdade religiosa é uma das “traves-mestras” do Estado de Direito. Defendeu da parte do Estado uma “laicidade inclusiva” e falou de “tolerância” enquanto reconhecimento da diversidade e respeito pelo outro. Falou dos “princípios da separação e da cooperação entre Estado e comunidades religiosas”. Às vezes há quem confunda laicidade com defesa do agnosticismo, ou pior, do ateísmo. O Estado é laico, pois não é sua missão a actividade religiosa, mas, reconhecendo a importância dessa actividade, deve dar as melhores condições àqueles que a exercem, para o fazerem em igualdade de circunstâncias. É claro que o Estado é laico, mas os estadistas e políticos são livres de terem a sua própria religião e de a praticaram como entenderem. O que não podem é, como estadistas, querer privilegiar a sua confissão.

 É evidente que também há que ter em conta o número de praticantes de cada confissão. É natural que a confissão com mais praticantes esteja mais presente em serviços como capelanias, ou actos oficiais, e até tenha protocolos e concordatas com o Estado, já que os seus serviços são requeridos por mais cidadãos. Isto sem impedir a presença das outras confissões. Tudo o que neste campo se fizer para evitar “guerras religiosas” procedendo com equilíbrio e entendimento, será a missão desta Comissão.

A tomada de posse pela Ministra da Justiça da nova Comissão da Liberdade Religiosa e do novo Presidente Vera Jardim foi acompanhada por um colóquio sobre os princípios da separação e da cooperação entre Estado e comunidades religiosas.

 

Na mesma altura, 19 igrejas e comunidades religiosas assumiram o “compromisso claro e indefectível de uma cultura da não-violência, da paz e da justiça”, na Fundação Calouste Gulbenkian. O padre Manuel Barbosa, Secretário da CEP, representou a Igreja Católica em Portugal no acto solene de leitura e assinatura desta “Declaração pela Paz e pelo Diálogo”.

O secretário da CEP assinalou que a declaração deseja que continuem “em conjunto, com o apoio da CLR, a afirmar os valores da liberdade” nas várias dimensões que são inerentes tanto à Igreja Católica como às comunidades religiosas presentes em Portugal.

 

 

LISBOA

 

COOPERADORAS DA FAMÍLIA:

SER O ROSTO MATERNO DE DEUS

 

Os desafios e interpelações deixadas pela celebração do ano do cinquentenário da morte do Venerável Mons. Alves Brás, seu Fundador, as linhas de força da Assembleia Geral de 2015, o centenário das aparições de Fátima, a encíclica Laudato Si e a exortação apostólica Alegria do Amor, são os pilares do Plano de Vida e Acção 2016/2017 do Instituto Secular das Cooperadoras da Família (ISCF), dados a conhecer em 9 de Setembro passado.

 

Sob o lema “Ser sinal do rosto materno de Deus”, o Plano enquadra-se no mote escolhido para dinamizar o sexénio 2015/2021 que impele as Cooperadoras a “Estar no mundo com o coração de Deus ao serviço da Família”.

Com Jesus e como Jesus, as Cooperadoras são chamadas a ser sinal desse rosto materno de Deus expressando, “na vida e com gestos muito concretos, esse cuidado de Deus por cada pessoa humana”, gerando “uma ecologia do cuidado”.

O “Ser sinal do rosto materno de Deus” é também apreender de Maria e com Maria a primazia do Amor de Deus e do seu filho Jesus. Um aspecto a valorizar a que não é alheia a celebração do centenário das aparições de Fátima que decorre ao longo deste ano.

As Cooperadoras da Família são chamadas a “Ser o rosto materno de Deus” em cinco áreas onde o verbo cuidar está presente: o cuidado pessoal, cuidar da relação com Deus, cuidar dos outros (especialmente da família), cuidar do carisma e cuidar a terra (a nossa casa comum).

O objectivo geral do Plano é “testemunhar com a família o rosto materno de Deus no coração do mundo”. Para tal as Cooperadoras da Família propõem-se trabalhar a dimensão carismática, espiritual, a dimensão da formação, da fraternidade, a dimensão social e apostólica e a dimensão vocacional.

 

 

SANTARÉM

 

CALOIROS DA UCP

EM INICIATIVA SOLIDÁRIA

 

Cerca de 150 alunos do primeiro ano da Faculdade de Economia e Gestão, da Universidade Católica Portuguesa em Lisboa, participaram no passado dia 7 de Setembro numa acção de restolho num campo de batatas na Golegã, contra o desperdício alimentar.

 

O director da Faculdade destacou a dupla função desta iniciativa – ao mesmo tempo integrar os caloiros e sensibilizá-los para o problema do desperdício alimentar, para a prática do voluntariado e da solidariedade, uma vez que o produto da colheita vai reverter para as populações mais carenciadas.

“A dimensão solidária é um dos valores que nós queremos fomentar na Universidade Católica e na nossa Faculdade, e por isso já há quase 10 anos temos esta preocupação de encontrar um contexto em que, por um lado, os caloiros se conheçam, comecem a interagir entre si, mas também que sintam que isto é uma oportunidade para fazer bem a outros”, salientou Francisco Veloso.

Todos os projectos de envolvimento dos caloiros têm partido do “Dia Solidário” da Faculdade de Economia e Gestão da UCP, que vai na sua oitava edição.

Este ano envolveu uma actividade de restolho, de recolha de alimentos que ficaram nos campos depois das primeiras colheitas, neste caso de batatas, por terem um calibre inadequado.

Os alunos arregaçaram as mangas e conseguiram resgatar da terra várias toneladas de batata que, caso contrário, ficariam esquecidas e seriam desaproveitadas.

“É certo que a indústria é que estabelece estes números, estes tamanhos, todas estas características que estes produtos têm que ter; mas somos nós, os consumidores, que fazemos com que a indústria os estabeleça, ela actua consoante as nossas preferências. Quando dizemos que há desperdício, nós próprios, nas nossas casas, acabamos por fazê-lo”, defendeu Fábio David, um jovem de 18 anos que está a iniciar o curso de Gestão.  

Deste modo, os mais novos aprendem também a encarar a economia, não apenas como números e cálculos, mas como um meio que deve estar ao serviço das pessoas.

“Nós queremos que os alunos sejam de facto bons gestores, bons economistas, mas que sejam também pessoas com sensibilidade social, que compreendam que o amor ao próximo, que a solidariedade para com aqueles menos favorecidos tem que fazer parte da sua vida, das suas decisões”, apontou Francisco Veloso.

O produto da colheita deste ano reverte a favor do Banco Alimentar de Abrantes, que depois o encaminhará para as famílias mais necessitadas.

A iniciativa “Restolho” é desenvolvida em parceria com a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome, a AgroMais, cooperativa agrícola que representa os produtores da região norte do Vale do Tejo e a instituição “Entreajuda”.

“Cada vez mais sentimos que o que faz sentido é trabalhar em parceria e este restolho é de facto um exemplo óptimo, porque percebemos que aqui todos ganham; ganham estes grupos de empresas ou universidades que acham importante promover o voluntariado, ganha o Banco Alimentar porque recebe esses alimentos e ganham aqueles que vão receber estes bens”, realçou Marta Vinhas, da “Entreajuda”.

 

 

FÁTIMA

 

PRIMEIRA EDIÇÃO CRÍTICA

DAS MEMÓRIAS DA IRMÃ LÚCIA

 

A primeira edição crítica das “Memórias” da Irmã Lúcia, apresentada no passado dia 8 de Setembro, no âmbito do Congresso Mariológico e Mariano Internacional, leva os leitores ao encontro dos escritos originais da vidente.

 

“Até ao momento da vinda para Fátima desses originais não tínhamos ideia exactamente do que eles eram. Da quinta e da sexta memória, por exemplo, a Lúcia só entregou ao santuário fotocópias”, referiu Cristina Sobral, docente e investigadora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, curadora da obra.

A docente adianta que entre as novidades se conta a publicação inédita do texto de um questionário de 315 perguntas enviadas pelo Santuário de Fátima à Irmã Lúcia e a divulgação da chamada “quinta memória” numa versão que “não estava publicada”, com “variantes”, a partir do manuscrito que estava no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra.

“Não quer dizer que sejam coisas de grande dimensão, que alterem a Mensagem de Fátima. Não vale a pena esperar isso, são pequenas coisas que podem ter imenso interesse para os estudiosos da escrita e para os estudiosos da cultura”, assinala.

Estes pormenores mostram o universo mais íntimo da vidente, dos seus tempos de criança no ambiente rural da Cova da Iria, no início do século XX.

“Sobretudo aquilo que nos mostra o universo infantil e rural da Lúcia, a sua linguagem da altura, a maneira como ela dizia as coisas, as banalizações que ela fazia”, explicou Cristina Sobral.

A edição crítica inclui a terceira parte do chamado terceiro segredo de Fátima, sem que tenha sido encontrado “absolutamente nada de novo” em relação ao que já foi publicado.

Cristina Sobral aludiu a algumas expressões de oralidade que eram características de Lúcia, mas que “não estão nas outras edições porque foram normalizadas, corrigidas”.

“O facto de em determinado momento ela dizer ‘estou para aqui a falar sem rei nem roca’. A expressão é ‘sem rei nem roque’ mas ninguém sabe o que é o roque [movimento do xadrez] e ela evidentemente também não sabia”, exemplificou a investigadora.

Ao contrário das outras edições das “Memórias”, em que “muitas coisas de sintaxe, marcas do discurso oral, aspectos de expressividade do discurso da Lúcia desapareceram”, neste caso optou-se por seguir mais a estrutura dos manuscritos originais, corrigindo apenas “os erros que são lapsos da Lúcia, que ela própria teria corrigido, caso se tivesse apercebido deles”.

“Ela aliás corrigia imenso, os manuscritos estão cheios de borracha azul; isso é uma coisa engraçada, hoje em dia conservam-se no dorso do livro os bocados da borracha que ela usou”, ilustra Cristina Sobral.

Os primeiros quatro textos das Memórias foram escritos em Tuy entre 1935 e 1941 e foram publicados na íntegra pela primeira vez em 1973, mas parcialmente já tinham sido tornados públicos em 1938.

As duas últimas memórias são escritas entre 1989 e 1993 no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra.

“Do ponto de vista do conteúdo, não vejo diferença nenhuma entre as memórias do primeiro ciclo, as quatro primeiras, e as duas últimas”, sublinhou a investigadora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

 

 

SANTARÉM

 

PRÉMIO EUROPA NOSTRA 2016

PARA CONSERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO

 

No passado dia 10 de Setembro, a Catedral e Museu Diocesano de Santarém celebraram com o descerramento de uma placa comemorativa a atribuição do Prémio Europa Nostra 2016, na presença de responsáveis religiosos e políticos.

 

“[O património] às vezes anda esquecido como é o caso de muitas peças que estavam arrumadas em lugares já para ir para o lixo ou esquecer e que estão aqui a brilhar como expressão dos nossos valores espirituais e cristãos e como uma memória viva”, disse o bispo de Santarém.

D. Manuel Pelino acrescentou que a Igreja tem um rico património que “não é só memória do passado, mas é uma referência viva para a vida de hoje”; numa sociedade onde “há falta de memória”, existe um “certo vazio de referências”.

O prelado acrescentou que a evangelização pela imagem “é um caminho que precisa de ser mais desenvolvido”, passar da doutrina “à visibilidade de imagens e referências concretas”.

A cerimónia celebrou o Prémio Europa Nostra 2016, da União Europeia para o Património Cultural, considerado o mais importante da área e foi atribuído ao trabalho de reabilitação da Catedral e do Museu Diocesano de Santarém implementado no projecto “Rota das Catedrais”.

O ministro da Cultura, na sua intervenção, explicou que o desafio da conservação do património “é um dos maiores que se coloca em todas as gerações” e assinalou que a responsabilidade perante o património “não é a de pedras mortas é perante as pedras vivas”.

“Sabemos que sem o empenhamento da sociedade, de todos, não será possível levarmos a cabo a defesa da cultura”, disse Luís Filipe de Castro Mendes, destacando que no prémio Europa Nostra se vê que a “aliança virtuosa” entre entidades políticas – nacionais, locais, europeias – e a Igreja “gerou esta consagração e estimulou este trabalho”.

 

 

SANTARÉM

 

CONTRATOS DE ASSOCIAÇÃO

COM ESCOLAS PRIVADAS

 

O presidente da Comissão Episcopal para Educação Cristã e Doutrina da Fé considera que “não houve esclarecimento” à opinião pública sobre a revisão dos contratos de associação, lembrando que estes pretendiam “oferecer uma educação” onde não havia escola pública.

 

“Foi um serviço prestado à sociedade, com qualidade. Essas escolas hoje são desejadas pelos pais porque têm acompanhamento pessoal, as crianças, adolescentes, jovens estão em família, têm propostas”, disse D. Manuel Pelino.

O bispo de Santarém considera que faltou explicar ao público o papel dos contratos de associação que, no fundo, tinham como objectivo “oferecer uma educação” àqueles que não tinham possibilidade de ir à escola pública.

Para o bispo de Santarém, o serviço prestado pelas escolas com contratos de associação “é um estímulo” para a oferta da escola “não ser apenas só de conhecimento” mas ter um ambiente comunitário.

“O que nós desejávamos é oferecer uma educação de qualidade que não fosse apenas de conhecimento, mas também um caminho com valores, objectivos e ambiente comunitário. É isso que deve estar presente na escola privada, na escola com contratos de associação e na escola pública”, explicou o bispo diocesano.

Para a Igreja Católica, acrescenta D. Manuel Pelino, o objectivo é fazer da Educação Cristã “não apenas a transmissão de conhecimentos” mas a “oferta de referência para a vida”.

O actual Governo decidiu-se pela não abertura de novas turmas de início de ciclo já neste ano lectivo em vários colégios com contratos de associação.

Em causa estão os contratos que o Estado celebra com escolas privadas para permitir a frequência dos colégios em condições de gratuitidade, como oferta educativa pública equiparada à das escolas estatais (contrato de associação), onde a rede pública é insuficiente.

 

 

LISBOA

 

REGRESSO DO NOVICIADO

 

A Ordem dos Pregadores (Dominicanos) destacou que o seu noviciado regressou a Portugal, com tomadas de hábito no Convento de São Domingos no passado domingo dia 11 de Setembro, após vinte anos desta etapa formativa em Espanha.

 

O frade dominicano  Filipe Rodrigues, mestre de noviços, informou que são oito noviços que vão estar em formação durante este ano, sendo um português e sete do Vicariato de Angola, que depende da Província de Portugal.

Durante o ano os noviços vão ser formados em vários temas da consagração religiosa, “com maior destaque para vida fraterna e comum, a liturgia e a oração, o silêncio, o estudo e o ministério da palavra”.

As Constituições da Ordem dos Pregadores indicam que “o noviciado é um tempo de prova”, com o fim de que os noviços “conheçam a vocação dominicana, assimilem de alma e coração o espírito dominicano, e os irmãos comprovem o seu propósito e idoneidade”.

O mestre da Ordem, frei Bruno Cadoré, erigiu canonicamente o convento do noviciado em Abril e o padre provincial, frei Pedro Fernandes, nomeou como Mestre de noviços frei José Filipe Rodrigues, frade dominicano desde 1999 e padre desde 2004.

 

 

AÇORES

 

FALECEU D. ARQUIMÍNIO,

ÚTIMO BISPO PORTUGUÊS DE MACAU

 

D. Arquimínio Rodrigues da Costa, último bispo português de Macau, faleceu no passado dia 12 de Setembro, aos 92 anos de idade, na ilha açoriana do Pico, onde residia.

 

D. Arquimínio Rodrigues da Costa, nasceu em São Mateus (Ilha do Pico) em 1924; em 1938, juntamente com outros dois companheiros, foi para Macau com monsenhor José Machado Lourenço, missionário no Extremo Oriente.

O jovem entrou no seminário de S. José, completando os seus estudos eclesiásticos em Teologia em Junho de 1949; foi ordenado sacerdote a 6 de Outubro de 1949.

O cabido da Sé de Macau elegeu-o como vigário capitular da Diocese em Junho de 1973; três anos depois, Paulo VI nomeou-o bispo de Macau, sucedendo ao também açoriano D. Paulo José Tavares, e a sua ordenação decorreu na Catedral Macaense a 25 de Março de 1976.

A 6 de Outubro de 1988, o Papa João Paulo II aceitou o seu pedido de resignação ao cargo de bispo de Macau, sucedendo-lhe o macaense D. Domingos Lam; desde Janeiro de 1989 fixou residência na sua terra natal.

Em Novembro de 1988 foi condecorado por Mário Soares, presidente da República Portuguesa, com o grau de Grã-Cruz da Ordem de Mérito.

As exéquias no Santuário do Senhor Bom Jesus do Pico, realizadas dois dias depois e concelebradas pelo clero da ilha, foram presididas pelo Bispo de Angra do Heroísmo D. João Lavrador, que destacou as qualidades pessoais e pastorais do prelado.

 

 

FÁTIMA

 

ENCONTRO NACIONAL

DA PASTORAL SOCIAL

 

No passado dia 13 de Setembro, o presidente da República Portuguesa associou-se ao XXX Encontro Nacional da Pastoral Social, e sublinhou o papel das instituições solidárias num momento de “saída da crise”, que prevê ir demorar “um tempo considerável”.

 

“Seria ilusório pensar que a preocupação se esbate na fase da saída da crise”, que “não será nem fácil nem rápida nem homogénea, ou seja, igual para todos”, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa numa mensagem em vídeo, gravada para a abertura dos trabalhos, em Fátima.

Rebelo de Sousa quis dirigir-se aos participantes, recordando a “importância da Doutrina Social da Igreja” (DSI) no “travejamento constitucional e na vida do país”.

O presidente português assinalou a “forte influência” da DSI na Constituição, que consagra princípios dessa mesma doutrina, embora não exclusivos, como o princípio da “dignidade da pessoa humana”.

Marcelo Rebelo de Sousa quis deixar uma palavra especial às instituições ligadas à Igreja Católica, que “estão a servir a comunidade” no terreno e que “garantiram que a crise fosse um pouco menos dura do que aquilo que poderia ter sido, sendo embora muito penosa”.

O presidente da República Portuguesa espera que essa acção continue, para que a saída da crise seja “menos penosa” para “larguíssimas centenas milhares de portugueses” que estão em situação de risco e para os dois milhões que estão em situação de pobreza.

A sessão de abertura, contou com a presença do cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa; de D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima e vice-presidente da CEP; e do presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga.

 

 

PORTO

 

PRÉMIO VILALVA

PARA TORRE DOS CLÉRIGOS

 

A Fundação Calouste Gulbenkian atribuiu a 9ª edição do Prémio Vasco Vilalva ao projecto de restauro e recuperação da Igreja e Torre dos Clérigos.

 

Num comunicado de 13 de Setembro passado, a Fundação Gulbenkian refere que este prémio distingue o “conjunto patrimonial” formado pela Igreja e Torre dos Clérigos e a “qualidade geral da intervenção de conservação e restauro realizada por ocasião da comemoração dos 250 anos da construção da torre – o seu principal ícone visual”.

Para o presidente da Irmandade dos Clérigos é “uma honra” receber o Prémio Vilalva 2016, sobretudo pelo facto da Fundação Gulbenkian estar a assinalar a “vivência jubilar” dos 60 anos de existência.

“O Prémio Vilalva honra a Irmandade dos Clérigos e a cidade do Porto”, sublinha o padre Américo Aguiar, acrescentando que dedica este galardão aos trabalhadores “que edificaram a Igreja e Torre dos Clérigos e aos que, entre Dezembro de 2013 e Dezembro 2014, devolveram os Clérigos ao Porto, a Portugal e ao mundo”.

Classificado Monumento Nacional em 1910, a Igreja e Torre dos Clérigos, do Arquitecto Nicolau Nasoni, foram construídos na segunda metade do século XVIII e objecto de uma intervenção e restauro concluídos em 2015.

Para o júri do Prémio Vilalva, constituído por Dalila Rodrigues, António Lamas, José Pedro Martins Barata, José Sarmento de Matos e Rui Esgaio, a atribuição deste prémio distingue “o respeito pela integridade física dos sistemas construtivos existentes, preservados e restaurados com recurso a técnicas tradicionais, as adequadas metodologias de conservação e restauro do património artístico integrado”.

A cerimónia pública de entrega do Prémio Vilalva 2015, no valor de 50 mil euros, vai decorrer no dia 20 de Setembro, às 17h, na Igreja dos Clérigos, no Porto.

 

 

FÁTIMA

 

PRÓXIMA ASSEMBLEIA PLENÁRIA

DA CEP

 

A próxima Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), marcada para 7 a 10 de Novembro próximo, vai debater uma Carta Pastoral sobre o Centenário das Aparições em Fátima e um documento dedicado à renovação da catequese.

 

O secretário e porta-voz do episcopado católico explicou, no final da reunião do Conselho Permanente da CEP, no passado dia 13 de Setembro, que está a ser preparada uma Carta Pastoral sobre o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima (1917-2017), com uma mensagem “humana e evangélica”, para que seja “objecto de reflexão nas várias dioceses”.

O sacerdote adiantou também que esperam aprovar na assembleia o documento “Catequese: a alegria do encontro com Jesus Cristo”, que tem como principal objectivo fomentar a reflexão sobre a catequese actual e recolher o contributo de responsáveis de todas as dioceses, desde há um ano.

Segundo o padre Manuel Barbosa, “aposta-se na catequese familiar” e, em concreto, vai-se “perceber o que isso significa”, como incentivar a Educação Cristã “através da catequese”.

Os bispos de Portugal vão dedicar também um tempo à reflexão da Exortação apostólica pós-sinodal do Papa Francisco A Alegria do Amor, com o contributo do arcebispo emérito de Barcelona, o cardeal Lluís Sistach, especialista nessa área.

O padre Manuel Barbosa adiantou também que a CEP vai publicar “Notas pastorais de reconhecimento” dedicadas à Congregação da Missão, os Vicentinos, pelos 400 anos do carisma e 300 anos de presença em Portugal e à Congregação dos Missionários do Espírito Santo, os Espiritanos, que celebram 150 anos de presença em Portugal.

 


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