Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

2 de Novembro de 2016

 

As leituras escolhem-se entre as que se propõem para as Missas pelos defuntos (no Leccionário: Missas de Defuntos, vol. VIII). Sugerem-se os textos seguintes:

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Felizes os mortos, F. dos Santos, NRMS 19-20

cf. 1 Tess 4, 14; 1 Cor 15, 22

Antífona de entrada: Assim como Jesus morreu e ressuscitou, também aos que morrem em Jesus, Deus os levará com Ele à sua glória. Se em Adão todos morreram, em Cristo todos voltarão à vida.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

“Eu sou a Ressurreição e a Vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá". (Jo 11,25)

Hoje é um dia de silêncio, saudades, esperança e preces. Visitamos o cemitério. Levamos flores aos túmulos. Nesta devoção está presente a nossa fé na Ressurreição. A Liturgia de hoje lembra-nos a verdade sobre a qual se fundamenta a nossa fé: “Creio na ressurreição da carne e na vida eterna.”

 

Oração colecta: Deus, Pai de misericórdia, escutai benignamente as nossas orações, para que, ao confessarmos a fé na ressurreição do vosso Filho, se confirme em nós a esperança da ressurreição dos vossos servos. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Job sente Deus como o seu defensor, como alguém que está vivo e se compromete connosco: “Eu sei que o meu Redentor está vivo e, no último dia, na minha carne verei a Deus. Eu próprio O verei, os meus olhos O hão-de contemplar!”

 

Job 19, 1.23-27a

1Job tomou a palavra e disse: 23«Quem dera que as minhas palavras fossem escritas num livro, ou gravadas em bronze 24com estilete de ferro, ou esculpidas em pedra para sempre! 25Eu sei que o meu Redentor está vivo e no último dia Se levantará sobre a terra. 26Revestido da minha pele, estarei de pé na minha carne verei a Deus. 27aEu próprio O verei, meus olhos O hão-de contemplar».

 

Este pequeno trecho é um dos mais citados pela tradição cristã; corresponde à resposta de Job às acusações dos seus amigos; é um hino de esperança e confiança em Deus no meio do seu atroz sofrimento, um hino que fica bem realçado, ao dizer: «palavras escritas… esculpidas em pedra para sempre».

25 «E no último dia Se levantará sobre a terra». Esta última reformulação da tradução litúrgica – que antes já tinha abandonado o texto latino da Vulgata («Et in novíssimo die de terra surrecturus sum») para se cingir ao texto hebraico massorético – parece ter querido recuperar um sentido escatológico (o da ressurreição final), ao não ter o adjectivo «último» referido a Deus, mas sim a «dia» (um substantivo que não aparece no hebraico, mas que a Vulgata pressupôs). No entanto, o verbo «Se levantará» (que em S. Jerónimo se traduz pela 1ª pessoa, referindo-o a Job) segue o texto hebraico.

26 «Na minha carne verei a Deus». O texto massorético significa que, ainda nesta vida (com a minha carne já curada) hei-de sentir a sua protecção, o seu amor e bondade (é este o sentido corrente no A. T. de «ver a Deus»). A verdade é que a nova tradução litúrgica, baseada na pauta da Nova Vulgata, quis manter o sentido escatológico do texto, de acordo com o antigo uso do texto na Liturgia dos defuntos. De facto, quando o justo que sofre (Job) haverá de ver plenamente a Deus com a sua carne, será na Ressurreição (ainda que a doutrina da ressurreição não apareça no livro de Job e seja algo ao arrepio desta obra). A Vulgata de S. Jerónimo tinha uma tradução que hoje nenhum crítico segue: «Eu sei que o meu Redentor vive e que no último dia eu hei-de ressuscitar da terra e serei novamente revestido da minha pele e com a minha própria carne verei o meu Deus». A verdade, porém, é que estamos diante duma passagem que oferece bastantes dificuldades para a reconstituição do texto original e a Nova Vulgata optou por um texto aberto a um sentido escatológico, semelhante ao da tradução litúrgica que temos.

 

Salmo Responsorial            Sl 26 (27), 1.4.7 e 8b e 9a.13-14 (R. 1a ou 13)

 

Monição: Ao cantarmos este salmo, manifestamos a nossa confiança na bondade de Deus, que tem “compaixão de nós e escuta as nossas súplicas. O Senhor é nosso protector. O Senhor é nossa luz e salvação. Desejamos contemplar a sua face.”

 

Refrão:    Espero contemplar a bondade do Senhor

                na terra dos vivos.

 

Ou:          O Senhor é a minha luz e a minha salvação.

 

O Senhor é minha luz e salvação:

a quem hei-de temer?

O Senhor é o protector da minha vida:

de quem hei-de ter medo?

 

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:

habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,

para gozar da suavidade do Senhor

e visitar o seu santuário.

 

Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica,

tende compaixão de mim e atendei-me.

A vossa face, Senhor, eu procuro:

não escondais de mim o vosso rosto.

 

Espero vir a contemplar a bondade do Senhor

na terra dos vivos.

Confia no Senhor, sê forte.

Tem coragem e confia no Senhor.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo ensina-nos que «Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos há-de ressuscitar. Por isso não desanimamos. Se esta tenda, que é a nossa morada terrestre, for desfeita, recebemos nos Céus uma habitação eterna.”

 

2 Coríntios 4, 14-18 – 5, 1

14Como sabemos, irmãos, Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos há-de ressuscitar com Jesus e nos levará convosco para junto d’Ele. 15Tudo isto é por vossa causa, para que uma graça mais abundante multiplique as acções de graças de um maior número de cristãos para glória de Deus. 16Por isso, não desanimamos. Ainda que em nós o homem exterior se vá arruinando, o homem interior vai-se renovando de dia para dia. 17Porque a ligeira aflição dum momento prepara-nos, para além de toda e qualquer medida, um peso eterno de glória. 18Não olhamos para as coisas visíveis, olhamos para as invisíveis: as coisas visíveis são passageiras, ao passo que as invisíveis são eternas. 5, 1Bem sabemos que, se esta tenda, que é a nossa morada terrestre, for desfeita, recebemos nos Céus uma habitação eterna, que é obra de Deus e não é feita pela mão dos homens.

 

A leitura é de uma grande riqueza doutrinal e projecta a luz da fé sobre o mistério da morte, um mistério a que ninguém pode fechar os olhos, sobretudo na comemoração do dia de hoje. A esperança da ressurreição e da glória do Céu, que animava o Apóstolo Paulo, é a mesma que nos anima a nós.

16 «Ainda que em nós o homem exterior se vá arruinando, o homem interior vai-se renovando de dia para dia». A antítese «homem exterior» «homem interior» visa a oposta dualidade da antropologia teológica paulina, mais do que a dualidade da antropologia filosófica grega, embora sem prescindir dela. O homem exterior é o ser humano considerado na sua mortalidade, votado à ruína e decomposição física (cf. v. 7: um frágil «vaso de barro»), em contraste com o homem interior, que aqui, mais do que a imortalidade da filosofia grega (a athanasía: cf. 1 Cor 15, 53-54; 1 Tim 6, 16), parece indicar a vitalidade sobrenatural imperecível infundida no Baptismo, um princípio de santificação que possibilita que o homem regenerado se vá renovando de dia para dia, identificando-se cada vez mais com Cristo ressuscitado. A vida dos santos demonstra esta afirmação paulina: à medida que os seus corpos se vão consumindo por sofrimentos e penitências corporais, renova-se a sua juventude de alma, a sua alegria. A propósito destas noções, temos que reconhecer que Paulo não utiliza nos seus escritos um modelo antropológico único; com efeito, embora a sua formação seja radicalmente hebraica, ele, ao dirigir-se ao mundo helenístico, também se serve de categorias do pensamento filosófico grego corrente. Daqui provém, às vezes, alguma dificuldade de interpretação dos seus textos, cuja antropologia não se pode absolutizar.

5, 1 «Tenda... morada terrestre...» Tenda (skênos), designa no mundo grego o corpo, como invólucro da alma, uma alusão ao carácter provisório da nossa morada terrestre, em contraposição com o corpo já ressuscitado e glorioso, à maneiro do de Cristo. Que Paulo admite uma escatologia individual e intermédia, distinta da ressurreição final, é uma coisa que fica bem clara neste mesmo capítulo 5 da 2ª aos Coríntios «preferimos exilar-nos do corpo para ir morar junto de Cristo» (cf. Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé em 17-5-79; ver texto em CL, ano C (1979-80), n.º 11/12, pp. 1698-1700).

 

Aclamação ao Evangelho  

 

Monição: Jesus Cristo exulta de alegria e louva Seu eterno Pai que revela os mistérios do reino aos pequeninos. Aceitemos o seu convite: “Vinde a mim e encontrareis descanso para as vossas almas.”

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,

porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 11, 25-30

25Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. 30Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».

 

O trecho da leitura é considerado como a jóia dos Sinópticos, com uma impressionante revelação do Coração de Cristo, sendo os vv. 25-27 uma das mais belas orações de Jesus, também registada em Lucas (Lc 10, 21-24).

25 «Sábios e inteligentes» (prudentes) são os sábios orgulhosos, que confiam apenas na sua sabedoria, auto-suficientes, julgam poder salvar-se com os seus próprios recursos de inteligência e poder. Os «pequeninos» são os humildes, abertos à fé, capazes de visão sobrenatural. A revelação divina só pode ser aceite e captada pela fé: uma ciência soberba impede de aceitar a loucura divina da Cruz (cf. 1 Cor 1, 19-31); os pequeninos são, pois aqueles «que o mundo considera vil e desprezível», mas «que Deus escolheu; escolheu os que nada são, para reduzir a nada aqueles que são alguma coisa» (ibid. v. 28).

27 Jesus reivindica para si um conhecimento do Pai (Deus) perfeitamente idêntico ao conhecimento que o Pai tem do Filho (Jesus), e isto porque Ele, e só Ele, é o Filho, igual ao Pai, Deus com o Pai.

28-30 Palavras estas maravilhosas, que nos patenteiam os sentimentos do Coração de Cristo. O povo andava «cansado e oprimido» com as minuciosas exigências da lei antiga – que o Sirácida (51, 33) apodava de «jugo» – e das tradições que os fariseus e doutores da lei impunham com todo o rigorismo do seu frio e insuportável legalismo, que oprimia a liberdade interior e roubava a paz ao coração (cf. Act 15, 10). Jesus não nos dispensa de levar o seu «jugo» e a sua «carga», mas não quer que nos oprima, pois deseja que O sigamos por amor, e, «para quem ama, é suave; pesado, só para quem não ama» (Santo Agostinho, Sermão 30, 10). O mesmo Santo Agostinho comenta esta passagem: «qualquer outra carga te oprime e te incomoda, mas a carga de Cristo alivia-te do peso. Qualquer outra carga tem peso, mas a de Cristo tem asas. Se a uma ave lhe tirares as asas, parece que a alivias do peso, mas, quanto mais lhas tirares, mais esta pesa; restitui-lhe o peso das suas asas, e verás como voa» (Sermão 126, 12).

 

Sugestões para a homilia

 

Os Fiéis defuntos

 

Ontem celebrámos a glória e a felicidade de todos os Santos. A Igreja dedica o dia de hoje à oração de sufrágio pelos “irmãos que adormeceram na esperança da ressurreição”, recordando-nos a comunhão de todos os crentes em Cristo. Desde o início do século XI, a Igreja consagra o dia dois de Novembro à Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos. «É uma continuação lógica da festa de Todos os Santos. Se nos limitássemos a lembrar os nossos irmãos santos, a comunhão de todos os crentes em Cristo não seria perfeita. Quer os fiéis que vivem na glória, quer os que vivem na purificação, preparando-se para a visão de Deus, são todos membros de Cristo, pelo Baptismo. Continuam unidos a nós. Por isso, a Igreja peregrina na terra, ao celebrar a Igreja da glória, não podia esquecer a Igreja que se purifica no Purgatório.»[1] O dia de Todos os Fiéis Defuntos convida-nos a uma mais íntima e profunda comunhão com aqueles que «partiram antes de nós marcados pelo sinal da fé e agora dormem o sono da paz!» É dia de oração, de sacrifício e de saudosa recordação. Por este motivo, o dia de Fiéis Defuntos suscitou, desde sempre, um profundo eco no Povo de Deus.[2] “A fé dá-nos a possibilidade de uma comunicação com nossos queridos irmãos defuntos e dá-nos a esperança de que já possuem a verdadeira vida.” (GS18,2)

 O Catecismo da Igreja Católica afirma que nós podemos ajudar os nossos Irmãos Fiéis Defuntos: “Os que morrem na graça e amizade de Deus, mas não de todo purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma purificação a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria do Céu. A Igreja recomenda a esmola, as indulgências e as boas obras em favor dos defuntos.” (1031-1032)

“Hoje somos convidados a fazer uma viagem ao mundo dos mortos. Esta recordação é triste e grave, mas sempre instrutiva, porque nos faz reflectir na brevidade da vida presente.” Se a vida é breve, aprendamos a fazer um bom uso de todos os valores, especialmente do tempo. Ao lembramos os nossos irmãos fiéis defuntos, cumprimos um dever de reconhecimento em favor de quem nos deixou o dom da vida, da fé, da amizade. Recordar os nossos familiares e amigos que partiram deste exílio é também celebrar a sua sobrevivência e a sua imortalidade na Pátria definitiva, a casa do nosso Pai celeste. “Pela fé em Jesus Cristo podemos chegar aos nossos mortos, que vivem em Deus. Não é vã esta maneira de pensar. Acreditamos que é um santo e piedoso pensamento. Como é consolador: do passado, o nosso olhar dirige-se para o futuro, para a aurora do regresso de Jesus Cristo.” ( Cf. Papa Beato Paulo VI)

 

 

Oração Universal

 

Irmãos: Unidos na mesma fé,

roguemos a Jesus Cristo pelos nossos irmãos defuntos,

pela Igreja, pela paz no mundo e pela nossa salvação,

dizendo, com esperança:

 

Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos.

 

1. Para que a Igreja, Mãe e Mestra da verdade,

cuide sempre dos seus filhos neste mundo

e interceda por aqueles que já partiram, oremos.

 

2. Para que os nossos familiares defuntos

e todos aqueles de quem já ninguém se lembra

possam contemplar o rosto de Cristo glorioso, oremos.

 

3. Para que todas as famílias que estão tristes

recordem os seus defuntos com amor,

e com esperança orem por eles ao Pai do Céu, oremos.

 

4. Para que todos os fiéis de Jesus Cristo

recebam d’Ele o sentido cristão da vida

e se empenhem por viver como Ele mandou, oremos.

5. Para que o Senhor, que é clemente e compassivo,

livre todos os seus fiéis defuntos

do poder das trevas e da morte eterna, oremos.

 

6. Para que os familiares, amigos e benfeitores

possam contemplar no Céu, com alegria,

o rosto de Jesus Cristo ressuscitado, oremos.

 

Senhor Jesus Cristo que dissestes:

“Todo aquele que vive e crê em Mim não morrerá, mas há-de viver”,

dignai-Vos despertar a nossa esperança,

para que possamos saborear na terra

a glória a que nos chamais no Céu.

Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Queremos ver transformados, Az. Oliveira, NMRS 17

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai com bondade, Senhor, as nossas ofertas e fazei que os vossos fiéis defuntos sejam recebidos na glória do vosso Filho, a quem nos unimos neste sacramento de amor. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio dos Defuntos: p. 509 [652-764] e pp. 510-513

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.

Tomando sobre Si a nossa morte, Ele livrou-nos da morte eterna; oferecendo por nós a Sua vida, abriu-nos as portas da vida imortal

Por isso, com todos os coros dos Anjos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

Santo, Santo, Santo...

 

Santo: Az. Oliveira, NRMS 8 (II)

 

Monição da Comunhão

 

A Palavra de Jesus dilata a nossa confiança:

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna” João, 6, 54

Podemos oferecer a nossa comunhão pelos nossos irmãos defuntos, pedindo: “dai-lhes, Senhor o descanso eterno, entre os esplendores da luz perpétua. Que descansem em paz.”

 

Cântico da Comunhão: Felizes os convidados, M. Luis, NRMS 4

Jo 11, 25-26

Antífona da comunhão: Eu sou a ressurreição e a vida, diz o Senhor. Quem crê em Mim, ainda que tenha morrido, viverá. Quem vive e crê em Mim viverá para sempre.

 

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, que os vossos servos defuntos por quem celebrámos o mistério pascal sejam conduzidos à vossa morada de luz e de paz. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

S. João da Cruz afirma que «no entardecer da vida seremos julgados sobre o amor!» Afirma também “que Deus leva consigo, antes do tempo, as almas que Ele muito ama. Por isso, é um grande negócio para a alma exercitar-se, nesta vida, em actos de puro amor, para que purificando-se em breve tempo, não se detenha muito cá, nem lá, sem ver a Deus. Estes, que são poucos, porque já estão purificados pelo amor, não entram no Purgatório!”

 

Cântico final: Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno, B. Salgado, NRMS 19-20

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Homilias Feriais

 

5ª Feira, 3-XI: A conversão e a misericórdia.

Fil 3, 3-8 / Lc 15, 1-10

É assim que haverá mais alegria por um só pecador que se arrependa do que por noventa e nove justos que não precisam de se arrepender.

No caminho para a vida eterna podemos desencaminhar-nos, como a ovelha perdida (Ev.), mas Jesus está sempre atento à nossa situação, continua a olhar-nos com predilecção e vai à nossa procura.

Ele espera a nossa conversão: «Jesus convida os pecadores à conversão, sem a qual não se pode entrar no Reino, mostra-lhes a misericórdia sem limites de seu Pai para com eles e a imensa alegria que haverá no Céu» (CIC, 545). S. Paulo, depois da sua conversão, considerava o que tinha feito antes como lixo: «considerei tudo como lixo, para ganhar a Cristo» (Leit.).

 

6ª Feira, 4-XI: Bens terrenos e vida eterna.

Fil 3, 17- 4, 1 / Lc 16, 1-8

Quanto a nós, a nossa pátria está nos Céus: é de lá que esperamos, como Salvador, o Senhor Jesus Cristo.

O Apóstolo lamenta, banhado em lágrimas, aqueles que se portam como inimigos da Cruz de Cristo, que só apreciam as coisas terrenas. Esquecem-se da verdadeira pátria, que está nos Céus (Leit.).

Para isso, precisamos ser bons administradores dos bens da terra que o Senhor nos confiou, pois somos chamados a prestar contas dos dons recebidos: «Tudo o que o verdadeiro cristão possui, deve olhá-lo como um bem que lhe é comum com os demais. O cristão é um administrador dos bens do Senhor (Ev.)» (CIC, 952).

 

Sábado, 5-XI: Desprendimento e vida eterna.

Fil 4, 10-19 / Lc 16, 9-15

Em todo o tempo e em todas as situações, estou preparado para comer com fartura e para passar fome, para viver na abundância e para viver na penúria.

O Apóstolo ensina-nos a aceitar com paz e alegria a escassez e, até a falta do que é necessário; a evitar os gastos pessoais, devido ao capricho, à vaidade, ao desleixo, etc.

Não podemos servir a dois senhores (Ev.): «Toda a prática que reduza as pessoas a não serem mais que simples meios com vista ao lucro, escraviza o homem, conduz à idolatria do dinheiro e contribui para propagar o ateísmo. Não podemos servir a Deus e ao dinheiro (Ev.)» (CIC, 2424).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           José Roque

Nota Exegética:         Geraldo Morujão

Homilias Feriais:         Nuno Romão

Sugestão Musical:      Duarte Nuno Rocha

 


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