27º Domingo Comum

2 de Outubro de 2016

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, Az. Oliveira, NRMS 48

Est 13, 9.10-11

Antífona de entrada: Senhor, Deus omnipotente, tudo está sujeito ao vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós criastes o céu e a terra e todas as maravilhas que estão sob o firmamento. Vós sois o Senhor do universo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O mundo atual debate-se com muitos problemas, que têm trazido muita insegurança, graves atropelos aos mais elementares direitos do homem, sofrimento e mesmo receio de viver aos homens do nosso tempo. Como seres inteligentes que somos, queremos saber o motivo porque Deus, nosso Pai, omnipotente e infinitamente bom os consente. Por isso, encontramo-nos como que confundidos e invocamos o Senhor implorando-LHE que intervenha, a fim de repor a ordem nestas ocorrências tão preocupantes. E Ele, como Pai bondosíssimo que é, o quer fazer.

Assim aconteceu também no tempo dos israelitas, cujo relato escutaremos daqui a pouco. A resposta às nossas inquietações, é-nos dada nas leituras da Missa de hoje, às quais devemos prestar a maior atenção.

 

Ato Penitencial

 

Apesar de todas as provas que Deus nos concede para nos demonstrar o Seu Amor, a mais pequena contrariedade lança-nos na dúvida.

Vamos reconhecer os nossos pecados, pedir perdão e prometer emenda de vida.

(Tempo de silêncio. Eis uma sugestão, como alternativa.)

 

. Senhor Jesus, que nos chamais à emenda de vida, e nos ofereceis o perdão dos pecados, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

. Cristo, que oferecestes a vida no altar da Cruz, para nos reconciliares a todos com o Pai, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

. Senhor Jesus, que não quereis que o pecador se condene, mas que se arrependa e viva para sempre, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que, no vosso amor infinito, cumulais de bens os que Vos imploram muito além dos seus méritos e desejos, pela vossa misericórdia, libertai a nossa consciência de toda a inquietação e dai-nos o que nem sequer ousamos pedir. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Como o profeta Habacuc, também nós devemos estar atentos à resposta que Deus dá à nossa oração de súplica. Tal oração não muda a atitude de Deus, mas faz-nos descobrir a pobreza, os limites e a mesquinhez dos nossos planos e, por isso, permite-nos uma grande certeza: Deus é fiel.

 

Habacuc 1, 2-3; 2, 2-4

 

1,2«Até quando, Senhor, chamarei por Vós e não Me ouvis? Até quando clamarei contra a violência e não me enviais a salvação? 3Porque me deixais ver a iniquidade e contemplar a injustiça? Diante de mim está a opressão e a violência, levantam-se contendas e reina a discórdia?» 2,2O Senhor respondeu-me: «Põe por escrito esta visão e grava-as em tábuas com toda a clareza, de modo que a possam ler facilmente. 3Embora esta visão só se realize na devida altura, ela há-de cumprir-se com certeza e não falhará. Se parece demorar, deves esperá-la, porque ela há-de vir e não tardará. 4Vede como sucumbe aquele que não tem alma recta; mas o justo viverá pela sua fidelidade».

 

A leitura está escolhida em função do Evangelho, que fala da fé. A pequenina obra do profeta contemporâneo de Jeremias (séc. VII-VI) começa por duas queixas a que o Senhor responde. No texto temos a primeira queixa (1, 2-3) e a segunda resposta (2, 2-4), em que sobressai o apelo à fé. Deus não deixa de ouvir os seus amigos que Lhe pedem socorro; pode tardar a obra divina da salvação (2, 3), mas «há-de cumprir-se com certeza», «na devida altura», de modo que só vacila «aquele que não tem alma recta». Com efeito, o justo é da que tira a coragem para superar todas as dificuldades que venham a desabar sobre ele, por isso mesmo é que ele viverá. Por outro lado, também se pode entender o texto no sentido de que a fidelidade à aliança é garantia de vida para o justo. S. Paulo, em Rom 1, 17, faz uma actualização deste texto, utilizando-o como mote para a sua longa e profunda exposição sobre a «justificação», isto é, sobre a acção divina pela qual o próprio Deus justifica, isto é, torna justo, salva, o homem pecador. Trata-se duma iniciativa gratuita da parte de Deus, que não é fruto daquilo que o homem possa fazer cumprindo uma série de requisitos legais da Lei de Moisés. A primeira condição essencial para o homem se salvar, para viver a vida divina, é esta: pela fé, acolher confiado e agradecido o dom de Deus, que lhe vem por Cristo, e ser-lhe fiel. Note-se a importância que na época se dava ao profeta Habacuc: o célebre Péxer de Habacuc encontra-se entre os manuscritos de Qumrã.

 

Salmo Responsorial            Sl 94 (95), 1-2.6-7.8-9 (R.8)

 

Monição: O profeta impaciente, clama pelo auxílio do Céu. O refrão deste Salmo faz eco da primeira leitura: abre-nos o coração e ajuda-nos a renunciar às nossas expectativas e seguranças e faz-nos acolher os planos do Senhor.

 

Refrão:    Se hoje ouvirdes a voz do Senhor,

                não fecheis os vossos corações.

 

Vinde, exultemos de alegria no Senhor,

aclamemos a Deus, nosso Salvador.

Vamos à sua presença e dêmos graças,

ao som de cânticos aclamemos o Senhor.

 

Vinde, prostremo-nos em terra,

adoremos o Senhor que nos criou.

O Senhor é o nosso Deus

e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

 

Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:

«Não endureçais os vossos corações,

como em Meriba, como no dia de Massa no deserto,

onde vossos pais Me tentaram e provocaram,

apesar de terem visto as minhas obras».

 

Segunda Leitura

 

Monição: A fidelidade à vocação batismal está no centro da carta de S. Paulo ao seu discípulo Timóteo. Perante as oposições que encontra, ele como nós também, não devemos ter medo de dar a cara por Jesus Cristo.

 

2 Timóteo 1, 6-8.13-14

 

Caríssimo: 6Exorto-te a que reanimes o dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. 7Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de caridade e moderação. 8Não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor, nem te envergonhes de mim, seu prisioneiro. Mas sofre comigo pelo Evangelho, confiando no poder de Deus. 13Toma como norma as sãs palavras que me ouviste, segundo a fé e a caridade que temos em Jesus Cristo. 14Guarda a boa doutrina que nos foi confiada, com o auxílio do Espírito Santo, que habita em nós.

 

Começamos hoje, até ao fim do ano C, a ter como 2ª leitura uns respigos da 2ª Carta a Timóteo, a última das chamadas Cartas Pastorais, uma carta tão cheia de alusões pessoais, que são um forte sinal de autenticidade, apesar das muitas objecções em contrário. Escrevendo do segundo cativeiro romano, pelo ano 67, S. Paulo exorta o seu fiel colaborador a perseverar incansavelmente no ministério da pregação e na defesa da sã doutrina, prevenindo das ameaças que se avizinham para a fé recta.

6 «Reanimes o dom que recebeste pela imposição das minhas mãos». O rito da imposição das mãos tem aqui, como em 1 Tim 4 14, o sentido de comunicação do ministério apostólico; o dom corresponde à graça do Sacramento da Ordem (segundo o ensino de Trento: cf. DS 959), que se pode reactivar com a oração e o sacrifício, na correspondência às exigências da vocação (versículos seguintes). Como então, ainda hoje pertence ao sinal sacramental da Ordem a imposição das mãos do Bispo.

14 «Guarda a boa doutrina que nos foi confiada» (à letra: «guarda o bom depósito»). Bom, isto é, precioso e autêntico, um depósito, que são as palavras sãs segundo a fé (v. 13). A Revelação divina é um depósito sagrado confiado à Igreja e que ela tem de guardar e transmitir íntegro (cf. Dei Verbum, nº 7 e 10); é assim que em 1 Tim 6, 20 é dirigido ao grande colaborador de Paulo o veemente apelo final, «guarda o depósito», uma expressão de sabor jurídico (parathêkê), para designar uma coisa confiada à guarda duma pessoa de confiança, com a obrigação de lha guardar, sem deixar que se perca ou deteriore.

 

Aclamação ao Evangelho   1 Ped 1, 25

 

Monição: Enche-nos de alegria a certeza de que o Senhor nunca deixa de estar ao nosso lado e, se humildemente O quisermos aceitar como luz dos nossos passos, alcançaremos a vitória final.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação ao Evangelho, M. Carneiro, NRMS 97

 

A palavra do Senhor permanece eternamente.

Esta é a palavra que vos foi anunciada

 

 

Evangelho

 

Lucas 17, 5-10

 

5Naquele tempo, os Apóstolos disseram ao Senhor: «Aumenta a nossa fé». 6O Senhor respondeu: «Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: ‘Arranca-te daí e vai plantar-te no mar’, e ela obedecer-vos-ia. 7Quem de vós, tendo um servo a lavrar ou a guardar gado, lhe dirá quando ele volta do campo: ‘Vem depressa sentar-te à mesa’? 8Não lhe dirá antes: ‘Prepara-me o jantar e cinge-te para me servires, até que eu tenha comido e bebido. Depois comerás e beberás tu. 9Terá de agradecer ao servo por lhe ter feito o que mandou? 10Assim também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: ‘Somos inúteis servos: fizemos o que devíamos fazer’».

 

O texto de hoje pertence à última parte (Lc 16, 1 – 19, 27) dos ensinamentos de Jesus na grande viagem para Jerusalém; aqui o Evangelista recolhe relatos diversos e de forma bastante dispersa, muitos deles exclusivos de Lucas.

5. «Os Apóstolos disseram ao Senhor». Notar como, diversamente dos outros Sinópticos, S. Lucas, na sua narração, frequentemente designa Jesus como «o Senhor», ainda antes da ressurreição.

6 «Diríeis a esta amoreira». Em Mt 17, 20 e Mc 11, 23, lê-se: a este monte, não deverá, porém, tratar-se duma suavização da arrojada forma de falar de Jesus, mas antes podemos pensar numa outra expressão paralela usada pelo Senhor.

7-10 Esta expressiva lição de humildade é exclusiva de Lucas. «Um servo...»: embora não se tratasse de um escravo à maneira romana, mas de um servo à maneira hebraica, não deixava de ser um criado para todo o serviço: lavar, cozinhar e servir à mesa, etc... Assim devemos nós estar dispostos a executar todo e qualquer serviço por Deus, Nosso Senhor – «o Amo» (ou Patrão, como gostava de lhe chamar o Beato D. Manuel González) –, com ânimo humilde e agradecido, pois não fazemos qualquer favor a Deus – servos inúteis –. Ele é que nos faz o máximo favor de nos admitir a servi-lo; este é o primeiro dever duma criatura relativamente ao seu Criador.

 

Sugestões para a homilia

 

1. Importância da Palavra de Deus.

2. Importância da virtude da humildade.

3. Importância de ser coerente com a fé.

 

 

1.    Importância da Palavra de Deus

 

“Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações.” A Palavra do Senhor é sempre muito importante. Hoje reveste-se de particular importância. Fala-nos do valor extraordinário da virtude sobrenatural da Fé, que levou Jesus a afirma “Se tivesses fé como...” Com esta virtude, encontraremos sempre a solução para os problemas e preocupações da vida. Como é importante que esta virtude seja grande na nossa vida!

Sabemos também que esta virtude sobrenatural da fé, será tanto maior quanto maior for também a confiança que tivermos no Senhor. Esta confiança deverá ser ilimitada e sê-lo-á na medida em que verdadeiramente conhecermos o Senhor, sabendo que Ele é omnipotente e infinitamente misericordioso, é a Bondade infinita e tivermos consciência da mesquinhez que nós somos. De facto ninguém ama a quem não conhece e só O podemos “conhecer” sendo pequeninos, humildes. Por isso Ele proclamou “Eu Te bendigo ó Pai porque revelaste estas verdades aos pequeninos...”.

Com as certezas que a fé nos dá, mesmo perante as maiores dificuldades que possam surgir, devemos manter a paz e tranquilidade, a total confiança no Senhor. Assim nos afirma o Profeta Habacuc na primeira Leitura da Missa de hoje.

 

 

2.    Importância da virtude da humildade

 

A virtude sobrenatural da fé, fundamental para a nossa vida cristã, será tanto maior, quanto maior for também em nós a virtude da humildade. Seremos tanto mais humildes quanto mais verdadeiros. A verdade confirma que tudo o que temos e somos de válido, a Deus pertence. Nosso, nosso é só o pecado, o que deve ser motivo de ainda mais humildade. Devíamos pois com coragem e convicção afirmar que “somos servos inúteis...”  Esta verdade deverá dar sentido à nossa vida. Vivemos para servir. Fomos criados por Deus para O conhecer, amar e servir. Na medida em que servirmos a Deus e aos irmãos, por Seu amor, estaremos a cumprir as funções para que fomos criados e consequentemente a construir e a usufruir a felicidade que só Ele nos pode dar. Servir é reinar.

A nossa real e verdadeira felicidade há-de surgir da consciência de termos sido úteis a alguém, de termos sido instrumentos de Deus para que alguém possa viver mais feliz.

Esta dependência total de Deus tem de ser uma consequência da nossa fé. Esta consciência é um dom de Deus que devemos agradecer – Segunda Leitura da Missa de hoje.

 

 

3. Importância de ser coerente com a fé.

 

Que o Senhor nos faça compreender esta doutrina maravilhosa para que vivendo sempre iluminados pela fé, possamos usufruir da tranquilidade e confiança que só o Senhor nos pode e quer dar, e então jamais teremos motivo para temer seja o que for. Afinal, todos os problemas com que o mundo se debate, surgem da falta de fé e consequentemente de não recorrermos a Quem nos pode e quer valer. Todas as tragédias humanas são fruto do cego orgulho humano. O mundo precisa de Homens com fé, como a que revelaram ter os que inicialmente sonharam com a União Europeia. De costas voltadas para Deus, as dificuldades económicas e sociais serão cada vez maiores. Que a verdadeira fé nos leve a estar mais atentos às necessidades do nosso próximo e a confiar na misericórdia infinita do Senhor. Vamos guardar e levar para a vida tão rica e proveitosa mensagem que o Senhor neste Domingo nos quis enviar. Por isso “se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações”

 

Fala o Santo Padre

 

«A oração é o respiro da fé: numa relação de confiança, de amor, não pode faltar o diálogo.»

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

[…] Hoje, o trecho do Evangelho começa assim: «Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!”» (Lc 17, 5-6). Tenho a impressão de que todos nós podemos fazer nossa esta invocação. Como os apóstolos, também nós dizemos ao Senhor Jesus: «Aumenta a nossa fé!». Sim, Senhor, a nossa fé é pouca, a nossa fé é débil, frágil, mas oferecemo-la a ti assim como é, para que Tu a faças crescer. Parece bom repetirmos juntos: «Senhor, aumenta a nossa fé»? Façamo-lo? Todos: Senhor, aumenta a nossa fé! Senhor, aumenta a nossa fé! Senhor, aumenta a nossa fé! Faz com que ela cresça!

E o Senhor o que responde? Diz: «Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: “Arranca-te daí e planta-te no mar” e ela obedecer-vos-ia» (v. 6). A semente de mostarda é muito pequena, contudo Jesus diz que é suficiente ter um pouco de fé, mas deve ser verdadeira, sincera, para fazer coisas humanamente impossíveis, impensáveis». Todos conhecemos pessoas simples, humildes, mas com uma fé fortíssima que deveras movem as montanhas! Pensemos, por exemplo, em certas mães e pais que enfrentam situações muito difíceis; ou em certos doentes, até gravíssimos, que transmitem serenidade a quem os vai visitar. Estas pessoas, precisamente pela sua fé, não se vangloriam do que fazem, aliás, como exorta Jesus no Evangelho, afirmam: «Somos servos inúteis. Fizemos o que devíamos fazer» (Lc 17, 10). Quantas pessoas no meio de nós possuem esta fé forte, humilde, e que faz tão bem!

Neste mês de Outubro, que é dedicado em particular às missões, pensemos nos muitos missionários, homens e mulheres, que para anunciar o Evangelho superaram obstáculos de todos os tipos, e deram verdadeiramente a vida; como diz são Paulo a Timóteo: «Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro; participa comigo nos trabalhos do Evangelho» (2 Tm 1, 8). Isto diz respeito a todos: cada um de nós, na nossa vida diária, pode dar testemunho de Cristo, com a força de Deus, a força da fé. A pouca fé que temos, mas que é forte! Com esta força podemos dar testemunho de Jesus Cristo, ser cristãos com a vida, com o nosso exemplo!

E de onde tiramos esta força? De Deus, na oração. A oração é o respiro da fé: numa relação de confiança, de amor, não pode faltar o diálogo, e a oração é o diálogo da alma com Deus. Outubro é também o mês do Terço, e neste primeiro domingo é tradição recitar a Súplica a Nossa Senhora de Pompeia, à Bem-Aventurada Virgem Maria do Santo Rosário. Unamo-nos espiritualmente a este acto de confiança em nossa Mãe, e recebamos das suas mãos o Rosário: o Terço é uma escola de oração, uma escola de fé!

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 6 de outubro de 2013

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs,

conscientes da nossa filiação divina

apresentemos ao Pai por Jesus Cristo, no Espírito Santo,

as necessidades da Igreja, do mundo e de todos nós,

rogando com toda a confiança:

 

 

R. Senhor, aumentai a nossa fé!

 

1.    Pelo Santo Padre o Papa Francisco e pelos Bispos em união com ele,

para que sejam para todos nós zelosos mestres da fé,

oremos, irmãos,

 

R. Senhor, aumentai a nossa fé!

   

2.    Pelos pais de família e encarregados de educação,

para que sejam, diante dos jovens, testemunhas de Jesus Cristo,

oremos, irmãos,

 

R.  Senhor, aumentai a nossa fé!

 

3.    Por todos os jovens que se debatem com dúvidas de fé,

para que encontrem em Jesus Cristo a Luz de suas vidas,

oremos irmãos,

 

R. Senhor, aumentai a nossa fé!

 

4.    Pelos cristãos perseguidos pela sua fidelidade a Cristo,

para que o Senhor os conforte e anime no meio das provações,

oremos, irmãos,

 

R. Senhor, aumentai a nossa fé!

 

 

5.    Pelos irmãos que nos precederam na fé e são purificados no Purgatório,

para que o Senhor os faça contemplar, quanto antes, a glória do Céu,

oremos irmãos,

 

R. Senhor, aumentai a nossa fé!

 

 

Senhor, que nos fazeis caminhar na vida

guiados pela luz da fé, ao Vosso encontro:

ensinai-nos a viver com fidelidade,

para que sejamos dignos de alcançar as Vossas promessas.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Senhor Jesus, Mestre Divino, J. Santos, NRMS 70

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, o sacrifício que Vós mesmo nos mandastes oferecer e, por estes sagrados mistérios que celebramos, confirmai em nós a obra da redenção. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 99-100

 

Saudação da paz

 

A fé ensina-nos que Deus é nosso Pai, que formamos com Jesus Cristo um só corpo e que a nossa vocação eterna é para vivermos em comunhão com Ele e com todos os irmãos no reino do Céu.

Antecipemos de algum modo, esta vida da bem-aventurança eterna, fortalecendo a nossa comunhão pelo mútuo perdão. Com essas intenções – Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

A fé ensina-nos que somos convidados para a mesa do Senhor e que é Ele mesmo o nosso alimento.

Avivemos, mais uma vez, a nossa fé, na presença real de Jesus na Santíssima Eucaristia para O recebermos com muito amor e profunda gratidão.

 

Cântico da Comunhão: O Pão de Deus, J. Santos, NRMS 662

Lam 3, 25

Antífona da comunhão: O Senhor é bom para quem n'Ele confia, para a alma que O procura.

 

Ou

cf. 1 Cor 10, 17

Porque há um só pão, todos somos um só corpo, nós que participamos do mesmo cálice e do mesmo pão.

 

Cântico de acção de graças: Vou cantar o vosso nome, S. Marques, NRMS 107

 

Oração depois da comunhão: Deus todo-poderoso, que neste sacramento saciais a nossa fome e a nossa sede, fazei que, ao comungarmos o Corpo e o Sangue do vosso Filho, nos transformemos n'Aquele que recebemos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

É guiados pela Luz da Fé que devemos seguir os caminhos da vida, os únicos que valem a pena viver. A virtude da fé, tão necessária, alimenta-se com a Palavra de Deus, vivendo coerentemente com ela. Vamos fazê-lo sempre com muita atenção. Assim poderemos também apontá-la àqueles que ainda a não encontraram. Com esse propósito, ide em paz e Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: A fé em Deus, F. da Silva, NRMS 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO COMUM

 

2ª Feira, 3-X: São necessários os bons samaritanos.

Gal 1, 6-12 / Lc 10, 25-37

Mas, um samaritano, que seguia de viagem, veio por junto dele e, quando o viu, encheu-se de compaixão.

O bom samaritano da parábola (Ev.) é, em primeiro lugar, o próprio Cristo. Ele manifestou a sua misericórdia para connosco entregando a sua vida (Santa Missa), e parando junto de nós para curar as nossas feridas (Confissão sacramental).

Neste Ano da misericórdia, também nós temos que viver as obras de misericórdia para com o próximo: ensinar os ignorantes: «há pessoas que pretendem transformar o Evangelho de Cristo» (Leit.); curar as feridas da alma: afastamento de Deus, faltas de carinho, circunstâncias dolorosas, etc. Imitar a nossa Mãe e a sua ajuda à sua parente S. Isabel.

 

3ª Feira, 4-X: Manter a união com Deus.

Gal 1, 13-24 / Lc 10, 38-42

Marta, Marta, andas inquieta e agitada com muita coisa, quando uma só é necessária.

O que é necessário (Ev.) é mantermos a união com Deus ao longo do nosso dia. Podemos arranjar alguns momentos exclusivamente dedicados ao Senhor, como Maria: tempos de oração, de meditação, leituras, etc. Mas também é possível lembrar-nos de Deus durante os momentos de trabalho, como Marta: oferecendo o nosso trabalho ao Senhor.

S. Paulo, depois de receber a revelação de Deus, esteve retirado algum tempo, dedicado a assimilar a vontade de Deus e, depois, começou as suas viagens (Leit.). Nª Senhora acompanhou Jesus durante toda a sua vida, também com o pensamento.

 

4ª Feira, 5-X: O Pão da vida e a palavra de Deus.

Gal, 2, 1-2. 7-14 / Lc 11, 1-4

Dai-nos em cada dia o pão para nos alimentarmos.

Pedimos a Deus o alimento que é necessário para a nossa subsistência. Mas também está incluído o Pão da vida, o Corpo de Cristo, necessário como alimento para a nossa vida sobrenatural (CIC, 2837). Meditemos no 5º mistério luminoso, para agradecer ao Senhor a instituição da Eucaristia e imitemos Nª Senhora, para o recebermos como Ela o recebeu.

S. Paulo fala de um outro alimento, a Palavra de Deus: «Expus o Evangelho, que prego entre os gentios, aos membros da Igreja» (Leit.). Dediquemos diariamente alguns minutos a ler o Novo Testamento, imitando Nª Senhora: «faça-se em mim segundo a vossa Palavra»

 

5ª Feira, 6-X: A importância da oração.

Gal 3, 1-5 / Lc 11, 5-13

Não se levantará para lhe dar os 3 pães, por ser amigo dele. Mas, por causa da sua impertinência, levantar-se-á para lhe dar tudo o que precisa.

Deus não deixa de animar os que rezam. Em S. Lucas encontramos três parábolas principais sobre a oração, e a primeira é a do 'amigo importuno', que nos convida a sermos persistentes na oração: «Batei à porta e abrir-se-vos-á» (Ev.). Nª Senhora é o nosso modelo de oração, como aconteceu em Caná, obtendo o milagre do vinho.

S. Paulo aponta a importância da oração, dizendo que, quem a abandona, fica reduzido a uma dimensão puramente humana: «começastes pelo espírito e agora acabais pela natureza carnal» (Leit.). Nª Senhora, quando não entendia bem, meditava as coisas no seu coração.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           Alves Moreno

Nota Exegética:         Geraldo Morujão

Homilias Feriais:         Nuno Romão

Sugestão Musical:      Duarte Nuno Rocha

 


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