aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

LISBOA

 

NOVA EDIÇÃO DO

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

 

A Fundação Secretariado Nacional da Educação Cristã publicou uma nova edição em português do “Catecismo da Igreja Católica”.

 

Promulgado pelo Papa João Paulo II em 1992, o “Catecismo da Igreja Católica” começou a ser elaborado em 1985 por ocasião do vigésimo aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II e por sugestão da Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos desse ano.

O Catecismo da Igreja Católica aborda todas as "matérias de fé" e "de moral" e tem o objectivo de servir de "referência para os catecismos ou compêndios que venham a ser preparados nas diversas regiões", refere o relatório da Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos de 1985.

A nova edição em português do Catecismo da Igreja Católica actualiza a linguagem do documento segundo o Acordo Ortográfico em vigor actualmente.

Dividido em quatro partes, o documento começa por se ocupar de artigos da fé, como estão inseridos no Credo; a segunda parte refere-se aos sacramentos, a terceira aos dez mandamentos e a quarta parte à oração.

A capa da nova edição em português do Catecismo da Igreja Católica tem representado “Cristo, Bom Pastor”, um vitral da autoria de Almada Negreiros, patente na Igreja de Santo Condestável, em Campo de Ourique, Lisboa.

 

 

LISBOA

 

SANTO ANTÓNIO COMO DOUTOR:

SIMPÓSIO INTERNACIONAL

 

No passado dia 4 de Junho, o Museu de Lisboa – Santo António e o Centro Cultural Franciscano promoveram o Simpósio Internacional Antoniano “Exulta Lusitania Felix” sobre a importância de Lisboa e Coimbra na formação teológica e intelectual do santo português.

 

“Com estas iniciativas alargamos o campo do conhecimento acerca de Santo António e da presença em múltiplas e diversas áreas que importa tornar mais conhecido”, explicou o padre franciscano João Lourenço, no Centro Cultural Franciscano.

O director do Centro Cultural Franciscano sublinhou que pretendem “interpelar” a sociedade para outra dimensão que “nem sempre é considerada”, e nem sempre está presente, do Santo António Doutor da Igreja, porque é conhecido “muito próximo, um misto de pensamento cristão mas também populismo”.

O Simpósio Internacional Antoniano “Exulta Lusitania Felix” esteve dinamizado no contexto da atribuição do título honorífico de Doutor da Igreja a Santo António, em 1946, pelo Papa Pio XII, na bula que hoje dá nome ao encontro.

A vereadora da Cultura do Município de Lisboa, Catarina Vaz Pinto, destacou a “grande ligação afectiva” dos lisboetas a Santo António, que é “muito importante” para a cultura popular e afirmação do turismo, e reconhece que “há um Doutor da Igreja a descobrir”.

“É sempre para um público mais restrito, é uma dimensão mais erudita da vida do Santo, mas se calhar ainda foi mais universal no seu tempo do que esta dimensão popular”, explicou sobre o Santo padroeiro da cidade de Lisboa.

 

 

FÁTIMA

 

WALTER OSSWALD,

PRÉMIO ÁRVORE DA VIDA

 

No passado dia 4 de Junho, o médico Walter Osswald foi distinguido com o Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes e manifestou “surpresa e contentamento” após receber o galardão da Igreja Católica.

 

"Aceito a decisão do júri embora respeitosamente me permita dela discordar porque a considero desmedida", afirmou o galardoado, acrescentando que o prémio que recebeu “dá pública forma à indissolúvel ligação entre a cultura e a Igreja”.

Para o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. Pio Alves de Sousa, que presidiu à cerimónia, Walter Osswald é “um Homem de Ciência, um Homem de fé cristã” e um médico onde “fé cristã e ciência não se estorvam mas potenciam-se”.

“Sentimo-nos honrados em poder somar este Prémio aos variados reconhecimentos públicos dos méritos do Senhor Professor Walter Osswald”, acrescentou o bispo auxiliar do Porto.

Walter Friedrich Alfred Osswald nasceu a 20 de Setembro de 1928, no Porto; licenciou-se em Medicina, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, em 1951, tendo concluído o doutoramento, na mesma instituição, em 1958.

As principais áreas de estudo do mais recente galardoado com o Prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes são a Farmacologia, a Terapêutica (ensaios clínicos) e a Bioética, que ligou a outras áreas como a Filosofia e o Direito, no âmbito da qual foi o primeiro detentor da Cátedra Unesco em Portugal.

O médico e especialista em Bioética, entre outras funções, ocupou o cargo mais alto do Grupo de Trabalho sobre Protecção do Embrião e do Feto – União Europeia.

O galardão concedido pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura e o prémio no valor de 2500 euros com o patrocínio do Grupo de Comunicação Renascença foram entregues na 12.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, onde esteve em debate o tema “Cultura e Economia: Implicações e desafios”.

O júri do Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes foi constituído por D. João Lavrador, membro da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, e bispo de Angra; Guilherme d'Oliveira Martins, administrador da Fundação Calouste Gulbenkian; padre Américo Aguiar, vice-presidente do Conselho de Gerência do Grupo Renascença Comunicação Multimédia; o padre António Vaz Pinto, director da revista Brotéria; e José Carlos Seabra Pereira, director do SNPC.

Em 2015 o prémio da Igreja Católica distinguiu a artista plástica madeirense Lourdes Castro e, em edições anteriores, personalidades como o jornalista Francisco Sarsfield Cabral, Roberto Carneiro, o arquitecto Nuno Teotónio Pereira, Adriano Moreira, Manoel de Oliveira, o padre Luís Archer e a Diocese de Beja.

 

 

LISBOA

 

“CONTRA A EUTANÁSIA”

 

O livro “Contra a Eutanásia”, do médico francês Lucien Israël, “um verdadeiro apelo à vida”, foi apresentado no passado domingo 5 de Junho na Feira do Livro, e juntou médicos como Gentil Martins e Germano de Sousa.

 

O autor do prefácio da obra, o médico Luís Paulino Pereira, disse que “é um verdadeiro apelo à vida feito por um indivíduo que se diz agnóstico”.

O médico explicou que o apelo à vida faz-se primeiro, “citando as verdadeiras maravilhas da medicina” e, depois, “tudo aquilo que é preciso fazer para preservar a vida”.

Segundo o médico de Medicina Familiar, o livro “Contra a Eutanásia”, escrito por um homem de ciência, não-crente, tem uma linguagem acessível que “toda a gente entende”; por isso, na Feira do Livro de Lisboa incentivou a que todos leiam e tirem as suas conclusões.

Pelo seu lado, o autor do livro, o médico e professor universitário de Pneumologia e Oncologia, Lucien Israël, deu aulas em França, Estados Unidos da América, Canadá e Japão e fundou o Laboratório de Oncologia Celular e Molecular Humana, em Paris; foi membro da Academia de Ciências de Nova Iorque.

Entre os presentes, destacavam-se os médicos Gentil Martins e Germano de Sousa, este antigo bastonário da Ordem dos Médicos.

Em declarações à revista ‘’Família Cristã”, Gentil Martins, cirurgião plástico e pediátrico, comentou que a Constituição Portuguesa “diz no Art. 44.º que a vida humana é inviolável”. “Eu julguei que inviolável é algo que não é alterável, em português. Se a Constituição da República Portuguesa diz que a vida humana é inviolável, como é que depois podem aprovar a eutanásia?”.

Para Germano de Sousa é errado colocar o debate sobre a legalização da eutanásia apenas na esfera do religioso: “Sou contra a eutanásia. Não me movem questões religiosas. Movem-me questões de ética e deontologia.”

A apresentação da nova obra com a chancela Multinova – Editores e Livreiros marcou o seu relançamento como editora ao serviço da sociedade e da cultura.

A Paulus Editora é, desde Outubro de 2015, a sócia maioritária da Multinova e assumiu o Conselho de Administração.

Na Feira do Livro, o presidente do Conselho de Administração da Multinova destacou a importância desse lançamento uma vez que “não editava nenhum livro há mais de uma década”.

Os temas que irão acompanhar o renascer da Multinova como editora são aqueles que estavam na sua origem, “livros com valores humanos e cristãos que ajudam a criar uma sociedade mais humana, mais justa, mais fraterna”.

 

 

LISBOA

 

PRESIDENTE DA REPÚBLICA VETA

DECRETO SOBRE BARRIGAS DE ALUGUER

 

O presidente da República Portuguesa vetou o decreto da Assembleia da República sobre a gestação de substituição, as chamadas “barrigas de aluguer”, baseando a decisão em dois pareceres no Conselho Nacional de Ética, de 2012 e 2016.

 

Numa nota de 7 de Junho passado, Marcelo Rebelo de Sousa sustenta que o Parlamento deve “ter a oportunidade de ponderar, uma vez mais, se quer acolher as condições preconizadas pelo Conselho Nacional de Ética e para as Ciências da Vida, agora não consagradas ou mesmo afastadas”.

O projecto-lei sobre as chamadas “barrigas de aluguer”, apresentado na Assembleia da República pelo Bloco de Esquerda, fora aprovado a 13 de Maio com votos favoráveis do Partido Socialista, do Partido Ecologista “Os Verdes”, do PAN – Pessoas, Animais e Natureza e de 24 deputados do Partido Social Democrata.

Contra a maternidade de substituição votaram os outros deputados do Partido Social Democrata, o CDS e o Partido Comunista Português, além de dois deputados socialistas.

Registaram-se ainda três abstenções, todas do lado da bancada social-democrata.

O presidente da República Portuguesa sublinha que esta foi uma deliberação que “não correspondeu à divisão entre Grupos Parlamentares apoiantes do Governo e Grupos Parlamentares da Oposição, nem à clássica distinção entre direita e esquerda”.

Marcelo Rebelo de Sousa cita o Parecer 63/CNEV/2012, de 26 de Março de 2012, e o Parecer 87/CNEV/2016, de 11 de Março de 2016, do Conselho Nacional de Ética e para as Ciências da Vida (CNECV).

O último documento, em particular, considerava que não estavam “salvaguardados os direitos da criança a nascer e da mulher gestante”, nem era “feito o enquadramento adequado do contrato de gestação”.

O CNECV referia-se a falhas na informação ao casal beneficiário e à gestante de substituição sobre “o significado e consequências da influência da gestante no desenvolvimento embrionário e fetal”, entre outras questões.

“Verifico que o decreto enviado para promulgação não acolhe as condições cumulativas formuladas pelo Conselho Nacional de Ética e para as Ciências da Vida, como claramente explicita a declaração de voto de vencido do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português”, escreve Marcelo Rebelo de Sousa.

O presidente português observa que o CNECV teve uma perspectiva “mais aberta a uma iniciativa legislativa neste domínio” do que o próprio Parlamento Europeu, que a 17 de Dezembro de 2015 “condenou” a gestação de substituição e defendeu a sua proibição, com a Resolução 2015/2229 (INI), aprovada por 421 votos a favor, 86 contra e 116 abstenções.

Agora, o Parlamento português terá de ponderar se altera o texto e proceder a nova votação.

 

 

FÁTIMA

 

PEREGRINAÇÃO NACIONAL DE CRIANÇAS

 

Milhares de crianças portuguesas participaram no passado dia 10 de Junho na celebração de encerramento da sua peregrinação nacional a Fátima, presidida este ano por D. José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda.

 

"Cada um de nós tem um lugar muito especial no coração de Deus. Ele faz uma festa quando um filho se arrepende e volta para a casa do amor na família, o lugar dos afectos e o santuário da vida", disse o prelado, na homilia da celebração, que decorreu num contexto de cor e festa com a presença dos mais novos na Cova da Iria.

No final da celebração e depois de ter sido distribuído um balão e um puzzle a cada criança com a mensagem do Anjo aos Pastorinhos, foram lançados mais de 3 mil balões coloridos.

O Santuário de Fátima adianta que mais de 220 mil pessoas participaram na Missa; concelebraram 15 bispos e 160 sacerdotes.

D. José Cordeiro observou que "as crianças são inseparáveis da Mensagem de Fátima".

"O Francisco, a Jacinta e a Lúcia, vendo as guerras e os sofrimentos do mundo, escutando a voz do Anjo, dialogando com Maria, ensinam-nos uma forma muito simples de ajudar Deus a ficar mais contente ainda connosco – a oração, os sacríficos, o perdão, a adoração e as boas acções", explicou.

O bispo de Bragança-Miranda recordou que o 10 de Junho assinala também a "memória do Anjo da guarda de Portugal".

"É uma festa antiga, mas ganhou maior importância a partir das aparições aqui em Fátima. Todos sabem a oração do Anjo da guarda?", perguntou aos presentes.

A 8ª Peregrinação das Crianças arrancou na véspera com a evocação das Aparições do Anjo, numa caminhada desde a Capelinha das Aparições até aos Valinhos, em Fátima, durante a qual as crianças rezaram e meditaram o terço.

Celebrando também o centenário das Aparições do Anjo que prepararam os pastorinhos para acolher a Mensagem de Nossa Senhora, a Peregrinação das Crianças, escolheu este ano o lema “Deus está contente”.

Depois de terem visto uma projecção com a mensagem das três aparições do Anjo, o bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, que presidiu à caminhada nocturna, pediu aos presentes para que nunca desistam de "levar o amor de Deus ao mundo" ajudando-o "a ser melhor e a ter mais paz".

A peregrinação reuniu crianças de todas as dioceses portuguesas, depois de um trabalho desenvolvido durante o mês de Maio que permitiu o desenvolvimento de uma experiência de alegria.

Às crianças foi pedido que “fizessem algo que deixasse Deus contente”, como rezar, fazer um sacrifício ou uma boa acção, perdoar, acolher, adorar, “deveriam recortar um balão e colocá-lo dentro de uma caixa”, que foi entregue na celebração Eucarística desta manhã.

 

 

FÁTIMA

 

CONGRESSO EUCARÍSTICO NACIONAL

 

O cardeal-patriarca de Lisboa afirmou no encerramento do Congresso Eucarístico Nacional, que decorreu de 10 a 12 de Junho passado, que a ligação entre Fátima, Eucaristia e Misericórdia é muitíssimo acertada e constitui um relançamento da Mensagem de Fátima no seu segundo século.

 

“Viver a Eucaristia Fonte de Misericórdia” foi o tema do IV Congresso Eucarístico Nacional, promovido pela Conferência Episcopal Portuguesa, o Apostolado da Oração e o Santuário de Fátima.

Para o reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, a realização do IV Congresso Eucarístico constitui um contributo precioso para as celebrações do centenário das Aparições em Fátima.

Na sua intervenção afirmou também que a Eucaristia é “o centro” de toda a vida do Santuário de Fátima, nomeadamente nas grandes peregrinações aniversárias.

O reitor do Santuário de Fátima valorizou a exposição permanente do Santíssimo Sacramento, que acontece desde o dia 1 Janeiro de 1960, considerando a adoração a Jesus Cristo na Eucaristia o “suporte do Santuário e dos seus peregrinos”.

O IV Congresso Eucarístico Nacional teve mais de 750 participantes e analisou o tema da Eucaristia como “fonte de misericórdia” a partir de conferências e debates, contando a presença do presidente do Comité Pontifício para os Congressos Eucarísticos Internacionais, Mons. Piero Marini.

O representante do Papa neste Congresso foi o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, o cardeal brasileiro João Braz de Aviz.

 

 

BRAGA

 

FREI BERNARDO DE VASCONCELOS,

VENERÁVEL

 

No passado dia 14 de Junho, a Congregação para as Causas dos Santos reconheceu através de decreto as "virtudes heróicas" de Frei Bernardo de Vasconcelos, considerando Venerável o religioso beneditino e poeta, natural de Celorico de Basto.

 

Frei Bernardo de Vasconcelos nasceu em 1902, e faleceu em 1932. Em 1922 matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde teve uma intensa actividade apostólica e caritativa, tendo sido vice-presidente do C.A.C.D., secretário da redacção da revista “Estudos” e membro das Conferências de São Vicente de Paulo. Em Agosto de 1924 entrou no Mosteiro de Singeverga, iniciando no mês seguinte os estudos em ordem ao sacerdócio, em Lugo (Espanha).

Partiu para a Bélgica em 1926 para estudar Teologia. Foi-lhe diagnosticada a doença de Pott, ou tuberculose vertebral, que o fez regressar ao Porto. Viveu um calvário de seis anos, enquanto prosseguiu os estudos de Teologia no Porto, uma vez que a sua grande aspiração era o sacerdócio.

Quando já estava admitido a Ordens Maiores, a doença impediu-o de atingir essa meta. Ficou como subdiácono.

Faleceu em S. João da Foz do Douro, no dia 4 de Julho de 1932, três dias antes de completar 30 anos. Foi sepultado no cemitério da Foz sendo posteriormente trasladado para o cemitério de Molares, em Celorico de Basto. Um ano depois foi sepultado no interior da Igreja Paroquial de São Romão do Corgo, na sua terra natal.

A inquietação pela santidade, explica o Arcebispo Primaz, “levou-o a entrar na Ordem Beneditina, mostrando aos jovens que a vocação sacerdotal é o caminho a percorrer para uma vida feliz”.

“A doença grave, com as dores inerentes a estas situações, apresenta-o como testemunho de uma fé provadora, que não só não esmorece com os sofrimentos, mas se robustece para uma alegre entrega da vida ao Criador, mesmo não atingindo o que vivamente desejava: o dom do sacerdócio”, acrescenta D. Jorge Ortiga.

Frei Bernardo de Vasconcelos escreveu vários artigos e poesias, entre os quais o livro de poemas “Cântico de Amor” e o livro “A Missa e a vida interior”. A sua obra é, essencialmente, mística e teológica, voltada para a espiritualidade.

A este passo segue-se a possível beatificação e canonização, sendo necessário um milagre atribuível à sua intercessão para poder ser declarado beato, bem como um outro, após a beatificação, para ser canonizado e apresentado à veneração da Igreja universal.

 

 

FÁTIMA

 

TERÇO DO CENTENÁRIO

 

A partir de 16 de Junho, está à venda o terço comemorativo do Centenário das Aparições de Fátima, numa parceria entre o Santuário de Fátima, a Associação Empresarial Ourém-Fátima e a Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

 

Na conferência de imprensa de apresentação do terço, o reitor do Santuário sublinhou ser uma iniciativa que “não podia deixar de apoiar, porque falar do terço é falar de Nossa Senhora e, por isso, é ir ao núcleo central da Mensagem de Fátima”.

Para o padre Carlos Cabecinhas, trata-se de “uma excelente forma de celebrar o centenário” e ao mesmo tempo de “levar a imagem de Fátima mais além”.

Este objecto piedoso “chama a atenção para a importância da oração na vida de qualquer cristão e acentua o pedido feito por Nossa Senhora, durante as aparições, para que os pastorinhos o rezassem todos os dias”, salientou.

Foram postas à venda as primeiras 50 mil unidades, nos estabelecimentos de artigos religiosos de Fátima, com um custo de 12 euros por cada terço.

Por cada terço vendido, será reservado “um euro para o Centro de Reabilitação e Integração de Fátima, para a construção de um lar residencial para adultos com deficiência e cujas famílias se demonstram já incapazes de prestar o necessário acompanhamento”, explica o Santuário de Fátima.

Feito de forma artesanal e “com recurso a métodos tradicionais”, o novo terço é composto por contas em vidro soprado, produzidas artesanalmente na Marinha Grande, também por um passador e crucifixo em zamak, com acabamento de cobre e prata, e uma corrente e arame em latão prateado”.

Cada peça é acompanhada por um livro explicativo, disponível em sete idiomas e tem selo de certificação emitido pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

 

 

FÁTIMA

 

LIBERDADE DE EDUCAÇÃO

 

O presidente da Associação Portuguesa das Escolas Católicas (APEC), padre Querubim Silva, diz que lutar pelo cumprimento dos contratos de associação por parte do Estado é contrariar um modelo de ensino “acrítico” e uma tentativa de “dominar toda a iniciativa da sociedade civil”.

 

No âmbito de uma acção de formação para dirigentes de escolas católicas, no passado dia 16 de Junho, o padre Querubim Silva lamentou a “tentação totalitarista e antidemocrática do Estado" que, ao cortar no financiamento aos colégios privados, quer fazer vingar a tese da “pseudoneutralidade” do ensino.

O sacerdote realçou que a “verdadeira autonomia” educativa “só tem sentido se oferecer um quadro formativo e informativo de valores que depois possa fazer com que os alunos, os futuros homens e mulheres, sejam cidadãos proactivos e não meras pessoas que encheram a cabeça de números ou de outras coisas, com tendência robótica”.

“Isto é também um esforço no sentido de ajudar as direcções das escolas católicas ou outras a encontrarem uma matriz cultural, de valores, uma identidade como escola alternativa”, acrescentou aquele responsável.

Intitulada “Liberdade de Educação”, a formação contou com a organização da APEC, em parceria com o Secretariado Nacional da Educação Cristã.

Os participantes tiveram como formadores dois professores da Universidade Católica Portuguesa, João César das Neves, economista, e Joaquim Azevedo, professor catedrático que abordou o tema “A impossível neutralidade da Educação e o imperativo da liberdade de aprender e ensina”.

“As crianças, o que é que elas levam no seu coração para o futuro? E é isso que não estamos a ser capazes de responder, dizendo que a escola é neutra, que a escola estatal é neutra, que a escola privada tem de ser neutra, não pode ser”, apontou o docente.

Joaquim Azevedo recordou que “os direitos à tendência, ao pluralismo, à afirmação diferente, estão consagrados na Constituição” e devem ser defendidos “com eficácia, com coerência”.

“Muitas vezes as escolas católicas não o fazem, têm muitas dificuldades derivadas de imposições do Ministério da Educação”, mas elas não se podem deixar dominar pelo “medo”, apontou aquele responsável.

Para Joaquim Azevedo, o caminho está em apostar em “maneiras diferenciadas” de ensino, em “inovar”, em “mudar o software com que se trabalha no dia-a-dia nas escolas, a organização do trabalho, a metodologia, os horários, a forma de ensinar e aprender”.

Todas as escolas “deveriam ter projectos educativos muito claros, a que os pais pudessem aderir e que pudessem ser desenvolvidos para bem das crianças e do seu futuro”.

 

 

FÁTIMA

 

ENCERRAMENTO DO JUBILEU

DO VENERÁVEL MONS. ALVES BRÁS

 

A coordenadora geral do Instituto Secular das Cooperadoras da Família (ISCF) afirmou que a celebração dos 50 anos da morte do padre Joaquim Alves Brás constituiu “um desafio”, cujo legado continua a ter como foco a família.

 

“Percebemos que a sociedade lança muitos desafios na evangelização da família e é dentro destas coordenadas que estamos a trabalhar. Queremos continuar a evocar este carisma, sempre nesta perspectiva de adequação às realidades socias e eclesiais”, disse Alice Cardoso.

A coordenadora geral do ISCF destacou as linhas de força, “na vertente apostólica”, a responsabilidade de “investir na evangelização e formação da família”, privilegiando os colaboradores e as famílias com quem “directa ou indirectamente” trabalham.

O jubileu do fundador foi vivido com “muito entusiasmo, profundo sentido de responsabilidade, como um desafio” e o propósito de tornar a sua “vida e acção mais conhecida”.

O encerramento do Ano Jubilar “Pe. Brás um Coração Compassivo e Empreendedor” realizou-se com uma peregrinação internacional ao Santuário de Fátima, no passado domingo 19 de Junho, com dois momentos celebrativos: A Eucaristia no recinto de Oração e a festa no Centro Paulo VI com mais de duas mil pessoas, onde ouviram o testemunho do Mons. Vítor Feytor Pinto, que estava no seminário da Guarda quando o padre Joaquim Alves Brás era o director espiritual.

 

 

BRAGA

 

UMA TESE SOBRE VIKTOR FRANKL

 

No passado dia 20 de Junho, o Bispo auxiliar D. Nuno Almeida concluiu o doutoramento em Teologia Dogmática com a defesa da tese” ‘Busca de Sentido da Vida e Reconciliação Cristã. Leitura teológica do pensamento de Viktor Frankl”, na Faculdade de Teologia da Universidade Pontifícia Salesiana, em Roma.

 

O bispo auxiliar de Braga explicou que o trabalho que procurou fazer na sua tese tem a ver com o “colocar em conjunto um pensamento psicológico com a abertura à teologia, a abertura à fé”.

Na sua tese, constatou-se que “o perdão e a reconciliação” passaram da esfera religiosa e teológica para a Filosofia, “para a cultura em geral, para a política”.

“Existem hoje, em várias partes do mundo, comissões de reconciliação e de verdade, que estão a fazer um trabalho meritório na busca de encontro e procura de harmonia entre grupos e mesmo entre povos”, observou.

O prelado, que concluiu o doutoramento em Teologia Dogmática, percebeu como a “busca de reconciliação e a própria experiência de perdão”, no dia-a-dia das pessoas, deparam-se com barreiras humanamente “intransponíveis” quando surge “o inexpiável, o irremediável, o imperdoável, o irrenunciável, o irreconciliável.

“O diálogo entre o pensamento de um psicólogo que nos faz compreender a importância, a profundidade, desta ânsia de reconciliação e de perdão, o diálogo com a fé, com a Teologia, faz-nos também compreender que a proposta cristã é uma proposta original e singular e importante no nosso tempo porque abre-nos à intervenção da graça”, explicou o bispo auxiliar de Braga.

 

 

LISBOA

 

CURSO DE GESTÃO

DE ORGANIZAÇÕES RELIGIOSAS

 

O Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) ministrou, entre 20 e 24 de Junho, uma formação avançada de gestão de organizações religiosas.

 

Com a coordenação executiva de António Pimenta de Brito, o curso teve como docentes D. Nuno Brás, padre Américo Aguiar, cónego Álvaro Bizarro, Gonçalo Rebelo da Silva, Joaquim Franco, Maria Manuel Seabra da Costa e Pedro Gil.

Nesta formação avançada propôs-se reflectir sobre a “aplicação da missão destas organizações à realidade dos desafios de gestão” e “dotar os dirigentes superiores da Igreja Católica de conhecimentos e competências técnicas que os auxiliem a administrar os seus bens e actividades de forma eficiente e sustentável e fornecer ferramentas úteis ao conhecimento e comunicação mais eficaz com os seus públicos”.

 

 

FÁTIMA

 

SIMPÓSIO TEOLÓGICO-PASTORAL,

SOBRE O CUIDADO DA VIDA

 

O Santuário de Fátima promoveu entre 24 e 26 de Junho passado o Simpósio teológico-pastoral “«Eu vim para que tenham vida», sobre o «cuidado da vida»”, integrado na programação e preparação do centenário das aparições (1917-2017).

 

Na abertura do evento, o bispo de Leiria-Fátima observou que a frase do tema expressa a “dimensão” da mensagem de Fátima como “portadora da mensagem de vida e esperança” de Jesus ao mundo, que sobressai na aparição de Nossa Senhora.

D. António Marto observou que a sociedade vive uma “nova e tremenda cultura da morte, ou religião da morte”, com o autoproclamado Estado Islâmico, e no Ocidente há uma viragem com crises, como na “antropologia cultural”, na “socioeconómica” com uma politica global que “provoca desencanto e perda de interesse da vida”, sobressaindo a cultura da indiferença e do descartável “face aos mais frágeis”.

“A vida cai na escala de valores ao ponto de pôr a liberdade do individuo contra a vida humana, a lógica do mais capaz, são e competitivo”, acrescentou o prelado, considerando que é nesse contexto que “ressoa” a mensagem de Fátima, “Nossa Senhora advogada da vida humana, do seu sentido e cuidado”.

“Que foi Fátima senão estender a mão à humanidade através de Maria?”, questionou D. António Marto, acrescentando que a mensagem da vida “interpela” os cristãos a serem seus “guardiães, a proteger, a cuidar”.

“A mensagem de Fátima faz ecoar a mensagem da vida, ilumina o sentido e caminho do homem peregrino que tem necessidade de saber de onde vem e para onde vai. Interpela a Igreja e o Santuário na missão de plenitude ao serviço da vida humana”, desenvolveu.

O reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, referiu que o evento convida para uma “reflexão plural sobre vida”, a uma “consciência” de quanto na Mensagem de Fátima implica a “mensagem cristã no que à vida diz respeito”.

O reitor contextualizou que o tema do sexto Simpósio Teológico-Pastoral tem como ponto de partida a Aparição de Nossa Senhora, a 13 de Setembro de 1917.

 

Já o presidente da Comissão organizadora do Simpósio, José Eduardo Borges de Pinho, começou por desejar que a iniciativa “corresponda às expectativas” dos participantes esperando que possibilite um “melhor conhecimento da mensagem de Fátima”, bem como seja um “contributo” para a renovação pastoral que cabe “impulsionar” na comunidade a que se pertence.

 

 

LISBOA

 

CONDECORADO

O CARDEAL SEAN O’MALLEY

 

O cardeal Seán O´Malley, arcebispo de Boston (EUA), deu no passado dia 28 de Junho uma conferência sobre o pontificado do Papa Francisco, na qual elogiou a novidade que estes três anos têm representado, sendo depois condecorado pelo presidente da República.

 

“Há muitos sinais de como o Papa Francisco se sente bem na sua pele e não se sente constrangido por práticas anteriores”, declarou.

Numa intervenção intitulada “A missão do Papa Francisco e os desafios da Igreja no presente”, o cardeal norte-americano sustentou que o actual pontificado tem procurado apresentar uma “verdade provocadora que nos desinstala” e alterar “pressupostos sobre poder, autoridade e liderança”.

O arcebispo de Boston abordou depois a visão que Francisco tem da moralidade, entendendo “no contexto de um encontro com Cristo, desencadeado pela misericórdia”, condensado na palavra “ternura”.

A prioridade à “ligação entre as pessoas” marca esta proposta de “nova moralidade”, ou seja, de “corresponder à misericórdia”.

O Papa vê esta moralidade como uma evolução: “A resposta a uma misericórdia surpreendente, inesperada e imerecida”.

Falando em português, numa intervenção intercalada por vários apontamentos humorísticos, o cardeal O’Malley elogiou no pontífice argentino o “intenso zelo missionário”, “grande amor pela comunidade” e uma “vida disciplinada que não desperdiça nada, muito menos o tempo”.

“Temos um Papa que baralha categorias e parece ter fundido o jesuíta e o franciscano num só”, assinalou.

Para o cardeal, a insistência nos temas do amor, da misericórdia, do cuidado com os pobres e os mais necessitados, ajuda a fazer compreender as posições da Igreja Católica em questões como o aborto.

“Somos contra o aborto não por sermos maus, mesquinhos, antiquados, mas porque amamos as pessoas”, precisou.

A conferência na Universidade Católica Portuguesa (UCP) foi acompanhada por centenas de pessoas, entre elas o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, bem como vários responsáveis católicos.

No final, Marcelo Rebelo de Sousa condecorou o arcebispo de Boston com a Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique, o seu grau máximo, pelos "serviços às comunidades portuguesas, nomeadamente em Washington e depois em Fall River, bem como o apoio à Universidade Católica".

"A intenção do presidente da República é entregar a condecoração aqui, ao contrário do que é costume, precisamente para associar o mérito do agraciado a uma Universidade que tem desempenhado um papel essencial no quadro da sociedade e da cultura portuguesas", precisou o chefe de Estado.

O arcebispo de Boston integra o Conselho de Cardeais, com nove elementos, que o Papa escolheu para o aconselharem no processo de reforma da constituição do Vaticano e do governo da Igreja Católica.

 

 

AÇORES

 

HOMENAGEM

A D. ANTÓNIO DE SOUSA BRAGA

 

O bispo emérito de Angra do Heroísmo, D. António de Sousa Braga, que foi homenageado no passado dia 30 de Junho pela diocese açoriana, considera que a acção da Igreja na região passa por “abrir caminhos de esperança” em cooperação com as várias entidades, em “total autonomia”.

 

“A nossa diocese é dispersa e a Igreja tem ajudado a construir a unidade. A primeira experiência de unidade e de autonomia é a da Igreja. Desde 1534, a diocese engloba as nove ilhas”, disse D. António de Sousa Braga.

O prelado assinalou que houve “pretensão” de criar outra diocese, mas a existência de apenas uma é um factor positivo, porque a Igreja tem sido “a grande referência de unidade” açoriana. A autonomia política, administrativa e social “tem raiz” na Igreja Católica, que está no arquipélago “desde o povoamento”.

O 38.º bispo de Angra celebrava os 20 anos de ordenação episcopal e daí a homenagem.

 “É o reconhecimento pelo papel da Igreja nos últimos 20 anos, sobretudo na construção dos Açores, um arquipélago disperso que tem procurado crescer em unidade” comentou.

O prelado que deu ao seu episcopado o cunho da proximidade explica que, se “facilitou a resolução de alguns problemas”, também encontrou “alguns embaraços”.

“Tenho consciência de que, nalgumas circunstâncias, deveria ter tido uma intervenção mais forte. Isso fica salvaguardado pelo novo bispo que tem muito mais experiência e sabe que governar é decidir, não é só deixar fazer, não é só dialogar”, analisou, observando que a auto-avaliação “nem sempre é fácil”.

D. António de Sousa Braga recordou ainda que confiou em quem “não merecia”, o que originou “alguns problemas”, como problemas económico-financeiros.

“É uma mágoa que carrego comigo. A minha incapacidade para controlar esta parte, acreditando que as pessoas eram capazes, originou a criação de problemas que tiveram implicações directas na organização pastoral diocesana”, explicou o prelado, revelando que houve alturas em que só podiam “assumir os custos de deslocação do bispo”.

O 38.º bispo de Angra divide agora o tempo entre Lisboa e a ilha natal de Santa Maria e regressa aos Açores “sempre que pode e com gosto”, porque os últimos 20 anos “foram os dias mais felizes” da sua vida.

O Papa Francisco aceitara a 15 de Março a renúncia do prelado à missão de bispo da Diocese de Angra, quando completou 75 anos de idade, em conformidade com o Código de Direito Canónico.

D. António de Sousa Braga estudou no Funchal, Coimbra e em Roma, pertence à Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos), e é cidadão honorário de Angra do Heroísmo tendo recebido também as chaves de honra da cidade.

 

 

GUARDA

 

D. ANTÓNIO DOS SANTOS

CELEBROU 60 ANOS DE SACERDOTE

 

No passado dia 1 de Julho, D. António dos Santos, bispo emérito da Guarda, celebrou os 60 anos de ordenação sacerdotal, presidindo à Eucaristia no Seminário da Guarda, onde recordou outros tempos e deixou palavras de esperança.

 

"Agradeço o facto de Nosso Senhor me conservar a vida e de me conservar sacerdote".

Do tempo de pároco, recordou que, “em Ílhavo, a porta da casa estava sempre aberta para acolher quem quer que fosse”.

Na homília da Missa de acção de graças, disse que "a oração é o elemento principal para que haja vocações": "Deus é generoso e dará à sua Igreja os pastores necessários".

A cerimónia contou com a presença do bispo da Guarda, D. Manuel Felício, do bispo de Aveiro, D. António Moiteiro, e de sacerdotes da diocese da Guarda e da diocese de Aveiro.

D. António dos Santos nasceu em Quintã, Vagos, no distrito de Aveiro, em 1932. Foi ordenado sacerdote em 1 de Julho de 1956, em Albergaria-a-Velha. Exerceu funções em Aveiro e foi pároco em Ílhavo antes de ser ordenado bispo, em 7 de Abril de 1976, em cerimónia realizada no pavilhão municipal de Ílhavo.

Entre 1976 e 1979 exerceu as funções de bispo auxiliar na Diocese de Aveiro. Em 17 de Novembro de 1979 foi nomeado bispo da Guarda.

Como Bispo da Diocese da Guarda, onde deu entrada a 2 de Fevereiro de 1980, ordenou 53 padres, “um dos quais agora é Bispo de Aveiro”.

Permaneceu em actividade até 1 de Dezembro de 2005, altura em que resignou por motivos de saúde, sendo substituído por D. Manuel Felício.

 

 

ÉVORA

 

ARCEBISPO CONTINUA

MAIS UM ANO

 

O arcebispo de Évora, D. José Sanches Alves, disse no passado domingo 3 de Julho, na celebração dos seus 50 anos de ordenação sacerdotal, que o Papa Francisco lhe pediu para continuar mais um ano à frente da arquidiocese e agradeceu o “gesto de confiança” de Francisco.

 

“O Santo Padre entendeu que eu deveria continuar mais um ano e eu faço-o com toda a disponibilidade e alegria, como for capaz, como tenho vindo a fazer até aqui”, disse D. José Alves no fim da celebração.

O arcebispo de Évora acrescentou que agradece o “gesto de confiança” do Papa e vai tentar “corresponder-lhe”. Em declarações à Agência ECCLESIA, D. José Alves explicara que leva-se algum tempo a escolher um sucessor para uma diocese, o que passa por “consultas a várias pessoas”.

Referiu também que tem estado a trabalhar com os seus colaboradores no “Plano Pastoral do próximo ano”, que será dado a conhecer no dia 5 de Outubro. “Já não é tempo de começar a fazer grandes projectos”, disse D. José Alves, garantindo também que depois da resignação tem planeado continuar a viver em Évora.

D. José Sanches Alves foi nomeado arcebispo de Évora a 8 de Janeiro de 2008 e tomou posse da Arquidiocese no dia 17 de Fevereiro desse mesmo ano.

Natural da Diocese de Guarda, D. José Alves nasceu em 1941, numa freguesia de Sabugal; estudou Filosofia e Teologia nos seminários da Arquidiocese de Évora.

Em 1966 foi ordenado sacerdote na Catedral de Évora, trabalhou 4 anos na formação do Seminário Menor de Vila Viçosa e depois estudou em Roma Ciências de Educação.

Em 1998 foi nomeado bispo auxiliar de Lisboa e a sua ordenação episcopal celebrou-se em Évora, a 31 de Maio de 1998. Em 2004 foi nomeado por João Paulo II como Bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, donde transitou mais tarde para Évora.

D. José Alves tinha apresentado ao Papa Francisco a sua renúncia ao cargo, após ter completado 75 anos de idade, de acordo com o Direito Canónico.

 

 

IDANHA

 

DIMENSÃO ESPIRITUAL

NO TRATAMENTO PSÍQUICO

 

A Casa de Saúde da Idanha, arredores de Lisboa, acolheu no passado dia 6 de Julho as VI Jornadas Hospitaleiras de Pastoral da Saúde, este ano dedicadas ao tema “Evangelização no mundo do sofrimento psíquico”, sublinhando a importância da dimensão espiritual neste campo.

 

A irmã Maria Sameiro Martins, presidente do Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, salientou que a iniciativa de reflexão visa ajudar os responsáveis a melhorar o serviço prestado aos utentes. “A pastoral da Saúde tem de fazer parte integrante do nosso modelo assistencial”, precisa a religiosa.

Para ela, é necessário promover uma tomada de consciência da importância da “dimensão espiritual” na pessoa doente, dando como exemplo a inclusão desta área no plano de intervenção individual, que “engloba toda a área técnica”.

Juntando “a ciência e a caridade”, a instituição católica dedicada à saúde mental quer “estar atenta à dor que vai na alma de tanta gente”.

 

 

PORTO

 

CIDADE HOMENAGEIA

PADRE AMÉRICO AGUIAR

 

O padre Américo Aguiar recebeu no passado dia 9 de Julho a Medalha de mérito grau ouro da cidade do Porto, que distingue quem “tenha praticado actos de que advenham assinaláveis benefícios para a cidade”.

 

A medalha de mérito grau ouro é atribuída pelo Município do Porto a quem contribuiu para a “melhoria das condições de vida” da sua população, pelo “desenvolvimento ou difusão” da sua arte, pela “divulgação ou aprofundamento” da sua história.

O padre Américo Aguiar integra uma lista de 24 cidadãos e instituições segundo proposta aprovada em reunião camarária pública.

Director do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, da Igreja Católica em Portugal, e Vice-presidente do Conselho de Gerência da Rádio Renascença, o padre Américo Aguiar é natural da Diocese do Porto, onde nasceu em 1973 e foi ordenado sacerdote em 2001.

Entre outros serviços na Diocese do Porto, o padre Américo Aguiar é presidente da Irmandade dos Clérigos; foi Vigário-geral e pároco da Sé.

Em 2014 publicou o livro “Um padre na aldeia global – Evangelização e o Desafio das Novas Tecnologias”, resultado de uma investigação para o curso de Mestrado em Ciências da Comunicação.

 

 

LISBOA

 

FERNANDO SANTOS

E A VITÓRIA NO FUTEBOL

 

O cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, saudou a vitória da selecção nacional de futebol no Euro 2016, no passado dia 10 de Julho, celebrada por milhares de pessoas nas ruas de Portugal, e manifestou “grande admiração” pelo seleccionador Fernando Santos.

 

O cardeal-patriarca de Lisboa sublinhou que o resultado da selecção nacional se deveu muito ao trabalho do seu treinador, “com a sua serenidade, com a sua consistência pessoal e também psicológica”. “Ele já estava certo do resultado e essa certeza vem muito de dentro e passou para a equipa”, sustentou.

Antes da conferência de imprensa após a final, Fernando Santos leu um texto que preparara, em que agradece acima de tudo a Deus (ver, neste número da CL, a Secção “Comentário”). Para D. Manuel Clemente, tudo foi dito “naturalmente”, sem ser “forçado. “Exprime uma vivência que é própria do Fernando Santos, como já tenho tido ocasião de ouvir da parte dele mesmo, por isso bate certo”, declarou o presidente da CEP.

O cardeal português aludiu depois ao “valor simbólico” do mundo do desporto e ao “sentido de representação” das equipas nacionais. “Numa equipa ou noutras competições, como agora no atletismo, que eu também quero saudar, vai um povo inteiro”, afirmou.

 

 

LISBOA

 

FADISTA CUCA ROSETA

NA JMJ EM CRACÓVIA

 

O director do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, padre Eduardo Novo, revelou que a fadista Cuca Roseta vai cantar na “LusoFesta”, o encontro dos portugueses durante a Jornada Mundial da Juventude, em Cracóvia (Polónia).

 

A “LusoFesta” decorre no dia 27 de Julho, e conta com vários testemunhos e espectáculos de jovens das dioceses portuguesas.

Numa entrevista para o Semanário Ecclesia, Cuca Roseta, como é conhecida no meio artístico, de 34 anos, casada, diz que canta porque tem esse talento, afirma que “o fado é oração”, diz que a Igreja Católica é a “casa” onde vai “buscar o sentido para tudo” e insiste na dimensão espiritual da sua vida, desde pequena, que nunca esquece apesar da “vida fútil” do ambiente artístico.

“O fado é uma espécie de prece. Quem é espiritual consegue encontrar poemas que lhe digam muito nesse sentido. Eu canto muitos fados, tenho até amigos padres que às vezes escrevem letras para mim, que têm este sentido mais espiritual e vou poder cantar esses fados todos”.

“O meu fado, que é uma música extremamente emocional e sentimental, tem tudo a ver com a mensagem católica”.

“O fado é muito sentimental, muito emocional, muito intenso e, por si, toca as pessoas. Se tiver uma mensagem espiritual, esta luz, só pode ser explosiva. Pelo menos é isso que tento, ser instrumento dessa explosão de luz. Através do fado, da música, da arte, consegue-se chegar à alma. Dizem que o fado é a música da alma e é a alma que nos liga a Deus”.

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial