DOCUMENTAÇÃO

 

SALA DE IMPRENSA DA SANTA SÉ

 

ESCLARECIMENTOS ACERCA DA CELEBRAÇÃO DA MISSA

 

 

Na sequência de uma conferência dada em Londres sobre a Sagrada Liturgia (em 5-VII-2016) pelo Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino, foi noticiado que o Cardeal recomendara aos bispos e sacerdotes que, na medida do possível, começassem a celebrar a Missa voltados para o Oriente, ou pelo menos para a ábside, em sinal do Senhor Jesus que vem, para ficar claro que é Ele que está no centro da Eucaristia.

Poucos dias depois, em 11-VII-2016, a Sala de Imprensa da Santa Sé publicou uma nota esclarecedora, que transcrevemos:

 

É oportuno um esclarecimento na sequência de notícias que circularam depois de uma conferência dada em Londres há poucos dias pelo Card. Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino.

O Card. Sarah sempre se preocupou, justamente, pela dignidade da celebração da Missa, de modo a exprimir adequadamente a atitude de respeito e adoração pelo mistério eucarístico. Contudo, algumas expressões suas foram mal interpretadas, como se anunciassem novas indicações diferentes das dadas actualmente nas normas litúrgicas e nas palavras do Papa sobre a celebração de cara para o povo e sobre o rito ordinário da Missa. 

Por isso é necessário recordar que, na Institutio Generalis Missalis Romani (Instrução Geral do Missal Romano), que contém as normas relativas à celebração eucarística e ainda está plenamente em vigor, se diz no nº 299:         “Onde for possível, o altar deve ser construído afastado da parede, de modo a permitir andar em volta dele e celebrar a Missa de frente para o povo. Pela sua localização, há-de ser o centro de convergência, para o qual espontaneamente se dirijam as atenções de toda a assembleia dos fiéis. Normalmente deve ser fixo e dedicado”.

Pelo seu lado, o Papa Francisco, por ocasião da sua visita à Congregação para o Culto Divino, recordou expressamente que a forma “ordinária” da celebração da Missa é a prevista pelo Missal promulgado por Paulo VI, enquanto a “extraordinária”, que foi permitida pelo Papa Bento XVI para os fins e na modalidade por ele explicados no Motu Proprio Summorum Pontificum, não deve tomar o lugar da “ordinária”.

Portanto, não estão previstas novas orientações litúrgicas a partir do próximo Advento, como alguns erroneamente deduziram a partir de algumas palavras do Cardeal Sarah, e é melhor evitar o uso da expressão “reforma da reforma”, referindo-se à liturgia, uma vez que ela tem sido, por vezes, fonte de mal-entendidos.

Tudo isto foi expressamente concordado no decurso de uma recente audiência concedida pelo Papa ao Cardeal Prefeito da Congregação para o Culto Divino.

 


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