26º Domingo Comum

25 de Setembro de 2016

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Eu vim para que tenham vida, F. da Silva, NRMS 70

Dan 3, 31.29.30.43.42

Antífona de entrada: Vós sois justo, Senhor, em tudo o que fizestes. Pecámos contra Vós, não observámos os vossos mandamentos. Mas para glória do vosso nome, mostrai-nos a vossa infinita misericórdia.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A recompensa, após a morte, não é avaliada em função dos bens, da saúde e dos amigos que tivemos neste mundo, mas, além de muitas outras coisas, do bem que fizemos aos mais carenciados, do modo como soubemos ser misericordiosos com o nosso semelhante. Isto encontra-se bem claro na parábola do Evangelho deste Domingo e na mensagem que o Papa Francisco nos envia neste Ano Santo da Misericórdia.

 

Ato penitencial

 

Foram dias perdidos ou de muito limitado aproveitamento, todos aqueles em que ofendemos o Senhor por pensamentos, desejos, ações ou omissões, ou não O amámos com todo o nosso coração e todas as nossas forças. Reflitamos nessas perdas e peçamos, das mesmas, o necessário perdão.

 

(Tempo de silêncio. Eis uma sugestão, como alternativa)

 

-Senhor Jesus, que nos chamais à emenda de vida, e nos ofereceis o perdão dos pecados,

tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

- Cristo, que oferecestes a vida no altar da Cruz, para nos reconciliardes a todos com o Pai,

tende misericórdia.

 

Cristo, misericórdia!

 

-Senhor Jesus, que não quereis que o pecador se condene, mas se arrependa e viva para sempre, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

Oração colecta: Senhor, que dais a maior prova do vosso poder quando perdoais e Vos compadeceis, infundi sobre nós a vossa graça, para que, correndo prontamente para os bens prometidos, nos tornemos um dia participantes da felicidade celeste. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A primeira leitura ensina que o Espírito de Deus sopra onde quer e sobre quem quer, sem estar limitado por ninguém.

 

Amós 6, 1a.4-7

 

Eis o que diz o Senhor omnipotente: 1a«Ai daqueles que vivem comodamente em Sião e dos que se sentem tranquilos no monte da Samaria. 4Deitados em leitos de marfim, estendidos nos seus divãs, comem os cordeiros do rebanho e os vitelos do estábulo. 5Improvisam ao som da lira e cantam como David as suas próprias melodias. 6Bebem o vinho em grandes taças e perfumam-se com finos unguentos, mas não os aflige a ruína de José. 7Por isso, agora partirão para o exílio à frente dos deportados e acabará esse bando de voluptuosos».

 

A leitura, que é uma censura do profeta do século VIII à vida opulenta e fácil, frequentemente à custa da miséria do próximo, foi escolhida em função do Evangelho de hoje.

6 «A ruína de José». O profeta pode referir-se tanto à miséria física de tantos compatriotas, como à corrupção moral que alastrava no Reino do Norte. Aqui é dado o nome de José ao Reino do Norte, em vez do nome de Efraim, corrente nos profetas, a tribo mais importante, pelo facto de Efraim ser filho de José, filho de Jacob, que não deu o seu nome a nenhuma tribo (Manassés e Efraim era filhos de José, que deram o seu nome às respectivas tribos).

 

Salmo Responsorial    Sl 145 (146), 7-10 (R.1b ou Aleluia)

 

Monição: O Senhor faz justiça a todos, sobretudo aos mais pobres e sofredores.

 

Refrão:     Ó minha alma, louva o Senhor.

 

Ou:           Aleluia.

 

O Senhor faz justiça aos oprimidos,

dá pão aos que têm fome

e a liberdade aos cativos.

 

O Senhor ilumina os olhos dos cegos,

o Senhor levanta os abatidos,

o Senhor ama os justos.

 

O Senhor protege os peregrinos,

ampara o órfão e a viúva

e entrava o caminho aos pecadores.

 

O Senhor reina eternamente.

O teu Deus, ó Sião,

é Rei por todas as gerações.

 

Segunda Leitura

 

Monição: São Paulo aconselha-nos a praticar a justiça e a piedade. A fé e a caridade, a perseverança e a mansidão.

1 Timóteo 6, 11-16

 

Caríssimo: 11Tu, homem de Deus, pratica a justiça e a piedade, a fé e a caridade, a perseverança e a mansidão. 12Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e sobre a qual fizeste tão bela profissão de fé perante numerosas testemunhas. 13Ordeno-te na presença de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu testemunho da verdade diante de Pôncio Pilatos: 14Guarda este mandamento sem mancha e acima de toda a censura, até à aparição de Nosso Senhor Jesus Cristo, 15a qual manifestará a seu tempo o venturoso e único soberano, Rei dos reis e Senhor dos senhores, 16o único que possui a imortalidade e habita uma luz inacessível, que nenhum homem viu nem pode ver. A Ele a honra e o poder eterno. Amen.

 

Temos apenas três domingos com trechos da 1ª Carta a Timóteo, de que hoje se lêem apenas 6 versículos do último capítulo.

12 «Combate o bom combate da fé». Muitas vezes S. Paulo compara a vida cristã a uma luta desportiva ou mesmo guerreira, uma vez que sem esforço aturado não se pode permanecer fiel a Cristo (cf. Cor 9, 24-27; Col 1, 29; 2 Tim 4, 7).

«Fizeste tão bela profissão de fé…», no momento do Baptismo, ou, talvez como pensam alguns, antes da sua Ordenação; também poderia tratar-se simplesmente de um testemunho corajoso perante as autoridades pagãs.

15-16 É mais uma doxologia de sabor litúrgico (ver outras nesta carta: 1, 17; 3, 16), uma espécie de jaculatória de louvor a Deus, um desabafo duma alma enamorada de Deus Uno e Trino, que frequentemente S. Paulo deixou passar para os seus escritos.

 

Aclamação ao Evangelho        2 Cor 8, 9

 

Monição: Jesus Cristo é o nosso libertador. Operou esta libertação despojando-se de tudo, para nos ensinar a usar dos bens deste mundo.

Aclamemo-LO com alegria e generosidade para O seguir.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação-1, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Jesus Cristo, sendo rico, fez-Se pobre,

para nos enriquecer na sua pobreza.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 16, 19-31

 

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: 19«Havia um homem rico, que se vestia de púrpura e linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias. 20Um pobre, chamado Lázaro, jazia junto do seu portão, coberto de chagas. 21Bem desejava saciar-se do que caía da mesa do rico, mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas. 22Ora sucedeu que o pobre morreu e foi colocado pelos Anjos ao lado de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. 23Na mansão dos mortos, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a seu lado. 24Então ergueu a voz e disse: ‘Pai Abraão, tem compaixão de mim. Envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nestas chamas’. 25Abraão respondeu-lhe: ‘Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida e Lázaro apenas os males. Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado. 26Além disso, há entre nós e vós um grande abismo, de modo que se alguém quisesse passar daqui para junto de vós, ou daí para junto de nós, não poderia fazê-lo’. 27O rico insistiu: ‘Então peço-te, ó pai, que mandes Lázaro à minha casa paterna – pois tenho cinco irmãos – 28para que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento’. 29Disse-lhe Abraão: ‘Eles têm Moisés e os Profetas: que os oiçam’. 30Mas ele insistiu: ‘Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão’. 31Abraão respondeu-lhe: ‘Se não dão ouvidos a Moisés nem aos Profetas, mesmo que alguém ressuscite dos mortos, não se convencerão’.

 

A parábola de hoje é contada só por S. Lucas, o evangelista mais preocupado com os pobres e os desvalidos.

20 «Um pobre chamado Lázaro». Em hebraico, Eliázar significa «Deus ajuda». O facto de que é dado um nome ao pobre fez pensar a alguns Padres que não se trata duma parábola, mas dum exemplo com um fundo histórico. De qualquer modo, não é provável que Jesus se tenha servido dum conto egípcio, como alguém supôs, acrescentando-lhe os vv. 27-31.

21 «Os cães vinham lamber-lhe as chagas», um pormenor que põe em evidência a extrema miséria do pobre, pois não era para lhe servir de alívio, mas de humilhação, já que os judeus os consideravam animais impuros e por isso não os costumavam domesticar.

22-23 Segundo as teorias farisaicas da retribuição, na situação até aqui descrita, nada havia de censurável, uma vez que nesta vida cada um tem já a sorte que merece: o justo, a abundância e o bem-estar; o pecador, a miséria e o sofrimento. Com esta «parábola» Jesus pretende desfazer de vez esse equívoco corrente e ensinar a remuneração na outra vida, negada pelos saduceus. Não era que nos livros do Antigo Testamento ainda não houvesse referências suficientemente claras à outra vida, mas uma concepção demasiado imediata, utilitarista e mesmo materialista da vida por parte dos judeus levava-os a não dar a devida atenção ao que Deus já tinha revelado para o entenderem e traduzirem na vida. Aqui Jesus dá uma machadada definitiva nas falsas ideias farisaicas acerca da retribuição. A morte é o momento em que chega a hora da verdade: «o pobre morreu…, o rico morreu…» (v. 22) e a situação de cada um mudou também; o pobre «foi colocado ao lado de Abraão» (à letra, foi para o seio de Abraão), para um lugar ou estado de descanso e alegria onde estavam as almas dos justos. O rico foi metido «em tormentos», noutra zona da «mansão dos mortos» (o hádes em grego, o xeol em hebraico, em latim inferi/infernos).

Não se pense que falta à parábola qualquer motivação ética; com efeito, o pobre é agora feliz não porque antes sofreu, e o rico sofre não porque antes gozou. O rico sofre porque não fez caso do pobre, por ser dos que serviam ao dinheiro (cf. v. 13), e, por isso mesmo, não podia servir a Deus nem fazer bem ao próximo. Por outro lado, o pobre, ao ser uma figura posta em contraste, além de desgraçado seria também piedoso. Não se dá, pois, aqui uma simples inversão de papéis, mas uma verdadeira retribuição de carácter perpétuo (cf. v. 26): um abismo impede de passar de um lado para o outro. E, segundo a profunda observação de S. Gregório Magno, «não foi a pobreza que levou Lázaro ao Céu, mas a humildade; e também não foram as riquezas que impediram o rico de entrar no grande descanso, mas o seu egoísmo e infidelidade» (Hom. sobre S. Lc 40, 2).

24-31 É importante ter em conta que o diálogo entre o rico e Abraão não pode ser tomado à letra, pois não passa duma encenação para dar vigor ao ensino central da parábola; com efeito, os condenados não se podem mostrar arrependidos nem zelosos da salvação dos vivos, mesmo até dos seus familiares, pois carecem da virtude da caridade. Pela mesma razão, também não é válido refutar o espiritismo com os dados desta parábola, como por vezes se faz. As parábolas, enquanto tais, visam um ensinamento concreto e particular, embora nalgumas se tenha vindo a dar, mesmo já na tradição prévia à sua redacção nos Evangelhos canónicos, um valor alegórico a alguns elementos secundários, conforme põem em relevo muitos estudos científicos da actualidade sobre as parábolas de Jesus.

31 Se não dão ouvidos a Moisés e nem aos Profetas, isto é, aos ensinamentos do Antigo Testamento. Para quem não quer obstinadamente crer, os milagres não valem nada, já que Deus respeita a nossa liberdade; esta é também uma lição da parábola.

 

Sugestões para a homilia

 

1.     Ó minha alma louva o Senhor!

2.     Bem-aventurados os pobres em espírito.

3.     Importância da Palavra de Deus.

 

 

Ó minha alma louva o Senhor! Assim pedimos há momentos, repetindo o refrão do Salmo intercalar. E nós louvaremos o Senhor no tempo e na eternidade, na medida em que neste mundo, onde por algum tempo nos encontramos, optarmos pelo Senhor, isto é, conforme aceitarmos estar com Ele. Como vimos já no último Domingo, não é possível servir a dois senhores, a Deus e ao dinheiro. Só estaremos verdadeiramente com Ele, na medida em que não nos prendermos às coisas deste mundo.

As leituras da Missa de hoje são mais um alerta para esse terrível engano, que é vivermos para as coisas da terra, em vez de nos voltarmos para o Senhor dessas mesmas coisas. Por isso o projeto de Amós, na 1ª Leitura proclama “Ai daqueles....”

Naquele tempo as pessoas julgavam que só quem possuísse bens, era abençoado por Deus. Jesus quer esclarecer estas falsas ideias.

Amós acaba por afirmar: “esses ricos partirão para o exílio”, o que de facto aconteceu, pois foram feitos prisioneiros e levados para a Babilónia.

 

2. Bem-aventurados os pobres em espírito.

 

Jesus, no Evangelho, com a parábola do pobre Lázaro, faz salientar mais uma vez a grande ilusão que é viver voltado para as coisas do mundo, o que leva Jesus a afirmar, noutra passagem do Evangelho, “que será mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no reino dos Céus”.

O Senhor não nos quer ver viver na miséria. Todas as coisas foram criadas por Ele para nós as usufruirmos. Mas... como é importante saber fazer bom uso delas! E tal só acontecerá na medida em que tivermos consciência de que tais bens são só d’Ele. A nós compete saber administrá-los, distribui-los pelos mais necessitados.

 

3. Importância da Palavra de Deus.

 

Para não cometermos tão desastrosos negócios, é importantíssimo sermos iluminados pela Palavra de Deus. Por isso, ao pedido que o rico faz, para que Abraão envie alguém avisar os seus irmãos, recomenda-lhes que escutem Moisés e os Profetas.

Vamos estar atentos à Palavra do Senhor. Vamos pautar por esta Palavra a nossa vida, para que, vivendo numa atitude de humildade, de desprendimento, saibamos sempre fazer bom uso do bens deste mundo e assim bem libertos, podermos um dia chegar ao seio de Abraão, isto é, ao reino dos céus.

 

 

Oração Universal

 

    Irmãos e irmãs,

    atentos aos apelos de Deus Pai e movidos pela ação do Espírito Santo,

    oremos ao Senhor pela Igreja, pelos homens e pelo mundo,

    pedindo com toda a confiança.

 

    R. Ouvi-nos, Senhor.

 

 

1.     Pelo Santo Padre, com os Bispos em comunhão com ele,

para que iluminem e alimentem a caridade de todos os fieis,

Oremos irmãos.

 

    R. Ouvi-nos Senhor.

 

2.     Pelos que vivem escravizados pela civilização do conforto,

para que o Senhor os liberte e torne felizes na generosidade,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos Senhor.

 

3.     Por todos os que sofrem e não encontram quem os ajude,

para que renovem a sua confiança no Senhor que nos ama,

oremos, irmãos

 

R. Ouvi-nos Senhor.

 

4.     Por todos nós aqui reunidos para celebrar esta Eucaristia,

para que o Senhor nos faça atentos ao sofrimento alheio,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos Senhor.

 

5.     Pelas iniciativas que se dedicam a socorrer os necessitados,

para que o Senhor abençoe e faça frutificar as suas obras,

oremos irmãos.

 

R. Ouvi-nos Senhor.

 

6.     Pelos irmãos que partiram desta vida ao encontro do Pai,

para que Ele, pela Sua misericórdia, os receba no Paraíso,

oremos irmãos

 

 

R. Ouvi-nos Senhor.

 

 

Senhor, que nos preparais, na vida presente,

para uma comunhão eterna no Paraíso,

ajudai-nos e ensinai-nos a seguir generosamente

os vossos sapientíssimos ensinamentos,

para assim alcançarmos a glória do Céu.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Atei os meus braços, M. Faria, NRMS 9 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Deus de misericórdia infinita, aceitai esta nossa oblação e fazei que por ela se abra para nós a fonte de todas as bênçãos. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 14

 

Monição da Paz

 

A paz é também fruto da misericórdia que tivermos vivido e fomentado na terra, do perdão mútuo, levando as cargas uns dos outros. Manifestemos esses bons propósitos ao Senhor com o gesto litúrgico que vamos realizar. Saudai-vos na paz de Cristo.

 

Monição da Comunhão

 

Pela Sagrada Comunhão vamos encontrarmo-nos com o Senhor, rico em misericórdia, que deseja a nossa felicidade terrena e eterna. Para o conseguirmos importa ouvir a Sua Palavra e recebê-LO com muita fé, onde encontraremos a força espiritual de que necessitamos.

 

Cântico da Comunhão: Senhor eu creio que sois Cristo, F. da Silva, NRMS 67

cf. Sl 118, 9-5

Antífona da comunhão: Senhor, lembrai-Vos da palavra que destes ao vosso servo. A consolação da minha amargura é a esperança na vossa promessa.

Ou:    1 Jo 3, 16

Nisto conhecemos o amor de Deus: Ele deu a vida por nós; também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos.

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que este sacramento celeste renove a nossa alma e o nosso corpo, para que, unidos a Cristo neste memorial da sua morte, possamos tomar parte na sua herança gloriosa. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Como é importante ouvir e meditar a Palavra de Deus! Vamos estar mais atentos aos apelos que Jesus hoje nos faz. Com esse propósito, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Ficai connosco Senhor, M. Borda, NRMS 43

 

 

Homilias Feriais

 

26ª SEMANA

 

2ª Feira, 26-IX: O valor das provações.

Job , 6-22 / Lc 9, 46-50

Em tudo isto, Job não cometeu pecado, nem disse contra Deus qualquer insensatez.

Job vai recebendo notícias das sucessivas desgraças que se abateram sobre a sua família, os seus rebanhos e as suas terras (Leit.). Vai aceitando tudo, como vindo do Senhor, para o seu bem.

Para que na nossa vida haja frutos abundantes, é preciso que soframos algumas provações, como Job, para ver como anda a nossa fé. Essas provações ajudar-nos-ão a sermos mais pacientes; a estarmos desprendidos dos bens materiais; a aceitarmos a vontade de Deus, ainda que nos desagrade; a pensarmos que tudo é para nosso bem se amamos a Deus.

 

3ª Feira, 27-IX: A dor com sinal mais.

Job 3, 1-3. 11-17. 20-23 / Lc 9, 51-56

Desapareça o dia em que eu nasci... por que não morri no ventre de minha mãe, ou não expirei ao sair do ventre de minha mãe, ou não expirei ao sair do seio materno?

Esta passagem faz parte da lamentação de Job: por ter nascido e por padecer tantos sofrimentos (Leit.).

Os sofrimentos aparecem de muitas formas diferentes e nenhum deles é naturalmente querido por ninguém. Mas Jesus elevou o sofrimento a um nível sobrenatural: tomou a resolução de ir a Jerusalém, para ali morrer (Ev.), porque nos queria redimir pela sua paixão e morte. Ele proclama bem-aventurados os que sofrem dores físicas ou morais, injustiças, etc. A fé altera o sinal da dor de menos ( -) para mais (+).

 

4ª Feira, 28-IX: O seguimento de Cristo.

Job 9, 1-12. 14-16 / Lc 9, 57-62

Jesus respondeu-lhe: As raposas têm as suas tocas, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.

«Jesus partilha a vida dos pobres, desde o presépio até à Cruz: sabe o que é sofrer a fome, a sede e a indigência (não tinha onde reclinar a cabeça)» (CIC, 544). Por isso, é exigente com todos os que desejam segui-lo, pedindo-lhes uma disponibilidade, que não admite quaisquer demoras.

No nosso dia, para cumprirmos os nossos deveres para com Deus, a família e o trabalho, encontraremos muitas desculpas, algumas razoáveis, para deixar de fazê-los (Ev.). Tenhamos confiança em Deus, pois o «coração de Deus é sábio» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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