Exaltação da Santa Cruz

14 de Setembro de 2016

 

Festa

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus, vinde em meu auxílio, F. da Silva, NRMS 53

cf. Gal 6, 14

Antífona de entrada: Toda a nossa glória está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. N'Ele está a nossa salvação, vida e ressurreição. Por Ele fomos salvos e livres.

 

Diz-se o Glória

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Com a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, após a Sua crucificação, a cruz, de objeto de desprezo e patíbulo de infâmia, passou a ter novo significado. Ela é agora motivo de glória e polo de atração para todos os homens. Eis o motivo da festa que hoje celebramos – Festa da Exaltação da Santa Cruz. Somos assim hoje particularmente convidados a olhar para Jesus, que por nosso Amor e em expiação dos nossos pecados, foi pregado na cruz.

“Deus amou o mundo de tal maneira que lhe deu o Seu Filho unigénito para que todo aquele que n’Ele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”. Jesus é esse Amor personificado de Deus, ativo entre os homens, que veio “não para condenar, mas para que o mundo seja salvo”.

 

Ato Penitencial

 

Porque o pecado é em si uma grande ingratidão para com Deus e ainda porque nunca O amamos como Ele merece, arrependidos, peçamos perdão. (Tempo de silêncio. Eis uma sugestão, como alternativa.)

 

Senhor Jesus, que nos chamais à emenda de vida, e nos ofereceis o perdão dos pecados, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

Cristo, que oferecestes a vida no altar da Cruz, para nos reconciliares a todos com o Pai, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

Senhor Jesus, que não quereis que o pecador se condene, mas que se arrependa e viva para sempre, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

Oração colecta: Senhor, que na vossa infinita misericórdia, quisestes que o vosso Filho sofresse o suplício da cruz para salvar o género humano, concedei que, tendo conhecido na terra o mistério de Cristo, mereçamos alcançar no Céu os frutos da redenção. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A serpente de bronze levantada no deserto e colocada num poste, foi sinal de salvação para todos os que tivessem sido mordidos pelas serpentes venenosas.

 

Números 21, 4b-9

Naqueles dias, 5o povo de Israel impacientou-se e falou contra Deus e contra Moisés: «Porque nos fizeste sair do Egipto, para morrermos neste deserto? Aqui não há pão nem água e já nos causa fastio este alimento miserável». 6Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas que mordiam nas pessoas e morreu muita gente de Israel. 7O povo dirigiu-se a Moisés, dizendo: «Pecámos, ao falar contra o Senhor e contra ti. Intercede junto do Senhor, para que afaste de nós as serpentes». E Moisés intercedeu pelo povo. 8Então o Senhor disse a Moisés: «Faz uma serpente de bronze e coloca-a sobre um poste. Todo aquele que for mordido e olhar para ela ficará curado». 9Moisés fez uma serpente de bronze e fixou-a num poste. Quando alguém, era mordido por uma serpente, olhava para a serpente de bronze e ficava curado.

 

O contexto deste relato é o da longa viagem desde a longa estância no oásis de Cadés até Moab, em que o povo se cansa com os rodeios para evitar enfrentar Edom (cf. v. 4), revolta-se e protesta contra Moisés. O que aqui se relata pode muito bem ser referido a um lugar de Arabá, a actual Timná, onde se encontrou uma serpente de bronze num antigo santuário egípcio. Às serpentes era atribuído um poder mágico

5 «Este alimento miserável». Referência bem realista ao maná, cuja idealização posterior o considera, pelo contrário, «pão dos fortes» e «pão dos anjos», pão com todas as delícias e com todos os sabores ao gosto de cada pessoa (cf. Sab 16, 20-21; Salm 78, 23-25).

6 «Serpentes venenosas», à letra, de fogo, um hebraísmo para dizer serpentes abrasadoras, cuja natureza se ignora. Há mesmo quem pense em pequenos parasitas, as filárias, que perfuram a pele, invadem e obstruem os canais linfáticos, causando a morte por filariose.

8 «Faz uma serpente de bronze…» O relato bíblico poderia fazer pensar, à primeira vista, num recurso à magia, rejeitada em toda a Sagrada Escritura, pois aqui a cura até parece pertencer à classe da homeopatia mágica: uma imagem do causador do mal teria o poder de o esconjurar! Talvez por isso o livro da Sabedoria tem o cuidado de atribuir a cura à misericórdia de Deus: «não em virtude do que via, mas graças a Ti, o Salvador de todos» (cf. Sab 16, 5-14). Também entre os gregos a serpente era o animal emblemático de Esculápio e conserva-se como símbolo das nossas farmácias. Como se pode ver no Evangelho de hoje (Jo 3, 14-15), este relato encerra um sentido típico visado por Deus: o poste é figura da Cruz, a serpente de bronze é figura de Cristo Salvador, que salva da morte eterna todos os homens feridos pela mordedura mortal do pecado, desde que, arrependidos, olhem para Jesus com fé.

 

Salmo Responsorial    Sl 77 (78), 1-2.34-35.36-37.38 (R. cf. 7c)

 

Monição: A oração humilde e confiante do Salmista, recorda a misericórdia de Deus, sempre disposto a perdoar, apesar das infidelidades do seu povo.

 

Refrão:     Não esqueçais as obras do Senhor.

 

Escuta, meu povo, a minha instrução,

presta ouvidos às palavras da minha boca.

Vou falar em forma de provérbio,

vou revelar os mistérios dos tempos antigos.

 

Quando Deus castigava os antigos, eles O procuravam,

tornavam a voltar-se para Ele

e recordavam-se de que Deus era o seu protector,

o Altíssimo o seu redentor.

 

Eles, porém, enganavam-n’O com a boca

e mentiam-Lhe com a língua,

o seu coração não era sincero,

nem eram fiéis à sua aliança.

 

Mas Deus, compadecido, perdoava o pecado

e não os exterminava.

Muitas vezes reprimia a sua cólera

e não executava toda a sua ira.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Nesta segunda leitura, S. Paulo fala-nos da humilhação de Jesus Cristo, obediente até à morte de cruz; por isso, Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes.

 

Filipenses 2, 6-11

6Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, 7mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, 8humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz. 9Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, 10para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem no céu, na terra e nos abismos, 11e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

 

A leitura constitui um admirável hino à humilhação e exaltação de Cristo, que muitos exegetas pensam ser anterior ao este escrito paulino e a mais antiga confissão de fé explícita na divindade de Cristo que consta dos escritos do Novo Testamento.

6 «De condição divina». Literalmente: «existindo em forma de Deus». Ora esta forma (morfê) de Deus, ainda que não significasse directamente a natureza divina, pelo menos indicaria a glória e a majestade, atributos especificamente divinos na linguagem bíblica. De qualquer modo, como bem observa Heinrich Schlier, a expressão em forma de Deus não quer dizer que Deus tenha uma forma como a têm os homens, mas significa que Jesus «tinha um ser como Deus, um ser divino».

«Não se valeu da sua igualdade com Deus». O texto original foi simplificado no texto litúrgico, pois há diversas possibilidades de tradução desta rica expressão: a) «Não considerou como um roubo o ser igual a Deus»; b) «Não considerou como algo a roubar (=algo cobiçado) o ser igual a Deus». No primeiro caso, considera-se o termo grego harpagmós em sentido activo (roubo); no segundo, em sentido passivo (coisa cobiçada). A Vulgata, seguida pela Nova Vulgata, traduz: «não considerou uma usurpação (rapinam) o ser igual a Deus» (sentido activo); a interpretação dos Padres Gregos, a que se ateve a nossa tradução litúrgica, considera o termo grego com sentido passivo: «não considerou como algo cobiçado (harpagmón). Há quem pense que S. Paulo quer fazer ressaltar o contraste entre a atitude soberba dos primeiros pais que, sendo homens, quiseram vir a ser iguais a Deus (cf. Gn 3, 5.22) e a atitude humilde de Jesus que, sendo Deus, se quis fazer «semelhante aos homens» (v. 7).

7 «Mas aniquilou-se a si próprio», à letra, esvaziou-se: Jesus Cristo, ao fazer-se homem, não se despojou da natureza divina, mas sim da glória ou manifestação sensível da majestade que Lhe competia em virtude da chamada união hipostática (na pessoa do Filho eterno de Deus, a natureza humana e a natureza divina unidas numa união misteriosa). «Assumindo a condição de servo», o que não significa a condição social de escravo, mas a «forma» (morfê) de se conduzir própria de um ser pobre e dependente, cumprindo a figura do «servo de Yahwéh», a que se refere a primeira leitura de hoje; «tornou-se semelhante aos homens, aparecendo como homem», não apenas, como queria a heresia doceta, nas aparências (skhêmati), mas no sentido em que o homem é «semelhante» (en homoiômati) dos outros homens, em tudo igual excepto no pecado (cf. Hebr 4, 15).

8 «Humilhou-se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz». Note-se como é posta em relevo esta obediência e aniquilamento – a kénosis – de Cristo, num sublime crescendo de humilhação em humilhação: feito homem, assume a condição de escravo, Ele obedece, e com uma obediência que vai até à morte, e não uma morte qualquer, mas a dum malfeitor, a morte de cruz – homem, escravo, malfeitor!

9-10 Mas este aniquilamento – o tremendo escândalo da Cruz – não foi uma derrota, o desfecho duma história trágica com que tudo acabou. Estamos perante o sublime paradoxo da sua «exaltação»: foi «por isso» mesmo que «Deus» (não Ele próprio, mas o Pai, ho Theós com artigo) «O exaltou» de modo singularíssimo (à letra, acima de tudo o que existe, tendo na devida conta a preposição hypér na composição do verbo grego, corresponde a: Deus soberanamente O exaltou), o que se deu na glorificação da humanidade de Jesus com a sua Ressurreição e Ascensão. A esta exaltação corresponde o «nome» que Lhe é dado por Deus, o mesmo nome com que passa a ser invocado pela multidão de todos os crentes de todos os tempos; já não se trata simplesmente do nome usado na sua vida terrena e que consta da sentença que o condenou à morte de cruz, Jesus, mas trata-se do mesmo nome com que o próprio Deus é designado para traduzir o nome divino «Yahwéh» – «Senhor».

11 A todos pertence proclamar e reconhecer a divindade de Jesus – «toda a língua proclame que Jesus Cristo é Senhor» (mais expressivo Senhor sem artigo, como no original grego) e o seu domínio sobre toda a criação – «no céu, na terra e nos abismos, para glória de Deus Pai» (A tradução da velha Vulgata neste ponto era pouco expressiva e deficiente, ao traduzir: «proclame que o Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Pai»).

Independentemente da discussão acerca do aniquilamento de que aqui se fala, se ele visa ou não directamente o mistério da Incarnação, fica bem claro que Jesus não é um simples servo do Senhor que vem a ser exaltado por Deus, pois Ele é Deus que se abaixa e depois vem a ser exaltado. Também fica patente que a fé na divindade de Jesus não é o fruto duma elaboração teológica tardia, pois a epístola é, quando muito, do ano 62, se não é mesmo de cerca de 56 (como hoje pensa a generalidade dos estudiosos), e, como dissemos, estes versículos já fariam parte dum hino litúrgico a Cristo, anterior à epístola.

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Jesus fala-nos do Amor infinito que Deus nos tem e que se manifesta na Sua cruz.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação-2, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo,

que pela vossa santa cruz remistes o mundo.

 

 

Evangelho

 

São João 3, 13-17

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13«Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem. 14Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, 15para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. 16Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. 17Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele».

 

O texto é tirado do «discurso» de Jesus a Nicodemos. Não é fácil distinguir nos discursos de Jesus em S. João, quando é que o evangelista apresenta as próprias palavras de Jesus de quando apresenta a sua reflexão divinamente inspirada sobre elas. Aqui costuma-se considerar a meditação do evangelista a partir do v. 13, meditação que, do v. 16 ao 21, é o chamado kérigma joanino.

13 «Filho do Homem» tem em S. João um sentido glorioso, indicando a origem divina de Jesus, o Filho de Deus pré-existente enviado ao mundo para salvar os homens e que «subiu ao Céu», uma realidade que pertence às coisas do Céu (v. 12); nos Sinópticos conserva mais o sentido da literatura apocalíptica (cf. Dn 7, 13; 4 Esd; Henoc Etiópico), indicando o Messias, o salvador do povo que virá no fim dos tempos e também o Messias-sofredor. Mas expressão na Filho do homem nem sempre fica bem claro o título cristológico, pois por vezes poderia não passar de um mero asteísmo, uma figura de linguagem (asteísmo) para Jesus se referir discretamente à sua pessoa: este homem = eu. J. Ratzinger/Bento XVI encara com grande profundidade esta afirmação de Jesus acerca de si mesmo (Jesus de Nazaré, cap. X)

14 «Elevado», na Cruz, entenda-se. Mas S. João joga com os dois sentidos da elevação: na Cruz e na glória. E isto não é um simples artifício literário, mas encerra um mistério profundo, pois é na Paixão que se manifesta todo o amor de Jesus (cf. Jo 13, 1), todo o seu poder divino salvífico de dar o Espírito e a vida eterna (cf. 7, 38; 12, 23-24; 17, 1.2.19), numa palavra, a sua glória, que culmina na Ressurreição (cf. 12, 16). Para a alusão à serpente de bronze, ver Nm 21, 4-9 (1ª leitura de hoje); Sab 16, 5-15 e o Targum que fala mesmo dum lugar elevado onde Moisés a colocou.

16 «Deus... entregou o seu Filho Unigénito». Parece haver aqui uma alusão ao sacrifício de Isaac (cf. Gn 22, 1-12), que os Padres consideravam uma figura de Cristo, até por aquele pormenor de Isaac subir o monte Moriá com a lenha às costas, como Jesus subindo o monte Calvário carregando a Cruz.

17 «Não… para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo». Jesus contraria as ideias judaicas da época, que imaginavam o Messias como um juiz que antes de mais vinha para julgar e condenar todos os que ficavam fora do Reino de Deus, ou se lhe opunham.

 

Sugestões para a homilia

 

1. O sinal da serpente no deserto.

2. Deus amou de tal modo o mundo...

3. Importa seguir o exemplo de Jesus.

 

1. O sinal da serpente no deserto.

 

A primeira leitura da Missa de hoje fala-nos da serpente de bronze que Moisés ergueu no deserto por ordem de Deus. Quando os israelitas eram mordidos pelas serpentes venenosas, se olhassem para aquela imagem da dita serpente, ficavam curados. Jesus. no Evangelho compara a Sua crucificação à serpente erguida por Moisés, como fonte de salvação. Quem, com fé, olhar para a imagem de Jesus pregado na cruz, será salvo.

Jesus quer que olhemos para a Sua cruz com fé e piedade. Que sempre saibamos ler esse livro bendito que está ao alcance de todos e que é o crucifixo. Que ali encontremos sempre o remédio para as “mordeduras” do demónio, para o pecado e a fonte da graça e do perdão.

Jesus venceu Satanás na árvore da cruz. Ela passou a ser sinal de vitória.

Por tudo isso devemos fazer muitas vezes o sinal da cruz: ao levantar, ao deitar, ao entrar e sair da Igreja, ou quando formos tentados pelo demónio. É um gesto piedoso, que nos defende do mal e afugenta o inimigo.

 

2. Deus amou de tal modo o mundo...

 

A cruz fala-nos do Amor de Deus. Ele “amou de tal modo o mundo que lhe deu o Seu próprio Filho”. Fala-nos do Amor de Jesus que voluntariamente se entregou à morte para nos salvar. “Não há maior prova de amor do que dar a vida por aqueles que se amam”.

É também uma lição viva sobre a maldade do pecado. Como é importante refletir nesta lição, quando tantos perderam a sensibilidade ao pecado! Olhando para Jesus crucificado é-nos dado ver também a maldade do pecado, que ofende a majestade infinita de Deus. A Carta aos Hebreus diz mesmo que aqueles que pecam gravemente, crucificam de novo o Filho de Deus (Cf. Heb 6,6)

 

3. Importa seguir o exemplo de Jesus.

 

Jesus, com Seu exemplo, ensina-nos a obedecer sempre à vontade de Deus, que por vezes pode significar esforço e mesmo sacrifício heróico. Tantas vezes encontramos a cruz nos caminhos da vida, nas doenças, nas contrariedades, em tudo aquilo a que o mundo chama desgraças. Se olharmos para Jesus crucificado, essas dores, encontram sentido e achamos mesmo coragem para levar a cruz que o Senhor nos queira dar. Com a cruz de cada dia podemos comprovar o nosso amor a Deus e ajudar a salvar os outros, sendo corredentores com Jesus Redentor. Assim podemos encontrar, mesmo na cruz, alegria verdadeira. Deus abençoa com a cruz.

“Se alguém quer seguir-Me negue-se a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me” (Lc 9,23). Di-lo Jesus outra vez a nós, como que ao ouvido, intimamente: a cruz de cada dia.

Que a Virgem das Dores, nos ensine a estar sempre bem unidos à cruz de Seu Filho e assim sermos com Ele corredentores da humanidade.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs,

da cruz de Jesus surgem as graças

que Ele nos alcançou com o Seu Sangue,

imploremos com toda a confiança neste dia

 

R. Senhor, escutai a nossa prece!

 

1. Pela Santa Igreja de Deus,

perseguida em tantas partes do mundo,

e pelos cristãos que sofrem pela Sua fé,

para que todas essas dores continuem a ser sementes de novos cristãos,

oremos, irmãos.

 

R. Senhor, escutai a nossa prece!

 

2. Pelo Santo Padre Francisco,

para que o Senhor o encha de alegrias nos trabalhos

e nos cuidados por todas as igrejas,

oremos, irmãos,

 

R. Senhor, escutai a nossa prece!

 

3. Pelos Bispos, Sacerdotes e Diáconos,

para que se entreguem generosamente ao serviço das almas

sem medo das cruzes do seu ministério,

oremos irmãos,

 

R. Senhor, escutai a nossa prece!

 

4. Pelos cristãos do mundo inteiro,

para que cresçam na devoção à Santa Cruz,

oremos, irmãos,

 

R. Senhor, escutai a nossa prece!

 

 

5. Para que todos escutemos os apelos de Nossa Senhora

para oferecer a Jesus os sacrifícios

nas pequenas e grandes coisas de cada dia,

oremos irmãos,

 

R. Senhor, escutai a nossa prece!

 

 

Deus-Pai, que nos chamastes a seguir a Jesus Cristo, Vosso Filho,

pelo caminho da cruz,

ensinai-nos a entender melhor o mistério da Sua Paixão e Morte

e a unir-nos mais a Ele em toda a nossa vida.

Pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Na hóstia sobre a patena, B. Salgado, NRMS 6(II)

 

Oração sobre as oblatas: Purificai-nos de todas as culpas, Senhor, pela oblação deste sacrifício, que no altar da cruz tirou o pecado do mundo. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio

 

O triunfo glorioso da Cruz

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte: Na árvore da cruz estabelecestes a salvação da humanidade, para que donde viera a morte daí ressurgisse a vida e aquele que vencera na árvore do paraíso fosse vencido na árvore da cruz, por Cristo nosso Senhor. Por Ele, numa só voz, os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes proclamam com júbilo a vossa glória. Permiti que nos associemos às suas vozes, cantando humildemente o vosso louvor:

 

Pode dizer-se o prefácio da Paixão do Senhor I: p. 467 [600-712]

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Saudação da paz

 

“Olhai como eles se amam”, diziam os pagãos dos primeiros cristãos. É pelo amor que podemos testemunhar de um modo credível e convincente o verdadeiro caminho de fidelidade ao Senhor, ainda que tal por vezes se revista de sofrimento. Pois tal é para todos: amigos e inimigos. Com o propósito desse sincero testemunho, saudai-vos na paz de Cristo.

 

Monição da Comunhão

 

Na Sagrada Comunhão Jesus dá-nos a força para levar e amar a cruz de cada dia. Vamos recebê-LO com muito amor e profunda gratidão.

 

Cântico da Comunhão: Se não comerdes a minha carne, F. da Silva, NRMS 48

Jo 12, 32

Antífona da comunhão: Quando Eu for levantado da terra, atrairei tudo a Mim, diz o Senhor.

 

Oração depois da comunhão: Senhor Jesus Cristo, que nos alimentais nesta mesa sagrada, fazei que o vosso povo, resgatado pela cruz redentora, seja conduzido à glória da ressurreição. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A Festa da Exaltação da Santa Cruz fala-nos do Amor infinito que Deus nos tem e das consequências da maldade do pecado. Vamos partir vivendo a anunciar estas verdades a quem ainda as desconhecem. Com esse propósito, ide em paz e Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Salvé ó Cruz, M. Faria, 20 cânticos para a missa

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         A. Alves Moreno

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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