21º Domingo Comum

21 de Agosto de 2016

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Adorai o Senhor no seu templo, M. Carneiro, NRMS 98

Sl 85, 1-3

Antífona de entrada: Inclinai o vosso ouvido e atendei-me, Senhor, salvai o vosso servo, que em vós confia. Tende compaixão de mim, Senhor, que a Vós clamo dia inteiro.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A liturgia da Palavra deste domingo vem recordar-nos que Deus, no Seu desígnio eterno, chama todos os homens à felicidade da salvação.

Adverte-nos que não devemos discriminar ninguém baseado na sua proveniência, riqueza que possui, preparação intelectual ou posição social, pois que o Senhor é Deus de todos os homens e que a salvação é uma tarefa a que nos devemos dedicar empenhadamente.

Conscientes, porém da nossa fraqueza, peçamos confiadamente ao Senhor a sua misericórdia, que nos ajude a guardar os seus mandamentos e a termos esperança nas suas promessas.

 

Oração colecta: Senhor Deus, que unis os corações dos fiéis num único desejo, fazei que o vosso povo ame o que mandais e espere o que prometeis, para que, no meio da instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontra as verdadeiras alegrias. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Esta leitura, tirada do Livro de Isaías, recorda-nos que uma das funções do Messias era reunir todos os povos e dar-lhes a possibilidade de contemplar a glória do Senhor.

 

Isaías 66, 18-21

 

Eis o que diz o Senhor: 18«Eu virei reunir todas as nações e todas as línguas, para que venham contemplar a minha glória. 19Eu lhes darei um sinal e de entre eles enviarei sobreviventes às nações: a Társis, a Fut, a Lud, a Mosoc, a Rós, a Tubal e a Javã, às ilhas remotas que não ouviram falar de Mim nem contemplaram ainda a minha glória, para que anunciem a minha glória entre as nações. 20De todas as nações, como oferenda ao Senhor, eles hão-de reconduzir todos os vossos irmãos, em cavalos, em carros, em liteiras, em mulas e em dromedários, até ao meu santo monte, em Jerusalém – diz o Senhor – como os filhos de Israel trazem a sua oblação em vaso puro ao templo do Senhor. 21Também escolherei alguns deles para sacerdotes e levitas».

 

A leitura é tirada da parte final do último capítulo de Isaías. Aqui se anuncia a conversão dos gentios e a universalidade da salvação, uma perspectiva que sem dúvida ultrapassa o tempo em que o escrito inspirado recebeu a sua forma definitiva.

19 «Tarsis». Provavelmente é a colónia fenícia de Tartesus no Sul de Espanha, perto da foz do rio Guadalquivir. Aqui representa o extremo Ocidente. Os restantes povos são do Norte de África, Ásia Menor e Grécia.

20 «Em Jerusalém». A profecia teve o seu pleno cumprimento na Nova Jerusalém que é a Igreja (cf. Gal 4, 25-26; Apoc 21, 2).

 

Salmo Responsorial    Sl 116 (117), 1.2 (R. Mc 16, 15)

 

Monição: O cântico de meditação convida-nos a ir por toda a parte anunciar a Boa Nova. Na sua brevidade, este salmo exorta-nos a louvar e aclamar o Senhor que nos ama e é fiel ao seu amor.

 

Refrão:     Ide por todo o mundo,

                anunciai a boa nova.

 

Louvai o Senhor, todas as nações,

aclamai-O, todos os povos.

 

É firme a sua misericórdia para connosco,

a fidelidade do Senhor permanece para sempre.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Este trecho da carta aos Hebreus, aconselha os cristãos a saberem aceitar as provações, como meio de aperfeiçoamento próprio.

 

Hebreus 12, 5-7.11-13

 

Irmãos: 5Já esquecestes a exortação que vos é dirigida, como a filhos que sois: «Meu filho, não desprezes a correcção do Senhor, nem desanimes quando 6Ele te repreende; porque o Senhor corrige aquele que ama e castiga aquele que reconhece como filho». 7É para vossa correcção que sofreis. Deus trata-vos como filhos. Qual é o filho a quem o pai não corrige? 11Nenhuma correcção, quando se recebe, é considerada como motivo de alegria, mas de tristeza. Mais tarde, porém, dá àqueles que assim foram exercitados um fruto de paz e de justiça. 12Por isso, levantai as vossas mãos fatigadas e os vossos joelhos vacilantes 13e dirigi os vossos passos por caminhos direitos, para que o coxo não se extravie, mas antes seja curado.

 

Continuamos com a leitura da Epístola dos Hebreus, uma verdadeiro «sermão de exortação» como se chama em 13, 22; aqui temos em belo apelo à perseverança nas tribulações a que os destinatários estavam sujeitos.

5 «A exortação que vos é dirigida». Trata-se duma citação do Livro dos Provérbios (Prov 3, 11-12). Esta é uma passagem entre muitas que nos fez ver como as palavras da Sagrada Escritura se dirigem aos fiéis de todos os tempos e como, através duma aplicação delas a cada situação concreta, se faz a actualização do texto antigo fazendo-se assim uma verdadeira «leitura espiritual», lectio divina (cf. Dei Verbum, n.º 25).

12 «Mãos fatigadas... joelhos vacilantes». Talvez se trate duma imagem tirada do pugilato, com que S. Paulo já gostava de comparar a vida cristã (1 Cor 9, 26-27).

13 «Caminhos direitos» são os do cumprimento integral da vontade de Deus.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 14, 6

 

Monição: Jesus é o verdadeiro caminho. A comunidade que O segue não caminha para o fracasso, anuncia e abre novos espaços de esperança e fraternidade, pois a meta é a vida.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 1,F. Silva, NRMS 50-51

 

Eu sou o caminho, a verdade e a vida, diz o Senhor:

ninguém vai ao Pai senão por Mim.

 

 

Evangelho

 

Lucas 13, 22-30

 

Naquele tempo, 22Jesus dirigia-Se para Jerusalém e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava. 23Alguém Lhe perguntou: «Senhor, são poucos os que se salvam?» Ele respondeu: 24«Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque Eu vos digo que muitos tentarão entrar sem o conseguir. 25Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta, vós ficareis fora e batereis à porta, dizendo: ‘Abre-nos, senhor’; mas ele responder-vos-á: ‘Não sei donde sois’. 26Então começareis a dizer: ‘Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste nas nossas praças’. 27Mas ele responderá: ‘Repito que não sei donde sois. Afastai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade’. 28Aí haverá choro e ranger de dentes, quando virdes no reino de Deus Abraão, Isaac e Jacob e todos os Profetas, e vós a serdes postos fora. 29Hão-de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa no reino de Deus. 30Há últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos».

 

O trecho de S. Lucas que hoje temos começa por uma pergunta posta a Jesus: «São poucos os que se salvam?» (v. 23) Tratava-se duma questão teórica que se punha no judaísmo da época; havia duas tendências entre os rabinos: uns diziam que todos se salvariam, até o rude povo da terra (‘am ha’árets), desde que fizessem parte de Israel; outros, de tendência rigorista, asseguravam que a salvação seria privilégio de poucos: «o mundo futuro será consolação para poucos, tormento para muitos» (IV Esdras). Jesus deliberadamente não quer dirimir uma questão teórica, mas aproveita o ensejo para transmitir um ensino verdadeiramente útil e prático. Por um lado, declara o princípio da universalidade da salvação: «Hão-de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul» (v. 29). Por outro lado, visando talvez as teorias laxistas, esclarece que não é suficiente uma justificação de tipo comunitário ou sociológico - «comemos e bebemos contigo...» (v. 26) -, pois não basta o fazer parte do povo, é preciso lutar, levar uma vida exigente consigo mesmo - «esforçai-vos por entrar pela porta estreita» (v. 24) -, sem ter ilusões quanto às dificuldades que esperam aquele que quer salvar-se.

Estas palavras de Jesus constituem um apelo urgente á conversão (cf. Mt 7, 13-14), como lembra o Catecismo da Igreja Católica (nº 1036). Na pregação do Evangelho, a par do apelo para o amor infinitamente misericordiosos de Deus, sempre pronto a perdoar os pecados mais hediondos ao pecador arrependido, não se pode deixar de lembrar «as afirmações da Sagrada Escritura e os ensinamentos da Igreja a respeito do Inferno, que são um apelo ao sentido de responsabilidade com que o homem deve usar da sua liberdade, tendo em vista o seu destino eterno» (ibid). «A doutrina da Igreja afirma a existência do Inferno e a sua eternidade» (ibid. nº 1035). Iludir ou falsear esta verdade de fé seria uma traição ao Evangelho, causando um prejuízo incalculável à causa da salvação das pessoas, encaminhando-as por uma vã presunção de salvação.

28 «Aí», – fora do Reino de Deus – «haverá choro», o pranto da máxima desdita, fruto dum remorso desesperado e inútil, «e ranger de dentes» próprio duma raiva cheia de ódio e inveja aos que entraram para o banquete do Reino dos Céus, quando lhes tinha sido acessível alcançar a mesma sorte dos Patriarcas e dos Profetas.

 

Sugestões para a homilia

 

Deus quer salvar todos os homens

A salvação exige esforço

Os cristãos devem saber aceitar as provações

 

Deus quer salvar todos os homens

 

Escutamos na primeira leitura deste domingo um oráculo messiânico das profecias de Isaías. Recorda-nos que uma das funções do Messias era abater barreiras e reunir todos os povos dando-lhes a possibilidade de contemplar a glória do Senhor.

Hoje, para nós, é um dado adquirido que a Igreja é composta por gentes de todas as nações. Mas poderemos dizer que nas nossas comunidades se realiza este plano do Senhor? As nossas atitudes e palavras fomentam a união fraterna de modo que todos os homens, como irmãos, possam louvar a Deus Pai? Não discriminaremos certas pessoas, baseados na sua proveniência, riqueza que possuem, preparação intelectual ou posição social? O Senhor é Deus de todos os homens. A salvação é uma tarefa a que nos devemos dedicar empenhadamente.

 A dimensão missionária da Igreja, de que todos somos responsáveis, leva-nos a abrir o coração e a trabalhar nessa aceitação e disponibilidade, esforçando-nos para que aqueles com quem contactamos descubram o caminho para o Pai.

O refrão do salmo responsorial convida-nos a ir por toda a parte anunciar a Boa Nova aclamando e louvando o Senhor que nos ama sempre e é fiel ao seu amor. Ele deseja a salvação de todos os homens. Todavia, exige esforço de nossa parte.

 

A salvação exige esforço

 

O Evangelho que ouvimos vem nesta sequência e constitui um apelo a que entremos pelo caminho da exigência.

Geralmente, S. Lucas apresenta-nos um Jesus compreensivo, compassivo, amigo dos pobres, dos desesperados, dos que erraram na vida. Contudo, no Evangelho de hoje usa uma linguagem ameaçadora e terrível. Então, agora já não se apresenta como o amigo dos pecadores e dos publicanos com quem fraternalmente comeu à mesa? Como é que agora fala de uma porta estreita que tem de se atravessar, de uma multidão que quer passar e a quem o Senhor fecha violentamente a porta?

Temos de saber interpretar correctamente aquilo que Jesus quer dizer e ensinar. À pergunta que lhe é feita por alguém: “Senhor, são poucos os que se salvam?”, Jesus não responde directamente. Não aceita falar do mundo e da salvação eterna, mas esclarecer como se entra no Reino de Deus, isto é, como as pessoas se podem tornar seus discípulos.

Ele procura fazer compreender que não se pode ser seu discípulo sem renunciar a ser grande, poderoso, dominador, discriminando pessoas, mas em fazer-se pequeno e servo de todos. Pequeno é aquele que se sente perdido e não pode senão apelar para a misericórdia de Deus, para poder passar pela porta estreita. Quem não assume a condição de pequeno seja qual for a sua prática religiosa, não consegue entrar.

Então, Jesus serve-se da parábola para explicar isto mesmo: o dono da casa que não abre a porta é Deus, que organiza o banquete. Alguns passam, mas muitos outros não conseguem entrar porque a determinada altura o senhor fecha a porta. Quem são os que ficam de fora? Aqueles que se identificam por terem comido e bebido com Ele. Não são pagãos mas membros da comunidade cristã. São aqueles que têm o seu nome nos registos paroquiais, que escutam o Evangelho, que participam do banquete eucarístico, que rezam, participam de procissões, assistem a pregações. São as pessoas que acham que por fazerem isto já podem entrar na festa. Mas não! Falta-lhes o indispensável: fazer-se pequenos para poderem entrar pela porta estreita. Que não façam discriminações de pessoas, que não se sintam os maiores. Jesus usou de palavras duras para pôr de sobreaviso aqueles que pelo facto de pertencerem à comunidade cristã estão convencidos que são santos, melhores que os outros, puros, justos. O que é certo é que estes não conseguiram entrar.

Por isso, a carta aos Hebreus, que ouvimos proclamar na segunda leitura, deixa-nos um conselho: é preciso saber aceitar a exigência das provações, como meio de aperfeiçoamento próprio.

 

Os cristãos devem saber aceitar as provações

 

Os destinatários desta Carta eram cristãos provados por muitas dificuldades cuja razão e sentido desconheciam. Como eles também nós, tantas vezes, nos interrogamos: por que é que, embora nos tenhamos portado bem, somos atingidos por tantas desgraças? A própria leitura sugere uma explicação familiar: «Qual é o filho a quem o pai não corrige?». Na realidade quando um filho recebe uma correcção, não a acata com alegria mas, mais tarde, acaba por compreender e aceitar como útil e justa. Então, agradecerá a educação dada pelo pai, o que lhe proporciona um motivo de paz.

Ora, Deus ama-nos como verdadeiros filhos. Não nos manda desgraças e sofrimentos. Só quer a nossa felicidade. As doenças e as desgraças são fruto das circunstâncias da vida e, por vezes, da maldade dos homens.

Que o Senhor nos ajude, através dos acontecimentos mais dolorosos da nossa vida, a melhorar a nossa generosidade, a nossa sensibilidade, a nossa compreensão para com os outros, a colmatar a nossa possível exterioridade formal e a combater o nosso egoísmo, a fim de podermos entrar pela porta estreita da salvação.

 

Fala o Santo Padre

 

«Jesus diz-nos que existe uma porta que nos faz entrar na família de Deus,

no calor da casa de Deus, da comunhão com Ele. Esta porta é o próprio Jesus.»

O Evangelho de hoje convida-nos a meditar sobre o tema da salvação. Jesus sobe da Galileia rumo à cidade de Jerusalém e, ao longo do caminho, alguém – narra o evangelista Lucas – aproxima-se dele e pergunta-lhe: «Senhor, são poucos os homens que se salvam?» (13, 23). Jesus não responde de maneira directa à pergunta: não é importante saber quantos se salvam, mas é importante saber sobretudo qual é o caminho da salvação. Eis, então, que a esta pergunta Jesus responde dizendo: «Procurai entrar pela porta estreita; porque, digo-vos, muitos procurarão entrar e não conseguirão» (v. 24). O que Jesus quer dizer? Qual é a porta pela qual devemos entrar? E porque Jesus fala de uma porta estreita?

A imagem da porta volta várias vezes no Evangelho e evoca a porta da casa, do lar, onde encontramos segurança, amor e calor. Jesus diz-nos que existe uma porta que nos faz entrar na família de Deus, no calor da casa de Deus, da comunhão com Ele. Esta porta é o próprio Jesus (cf. Jo 10, 9). Ele é a porta. É a passagem para a salvação. É Ele que nos conduz ao Pai. E a porta que é Jesus nunca está fechada; esta porta nunca está fechada, mas permanece aberta sempre, e para todos, sem distinções, sem exclusões nem privilégios. Porque, sabeis, Jesus não exclui ninguém. Alguém dentre vós talvez me possa dizer: «Mas Padre, eu certamente estou excluído, porque sou um grande pecador: fiz muitas coisas feias na vida». Não, não estás excluído! Precisamente por isso tu és o preferido, porque Jesus prefere sempre o pecador, para o perdoar, para o amar. Jesus está à tua espera para te abraçar, para te perdoar: Ele está à sua espera. Coragem, anima-te para entrares pela sua porta. Todos estão convidados a passar por esta porta, a cruzar a porta da fé, a entrar na sua vida e a fazê-lo entrar na nossa vida, para que Ele a transforme, renove e infunda a alegria plena e duradoura.

Nos dias de hoje passamos diante de muitas portas que convidam a entrar, prometendo uma felicidade que depois observamos que dura apenas um instante, que se esgota em si mesma e não tem futuro. Mas eu pergunto-vos: por qual porta queremos entrar? E quem desejamos fazer entrar pela porta da nossa vida? Gostaria de dizer vigorosamente: não tenhamos medo de passar pela porta da fé em Jesus, de deixar que Ele entre cada vez mais na nossa vida, de sair dos nossos egoísmos, dos nossos limites e das nossas indiferenças em relação ao próximo. Porque Jesus ilumina a nossa vida com uma luz que jamais se apaga. Não é um fogo de artifício, nem um flash! Não, é uma luz suave, que dura sempre e nos dá a paz. Esta é a luz que encontraremos, se entrarmos pela porta de Jesus.

Sem dúvida, a porta de Jesus é estreita, mas não porque é uma sala de tortura. Não, não por isso! Mas porque nos pede para abrir o nosso coração a Ele, que nos reconheçamos pecadores, necessitados da sua salvação, do seu perdão, do seu amor, que tenhamos a humildade de acolher a sua misericórdia e de nos deixarmos renovar por Ele. No Evangelho, Jesus diz-nos que ser cristão não é ter uma «etiqueta»! Pergunto-vos: vós sois cristãos de etiqueta, ou de verdade? E cada um responda dentro de si! Não cristãos, nunca cristãos de etiqueta! Cristãos de verdade, de coração. Ser cristão é viver e testemunhar a fé na oração, nas obras de caridade, na promoção da justiça e na realização do bem. Toda a nossa vida deve passar pela porta estreita, que é Cristo.

À Virgem Maria, Porta do Céu, peçamos que nos ajude a cruzar a porta da fé, a deixar que o seu Filho transforme a nossa existência, como transformou a sua, para anunciar a todos a alegria do Evangelho.

  Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 25 de Agosto de 2013

 

Oração Universal

 

Oremos

a Deus Pai, misericordioso,

suplicando que inspire a nossa oração,

a fim de sabermos pedir aquilo que convém.

Com humildade, digamos:

 

Senhor, auxiliai-nos a saber servir

 

1.     Que o Santo Padre, o Papa, os Bispos,

Presbíteros e Diáconos

fomentem a união fraterna,

de modo que todos os homens, como irmãos,

possam louvar a Deus Pai.

Oremos, irmãos.

 

 

2.     Que todos nós saibamos abrir o coração

e trabalhar na aceitação e disponibilidade,

para descobrirmos o verdadeiro caminho para o Pai.

Oremos, irmãos.

 

3.     Que saibamos anunciar a Boa Nova

aclamando e louvando o Senhor que nos ama

e é fiel ao seu amor.

Oremos, irmãos.

 

4.     Que os problemas, as dificuldades, os dissabores

não nos perturbem,  nem asfixiem em nós

a semente da Palavra de Deus,

a fim de encontrarmos a verdadeira alegria e a paz.

Oremos, irmãos.

 

5.     Que nos saibamos tornar pequenos aos olhos de Deus,

para podermos entrar pela porta estreita.

Oremos, irmãos.

 

6.     Que todos nós aqui presentes

e todas as nossas comunidades,

encontrem na oração o refrigério e a luz.

Oremos, irmãos.

 

Atendei, Senhor, as nossas preces.

Dai-nos a vossa bênção

e auxiliai-nos a alcançar a graça

da eterna salvação.

Por nosso Senhor...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: No meio da minha vida, F. da Silva, NRMS 1(II)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que pelo único sacrifício da cruz, formastes para Vós um povo de adopção filial, concedei à vossa Igreja o dom da unidade e da paz. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Que o Corpo do Senhor, que vamos comungar, se torne pão partilhado através da nossa prática quotidiana e no acolhimento e compreensão de todos aqueles que nos rodeiam.

 

Cântico da Comunhão: Vinde comer do meu Pão, C. Silva, NRMS 98

Sl 103, 13-15

Antífona da comunhão: Encheis a terra, Senhor, com o fruto das vossas obras. Da terra fazeis brotar o pão e o vinho que alegra o coração do homem.

Ou:    Jo 6, 55

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, diz o Senhor, e Eu o ressuscitarei no último dia.

 

Cântico de acção de graças: Deixai-me saborear, F. da Silva, NRMS 17

 

Oração depois da comunhão: Realizai em nós plenamente, Senhor, a acção redentora da vossa misericórdia e fazei-nos tão generosos e fortes que possamos ajudar-Vos em toda a nossa vida. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Depois de termos escutado a Palavra do Senhor e participado do banquete eucarístico, saiamos desta celebração com o firme compromisso de sabermos tornar-nos pequenos em todos os gestos do nosso dia-a-dia, a fim de podermos passar pela “porta estreita” e sermos acolhidos no Reino de Deus como filhos bem amados.

 

Cântico final: Ide por todo o mundo, J. Santos, NRMS 59

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         A. Elísio Portela

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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