aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

LISBOA

 

REPOSIÇÃO DOS FERIADOS NACIONAIS

 

No passado dia 18 de Março, o presidente da República Portuguesa promulgou o decreto que repõe os quatro feriados nacionais, dois religiosos e dois civis.

 

“Sabendo, embora, que a nova lei pode, porventura, ter implicações económicas e financeiras não quantificadas, atendendo à alteração do contexto que a motivou, o Presidente da República promulgou hoje o Decreto da Assembleia da República alterando o Código de Trabalho”, pode ler-se no site da Presidência.

Os feriados repostos são os dois religiosos (Corpo de Deus e Todos os Santos) e os dois civis (5 de Outubro e 1 de Dezembro).

Ao abrigo do artigo 30.º da Concordata entre a Santa Sé e a República Portuguesa de 18 de Maio de 2004, as solenidades de Corpo de Deus e Todos os Santos são novamente reconhecidas pelo Estado Português como dias festivos católicos com carácter de feriados nacionais.

O dia do Corpo de Deus (solenidade litúrgica do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo) é um feriado móvel, celebrado sempre a uma quinta-feira e 60 dias depois da Páscoa, que este ano se festeja a 26 de Maio.

A solenidade de Todos os Santos é um feriado fixo, assinalado a 1 de Novembro.

A suspensão dos feriados religiosos foi resultado de um "entendimento excepcional" entre a Santa Sé e o Governo português, em 2012, com uma duração máxima prevista de cinco anos.

No início de 2016, o Governo actual anunciara a reposição dos quatro feriados nacionais e o início de conversações entre o Estado Português e a Santa Sé em relação aos feriados religiosos então suprimidos.

 

 

LISBOA

 

EMISSÃO FILATÉLICA

DEDICADA AOS JESUÍTAS

 

No dia 18 de Março, os CTT - Correios de Portugal lançaram uma emissão filatélica dedicada aos «Jesuítas, construtores da globalização». É uma emissão de quatro selos e um bloco filatélico, com trabalho gráfico de Design&etc. Em breve sairá um livro dos CTT com o mesmo título da autoria de José Eduardo Franco e Carlos Fiolhais. Transcreve-se um excerto do texto que acompanha a edição filatélica.

 

A entrada da Companhia de Jesus em Portugal, em 1540, constituiu um dos eventos mais assinaláveis da nossa cultura. Em paralelo com o esforço missionário intercontinental, a Ordem fundada por Inácio de Loyola ergueu entre nós, em poucas décadas, uma rede de instituições de ensino secundário, chamadas colégios, e universidades (criou a segunda universidade portuguesa, em Évora, em 1659). Com base numa metodologia de ensino nova, os Jesuítas criaram a primeira rede de ensino da nossa história que se ligava com instituições de ensino regidas pelo mesmo método em diversas partes do mundo. Os colégios portugueses dos Jesuítas, que chegaram a ser trinta antes da expulsão da Companhia pelo Marquês de Pombal, estavam distribuídos pelas mais importantes cidades do país, passando pelas ilhas e pelo mundo ultramarino português. Com o regresso dos Jesuítas, após a expulsão e outras que se seguiram, a aposta da Companhia na educação, na cultura e na ciência continuou a deixar marcas na história portuguesa. Refira-se o Colégio de São Fiel, fundado no século XIX, onde se formou o primeiro Nobel português, Egas Moniz, e se fundou a revista Brotéria, que continua a ser publicada. 

A Ordem de Santo Inácio exerceu uma forte influência na cultura e da sociedade portuguesas, formando figuras que deixaram obra relevante em várias áreas e que contribuíram para a modelação da identidade portuguesa. Em destaque, cinco dessas figuras: São Francisco Xavier, São João de Brito, Padre António Vieira, Padre Manuel Antunes e Padre Luís Archer.

 

 

PORTO

 

ORDENAÇÃO DO

NOVO BISPO AUXILIAR

 

Na Sé do Porto realizou-se no passado dia 19 de Março, solenidade de São José, a ordenação episcopal de D. António Augusto Azevedo, que o Papa Francisco nomeou como bispo auxiliar da diocese.

 

O novo bispo salientou a intenção de ser um “colaborador próximo” de D. António Francisco dos Santos e de contribuir com “fidelidade plena”, com alegria e entrega para a renovação de “uma diocese de grande dimensão” e “importante para o país”.

O até agora reitor do Seminário Maior da Diocese do Porto sublinhou a vontade de “levar a alegria do Evangelho às pessoas”, na “continuação do espírito dos apóstolos” e daquilo que o “Papa Francisco tem ensinado”.

“Há muito que trabalhar, com o espirito do Papa, pelo espirito de proximidade por todos”, frisou o novo bispo auxiliar do Porto, que vai continuar durante algum tempo a acompanhar as novas vocações que estão a surgir na região, não só na Diocese do Porto, mas também de dioceses vizinhas, como Vila Real e Coimbra.

Sobre o futuro do clero no território, D. António Augusto Azevedo revela ter muita esperança nos novos sacerdotes, perspectivando “bons pastores, dedicados ao serviço das comunidades”.

“É uma geração de jovens muito disponíveis, muito generosos, também muito corajosos, pois a vocação sacerdotal hoje exige uma grande coragem. Terão também, como todas as gerações, as suas fragilidades, mas dessas também tentaremos cuidar e estar atentos, para que sejam fiéis e servidores dedicados”, apontou o prelado.

D. António Augusto Azevedo, de 53 anos, é natural do Concelho da Maia e sacerdote na região do Porto há cerca de 30 anos.

Passa a ser o terceiro bispo auxiliar da diocese, na companhia de D. António Maria Bessa Taipa e D. Pio Alves de Sousa.

Para D. António Francisco dos Santos, que presidiu à ordenação episcopal na Sé do Porto, o facto do novo bispo auxiliar ser da casa e “conhecer bem a diocese” poderá ser fundamental para o desenvolvimento de uma Igreja Católica local actualmente "em percurso sinodal", de revitalização.

“Ele conhece muito bem a realidade, o contexto, a geografia, as pessoas, as motivações e também o caminho que nós estamos a fazer. Por isso, cremos que com a ajuda dele e com o conhecimento que ele nos traz, pela sua idade, pelo seu entusiasmo, dinamismo e doação, vamos ter um servidor extraordinário desta Igreja do Porto”, sustentou.

 

 

FÁTIMA

 

INAUGURAÇÃO DO ÓRGAO DE TUBOS

 

O Santuário de Fátima inaugurou no passado dia 20 de Março o órgão de tubos da Basílica de Nossa Senhora do Rosário com a estreia mundial da peça ‘Hû yeshûphekâ rô’sh’, da autoria do compositor português João Pedro Oliveira.

 

O concerto foi interpretado por Olivier Latry, organista titular da Catedral de Nôtre-Dame de Paris.

A obra de João Pedro Oliveira, baseada na primeira profecia sobre Maria, no Livro do Génesis, foi encomendada pelo Santuário de Fátima para assinalar esta ocasião.

A inauguração começou com a bênção do órgão pelo bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, seguindo-se um improviso do organista Olivier Latry.

O órgão da Basílica de Nossa Senhora do Rosário foi construído em 1951, pela empresa italiana Fratelli Ruffatti, e é o maior instrumento do género em Portugal, com 90 registos e cerca de 6500 tubos.

A parte frontal deste instrumento foi redesenhada pela arquitecta Joana Delgado, autora do projecto de reformulação do presbitério da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, e conta com uma intervenção artística do escultor português Bruno Marques.

Olivier Latry considera que a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima tem as “condições ideais” para concertos de órgão de tubos.

O concerto do domingo é o primeiro de um ciclo de seis concertos para órgão que se realizam até Outubro, no âmbito das comemorações que assinalam o Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima.

 

 

FÁTIMA

 

CONGRESSO DA MISERICÓRDIA

 

A Província Portuguesa dos Marianos da Imaculada Conceição organizou um Congresso da Misericórdia, de 30 de Março a 3 de Abril passado, no Centro Pastoral Paulo VI.

 

No programa destacava-se a participação do bispo da Guarda, D. Manuel Felício, com a conferência de abertura do Congresso: “Desde o Concílio Vaticano II ao Jubileu extraordinário da Misericórdia”.

Ainda no primeiro dia, foi apresentada uma reflexão sobre a bula da Proclamação do Jubileu da Misericórdia e Santa Faustina, “a grande apóstola da misericórdia”, pelo padre Basileu Pires, dos Marianos da Imaculada Conceição.

No segundo dia, destacava-se o tema “A missão da Igreja é anunciar a misericórdia de Deus, o coração pulsante do Evangelho”, apresentado pelo bispo de Lamego, D. António Couto.

A 1 de Abril, o padre carmelita Jeremias Vechina falou sobre as sete obras de misericórdia espirituais e, no dia seguinte, o presidente da Cáritas Portuguesa Eugénio Fonseca reflectiu sobre as sete obras de misericórdia corporais.

Este evento, organizado pela Congregação dos Marianos da Imaculada Conceição, vem no seguimento das Semanas de Espiritualidade, realizadas no seu convento de Balsamão, Diocese de Bragança-Miranda, desde 1998.

Fundada em 1673, a Congregação dos Marianos da Imaculada Conceição tem na “espiritualidade da Misericórdia” um dos elementos fundamentais do seu carisma.

O Fundador da Congregação, Beato         Estanislau de Jesus Maria vai ser canonizado no próximo domingo 5 de Junho.

 

 

FÁTIMA

 

LEITURA MUSICAL DAS

MEMÓRIAS DA IRMÃ LÚCIA

 

O Santuário de Fátima apresentou no passado domingo 3 de Abril o projecto artístico “Tropário para uma pastora de ovelhas mansas”, que reuniu o trabalho de seis compositores contemporâneos a partir das Memórias da Irmã Lúcia.

 

A iniciativa, integrada nas comemorações do Centenário das Aparições (1917-2017), teve coordenação de Alfredo Teixeira.

O projecto iniciou o ciclo “Ouvir Fátima” e propõe uma leitura musical das Memórias da Irmã Lúcia, juntando um coro − Officium Ensemble − e dois instrumentos: acordeão − Octávio Martins − e piano − João Lucena e Vale, sob a direcção artística do maestro Pedro Teixeira.

O padre Vítor Coutinho, coordenador da Comissão Organizadora do Centenário das Aparições de Fátima, afirmou que esta obra é “uma oportunidade privilegiada para revisitar os lugares mais significativos de Fátima, da sua história e do seu presente”.

Alfredo Teixeira, coordenador do projecto de composição, apresenta a obra como “uma peregrinação interior, através dos seis momentos dessas memórias”.

Cada um dos seis tropos foi pensado e composto por um compositor e o trabalho final desenvolveu-se para Coro, Piano e Acordeão.

Segundo Alfredo Teixeira, o essencial para a expressão musical foi a “linguagem mística e bucólica de uma pastora vidente, que descobre no que a rodeia uma transparência sobrenatural”.

 

 

PORTO

 

JORNADA PASTORAL

SOBRE A MISERICÓRDIA

 

Sacerdotes da Prelatura do Opus Dei promoveram uma Jornada pastoral dedicada ao tema geral “A Misericórdia de Deus e a conversão do homem”, que reuniu cerca de uma centena de participantes, de várias dioceses, em Enxomil (Arcozelo), no passado dia 4 de Abril.

 

A primeira conferência esteve a cargo de D. António Couto, Bispo de Lamego, que explicou que a Misericórdia é o modo de “Deus se revelar” e o cristão é “chamado a imitá-lo”.

Também a postuladora da Causa de Canonização dos Pastorinhos de Fátima, Irmã Ângela Coelho, participou nesta 20.ª edição da Jornada pastoral, com uma intervenção dedicada ao tema “A Conversão: recorrer a Maria, Mãe de ternura e misericórdia”. A religiosa da Aliança de Santa Maria descreveu a “profunda vivência” dos pastorinhos no seu encontro com Nossa Senhora e como foram “protagonistas e arautos” da Mensagem de Fátima e da devoção ao Coração Imaculado de Maria.

 

 

AÇORES

 

BISPO QUESTIONA

FALTA DE CAPELÃES PRISIONAIS

 

O Estado português não está a garantir a salvaguarda do direito à liberdade religiosa dentro das cadeias ao interditar a possibilidade legal de nomeação de capelães penitenciários, disse o novo Bispo de Angra numa entrevista ao programa de rádio “Igreja Açores”.

 

“A Igreja quer colaborar e quando ela tem esta disponibilidade para estar nestes lugares, onde não há liberdade para que as pessoas se possam deslocar a um lugar de culto, e ajudar na formação, é sempre muito difícil encontrar esta disponibilidade de espaço e de tempo por parte dos serviços”, refere o prelado.

“Porque é que não pode haver um capelão nas penitenciárias e a Igreja está interdita de os nomear, apenas podendo indicar voluntários?”, questiona D. João Lavrador, sublinhando que, “com esta atitude, o Estado não estará a salvaguardar o respeito pela liberdade religiosa dos reclusos” que, na sua maioria, assistem “com fé e empenho” aos serviços religiosos que “se vão podendo agendar quando é permitido”.

As declarações do prelado surgem na sequência de várias notícias tornadas públicas pela imprensa açoriana sobre o Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo, embora sejam “mais abrangentes em relação a todo o sistema prisional português”, refere.

“A Igreja, quando se disponibiliza para este serviço, não está para seu proveito como instituição, mas para servir a maioria dos presos” – destaca ainda o prelado, lembrando que apesar de estarem privados da liberdade, “não podem deixar de ser tratados como pessoas, com direitos “.

“Os visitadores (voluntários) são para muitos a única família e o único contacto com o mundo exterior, mas só lá podem estar como voluntários” – salienta D. João Lavrador.

“Se olharmos para os nossos reclusos nos Açores, são quase todos jovens” – refere o prelado, questionando que futuro terão depois de cumprirem uma pena de “seis ou dez anos atrás das grades sem receberem qualquer formação cultural, académica ou profissional que os possa reabilitar”.

 

 

SANTARÉM

 

MUSEU DIOCESANO E CATEDRAL

RECEBEM PRÉMIO EUROPEU

 

O Museu diocesano de Santarém e a reabilitação da catedral da cidade foram um dos vencedores do prémio «Europa Nostra 2016».

 

O anúncio foi feito no passado dia 7 de Abril e os 28 vencedores de 16 países foram distinguidos pelos “contributos exemplares” em quatro categorias: conservação, investigação, serviço dedicado ao património, e educação, formação e sensibilização.

O prémio «Europa Nostra 2016» é atribuído pela União Europeia para o património cultural.

A catedral de Santarém foi submetida a um “significativo e abrangente” projecto de conservação entre 2012 e 2014, que incluiu o restauro de património arquitectónico, móvel e integrado de vários elementos artísticos do interior e fachada, bem como a reabilitação de áreas destinadas ao Museu, que acolhe uma colecção de arte religiosa.

“A grande qualidade desta complexa conservação, quer da arte quer da arquitectura, é uma realização impressionante, especialmente quando consideramos o volume de trabalho desenvolvido”, disse o júri, peritos independentes que analisaram um total de 187 candidaturas.

A igreja, originalmente construída entre meados do século XVII e princípios do século XVIII, tornou-se o ponto nevrálgico no projecto de Santarém, enfatizado pela equipa da reabilitação através da disponibilização pública de uma colecção de arte religiosa.

O júri destacou “o compromisso na aplicação de técnicas tradicionais em todas a áreas de intervenção, assegurando um restauro fiel quer ao nível da arquitectura quer na colecção de arte religiosa”.

Este trabalho “ambicioso é um excelente modelo” para a ampla rede de catedrais em Portugal”, afirmou o júri.

 

 

VILA REAL

 

RUMOS PARA

CARITAS PORTUGESA

 

No passado dia 15 de Abril, o presidente da Cáritas Portuguesa disse que esta organização não pode ter receio da “transparência”, deve garantir “coerência entre discurso e acções” e agir com “profissionalismo e sobriedade” que garantam “um reforço da credibilidade”.

 

Na comunicação feita ao Conselho Geral da Cáritas, durante a sessão de abertura, Eugénio Fonseca afirmou que os membros da instituição são “cada vez mais obrigados a uma clara diferenciação positiva”, sem receio de “ser uma organização de portas abertas e transparente”.

“Somos hoje, mais do que nunca, obrigados a ter uma visão sobre nós próprios que seja clara e verdadeira, de modo a que a nossa comunicação com os outros, aos que servimos e aos que nos apoiam e que confiam na nossa acção, tenha a necessária coerência entre o que anunciamos, denunciamos, somos e fazemos”, afirmou Eugénio Fonseca.

A Cáritas Portuguesa estava reunida em Conselho Geral, no Seminário Diocesano de Vila Real, com a presença do presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, D. Jorge Ortiga, e do Bispo de Vila Real, D. Amândio Tomás.

Na mensagem dirigida aos membros do Conselho Geral, composto pela direcção da Cáritas e pelos responsáveis diocesanos da instituição, Eugénio Fonseca referiu que a transparência, a coerência, o profissionalismo e a sobriedade vão permitir um “maior reconhecimento da instituição pela sociedade em geral”.

 

 

COIMBRA

 

500 ANOS DA BEATIFICAÇÃO

DA RAINHA SANTA ISABEL

 

Fez no dia 15 de Abril passado precisamente 500 anos que o Papa Leão X elevou aos altares D. Isabel de Aragão, Rainha de Portugal.

 

O povo considerou-a santa logo após a sua morte, tal era a fama das virtudes que a acompanhava, Os primeiros milagres manifestaram-se ainda o seu féretro não tinha sido colocado no belo túmulo de pedra que ela mandara fazer. Desde então foram muitas as gerações que lhe devotaram extremosa veneração, não só em Coimbra, mas em muitas terras bem mais longínquas, aonde chegava a fama da santidade e dos milagres de D. Isabel.

Também o Rei D. Manuel I tinha por ela grande devoção. Foi ele que iniciou junto do Pontífice Romano o processo do reconhecimento das virtudes heróicas de sua santa avó. Muitos haviam sido os milagres registados ao longo dos anos por notários, com as devidas testemunhas. O processo estava adiantado. Era apenas necessário dar o primeiro passo. D. Manuel assim fez e o Papa anuiu, reconhecendo D. Isabel como digna de veneração, 180 anos depois da sua entrada na glória celeste.

Nesse breve, assinado a 15 de Abril de 1516, o Sumo Pontífice determina que “nas igrejas, mosteiros e lugares da cidade e da diocese de Coimbra, os respectivos fiéis possam, uma vez por ano, celebrar e mandar celebrar a comemoração ou o ofício litúrgico” em honra daquela que, “já agora, naquelas paragens, é comummente chamada Rainha Santa”. Logo a seguir, especifica ainda que autoriza que, na cidade e diocese de Coimbra, mandem pintar a sua imagem e a coloquem entre as dos outros santos venerados, nas igrejas e nas casas particulares.

A partir de 15 de Abril de 1516, o povo da diocese de Coimbra passou a poder tributar culto público à bem-aventurada Rainha. Por esse motivo, neste ano, em que celebramos o quinto centenário desta data, a Confraria da Rainha Santa Isabel decidiu que a veneranda imagem da sua padroeira seria transportada até à Sé Nova, para aí ser celebrada festivamente por toda a diocese.

Por outro lado, como Santa Isabel se notabilizou pela prática do amor ao próximo nas mais variadas formas que identificamos em cada uma das obras de misericórdia, a sua imagem será transportada da igreja de Santa Cruz para a Sé Nova numa procissão jubilar da misericórdia, que acolherá todas as instituições de apoio social da diocese que nela queiram participar ou fazer-se representar.

[Santa Isabel foi canonizada em 1625 pelo Papa Urbano VIII].

 

António Manuel Ribeiro Rebelo

Presidente da Confraria da Rainha Santa Isabel

 

LISBOA

 

MEETING DE LISBOA 2016

 

O Presidente da República presidiu à sessão inaugural do Meeting de Lisboa que teve como tema “E tu, que novidade trazes?”, dedicado à reflexão sobre os refugiados e migrantes, vizinhos e colegas de trabalho para “ajudar a construir Portugal”, e que se realizou junto do Centro Cultural de Belém, de 15 a 17 de Abril passado.

 

Marcelo Rebelo de Sousa revelou que está atento a tudo o que significa o apelo à compreensão dos outros, à sua abertura e a inclusão.

“Eu tenho feito, desde o primeiro dia do meu mandato, um apelo nesse sentido: à aceitação, à compreensão, à tolerância. Cada qual tem as suas convicções, mas ter as suas convicções não é impor, é encontrar-se com os outros e as convicções desses outros”, explicou no Centro Cultural de Belém.

Numa sociedade onde “muitas vezes” se é “tentado a ser egoísta”, o Presidente português assinalou que o “máximo da realização pessoal” é feito com os outros e pelo serviço dos outros.

Por isso, destacou que o Meeting de Lisboa e a sua temática ajudam a “construir Portugal”.

Depois dessa intervenção, os trabalhos continuaram com o debate “A misericórdia que muda” com a realidade dos cristãos perseguidos e dos presos, apresentadas respectivamente por Catarina Martins Bettencourt, da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, e Nicola Boscoletto da Cooperativa Giotto.

A presidente da Associação Cultural Meeting de Lisboa (ACML), Aura Miguel, apresentou a sessão, explicando que em cada edição o objectivo é propor uma reflexão a partir do tema do encontro.

Este ano o tema foi escolhido por “causa do contexto” europeu dos refugiados, que “de certa forma perturbam o nosso bem-estar europeu”.

A iniciativa partiu de pessoas ligadas ao movimento católico Comunhão e Libertação, e incluiu celebração da Missa, música, três exposições e debates tendo como convidados o investigador Henrique Leitão, o chefe de cozinha Kiko Martins e o músico João Só, entre outros.

“A ideia é ouvirmos testemunhos de pessoas para quem estar a trabalhar com outras é melhor do que estar só, sozinho e isolado”, comentou a presidente da ACML.

A próxima edição do Meeting de Lisboa já tem o tema “Do amor ninguém foge”, em 2017, também no Centro Cultural de Belém.

 

 

FÁTIMA

 

40 ANOS DO MOVIMENTO FÉ E LUZ

EM PORTUGAL

 

A coordenadora provincial do Movimento Fé e Luz em Portugal, Olga Grilo, afirmou que as pessoas com deficiência "ainda têm dificuldade em encontrar o seu lugar na Igreja", durante a peregrinação a Fátima que assinalou os 40 anos da instituição católica em Portugal.

 

O Movimento Fé e Luz nasceu em 1971, na França, por iniciativa do filósofo e teólogo Jean Vanier e da professora Marie Hélène Mathieu, tendo no seu centro “as pessoas com deficiência intelectual, rodeadas de seus pais, familiares e amigos”.

A iniciativa chegou a Portugal há quarenta anos para apoiar as pessoas com deficiência e suas famílias, ao mesmo tempo que trabalha a dimensão da f, tentando colmatar a escassez de iniciativas pastorais dirigidas a estas pessoas.

Constança Festas recorda como a deficiência da filha se tornava incomodativa nas celebrações litúrgicas: "Isso levou ao meu afastamento da Igreja e só voltei quando alguém me disse que a minha filha tinha todo o direito a participar na comunidade cristã e a celebrar a sua fé".

Os membros deste Movimento estiveram em Fátima, de 15 a 17 de Abril passado, para participarem na peregrinação comemorativa dos 40 anos da presença desta associação em Portugal, que teve por tema “Enraizados na fragilidade, vivendo na alegria”.

 

 

SANTA MARIA DA FEIRA

 

“PEREGRINAÇÃO DOS FRÁGEIS”

 

A Diocese do Porto reuniu no passado domingo 17 de Abril mais de 10 mil pessoas na “Peregrinação dos Frágeis”, dedicada a idosos e doentes, que em 2016 integrou o calendário da visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima.

 

A cerimónia presidida pelo bispo diocesano, D. António Francisco dos Santos, decorreu no Europarque, em Santa Maria da Feira, inserindo-se ainda na celebração do Ano Santo da Misericórdia.

Na homilia da Missa, o bispo do Porto sublinhou a necessidade de ternura com aqueles que mais sofrem, pedindo aos membros do clero que tenham uma “disponibilidade permanente” para as pessoas.

D. António Francisco dos Santos dirigiu-se directamente aos idosos e doentes presentes na assembleia: “Não sois esquecidos, sois amados, tendes um lugar especial”.

O prelado lamentou que a sociedade coloque de lado os que não têm saúde, provocando a solidão e a sensação de serem um peso para os outros.

“A Igreja quer aprender convosco a cuidar melhor daqueles que são os seus membros”, prosseguiu.

A iniciativa contou com a participação de centenas de voluntários das várias paróquias da Diocese do Porto, empenhados na organização desta “Peregrinação dos Frágeis”.

 

 

LOULÉ

 

ROTEIRO DA

ARQUITECTURA RELIGIOSA

 

No âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a Câmara Municipal de Loulé apresentou no passado dia 18 de Abril, na Igreja Matriz de Loulé, o livro “Roteiro da Arquitectura Religiosa do Concelho de Loulé”, da autoria de Francisco Lameira e Marco Sousa Santos.

 

A apresentação foi feita por Manuel Célio da Conceição, director do Departamento de Artes e Humanidades da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve.

“Este roteiro testemunha a identidade cultural da nossa população ao longo de vários séculos, percorrendo os vários lugares e freguesias do nosso concelho, convidando o visitante a percorrer todo o concelho e a conviver com as nossas gentes”, referiu o presidente da Autarquia de Loulé, Vítor Aleixo.

Criada a 18 de Abril de 1982, pelo Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios, e aprovado pela UNESCO, esta efeméride visa promover os monumentos e sítios históricos e valorizar o património, ao mesmo tempo que tenta alertar para a necessidade da sua conservação e protecção.

 

 

LISBOA

 

INTEGRAÇÃO NO MERCADO DO TRABALHO

DE JOVENS MIGRANTES

 

O Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS), em parceria com um grupo empresarial e um agrupamento de escolas, colocaram no mercado do trabalho 27 jovens migrantes que integraram a Capacitação 4 Job, um programa para estrangeiros em situação de risco de exclusão social. 

 

“O sucesso alcançado com este programa poderá servir para desafiar outras empresas a juntarem-se a esta luta de inclusão social das pessoas mais desfavorecidas da nossa sociedade”, observa o director do JRS-Portugal.

André Costa Jorge revela que querem “inspirar” outros empresários a apostar em jovens que precisam dessa ajuda “para se realizarem” na sociedade portuguesa.

Foram 46 jovens que frequentaram estágios e acções de voluntariado aos quais estiveram associados o desenvolvimento de “competências pessoais, sociais, relacionais e profissionais” que estimularam a participação cívica e a integração na comunidade.

O programa incluiu a formação prática em contexto de trabalho em diversas áreas do Grupo Jerónimo Martins, nomeadamente, em lojas “escola” Pingo Doce na Grande Lisboa e na Cozinha Central de Odivelas.

O Serviço Jesuíta aos Refugiados conseguiu colocar no mercado de trabalho os 27 jovens migrantes em parceria com o Grupo Jerónimo Martins e o Agrupamento de Escolas Pintor Almada Negreiros.

O Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS – Jesuit Refugee Service), é uma organização internacional da Igreja Católica, fundada em 1980, sob responsabilidade da Companhia de Jesus.

 

 

AÇORES

 

CONVITE PARA O PAPA

VISITAR A REGIÃO

 

No passado dia 20 de Abril, o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, convidou o Papa Francisco a visitar o arquipélago em 2017, durante um encontro que decorreu na Praça de São Pedro, no final da audiência pública semanal.

 

“Em representação da Região Autónoma do Açores e do povo açoriano tive a oportunidade de saudar Sua Santidade o Papa e, além de ter deixado um convite formal por escrito, de o convidar também verbalmente para visitar as ilhas dos Açores”, referiu Vasco Cordeiro, após o encontro.

O responsável político explicou ao Papa "quão importante" seria a sua visita para a “esmagadora maioria” do povo açoriano.

O presidente do Governo Regional dos Açores ofereceu ao Papa uma coroa do Espírito Santo, “um dos símbolos maiores da religiosidade do povo açoriano, um dos símbolos sob o qual se unem as nove ilhas, se une a diáspora”.

A visita aos Açores poderia acontecer aquando da deslocação do Papa a Portugal, para as celebrações do centenário das aparições de Fátima, em Maio de 2017.

O único Papa a visitar os Açores até hoje foi São João Paulo II, em Maio de 1991, com passagens pelas ilhas da Terceira e de São Miguel.

 

 

OEIRAS

 

PROTOCOLO DE EMPREGABILIDADE

ENTRE CARITAS E MUNICÍPIO

 

No âmbito do projecto de empregabilidade – InSpira: Rede de Competências Cáritas – que tem em vista a aproximação de pessoas com mais de 45 anos que procuram trabalho e empregadores que procuram as competências, os saberes e a experiência destas pessoas, a Cáritas Portuguesa assinou no passado dia 20 de Abril um protocolo de colaboração com a Câmara Municipal de Oeiras, representada pelo seu presidente, Paulo Vistas.

 

O protocolo estabelece o compromisso da Câmara Municipal de Oeiras enquanto parceiro na articulação com as empresas da autarquia e no registo de ofertas de trabalho na rede InSpira, bem como na análise das candidaturas das pessoas registadas na plataforma e o encaminhamento de pessoas com o perfil requerido para inscrição nesta rede.

Durante a celebração deste protocolo, Eugénio Fonseca, Presidente da Cáritas Portuguesa, relevou a importância desta iniciativa, fazendo votos de que outras Câmaras Municipais, enquanto agentes privilegiados de desenvolvimento local e com condições especiais para cooperarem com a Cáritas, se envolvam no combate a um dos maiores flagelos do país: o desemprego de longa duração.

 

 

VILA REAL

 

INAUGURADO O ÓRGÃO DA SÉ

 

No passado dia 20 de Abril, foi benzido e inaugurado o órgão sinfónico da Sé, cerimónia presidida pelo Cardeal José Saraiva Martins, Prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos.

 

Quando esta diocese transmontana completa 94 anos de existência, o seu Bispo D. Amândio Tomás disse que aquele órgão “é um encanto”, mas no futuro é necessário “educar jovens que saibam tirar rendimento” deste instrumento,

“O órgão é o instrumento por excelência da liturgia e da polifonia”, referiu o prelado. Para além da vertente litúrgica, a Sé de Vila Real passa a ser também um polo cultural através da realização de concertos.

Ao longo da história, o órgão tem sido “o centro das catedrais” e era uma lacuna a Sé de Vila Real “não ter um órgão”.

Pelo seu lado, o cardeal José Saraiva Martins comentou que a “música e liturgia são inseparáveis”. Um órgão desta natureza “ajuda a perceber o sentido da liturgia” e tem “um significado eclesial”.

Após a celebração da bênção, realizou-se um concerto pelo organista titular, Giampaolo Di Rosa, com obras de Pedro Araújo, Johann Sebastian Bach, Ferenc Liszt e do referido maestro.

“O órgão é o rei de todos os instrumentos”, porque “nele estão reunidos todos os outros que estão numa orquestra”, sublinhou Giampaolo Di Rosa.

No âmbito litúrgico e sacro, este instrumento assume “um papel fundamental”, frisou o organista, que é titular deste órgão e também da Igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma.

 

 

LISBOA

 

COLECTA A FAVOR DA UCRÂNIA

 

A Igreja Católica em Portugal associou-se nas missas dominicais do fim-de-semana 23/24 de Abril a uma colecta em toda a Europa a favor das vítimas da guerra na Ucrânia, convocada pelo Papa Francisco.

 

O coordenador da Capelania Nacional dos Imigrantes Ucranianos de Rito Bizantino destaca ser um gesto que mostra que os católicos portugueses e a Igreja em geral “não esquecem os seus irmãos”.

“O apoio material faz muita falta, mas tenho a certeza que este gesto fará também com que o povo ucraniano não se sinta só no meio desta guerra, e saiba que na Europa ainda existem pessoas, cristãos verdadeiros, que não estão fechados ao sofrimento e às necessidades dos outros”, realça o padre Ivan Hudz, que acompanha uma comunidade de cerca de 60 mil ucranianos emigrantes em Portugal.

O conflito na Ucrânia arrasta-se desde Novembro de 2014, em particular no Leste do país, colocando em confronto grupos separatistas pró-russos e as forças de Kiev pelo controlo de território.

O conflito já terá causado mais de 8 mil mortos e 16 mil feridos e, segundo a Caritas Internationalis, provocou pelo menos um milhão de desalojados e deixou um número ainda maior de pessoas sem acesso a uma alimentação condigna, 300 mil das quais necessitam de ajuda imediata.

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, que tem em curso projectos de apoio aos cristãos ucranianos, oferece o livro “Os novos santos da Ucrânia" para conhecer alguns dos homens e mulheres que constituíram a base da Igreja na Ucrânia.

 

 

ALENQUER

 

800 ANOS DOS FRANCISCANOS

EM PORTUGAL

 

Em 25 de Abril de 2016 a Família Franciscana Portuguesa, em celebração dos 800 anos da chegada dos Franciscanos a Portugal, reuniu-se em Alenquer, talvez o primeiro espaço do território português onde os filhos de Francisco de Assis se instalaram.

 

Era o IV Capítulo das Esteiras, em recordação do primeiro Capítulo Geral que S. Francisco reuniu em Santa Maria da Porciúncula, onde estiveram mais de cinco mil irmãos.

Neste 4.º Capítulo das Esteiras da Família Franciscana, estiveram reunidos os Frades Menores das três Ordens masculinas, as religiosas franciscanas e os membros dos Institutos seculares franciscanos, bem como os membros da Ordem Franciscana Secular.

O programa começou às 10h00 com o acolhimento, no Largo do Espírito Santo, em Alenquer, e 30 minutos depois peregrinavam a pé até ao Convento de S. Francisco.

Por iniciativa da Câmara Municipal de Alenquer, foi inaugurado às 12h30 um monumento que assinala os 800 anos da chegada dos Franciscanos a Alenquer, junto ao Convento de Santa Catarina.

Depois do almoço no Parque Urbano, pelas 15h00 o cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, apresentou a conferência “800 anos da chegada dos Franciscanos a Alenquer: evangelização e misericórdia”.

Foi um encontro para “reevocar as origens”: segundo o frade franciscano Daniel Teixeira, a evocação das origens são os “momentos vividos por Francisco e seus irmãos nos primeiros anos”, em que se juntavam para “rezar em conjunto, partilhar a vida e descobrir a vontade de Deus perante os desafios” nos diversos países.

“Capítulo das Esteiras” é um nome herdado dos grandes encontros de São Francisco de Assis com todos seus frades, que se encontravam espalhados pela Europa.

 

 

FÁTIMA

 

CURSO INTENSIVO SOBRE

O FENÓMENO DE FÁTIMA

 

O Santuário de Fátima quer “aproximar a comunidade científica da temática de Fátima” e nesse sentido vai lançar em Julho o primeiro curso intensivo para jovens investigadores de História e Ciências Sociais, intitulado “Introdução ao fenómeno de Fátima”.

 

O curso vai decorrer entre os dias 14 e 16 de Julho e contará com o contributo de especialistas como a irmã Ângela Coelho, postuladora da causa de canonização de Francisco e Jacinta Marto, e o vice-reitor do Santuário, o padre Vítor Coutinho.

O director do Serviço de Estudos e Difusão do Santuário, entidade promotora do evento, salienta que o curso, mais do que buscar uma “abordagem teológica” de Fátima, pretende mostrar como “a forma de olhar para o cerne da Mensagem de Fátima” tem mudado “ao longo do tempo”.

“Esses assentos permitem esclarecer muito do que foi o comportamento dos actores sociais de cada época histórica», realça Marco Daniel Duarte.

Durante o curso, de oferta gratuita, vai ser possível cruzar o olhar dos teólogos com “outras ciências sociais, como a Antropologia, a História, a História da Arte, a Sociologia, entre outras”.

Os jovens investigadores terão ocasião de visitar os lugares mais significativos do contexto de Fátima, que se prepara para celebrar em 2017 o centenário das aparições de Nossa Senhora.

O curso intensivo vai decorrer nas instalações do Centro Pastoral de Paulo VI, em Fátima, e as inscrições estão limitadas a um número máximo de 25 participantes.

A intenção do Santuário é dar um carácter anual à iniciativa e já tem inclusivamente um tema para a edição de 2017: será dedicado à relação entre Fátima e os Papas.

 


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