aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

YÉMEN

 

MISSIONÁRIAS DA CARIDADE

MARTIRIZADAS

 

No passado dia 4 de Março, quatro Missionárias da Caridade e outras 12 pessoas foram mortas num lar de idosos fundado pela Madre Teresa de Calcutá em Áden.

 

O Vigário apostólico para a Arábia meridional, Mons. Paul Hinder, revelou que pessoas em uniforme entraram no convento e no asilo, matando o guarda e os empregados que se atravessaram no seu caminho.

“Depois chegaram às irmãs e dispararam: quatro morreram e uma delas conseguiu esconder-se, salvando-se. Agora está num local seguro”.

As vítimas religiosas eram naturais da Índia, Quénia e Ruanda.

“O Papa Francisco ficou chocado e profundamente triste ao saber da morte de quatro Missionárias da Caridade e outras 12 pessoas num lar de idosos em Áden. Ele assegura as suas orações pelas vítimas e a sua proximidade espiritual para com as suas famílias e todos os que sofreram com este acto de violência sem sentido e diabólica”, refere a mensagem do cardeal Secretário de Estado do Vaticano.

“Ele reza para que esta matança sem sentido desperte as consciências, leve a uma mudança do coração e inspire todas as partes a depor as armas e iniciar o caminho do diálogo”, acrescenta a mensagem.

Os atacantes terão também sequestrado o padre Tom Uzhunnalil, um sacerdote salesiano indiano que vivia na comunidade e que, na ocasião do atentado, estava na capela a rezar.

O sacerdote encontrava-se no convento depois de a sua igreja da Sagrada Família ter sido saqueada e incendiada por homens armados não identificados, no passado mês de Setembro.

Para Mons. Paul Hinder, estes atentados são um “sinal claro” de perseguição por causa da religião.

 

No domingo seguinte, após a recitação do Angelus na Praça de São Pedro, o Papa recordou as quatro religiosas Missionárias da Caridade assassinadas, lamentando a “indiferença” perante estes casos.

“Elas são vítimas do ataque dos que as mataram e também da indiferença, desta globalização da indiferença, do «não importa»”, disse.

“Rezo por elas, pelas outras pessoas mortas no ataque e pelos familiares”, acrescentou. “São os mártires de hoje”, os que “dão o seu sangue pela Igreja”.

 

 

EUROPA

 

BISPOS CATÓLICOS

DEFENDEM CUIDADOS PALIATIVOS

 

A Comissão dos Episcopados Católicos da União Europeia (COMECE) apelou a um debate generalizado sobre os “cuidados paliativos” face ao envelhecimento da população, rejeitando qualquer “ambiguidade” em relação à eutanásia.

 

“É vital evitar qualquer ambiguidade nesta matéria: provocar intencionalmente a morte de um paciente, mesmo que o tenha pedido, não constitui um cuidado”, refere o mais recente documento do Grupo de Trabalho da COMECE para a Ética na Investigação e Cuidados de Saúde.

O texto precisa que, tanto como o “encarniçamento terapêutico” no tratamento de doenças, a eutanásia, isto é, “qualquer comportamento que tenha como objectivo provocar a morte em ordem a evitar o sofrimento”, não faz parte dos “cuidados paliativos”.

O grupo de trabalho quer apresentar um contributo para o debate promovido pela Comissão Europeia sobre cuidados paliativos a nível comunitário.

O documento reflecte sobre a necessidade de conjugar competência com as “técnicas mais humanas” adoptadas por profissionais de saúde para garantir um “nível óptimo de cuidado” para as pessoas em situações mais vulneráveis.

 

 

EUROPA

 

CARITAS EUROPA

DEFENDE MIGRANTES

 

No passado dia 17 de Março, a Caritas Europa apresentou no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, um novo relatório, intitulado “Os migrantes e refugiados têm direitos! Impacto das políticas da União Europeia no acesso à protecção”.

 

A Caritas Europa alerta que a impossibilidade de migrantes entrarem na Europa coloca-os “regularmente em risco de violações dos direitos humanos e alimenta as empresas de contrabandistas”.

Segundo a instituição da Igreja Católica, o quadro jurídico da UE em matéria de migração laboral “é insuficiente” e a ausência de legislação europeia para os migrantes “pouco qualificados deixa uma lacuna enorme”.

“A Europa beneficia actualmente com a migração. Os trabalhadores estrangeiros representam hoje 10% a 15% da força de trabalho dos Estados-membros. A migração é cada vez mais importante para que a Europa continue a enfrentar os desafios demográficos”, explica a organização.

O relatório denuncia que o direito ao reagrupamento familiar “não é respeitado”, porque os Estados-membros europeus têm-no “restringido, ao impor critérios mais rigorosos para os candidatos cumprirem”.

“As mulheres migrantes sofrem, muitas vezes, tripla discriminação; como mulheres, como trabalhadores desprotegidos e como migrantes”, refere a organização.

Por sua vez, a Cáritas Portuguesa explica que o novo relatório é uma “resposta fundamentada” à tragédia “da guerra, repressão e violação dos direitos humanos” enfrentada por centenas de milhares de mulheres, homens e crianças que procuram refúgio na Europa e “encontram uma negação de protecção e rejeição de solidariedade”.

 

 

ROMA

 

JESUITA PORTUGUÊS,

REITOR DA UNIVERSIDADE GREGORIANA

 

O padre Nuno da Silva Gonçalves, jesuíta português, vai ser Reitor da Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma a partir de 1 de Setembro, por nomeação do Papa Francisco.

 

Antigo provincial dos Jesuítas em Portugal, o padre Nuno Gonçalves era decano da Faculdade de História e Bens Culturais da Igreja da Pontifícia Universidade Gregoriana desde 2012.

Nascido em Lisboa, em 1958, o padre Nuno Gonçalves é doutor em História da Igreja e foi responsável pelo departamento nacional dos Bens Culturais da Igreja, em Portugal, bem como decano da Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa; publicou vários estudos sobre a história missionária portuguesa e da Companhia de Jesus.

A Universidade Gregoriana é uma instituição de renome da Companhia de Jesus, com sede em Roma, especializada em ciências teológicas e filosóficas.

 

 

BÉLGICA

 

PAPA FRANCISCO REAGE

AOS ATENTADOS TERRORISTAS

 

Na audiência geral na Praça de S. Pedro, na Quarta-Feira da Semana Santa, dia 23 de Março, o Papa Francisco, no final da sua catequese, fez uma declaração sobre os atentados em Bruxelas ocorridos na véspera, reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

 

“Com o coração dorido segui as tristes notícias dos atentados terroristas acontecidos ontem em Bruxelas, que causaram numerosas vítimas e feridos. Asseguro a minha oração e a minha proximidade à querida população belga, a todos os familiares das vítimas e a todos os feridos.

“Dirijo novamente um apelo a todas as pessoas de boa vontade para se unirem na unânime condenação destas cruéis abominações que estão a causar apenas morte, terror e horror. A todos peço que perseverem na oração e que peçam ao Senhor, nesta Semana Santa, que conforte os corações aflitos e que converta os corações destas pessoas cegas pelo fundamentalismo cruel, pela intercessão da Virgem Maria.”

O Papa propôs a todos os fiéis uma Avé Maria e um momento de oração em silêncio.

 

 

CHINA

 

GOVERNO EM CONFLITO

COM BISPO DE MACAU

 

Cerca de 60 estudantes chineses viram a sua entrada na Universidade de São José, em Macau, uma estrutura ligada à Universidade Católica Portuguesa, recusada pelo governo chinês.

 

No passado dia 23 de Março, o novo bispo de Macau D. Stephen Lee classificou esta atitude como “injusta” e sublinhou não vislumbrar “nenhuma razão” para este veto.

Na imprensa do território, anteriormente administrado por Portugal, a decisão do regime de Pequim está a ser encarada como “um teste à personalidade de D. Stephen Lee”, anteriormente bispo auxiliar de Hong Kong, nomeado para Macau em Janeiro último pelo Papa Francisco.

Segundo os media de Macau, D. Stephen Lee é visto como alguém que deseja transportar para Macau a mesma “voz independente e forte” que caracteriza a Igreja Católica de Hong Kong, onde a repressão de Pequim sobre os cristãos da região tem sido constantemente denunciada.

Os 60 estudantes chineses eram para entrar na Universidade de São José, em Macau, no mês de Setembro, para integrarem o novo campus da Ilha Verde.

Tanto Hong Kong, uma antiga colónia inglesa, como Macau, “pertencem a regiões administrativas especiais, com estatuto próprio que salvaguarda, entre outras, a liberdade religiosa para os seus residentes”, recorda a Fundação Ajuda para a Igreja que Sofre.

 

 

ESTADOS UNIDOS

 

FALECEU MADRE ANGÉLICA

 

Faleceu no domingo da Páscoa, 27 de Março, Madre Maria Angélica da Anunciação, fundadora do grupo Eternal World Television Network (EWTN) de televisão católica. Tinha 92 anos e há 15 sofria as consequências de um derrame cerebral.

 

“A Madre Angélica conseguiu algo que os próprios bispos norte-americanos não conseguiram”, afirma o arcebispo da Filadélfia Mons. Charles Chaput, que esteve na junta directiva da EWTN desde 1995. “Ela fundou e expandiu uma cadeia que atraía os católicos correntes, entendia as suas necessidades e alimentava os seus espíritos. Ela teve muita ajuda, certamente, e mesmo esta foi parte da sua genialidade”.

Madre Angélica tinha como nome de baptismo Rita Rizzo e nasceu em 1923. O seu pai saiu de casa quando ela tinha 5 anos. Aos 21 anos, ingressou na Ordem das Clarissas Pobres da Adoração Perpétua em Cleveland e adoptou o nome que a tornou conhecida em todo o mundo: Irmã Angélica da Anunciação.

Os difíceis anos pós-conciliares tornaram urgente um trabalho apostólico na área das comunicações. Foi quando visitou uma estação de TV baptista de Chicago, em 1978, que surgiu o sonho de fazer uma TV católica. "Senhor, eu tenho que ter uma dessas", rezou ela baixinho, enquanto admirava o estúdio. Ao mesmo tempo, repreendia-se, dizendo que irmãs de clausura jamais conseguiriam lidar com essas coisas.

Depois de olhar para o equipamento de satélite, no entanto, Madre Angélica — que, àquela altura, já era prioresa de uma comunidade religiosa e dava palestras em todo o território dos Estados Unidos — concluiu que não precisava de muito para atingir as massas. Dois anos depois, ela e as onze irmãs da sua comunidade transformariam a garagem que tinham em um estúdio, dando início à maior rede de comunicação religiosa do mundo.

A EWTN nasceu, em 1980, para impulsionar o "crescimento espiritual" dos católicos, com a missão de fazer avançar a verdade, "tal como definida pelo Magistério da Igreja Católica Romana". Seguindo os mesmos passos do Papa João Paulo II, a rede fundada por Madre Angélica comprometeu-se desde o princípio a "servir a fé ortodoxa e a doutrina da Igreja proclamada pelo Sumo Pontífice e por seus predecessores".

O seu programa Mother Angelica Live chegou a milhares de famílias, trazendo incontáveis pessoas de volta à Igreja e ressuscitando a fé de muitos católicos. Com a sua oratória espontânea e cativante, Madre Angélica introduzia as pessoas nos mistérios da salvação e na vida de oração, lembrando aos seus telespectadores que a santidade era para todas as pessoas, independentemente da profissão que exerciam. "Todos vocês foram chamados para ser grandes santos. Não percam essa oportunidade!", repetia ela.

O sucesso do seu trabalho de evangelização levou a revista Time a considerá-la "indiscutivelmente a mulher católica mais influente da América".

Madre Angélica dedicou-se a este trabalho até 2001, quando um acidente vascular a obrigou a abandonar as telas da TV e a recolher-se no seu convento, no Alabama.

Em 2009, pelos seus serviços prestados à Igreja, o Papa Bento XVI concedeu-lhe a medalha Pro Ecclesia et Pontifice, a honra mais elevada que um leigo pode receber de um Papa.

 

 

PAQUISTÃO

 

ATENTADO TERRORISTA

CONTRA CRISTÃOS

 

No domingo de Páscoa, 27 de Março passado, um bombista suicida provocou um atentado terrorista de Lahore, causando 72 mortos e 300 feridos, na sua maioria mulheres e crianças cristãs. 

 

O atentado aconteceu junto a um parque infantil, pelas 19h00 locais.

Segundo o relato das autoridades, o local estava cheio de famílias cristãs que ali festejavam a Páscoa, depois do governo paquistanês ter reconhecido pela primeira vez este dia como feriado para a comunidade cristã.

Este ataque já foi entretanto reivindicado pelo grupo islâmico “Jamatul Ahrar”, uma célula radical armada ligada aos talibãs.

No Vaticano, o Papa Francisco manifestou a sua consternação pelo atentado terrorista: “Quero manifestar a minha proximidade a todos quantos foram atingidos por este acto criminoso, vil e incompreensível, e convido-vos a rezar pelas vítimas e seus entes queridos”, disse Francisco aos peregrinos que encheram a Praça de São Pedro para a oração do Regina Caeli.

 

 

ESTADOS UNIDOS

 

PAPA ABENÇOOU

MENINA QUE VAI FICAR CEGA

 

Na passada quarta-feira 6 de Abril, o Papa Francisco cumprimentou e abençoou a menina norte-americana Lizzy Myers, de 5 anos, a qual sofre de uma doença genética rara que a vai deixar cega e surda, em breve.

 

O encontro teve lugar na Praça de São Pedro, logo após o final da audiência geral da quarta-feira, com Francisco a ir ao encontro da criança, com a qual conversou durante alguns momentos, antes de a abençoar, com particular atenção para os seus olhos.

Os pais da criança explicaram à imprensa que a menina ainda não sabe que sofre da Síndrome de Usher e que o desejo de ver o Papa foi expresso pela própria, quando questionada sobre as coisas que mais gostaria de fazer.

A família da menina tem procurado oferecer-lhe uma série de experiências antes da progressão da doença e a passagem pelo Vaticano foi tornada possível pela solidariedade de uma associação católica italiana e de uma companhia aérea turca.

 

 

FRANÇA

 

TRAVÃO PARA PROSTITUIÇÃO

 

No passado dia 6 de Abril, a Assembleia Nacional francesa aprovou uma lei que criminaliza os clientes de prostitutas, ao mesmo tempo que despenaliza as que oferecem o seu corpo.

 

Com esta medida de iniciativa socialista, a França torna-se o quarto país europeu a adoptar esta fórmula, iniciada na Suécia em 1999 e seguida pela Noruega e Islândia.

A nova legislação prevê multas de 1500 euros para clientes que paguem por sexo, valor que sobe para 3750 euros se se tratar de reincidência. A lei prevê ainda que os prevaricadores tenham de frequentar uma acção de formação, para sensibilizá-los sobre as condições de vida das prostitutas em França.

Calcula-se que em França haja 30 a 40 mil prostitutas, em grande maioria estrangeiras. Muitas foram levadas a essa vida pela sua situação, sobretudo por não residirem legalmente. A lei oferece uma via de escape a quem queira abandonar a prostituição: licença de residência pelo menos de 6 meses e apoio à reinserção social e laboral.

A intenção da lei é pedagógica: sublinhar que a prostituição é contrária à dignidade humana e, em muitos caos, uma grave exploração; ao castigar os clientes, considera as prostitutas como vítimas.

A lei tem sido criticada por várias razões. No entanto, a experiência da Suécia tem sido positiva até agora.

 

 

BRASIL

 

BISPOS PRONUNCIAM-SE

SOBRE O MOMENTO POLÍTICO NACIONAL

 

A Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros (CNBB) divulgou no termo da sua Assembleia Geral, que decorria na Aparecida, no passado dia 14 de Abril, uma Declaração sobre o momento nacional.

 

“Neste momento, mais uma vez, o Brasil se defronta com uma conjuntura desafiadora. Vêm à tona escândalos de corrupção sem precedentes na história do país. É verdade que escândalos dessa natureza não tiveram início agora; entretanto, o que se revela no quadro atual tem conotações próprias e impacto devastador. São cifras que fogem à compreensão da maioria da população. Empresários, políticos, agentes públicos estão envolvidos num esquema que, além de imoral e criminoso, cobra seu preço.

 “Quem paga pela corrupção? Certamente são os pobres, “os mártires da corrupção” (Papa Francisco). Como pastores, solidarizamo-nos com os sofrimentos do povo. As suspeitas de corrupção devem continuar sendo rigorosamente apuradas. Os acusados sejam julgados pelas instâncias competentes, respeitado o seu direito de defesa; os culpados, punidos e os danos, devidamente reparados, a fim de que sejam garantidas a transparência, a recuperação da credibilidade das instituições e restabelecida a justiça”.

E mais adiante: “Conclamamos o povo brasileiro a preservar os altos valores da convivência democrática, do respeito ao próximo, da tolerância e do sadio pluralismo, promovendo o debate político com serenidade. Manifestações populares pacíficas contribuem para o fortalecimento da democracia. Os meios de comunicação social têm o importante papel de informar e formar a opinião pública com fidelidade aos fatos e respeito à verdade”.

 

 

NIGÉRIA

 

UMA LEMBRANÇA PELAS JOVENS

RAPTADAS POR TERRORISTAS

 

O presidente da Conferência Episcopal da Nigéria, o bispo Ignatius Kaigama, lançou um apelo à oração pelas centenas de jovens que, no seu país, continuam com paradeiro incerto desde que foram raptadas pelo grupo terrorista Boko Haram há cerca de dois anos. 

 

Um grupo que, recorda o prelado, viola, tortura e submete os seus prisioneiros “à fome, ao isolamento, ao casamento forçado e à conversão ao Islão”.

As jovens em questão eram alunas de uma escola secundária em Chibok, no Estado nigeriano de Borno, quando foram raptadas na sequência de um ataque dos terroristas.

Na altura, foram levadas à força 276 alunas, mas, entretanto, “pelo menos 57 destas meninas conseguiram escapar, tendo havido, desde então, alguns relatos não confirmados de outras fugas”.

“Ninguém sabe ao certo quantas destas crianças e adolescentes estarão ainda nas mãos do grupo terrorista, que já avançou com “um pedido de resgate de 50 milhões de euros pela sua libertação”.

O Boko Haram está há vários anos apostado em instaurar um califado no norte da Nigéria, num território maioritariamente habitado por cristãos.

Os ataques às comunidades locais têm sido constantes, bem como o sequestro de crianças e jovens para integrarem a sua causa, com “mais de dois mil” raptos registados desde 2014.

As raparigas são sobretudo “usadas como escravas sexuais e cozinheiras”, enquanto os rapazes são treinados como “soldados e bombistas suicidas”.

 

 

ITÁLIA

 

ASSIS:

NOVO ENCONTRO PARA A PAZ

 

O responsável pela comunidade franciscana de Assis, quer reunir novamente os lideres religiosos de todo o mundo para um encontro de reflexão e oração pela paz, entre 18 e 20 de Setembro.

 

Num comunicado publicado pela Rádio Vaticano, frei Mauro Gambetti, OFM, realça que diante do actual quadro de conflito que ensombra o mundo, "não se pode responder com o silêncio".

"A terceira guerra mundial já está em marcha e a Europa, ferida e desafiada consecutivamente no seu coração, já não pode permanecer de parte ou como mera observadora do que acontece no Médio Oriente, em África e em outros países aparentemente distantes. Não pode sequer limitar-se a actualizar programas e convenções de acolhimento a refugiados", frisa o franciscano.

O encontro pela paz em Assis vai acontecer 30 anos depois do primeiro evento do género, promovido pelo Papa João Paulo II por ocasião da Guerra Fria e do conflito entre os Estados Unidos da América e da então União Soviética.

Em 1993, numa época dominada pelo "conflito na Bósnia e Herzegovina", e em 2002, o Papa polaco convocou de novo os líderes religiosos a trilharem "o caminho da reconciliação".

“Violência, nunca mais! Guerra, nunca mais! Terrorismo, nunca mais! Em nome de Deus, cada religião leve ao mundo a justiça, a paz, o perdão, a vida, o amor!”, exortou na altura João Paulo II.

Estes encontros seriam repetidos em 2006 e mais recentemente em 2011, sob a vigência do Papa Bento XVI.

O encontro em Setembro vai incluir "dois dias de painéis de discussão e uma jornada de oração", sendo que a comunidade franciscana de Assis, a Comunidade de Santo Egídio e a diocese local esperam que o evento marque também "o regresso do Papa Francisco à região", depois de lá ter estado recentemente, em Janeiro deste ano.

"Uma oração conjunta e uma palavra unânime, fruto de uma reflexão partilhada, é a resposta que queremos suscitar", salienta frei Mauro Gambetti, acrescentando que, além dos líderes religiosos, estão também convidados "políticos, representantes da ciência e da cultura, agentes de paz e todos os homens de boa vontade".

O líder da comunidade franciscana de Assis sustenta que "diante da violência furiosa, as religiões devem dar ao mundo uma mensagem convergente" e que "a política deve fazer o esforço de traçar uma rota rumo à justiça e à paz entre os povos, combinando cada projecto com a sustentabilidade ambiental".

 


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