18º Domingo Comum

31 de Julho de 2016

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus, vinde em meu auxílio, F. da Silva, NRMS 53

Sl 69, 2.6

Antífona de entrada: Deus, vinde em meu auxílio, Senhor, socorrei-me e salvai-me. Sois o meu libertador e o meu refúgio: não tardeis, Senhor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Não há grego ou judeu, bárbaro ou cita, escravo ou livre. O que é Cristo, que é tudo e está em todos. Um autêntico desmancha-prazeres, à primeira vista, a Palavra de Deus, neste Domingo. Lembramos que continuamos, com Jesus, o caminho para Jerusalém. E, à medida que o caminho avança, as exigências aprofundam-se. Desta feita, Jesus começa «a mexer no nosso bolso» e a colunar-nos rectamente diante dos bens. Toda a Palavra se destina a fazer perceber que a Vida do Homem está em Deus. E é Ele a sua riqueza.

Cada vez que a comunidade cristã se reúne, proclama a Cristo como Senhor da sua Vida.

 

Oração colecta: Mostrai, Senhor, a vossa imensa bondade aos filhos que Vos imploram e dignai-Vos renovar e conservar os dons da vossa graça naqueles que se gloriam de Vos ter por seu criador e sua providência. Por Nosso Senhor...

 

Kyrie

 

Senhor, pela imoralidade, pela impureza e pelas paixões, pelos maus desejos e pela avareza, tende piedade de nós!

 

Cristo, pelas nossas ânsias, preocupações e cuidados, com aquilo que não dá uma alegria maior ao coração, tende piedade de nós!

 

Senhor, pela vaidade que temos e pomos, naquilo que passa, no que não presta e nada vale, tende piedade de nós!

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Na primeira leitura, temos uma reflexão sobre o sem sentido de uma vida voltada para o acumular bens… Esta constitui um patamar para partirmos à descoberta de Deus e dos seus valores e para encontramos aí o sentido último da nossa existência.

 

Coélet 1, 2; 2, 21-23

 

2Vaidade das vaidades – diz Coélet – vaidade das vaidades: tudo é vaidade. 21Quem trabalhou com sabedoria, ciência e êxito, tem de deixar tudo a outro que nada fez. Também isto é vaidade e grande desgraça. 22Mas então, que aproveita ao homem todo o seu trabalho e a ânsia com que se afadigou debaixo do sol? 23Na verdade, todos os seus dias são cheios de dores e os seus trabalhos cheios de cuidados e preocupações; e nem de noite o seu coração descansa. Também isto é vaidade.

 

A leitura é tirada do livro cujo título grego latinizado é Eclesiastes, um livro que agora costumamos chamar com o título hebraico, Coélet, que significa «aquele que convoca a assembleia». No entanto a Nova Vulgata adopta o título grego por ser o tradicional no cânone cristão. Este livro nunca é citado ou aludido no Novo Testamento, pois, como comenta Muñoz Iglesias, «à luz do sol do meio dia já não se vêem as estrelas». No entanto, os rabinos usaram-no muito (cf. Pirkê Abot ou Sentenças dos Padres), por apreciarem na obra o convite ao gozo moderado dos bens deste mundo e à alegria, por isso era lido por ocasião das celebrações jubilosas da festa dos Tabernáculos.

1, 2 «Vaidade das vaidades, tudo é vaidade!» Este é o tema do livro: a vaidade ou caducidade absoluta de todas as coisas deste mundo (note-se o superlativo hebraico, expresso com o genitivo «das»), bem como a inutilidade de todas as canseiras humanas para alcançar a felicidade.

2, 22 «Que aproveita ao homem todo o seu trabalho?» Uma consideração mais superficial desta e de outras afirmações do livro poderia levar a pensar que o autor propugna uma visão pessimista do trabalho e da vida humana, refugiando-se por vezes numa atitude céptica e hedonista. Mas o autor, acima de tudo, recorre a uma fina ironia para pôr em causa todas as seguranças humanas. Muitas das suas afirmações entendem-se melhor como perguntas retóricas – que fazem pensar no sentido da vida –, do que como uma resposta a problemas humanos, para os quais ele não tem ainda uma resposta completa.

 

Salmo Responsorial    Sl 89 (90), 3-6.12-14.17 (R. 1)

 

Monição: Voltemo-nos confiantes para o Senhor, o Único que nos pode saciar e salvar.

 

Refrão:        Senhor, tendes sido o nosso refúgio

                     através das gerações.

 

Vós reduzis o homem ao pó da terra

e dizeis: «Voltai, filhos de Adão».

Mil anos a vossos olhos são como o dia de ontem que passou

e como uma vigília da noite.

 

Vós os arrebatais como um sonho,

como a erva que de manhã reverdece;

de manhã floresce e viceja,

de tarde ela murcha e seca.

 

Ensinai-nos a contar os nossos dias,

para chegarmos à sabedoria do coração.

Voltai, Senhor! Até quando...

Tende piedade dos vossos servos.

 

Saciai-nos desde a manhã com a vossa bondade,

para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.

Desça sobre nós a graça do Senhor nosso Deus.

Confirmai, Senhor, a obra das nossas mãos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A segunda leitura convida-nos à identificação com Cristo: isso significa deixarmos os “deuses” que nos escravizam e renascermos continuamente, até que em nós se manifeste o Homem Novo, que é “imagem de Deus”.

 

Colossenses 3, 1-5.9-11

 

Irmãos: 1Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. 2Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra. 3Porque vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. 4Quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar, também vós vos haveis de manifestar com Ele na glória. 5Portanto, fazei morrer o que em vós é terreno: imoralidade, impureza, paixões, maus desejos e avareza, que é uma idolatria. 9Não mintais uns aos outros, vós que vos despojastes do homem velho com as suas acções 10e vos revestistes do homem novo, que, para alcançar a verdadeira ciência, se vai renovando à imagem do seu Criador. 11Aí não há grego ou judeu, circunciso ou incircunciso, bárbaro ou cita, escravo ou livre; o que há é Cristo, que é tudo e está em todos.

 

Continuamos a ter como 2ª leitura excertos seguidos da Epístola aos Colossenses, cuja leitura se iniciou já no Domingo 15º. Depois de na 1ª parte da epístola (1, 15 – 2, 23) ter abordado o tema da fé em Cristo, Senhor de toda a Criação, S. Paulo passa agora, na 2º parte (3, 1, – 4, 6), a expor uma série de consequências morais que tem para a vida do cristão o facto de este participar, pelo Baptismo, no domínio de Cristo sobre todas as coisas.

1-2 «Aspirai às coisas do alto… afeiçoai-vos…». Este apelo corresponde ao incitamento que, na Santa Missa, a Igreja sempre nos repete: Corações ao alto!

3-4 «Vós morrestes». Cf. Rom 6. A nossa união a Cristo pressupõe a morte para o pecado, que não pode reinar mais em nós. Com Cristo morto pelos nossos pecados, morremos para o pecado; com Cristo ressuscitado, vivamos vida de ressuscitados! É a vida da graça, uma vida toda interior, «escondida» no centro da alma, vida que ninguém pode arrebatar, vida que é toda feita de presença de Deus e de visão sobrenatural, levando-nos a santificar todos os afazeres diários, trabalhando com os pés bem firmes na terra, mas o coração e o olhar fixos no Céu.

9-10 «Vos despojastes do homem velho… vos revestistes do homem novo... à imagem do seu Criador». É o homem santificado pela acção redentora de Cristo, dotado duma nova vida, que é a vida sobrenatural, a vida da graça, na qual deve ir progredindo sempre: «se vai renovando» (v.10). De facto, pela graça, o homem torna-se «uma nova criatura» (Gal 6, 15), recriado – como na criação inicial - «à imagem de Deus» (cf. Gn 1, 27). A Redenção não é pois algo meramente extrínseco, mas algo que nos transforma interiormente; a graça faz-nos «filhos de Deus» (cf. Jo 1, 12; 1 Jo 3, 1-2; Rom 8, 14-15.29) e «participantes da própria natureza divina» (2 Pe 1, 4). Mas este ideal tão elevado só se pode concretizar pela mortificação – «fazendo morrer o que em vós é terreno» (v. 5) –, isto é, com o domínio das paixões desordenadas que há dentro de nós.

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 5, 3

 

Monição: No Evangelho, através da “parábola do rico insensato”, Jesus denuncia a falência de uma vida voltada apenas para os bens materiais: o homem que assim procede é um “louco”, que esqueceu aquilo que, verdadeiramente, dá sentido à existência.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51.

 

Bem-aventurados os pobres em espírito,

porque deles é o reino dos Céus.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 12, 13-21

 

Naquele tempo, 13alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo». 14Jesus respondeu-lhe: «Amigo, quem Me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?» 15Depois disse aos presentes: «Vede bem, guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens». 16E disse-lhes esta parábola: «O campo dum homem rico tinha produzido excelente colheita. Ele pensou consigo: 17‘Que hei-de fazer, pois não tenho onde guardar a minha colheita? 18Vou fazer assim: Deitarei abaixo os meus celeiros para construir outros maiores, onde guardarei todo o meu trigo e os meus bens. 19Então poderei dizer a mim mesmo: Minha alma, tens muitos bens em depósito para longos anos. Descansa, come, bebe, regala-te’. 20Mas Deus respondeu-lhe: ‘Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma. O que preparaste, para quem será?’ 21Assim acontece a quem acumula para si, em vez de se tornar rico aos olhos de Deus».

 

Era costume recorrer à arbitragem de um rabino para decidir em questões de partilhas de bens, como esta a que se refere o texto evangélico. Então porque é que Jesus se nega terminantemente a prestar ajuda a um homem que lhe pede socorro, talvez até vítima da injustiça? Não basta dizer que o homem tinha já o suficiente para viver e, por isso, Jesus não quereria ajudá-lo a alimentar a cobiça que o dominaria (cf. v. 15). A atitude de Jesus revela a natureza da sua missão e torna-se paradigmática: a missão de Jesus é uma missão salvadora, que não tem como objectivo a resolução técnica dos diversos problemas temporais dos homens; limita-se a apontar claramente os princípios superiores de ordem moral que, ao serem assumidos responsavelmente, conduzem com eficácia ao bem integral do ser humano. Este indivíduo recorreu a Jesus como juiz de partilhas; Jesus apresenta-se como o Mestre da Verdade que salva, libertando o homem de cair nas malhas da ambição, do egoísmo e do pecado; assim Ele aponta critérios do mais elementar bom senso humano - «a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens» (v. 15) -, assim como critérios do mais elevado sentido sobrenatural da fé - «tornar-se rico aos olhos de Deus» (v. 21), «dando os bens em esmola» (v. 33).

16-20 A parábola do rico insensato põe a nu a loucura do homem que vive de cálculos para gozar esta vida, esquecendo que esta não lhe pertence e lhe pode ser tirada repentinamente. Vem bem a propósito o que diz S. Paulo na 2ª leitura de hoje: «Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra» (Col 3, 2).

 

Sugestões para a homilia

 

“Aspirai e afeiçoai-vos às coisas do alto”(Col 3, 2)

 

«Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma. O que preparaste para quem será?». Assim termina a parábola que ouvimos no Evangelho. De facto, de tão atarefados e embrenhados no nosso dia a dia… e sempre preocupados com o êxito e o sucesso… nem sequer nos passa pela cabeça a hipótese de (um dia ou a qualquer momento) termos de parar e largar tudo o que até aí vínhamos desenvolvendo e planeando, pelo facto de podermos ser surpreendidos pela realidade última de todo o ser vivo: a morte.

 Todavia, até nem parece bem, no início do típico mês de férias e descanso, como é este mês de agosto, trazer à nossa reflexão e consideração do espírito a certeza da morte!

 No entanto, não é da morte que Jesus quer falar; do que Ele nos fala mesmo é do nosso modo de viver que é, de facto e numa abordagem muito simples, demasiado materialista e quase sem Deus… E disso Ele nos quer prevenir!

 Que adianta a riqueza, se tamanha fortuna não ‘compra’ o viver para sempre? Que adianta a riqueza, se não for para a dispor ao serviço do nosso bem-estar e dos que nos rodeiam?

 Evidentemente, os bens materiais são necessários e úteis ao nosso modo de vida. Mas Jesus chama-nos a atenção para um necessário e justo equilíbrio, no nosso modo de viver, entre o dignamente desejável e a ganância avarenta. Parece-me que há uma diferença substancial e justa entre uma ‘opulência’ legítima e dignamente conseguida e uma opulência avarenta e gananciosamente buscada. Não é por acaso que o povo usa, em momentos de propostas menos honestas de conseguir bens, serviços ou favores, uma expressão do género: «Calma, que eu tenho uma alma para salvar!».

 Assim sendo, e estando exatamente no início do mês de Agosto… aproveitemos a oportunidade para olhar para a nossa vida e, eventualmente, introduzir-lhe uma dimensão também espiritual ou, pelo menos, mais espiritual, como sugeria S. Paulo aos Colossenses: «aspirai e afeiçoai-vos às coisas do alto».

 

Fala o Santo Padre

 

«A verdadeira riqueza é o amor de Deus compartilhado com os irmãos.»

 

Prezados irmãos e irmãs

[…] O Evangelho deste domingo recorda-nos o absurdo de basear a própria felicidade na posse. O rico diz a si mesmo: Ó minha alma, tens muitos bens em depósito... descansa, come, bebe e regala-te! Deus, porém, diz-lhe: Insensato! Ainda nesta noite exigirão de ti a tua alma. E as coisas que acumulaste, de quem serão? (cf.Lc12, 19-20).

Caros irmãos e irmãs, a verdadeira riqueza é o amor de Deus compartilhado com os irmãos. Aquele amor que vem de Deus e que nos leva a compartilhá-lo entre nós e a ajudar-nos uns aos outros. Quem o experimenta não tem medo da morte e recebe a paz do coração. Confiemos esta intenção, a intenção de receber o amor de Deus e de o compartilhar com os irmãos, à intercessão da Virgem Maria.

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 4 de agosto de 2013

 

Oração Universal

 

Senhor, para quem mil anos são como o dia de ontem que passou e como uma vigília da noite, ensinai-nos a sabedoria do coração, para pedirmos o que mais convém:

 

R. Dai-nos, Senhor, a vossa sabedoria!

 

1.  Pela Santa Igreja:

para que desperte, no coração dos homens,

o desejo profundo de Deus

oferecendo-lhes a sabedoria, que vem do alto. Oremos irmãos.

 

2.  Pelos que governam os povos:

para que promovam um mundo mais fraterno e mais justo,

em que cada pessoa possa beneficiar

dos bens e das riquezas, que são de todos. Oremos irmãos.

 

3.  Pelos que se iludem com as coisas passageiras

e lhes entregam o coração:

para que descubram, a tempo,

a beleza e o valor eterno da vida presente. Oremos irmãos.

 

4.  Por todos nós aqui presentes:

para que saibamos viver orientados para as coisas do Alto,

pondo em Cristo a nossa alegria e a nossa esperança.  Oremos irmãos.

 

Fazei, Senhor, descer sobre nós a vossa graça e confirmai a obra das nossas mãos.  Nós vo-lo pedimos por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Aceitai, Senhor, a nossa alegria, M. Carneiro, NRMS 73-74

 

Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, estes dons que Vos oferecemos como sacrifício espiritual, e fazei de nós mesmos uma oblação eterna para vossa glória. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Se nos são dados todos os bens, devem igualmente ser partilhados. A comunhão eucarística traz o convite ao dom e ao dom de si mesmo, que tem em Cristo o seu melhor exemplo: «Ele, sendo rico, fez-se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza».

 

Cântico da Comunhão: Senhor, nada somos sem Ti, F. da Silva, NRMS 84

Sab 16, 20

Antífona da comunhão: Saciastes o vosso povo com o pão dos Anjos, destes-nos, Senhor, o pão do Céu.

Ou:    Jo 6, 35

Eu sou o pão da vida, diz o Senhor. Quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem crê em Mim nunca mais terá sede.

 

Cântico de acção de graças: Bendiz, minha alma, M. Carneiro, NRMS 105

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos renovais com o pão do Céu, protegei-nos sempre com o vosso auxílio, fortalecei-nos todos os dias da nossa vida e tornai-nos dignos da redenção eterna. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Tornai-vos ricos aos olhos de Deus. Ide em Paz...

 

Cântico final: É dura a caminhada, M. Faria, NRMS 6 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

18ª SEMANA

 

2ª Feira, 1-VIII: A nossa transformação em Cristo.

Jer 28, 1-17 / Mt 14, 13-21

Pegou nos cinco pães e dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou a bênção.

«Os milagres da multiplicação dos pães, quando o Senhor disse a bênção, partiu e distribuiu os pães pelos seus discípulos para alimentar a multidão, prefigurou a superabundância deste pão único da sua Eucaristia (Ev.)» (CIC, 1335).

Através da Comunhão sacramental «podemos dizer que cada um de nós recebe Cristo, mas também que Cristo recebe cada um de nós. Realiza-se de modo sublime a inhabitação de Cristo e do discípulo: 'Permanecei em mim e Eu permanecerei em vós'» (IVE, 22). Intensifica-se a nossa amizade com Ele e passamos a viver por Ele.

 

3ª Feira, 2-VIII:  Deus sempre pronto a ajudar-nos.

Jer 30, 1-2. 12-15 / Mt 14, 22-36

Mas Pedro, ao notar a ventania, teve medo e, começando a afundar-se, lançou um grito: Salvai-me, Senhor.

Pedro começou a afundar-se porque, em vez olhar para Jesus, reparou mais nas dificuldades que o rodeavam (a ventania), esquecendo-se de se apoiar em Deus. Por isso, Jesus chamou-lhe a atenção: «Homem de pouca fé, por que duvidaste?» (Ev.).

Por vezes, deixamos de nos apoiar em Deus; abandonamos a vida de oração, não rejeitamos energicamente as tentações e, assim, corremos o perigo de nos 'afundarmos'.  E poderemos sofrer, mas o Senhor nunca nos abandonará: «Assim sereis o meu povo e eu serei o vosso Deus» (Leit.). Deus nunca deixa de nos ajudar, oferece-nos sempre a sua mão.

 

4ª Feira, 3-VIII: O poder da oração com fé.

Jer 31, 2-7 / Mt 15, 21-28

Jesus respondeu-lhe: Mulher, é grande a tua fé. Terás aquilo que desejas.

Ao princípio, Jesus parecia não fazer caso do pedido desta mulher. Mas ela, com uma grande humildade, uma fé enorme e uma constância sem limites, não desistiu e obteve o que pretendia (Ev.).

O Senhor tem preparado para cada um de nós os favores adequados: «Amei-te com amor eterno; por isso, guardei o meu favor para contigo» (Leit.). A nossa oração há-de estar cheia de fé: Jesus encheu-se de admiração perante a grande fé da cananeia (Ev.); e de paciência, pois será preciso insistir sem desistir.

 

5ª Feira, 4-VIII: O governo da Casa de Deus, a Igreja.

Jer 31, 31-34 / Mt 16, 13-23

Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus. Tudo o que ligares na terra ficará ligado nos Céus.

«Jesus confiou a Pedro uma autoridade específica: 'Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus' (Ev.). O 'poder das chaves' designa a autoridade para governar a casa de Deus, que é a Igreja» (CIC, 553). É uma boa oportunidade para rezarmos pelo Papa e seus colaboradores, no exercício do poder de governo da Igreja.

Mas também vai estabelecer uma Nova Aliança com o seu povo: «Virão dias, nos quais concluirei com a casa de Israel, uma Aliança nova» (Leit.). Um dos frutos da Aliança é o perdão dos pecados: «Hei-de perdoar-lhes os pecados e não mais recordarei as suas faltas».

 

6ª Feira, 5-VIII: Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior.

Naum 2, 1-3; 3, 1-3.6-7 / Mt 16, 24-28

Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se arruinar a própria vida.

A fé em Deus leva-nos a utilizar todas coisas, para que dEle nos aproximem e a rejeitar o que dEle nos afastar (Ev.).

Hoje celebramos a Dedicação da Basílica de Santa Maior, que está ligada à definição da Maternidade divina de Nossa Senhora. E, juntamente com esta,  Ela é também Mãe dos homens. Contamos com a sua poderosa intercessão para restaurar a imagem divina em cada um de nós, prefigurada na profecia de Naum: «O Senhor restaurou a vinha de Jacob, tal como a vinha de Israel, porque os salteadores as haviam devastado» (Leit).

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Celestino Correia

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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