17º Domingo Comum

24 de Julho de 2016

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus vive na sua morada santa, F. dos Santos, NRMS 38

Salmo 67, 6-7.36

Antífona de entrada: Deus vive na sua morada santa, Ele prepara uma casa para o pobre. É a força e o vigor do seu povo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A liturgia deste Domingo apresenta-nos o tema da oração, sobretudo na leitura do Antigo Testamento e no Evangelho.

Mas, o que é a oração? O que significa orar? Quando se deve orar? Como e porquê orar?

Iluminados pela Palavra de Deus, procuremos compreender a natureza da oração e reflictamos sobre o modo como rezamos.

No íntimo do nosso coração procuremos as motivações que nos levam a rezar e, sabendo que nem sempre fomos fiéis aos ensinamentos do Senhor, depois de um pequeno silêncio, peçamos perdão ao Senhor.

 

Oração colecta: Deus, protector dos que em Vós esperam: sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já aos bens eternos. Por Nosso Senhor ...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Neste diálogo insistente de Abraão com o Senhor, o autor sagrado faz-nos reflectir sobre o valor da oração confiada e humilde e leva-nos a descobrir a misericórdia de Deus, mais disposto ao perdão que ao castigo.

 

Génesis 18, 20-32

20Naqueles dias, disse o Senhor: «O clamor contra Sodoma e Gomorra é tão forte, o seu pecado é tão grave que 21Eu vou descer para verificar se o clamor que chegou até Mim corresponde inteiramente às suas obras. Se sim ou não, hei-de sabê-lo». 22Os homens que tinham vindo à residência de Abraão dirigiram-se então para Sodoma, enquanto o Senhor continuava junto de Abraão. 23Este aproximou-se e disse: «Irás destruir o justo com o pecador? 24Talvez haja cinquenta justos na cidade. Matá-los-ás a todos? Não perdoarás a essa cidade, por causa dos cinquenta justos que nela residem? 25Longe de Ti fazer tal coisa: dar a morte ao justo e ao pecador, de modo que o justo e o pecador tenham a mesma sorte! Longe de Ti! O juiz de toda a terra não fará justiça?» 26O Senhor respondeu-lhe: «Se encontrar em Sodoma cinquenta justos, perdoarei a toda a cidade por causa deles». 27Abraão insistiu: «Atrevo-me a falar ao meu Senhor, eu que não passo de pó e cinza: 28talvez para cinquenta justos faltem cinco. Por causa de cinco, destruirás toda a cidade?» O Senhor respondeu: «Não a destruirei se lá encontrar quarenta e cinco justos». 29Abraão insistiu mais uma vez: «Talvez não se encontrem nela mais de quarenta». O Senhor respondeu: «Não a destruirei em atenção a esses quarenta». 30Abraão disse ainda: «Se o meu Senhor não levar a mal, falarei mais uma vez: talvez haja lá trinta justos». O Senhor respondeu: «Não farei a destruição, se lá encontrar esses trinta». 31Abraão insistiu novamente: «Atrevo-me ainda a falar ao meu Senhor: talvez não se encontrem lá mais de vinte justos». O Senhor respondeu: «Não destruirei a cidade em atenção a esses vinte». 32Abraão prosseguiu: «Se o meu Senhor não levar a mal, falarei ainda esta vez: talvez lá não se encontrem senão dez». O Senhor respondeu: «Em atenção a esses dez, não destruirei a cidade».

 

20-21 “O clamor que chegou até Mim…” Desta expressão procede a catalogação nos catecismos do pecado de homossexualidade ou sodomia como um “pecado que brada aos Céus”, dada a sua especial gravidade, contra a natureza: “o seu pecado é tão grave…” “Vou descer, para verificar…” Trata-se dum antropomorfismo que empresta grande colorido e vivacidade ao relato, e que caracteriza a tradição javista. Esta maneira de falar de Deus à maneira humana põe aqui em evidência a justiça divina que não pune sem o pleno conhecimento da causa.

23-32 “Cinquenta… quarenta e cinco… quarenta… trinta…  vinte… dez”. Chamamos a atenção para a mentalidade de responsabilidade colectiva, corrente em Israel, que está na base do episódio, segundo a qual também os inocentes têm de sofrer o castigo juntamente com os culpados: para não haver castigo era uma questão de um relativo número de inocentes. O relato deixa ver que Deus não castiga o inocente junto com o pecador, como pensava Abraão; esta verdade da responsabilidade individual há-de ser bem vincada nos Profetas (cf. Jer 31, 29-30; Ez 18, 1-32). De qualquer modo, não deixa de ser enternecedor este diálogo, esta oração de intercessão ao Senhor, toda repassada de confiança e santo temor, perseverança, humildade e audácia santa. Se Deus não precisa das nossas insistências para nos atender, nós precisamos de nos colocar no nosso lugar de pedintes, para nos dispormos, com a nossa impertinência, a receber os dons que Deus tem para nos dar (cf. a parábola do “amigo impertinente” do Evangelho de hoje).

 

Salmo Responsorial    Sl 137 (138), 1-3.6-8 (R. 3a)

 

Monição: No cântico de meditação manifestaremos a convicção de que Deus ouve as nossas preces quando repetirmos: “Quando Vos invoco, sempre me atendeis, Senhor”.

 

Refrão:        Quando Vos invoco, sempre me atendeis, Senhor.

 

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças,

porque ouvistes as palavras da minha boca.

Na presença dos Anjos hei-de cantar-Vos

e adorar-Vos, voltado para o vosso templo santo.

 

Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade,

porque exaltastes acima de tudo o vosso nome e a vossa promessa.

Quando Vos invoquei, me respondestes,

aumentastes a fortaleza da minha alma.

 

O Senhor é excelso e olha para o humilde,

ao soberbo conhece-o de longe.

No meio da tribulação Vós me conservais a vida,

Vós me ajudais contra os meus inimigos.

 

A vossa mão direita me salvará,

o Senhor completará o que em meu auxílio começou.

Senhor, a vossa bondade é eterna,

não abandoneis a obra das vossas mãos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Este texto de S. Paulo lembra-nos como a salvação provém do Mistério Pascal de Jesus Cristo. Mortos por causa do pecado voltamos à vida porque nos unimos a Ele pelo Baptismo.

 

Colossenses 2, 12-14

Irmãos: 12Sepultados com Cristo no baptismo, também com Ele fostes ressuscitados pela fé que tivestes no poder de Deus que O ressuscitou dos mortos. 13Quando estáveis mortos nos vossos pecados e na incircuncisão da vossa carne, Deus fez que voltásseis à vida com Cristo e perdoou-nos todas as nossas faltas. 14Anulou o documento da nossa dívida, com as suas disposições contra nós; suprimiu-o, cravando-o na cruz.

 

1 “Sepultados…  ressuscitados…” Cf. Rom 6, 3-4, onde S. Paulo faz apelo ao simbolismo do Baptismo por imersão: simbolizava a morte e a sepultura para o pecado, no gesto de se ficar submerso na água; o subsequente acto de emergir da água simbolizava a Ressurreição, a vida nova que o cristão tem de viver em união com Cristo ressuscitado. Mas esta morte e ressurreição do Cristo não são uma mera metáfora, são uma realidade sobrenatural, são o mistério da vida cristã, uma vida em Cristo.

14 “Anulou o documento”. A nossa sugere uma possível interpretação desta difícil passagem, tendo em conta uma tradição rabínica, segundo a qual os pecados das pessoas ficavam escritos num livro divino de registos; este documento era redigido a partir das transgressões da Lei “com as suas disposições contra nós”. Mas Deus, ao perdoar-nos todas as nossas faltas (v. 13), “anulou o documento da nossa dívida”: “Suprimiu-o, cravando cravando-o na Cruz”. Com esta imagem de cravar na Cruz exprime-se a destruição radical e definitiva salvação, por força da Morte redentora de Cristo.

 

Aclamação ao Evangelho        Rom 8, 15bc

 

Monição: Jesus ensinando-nos a rezar convida-nos a dirigirmo-nos a Deus como nosso Pai. Orar é encontrarmo-nos em diálogo concreto com Ele, bendizendo-O e confiando-Lhe os nossos planos e preocupações, pedindo-Lhe ajuda.

 

Aleluia

 

Cântico: J. Duque, NRMS 21

 

Recebestes o espírito de adopção filial;

nele clamamos: «Abba, ó Pai».

 

 

Evangelho

 

São Lucas 11, 1-13

Naquele tempo, 1estava Jesus em oração em certo lugar. Ao terminar, disse-Lhe um dos discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João Baptista ensinou também os seus discípulos». 2Disse-lhes Jesus: «Quando orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso reino; 3dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência; 4perdoai-nos os nossos pecados, porque também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixeis cair em tentação’». 5Disse-lhes ainda: «Se algum de vós tiver um amigo, poderá ter de ir a sua casa à meia-noite, para lhe dizer: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6porque chegou de viagem um dos meus amigos e não tenho nada para lhe dar’. 7Ele poderá responder lá de dentro: ‘Não me incomodes; a porta está fechada, eu e os meus filhos estamos deitados e não posso levantar-me para te dar os pães’. 8Eu vos digo: Se ele não se levantar por ser amigo, ao menos, por causa da sua insistência, levantar-se-á para lhe dar tudo aquilo de que precisa. 9Também vos digo: Pedi e dar-se-vos-á; procurai e encontrareis; batei à porta e abrir-se-vos-á. 10Porque quem pede recebe; quem procura encontra e a quem bate à porta, abrir-se-á. 11Se um de vós for pai e um filho lhe pedir peixe, em vez de peixe dar-lhe-á uma serpente? 12E se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á um escorpião? 13Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem!».

 

1 “Em certo lugar”. Uma antiga tradição, que deu origem à igreja do Pai-Nosso, identifica este lugar com o Monte das Oliveiras. No claustro dessa basílica constantiniana pode-se ler o Pai-Nosso em enorme quantidade de línguas, entre as quais o português.

2 “Quando orardes, dizei”. A fórmula de S. Lucas é mais pequena: apenas 5 petições das 7 de Mt 6, 9-13. A diversidade dos contextos poderá favorecer a opinião de que Jesus possa ter, por várias vezes, ensinado uma fórmula não literalmente idêntica. No entanto, a maioria dos exegetas modernos inclina-se para que as duas versões da oração dominical remontem a uma única fórmula básica primitiva, mais próxima da de Lucas. Na vida da Igreja, se difundiu a fórmula mais longa de Mateus.

5-8 A parábola do amigo importuno introduz o ensinamento de Jesus sobre o valor e a eficácia da oração confiada e persistente (“também Eu vos digo”: vv. 9-13) – “Batei à porta, e abrir-se-vos-á”. O Catecismo da Igreja Católica, nº 2613, comenta: «àquele que assim ora, o Pai celeste “dará tudo quanto necessita”, e dará, sobretudo, o Espírito Santo, que encerra todos os dons»

 

Sugestões para a homilia

 

O valor da oração firme e humilde

A oração do Pai Nosso, síntese da mensagem cristã

Diálogo íntimo de amor com Deus Pai

 

O valor da oração firme e humilde

Na primeira leitura que acabamos de escutar, Abraão intercede não só pelos justos e inocentes, mas também pelos habitantes da cidade pecadora que, com as suas perversidades, originaram a própria ruína. O Senhor Pai de bondade está disposto a atender a intercessão de Abraão e a perdoar. O dramático é que nem dez justos se encontram naquela cidade.

Este diálogo leva-nos a reflectir sobre o valor da oração firme e humilde e conduz-nos à infinita misericórdia de Deus, mais disposto ao perdão que ao castigo, como Jesus nos ensina na oração do Pai Nosso.

 

A oração do Pai Nosso, síntese da mensagem cristã

Os discípulos ao verem Jesus a orar, pedem-Lhe que os ensine a rezar. A oração que Ele lhes propõe constitui uma síntese de toda a mensagem cristã. Nela se reflecte o conteúdo da própria fé e o rosto de Deus misericordioso no Qual se acredita. Ele é o Pai com Quem se pode dialogar.

O Seu nome é santificado ou glorificado quando a sua salvação chega ao homem e este exulta de alegria e reconhecimento quando um coração é liberto do ódio, um doente recupera a saúde ou alguém restabelece a harmonia e a paz.

A nossa súplica não muda a atitude de Deus, mas sim o nosso coração, tornando-o disponível para acolher o seu Reino neste coração transformado e disposto a colaborar no Seu projecto de salvação da humanidade.

Alimentação, vestuário, casa, saúde... são necessidades básicas de todos os homens. Ao pedirmos o “pão”, colocamo-nos num constante estado de exame interior que nos recorda que essas necessidades básicas não são só para nós mesmos, mas para todos. Isto manifesta-se na vontade de o produzir, trabalhando para alcançar tal finalidade, sem qualquer sombra de egoísmo.

Os sentimentos de amor para com o próximo devem, no cristão que reza, fazer esquecer as ofensas recebidas e alimentar a reconciliação com quem tem algo contra si, pois só será atendido por Deus na medida em que for misericordioso com os outros.

Os problemas, as dificuldades, os dissabores podem perturbar-nos e asfixiar em nós a semente da Palavra de Deus. Por isso, pedimos para não nos deixar cair na tentação de abandonar a lógica do Evangelho para seguir a lógica das seduções deste mundo.

Muitas vezes, porém, não nos sentimos atendidos por uma razão muito simples: não sabemos rezar. Rezar significa sair da escuridão de nós mesmos e nos abrirmos ao diálogo íntimo de amor com o Pai, tal qual somos: cheios de desejos e boa vontade, mas também limitados e pobres.

 

Diálogo íntimo de amor com Deus Pai

Ao encetarmos tal diálogo, saímos de nós mesmos e abrimo-nos a Deus, tornando-nos sensíveis às necessidades dos irmãos. Ao nosso redor tudo continua na mesma, mas a nossa mente e o nosso coração mudaram radicalmente... a nossa oração foi escutada.

Mortos por causa do egoísmo, isto é, do próprio pecado, voltamos à vida porque nos unimos a Cristo pelo baptismo, como nos diz S. Paulo na segunda leitura de hoje.

A graça baptismal, que nos fez morrer para o pecado, é um apelo constante a renunciarmos à imperfeição, para nos unirmos ao Senhor participando da vida nova de Cristo ressuscitado. Deste modo, tornar-nos-emos activos colaboradores com o dom de Deus nestes caminhos do mundo, que nem sempre são fáceis e agradáveis, mas exigem esforço, renúncia e sacrifício.

Para atingir esta adesão interior à vontade do Senhor e ver com os olhos de Deus os acontecimentos deste mundo, precisamos de rezar, num diálogo permanente com o Pai... durante muito tempo.

Teremos a coragem e a vontade de nos comprometermos com esta intenção?

 

 

Oração Universal

 

Oremos a Deus Pai, misericordioso,

suplicando que inspire a nossa oração,

a fim de sabermos pedir aquilo que convém.

Com humildade, digamos:

 

Senhor, escutai a nossa oração.

 

1.     Que o Santo Padre, o Papa,

os Bispos, Presbíteros, Diáconos

e todos os baptizados se abram

ao diálogo íntimo com Deus Pai.

Oremos ao Senhor.

 

2.     Que ao rezarmos

saibamos o que pedir e como melhor o fazer.

Oremos ao Senhor.

 

3.     Que escolhamos com afinco as coisas do alto

em vez das terrenas,

a fim de encontrarmos o que mais necessitamos.

Oremos ao Senhor.

 

4.     Que os problemas, as dificuldades, os dissabores

não nos perturbem,  nem asfixiem em nós

a semente da Palavra de Deus

e que tomemos as melhores decisões,

para encontrarmos a verdadeira alegria e a paz.

Oremos ao Senhor.

 

5.     Que todos nós aqui presentes

e as nossas comunidades,

encontrem na oração o refrigério e a luz.

Oremos ao Senhor.

 

Atendei, Senhor, as preces que proferimos em voz alta

e todas aquelas que vos rezamos

no interior dos nossos corações.

Dai-nos a vossa bênção

de modo que consigamos alcançar a graça

da eterna salvação.

Por nosso Senhor...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Em redor do teu altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons que recebemos da vossa generosidade e trazemos ao vosso altar, e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam às alegrias eternas. Por Nosso Senhor...

 

Santo: J. Santos, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Que o Corpo do Senhor  que vamos comungar se torne pão partilhado através do nosso trabalho quotidiano. E quando realizarmos esta prática de mãos abertas, tornaremos Deus presente no meio dos homens como pão que alimenta toda a humanidade.

 

Cântico da Comunhão: Eu estou, á porta chamo, F. Silva, NRMS 22

Salmo 102, 2

Antífona da comunhão: Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças os seus benefícios.

 

Ou

Mt 5, 7-8

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

 

Cântico de acção de graças: Cantarei ao Senhor por tudo, F. Silva, NRMS 70

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos destes a graça de participar neste divino sacramento, memorial perene da paixão do vosso Filho, fazei que este dom do seu amor infinito sirva para a nossa salvação. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Depois de termos escutado a Palavra do Senhor e participado do banquete eucarístico, saiamos desta celebração com o firme compromisso de dialogar frequentemente com Deus nosso Pai. Saibamos assumir plenamente as nossas responsabilidades para com todos e partilhar o nosso pão. Vivamos na recordação permanente de que Deus nos compreende, na medida em que tivermos compreensão para com os outros, e peçamos-Lhe que não nos deixe cair na tentação de esquecer a Sua Palavra, para nos deixarmos iludir pelas palavras e alegrias deste mundo.

 

Cântico final: Exultai de alegria no Senhor, F. Silva, NRMS 87

 

 

Homilias Feriais

 

17ª SEMANA

 

2ª Feira, 25-VII: S. Tiago: Servir a Deus e ao próximo.

2 Cor 4, 7-15 / Mt 20, 20-28

Não sabeis o que estais a pedir. Podeis beber o cálice que Eu estou para beber? Eles responderam-lhe: Podemos.

Recebemos do Senhor uma vida nova, através dos sacramentos: «Ora, esta vida trazemo-la em 'vasos de barro' (Leit.). A vida nova dos filhos de Deus pode ser enfraquecida e até perdida pelo pecado» (CIC, 1420).

Por isso, o Senhor pergunta-nos se podemos beber o seu cálice. Tiago respondeu afirmativamente, e foi o primeiro dos Apóstolos a dar a vida pelo Evangelho (Oração). Para cumprirmos a nossa missão de servir e dar a vida pelos outros (Ev.), precisamos apoiar-nos muito na fortaleza de Deus.

 

3ª Feira, 26-VII: S. Joaquim e S.Ana: A herança que nos transmitiram.

Sir 44, 1. 1015 / Mt 13, 16-17

Celebremos os valores dos homens ilustres, dos nossos antepassados, através das gerações.

Hoje é dia para louvarmos as ilustres pessoas (Leit.) dos pais de Nossa Senhora, Joaquim e Ana. Foram eles que trouxeram ao mundo a Mãe de Deus (Oração).

De algum modo, chegaram aos mistérios do reino de Deus, através do que viram e ouviram da sua filha Maria:«Felizes os olhos porque vêem, e os ouvidos porque ouvem» (Ev.). Peçamos-lhe que nos ensinem a 'ver' Nossa Senhora, como eles a viram e a 'ouvi-la' como eles a ouviram, para a podermos imitar melhor, porque Ela ouviu a palavra de Deus e a levou à prática.

 

4ª Feira, 27-VII: A descoberta dos tesouros de Deus.

Jer 15, 10. 16-21 / Mt 13, 44-46

O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o achou ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo.

Para entrar no reino de Deus, Jesus «exige uma opção radical: para adquirir o reino é preciso dar tudo. As palavras não bastam, exigem-se actos» (CIC, 546). Precisamos dedicar toda a vida à edificação do reino de Deus: primeiro, dentro de nós: vida sacramental e oração; depois, à nossa volta, entregando-nos ao serviço dos outros, dando testemunho de Cristo.

A própria palavra de Deus é um tesouro: «Que a Bíblia Sagrada continue a ser um tesouro para a Igreja e para cada cristão» (João Paulo II); e também um alimento: «Quando apareciam as vossas palavras, Senhor, eu logo as tomava como alimento» (Leit.).

 

5ª Feira, 28-VII: Uma boa imagem da Igreja.

Jer 18, 1-6 / Mt 13, 47-53

O reino dos Céus é semelhante a uma grande rede que foi lançada ao mar e apanhou toda a espécie de coisas.

Esta rede lançada ao mar (Ev.) é a imagem da Igreja, em cujo seio há justos e pecadores. «A Igreja é santa no seu Fundador, nos seus meios, mas formada por homens pecadores. Temos que contribuir para melhorá-la e a ajudá-la a uma fidelidade sempre renovada» (João Paulo II).

A Igreja é também fonte de santidade no mundo. Põe à nossas disposição os meios que necessitamos para encontrar Deus. Ajudá-la-emos se formos fiéis aos seus ensinamentos: «Como o barro nas mãos do oleiro, assim estais vós nas minhas mãos» (Leit.).

 

6ª Feira, 29-VII: S. Marta: Um bom acolhimento para o Senhor.

1 Jo 4, 7-16 / Jo 11, 19-27

Marta disse então a Jesus: se tivesses estado aqui, Senhor, meu irmão não teria morrido.

Os irmãos de de Betânia tinham uma grande amizade com o Senhor, que ali procurava descansar e se sentia bem acompanhado. Marta oferecia-lhe a hospitalidade (Oração), e pediu-lhe que ressuscitasse seu irmão Lázaro (Ev.).

Imitemos a hospitalidade de Marta, acolhendo melhor o Senhor e as pessoas amigas; e a sua oração, pedindo pela resolução dos problemas dos outros. O Senhor não deixará de nos ouvir, porque «foi Deus que nos amou e enviou o seu Filho, como vítima de expiação pelos nossos pecados» (Leit.).

 

Sábado, 30-VII: O martírio: encarnação do Evangelho.

Jer 26, 1-16 / Mt 14, 1-12

O rei ficou triste mas, devido ao juramento e aos convivas, ordenou que lha dessem  e mandou um emissário decapitar João na cadeia.

Os intervenientes das duas Leituras tiveram sortes diferentes. Ambos defenderam a verdade, mas Isaías foi poupado e João foi decapitado.

«Os mártires anunciam o Evangelho e testemunham-no com a sua vida até à efusão de sangue porque, certos de não poderem viver sem Cristo, estão prontos a morrer por Ele na convicção de que Jesus é o Senhor e o Salvador do homem, e que só nEle encontra a verdadeira plenitude da vida» (João Paulo II). Vale a pena considerar a frase do Senhor: «A verdade vos libertará».

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         António Elísio Portela

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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