15º Domingo Comum

10 de Julho de 2016

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Subirei alegre, M. Carneiro, NRMS 87

cf. Salmo 16, 15

Antífona de entrada: Eu venho, Senhor, à vossa presença: ficarei saciado ao contemplar a vossa glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Senhor diz-nos na Sua Lei que devemos santificar o Domingo. Por isso, semanalmente, aqui nos encontramos com o Senhor. Nesta Eucaristia queremos agradecer os dons recebidos. Pedimos-Lhe com fé para nos abençoar e nos conceder um dia a graça da salvação eterna.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade para poderem voltar ao bom caminho, concedei a quantos se declaram cristãos que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome, sigam fielmente as exigências da sua fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A recomendação de Moisés  ao povo para que cumprisse os preceitos e mandamentos do Senhor é-nos também dirigida hoje a todos nós.

 

Deuteronómio 30, 10-14

Moisés falou ao povo, dizendo: 10«Escutarás a voz do Senhor teu Deus, cumprindo os seus preceitos e mandamentos que estão escritos no Livro da Lei, e converter-te-ás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma. 11Este mandamento que hoje te imponho não está acima das tuas forças nem fora do teu alcance. 12Não está no céu, para que precises de dizer: ‘Quem irá por nós subir ao céu, para no-lo buscar e fazer ouvir, a fim de o pormos em prática?’. 13Não está para além dos mares, para que precises de dizer: ‘Quem irá por nós transpor os mares, para no-lo buscar e fazer ouvir, a fim de o pormos em prática?’. 14Esta palavra está perto de ti, está na tua boca e no teu coração, para que a possas pôr em prática».

 

O texto da leitura é tirado da chamada “Aliança de Moab”, o 3º discurso de Moisés (Dt 28, 69 – 30, 20). De uma forma poética e imaginosa muito bela, o autor afirma que o conhecimento da Lei de Deus é acessível a todos, sem serem necessários muitos estudos e longas investigações. S. Paulo em Rom 10, 6-8 faz uma aplicação deste texto ao conhecimento da “palavra da fé” pregada pelos Apóstolos.

 

Salmo Responsorial    Sl 68 (69), 14.17.30-31.33-34.36ab.37 (R. cf. 33)

 

Monição: Reconheçamo-nos humildes e simples diante do  Senhor que, na Sua infinita misericórdia, atenderá a nossa oração.

 

Refrão:        Procurai, pobres, o Senhor

e encontrareis a vida.

 

A Vós, Senhor, elevo a minha súplica,

pela vossa imensa bondade respondei-me.

Ouvi-me, Senhor, pela bondade da vossa graça,

voltai-Vos para mim pela vossa grande misericórdia.

 

Eu sou pobre e miserável:

defendei-me com a vossa protecção.

Louvarei com cânticos o nome de Deus

e em acção de graças O glorificarei.

 

Vós, humildes, olhai e alegrai-vos,

buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará.

O Senhor ouve os pobres

e não despreza os cativos.

 

Deus protegerá Sião,

reconstruirá as cidades de Judá.

Os seus servos a receberão em herança

e nela hão-de morar os que amam o seu nome.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Nós somos a Igreja de Jesus Cristo que nos salvou pelo sangue da Sua Cruz. Consagremos- Lhe a nossa vida!

 

Colossenses 1, 15-20

15Cristo Jesus é a imagem de Deus invisível, o Primogénito de toda a criatura; 16porque n’Ele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, visíveis e invisíveis, Tronos e Dominações, Principados e Potestades: por Ele e para Ele tudo foi criado. 17Ele é anterior a todas as coisas e n’Ele tudo subsiste. 18Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos; em tudo Ele tem o primeiro lugar. 19Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude 20e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus.

 

O texto da nossa leitura, com um certo sabor de um hino a Cristo, condensa o ensino central desta carta do cativeiro, e é uma das belas e ricas sínteses da cristologia paulina. Em face da chamada “crise de Colossas”, em que alguns põem em causa a primazia absoluta de Cristo, colocando-o ao nível de outros seres superiores e intermédios, quer da cultura pagã, quer da cultura judaica, S. Paulo ensina peremptoriamente a mais completa supremacia de Cristo sobre toda a Criação (vv. 15-17), em virtude da sua acção criadora, e também no campo da nova Criação (vv. 18-20), em virtude da sua acção redentora, que reconcilia todas as coisas com Deus na paz.

15 “Imagem de Deus invisível”. Imagem, para um semita, não é simplesmente a figuração duma realidade, de natureza distinta, mas é, antes de mais, a exteriorização sensível da própria realidade oculta e da sua mesma essência. Assim, é afirmada a divindade de Cristo, o qual nos torna visível e tangível o próprio Deus invisível e transcendente (cf. Jo 1, 18; 14, 9-11; 2 Cor 4, 4; Hbr 1, 3). Cristo também é “o Primogénito de toda a criatura”, no sentido da sua preeminência única sobre todas as criaturas, não só por Ele existir antes de todas, não, porém, no sentido ariano de primeira criatura, mas enquanto todas foram criadas “n’Ele”, “por Ele” e “para Ele” (v.16).

19 “Toda a plenitude”, isto é, a totalidade de todos os tesouros da graça que Deus comunica aos homens depois do pecado, em ordem à reconciliação que Ele realiza pelo seu sangue da sua Cruz (v. 20). Em Col 2, 9 diz-se que em Cristo “habita corporalmente toda a plenitude da natureza divina”.

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Jo 6, 63c.68c

 

Monição: Para alcançarmos a graça da salvação devemos amar o Senhor, afastando o pecado e cumprindo sempre a Sua vontade.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

As vossas palavras, Senhor, são espírito e vida:

Vós tendes palavras de vida eterna.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 10, 25-37

Naquele tempo, 25levantou-se um doutor da lei e perguntou a Jesus para O experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para receber como herança a vida eterna?» 26Jesus disse-lhe: «Que está escrito na lei? Como lês tu?» 27Ele respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo». 28Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem. Faz isso e viverás». 29Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: «E quem é o meu próximo?» 30Jesus, tomando a palavra, disse: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores. Roubaram-lhe tudo o que levava, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o meio morto. 31Por coincidência, descia pelo mesmo caminho um sacerdote; viu-o e passou adiante. 32Do mesmo modo, um levita que vinha por aquele lugar, viu-o e passou também adiante. 33Mas um samaritano, que ia de viagem, passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão. 34Aproximou-se, ligou-lhe as feridas deitando azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. 35No dia seguinte, tirou duas moedas, deu-as ao estalajadeiro e disse: ‘Trata bem dele; e o que gastares a mais eu to pagarei quando voltar’. 36Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?» 37O doutor da lei respondeu: «O que teve compaixão dele». Disse-lhe Jesus: Então vai e faz o mesmo».

 

29 “E quem é o meu próximo?” Jesus não explica o conceito de próximo a quem se deve amar, por meio de definições abstractas, mas duma maneira gráfica, concreta e intuitiva, dizendo como actuou uma pessoa que possuía autêntico amor ao próximo (há quem pense tratar-se dum caso real, embora se costume considerar como uma parábola, exclusiva de Lucas).

30-35 Não se identifica quem foi o homem assaltado, talvez para realçar que o amor deve ser universal: o samaritano não pára para investigar de quem se trata; o que ele sabe é que se trata de um necessitado, embora estranho, desconhecido, sendo até de supor tratar-se de um judeu inimigo, uma vez que o caso se passa na Judeia. O samaritano faz tudo o que a necessidade do desgraçado exige, cumprindo, de maneira perfeita, o amor ao próximo. O doutor da lei tinha perguntado: “quem é o meu próximo?” A história deixa ver, antes de mais, que, quando uma pessoa leva o amor no coração, esse amor já lhe fará ver quem é o próximo. “A violação do preceito do amor ao próximo não procede nunca duma falta de conhecimento sobre a sua aplicação prática, mas sim duma falta de amor” (J. Schmid). O que importa não é investigar quem é o meu próximo, como faz o doutor da lei (v. 29), mas o que é preciso é saber ser próximo, proceder como próximo; por isso, Jesus pergunta: “qual dos três se portou como próximo?” Jesus não só acaba com as barreiras de raça, nacionalidade, religião (os samaritanos estavam separados por todas estas barreiras), como também nos situa acima dos acanhados horizontes legalistas do “sacerdote” e do “levita”, que se julgavam juridicamente escusados de prestar socorro naquele caso.

37 “Vai e faz o mesmo”. Jesus insiste em que não chega saber a teoria sobre a caridade, mas que é preciso tomar atitudes concretas, como esta. Houve Padres que viram no Bom Samaritano uma figura de Cristo que veio do Céu à terra para salvar a humanidade ferida de morte por causa do pecado em que jazia, abandonada pela Sinagoga (o sacerdote e o levita). Jesus salva essa humanidade caída, e deixa-a entregue à Igreja – a estalagem (v. 34) – até quando voltar (v. 35), no fim dos tempos.

 

Sugestões para a homilia

 

Jesus propõe-nos a Sua Lei

Sejamos bons cristãos no mundo

Jesus concede-nos a graça da salvação

 

Jesus propõe-nos a Sua Lei

« Mestre, que hei-de fazer para receber como herança a vida eterna? »

Esta é a pergunta que nós desejaríamos fazer a Jesus se O víssemos, olhos nos olhos, como o doutor da lei de que nos fala o Evangelho.

E que felizes ficaríamos se Jesus nos dissesse que iríamos para o Céu... Em Fátima, à pergunta de Lúcia se ela, Jacinta e Francisco iriam para o Céu, Nossa Senhora respondeu afirmativamente, acrescentando apenas que o Francisco deveria rezar muitos terços, recomendação que assiduamente cumpriu.

Jesus não nos responde directamente mas, se amarmos a Deus e ao próximo -- assim respondeu a Jesus o doutor da lei -- salvar-nos-emos.

Amemos então o Senhor como Ele nos ama. Afastemos o mal. Pratiquemos o bem. Imitemos o bom Samaritano, indo ao encontro dos que necessitam da nossa ajuda.

Quem ama o próximo e a Deus cumpre os Mandamentos da Sua Lei ( primeira leitura) .

 

Sejamos bons cristãos no mundo

A nossa sociedade impôs leis sem fim para serem observadas por todos.

A Lei de Deus é tão simples!... São apenas dez os Mandamentos. Quem os cumprir tem a salvação eterna garantida.

Procuremos afastar a avareza, o hedonismo, o pecado. Adoremos somente a Deus e Ele saciará a ânsia de felicidade que em nós existe.

Procuremos santificar a vida de família. Que os esposos se amem como Cristo ama a Igreja! Que os filhos retribuam o amor recebido dos pais!

Procuremos levar uma vida santa pois somos templos de Deus.

Procuremos afastar a corrupção sem nunca prejudicar seja quem for. O mundo necessita de pessoas assim para que haja paz, segurança e alegria de viver.

 

Jesus concede-nos a graça da salvação

Infelizmente muitos concretizam a sua maldade no mundo perseguindo, caluniando, destruindo, matando... Isto causa uma insegurança permanente. As pessoas vivem num clima de desconfiança pois podem ser traídas a qualquer momento.

Jesus Cristo, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, veio ao mundo para nos salvar (segunda leitura). Deu a vida por nós pregado na Cruz.

Quando formos atormentados pelo sofrimento, lembremo-nos da Cruz de Cristo. Ofereçamos- Lhe a nossa cruz e nada nos faltará.

Maria cumpriu sempre a vontade do Senhor. Ela é Mãe carinhosa que está connosco durante a vida e  nos acompanhará na hora da partida para com Ela gozarmos a felicidade eterna do Céu.

 

Fala o Santo Padre

 

«O samaritano imita a misericórdia de Deus, a misericórdia para com quem está em necessidade.»

Amados irmãos e irmãs, bom dia!

[…] O Evangelho de hoje — o capítulo 10 de Lucas — é a famosa parábola do bom samaritano. Quem era este homem? Era um qualquer, que descia de Jerusalém para Jericó pela estrada que atravessa o deserto da Judeia. Pouco antes, naquela estrada, um homem tinha sido assaltado por bandidos, roubado, espancado e abandonado meio morto. Antes do samaritano passam um sacerdote e um levita, isto é, duas pessoas que se ocupam do culto no Templo do Senhor. Vêem aquele infeliz, mas passam adiante sem parar. Ao contrário o samaritano, quando viu aquele homem, «sentiu compaixão por ele» (Lc 10, 33) diz o Evangelho. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, derramando sobre elas um pouco de óleo e de vinho; depois carregou-o na sua cavalgadura, levou-o para uma hospedaria e pagou a estadia para ele... Em síntese, ocupou-se dele: é o exemplo do amor pelo próximo. Mas por que escolhe Jesus um samaritano como protagonista da parábola? Porque os samaritanos eram desprezados pelos judeus, por causa de diversas tradições religiosas; mas Jesus mostra que o coração daquele samaritano é bondoso e generoso e que — ao contrário do sacerdote e do levita — ele pratica a vontade de Deus, que quer mais a misericórdia do que os sacrifícios (cf.Mc 12, 33). Deus quer sempre a misericórdia e não a condenação de todos. Quer a misericórdia do coração, porque Ele é misericordioso e sabe compreender bem as nossas misérias, as nossas dificuldades e até os nossos pecados. Dá a todos nós este coração misericordioso! O samaritano faz precisamente isto: imita a misericórdia de Deus, a misericórdia para com quem está em necessidade. […]

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 14 de julho de 2013

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo  confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.    Pelo Papa, pelos bispos, sacerdotes, religiosos,

    diáconos, catequistas e leigos

    que vivem a Lei de Jesus na Sua Igreja,

    oremos, irmãos.

 

2.     Pelos povos a sofrer a tragédia da guerra,

    pelos refugiados em busca de segurança,

    e pelos cristãos perseguidos por causa da sua fé,

    oremos, irmãos.

 

3. Pelos cristãos, judeus e muçulmanos

    que trabalham pela paz no mundo,

    afastando o ódio e vivendo no Amor,

    oremos, irmãos.

 

4. Pelos esposos que vivem a fidelidade conjugal,

    pelos pais que se sacrificam pelos filhos

    e pelos filhos que são gratos a seus pais,

    oremos, irmãos.          

 

5. Pelos doentes que necessitam da nossa ajuda,

    pelos idosos que não querem ser abandonados

    e pelas crianças maltratadas que devemos defender,

    oremos, irmãos.

 

6. Pelos familiares e amigos falecidos

    e por todos os que se purificam a caminho do Céu

    onde esperamos viver felizes com eles eternamente,

    oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da  Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Subam até vós, ó Senhor, M. Luis, NCT 250

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, para os dons da vossa Igreja em oração e concedei aos fiéis que os vão receber a graça de crescerem na santidade. Por Nosso Senhor.

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento CT

 

Monição da Comunhão

 

O Senhor vem até nós na Comunhão como outrora veio ao encontro do doutor da lei.

Procuremos viver sempre em Graça e Ele nos concederá um dia a vida eterna.

 

Cântico da Comunhão: A semente é a Palavra de Deus, C. Silva, NCT 256

Salmo 83, 4-5

Antífona da comunhão: As aves do céu encontram abrigo e as andorinhas um ninho para os seus filhos, junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus. Felizes os que moram em vossa casa e a toda a hora cantam os vossos louvores.

 

Ou

Jo 6, 57

Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Deus connosco, Deus em nós, F. Silva, NRMS 49

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais à vossa mesa santa, humildemente Vos suplicamos: sempre que celebramos estes mistérios, aumentai em nós os frutos da salvação. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Partimos daqui, determinados a sermos bons cristãos, cumprindo sempre a vontade do Senhor.

Com a bênção maternal de Nossa Senhora façamos apostolado para que o Senhor seja conhecido e amado em todo o mundo.

 

Cântico final: Ao Deus do universo, J. Santos, NRMS 1(II)

 

 

Homilias Feriais

 

15ª SEMANA

 

2ª Feira, 11-VII: S. Bento: As raízes cristãs da Europa

Prov 2, 1-9 / Mt 19, 27-29

 

E todo aquele que tiver deixado casa, irmãos... por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna.

S. Bento contribuiu enormemente para a implantação das raízes cristãs da Europa. Por isso, foi nomeado seu Padroeiro pelo Papa Paulo VI em 1964. A Europa precisa actualmente reconhecer os valores fundamentais, adquiridos com o contributo do cristianismo.

Ouviu o chamamento do Senhor e deixou tudo por causa dEle (Ev.), e nós recebemos uma bela herança. Recebeu do Senhor a sabedoria, o saber e a razão (Leit.). Para ajudarmos na reconstrução das raízes cristãs da Europa recorramos à protecção de Deus e sejamos fiéis à nossa vocação cristã: «Ele guarda os caminhos dos que lhe são fiéis» (Leit.).

 

3ª Feira, 12-VII: Graça de Deus e conversão.

Is 7, 1-9 / Mt 11, 20-24

Começou Jesus a censurar duramente as cidades em que tinha realizado a maioria dos seus milagres, por não terem feito penitência.

Os habitantes destas cidades  (Ev.) não corresponderam às graças recebidas de Deus. Embora Jesus não tenha vindo para julgar, mas para salvar é, no entanto, possível recusar as graças nesta vida, endurecendo-se o coração do homem. No entanto, Deus protege a cidade de Jerusalém dos ataques dos reis de Judá e da Síria (Leit).

«O coração do homem é pesado e endurecido. É necessário que dê ao homem um coração novo. A conversão é, antes de mais, obra da graça de Deus: 'convertei-nos, Senhor, e seremos convertidos. Deus é quem nos dá a coragem de começar de novo» (CIC, 1432).

 

4ª feira, 13-VII:  A Revelação e a humildade.

Is 10, 5-7. 13-16 / Mt 11, 25-27

Eu te bendigo,ó Pai, senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes e as revelastes aos pequeninos.

É aos humildes que Deus se revela (Ev.). Os sábios e inteligentes, entregues a si próprios, não conseguem entender todos os caminhos da vida. Só Jesus pode dissipar-lhes as trevas e indicar-lhes o caminho. Para recebermos tudo o que Ele nos revela, precisamos ser muito humildes, porque Ele nos apresenta novas dimensões: a vida da graça, a fé, o valor do sofrimento, etc.

Pelo contrário, o Senhor do Universo fará definhar os mais robustos da Assíria (Leit.), isto é, os soberbos e os orgulhosos, que não entenderam os planos de Deus.

 

5ª Feira, 14-VII: O Senhor omnipotente e humilde.

Is 26, 7-9. 12. 16-19 / Mt 11, 28-30

Tomai sobre vós e aprendei de mim, que eu sou manso e humilde de coração.

«O Verbo fez-se carne, para ser o nosso modelo de santidade: 'aprendei de mim' (Ev.)» (CIC, 459). De modo especial, chama a atenção para a mansidão e a humildade, que estão incluídas nas bem aventuranças, que são um retrato de Cristo.

A omnipotência de Deus foi revelada na humilhação de seu Filho. Por isso, Cristo crucificado é 'força de Deus e sabedoria de Deus' (CIC, 272). No momentos difíceis, apoiemo-nos em Cristo crucificado: «como a mulher que está para ser mãe se contorce e grita com dores, assim estávamos diante de vós, Senhor» ( Leit.).

 

6ª Feira, 15-VII: O Senhor do Sábado, da vida e da morte.

Is 38, 11-6. 21-22; 7-8 / Mt 12, 1-8

Olha que os teus discípulos estão a fazer o que não é permitido ao sábado. Jesus: É que o Filho do homem é Senhor do Sábado.

 Jesus é o Senhor do Sábado (Ev.). Mais tarde, este seria substituído pelo Domingo, dia da sua Ressurreição. Ele quis que reservássemos um dia da semana para o louvor e serviço de Deus. O Domingo é um bom dia para pedirmos perdão a Deus pelas faltas cometidas durante a semana que passou e pedir graças e forças para a semana seguinte.

Ele é também o Senhor da vida e da morte. Ezequias tinha os dias de vida contados mas,  chorou, arrependeu-se e Deus, cheio  de misericórdia, acrescentou-lhe mais quinze anos de vida (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio A. Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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