11º Domingo Comum

12 de Junho de 2016

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Escutai Senhor a prece, M. Carneiro, NRMS 90-91

Salmo 26, 7.9

Antífona de entrada: Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Vós sois o meu refúgio: não me abandoneis, meu Deus, meu Salvador.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Jesus entrou em casa do fariseu e tomou lugar à mesa. E quando se esperava um repasto sereno, eis que entra uma mulher pecadora, em busca do perdão. Agora é Jesus que nos senta à mesa com Ele e nos oferece de mão beijada o dom imenso do perdão, ele que a cada um ama e por cada um se entrega. Comecemos também por reconhecer esta necessidade de perdão, deixemo-nos purificar pelo seu Amor. Invoquemos a sua misericórdia.

 

Oração colecta: Deus misericordioso, fortaleza dos que esperam em Vós, atendei propício as nossas súplicas; e, como sem Vós nada pode a fraqueza humana, concedei-nos sempre o auxílio da vossa graça, para que as nossas vontades e acções Vos sejam agradáveis no cumprimento fiel dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor ...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A primeira leitura apresenta-nos, através da história do pecador David, um Deus que não pactua com o pecado; mas que também não abandona esse pecador que reconhece a sua falta e aceita o dom da misericórdia.

 

2 Samuel 12, 7-10.13

Naqueles dias, 7disse Natã a David: «Assim fala o Senhor, Deus de Israel: Ungi-te como rei de Israel e livrei-te das mãos de Saul. 8Entreguei-te a casa do teu senhor e pus-te nos braços as suas mulheres. Dei-te a casa de Israel e de Judá e, se isto não é suficiente, dar-te-ei muito mais. 9Como ousaste desprezar a palavra do Senhor, fazendo o que é mal a seus olhos? Mataste à espada Urias, o hitita; tomaste como esposa a sua mulher, depois de o teres feito passar à espada pelos amonitas. 10Agora a espada nunca mais se afastará da tua casa, porque Me desprezaste e tomaste a mulher de Urias, o hitita, para fazeres dela tua esposa». 13Então David disse a Natã: «Pequei contra o Senhor». Natã respondeu-lhe: «O Senhor perdoou o teu pecado: Não morrerás».

 

A 1ª leitura foi escolhida, como acontece habitualmente em função do Evangelho de hoje, que fala do perdão de Jesus à pecadora. A corajosa denúncia do pecado de David – o adultério com Betsabea e o homicídio do seu marido Urias – feita pelo profeta Natã leva o rei pecador a um sincero arrependimento. Os vv. 11 e 12 são omitidos pela sua extrema dureza. A tradição judaico-cristã situa nesta ocasião o belíssimo Salmo Miserere (50/51).

 

Salmo Responsorial    Sl 31 (32), 1-2.5.7.11 (R. cf. 5c)

 

Monição: Reconhecendo a nossa condição de pecadores, supliquemos o perdão de Deus que é rico em misericórdia.

 

Refrão:        Perdoai, Senhor, minha culpa e meu pecado.

 

Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa

e absolvido o pecado.

Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade

e em cujo espírito não há engano.

 

Confessei-vos o meu pecado

e não escondi a minha culpa.

Disse: Vou confessar ao Senhor a minha falta

e logo me perdoastes a culpa do pecado.

 

Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos,

fazei que à minha volta só haja hinos de vitória.

Alegrai-vos, justos, e regozijai-vos no Senhor,

exultai vós todos os que sois rectos de coração.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Na segunda leitura, Paulo garante-nos que a salvação é um dom gratuito que Deus oferece, não uma conquista humana. Para ter acesso a esse dom, não é fundamental cumprir ritos e viver na observância escrupulosa das leis; mas é preciso aderir a Jesus e identificar-se com o Cristo do amor e da entrega: é isso que conduz à vida plena.

 

Gálatas 2, 16.19-21

Irmãos: 16Sabemos que o homem não é justificado pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo; por isso acreditámos em Cristo Jesus, para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei, porque pelas obras da Lei ninguém é justificado. 19De facto, por meio da Lei, morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Com Cristo estou crucificado. 20Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. Se ainda vivo dependente de uma natureza carnal, vivo animado pela fé no Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim. 21Não quero tornar inútil a graça de Deus, porque, se a justificação viesse por meio da Lei, então Cristo teria morrido em vão.

 

Dos Domingos comuns 9º a 14º do ano C, temos como 2ª leitura excertos da Carta aos Gálatas. Nos últimos vv. do capítulo 2º, que hoje nos tocam, temos resumida a ideia central da Carta. S. Paulo quer desautorizar os cristãos judaizantes que tinham perturbado a comunidade, fazendo crer aos fiéis que, para se salvarem, não lhes bastava seguirem a Jesus Cristo, mas eram indispensáveis as práticas judaicas da Lei de Moisés, nomeadamente a circuncisão. A afirmação é categórica: “o homem não é justificado pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo” (v. 16); com efeito, se a salvação viesse por meio da Lei de Moisés, “então Cristo teria morrido em vão!” (v. 21).

19 “Por meio da Lei, morri para a Lei”. Esta frase, entendida dentro do contexto, encerra uma grande profundidade de sentido. A Lei de Moisés é caduca, pois tem como fim conduzir a Cristo, e, bem entendida, leva a morrer para ela, para viver para Deus (Cristo): por meio da Lei de Cristo morre-se para a Lei de Moisés! Mais ainda: o cristão está de tal maneira unido a Cristo, que também está crucificado com Ele; estando assim satisfeitas as exigências punitivas da Lei, que exigia a morte do pecador, ele vive em Cristo já liberto das garras da Lei mosaica, já nada deve à Lei, tudo deve a Cristo.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 4, 10b

 

Monição: O Evangelho coloca diante dos nossos olhos a figura de uma “mulher da cidade que era pecadora” e que vem chorar aos pés de Jesus. Lucas dá a entender que o amor da mulher resulta de haver experimentado a misericórdia de Deus. O dom gratuito do perdão gera amor e vida nova. Deus sabe isso; é por isso que age assim.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação ao Evangelho-1, F. Silva, NRMS 50-51

 

Deus amou-nos e enviou o seu Filho

como vítima de expiação pelos nossos pecados.

 

 

Evangelho

 

Forma longa: São Lucas 7, 36 - 8, 3;   forma breve: São Lucas 7, 36-50

Naquele tempo, 36um fariseu convidou Jesus para comer com ele. Jesus entrou em casa do fariseu e tomou lugar à mesa. 37Então, uma mulher – uma pecadora que vivia na cidade – ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com perfume; 38pôs-se atrás de Jesus e, chorando muito, banhava-Lhe os pés com as lágrimas e enxugava-lhos com os cabelos, beijava-os e ungia-os com o perfume. 39Ao ver isto, o fariseu que tinha convidado Jesus pensou consigo: «Se este homem fosse profeta, saberia que a mulher que O toca é uma pecadora». 40Jesus tomou a palavra e disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa a dizer-te». Ele respondeu: «Fala, Mestre». Jesus continuou: 41«Certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. 42Como não tinham com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles ficará mais seu amigo?» 43Respondeu Simão: «Aquele – suponho eu – a quem mais perdoou». Disse-lhe Jesus: «Julgaste bem». 44E voltando-Se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não Me deste água para os pés; mas ela banhou-Me os pés com as lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Não Me deste o ósculo; mas ela, desde que entrei, não cessou de beijar-Me os pés. 46Não Me derramaste óleo na cabeça; mas ela ungiu-Me os pés com perfume. 47Por isso te digo: São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama». 48Depois disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados». 49Então os convivas começaram a dizer entre si: «Quem é este homem, que até perdoa os pecados?» 50Mas Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou. Vai em paz». [8, 1Depois disso, Jesus ia caminhando por cidades e aldeias, a pregar e a anunciar a boa nova do reino de Deus. 2Acompanhavam-n’O os Doze, bem como algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades. Eram Maria, chamada Madalena, de quem tinham saído sete demónios, 3Joana, mulher de Cusa, administrador de Herodes, Susana e muitas outras, que serviam Jesus com os seus bens.]

 

Não é fácil identificar quem seja esta mulher – “uma pecadora” (v. 37) – e que espécie de pecadora era ela, certamente de vida escandalosa. No Ocidente, a partir de S. Gregório Magno, foi habitualmente identificada com Maria Madalena e também com Maria de Betânia, a irmã de Lázaro, com uma única celebração litúrgica no dia 22 de Julho; no Oriente são celebradas como três pessoas diferentes em dias distintos. A nossa última reforma litúrgica, que celebra apenas a Madalena, tendo em conta a tradição oriental e exegese bíblica moderna, deixou de identificar estas figuras como sendo uma só. Com efeito, dificilmente se explica que S. Lucas, ao nomear imediatamente a seguir a este episódio o nome de Maria Madalena entre os que seguiam e serviam a Jesus (8, 2-3), não tenha dito que se tratava desta mesma pecadora; por outro lado, ao dizer que dela tinham saído sete demónios, não parece aludir a uma anterior vida pecaminosa, mas apenas à libertação de muitos males atribuídos ao demónio. A unção de Betânia, antes da Paixão, é contada por Mateus e Marcos e João diz o nome da mulher que ungiu a cabeça do Senhor (não os pés, como aqui): Maria, irmã de Lázaro; Lucas omite o relato desta unção pela sua tendência a evitar duplicados de relatos semelhantes (assim, omite a 2ª multiplicação dos pães). Lembre-se, a propósito, que em nenhuma parte do Evangelho se diz que as prostitutas seguiram Jesus, mas apenas se lê em Mt 21, 31-32, que elas creram na pregação do Baptista e que haviam de ir à frente das autoridades judaicas para o Reino de Deus. A pecadora deste relato é perdoada, mas não se diz que acompanhou Jesus. De qualquer modo, Madalena tornou-se o ícone do pecador arrependido que segue a Jesus até ao fim.

40-47 A parábola dos dois devedores, o de 500 e o de 50 denários. O denário era uma moeda romana com o valor equivalente ao salário de um dia de trabalho. Note-se que, na parábola que Jesus conta a Simão, o amor dos devedores perdoados aparece como consequência do perdão da dívida, ao passo que, nas palavras de Jesus do v. 47, o amor aparece como a causa do perdão: “a quem muito ama muito se lhe perdoa”; trata-se de uma inversão, ao estilo rabínico, discorrendo por alusões, sem se a exigência duma absoluta correspondência na comparação. Esta é a lição que Jesus quer dar: sem amor não há lugar para o perdão dos pecados; e Simão estava falto de amor, como deixa ver nos detalhes que descuidou (vv. 44-46), não obstante a sua aparente generosidade em oferecer um banquete a Jesus.

 

Sugestões para a homilia

 

1. Jesus é convidado para um banquete

2. A mulher que não foi convidada

3. Simão que não se deixa convidar

 

1. Jesus é convidado para um banquete

 

Lucas apresenta-nos Jesus sentado à mesa. Ele entra na casa de todos, aceita os convites dos ricos e dos pobres, dos que estão sãos e dos doentes sem se preocupar com as normas de pureza estabelecidas pelos guias espirituais do seu povo. Para Ele, todas as pessoas são puras. Hoje, encontramo-lo em casa de um fariseu, portanto num ambiente moralmente elevado. Ali só entram pessoas de comprovada honestidade e de costumes angélicos. De certeza que ali não se ouvem palavras grosseiras e não se fazem discursos inconvenientes.

Por que é que foi convidado? Provavelmente porque os fariseus o consideram um justo e um mestre sapiente, querem conversar com Ele sobre argumentos de alta teologia.

Sobretudo ao sábado, à saída da sinagoga, todos procuravam ter entre os seus hóspedes aquele que tinha usado da palavra, para terem a oportunidade, durante o almoço, de lhe fazerem perguntas e de aprofundar o tema das leituras. Os fariseus gostavam muito destas conversas elevadas e Jesus parecia, certamente, ser a pessoa mais indicada.

Estão então sentados à mesa, em casa do fariseu; a conversa já tomou o rumo certo quando, de repente, aparece na sala uma mulher de vida fácil. O que vem fazer, estragar a festa? Tem um pequeno frasco na mão, olha à sua volta, com o olhar procura Jesus entre os comensais e, tendo-o visto, dirige-se decidida em direção a Ele. Não diz uma palavra. Abaixa-se, chorando, aos seus pés, pega neles, banha-os de lágrimas, enxuga-os com os seus cabelos, beija-os e derrama neles o óleo perfumado que tinha trazido (Lc 7, 36-39).

Por que é que se comporta assim? A explicação mais simples poderia ser esta: a mulher cometeu muitos pecados, mas um dia foi tomada pelo remorso, arrependeu-se e foi pedir perdão a Jesus. Começou a amar muito e, com este amor, conseguiu que lhe fossem perdoadas as suas culpas.

Mas a questão não parece poder ser posta nestes termos. A parábola que Jesus conta (vv. 40-43) e a sua explicação (vv. 44-47) orientam para uma interpretação muito diferente.

O que está em causa não é: quanto amor é preciso para obter o perdão dos próprios pecados. O problema é outro. Trata-se de saber quem está mais disposto a amar: a pessoa a quem foi perdoado muito ou aquela a quem foi perdoado pouco?

 

2. A mulher que não foi convidada

 

O olhar inquieto do jovem Mestre galileu deve ter tocado esta mulher noutras ocasiões. Deu-se conta de ter encontrado um homem extraordinário: simpático, respeitoso, livre; não tem o porte altivo, indiferente e desdenhoso dos fariseus, veste como todos e ironiza acerca dos escribas que se pavoneiam nas suas «longas túnicas» (Lc 20, 46). É religioso, mas não carola, e antepõe o amor, à pessoa à observância de qualquer lei. Fala sempre de amor, de paz, de reconciliação, defende os pobres, os fracos, quem como ela errou e chega a dizer com frequência que estas pessoas estão mais perto de Deus do que aquelas que se consideram «justas» (Lc 18,9-14).

Como é diferente dos outros homens! Todos a procuraram como objeto de prazer, abusaram do seu corpo, compraram a sua beleza. Ele foi o primeiro que a contemplou com olhar puro, sem a desejar; o único que, com um olhar, a fez intuir o respeito e a estima que tinha por ela. E a partir daquele dia retomou a confiança em si mesma, redescobriu a sua dignidade, sentiu o coração abrir-se à alegria e à esperança, tomou coragem e decidiu reconstruir a vida. Deus estava a seu lado, oferecia-lhe a sua paz. Entendeu: estava perdoada.

Por que é que foi ter com Jesus? Para lhe manifestar o seu reconhecimento. A partir do momento em que o encontrou, tudo nela sofreu uma mudança; as suas palavras tinham operado nela um milagre. Como exprimir-lhe a alegria que sente? Com os gestos que o seu afeto, o seu coração, a sua sensibilidade de mulher lhe sugerem: o perfume, os beijos, os cabelos soltos, as lágrimas. Gestos que desconcertam e escandalizam os presentes.

O seu choro não é ditado – como alguém pensa – pelo remorso, mas pela alegria de se sentir finalmente entendida e amada. A partir do momento em que fez a experiência do perdão começou a construir uma vida fundada no amor: amou muito – diz Jesus porque lhe foi perdoado muito; aquela pessoa a quem se perdoa pouco, ama pouco.

 

3. Simão que não se deixa convidar

 

Simão, por seu lado, que assiste a todo este episódio, não se deixa converter. Simão pecou pouco? Se pegarmos no metro da observância dos preceitos, ele certamente pecou muito menos do que a mulher. Mas não entendeu nada de Deus: teima em considerá-lo o juiz de quem erra, o patrão que paga em proporção dos méritos.

Jesus anuncia-lhe uma santidade diferente daquela que ele e os seus colegas fariseus pregam. Mostra-lhe que quem errou, quem não se pode vangloriar de uma «justiça» própria, está, paradoxalmente, numa posição privilegiada: pode entender ainda antes dos «perfeitos» que a «justiça» não é uma conquista do homem, mas um dom gratuito de Deus.

Para poder abrir o coração ao amor sem medida, é necessário deixar-se libertar da ansiedade, da tensão de ter a todo o custo que merecer, que executar gestos, que satisfazer preceitos. Quem não se converter deste pecado, será incapaz de amar e de se alegrar.

 

 

Oração Universal

 

Àquele que nos ama e que não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva, confiamos as preces da sua Igreja.

 

R. Ouvi-nos, Senhor!

 

1. Pela Santa Igreja,

para que, prostrada humildemente, aos pés do Senhor,

reconheça os seus pecados, acolha o perdão de Deus e o comunique a todos os homens.

Oremos irmãos.

 

2. Pelos que regem os destinos das nações,

para que busquem a paz pelos caminhos da tolerância,

e a tolerância pelos caminhos do perdão.

Oremos irmãos.

 

3. Por aqueles que foram gravemente ofendidos na sua dignidade

e têm dificuldade em perdoar,

para que encontrem em Jesus Cristo, a força do amor, do perdão e da Vida.

Oremos irmãos.

 

4. Pelos nossos irmãos, que partiram para o Senhor,

para que sejam acolhidos, em festa, no banquete celeste.

Oremos irmãos.

 

5. Por todos nós aqui presentes,

para que nesta Eucaristia, nos sentemos à mesa do perdão e da reconciliação,

e assim encontremos renovado alento para a construção

de um mundo mais tolerante, mais fraterno e mais pacífico.

Oremos irmãos.

 

P- Ouvi, Deus de bondade, as súplicas dos vossos filhos e concedei-nos os vossos dons, não em razão dos nossos méritos mas em virtude da largueza do vosso perdão. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Levamos ao vosso altar, M. Borda, NRMS 43

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que pelo pão e o vinho apresentados ao vosso altar dais ao homem o alimento que o sustenta e o sacramento que o renova, fazei que nunca falte este auxílio ao nosso corpo e à nossa alma. Por Nosso Senhor ...

 

Santo: F. dos Santos, NCT 201

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, na Eucaristia, comunica-nos a sua Vida. É Ele que entra pelo nosso coração dentro e nos enche da sua Vida. De tal modo, que possamos, dizer, como S. Paulo: «Já não sou Eu que vivo, é Cristo que vive em Mim!». A nossa vida está «animada», cheia da sua Vida, e por isso o Senhor nos envia em Paz, sempre que nos encontramos aqui com Ele.

 

Cântico da Comunhão: Se não comerdes a minha carne, F. Silva, NRMS 48

Salmo 26, 4

Antífona da comunhão: Uma só coisa peço ao Senhor, por ela anseio: habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida.

 

Ou

Jo 17.11

Pai santo, guarda no teu nome os que Me deste, para que sejam em nós confirmados na unidade, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Cantai ao Senhor, porque é eterno, M. Luís, NRMS 37

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que a sagrada comunhão nos vossos mistérios, sinal da nossa união convosco, realize a unidade na vossa Igreja. Por Nosso Senhor ...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

«Já não sou Eu que vivo, é Cristo que vive em Mim». Que seja essa a verdade que levamos hoje para as nossas vidas.

Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Senhor fica connosco, M. Carneiro, NRMS 94

 

 

Homilias Feriais

 

11ª SEMANA

 

2ª Feira, 13-VI: S. António; Piedade e doutrina

Sir 39, 8-14 / Mt 5, 13-19

Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo.

Santo António tinha a força do sal (Ev.), fruto da sua união com Deus, que lhe permitiu combater as heresias que se iam espalhando no seu tempo, sobre a Eucaristia. Além disso, essa mesma força de Deus serviu-lhe para a realização de numerosos milagres: ele foi um poderoso intercessor nas necessidades alheias (Oração).

«Aquele que medita na Lei do Altíssimo será cheio do espírito de inteligência» (Leit.). Santo António foi um pregador insigne do Evangelho (Oração), professor de Teologia e autor de vários sermões, repletos de doutrina e piedade.

 

3ª Feira, 14-VI: Misericórdia com o próximo.

1 Reis 21, 17-29 / Mt 5, 43-48

Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos céus.

Não é fácil seguir este conselho de Jesus (Ev.), sobretudo quando é preciso perdoar ou aceitar melhor aqueles que nos incomodam. Quando vivemos bem o amor ao próximo, ele torna-se um anúncio feliz para todas as pessoas, porque torna patente o amor de Deus, que não abandona ninguém.

O rei Acab arrependeu-se de todo o mal que tinha feito e Deus perdoou-o (Leit.). Se alguma vez maltratarmos alguém, sempre temos a oportunidade de compensarmos esse mal, arrependendo-nos e pedindo desculpa.

 

4ª Feira, 15-VI: A conversão do coração.

2 Reis 2, 1. 6-14 / Mt 6, 1-6. 16-18

Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai, presente no segredo.

Ao fazermos as nossas práticas de piedade, o Senhor pede-nos que as vivamos com rectidão de intenção (Ev.). É, pois, importante, que haja uma conversão do nosso interior: «Jesus insiste na conversão do coração desde o sermão da montanha: a reconciliação com o irmão antes de apresentar a oferta no altar; o amor dos inimigos; orar ao Pai no segredo (Ev.)» (CIC, 2608).

Eliseu, por exemplo, não pediu a Elias muitos bens, mas o espírito do Profeta: «Que eu possa herdar uma dupla porção do teu espírito» (Leit.).

 

5ª Feira, 16-VI: Os tesouros do Pai-nosso.

Sir 48, 1-15 / Mt 6, 7-15

Quando orardes, não digais muitas palavras como os pagãos. Orai pois deste modo: Pai-nosso, que estais nos céus...

O Pai-nosso reúne, em poucas palavras, o que podemos pedir a Deus: «Depois de nos termos  posto na presença de Deus, nosso Pai, para o adorarmos, amarmos e bendizermos, o Espírito filial faz brotar dos nossos corações sete petições que são sete bênçãos. As três primeiras, mais teologais, atraem-nos para a glória do Pai; as quatro últimas, como caminhos para Ele, expõem a nossas miséria à sua graça» (CIC. 2803).

Elias realizou grandes prodígios, graças à sua oração e ao espírito herdado de Eliseu, e foi levado ao céu num carro de fogo (Leit.).

 

6ª Feira, 17-VI: O nosso coração está em Deus!

2 Reis 11, 1-4. 9-18, 20 / Mt 6, 19-23

Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.

O coração é, em sentido bíblico, o fundo do ser (as entranhas), em que a pessoa se decide ou não por Deus (CIC, 368). O tesouro é o próprio Deus: «O Doador é mais precioso que o dom concedido, é o tesouro, e é nEle que está o coração do Filho; o dom é dado por acréscimo» (CIC, 2604), Por isso, dizemos no Prefácio: O nosso coração está em Deus!

No polo oposto está Atália, a mãe do rei (Leit.), que mandou matar todos os descendentes do rei, excepto um, que conseguiram esconder. Graças a este, e ao sacerdote Jóiada, conseguiram restabelecer a Aliança entre Deus, o rei e o povo.

 

Sábado, 18-VI: A Providência divina e as nossas fraquezas.

2 Cron 24, 17-25 / Mt 6, 24-34

Não vos inquieteis com o dia de amanhã, que esse dia tratará das suas inquietações.

A filiação divina conduz-nos a um abandono na Providência (Ev.), porque ela é universal, misteriosa, amorosa. A Providência aplica-se também ao tempo: «O ensinamento de Jesus sobre a oração ao nosso Pai, está na mesma linha que o ensino sobre a Providência: o tempo está nas mãos do Pai, é no presente que o encontramos, não ontem nem amanhã, mas hoje» (CIC, 2659).

Descontente com as idolatrias, Zacarias, cheio do Espírito Santo, disse: «Uma vez que abandonastes o Senhor, também Ele vos abandonará» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Nuno Westwood

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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