18º Domingo Comum

31 de Julho de 2005

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde à presença de Deus, M. Carneiro, NRMS 90-91

Salmo 69, 2.6

Antífona de entrada: Deus, vinde em meu auxílio, Senhor, socorrei-me e salvai-me. Sois o meu libertador e o meu refúgio: não tardeis, Senhor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Domingo é o centro do ano litúrgico e a celebração da Eucaristia é o coração do Domingo. É preciso que tenhamos ideias seguras sobre o que é a missa e como nela participar. Só assim conseguiremos que os fiéis nela participem de forma consciente, piedosa e activa, acolhendo a palavra de Deus e abeirando-se da mesa eucarística.

 

Oração colecta: Mostrai, Senhor, a vossa imensa bondade aos filhos que Vos imploram e dignai-Vos renovar e conservar os dons da vossa graça naqueles que se gloriam de Vos ter por seu criador e sua providência. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Falando dos tempos messiânicos, o Senhor declara que serão dias de abundância, em que não haverá fome nem sede, em que nada faltará.

Vinde. Este convite é dirigido a todos e a cada um de nós. É preciso ter fome e sede de Deus.

 

Isaías 55, 1-3

1Eis o que diz o Senhor: «Todos vós que tendes sede, vinde à nascente das águas. Vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei. Vinde e comprai, sem dinheiro e sem despesa, vinho e leite. 2Porque gastais o vosso dinheiro naquilo que não alimenta e o vosso trabalho naquilo que não sacia? 3Prestais-Me atenção e vinde a Mim; escutai e a vossa alma viverá. Firmarei convosco uma aliança eterna, com as graças prometidas a David.

 

A leitura, tirado do final do 2º Isaías, o chamado «livro da consolação» (Is 40 – 55), contém um apelo aos exilados que se mostram renitentes em regressar à pátria, apelo que tem grande actualidade para a alma indecisa e apegada a tantas solicitações que a afastam do amor de Deus: somente a quem tem «sede» de Deus e está desapegado do «dinheiro», isto é, dos bens efémeros, (v. 1) é que pode saborear os bens da «aliança eterna», da graça da salvação (v. 3),simbolizados no «vinho e leite» (v. 1) e no «comer do melhor e saborear pratos deliciosos» (v. 2).

 

Salmo Responsorial    Salmo 144 (145), 8-9.15-16.17-18 (R. cf. 16)

 

Monição: Deus é Pai: Abris, Senhor, as vossas mãos. Em ambiente de louvor e de contemplação, agradeçamos ao Senhor.

 

Refrão:        Abris, Senhor, as vossas mãos

                e saciais a nossa fome.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade.

O Senhor é bom para com todos

e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

 

Todos têm os olhos postos em Vós

e a seu tempo lhes dais o alimento.

Abris as vossas mãos

e todos saciais generosamente.

 

O Senhor é justo em todos os seus caminhos

e perfeito em todas as suas obras.

O Senhor está perto de quantos O invocam,

de quantos O invocam em verdade.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Quem pode separar-nos do amor de Cristo? Se formos fiéis ao convite do Senhor e coerentes com a nossa dignidade de Cristãos, nada nos separará de Cristo. Quem toma consciente disto torna-se profeta da esperança e construtor de um mundo novo.

Temos de superar qualquer ocasião mais difícil, qualquer tentação de respeito humano, para manter o nosso ideal.

 

Romanos 8, 35.37-39

Irmãos: 35Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo ou a espada? 37Mas em tudo isto somos vencedores, graças Àquele que nos amou. 38Na verdade, eu estou certo de que nem a morte nem a vida, nem os Anjos nem os Principados, nem o presente nem o futuro, nem as Potestades 39nem a altura nem a profundidade nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que se manifestou em Cristo Jesus, Nosso Senhor.

 

Neste Domingo acaba de se ler a última parte do texto do capítulo 8º de Romanos, um capítulo que constitui a parte central de todo o ensino doutrinal da epístola – um dos mais altos cumes do pensamento paulino –, desenvolvendo o tema do amor salvador de Deus antes proposto (em 5, 1-11). Neste capítulo é posto em relevo todo o alcance da nova realidade misteriosa que é o «estar em Cristo Jesus», fórmula com que se abre a secção (8, 1) e se encerra (8, 39). S. Paulo, depois de expor a realidade da nossa libertação em Cristo e da vida no Espírito (vv. 1-11), mostra como o dom do Espírito Santo – o dom que é o Espírito Santo –, que nos faz filhos adoptivos de Deus, é garantia de salvação universal (vv. 12-30); nos vv. 31-39, o Apóstolo irrompe num impressionante hino, um apaixonado e vibrante canto de vitória, em que volta ao tema, desenvolvendo-o em duas estrofes paralelas (vv. 31-34) e (vv. 35-39, a leitura de hoje), com uma argumentação cerrada e entusiástica: «se Deus é por nós, quem será contra nós?» (v. 31), «criatura alguma poderá separar-nos do amor-de-Deus-que-está-em-Cristo-Jesus-Senhor-Nosso» (v. 39). É esta realidade única e sublime – daí que a tenhamos ligado e transcrito com maiúsculas – que dá firmeza inabalável à esperança cristã, uma realidade posta em evidência com a pergunta retórica do início desta 2ª estrofe do hino (v. 35): «quem poderá separar-nos do amor de Cristo?». Não deixa de ser interessante a especificação enfática de que nem nada nem ninguém o poderá conseguir, a saber, nenhuma força terrena – «a tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, ou a espada», isto é, a morte violenta (v.35) –, nem nenhuma força cósmica, por mais poderosa que seja (segundo as crenças populares da época, as mais fortes e hostis, mas Paulo não pretende especificar-lhes a natureza nem documentar a sua existência objectiva), como os «anjos, os principados, as potestades» (é mais provável tratar-se de forças demoníacas ocultas: cfr Ef 6, 12), «a altura e a profundidade» (possível alusão a estrelas funestas, tanto mais maléficas, quanto mais no zénite ou na tangente da terra, ou então, segundo outros, potências malignas a pairar no ar ou actuando nas profundezas da terra).

 

Aclamação ao Evangelho       Mt 4, 4b

 

Monição: Nem só de pão vive o homem. Precisámos do pão da Eucaristia para viver o amor do próximo traduzido em partilha.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Nem só de pão vive o homem,

mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 14, 13-21

Naquele tempo, 13quando Jesus ouviu dizer que João Baptista tinha sido morto, retirou-Se num barco para um local deserto e afastado. Mas logo que as multidões o souberam, deixando as suas cidades, seguiram-n’O a pé. 14Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes. 15Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento». 16Mas Jesus respondeu-lhes: «Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer». 17Disseram-Lhe eles: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes». 18Disse Jesus: «Trazei-mos cá». 19Ordenou então à multidão que se sentasse na relva. Tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos e os discípulos deram-nos à multidão. 20Todos comeram e ficaram saciados. E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos. 21Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

 

Nesta passagem, Mateus deixa-nos ver os sentimentos mais profundos do coração de Cristo, a sua grande dor pela morte cruel e injusta de João Baptista, e a sua misericórdia para com todos os que padecem necessidade: «cheio de compaixão» pelas multidões sofredoras e famintas (vv. 13-14).

13 «Jesus retirou-se…». Nada faz supor que se trata de uma retirada estratégica ditada pelo medo, mas podemos pensar em como o Evangelista quer sublinhar a desolação e a tristeza que Jesus sente pelo assassinato de João, que Herodes Antipas tinha acabado de mandar matar (vv. 3-12).

É interessante notar que o relato da multiplicação dos pães revela, em Mateus ainda mais do que em Marcos e Lucas, afinidades notáveis com os gestos de Jesus no relato da instituição da Eucaristia: «tomou», «recitou a bênção», «partiu», «deu» (cf. Mt 26, 26). Tratava-se de gestos bem gravados na tradição apostólica e na vida das primitivas comunidades, que desde a primeira hora celebravam a Eucaristia (cf. 1 Cor 11, 23ss; Act 2, 46; 20, 7). Parece que a própria celebração da Eucaristia veio a fornecer o cliché literário para os seis relatos da multiplicação dos pães, que temos nos quatro Evangelhos, pois aparecem como uma figura da Eucaristia.

 

Sugestões para a homilia

 

Salvador do Mundo

A Multiplicação dos Pães

O Pão da Eucaristia

Salvador do Mundo

Diz-nos o Evangelho que Jesus ao ter conhecimento da morte de João Baptista sentiu dor e tristeza. Este foi o seu precursor: antes, na pregação e agora no martírio.

O fidelíssimo João Baptista diz que a sua única missão era preparar a vinda do Messias: é necessário que Ele cresça e eu diminua (Jo 3, 30). E até na morte se conformou com esta necessidade: a morte numa cruz, à vista de todos, a morte num lugar alto será o martírio de Jesus. A morte na sombra de uma cadeia, a morte por de baixo de uma sala de festim é o martírio de João.

Passado dois dias, Jesus saiu dali e retirou-se com os discípulos para um lugar deserto e afastado, para os lados da Galileia. Mas as multidões acercam-se d´Ele com júbilo e por Ele se deixaram guiar com absoluta confiança. Esta gente, sã e fogosa, junta-se para beber as palavras do Mestre como as flores bebem o orvalho da manhã.

Jesus é Mensageiro vindo de Deus para anunciar aos homens que os cegos hão-de ver ou enfermos hão-de ser curados, os mortos hão-de ressuscitar, os pobres serão consolados, os pecadores perdoados, os homens carnais convertidos em espirituais, os filhos de Adão, em filhos de Deus.

Tudo quanto os profetas anunciaram se realizou em Jesus. Ele e o Mensageiro de Deus que anuncia a verdade quando anuncia a sua mensagem de salvação.

A Multiplicação dos pães

Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão vinda de várias partes. Encheu-se de compaixão porque fizeram uma longa caminhada e estavam extenuadas pelo cansaço e pela fome. Jesus está atento a tudo quanto se passa. Mata-lhe a fome com o milagre da multiplicação do pães.

Os quatro evangelistas narram-nos o evento carregado de simbolismo, e põem em destaque que tal causou nos discípulos, bem como a dimensão cultural que a Igreja apostólica lhe concedeu como prova de que os tempos messiânicos tinha chegado.

Este milagre é sinal da Providência de um Pai que não quer ver os filhos com fome. Graças a Deus, ao longo da História da Salvação, quantos «milagres de multiplicação», que não estão escritos em livros, não aconteceram! Sempre que um homem ou uma mulher ouviu a lição do Evangelho, acreditou e teve a coragem de mudar a aritmética do mundo para a da Eternidade. Aquela multidão que se aglomerou à volta de Jesus representa todos quantos sentem fome. Fome de uma plenitude que não pode ser satisfeita nesta vida. Fome de Deus, embora não o saibam Jesus apressa-se a acalmá-la oferecendo um alimento, que, além de saciar a todos, ainda sobraram doze cestos cheios. Nesta vida não há campos nem fontes que possam matar a fome e satisfazer a sede de infinito que sente toda a criatura. Só em Deus encontramos aquela plenitude pela qual anela o coração humano.

O Pão da Eucaristia

A alusão à Eucaristia é clara na dupla multiplicação dos pães, nos gestos de Jesus antes de realizar o milagre. Tomando os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao Céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e entregou-os aos discípulos para os repartirem. O Evangelho põe a claro a dimensão eucarística com o discurso do pão da vida. A iconografia cristã dos primeiros séculos utilizará os pães e os peixes como símbolos da Eucaristia em pinturas, relevos, mosaicos, nos lugares destinados ao culto.

Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna e Eu o ressuscitarei no último dia (Jo 6, 54). O Corpo e o Sangue do Senhor são aquilo que nos permite passar o umbral desta vida e ingressar lá onde Deus mesmo enxugara as lágrimas dos nossos olhos e onde não haverá morte, porque tudo isso passou (Apoc 21, 4). A Eucaristia enxerta no nosso corpo, frágil e destinado à morte, a futura ressurreição, porque o Corpo glorioso de Cristo gera um germe de imortalidade que um dia desabrochará

 

 

Oração Universal

 

Ao Pai, na unidade do espírito santo,

Rezemos com Cristo e em Cristo que é a luz dos povos dizendo:

Vós sois a luz dos povos.

 

1.  Cristo, porque nos amais e credes em nós,

Com o baptismo tornamo-nos Vossos apóstolos

Na vida e no mundo, nós vos aclamamos:

Vós sois a luz dos povos.

 

2.  Cristo, porque nos amais e credes em nós,

Escolheste-nos a nós, apesar dos nossos limites, nós Vos aclamamos:

Vós sois a luz dos povos.

 

3.  Cristo, porque nos amais e credes em nós,

Dai-nos impulso e entusiasmo para vos anunciar,

Nós vos aclamamos:

Vós sois a luz dos povos.

 

4.  Cristo, porque nos amais e credes em nós,

Dai-nos coragem de falar de Vós nas nossas famílias,

Nós Vos aclamamos:

Vós sois a luz dos povos.

 

5.  Cristo, porque nos amais e credes em nós,

Indicai-nos o caminho para vos levar a quem não Vos conhece,

Nós vos aclamamos:

Vós sois a luz dos povos.

 

Deus de bondade e misericórdia,

Que em Cristo nos destes a salvação e a vida,

Ajudai-nos a tomar consciência da dignidade de filhos Vossos

E da responsabilidade da nova evangelização.

Por nosso Senhor Jesus Cristo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Confiarei no meu Deus, F. da Silva, NRMS 106

 

Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, estes dons que Vos oferecemos como sacrifício espiritual, e fazei de nós mesmos uma oblação eterna para vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS14

 

Monição da Comunhão

 

O remédio para o actual abuso de comunhões sem confissão, abrangendo o caso do pecado mortal, está não no abrandamento do ritmo eucarístico, mas na sua intensificação depois de uma confissão sacramental, se necessária.

 

Cântico da Comunhão: Se alguém tem sede, J. dos Santos, NRMS 102

Sab l6,20

Antífona da comunhão: Saciastes o vosso povo com o pão dos Anjos, destes-nos, Senhor, o pão do Céu.

 

Ou

Jo 6,35

Eu sou o pão da vida, diz o Senhor. Quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem crê em Mim nunca mais terá sede.

 

Cântico de acção de graças: Nosso Pai que está no céu, A. Cartageno, NRMS 107

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos renovais com o pão do Céu, protegei-nos sempre com o vosso auxílio, fortalecei-nos todos os dias da nossa vida e tornai-nos dignos da redenção eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Celebrar a Eucaristia é tomar consciência da necessidade que temos de comungar o Pão da vida, envidando todos os esforços para a construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna.

 

Cântico final: A vida só tem sentido, H. Faria, NRMS 103-104

 

 

Homilias Feriais

 

18ª SEMANA

 

2ª feira, 1-VIII: Recebemos o Senhor e Ele recebe-nos.

Num. 11, 4-15 / Mt 14, 13-21

Pegou nos cinco pães e dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou a bênção.

«Os milagres da multiplicação dos pães, quando o Senhor disse a bênção, partiu e distribuiu os pães pelos seus discípulos para alimentar a multidão, prefiguram a superabundância deste pão único da sua Eucaristia (cf. Ev. do dia)» (CIC, 1335).

Através da comunhão eucarística «podemos dizer que cada um de nós recebe Cristo, mas também que Cristo recebe cada um de nós... Realiza-se de modo sublime a inabitação de Cristo e do discípulo: ‘Permanecei em mim e Eu permanecerei em vós’» (IVE, 22). Deste modo intensificamos a nossa amizade com Ele e passamos a viver por Ele.

 

3ª feira, 2-VIII: Os amigos de Deus.

Num. 12, 1-13 / Mt. 14, 22-36

Ele (Moisés) é o homem de confiança em toda a minha casa, eu falo-lhe frente a frente...

Neste Leitura como na do Evangelho sobressai a grande amizade que o Senhor tinha a Moisés (cf. Leit) e a Pedro (cf. Ev.). Aqueles que cumprem a vontade do Pai e seguem o Senhor ocupam um lugar de predilecção no seu coração.

Jesus também nos chama amigos. «Jesus é o teu amigo. O Amigo... Com olhos de olhar amabilíssimo, que choraram por Lázaro... E tanto como a Lázaro te quer a ti» (Caminho, 422). Às vezes afastamo-nos d’Ele e pode acontecer-nos o mesmo que a Pedro: afundou-se. Ele nunca deixa de ajudar-nos: «Cristo está sempre comigo, que posso temer? Que vêm assaltar-me as ondas do mar e a ira dos poderosos: tudo isso não pesa mais do que uma teia de aranha» (S. João Crisóstomo).

 

4ª feira, 3-VIII: Participar na Missa com fé.

Num. 13, 1-2. 25- 14, 1. 26-29 / Mt. 15, 21-28

Mulher é grande a tua fé. Terás aquilo que desejas.

Os exploradores enviados à terra de Canaã (cf. Leit.) descobrem imensos obstáculos e o povo recusa-se a entrar nela. Pelo contrário, a mulher cananeia (cf. Ev.), apesar da reacção negativa de Jesus, continua a pedir a cura de sua filha. Os primeiros foram impedidos de entrar na terra prometida, enquanto a cananeia ganhou a cura da filha.

O bom ladrão soube descobrir o Messias em Jesus pregado na Cruz e recebe o prémio da vida eterna. Na celebração da Missa encontramos Jesus igualmente presente na comunidade dos fiéis ali reunidos; na palavra da Escritura; no ministro e nas espécies eucarísticas (cf. AE, 26). Participemos nela com muita fé.

 

5ª feira, 4-VIII: A fonte de água viva.

Num. 20, 1-13 / Mt. 16, 13-23

Farás que a água lhes nasça do rochedo e darás de beber à comunidade e aos seus gados.

«O simbolismo da água é significativo da acção do Espírito Santo no Baptismo... O Espírito é também pessoalmente a Agua viva que brota de Cristo crucificado como da sua fonte e jorra em nós para a vida eterna» (CIC, 694).

Na Cruz Jesus manifesta que tem sede de almas. Por isso vai entregar a sua vida para nos salvar. Na celebração eucarística, memorial da paixão de Cristo o Senhor volta a dizer-nos que tem sede de nós. Respondamos ao Senhor: «A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Como o veado deseja as fontes das águas, assim te deseja ,ó Deus, a minha alma» (S. 41). Saciaremos em parte a sede de Deus na comunhão eucarística.

 

6ª feira, 5-VIII: Dedicação da Basílica de Sª Mª Maior.

Dt. 4, 32-40 / Mt. 16, 24-28

Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se arruinar a própria vida?

A fé no Deus único (cf. Leit.) leva-nos a utilizar todas as coisas para que nos aproximem d’Ele e a rejeitar o que d’Ele nos afastar (cf. Ev.).

«’Meu Senhor e meu Deus, tira-me tudo o que me afasta de ti. Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxima de ti. Meu Senhor e meu Deus, desapega-me de mim mesmo, para que eu me dê todo a ti’ (S. Nicolau de Flue)» cit. em CIC, 226). A celebração da Basílica de Sª Mª Maior leva-nos a olhar para a Mãe de Deus: por ser cheia de graça goza da maior proximidade de Deus.

 

 

 

Celebração e Homilia:             Armando Barreto Marques

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                  Duarte Nuno Rocha


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