10º Domingo Comum

5 de Junho de 2016

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Adorai o Senhor no seu templo, M. Carneiro, NRMS 98

Salmo 26, 1-2

Antífona de entrada: O Senhor é minha luz e salvação: a quem temerei? O Senhor é protector da minha vida: de quem hei-de ter medo?

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Muitos são os problemas com que debate a humanidade. Todos eles têm solução diante de Deus. Para Ele não existem problemas insolúveis.  Deus, por ser nosso Pai bondosíssimo a todos quer valer. Para que tal aconteça é necessário n’Ele confiar. Quão importante é ter fé! Vamos pedir-LHE mais uma vez que aumente a nossa fé.

 

Ato Penitencial

 

O pecado é consequência de falta de fé e consequente falta de correspondência ao amor a Deus e/ou aos irmãos. Peçamos perdão das nossas faltas de amor.

( Tempo de silêncio. Eis uma sugestão, como alternativa.)

 

Senhor Jesus, que nos chamais à emenda de vida, e nos ofereceis o perdão dos pecados, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

Cristo, que oferecestes a vida no altar da Cruz, para nos reconciliares a todos com o Pai, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

Senhor Jesus, que não quereis que o pecador se condene, mas que se arrependa e viva para sempre, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

Oração colecta: Deus, fonte de todo o bem, ensinai-nos com a vossa inspiração a pensar o que é recto e ajudai-nos com a vossa providência a pô-lo em prática. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Senhor ordenou à viúva de Sarepta que cuidasse do sustento de Elias, o homem de Deus. Ela assim o fez. A sua fé e generosidade, teve logo a resposta do poder de Deus: Elias ressuscita o filho morto desta pobre mãe.

 

1 Reis 17, 17-24

17Naqueles dias, caiu doente o filho da viúva de Sarepta e a enfermidade foi tão grave que ele morreu. 18Então a mãe disse a Elias: «Que tens tu a ver comigo, homem de Deus? Vieste a minha casa lembrar-me os meus pecados e causar a morte do meu filho?» 19Elias respondeu-lhe: «Dá-me o teu filho». Tomando-o dos braços da mãe, levou-o ao quarto de cima, onde dormia, e deitou-o no seu próprio leito. 20Depois invocou o Senhor, dizendo: «Senhor, meu Deus, quereis ser também rigoroso para com esta viúva, que me hospeda em sua casa, a ponto de fazerdes morrer o seu filho?» 21Elias estendeu-se três vezes sobre o menino e clamou de novo ao Senhor: «Senhor, meu Deus, fazei que a alma deste menino volte a entrar nele». 22O Senhor escutou a voz de Elias: a alma do menino voltou a entrar nele e o menino recuperou a vida. 23Elias tomou o menino, desceu do quarto para dentro da casa e entregou-o à mãe, dizendo: «Aqui tens o teu filho vivo». 24Então a mulher exclamou: «Agora vejo que és um homem de Deus e que se encontra verdadeiramente nos teus lábios a palavra do Senhor».

 

Esta leitura foi escolhida em função do Evangelho de hoje que relata a ressurreição do filho da viúva de Naim. Os Padres da Igreja viram na acção do profeta Elias uma figura da acção de Cristo, que vem para trazer à vida da graça os povos pagãos, mortos pelo pecado. O poder de Cristo, que se revela no milagre do Evangelho, sobressai como um poder próprio, sem precisar do recurso à oração a Deus e a técnicas de reanimação.

 

 

Salmo Responsorial    Sl 29 (30), 2.4-6.11-12a.13b (R. 2a)

 

Monição: Vamos proclamar a nossa resposta à Palavra que ouvimos: Eu vos louvarei, Senhor, porque me salvaste.

 

Refrão:        Eu Vos louvarei, Senhor, porque me salvastes.

 

Eu Vos glorifico, Senhor, porque me salvastes

e não deixastes que de mim se regozijassem os inimigos.

Tirastes a minha alma da mansão dos mortos,

vivificastes-me para não descer ao túmulo.

 

Cantai salmos ao Senhor, vós os seus fiéis,

e dai graças ao seu nome santo.

A sua ira dura apenas um momento

e a sua benevolência a vida inteira.

Ao cair da noite vêm as lágrimas

e ao amanhecer volta a alegria.

 

Ouvi, Senhor, e tende compaixão de mim,

Senhor, sede vós o meu auxílio.

Vós convertestes em júbilo o meu pranto:

Senhor meu Deus, eu Vos louvarei eternamente.

 

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo tem consciência, que o Evangelho que anuncia, o recebeu diretamente de Cristo. Esta “confissão” ensina-nos a fidelidade ao ensinamento de Deus e à sua doutrina.

 

Gálatas 1, 11-19

11Eu vos declaro, irmãos: O Evangelho anunciado por mim não é de inspiração humana, 12porque não o recebi ou aprendi de nenhum homem, mas por uma revelação de Jesus Cristo. 13Certamente ouvistes falar do meu proceder outrora no judaísmo e como perseguia terrivelmente a Igreja de Deus e procurava destruí-la. 14Fazia mais progressos no judaísmo do que muitos dos meus compatriotas da mesma idade, por ser extremamente zeloso das tradições dos meus pais. 15Mas quando Aquele que me destinou desde o seio materno e me chamou pela sua graça, 16Se dignou revelar em mim o seu Filho para que eu O anunciasse aos gentios, decididamente não consultei a carne e o sangue, 17nem subi a Jerusalém para ir ter com os que foram Apóstolos antes de mim mas retirei-me para a Arábia e depois voltei novamente a Damasco. 18Três anos mais tarde, subi a Jerusalém para ir conhecer Pedro e fiquei junto dele quinze dias. 19Não vi mais nenhum dos Apóstolos, a não ser Tiago, irmão do Senhor. 20– O que vos escrevo, diante de Deus o afirmo: não estou a mentir.

 

S. Paulo escreve aos cristãos da Galácia, mais provavelmente da Galácia do Norte, na Turquia actual. Eram cristãos na maior parte convertidos de tribos pagãs originárias da Gália, que estavam a ser perturbados por pregadores cristãos de tendência judaizante, que os intimidavam dizendo-lhes que, para se salvarem, não bastava o Baptismo e a fé cristã, mas que necessitavam de ser circuncidados. Para imporem a sua teoria, tentavam desacreditar a pessoa de S. Paulo, afirmando que ele não era um verdadeiro Apóstolo, pois não tinha recebido a sua missão directamente de Jesus. Nesta carta o Apóstolo começa por declarar e explicitar como foi o próprio Senhor que lhe revelou o Evangelho – os principais mistérios – que ele pregava. Sendo assim, logo após a conversão, não teve necessidade de vir imediatamente a Jerusalém para ouvir os Apóstolos, retirou-se para a Arábia (o reino nabateu, a sul de Damasco) e só ao fim de três anos é que foi estar com os Apóstolos. Pergunta-se, então, que fez S. Paulo durante esses três anos? Uns pensam que foram anos de pregação, outros que teria sido um tempo de retiro espiritual, em que ele assenta ideias, confrontando a revelação que teve com os dados do Antigo Testamento e da fé dos primeiros cristãos. S. Paulo não diz que passou os três anos na Arábia, simplesmente fala de três anos mais tarde, por isso é legítimo pensar que tenha passado a maior parte desse tempo em Damasco; com efeito, não teria encontrado na Nabateia um ambiente favorável a um pregador judeu, por isso se teria visto forçado a regressar a Damasco continuando aqui a anunciar Jesus por três anos; com efeito, o rei nabateu, Aretas IV, andava em guerra com os judeus, para se vingar do rei Herodes Antipas, que se tinha divorciado da sua filha para casar com Herodíades, a esposa do seu irmão Filipe.

19 “Só vi Tiago”. A forma de falar não significa necessariamente que este irmão do Senhor fosse um dos 12 Apóstolos. Para que tenha sentido a frase, basta que se trate duma figura proeminente da igreja jerosolimitana; para isto bastaria o simples título de “irmão (parente) do Senhor” e a participação da missão apostólica. Por isso, hoje, muitos exegetas entendem que este Tiago é distinto do apóstolo, “filho de Alfeu.”, o “São Tiago Menor. Não se pode tratar de Tiago, irmão de João, pois, segundo o testemunho de Flávio José, foi martirizado por Herodes Agripa I, pelos anos 42-44 (cf. Act 12, 2).

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 7, 16

 

Monição: Jesus misericordioso e cheio de compaixão, ressuscita o filho único da viúva de Naim. Que o Seu exemplo desperte em todos nós profunda gratidão a Quem tanto nos ama e iguais sentimentos nas nossas relações com quem sofre.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação ao Evangelho-1, F. Silva, NRMS 50-51

 

Apareceu no meio de nós um grande profeta:

Deus visitou o seu povo.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 7, 11-17

Naquele tempo, 11dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim; iam com Ele os seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da cidade, levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva. Vinha com ela muita gente da cidade. 13Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: «Não chores». 14Jesus aproximou-Se e tocou no caixão; e os que o transportavam pararam. Disse Jesus: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te». 15O morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe. 16Todos se encheram de temor e davam glória a Deus, dizendo: «Apareceu no meio de nós um grande profeta; Deus visitou o seu povo». 17E a fama deste acontecimento espalhou-se por toda a Judeia e pelas regiões vizinhas.

 

1 “Naim”. Como também hoje, não seria propriamente uma cidade, mas uma pequena aldeia a uns 10 km a Sueste de Nazaré. É frequente que S. Lucas dê o nome da cidade a pequenas aldeias. É esta a única passagem em toda a Bíblia onde se fala desta terra, o que leva a crer que seria mesmo um lugarejo sem importância, mas isso não obstou a que Jesus fizesse ali um grande milagre. É S. Lucas o único Evangelista a contá-lo, o Evangelista que mais se detém a retratar a misericórdia do coração de Cristo; nem sequer foi preciso um pedido formal da desolada viúva para que, com uma única palavra, transformasse o seu choro na maior alegria, devolvendo-lhe o seu único filho vivo. Os funerais costumavam realizar-se no mesmo dia da morte, ao meio da tarde.

15 “E Jesus entregou-o à mãe”. Santo Agostinho comenta: “Esta mãe viúva alegra-se com o filho ressuscitado. Diariamente se alegra a Mãe Igreja com os homens que ressuscitam na sua alma. Aquele estava morto quanto ao corpo; estes, quanto ao seu espírito. Aquela morte visível chora-se visivelmente; a morte invisível destes nem se chora nem se vê. Anda à busca destes mortos Aquele que os conhece, Aquele que pode fazê-los voltar à vida» (Sermão 98, 2). O mesmo Santo afirma que é um maior milagre a conversão dum pecador do que a ressurreição dum morto, embora seja menos espectacular.

 

Sugestões para a homilia

 

1. “Eu vos louvarei, Senhor, porque me salvaste.”

2. Como é importante ter fé!

3.  O valor da oração e das lágrimas das mães, junto da misericórdia infinita de Jesus.

 

 

1. Eu vos louvarei, Senhor, porque me salvaste.

 

E o Senhor a todos quer salvar. Ele quer a salvação de todos os homens. Para que tal aconteça é necessário que cada um se deixe salvar por Ele. Nada valerá dar a mão ao que está a afogar-se, se ele se recusa a deixar-se a agarrar por essa mesma mão que o quer salvar. “Aquele que te criou sem ti, não pode salvar-te sem ti”, nos recorda Santo Agostinho.

Mas haverá alguém que não queira salvar-se, agarrar a Mão do Salvador? Há sim e são todos aqueles que não acreditam nessa “Mão” salvadora. Como pois é importante acreditar, ter fé!

 

2. Como é importante ter fé!.

 

“A fé revolve montanhas”. Com fé tudo tem salvação. As Leituras da Missa de hoje são especialmente reveladoras do valor da verdadeira fé. Duas mães, cujos filhos únicos iam a sepultar são atendidas pelo poder de Deus. Perante a morte parece nada haver mais a fazer. A fé diz-nos que é tudo ainda possível.

À viúva de Sarepta é novamente entregue o filho ressuscitado, graças à oração do Profeta Elias. À viúva de Naim é restituído também o filho que ia a sepultar, pois Jesus, Príncipe da Vida se comoveu com as lágrimas daquela mãe.

A fé é uma virtude sobrenatural que nos leva a aceitar, amar e seguir Jesus Cristo e tudo quanto Ele nos ensina. Jesus é Deus e Homem verdadeiro, que nos foi dado pelo eterno Pai para nos salvar. É mesmo o rosto visível e misericordioso do Pai. Como é importante conhecê-LO!  Como é dramático não O conhecer!  Quem assim procede, corre o risco de recusar a Mão de quem verdadeiramente o pode e quer salvar.

 

 

3. O valor da oração e das lágrimas das mães junto da misericórdia infinita de Jesus.

 

Esta passagem do Evangelho revela-nos também a ternura e amor do Coração de Jesus e o valor das lágrimas e preces das mães. Foram elas que comoveram o Coração misericordioso do Senhor.

Na hora que passa há muitos jovens seguindo caminhos errados, que, por isso, os conduzem à  perdição. Tal não lhes acontecerá, se tiverem a sorte de suas mães e/ou outros verdadeiros amigos rezarem e mesmo chorarem por eles junto de Deus.

Nossa Senhora em Fátima comunicou-nos “que vão muitas almas para o inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas”. Como é necessário rezar pela conversão dos pecadores!

Ouçamos os apelos de Nossa Senhora e confiemos no Coração bondosíssimo de Jesus. Não queiramos ficar indiferentes perante a sorte eterna de tantos irmãos. Como Nossa Senhora nos recenda, saibamos rezar e sacrificarmo-nos para que todos descubram os verdadeiros caminhos que dão verdadeiro sentido á vida e conduzem à felicidade eterna do Céu.

 

Fala o Santo Padre

 

«A misericórdia de Jesus não é só um sentimento, aliás, é uma força que dá vida, que ressuscita o homem!»

 

Amados irmãos e irmãs, bom dia!

O mês de Junho é tradicionalmente dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, máxima expressão humana do amor divino. Com efeito, precisamente na passada sexta-feira celebrámos a solenidade do Coração de Cristo, e esta festa dá a entoação a todo o mês. A piedade popular valoriza muito os símbolos, e o Coração de Jesus é o símbolo por excelência da misericórdia de Deus; mas não é um símbolo imaginário, é um símbolo real, que representa o centro, a fonte da qual brotou a salvação para a humanidade inteira.

Encontramos nos evangelhos diversas referências ao Coração de Jesus, por exemplo no trecho no qual o próprio Cristo diz: «Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e aliviar-vos-ei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração» (Mt 11, 28-29). Depois é fundamental a narração da morte de Cristo segundo João. De facto, este evangelista testemunha o que viu no Calvário, ou seja, que um soldado, quando Jesus já estava morto, lhe trespassou o lado com uma lança e daquela ferida saíram sangue e água (cf. Jo 19, 33-34). João reconheceu naquele sinal, aparentemente casual, o cumprimento das profecias: do Coração de Jesus, Cordeiro imolado na cruz, brota para todos os homens o perdão e a vida.

Mas a misericórdia de Jesus não é só um sentimento, aliás, é uma força que dá vida, que ressuscita o homem! Diz-nos isto também o Evangelho de hoje, no episódio da viúva de Naim (Lc 7, 11-17). Jesus, com os seus discípulos, está precisamente a chegar a Naim, uma aldeia da Galileia, precisamente no momento em que está a ser feito um funeral: é levado à sepultura um jovem, filho único de uma mulher viúva. O olhar de Jesus fixa imediatamente a mãe que chora. Diz o evangelista Lucas: «Vendo-a, o Senhor compadeceu-se dela» (v. 13). Este «compadecer-se» é o amor de Deus pelo homem, é a misericórdia, ou seja, a atitude de Deus em contacto com a miséria humana, com a nossa indigência, com o nosso sofrimento e angústia: de facto, a mãe tem uma reacção muito pessoal face ao sofrimento dos filhos. Assim nos ama Deus, diz a Escritura.

E qual é o fruto deste amor, desta misericórdia? É a vida! Jesus disse à viúva de Naim: «Não chores!», e depois chamou o jovem morto e despertou-o como que de um sono (cf. 13-15). Pensemos isto, é belo: a misericórdia de Deus dá vida ao homem, ressuscita-o da morte. O Senhor olha sempre para nós com misericórdia; não o esqueçamos, olha sempre para nós com misericórdia, espera-nos com misericórdia. Não tenhamos medo de nos aproximarmos d’Ele! Tem um coração misericordioso! Se lhe mostrarmos as nossas feridas interiores, os nossos pecados, Ele perdoar-nos-á sempre. É misericórdia pura! Vamos ao encontro de Jesus! […]

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 9 de junho de 2013

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs,

peçamos ao Senhor que nos levante do pecado

e nos ensine a viver na Sua graça, dizendo,

 

R. Tende compaixão de nós, Senhor.

 

1. Para que os nossos Bispos, Presbíteros e Diáconos

sejam servidores fieis do Evangelho de Jesus Cristo

dos Seus sacramentos e da Sua caridade,

oremos, irmãos.

 

R. Tende compaixão de nós, Senhor.

 

2. Para que os cristãos de todo o mundo

testemunhem a sua fé na vida eterna

e peçam a salvação uns dos outros,

oremos, irmãos,

 

R.  Tende compaixão de nós, Senhor.

 

3. Para que os órfãos, as viúvas e os abandonados

sintam a presença de Jesus Cristo perto de si

e a Ele se entreguem de todo o coração,

oremos irmãos,

 

R. Tente compaixão de nós Senhor.

 

4. Para que todos os batizados

reconheçam o Senhor que visita o seu povo

e está no meio de nós reunidos em assembleia,

oremos, irmãos,

 

R.  Tende compaixão de nós Senhor.

 

 

5. Para que  Deus dê a bem-aventurança eterna

aos nossos familiares e amigos falecidos

e enxugue as lágrimas de todos os que choram,

oremos irmãos,

 

R.  Tende compaixão de nós Senhor

 

 

Senhor, Deus da vida e da alegria, escutai as nossas orações

e dai-nos a graça de poder louvar-vos, porque nos salvais do pecado

e nos ressuscitais da morte. Por Nosso Senhor Jesus Cristo que é Deus convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Em redor do teu altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Olhai com bondade, Senhor, para os dons que apresentamos ao vosso altar e fazei que esta oblação Vos seja agradável e aumente em nós a caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. dos Santos, NCT 201

 

Saudação da paz

 

Pela fé sabemos que somos irmãos em Jesus Cristo. Como tais devemos viver e mutuamente amar. Como expressão do verdadeiro amor que a todos nos deve unir, saudai-vos na paz de Cristo.

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, Senhor da Vida, que ressuscitou o filho da viúva de Naim, vai entrar no coração de cada um que O queira e possa receber na Sagrada Comunhão. Vamos fazê-lo com muita fé, amor e profunda gratidão.

 

Cântico da Comunhão: Eu vim para que tenham vida, F. Silva, NRMS 70

Salmo 17, 3

Antífona da comunhão: Sois o meu protector e o meu refúgio, Senhor; sois o meu libertador; meu Deus, em Vós confio.

 

Ou

1 Jo 4, 16 

Deus é amor. Quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele.

 

 

Cântico de acção de graças: Cantai ao Senhor, porque é eterno, M. Luís, NRMS 37

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos pedimos, Senhor, que a acção santificadora deste sacramento nos liberte das más inclinações e nos conduza a uma vida santa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Por maiores que sejam os problemas humanos, todos têm solução diante de Deus. Rezemos com fé pela conversão dos pecadores, pela paz no mundo e pelo verdadeira progresso social. Com esses propósitos,  ide em paz e Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Confiarei no meu Deus, F. da Silva, NRMS 106

 

 

Homilias Feriais

 

10ª SEMANA

 

2ª Feira, 6-VI: Deus não falta às suas promessas.

1 Reis 17, 1-6 / Mt 5, 1-12

Felizes os pobres...Felizes os que choram...Alegrai-vos e exultai, pois é grande nos céus a vossa recompensa.

«As bem-aventuranças retratam o rosto de Jesus. São as promessas paradoxais que sustentam a esperança no meio das tribulações; anunciam aos discípulos as bênçãos e recompensas já obscuramente adquiridas; já estão inauguradas na vida da Virgem Maria e de todos os santos» (CIC, 1717). Aprendamos a ser felizes com estas 'infelicidades' (Ev.).

O profeta Elias recebeu igualmente da parte de Deus uma promessa de que não ficaria sem alimento (Leit.). Bastou-lhe para isso cumprir a vontade de Deus, E, além disso, também foi arrebatado ao céu.

 

3ª Feira, 7-VI: Aprender a viver da fé.

1 Reis 17, 1-6 / Mt 5, 13-16

Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus.

A luz a que Jesus se refere (Ev.) é a luz da fé, que deve estar bem viva em cada um de nós, para podermos dar testemunho aos outros e assim possam glorificar a Deus.

O Profeta Elias ensinou a viúva de Sarepta a viver de fé na palavra de Deus, que não falta às suas promessas; que não lhe faltaria mais o alimento em sua casa e não morreriam de fome, ela e o filho (Leit.). É com esta fé em Cristo que nós poderemos alcançar a verdade, que acreditamos que a força de Deus está presente na história, que o sofrimento tem valor salvífico, e assim renovaremos a face da terra.

 

4ª Feira, 8-VI: A força da oração.

1 Reis 18, 20-39 / Mt 5, 17-19

Respondei-me Senhor, respondei-me! Que este povo o saiba. Vós, Senhor, é que sois Deus. Vós é que lhes converteis os corações.

Elias realizou um grande prodígio no Monte Carmelo, graças à sua oração. Como consequência o povo converteu-se: «O Senhor é que é Deus!» (Leit.). É indispensável que não nos falte a oração diária, que é como a 'respiração do cristão' (João Paulo II), para nos convertermos e pedirmos a conversão dos outros.

A oração, além disso, aproxima-nos do Senhor e obteremos mais forças para cumprirmos tudo o que nos pede: «Aquele que praticar e ensinar os mandamentos será tido como grande no reino dos céus» (Ev.).

 

5ª Feira, 9-VI: Modos de vivermos a caridade fraterna.

1 Reis 18, 41-46 / Mt 5, 20-26

Deixa aí a tua oferta, diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão e vem então apresentar a tua oferta.

Jesus quer ajudar a descobrir novos modos de viver a caridade fraterna, estreitamente ligada ao amor de Deus (Ev.). Ao vivermos a comunhão com os nossos irmãos, entraremos em comunhão com Cristo. Foi graças à oração de Elias que acabou uma seca de muitos anos.

Isto só é possível se descobrirmos a imagem de Deus nos outros, restaurada por Cristo: «Foi em Cristo, 'imagem do Deus invisível', que o homem foi criado à 'imagem e semelhança' do Criador. Assim como foi em Cristo, redentor e salvador, que a imagem divina, deformada pelo 1º pecado, foi restaurada na sua beleza original» (CIC, 1701).

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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