Visitação de Nossa Senhora

31 de Maio de 2016

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Exulta de Alegria no Senhor, M. Carneiro, NRMS 21

cf. Salmo 65, 16

Antífona de entrada: Servos do Senhor, vinde e ouvi: vou contar-vos tudo o que Ele fez por mim. (T. P. Aleluia.)

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

No fim do mês de Maio celebramos a festa da Visitação de Nossa Senhora. Aquela que se define a si própria como a serva do Senhor, leva à prática as suas palavras, com prontidão e alegria. A Mãe da Misericórdia pratica as obras de misericórdia em casa de Isabel. O fruto do mês de Maria em nos, deve transparecer numa maior e mais alegre dedicação ao serviço dos irmãos.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que inspirastes à Virgem Santa Maria o desejo de visitar Santa Isabel, levando consigo o vosso Filho Unigénito, tornai-nos dóceis à inspiração do Espírito Santo, para podermos, com ela, cantar sempre as vossas maravilhas. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Sofonias fala-nos do Amor misericordioso de Deus para com Israel e da sua presença consoladora no meio do seu Povo. São palavras que se cumprem de modo eminente em Maria, filha de Israel e filha predilecta de Deus.

 

Sofonias 3, 14-18

14Clama jubilosamente, filha de Sião solta brados de alegria, Israel. Exulta, rejubila de todo o coração, filha de Jerusalém. 15O Senhor revogou a sentença que te condenava, afastou os teus inimigos. O Senhor, Deus de Israel, está no meio de ti e já não temerás nenhum mal. 16Naquele dia, dir-se-á a Jerusalém: «Não temas, Sião, não desfaleçam as tuas mãos. 17O Senhor teu Deus está no meio de ti, como poderoso salvador. Por causa de ti, Ele enche-Se de júbilo, renova-te com o seu amor, exulta de alegria por tua causa, como nos dias de festa». 18Afastei para longe de ti a desventura, a humilhação que te oprimia, Jerusalém.

 

O texto profético visa directamente e em primeiro plano a restauração de Israel (Sof 3, 9-20; cf. Is 54; 60; 62), a partir de um «resto», humilde e pobre», que permanece fiel (Sof 3, 12-13; cf. Lc 1, 48, do Evangelho de hoje) e constitui um belíssimo canto de esperança (pouco importa a discussão acerca da época da redacção do texto, se a de Josias – Sof 1, 1 –, se a do terceiro Isaías). A Liturgia, na linha dos Padres da Igreja, aplica este texto à Virgem Maria, pois de ninguém como dela se pode dizer com tanta verdade: «O Senhor, teu Deus, está no meio de ti» (v. 17; cf. Lc 1, 28). E as expressões com que se relata a Anunciação no Evangelho de S. Lucas fazem eco às palavras proféticas: «avé (khaire/alegra-te) = exulta, rejubila» (Lc 1, 30; Sof 3, 16); «não temas» (Lc 1, 28; Sof 3, 14); = «o Senhor é convosco» = «o Senhor está no meio de ti» (Lc 1, 28; Sof 3, 17). A «Filha de Sião» (v. 14) a personifica os habitantes de Jerusalém, noutros lugares chamada «virgem filha de Sião», tornou-se uma figura da Virgem Santa Maria.

 

Salmo Responsorial    Is 12, 2.3-4bcd.5-6 (R. 6b)

 

Monição: Nossa Senhora canta alegremente em casa de Isabel, como o salmista, os dons recebidos de Deus. Rezemos também nos, agora, agradecendo a Deus todos os bens que nos concede.

 

Refrão:        Exultai de alegria,

                     porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.

 

Deus é o meu Salvador,

Tenho confiança e nada temo.

O Senhor é a minha força e o meu louvor.

Ele é a minha salvação.

 

Tirareis água com alegria das fontes da salvação.

Agradecei ao Senhor, invocai o seu nome

anunciai aos povos a grandeza das suas obras,

proclamai a todos que o seu nome é santo.

 

Cantai ao Senhor, porque Ele fez maravilhas,

anunciai-as em toda a terra.

Entoai cânticos de alegria, habitantes de Sião,

porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.

 

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Lc 1, 45

 

Monição: Escutemos com atenção o episódio da vida de Maria que nos transmite S. Lucas. Teremos meditado muitas vezes, quando rezamos o terço, o que agora ouviremos. Não esqueçamos, não em tanto, que a Palavra de Deus é sempre viva e nova, e nos diz, a cada um, aquilo que a nossa alma precisa hoje e agora.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Bendita sejais, ó Virgem Santa Maria,

que acreditastes na palavra do Senhor.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 39-56

39Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. 40Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo 42e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? 44Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. 45Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». 46Maria disse então: «A minha alma glorifica o Senhor 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. 49O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o seu nome. 50A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. 51Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. 52Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. 53Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. 54Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, 55como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». 56Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.

 

Os exegetas descobrem neste relato uma série de ressonâncias vétero-testementárias, o que corresponde não apenas ao estilo do hagiógrafo, mas sobretudo à sua intenção teológica de mostrar como na Mãe de Jesus se cumprem as figuras do A.T.: Maria é a verdadeira e nova Arca da Aliança (comparar Lc 1, 43 com 2 Sam 6, 9 e Lc 1, 56 com 2 Sam 6, 11) e a verdadeira salvadora do povo, qual nova Judite (comparar Lc 1, 42 com Jdt 13, 18-19) e qual nova Ester (Lc 1, 52 e Est 1 – 2).

39 «Uma cidade de Judá». A tradição diz que é Ain Karem, uma bela povoação a 6 Km a Oeste da cidade nova de Jerusalém. De qualquer modo, ficaria a uns quatro ou cinco dias de viagem de Nazaré (uns 150 Km). Maria empreende a viagem movida pela caridade e espírito de serviço. A «Mãe do meu Senhor» (v. 43) não fica em casa à espera de que os Anjos e os homens venham servir a sua rainha; e Ela mesma, que se chama «escrava do Senhor» (v. 38), «a sua humilde serva» (v. 48), apressa-se em se fazer a criada da sua prima e de acudir em sua ajuda. Ali permanece, provavelmente, até depois do nascimento de João, uma vez que S. Lucas nos diz que «ficou junto de Isabel cerca de três meses» Se Lucas diz que «regressou a sua casa» antes de relatar o nascimento de João, isso deve-se a uma técnica de composição literária chamada «de eliminação» (arrumar um assunto de vez, antes de passar a outro, independentemente da sucessão real dos factos), do gosto de São Lucas (ver tb. Lc 1, 80 e 2, 7; 3, 20 e 21).

42 «Bendita és Tu entre as mulheres». Superlativo hebraico: a mais bendita de todas as mulheres.

43-44 «A Mãe do meu Senhor». As palavras de Isabel aparecem como proféticas, fruto duma luz sobrenatural que faz ver que o mexer-se do menino no seio (v. 41) não era casual, mas que «exultou de alegria» para saudar o Messias e sua Mãe. É natural que esta reflexão de fé já circulasse nas fontes familiares dos Evangelhos da Infância.

46-55 O cântico de Nossa Senhora, o Magnificat, é um poema de extraordinária beleza poética e elevação religiosa. Dificilmente poderiam ficar mais bem expressos os sentimentos do coração da Virgem Maria – «a mais humilde e a mais sublime das criaturas» (Dante, Paraíso, 33, 2) –, em resposta à saudação mais elogiosa (vv. 42-45) que jamais se viu em toda a Escritura. É como se Maria dissesse que não havia motivo para uma tal felicitação: tudo se deve à benevolência, à misericórdia e à omnipotência de Deus. Sem qualquer referência ao Messias, refulge aqui a alegria messiânica da sua Mãe, num magnífico hino de louvor e de agradecimento. O cântico está todo entretecido de reminiscências bíblicas, sobretudo do cântico de Ana (1 Sam 2, 1-10) e dos Salmos (35, 9; 31, 8; 111, 9; 103, 17; 118, 15; 89, 11; 107, 9; 98, 3); cf. também Hab 3, 18; Gn 29, 32; 30, 13; Ez 21, 31; Si 10, 14; Mi 7, 20. Ao longo dos tempos, muitos e belos comentários se fizeram ao Magnificat, mas também é conhecida a abordagem libertadora, em clave marxista de luta de classes, utópica e de cariz materialista, falsificadora do genuíno sentido bíblico. Apraz registar o comentário do Servo de Deus, João Paulo II na Encíclica Redemptoris Mater, nº 36: «Nestas sublimes palavras… vislumbra-se a experiência pessoal de Maria, o êxtase do seu coração; nelas resplandece um raio do mistério de Deus, a glória da sua santidade inefável, o amor eterno que, como um dom irrevogável, entra na história do homem».

 

Sugestões para a homilia

 

Maria pôs-Se a caminho

O meu espírito se alegra em Deus

Ficou junto de Isabel cerca de três meses

 

 

Maria pôs-Se a caminho

 

São Lucas diz-nos que “Maria pôs-Se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá”. A notícia da gravidez de Isabel, a sua parente já idosa, não admite demoras. Não era preciso que lhe fosse comunicado o que devia fazer. Deus conhecia bem o coração misericordioso de Nossa Senhora.

A prontidão alegre com que Maria se dirige às montanhas, é uma bela imagem da Igreja de todos os tempos. Maria leva no seu coração a mais alegre noticia que jamais foi ouvida sobre a terra, na sua alma a plenitude da presença do Espírito Santo e no seu seio o Filho de Deus encarnado. Assim vai a Igreja ao encontro de todos os homens das “proximidades” e das “periferias” do mundo. Mas de modo mais premente quando existem famílias necessitadas e distantes. Não há montanhas que detenham a Misericórdia de Deus que se derrama por meio da Igreja.

Quando Nossa Senhora chega a casa de Zacarias, as suas palavras transmitem o Espírito Santo à Isabel, e João ainda por nascer exulta de alegria. Alguns autores vêm nesse “pulo” do menino, pela proximidade física do Redentor, o cumprimento das palavras de Gabriel: “desde o ventre da sua mãe ficará cheio do Espírito Santo”. De alguma maneira poderíamos considerar João Baptista o primeiro baptizado cristão, ou pelo menos uma figura do baptismo que o Senhor entregará à sua Igreja.

Também a Igreja diz palavras que infundem o Espírito Santo unidas aos gestos sacramentais. Jesus não fala nem age externamente, mas as acções da Igreja, como as palavras de Maria, são santificadoras pela presença de Jesus Cristo nela.

“Uma Igreja em saída”, deseja o Papa Francisco. Uma Igreja nessa atitude permanente de misericórdia. Porque todos somos necessitados de salvação, de perdão, de graça, e, em muitos casos, de ajuda material e moral. Nossa Senhora não só leva Cristo à família de Aim Karem, mas também a sua companhia, o seu trabalho e os seus gestos constantes de serviço.

Não esqueçamos, quando falamos da Igreja, que a Igreja somos nós, cada um de nós, e somos nós que levamos apoio material e espiritual a todos os necessitados. Mas o primeiro que devemos levar, como Nossa Senhora, é a presença de Jesus em nós. Sem estar na graça de Deus pouco poderíamos fazer, como pouco serviço realiza um ramo arrancado da videira. Para algo pode servir…mas não dará uvas nem vinho.

 

 

Olhou para a humildade da sua serva

 

Na leitura do Evangelho ouvimos como Isabel, iluminada pelo Espírito Santo, dirige a Nossa Senhora umas palavras cheias de profunda admiração e louvor. Maria responde elevando a Deus um cântico de adoração e agradecimento, que a Igreja guarda como um tesouro: o Magnificat. Nossa Mãe reconhece nessa sua oração que tudo o que nEla é digno de louvor é Deus que o fez. Ela é a humilde serva contemplada por Deus e por Deus exaltada. O Todo-poderoso fez maravilhas em Maria e sobre Ela se derramou a Misericórdia divina que se estende de geração em geração. Todo o cântico está composto com palavras da Sagrada Escritura e com duas notas dominantes: o Amor misericordioso de Deus e a humildade da sua Serva.

Nossa Senhora, no Magnificat, volta a definir-Se a si própria como a Serva do Senhor. Já o fizera na Anunciação e agora proclama de novo a sua total vontade de servir a Deus. Maria, como nós, serve a Deus servido aos homens; neste caso servindo a Isabel e toda a sua família.

Deus, em Jesus Cristo, manifesta-se como Aquele que veio para servir (cfr. Mt 20, 28), e S. Paulo dirá que o Filho entrou no mundo assumindo a natureza humana, que é natureza de servo (cfr. Fil. 2, 7) e de facto estará no meio de nos sempre como aquele que serve (Lc 22, 27), realizando até tarefas que estavam reservadas aos escravos não judeus, como era a de lavar os pés. (Jo 13, 4-11). Não nos podemos admirar, com tal modo de proceder, porque Deus é Amor, e a expressão do amor é o serviço. O homem , imagem e semelhança de Deus está estruturalmente criado para amar e realiza-se doando-se, servindo.

É lógico que o título mais genuíno dos Papas seja o de “servo dos servos de Deus”, e também que os que governam sejam designados por “ministros”, que em latim significa servidor. O Primeiro-ministro deverá ser assim o Principal servidor. Um mundo ordenado segundo o desígnio de Deus deverá ser um mundo de servidores. Assim o descreve a escritora chilena Gabriela Mistral (1889-1957) num dos seus poemas: “Toda a natureza é um desejo de serviço. / Serve a nuvem, serve o vento, serve o sulco. / (…) / O servir não é próprio de seres inferiores: / Deus que nos dá fruto e luz, / serve. / Poderia chamar-se: o Servidor. / E tem seus olhos fixos nas nossas mãos / e nos pergunta todos os dias: / - Serviste hoje?”.

A Serva do Senhor, a mais perfeita imagem e semelhança de Deus serve. Também a Igreja, como Maria, vai ao encontro das almas, das famílias, das comunidades, para servir. Sejamos nós como os bons servos que servem com gosto e alegria e que sabem que estão a fazer o que é a sua feliz obrigação fazer (cfr. Lc 17, 7-10).

 

Ficou junto de Isabel cerca de três meses

 

Nossa Senhora ficou junto de Isabel cerca de três meses, possivelmente até ao nascimento de João. Só depois regressa à sua casa. Maria tem pressa para ir ajudar mas não tem pressa para concluir a sua ajuda. Permanece junto da pessoa que dela precisava todo o tempo necessário.

Assim também a Igreja permanece junto de cada alma, e com Ela Deus, todo o tempo necessário, todo o tempo da vida presente. Só quando a alma muda de morada na Igreja e entra a formar parte da Igreja purgante ou Celeste, é que a Igreja Mãe descansa. Até lá, como Maria em casa de Isabel, cuida, serve e leva Deus aos seus filhos. Todo cristão pode ouvir como dirigidas a si as palavras do profeta Sofonias: “O Senhor teu Deus está no meio de ti, como poderoso salvador” (1ª Leitura).

A família de Zacarias e Isabel, os vizinhos e toda a povoação da montanha terão beneficiado da presença do Salvador no meio deles, que chegou com Maria, e ali ficou durante cerca de três meses.

Também nós temos de viver esta “presença” feita de doação permanente, junto dos que de nos precisam. Precisamos de “saber permanecer”, pacientemente, todo o tempo necessário, e estar lá por inteiro. Por vezes acontece que os pais, os amigos, etc. estão com os filhos ou os amigos algum tempo, mas rapidamente sentem a urgência de outros afazeres, e deixam a meio o serviço que a caridade, ou a justiça, lhes pede. Noutras ocasiões permanecem efectivamente com os filhos ou os amigos, etc., mas sem estar ali totalmente, doando a sua pessoa de modo pleno. São os pais ou amigos que estão com a cabeça noutros assuntos, distraídos com a televisão, com o telemóvel, com a música, a fazer outras coisas ao mesmo tempo, e assim não permanecem. Estão presentes, mas só está lá uma parte deles, e por vezes de modo intermitente. Não podemos estar a olhar sempre para o relógio quando estamos a acolher alguém que precisa de nos. Com as pessoas que nos necessitam temos de saber “perder o tempo”, sem nunca parecer que estamos apressados. Claro que isso é compatível com a “caridade ordenada”(S. Josemaria), que nos leva a dedicar a cada pessoa o tempo disponível, tendo em conta a virtude da justiça.

Nossa Senhora ensina-nos a “permanecer” pacientemente junto de quem precisa, como fruto de um coração misericordioso, que vibra com a Misericórdia do Pai.

 

 

Oração Universal

 

Jesus é o nosso Mediador junto do eterno Pai.

Ele quis associar a Si a Sua e nossa Mãe do Céu.

Com Jesus e Nossa Senhora, vamos apresentar ao Pai os nossos pedidos.

 

 

1. Pela Santa Igreja, espalhada pelo mundo,

para que, à semelhança de Maria, leve Jesus a todos os homens,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

2. Pelo Santo Padre, para que todos escutem a sua palavra

e assim encontrem os verdadeiros caminhos da felicidade,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

3. Por todos os Sacerdotes para que fieis a Jesus Cristo,

O tornem sempre presente no meio dos homens,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

4. Por todos os cristãos,

para que manifestem a sua fé no amor a Jesus na Eucaristia

e na frutuosa recepção da Penitência,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

5. Para que todos saibamos levar Jesus connosco

a todos os que nos rodeiam, como fez a Santíssima Virgem,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

6. Por todos os que ainda não conhecem a Cristo,

para que se abram à fé e encontrem a alegria do Seu amor,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

7. Por todos quantos se encontram no Purgatório

para que possam ver, quanto antes, o rosto de Jesus na felicidade do Céu,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor

 

Senhor, que nos chamastes à vida para a vivermos em caminhos de felicidade,

aumentai em nós a fé e o amor, para que levemos Jesus connosco numa vida de santidade, e assim sejamos Suas alegres testemunhas em toda a parte.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que convosco vive e reina

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O Pão da Vida Eterna Prometida, B. Salgado, CT 74

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que aceitastes com agrado a caridade da Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, aceitai também estes dons que Vos oferecemos e transformai-os para nós em sacrifício de salvação. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio de Nossa Senhora II [e na Visitação]: p. 487

 

Santo: F. dos Santos, NTC 201

 

Monição da Comunhão

 

Jesus vem até nós na Sagrada Eucaristia, de modo semelhante a como foi, oculto no seio de Nossa Senhora, a casa de Isabel. Se nos encontrarmos bem preparados para O receber, vamos ao seu encontro com actos de fé, esperança e amor.

 

Cântico da Comunhão: Eu Confio Senhor (Cantarei ao Senhor), F. da Silva, NRMS 70

cf. Lc 1, 48-49

Antífona da comunhão: Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque o Senhor fez em mim maravilhas e santo é o seu nome. (T. P. Aleluia.)

 

Cântico de acção de graças: Deixai-me Saborear, F da Silva, NRMS 17

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que a vossa Igreja Vos glorifique pelas maravilhas que realizastes em favor dos vossos fiéis e, assim como São João Baptista exultou ao pressentir o Salvador ainda oculto, também o vosso povo O reconheça com alegria sempre VIVO neste sacramento.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O celebrante no fim da Santa Missa nos despede e envia com as palavras “ide em paz e o Senhor vos acompanhe”. De facto o Senhor nos acompanha sempre na nossa alma em graça, e nos envia para que sejamos, como Nossa Senhora, instrumentos da sua acção santificadora nas almas.

 

Cântico final: Exulta de Alegria no Senhor, M. Carneiro, NRMS 21

 

 

Homilia FeriaL

 

4ª Feira, 1-VI: A ressurreição de Cristo e a nossa.

2 Tim 1, 1-3. 6-12 / Mc 12, 18-27

Ele não é um Deus de mortos, mas de vivos.

Jesus fala claramente da sua Ressurreição e da nossa. A fé na ressurreição assenta na fé em Deus, que «não é um Deus de mortos, mas de vivos». E aos saduceus, que negavam a ressurreição, disse: 'Não andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?'

Um dos meios de que se serviu Jesus, para fazer brilhar a imortalidade, foi o Evangelho: «Ele destruiu a morte, e fez brilhar a vida e a imortalidade, por meio do Evangelho» (Leit.). E o outro foi a Eucaristia: «Quem comer a minha carne tem a vida eterna e eu ressuscitá-lo-ei no último dia».

 

5ª Feira, 2-VI: O amor a Deus e as 'idolatrias'.

2 Tim 2, 8-15 / Mc 12, 28-34

Jesus: Amarás o senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de toda a tua mente e de todas as tuas forças.

Jesus confirma que Deus é o único Senhor e que o devemos amar com todo o nosso ser: coração, alma, mente e forças (Ev.).

 Mas modernamente há uma 'ídolatria', sob capa de progresso, que proporciona mais bem estar material, mais prazer, acompanhada de um esquecimento completo do ser espiritual do homem e da sua salvação, de um esquecimento do tesouro da fé e das riquezas de Deus. E assim a palavra de Deus fica encadeada, ao contrario do que pede S. Paulo (Leit.). Alguns apoiam-se antes em palavras humanas, «que não servem para nada, senão para perder aqueles que as ouvem» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Carlos Santamaria

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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