9º Domingo Comum

29 de Maio de 2016

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Tende compaixão de mim, Manuel Luís, Cantemos Todos, n.° 324.

Salmo 24(25) 16-18

Antífona de entrada: Olhai para mim, Senhor; tende compaixão, pois vivo só e desamparado. Vede a minha provação e as minhas penas: e perdoai-me todos os meus pecados.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Temos ordinariamente dificuldade em confiar nas pessoas. Por traumatismos sofridos, ou porque temos uma imagem negativa de algumas delas, encaramo-las “de pé atrás”, acolhendo-as com reserva, e não as atendemos com toda a cordialidade.

O nosso Deus, ao contrário do nosso modo de ser, tem as portas do coração abertas de para em par, para todas as pessoas, sem excluir ninguém. Mais ainda: anima-nos a procurá-l’O e a expor-Lhe as nossas dificuldades.

Acolhamos a mensagem confortante da Liturgia da Palavra deste 9.º Domingo comum, para recebermos luz e ajuda sobre esta nossa dificuldade de relacionamento.

 

Acto penitencial

 

Os nossos sentimentos e atitudes não estão, muitas vezes, de acordo com o que o Senhor quer de nós. Desconfiamos do Seu Amor e negamos a nossa amizade e dedicação a alguns daqueles com quem vivemos.

Arrependamo-nos e façamos o propósito de abrir as portas do coração a todos, sem acepção de pessoas.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Senhor Jesus: Somos fáceis e fazer descriminação de pessoas,

    mas não suportamos que alguém nos trate deste modo cruel.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

•   Cristo: Julgamos com desumanidade os que vivem connosco,

    mas exigimos que todos nos julguem bons e nos estimem.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

•   Senhor Jesus: Com dificuldade fazemos exame de consciência

    sobre as faltas de caridade por pensamentos, atitudes e omissões.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Deus todo-poderoso e eterno, cuja providência não se engana em seus decretos, humildemente Vos suplicamos: afastai de nós todos os males e concedei-nos todos os bens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Salomão foi escolhido por Deus para construir o grandioso templo de Jerusalém, famoso na antiguidade. Numa das orações que ali faz, pede ao Senhor que atenda ali todos os povos, mesmo que não pertençam ao Povo de Deus.

Talvez se dar por isso, o rei antevê a universalidade do Reino de Deus que Jesus Cristo virá fundar.

 

1 Reis 8, 41-43

Naqueles dias, Salomão fez no templo a seguinte oração: 41«Quando um estrangeiro, embora não pertença ao vosso povo, Israel, vier aqui dum país distante por causa do vosso nome pois ouvirão falar do vosso grande nome, da vossa mão poderosa e do vosso braço estendido, quando vier 42orar neste templo, 43escutai-o do alto do Céu, onde habitais, e atendei os seus pedidos, a fim de que todos os povos da terra conheçam o vosso nome e Vos temam como o vosso povo, Israel, e saibam que o vosso nome é invocado neste templo que eu edifiquei».

 

41-43 O texto é tirado da belíssima oração de Salomão, por ocasião da consagração do Templo. Aqui se deixa ver como Javé, o Deus único é universal, isto é, o Deus de toda a Humanidade (as divindades pagãs eram locais e nacionais); cfr. Is 56,6-7.

 

 

Salmo Responsorial    Sl 116 (117), 1.2 (R. Mc 16, 15)

 

Monição: Todos os povos são chamados à salvação, independentemente da sua cor, nação ou raça. Da nossa parte compete-nos cumprir o mandato de Cristo, anunciando a Boa Nova a todas as pessoas sem excepção.

O salmo que a liturgia nos propõe exalta universalidade da salvação e canta o mandato de Cristo.

 

 

Refrão:        Ide por todo o mundo,

                     anunciai a boa nova.

 

Louvai o Senhor, todas as nações,

aclamai-O, todos os povos.

 

É firme a sua misericórdia para connosco,

a fidelidade do Senhor permanece para sempre.

 

 

Segunda Leitura

 

Monição: Na Carta aos fieis da Galácia, S. Paulo anima-os a perseverar na fé, não se deixando enganar por falsos profetas.

Se todos são chamados à mesma fé, esta não pode suportar qualquer mudança, porque com isso estaria quebrada a unidade no essencial.

 

Gálatas 1, 1-2.6-10              

1Paulo, apóstolo, não da parte dos homens, nem por intermédio de um homem, mas por mandato de Jesus Cristo e de Deus Pai que O ressuscitou dos mortos, 2e todos os irmãos que estão comigo, às Igrejas da Galácia: 6Surpreende-me que tão depressa tenhais abandonado Aquele que vos chamou pela graça de Cristo, para passar a outro evangelho. 7Não que haja outro evangelho; mas há pessoas que vos perturbam e pretendem mudar o Evangelho de Cristo. 8Mas se alguém – ainda que fosse eu próprio – ou um Anjo do Céu vos anunciar um evangelho diferente  daquele que nós vos anunciamos, seja anátema. 9Como já vo-lo dissemos, volto a dizê-lo: Se alguém vos anunciar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja anátema. 10Estarei eu agora a captar o favor dos homens ou o de Deus? Acaso procuro agradar aos homens? Se eu ainda pretendesse agradar aos homens, não seria servo de Cristo.

 

2 Às Igrejas da Galácia. Mais provavelmente não se trata das comunidades formadas na primeira viagem (Act 13-14), mas da Galácia do Norte (Ancira...) a que se refere Act 16,6 e 18,23.

6-10 S. Paulo começa por mostrar o seu espanto e profunda indignação por os Gálatas se terem deixado passar para um Evangelho diferente, quando só há um Evangelho, e nem sequer um Anjo do Céu podia vir ensinar outro. De facto, após a preparação de Paulo, tinham chegado ali alguns cristãos judaizantes que perturbavam os convertidos do paganismo, dizendo-lhes que precisavam de se sujeitar às práticas judaicas para se salvarem, acusando Paulo de não pregar a circuncisão para agradar aos ouvintes. Mas, neste caso, já não seria servo de Cristo, coisa que ninguém se atrevia a pôr em dúvida, em face da sua vida heroicamente exemplar.

Esta passagem e toda a carta deixa ver como a vida das primeiras comunidades cristãs não estava entregue ao fervor popular ou à liderança de uns tantos carismáticos, mas estava confiada à vigilância dos Apóstolos que zelavam a pureza da fé nas comunidades que lhes estavam ligadas pela pregação ali exercida pessoalmente ou por enviados seus

 

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 3, 16

 

Monição: A nossa existência e chamamento à Igreja de Cristo é fruto do Seu amor gratuito a cada um de nós.

Agradeçamos tanta bondade de Deus para connosco e manifestemos a nossa gratidão aclamando o Evangelho com o canto do aleluia.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia, M. Simões, Salmos e Cânticos I, p. 30.

 

Deus amou tanto o mundo

que lhe deu o seu Filho unigénito;

 

 

Evangelho

 

São Lucas 7, 1-10

Naquele tempo, quando Jesus acabou de falar ao povo, entrou em Cafarnaum. 2Um centurião tinha um servo a quem estimava muito e que estava doente, quase a morrer. 3Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-Lhe alguns anciãos dos judeus para Lhe pedir que fosse salvar aquele servo. Quando chegaram à presença de Jesus, os anciãos suplicaram-Lhe insistentemente: 5«Ele é digno de que lho concedas, pois estima a nossa gente e foi ele que nos construiu a sinagoga». 6Jesus acompanhou-os. Já não estava longe da casa, quando o centurião Lhe mandou dizer por uns amigos: «Não Te incomodes, Senhor, pois não mereço que entres em minha casa, 7nem me julguei digno de ir ter contigo. Mas diz uma palavra e o meu servo será curado. 8Porque também eu, que sou um subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens. Digo a um ‘Vai’ e ele vai, e a outro ‘Vem’ e ele vem, e ao meu servo ‘Faz isto’ e ele faz». 9Ao ouvir estas palavras, Jesus sentiu admiração por ele e, voltando-se para a multidão que O seguia, exclamou: «Digo-vos que nem mesmo em Israel encontrei tão grande fé». 10Ao regressarem a casa, os enviados encontraram o servo de perfeita saúde.

 

3-6 Mandou-lhe alguns anciãos... uns amigos. Em Mt 8,5.8, é, pelas duas vezes, o próprio centurião romano (oficial que comandava cem soldados, pertencentes às tropas de ocupação da Palestina) quem se dirige directamente a Jesus. Este facto não supõe uma contradição, mas corresponde à típica concisão de estilo de Mt que aqui não desce ao pormenor dos intermediários que falaram em nome do centurião.

6-8 Eu não sou digno... Fé humilde e assombrosa que provoca admiração no próprio Cristo! A humildade torna o centurião delicado, pois diz ao Senhor que não entre em sua casa não só para se não maçar, mas também para não entrar em casa dum pagão (o que acarretava impureza legal para um judeu). A fé leva-o a considerar Jesus como quem tem poder sobre as doenças e por isso bastará uma sua palavra de ordem para que seja obedecido tão prontamente pela doença como ele é obedecido pelos soldados que estão às suas ordens! A Igreja quer provocar em nós semelhantes sentimentos de fé, humildade e delicadeza ao aproximarmo-nos de Cristo para comungar

 

Sugestões para a homilia

 

• O Coração do Senhor aberto para todos

O Senhor atende a todos

Seja qual for a nossa condição

Firmes em nossa confiança

• Disposições para nos aproximarmos d’Ele

Confiança em Jesus Cristo

Contando com intercessores

Com profunda humildade

 

1. O Coração do Senhor aberto para todos

 

O rei Salomão orava no Templo de Jerusalém — uma das maravilhas do mundo de então que ele próprio construíra — e pedia ao Senhor que não limitasse a Sua generosidade ao povo judeu, mas atendesse também todo o estrangeiro que ali fizesse a sua oração.

De facto, no Templo da época de Jesus, enriquecido quarenta anos do nascimento do Salvador, havia um átrio dos gentios onde eles podiam estar. Passar para além dele, invadindo o espaço reservado aos judeus era considerado um sacrilégio.

Sublevaram-se contra Paulo, inventando que ele tinha introduzido os gentios que trazia consigo, no lugar sagrado.

 

a) O Senhor atende a todos. «ouvirão falar do vosso grande nome, da vossa mão poderosa e do vosso braço estendido

Deus não é como os homens importantes deste mundo, para nos aproximarmos dos quais é preciso valermo-nos de pessoas influentes que estão perto deles, para sermos atendidos.

Jesus Cristo é o único Mediador entre o Pai e os homens, sem qualquer excepção, mas não segrega ninguém no Seu atendimento misericordioso.

Também não é verdade que haja palavras ou orações mágicas, infalíveis, para obtermos aquilo de que precisamos. Não há no mundo poderes ou forças independentes de Deus. Tudo se submete à Sua vontade omnipotente.

O que devemos fazer na oração de petição é apresentar com toda a simplicidade ao Senhor aquilo que pretendemos, submetendo-nos confiadamente à Sua vontade.

Às vezes fazem-se promessas a santos com uma mentalidade estranha. É como se dissermos: “Deus não quer, mas este pode mais e vai-me conceder o que Deus me nega.”

Os santos não são forças opostas a Deus, mas o que mais querem é que a sua vontade se cumpra. Contamos com eles como amigos de Deus que vão reforçar o nosso pedido.

Também as graças alcançadas são outras tantas dívidas de amor. Não podemos falar em “pagar promessas”, como se fazer aquilo a que nos comprometemos acabasse com toda a nossa relação com Deus e com os santos. Cada graça que recebemos é uma ajuda para nos tornarmos mais amigos de Deus.

 

b) Seja qual for a nossa condição. «Quando um estrangeiro [...] vier orar neste templo, escutai-o do alto do Céu, onde habitais, e atendei os seus pedidos

Ouvimos dizer com frequência: “Deus já não me ouve, porque não sou digno... tenho muitos pecados.”

Ora Ele não nos atende pelos nossos méritos, mas pelos de Seu Filho Jesus Cristo. N’Ele somos também filhos.

Neste mundo notamos uma grande discriminação de pessoas quando se trata de alcançar qualquer coisa dos poderosos. Hoje vale sobretudo a cor politica para se chegar a todos os lados, mesmo que para isso seja necessário prejudicar outros.

Deus não é assim. Atende a todos igualmente, mesmo que sejam muitos os pecados daquele que pede.

Mas se Deus é assim para connosco, devemos sê-lo igualmente para com as pessoas com quem vivemos. E nós temos dificuldade em ser imparciais e a todos atender igualmente.

É raro que não se meta pelo meio o favor interesseiro, o dar a quem nos pode recompensar. Queremos  o mesmo Deus igual para todos, mas quando Ele põe a justiça em nossas mãos, facilmente descriminamos as pessoas.

O Senhor continua a dar-nos indicações claras de que devemos tratar a todos por igual, porque todos têm a mesma dignidade de filhos de Deus. Não nos deixemos levar pelas aparências.

 

c) Firmes em nossa confiança. «Se alguém vos anunciar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja anátema

A primeira arma que o Inimigo usa contra nós é do desânimo, sob o disfarce de que a nossa visão da vida é realista, ditada pelo sentido comum.” Afasta-nos de Deus, por falsa humildade, para que, isolados, possamos ser vencidos.

A oração do rei Salomão era feita no Templo.

Nós temos, além dos templos cristãos, onde temos mais silêncio e Jesus Cristo vive e real no Sacrário, o íntimo de cada um de nós, onde a Santíssima Trindade vive como num templo. Uns momentos de recolhimento põe-nos na Sua presença, para Lhe falarmos com toda a confiança.

Ainda que nos pareça que tudo está contra nós e nos encontramos sós, não temamos. Deus nunca nos abandona.

 

2. Disposições para nos aproximarmos d’Ele

 

a) Confiança em Jesus Cristo. «Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-Lhe alguns anciãos dos judeus para Lhe pedir que fosse salvar aquele servo

É muito simpática a figura deste Centurião. Construíra uma sinagoga para os judeus, não professando a fé deles, e vinha agora interceder por um servo doente, gesto raro naqueles tempos.

Devia ser um homem de grande coração porque, apesar de representar ali a ocupação por um pode estrangeiro, soube captar a amizade e a simpatia de todos. «Ele é digno de que lho concedas, pois estima a nossa gente e foi ele que nos construiu a sinagoga».

Volta-se com toda a confiança para Jesus, esperando encontrar aqui a solução para o problema que o preocupa.

É assim que recorremos ao Senhor quando temos problemas, com uma grande confiança na Sua bondade e a certeza de que só não nos atenderia se não pudesse.

A verdade é que o centurião, em palavras simples, reconhece o poder extraordinário de Jesus. Lembra que também ele tem pessoas às suas ordens que obedecem prontamente às suas ordens. E o mesmo pode fazer Jesus em relação à doença daquele servo.

Esta confiança “venceu” Jesus: «Ao ouvir estas palavras, Jesus sentiu admiração por ele e, voltando-se para a multidão que O seguia, exclamou: “Digo-vos que nem mesmo em Israel encontrei tão grande fé”».

 

b) Contando com intercessores. «Quando chegaram à presença de Jesus, os anciãos suplicaram-Lhe insistentemente

O Centurião pensou que, mandando intercessores, seria mais facilmente atendido. «Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-Lhe alguns anciãos dos judeus para Lhe pedir que fosse salvar aquele servo

Há quem entenda a intercessão dos santos como uma força contraria à vontade de Deus que O leva a fazer o que não queria. É uma visão errada da intercessão dos santos. Eles são os mais fieis amigos do Senhor e enriquecem, com os seus méritos, o pedido que nós fazemos, tendo sempre bem claro que há um só mediador necessário.

Além disso, havemos de apoiar as nossa súplicas na oração de pessoas que rezam. É esta a grande missão das obras e pessoas contemplativas: manter o clima de oração e intimidade de que todos precisamos. 

 

c) Com profunda humildade. «Não Te incomodes, Senhor, pois não mereço que entres em minha casa, nem me julguei digno de ir ter contigo

Este centurião é de uma extrema delicadeza e humildade. Apesar da sua famosa bondade pessoal e das benemerências que praticara em favor do povo de Cafarnaum, não se julgava digno de se apresentar diante de Jesus. Além disso, conhecedor de que qualquer judeu que entrasse em contacto com um pagão, ficaria legalmente impuro, sujeito a complicadas purificações, quis poupar a Jesus estes incómodos.

Quando Jesus respondeu que iria a casa do centurião para curar o servo, reagiu imediatamente, mandando dizer por uns amigos: «Não Te incomodes, Senhor, pois não mereço que entres em minha casa, nem me julguei digno de ir ter contigo. Mas diz uma palavra e o meu servo será curado

A Igreja gosta tanto destas palavras que nos manda repeti-las em todas as Missas, antes de comungar.

Ao participarmos na celebração da Eucaristia de cada domingo, façamo-lo com profunda humildade, sem esquecermos que somos filhos de Deus.

Esta humildade manifesta-se na nossa apresentação quando vamos comungar, fazendo uma inclinação profunda, ao mesmo tempo que professamos a fé na Presença Real, ao pronunciar o Amen. Recolhamo-nos, depois, e profunda adoração, repetindo para nós as palavras do centurião.

Nossa Senhora dá-nos o exemplo ao repetir, no momento em que recebe no seu seio virginal o verbo de Deus para Se unir à nossa natureza: Eis a escrava do Senhor!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Com profunda humildade, porque estamos diante de Deus,

mas lembrados também do tesouro da nossa filiação divina,

apresentemos humildemente ao Senhor do Universo

as necessidades da Igreja e dos homens de boa vontade.

Oremos (cantando):

 

    Dai-nos, Senhor, a Vossa misericórdia!

 

1. Pelo Santo Padre, o Papa com os  seus colaboradores,

    para que alente a nossa confiança na bondade de Deus,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, a Vossa misericórdia!

 

2. Pelos que se julgam sós no meio das dificuldades,

    para que vivam na certeza de que Deus nos atende,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, a Vossa misericórdia!

 

3. Pelos marginalizados pela sociedade de consumo,

    para que sejam tratados como de filhos de Deus,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, a Vossa misericórdia!

 

4. Por todos os que têm cargos de governo dos povos,

    para que aprendam a servir e não a ser servidos,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, a Vossa misericórdia!

 

5. Pelos que pedem e julgam que não são atendidos,

    para que o Senhor Jesus robusteça a sua esperança,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, a Vossa misericórdia!

 

6. Pelos irmãos que Deus chamou á Sua presença,

    para que os acolha nas Suas moradas eternas,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, a Vossa misericórdia!

 

Senhor, que fortaleceis a nossa confiança

para que nos dirijamos a Vós como filhos:

ensinai-nos  a fazer sempre a vontade de Deus

para merecermos o prémio que nos está prometido.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Preparemo-nos interiormente para tomarmos parte no mais augusto mistério da fé cristã.

Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro, vai transubstanciar toda a substância do pão e do vinho no Seu Corpo, Sangue, lama e divindade, pelo ministério do sacerdote.

 

Cântico do ofertório: Recebei, Senhor, Fernandes da Silva.

 

Oração sobre as oblatas: Confiando na vossa bondade, Senhor, trazemos ao altar os nossos dons, para que estes mistérios que celebramos nos purifiquem de todo o pecado. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Saudação da Paz

 

Pedimos frequentemente a graça de uma paz sólida, duradoura. Mas estamos resolvidos a cultivá-la com Deus, connosco e com as outras pessoas?

Façamos o propósito de estar mais atentos aos nossos pequenos ou grandes atentados contra a paz.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Repitamos humildemente as palavra do oficial do exército romano, quando Jesus manifesta o propósito de ir a sua casa para curar o servo: «Não Te incomodes, Senhor, pois não mereço que entres em minha casa, nem me julguei digno de ir ter contigo. Mas diz uma palavra e o meu servo — o teu servo que sou eu — será curado. »

 

Cântico da Comunhão: O corpo de Jesus Cristo, F. dos Santos, B. M. Litúrgica (Ed. Telos), n.° 12, p. 6.

Sl 16 (17)

Antífona da comunhão: Dai ouvidos, Senhor, às minhas palavras; eu Vos invoco, porque Vós me respondeis.

ou:

Mc 11,23-24

Na verdade vos digo: tudo quanto pedirdes na oração, crede que o recebereis, e assim se fará, diz o Senhor.

 

 

Cântico de acção de graças: Nós Vos Louvamos (Te Deum), M. Faria, N.R.M.S., n.° 8 (II), p. 16.

 

Oração depois da comunhão: Governai, Senhor, com o Vosso espírito aqueles que alimentastes com o Corpo e Sangue de Vosso Filho; confessando-Vos não só com palavras, mas em obras e verdade, mereçamos entrar no Reino dos Céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vivamos com a alegre certeza de que Deus a todos atende com pronta generosidade, seja qual for a sua condição.

Procuremos, nós também, não ter acepção de pessoas, quando for preciso ajudá-las.

 

Cântico final: irmãos, a missa não findou, Fernandes da Silva, N.R.M.S., n.° 4 (II), p. 12

 

 

Homilia FeriaL

 

9ª SEMANA

 

2ª Feira, 30-V: A Eucaristia, pedra angular da nossa vida.

2 Ped 1, 2-7 / Mc 12, 1-12

Os agricultores: este é o herdeiro: Vamos matá-lo e a herança será nossa.

Com esta parábola dos agricultores homicidas, Jesus faz um resumo da História da salvação. Aquele que foi rejeitado transformou-se «na pedra angular» (Ev.) de todas as construções: a sociedade, a família, cada um de nós.

Além disso, Ele tornou-nos participantes da «natureza divina» (Leit.) e, através da Eucaristia, é a pedra angular da nossa vida. Procuremos transportar para o nosso dia os mesmos sentimentos de Cristo  na Santa Missa:: dar a vida para nos salvar; e o os mesmos sentimentos da sua presença no Sacrário: ficar connosco sempre.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial