Santíssimo Corpo e Sangue e Cristo

26 de Maio de 2016

 

Solenidade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Da Flor da Farinha os Alimentou, M. Carneiro, NRMS 37

Salmo 80,17

Antífona de entrada: O Senhor alimentou o seu povo com a flor da farinha e saciou-o com o mel do rochedo.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Igreja reserva dois dias no ano litúrgico à celebração do mistério da Santíssima Eucaristia: a Quinta-Feira Santa e a Solenidade do Corpo e Sangue do Senhor.

Com profundo agradecimento, celebrámos em Quinta Feria Santa — no início do Tríduo Sacro Pascal — a instituição da Santíssima Eucaristia e do sacramento da Ordem — o sacerdócio ministerial — durante a Última Ceia.

Uma vez que este espaço litúrgico não se prestava a grandes manifestações externas, desde há muitos anos que a Igreja sentiu a necessidade de celebrar com manifestações externas de alegria e gratidão a Presença Real de Jesus Cristo na Santíssima Eucaristia.

Foi este o desejo que fez nascer esta Solenidade na qual muitos meninos e meninas são carinhosamente conduzidos à mesa da Sagrada Comunhão.

 

Acto penitencial

 

Deus está aqui dos Anjos adorado — cantamos diante da Hóstia consagrada, num arrebatamento de amor.

Quando, porém, se trata da nossa vida de cada dia, acabamos por tratar o Senhor com esquecimento, com frieza e desleixo.

Peçamos perdão e formulemos corajosamente diante do Senhor propósitos firmes de emenda.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Para as nossas comunhões sacramentais feitas com leviandade,

    sem qualquer preparação, sem recolhimento e acção de graças,

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

•   Para as faltas de fé e de respeito diante do Sacrário onde estais,

    e para as indiferenças com que tratamos o Senhor na Eucaristia,

    Cristo, misericórdia!

 

    Cristo, misericórdia!

 

•   Para a falta de respeito com as pessoas, especialmente os pobres,

    em cada uma das quais o Senhor está misteriosamente presente,

    Senhor, tende piedade de nós!

 

Senhor, tende piedade de nós!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Senhor Jesus Cristo, que neste admirável sacramento nos deixastes o memorial da vossa paixão, concedei-nos a graça de venerar de tal modo os mistérios do vosso Corpo e Sangue que sintamos continuamente os frutos da vossa redenção.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Depois de ter vencido a coligação dos reis da Mesopotâmia que tinham aprisionado Lot, Abraão é abençoado pelo sumo sacerdote Melquisedec a quem oferece os dízimos dos despojos recolhidos na guerra.

Melquisedec é uma figura de Jesus Cristo no Antigo Testamento e o pão e o vinho do sacrifício que ele ofereceu recordam-nos a matéria da Santíssima Eucaristia.

 

Génesis 14, 18-20

Naqueles dias, 18Melquisedec, rei de Salém, trouxe pão e vinho. Era sacerdote do Deus Altíssimo 19e abençoou Abraão, dizendo: «Abençoado seja Abraão pelo Deus Altíssimo, criador do céu e da terra. 20Bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou nas tuas mãos os teus inimigos». E Abraão deu-lhe a dízima de tudo.

 

“Melquisedec”, rei-sacerdote de “Salém”, isto é, Jerusalém. Salém significa paz (xalom); Jerusalém (Yeruxaláyim) significa “fundação de paz”; era a capital dos Jebuseus que David conquistou. Após a expedição de Abraão contra os quatro reis orientais que tinham saqueado a zona do Mar Morto, a Pentápole, Abraão e os seus homens armados tinham chegado vitoriosos (v. 16), mas exaustos. O rei de Jerusalém, reconhecido pelo perigo que Abraão afastara das suas vizinhanças, veio ao seu encontro com abastecimentos de pão e vinho para restabelecer as forças das tropas cansadas. Abraão, agradecido por tal atitude, decide recompensar Melquisedec com o dízimo de todos os despojos que trazia da expedição guerreira. A tradição patrística e a Liturgia, viram na oferta de pão e vinho uma figura do Sacrifício Eucarístico; no Cânone Romano pede-se a Deus que aceite o Sacrifício da Missa como aceitou o sacrifício de Melquisedec. Mas podemos perguntar: esta oferta foi um verdadeiro sacrifício, ou um simples auxílio às tropas cansadas? Se é certo que o verbo hebraico, “trouxe”, não pertence ao vocabulário sacrifícial, também é certo que Melquisedec era sacerdote e foi nesta condição que “trouxe pão e vinho”, sendo coerente que tivesse sido oferecido antes em sacrifício, talvez em acção de graças da vitória obtida. Pelo Salmo109 (110) e por Hbr 7, sabemos que Melquisedec é uma figura de Cristo. Também Jesus – o anti-tipo de Melquisedec – alimenta os seus soldados, cansados na batalha contra os inimigos do Reino, com o pão e o vinho eucarístico, o seu Corpo e Sangue oferecido em sacrifício; por isso a Igreja reza: “da robur, fer auxilium”(dá-nos força, traz-nos auxílio).

 

Salmo Responsorial    Sl 109 (110), 1-4 (R. 4bc)

 

Monição: O salmo que a Liturgia nos convida a cantar celebra o sacerdócio e a realeza de Jesus Cristo.

Ele é sacerdote para sempre, não de acordo com o sacerdócio levítico, herdado pelo sangue, mas com o sacerdócio de Melquisedec, atribuído por divina eleição.

 

Refrão:        O Senhor é sacerdote para sempre.

 

Ou:               Tu és sacerdote para sempre,

segundo a ordem de Melquisedec.

 

Disse o Senhor ao meu Senhor:

«Senta-te à minha direita,

até que Eu faça de teus inimigos escabelo de teus pés.

 

O Senhor estenderá de Sião

o ceptro do teu poder

e tu dominarás no meio dos teus inimigos.

 

A ti pertence a realeza desde o dia em que nasceste

nos esplendores da santidade,

antes da aurora, como orvalho, Eu te gerei».

 

O Senhor jurou e não Se arrependerá:

«Tu és sacerdote para sempre,

segundo a ordem de Melquisedec».

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo transmite-nos na sua primeira Carta aos fieis de Corinto a mais antiga narração da instituição da Santíssima Eucaristia.

A Igreja conserva piedosamente este texto que nos transmite, ainda antes dos Evangelhos, o testemunho sobre o modo como as comunidades cristãs primitivas celebravam a Eucaristia.

 

1 Coríntios 11, 23-26

Irmãos: 23Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, 24partiu-o e disse: “Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim”. 25Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim”. 26Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha.

 

Temos aqui o relato da última Ceia, o mais antigo dos quatro que aparecem no N. T., escrito apenas uns 25 anos após o acontecimento. São Paulo diz que isto mesmo já o tinha pregado aos cristãos (v. 23) uns quatro anos atrás, durante os 18 meses em que evangelizou a cidade de Corinto, por ocasião da sua segunda viagem.

23 “Recebi do Senhor”: O original grego (com o uso da preposição apó e não pará) deixa ver que S. Paulo recebeu esta doutrina pela tradição que remonta ao Senhor e não directamente dele, por meio de alguma revelação, como alguém poderia pensar. “Na noite em que ia ser entregue”: Há uma dupla entrega do Senhor, a sua entrega às mãos dos seus inimigos, para a morrer pelos nossos pecados e nos ganhar a vida divina, e a entrega no Sacramento da SS. Eucaristia, como alimento desta mesma vida divina. Para o seu amor infinito, é pouco dar-se todo uma só vez por todos; quer dar-se todo a cada um de nós todas as vezes que nos disponhamos a recebê-lo!

24 “Isto é o Meu Corpo”: A expressão de Jesus é categórica e terminante, sem deixar lugar a mal entendidos. Não diz “aqui está o meu corpo”, nem “isto simboliza o meu corpo”, mas sim: “isto é o meu corpo”, como se dissesse “este pão já não é pão, mas é o meu corpo”. Todas as tentativas heréticas de entender estas palavras num sentido meramente simbólico, fazem violência ao texto e não têm seriedade. É certo que o verbo “ser” também pode ter o sentido de “ser como”, “significar”, mas isto é só quando do contexto se possa depreender que se trata duma comparação, o que não se dá aqui, pois não se vê facilmente como o pão seja como o Corpo de Jesus, ou como é que o pode significar. Atenda-se a que Jesus, com a palavra isto não se refere à acção de partir o pão, pois não pronuncia estas palavras enquanto parte o pão, mas depois de o ter partido; portanto não tem sentido dizer que, com a fracção do pão, o Senhor queria representar o despedaçar do seu corpo por uma morte violenta (o corpo entregue); Jesus não podia querer dizer tal coisa, pois, se o quisesse dizer, havia de o explicitar, uma vez que o gesto de partir o pão era um gesto usual do chefe da mesa em todas as refeições, não sendo possível ver um outro sentido; por outro lado, o beber do cálice já não se podia prestar a um tal sentido.

Os Apóstolos vieram a entender as palavras de Jesus no seu verdadeiro realismo, como aparecem no discurso do Pão da Vida (Jo 6, 51-58). Se Jesus não quisesse dar este sentido realista às suas palavras, também os seus discípulos e a primitiva Igreja não lho podiam dar, porque beber o sangue era algo sumamente escandaloso para gente criada no judaísmo, que ia ao ponto de proibir a comida de animais não sangrados. Se S. Paulo não entendesse estas palavras de Jesus num sentido realista, não teria podido afirmar no v. 27 (omitido na leitura de hoje): “quem comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor”; e no v. 29 fala de “distinguir o corpo do Senhor”.

Paulo VI, na encíclica Misterium fidei, rejeitou as explicações teológicas (transignificação e transfinalização) que não respeitem suficientemente o realismo da presença real: “Mas para que, ninguém entenda erroneamente este modo de presença, que supera leis da natureza e constitui o maior dos milagres no seu género, é preciso seguir com docilidade a voz da Igreja docente e orante. Pois bem, esta voz, que é um eco perene da voz de Cristo, assegura-nos que Cristo se torna presente neste Sacramento pela conversão de toda a substância do pão no seu corpo e de toda a substância no vinho no seu sangue; conversão admirável e singular à qual a Igreja justamente e com propriedade chama transubstanciação” (atenda-se a que aqui a noção de substância não é a da Física ou da Química, mas a da Metafísica).

24-25 “Fazei isto em memória de Mim”: Com estas palavras, Jesus Cristo entrega aos Apóstolos (e aos seus sucessores) o poder ministerial de celebrar o Mistério Eucarístico; por isso, Quinta-Feira Santa é o dia do sacerdócio e dos sacerdotes.

25 “A Nova Aliança com o meu Sangue”: Jesus compara o seu sangue, que vai derramar na cruz, ao sangue do sacrifício da Aliança do Sinai (cf. Ex 24, 8), como sendo o novo sacrifício com que se ratifica a Nova Aliança de Deus com a Humanidade, aliança anunciada pelos profetas (Jer 31, 31-33). Na Ceia temos o mesmo sacrifício do Calvário antecipado sacramentalmente através das palavras do próprio Jesus. Na Missa temos igualmente o mesmo sacrifício da Cruz renovado e representado sacramentalmente através da dupla consagração feita pelo sacerdote que actua na pessoa e em nome de Cristo, sendo Ele o mesmo oferente principal, a mesma vítima e sendo os merecimentos os mesmos do único Sacrifício redentor a serem aplicados, Sacrifício oferecido de uma vez para sempre (efápax: cf. Hebr 9, 25-28; 10, 10.18).

26 Anunciareis a Morte do Senhor”: No altar já não se derrama o sangue de Cristo, como na Cruz, mas oferece-se, de modo incruento, o mesmo sacrifício, renovando e representando sacramentalmente o mistério da mesma Morte que se deu no Calvário.

 

Sequência

 

Esta sequência é facultativa e pode dizer-se na íntegra ou em forma mais breve, isto é, desde as palavras: Eis o pão

 

Terra, exulta de alegria,

Louva o teu pastor e guia,

Com teus hinos, tua voz.

 

Quanto possas tanto ouses,

Em louvá-l’O não repouses:

Sempre excede o teu louvor.

 

Hoje a Igreja te convida:

O pão vivo que dá vida

Vem com ela celebrar.

 

Este pão que o mundo creia

Por Jesus na santa Ceia

Foi entregue aos que escolheu.

 

Eis o pão que os Anjos comem

Transformado em pão do homem;

Só os filhos o consomem:

Não será lançado aos cães.

 

Em sinais prefigurado,

Por Abraão imolado,

No cordeiro aos pais foi dado,

No deserto foi maná.

 

Bom pastor, pão da verdade,

Tende de nós piedade,

Conservai-nos na unidade,

Extingui nossa orfandade

E conduzi-nos ao Pai.

 

Aos mortais dando comida,

Dais também o pão da vida:

Que a família assim nutrida

Seja um dia reunida

Aos convivas lá do Céu.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 6, 51

 

Monição: Recordando o maná que o Senhor enviou do Céu para alimentação do Seu Povo, Jesus ensina aos muitos ouvintes que o procuram, depois da multiplicação dos pães, que Ele é o verdadeiro Alimento para a nossa vida divina.

Aclamemos este dom infinitamente precioso com um cântico festivo e acolhamos em nós a Palavra de Deus.

 

Aleluia

 

Cântico: Az. Oliveira, NRMS 36

 

Eu sou o pão vivo descido do Céu, diz o Senhor.

Quem comer deste pão viverá eternamente.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 9, 11b-17

Naquele tempo, 11bestava Jesus a falar à multidão sobre o reino de Deus e a curar aqueles que necessitavam. 12O dia começava a declinar. Então os Doze aproximaram-se e disseram-Lhe: «Manda embora a multidão para ir procurar pousada e alimento às aldeias e casais mais próximos, pois aqui estamos num local deserto». 13Disse-lhes Jesus: «Dai-lhes vós de comer». Mas eles responderam: «Não temos senão cinco pães e dois peixes... Só se formos nós mesmos comprar comida para todo este povo». 14Eram de facto uns cinco mil homens. Disse Jesus aos discípulos: «Mandai-os sentar por grupos de cinquenta». 15Assim fizeram e todos se sentaram. 16Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou sobre eles a bênção. Depois partiu-os e deu-os aos discípulos, para eles os distribuírem pela multidão. 17Todos comeram e ficaram saciados; e ainda recolheram doze cestos dos pedaços que sobraram.

 

Há uma profunda relação entre este milagre e a instituição da Eucaristia. A própria descrição dos gestos de Jesus ao fazer o milagre sugere os seus gestos na Ceia: “abençoou”, “partiu”, “deu aos discípulos”. Com este milagre, é prefigurado o prodígio da Eucaristia e os Apóstolos são preparados para receberem tão grande dom e o distribuírem aos fiéis: para eles os servirem à multidão (v. 16). A linguagem do relato deixa ver fortes ressonâncias litúrgicas, provenientes certamente da vida das primitivas comunidades, que celebravam a Eucaristia. O IV Evangelho conserva-nos a promessa do Pão da Vida no discurso eucarístico (Jo 6, 32-58), na sequência deste mesmo milagre. Lucas não refere a 2ª multiplicação dos pães, que se insere na chamada grande omissão de Lucas relativamente a Marcos, que lhe terá servido de fonte (Mc 6, 45 – 8, 26); por outro lado Lucas costuma omitir relatos paralelos, para não se alongar sem necessidade.

13 “Dai-lhes vós de comer.” Jesus sabia o que ia fazer, como sublinha o relato muito mais pormenorizado de S. João; e disse isto para os pôr à prova  (Jo 6, 6), isto é, para ver até que ponto os seus Apóstolos estavam capacitados para confiar na omnipotên­cia divina que Jesus lhes tinha vindo a mostrar com tantos milagres já realizados.

 

Sugestões para a homilia

 

• Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote

Sacerdócio eterno de Cristo

Oferece-Se ao Pai

Dá-Se-nos como Alimento

• A Eucaristia, alimento da Vida

A situação actual do mundo

Que podemos fazer

O Senhor dá-Se-nos em Alimento

 

1. Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote

 

Narra o Livro do Génesis, no capítulo 14, que quatro reis da Mesopotâmia empreenderam uma guerra contra as cinco cidades do Vale de Sidim, onde se encontra hoje o mar Morto ou Salgado. O motivo terá sido que as Cidades da Planície tinham sido fundadas para lhes pagarem tributo por doze anos, mas revoltaram-se no décimo terceiro.

Os quatro reis vieram fazer guerra e derrotaram estes povos, levando prisioneiras muitas pessoas, entre as quais Lot, sobrinho de Abraão.

Então o santo Patriarca reuniu rapidamente uma aliança de cinco reis e derrotou-os, restituindo à liberdade a Lot.

 É neste contexto que faz aparição o sacerdote Melquisedec, figura de Jesus Cristo no Antigo Testamento.

 

a) Sacerdócio eterno de Cristo. «Naqueles dias, Melquisedec, rei de Salém, trouxe pão e vinho

Melquisedec veio ao encontro de Abraão e ofereceu um sacrifício de acção de graças de pão e vinho. Abraão, por sua vez, ofereceu-lhe os dízimos de todos os despojos de guerra.

O autor da Carta aos Hebreus retoma este acontecimento da bíblia para nos explicar o sacerdócio de Jesus Cristo.

Melquisedec aparece aqui como uma figura de Jesus Cristo. Na verdade:

• Não se conhece a sua linhagem humana, fazendo-nos evocar a geração eterna do Verbo;

• Abraão reconhece a superioridade de Melquisedec, pois oferece-lhe o dízimo dos despojos;

• Ele é sacerdócio do Altíssimo. Jesus Cristo é Sumo e único Sacerdote.

• O pão e o vinho que o sacerdote oferece ao santo Patriarca lembra a matéria da Eucaristia.

Em todos os tempos, os povos sentiram a necessidade de terem sacerdotes, vítimas e sacrifícios. O holocausto, com a destruição total da vítima, recorda ao homem que ele deveria pagar com a vida os seus pecados, mas é substituído na morte por uma vítima simbólica. Jesus Cristo foi constituído pelo Pai o único e sumo Sacerdote. O autor da Carta aos Hebreus escreveu: «As vítimas e os sacrifícios não foram suficientes para Te aplacar. Então, Eu disse: “Eis-Me aqui, para fazer, ó Pai a Tua vontade

Jesus Cristo instituiu como sacrifício único e perpétuo a ser renovado — não repetido — sobre os nossos altares.

A Liturgia da Igreja estabeleceu um dia — o Dia do Senhor — em que o fiel deve estar presente nesta celebração, agradecendo ao Senhor que o agregue a Si mesmo neste sacrifício ao Pai.

 

b) Oferece-Se ao Pai. «Era sacerdote do Deus Altíssimo e abençoou Abraão, dizendo: “Abençoado seja Abraão pelo Deus Altíssimo, criador do céu e da terra. Bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou nas tuas mãos os teus inimigos”.»

Ainda no seio materno, Jesus diz que vem ao mundo para fazer a vontade do Pai. Toda a Sua vida foi isto mesmo, desde o primeiro instante da Incarnação até ao último suspiro no Calvário.

Para que a nossa vida seja uma Eucaristia permanente, há-de ser uma luta generosa para fazer a vontade de Deus que Ele nos manifesta nos Seus Mandamentos e nas mil circunstâncias da vida: na vivência da vocação, no trabalho, no relacionamento com os outros.

Não faz, portanto, sentido, querer participar plenamente na Eucaristia — comungar — sem estar na graça de Deus. Para que isto nos seja possível, Jesus deixou na santa Igreja a confissão sacramental e anima-nos a recorrer a ela muitas vezes.

Desgraçadamente, não faltam pessoas que confundem a fé e a vida em graça com uma emoção momentânea, numa primeira comunhão de um familiar, num casamento ou em qualquer outra  celebração e aproximam-se atrevidamente da comunhão, cometendo um sacrilégio.

Não podemos separar a participação plena na Eucaristia — na comunhão  — sem estar na graça de Deus, recuperada, quando necessário, por uma comunhão bem feita. Quando alguém está em pecado mortal, não lhe basta, ordinariamente, o acto de contrição, para se poder aproximar da Mesa da Eucaristia.

S. Paulo fala com dureza deste pecado: «Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demónios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demónios.» (I Cor 10, 21).

E noutra passagem: «qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor.» (1 Coríntios 11:27-29).

 

c) Dá-Se-nos como Alimento. «E Abraão deu-lhe a dízima de tudo.»

O Corpo e o Sangue de Jesus Cristo que recebemos na Sagrada Comunhão são verdadeiro Alimento da nossa vida divina, de modo que não podemos viver sem ele.

•  Alimento da nossa vida em graça. Mas ao contrário do que acontece com o alimento do corpo, não é o alimento que se transforma em nós, mas nós que nos transformamos neste Alimento divino que é Jesus Cristo.

É preciso acabar com o cristianismo rotineiro à margem de todo o amor de Deus, que se contenta com uma comunhão e longe a longe — uma ou algumas vezes por ano — para não ter que viver com cuidado, defendendo a vida da graça de Deus que recebeu no Baptismo.

 •  A santa Igreja ensina-nos com disposições havemos de tomar este Alimento divino:

Com toda a fé, sabendo e pensando que na hóstia está Jesus Cristo todo inteiro, verdadeiro Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, tão real e perfeitamente como está no Céu.

Com reverência, isto é, com respeito. Este manifesta-se no nosso modo de vestir e na compostura com que nos aproximamos da Sagrada Mesa.

Com amor. Quando nos convidam para uma festa, sentimos a necessidade de participar nela com alguma oferta. Que levamos para oferecer ao Senhor, quando vamos comungar?

Sobre os modos de comungar, a santa Igreja estabeleceu diversas indicações.

Quando a comunhão é em público, devemos comungar de pé; mas em particular, podemos comungar de joelhos, se o sacerdote estiver de acordo.

Ultimamente, abriu-se ainda a possibilidade de duas formas de comungar: na boca, a tradicional e a mais ordinária.

Pode haver, porém, motivo para comungar na mão. Não se faça por exibicionismo ou porque algum se considera um “cristão de primeira classe” por fazer isto.

As pessoas que comungam na mão — como as outras — devem aprofundar continuamente a doutrina sobre a Presença Real.

Verifica-se, por vezes, que o fazem levianamente, sem cuidado com os fragmentos que ficam na mão, olhando para todos os lados, sem qualquer recolhimento.

O Anjo de Portugal queixa-se de ultrajes, sacrilégios e indiferenças. Evitemos ter qualquer destes pecados contra a Santíssima Eucaristia.

Como Pedro aos demais Apóstolos, nas margens do Lago, nós exclamamos diante da hóstia consagrada: «É o Senhor

 

2. A Eucaristia, alimento da Vida

 

a) A situação actual do mundo. «O dia começava a declinar. Então os Doze aproximaram-se e disseram-Lhe: “Manda embora a multidão para ir procurar pousada e alimento às aldeias e casais mais próximos, pois aqui estamos num local deserto”.»

Vivemos hoje com muitas dificuldades, apesar dos meios que temos para levar uma vida com o mínimo de dificuldades.

Há melhores e mais confortáveis casas, melhor e mais abundante alimentação, transportes rápidos e cómodos como nunca, meios fáceis de comunicação, maior circulação dinheiro.

Todavia, as pessoas vivem tristes e resmungam por tudo e por nada, sem que possamos contentá-las.

Falta-lhes Deus e, por isso, estão em circunstâncias semelhantes às daquela multidão de que nos fala o Evangelho de hoje: vai-se aproximando a noite e eles não têm pão para comer, nem forças para o irem procurar longe ou dinheiro para o comprar.

Os pais sofrem com o descaminho dos filhos pela impiedade e pela droga; encontramos doenças sem cura; há multidões em descristianização galopante...

À nossa volta estão multidões famintas de amor, de carinho humano, de fé, de vida limpa, de amor de Deus.

Outros — os cristãos velhos do nosso meio — estão enfartados, com uma sensação de não precisarem de nada, mas a cair de fraqueza.

As pessoas querem voar sem asas, viverem saciadas sem tomar qualquer alimento, serem felizes sem Deus.

Tal como uma família não pode estar contente e feliz à mesa, se à sua porta há pessoas esfomeadas, também nós não podemos viver felizes, se não procurarmos fazer o que está ao nosso alcance para lhes minorar a fome.

 

b) Que podemos fazer. «Disse-lhes Jesus: “Dai-lhes vós de comer”. Mas eles responderam: “Não temos senão cinco pães e dois peixes... Só se formos nós mesmos comprar comida para todo este povo”.»

Perante a situação desta multidão destas cinco mil pessoas, uma é a solução humana apontada:

A solução dos homens. Resume-se a não querer com a visão dos problemas. Foi a solução apontada pelos Apóstolos: «Manda embora a multidão para ir procurar pousada e alimento às aldeias e casais mais próximos, pois aqui estamos num local deserto».

Os Doze não queriam sofrer o incómodo de ver esta multidão em sofrimento. Mas o Mestre sabe que, mesmo que não vejamos os problemas, eles continuam a existir.

Quando olhamos o mundo sem a luz da fé, caímos no desânimo de melhorá-lo e torná-lo habitável.

É a tentação que os pais sentem de cruzar os braços perante os problemas dos filhos; ou o nosso quando queremos que o mundo melhore sem o nosso esforço.

Por dentro de nós está o desalento perante a própria incapacidade, o não contar com a ajuda de Deus. Tudo isto leva a deixar cair os braços.

A solução de Jesus. Consiste no empenhamento pessoal, de mãos dadas com Deus. Foi preciso que entregassem todos os pães e todos os peixes que tinham.

— Comecemos por dar tudo o que está na nossa mão: a santidade pessoal procurada com sinceridade;

— A oração e mortificação com perseverança; fazer tudo o que é humanamente possível, não perder a paz e confiar no Senhor, fazendo a Sua vontade.

— É preciso confiar no Senhor e obedecer-Lhe. Encontramos tudo isto na vida dos santos. O Santo Cura d’Ars tomou conta duma paróquia paganizada e em breve se tornou modelo das outras. S. João Bosco preocupa-se com uma multidão de jovens que vêm para a cidade à procura de trabalho e são desorientados. S. Josemaria, com apenas vinte e seis anos e bom humor, abre no mundo um novo caminho de santidade.

 

c) O Senhor dá-Se-nos em Alimento. «Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: «isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim

Para matar a fome desta multidão faminta constituída por cinco mil pessoas, Jesus multiplicou miraculosamente os cinco pães e dois peixes. Todos comeram e ficaram saciados. Para matar a fome do mundo de hoje, Ele multiplica prodigiosamente o Seu Corpo e Sangue.

Dois milagres de Jesus nos ajudam a compreender melhor o que se passa na Consagração da Missa.

Em Caná da Galileia, Jesus muda toda a substância da água em vinho; aqui, sem mudar a substância do pão e do peixe, multiplica-os.

Na Consagração acontecem as duas coisas: toda a substância do pão e do vinho são transubstanciadas no Corpo e Sangue do Senhor; mas Ele multiplica prodigiosamente a Sua Presença, de tal modo que cada uma das pessoas que comungam, recebe Cristo inteiro. Cantamos na Sequência da Missa deste dia: Quer o recebam mil, quer um só, todos recebem o mesmo, nem recebendo-o podem consumi-lo.

Ao fazer-nos apelo à fé na Santíssima Eucaristia, nesta Solenidade, Jesus Cristo deseja que a concretizemos na Comunhão frequente e bem feita. Se acreditamos que Ele é o Alimento insubstituível de que precisamos, por que não comungamos com frequência?

Quando o Santo Cura d’Ars estava para morrer, um sacerdote foi levar-lhe o Sagrado Viático e o santo começou a chorar. Quando lhe perguntaram porque choravam respondeu: “É tão triste comungar pela última vez!”

Maria e a Eucaristia. Poderíamos imaginar a aflição da mãe quando vê que o filho está devorado pela fome e se recusa comer?

A Santíssima Eucaristia é dom da Santíssima Virgem. É a Carne e o Sangue que Ele recebeu no seu seio imaculado que nós recebemos na Sagrada Comunhão.

Que Ele nos ajude a comungar cada vez melhor.

 

Fala o Santo Padre

 

«Eis o milagre: mais do que uma multiplicação, trata-se de uma partilha, animada pela fé e pela oração.»

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje celebramos a festa de Corpus Christi […]. É a solenidade da Eucaristia, Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo.

O Evangelho propõe-nos a narração do milagre dos pães (cf. Lc 9, 11-17); gostaria de meditar sobre um aspecto que sempre me impressiona e me faz reflectir. Encontramo-nos na margem do lago da Galileia e está a anoitecer; Jesus preocupa-se com as pessoas que há tantas horas andam com Ele: são milhares, e têm fome. Que fazer? Também os discípulos se preocupam e dizem a Jesus: «Despede a multidão», a fim de que vá aos povoados vizinhos para encontrar alimentos. Mas Jesus diz: «Dai-lhes vós mesmos de comer» (v. 13). Os discípulos permanecem desconcertados e respondem: «Só temos cinco pães e dois peixes», como se dissessem: apenas o necessário para nós.

Jesus sabe bem o que fazer, mas quer responsabilizar os seus discípulos, quer educá-los. A atitude dos discípulos é humana, pois procura a solução mais realista, que não crie demasiados problemas: Despede a multidão — dizem — e que cada qual se arranje como puder; de resto, já fizeste tanto por eles: pregaste, curaste os enfermos... Despede a multidão!

A atitude de Jesus é claramente diferente, pois é ditada pela sua união com o Pai e pela compaixão em relação às pessoas, por aquela piedade de Jesus para com todos nós: Jesus sente os nossos problemas, sente as nossas fraquezas, sente as nossas necessidades. Diante daqueles cinco pães, Jesus pensa: eis a providência! Deste pouco, Deus pode encontrar o necessário para todos. Jesus confia totalmente no Pai celeste, sabe que a Ele tudo é possível. Por isso, pede aos discípulos que mandem as pessoas sentar-se em grupos de cinquenta — e isto não é casual, porque significa que já não são uma multidão, mas tornam-se comunidades, alimentadas pelo pão de Deus. Em seguida, toma aqueles pães e peixes, eleva os olhos ao céu, recita a bênção — é clara a referência à Eucaristia — e depois parte-os e começa a dá-los aos discípulos para que eles os distribuam... e os pães e os peixes já não acabam, não acabam! Eis o milagre: mais do que uma multiplicação, trata-se de uma partilha, animada pela fé e pela oração. Todos comeram e sobejou: é o sinal de Jesus, pão de Deus para a humanidade.

Os discípulos viram, mas não entenderam bem a mensagem. Como a multidão, também eles foram levados pelo entusiasmo do sucesso. Mais uma vez seguiram a lógica humana, e não a lógica de Deus, que é feita de serviço, de amor e de fé. A festa de Corpus Christi pede-nos que nos convertamos à fé na Providência, que saibamos compartilhar o pouco que somos e o pouco que temos, sem nunca nos fecharmos em nós mesmos. Peçamos à nossa Mãe Maria que nos ajude nesta conversão, para ser verdadeiramente em maior medida aquele Jesus que nós adoramos na Eucaristia. Assim seja!

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 2 de junho de 2013

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Agradecidos e felizes pelo dom da Eucaristia,

peçamos ao nosso Pai do Céu misericordioso

que nos conceda por meio d’Ela todas as bênçãos.

Apresentemos por Jesus, no Espírito, ao Pai,

as necessidades de todas as pessoas de boa vontade.

Oremos (cantando):

 

    Ó Cristo, Pão do Céu, dai-nos a Vida.

 

1. Pelo Santo Padre, com os Bispos, Presbíteros e Diáconos,

    para que nos ensinem a tratar com Amor Jesus Eucaristia,

    oremos, irmãos.

 

    Ó Cristo, Pão do Céu, dai-nos a Vida.

 

2. Por todas as crianças que hoje fazem a Primeira Comunhão,

    para que este dia feliz nunca mais se lhes apague da memória,

    oremos, irmãos.

 

    Ó Cristo, Pão do Céu, dai-nos a Vida.

 

3. Pelos pais de todas as crianças que vão receber Jesus Cristo,

    para que vivam de tal modo que as posam acompanhar sempre,

    oremos, irmãos.

 

    Ó Cristo, Pão do Céu, dai-nos a Vida.

 

4. Pelas muitas e santas vocações sacerdotais de toda a Igreja,

    para que nunca faltem sacerdotes que nos dêem a Eucaristia,

    oremos, irmãos.

 

    Ó Cristo, Pão do Céu, dai-nos a Vida.

 

5. Pelas pessoas que tudo preparam para o Culto da Eucaristia,

    para que o Senhor as recompense nesta vida e no Paraíso,

    oremos, irmãos.

 

    Ó Cristo, Pão do Céu, dai-nos a Vida.

 

6. Pelas almas que o Senhor hoje chamou à Sua divina Presença,

    para que lhes mostre agora o esplendor do Seu rosto divino,

    oremos, irmãos.

 

    Ó Cristo, Pão do Céu, dai-nos a Vida.

 

Senhor, que a Comunhão do Vosso Corpo e Sangue

nos leve a melhorar continuamente a nossa vida

e a ajudar mais a crescer na fé os nossos irmãos.

E depois de uma vida na fé, nos guarde para a vida eterna.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

De pouco teria valido a instituição da Santíssima Eucaristia no Cenáculo, durante a Última Ceia, se Jesus não tivesse tomado precauções para que este dom de infinito valor não estivesse sempre presente.

De facto, na instituição deste Alimento divino, Jesus deu aos Apóstolos e seus sucessores o poder de consagrar o pão e o vinho.

Deste modo, em todo o tempo e lugar, acontece o que vai acontecer nesta celebração dentro de momentos: Jesus Eucaristia estará connosco vivo e real como no Céu. 

 

Cântico do ofertório: Oh Verdadeiro Corpo do Senhor, C. Silva, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Concedei, Senhor, à vossa Igreja o dom da unidade e da paz, que estas oferendas misticamente simbolizam. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio da Eucaristia

 

Santo: J. Duque, NRMS 21

 

Saudação da Paz

 

A Santíssima Eucaristia é a fonte da verdadeira paz e exige de nós que estejamos em paz com Deus, connosco e com os irmãos para que possamos comungar.

Abraçamos o nosso coração nesta hora de graça, para manifestarmos a todas as pessoas — representadas em quem se encontra ao nosso lado — o nosso perdão generoso e o desejo de sermos também perdoados.

 

Monição da Comunhão

 

Deus está aqui dos anjos adorado. Vivemos a nossa fé, antes de nos aproximarmos para O receber na hóstia consagrada.

Ele veio com humildade, tornado nosso Pão da Vida, para que não tivéssemos receio de nos aproximarmos d’Ele.

Correspondamos a esta amizade com profunda delicadeza de consciência e amor sem limites.

 

Cântico da Comunhão: Celebremos o mistério, F. Silva, NRMS 77-79

Jo 6, 57

Antífona da comunhão: Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Saciastes o Vosso Povo, F. Silva, NRMS 90-91

 

Oração depois da comunhão: Concedei-nos, Senhor Jesus Cristo, a participação eterna da vossa divindade, que é prefigurada nesta comunhão do vosso precioso Corpo e Sangue.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Nos caminhos da vida, nunca estamos sós. Em qualquer Sacrário dos nossos templos, Deus espera-nos, para ser nosso alimento, médico, confidente e amigo.

Ajudemos os nossos companheiros de caminho a tomar consciência desta maravilha: um Deus ao nosso dispor.

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. Silva, NRMS 90-91

 

 

Homilias Feriais

 

 

6ª Feira, 27-V: A igreja, casa de oração.

1 Ped 4, 7-13 / Mc 11, 11-25

A minha casa será chamada casa de oração, para todas as nações.

Com estas palavras, o Senhor indica-nos como há-de ser o nosso comportamento e o respeito a ter em conta nas igrejas, dado o seu carácter sagrado. Com que respeito e piedade estou nos locais de culto, onde se celebra o sacrifício eucarístico e Jesus está presente no Sacrário?

S. Pedro dá-nos dois conselhos para este efeito: «Sede ponderados e comedidos, para poderdes orar», isto é, ter o máximo recolhimento possível; «Se alguém quiser falar, que o faça como é próprio das palavras de Deus», isto é, evitar as conversas desnecessárias.

 

Sábado, 28-V: A recristianização da sociedade.

Jds 17, 20-25 / Mc 11, 27-33

Os escribas e os anciãos: Com que direito fazes tudo isto? Quem te deu o direito de o fazeres?

Também nos podem fazer uma pergunta semelhante: Com que direito implantais os valores cristãos na sociedade? Temos realmente um dever de recristianizar a sociedade, a família, a educação, etc., como Jesus fez e, a seguir, os primeiros cristãos, pois está em jogo o respeito pela dignidade humana e os seus direitos inalienáveis.

Para isso, temos à nossa disposição a nossa fé santíssima e contar com a ajuda do Espírito Santo (Leit.); procuremos convencer os hesitantes, salvemos os que andam por caminhos de perdição e tenhamos compaixão pelos restantes (Leit.).

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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