aCONTECIMENTOS eclesiais

DA SANTA SÉ

 

 

ALTERAÇÃO DA NORMA

SOBRE LAVA-PÉS

 

Com data de 20 de Dezembro passado, o Papa Francisco enviou uma Carta ao Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, manifestando a sua vontade de alterar uma disposição acerca do Lava-pés:

 

Ao Venerado Irmão Senhor Cardeal ROBERT SARAH, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos

 

Senhor Cardeal,

Como tive ocasião de lhe dizer de viva voz, há algum tempo estou a reflectir sobre o Rito do Lava-pés, contido na Liturgia da Missa da Ceia do Senhor, a fim de melhorar os modos de realização, para expressar plenamente o significado do gesto realizado por Jesus no Cenáculo, o seu dom de si mesmo “até ao fim” para a salvação do mundo, a sua caridade sem limites.

 Após cuidadosa ponderação, cheguei à decisão de introduzir uma mudança nas rubricas do Missal Romano. Estabeleço, portanto, que seja modificada a rubrica segundo a qual as pessoas escolhidas para receberem o Lava-pés devam ser homens ou rapazes, de tal modo que a partir de agora os Pastores da Igreja possam escolher os participantes no rito entre todos os membros do Povo de Deus. Recomenda-se também que aos escolhidos seja dada uma explicação adequada do significado do próprio rito.

 Grato pelo valioso serviço deste Dicastério, asseguro a si, Senhor Cardeal, ao Secretário e a todos os colaboradores a minha lembrança na oração e, formulando os melhores votos para o Santo Natal, envio a cada um a Bênção Apostólica.

 Vaticano, 20 de Dezembro de 2014

FRANCISCO

 

Na sequência desta decisão, a Congregação publicou em 6 de Janeiro de 2016 o Decreto In Missa in cena Domini e um comentário assinado pelo Secretário da Congregação (Ver na Secção “Temas Litúrgicos”).

 

 

PAPA DEFENDE

RELIGIOSIDADE POPULAR

 

No passado dia 21 de Janeiro, o Papa Francisco alertou para a desvalorização da espiritualidade “popular” e das peregrinações, convidando todos os responsáveis católicos dos santuários a promover uma cultura de “acolhimento”.

 

“O acolhimento é verdadeiramente determinante para a evangelização. Às vezes basta apenas uma palavra, um sorriso, para que uma pessoa se sinta acolhida e querida”, disse aos reitores e operadores dos santuários católicos que celebravam em Roma o seu jubileu.

No encerramento desta iniciativa do Ano santo extraordinário, Francisco apelou a estes responsáveis para que promovam um “acolhimento afectuoso, festivo, cordial e paciente”, em particular com “os doentes, os pecadores, os marginalizados”.

Perante centenas de pessoas de vários países, incluindo o reitor e vice-reitor do Santuário de Fátima, o pontífice argentino sustentou que seria “um erro” julgar que os peregrinos vivem uma espiritualidade de “massa”, ignorando a sua “própria história”, com “luzes e sombras”.

“Ir em peregrinação aos santuários é uma das expressões mais eloquentes da fé do povo de Deus e manifesta a piedade de gerações de pessoas que, com simplicidade, acreditaram e se confiaram à intercessão da Virgem Maria e dos santos”, precisou.

O Papa reforçou a sua defesa da religiosidade popular como uma “genuína forma de evangelização” que os responsáveis católicos devem promover e valorizar, “sem minimizar a sua importância”.

“Façamos com que cada peregrino tenha a felicidade de sentir-se finalmente compreendido e amado”, insistiu.

A intervenção centrou-se depois na importância da Confissão e da misericórdia nos santuários, como espaços onde o peregrino se pode encontrar com a “ternura” de Deus, que não exclui “ninguém”.

“Os sacerdotes que cumprem o seu ministério nos santuários devem ter o coração impregnado de misericórdia, a sua atitude deve ser a de um pai”, acrescentou.

 

 

COMEMORAÇÃO DA

REFORMA PROTESTANTE

 

O Vaticano anunciou no passado dia 25 de Janeiro que o Papa tem a intenção de deslocar-se à Suécia para comemorar o 500.º aniversário da reforma protestante.

 

Francisco quer participar numa cerimónia conjunta entre a Igreja Católica e a Federação Luterana Mundial na cidade sueca de Lund, a 31 de Outubro.

A informação foi divulgada, simbolicamente, no último dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.

Um comunicado conjunto da Federação Luterana mundial e do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos especifica que a comemoração ecuménica será presidida por Francisco juntamente com o bispo Munib A. Younan e com o reverendo Martin Junge, respectivamente presidente e secretário-geral da Federação Luterana, em colaboração com a Igreja luterana da Suécia e com a diocese católica de Estocolmo.

A comemoração conjunta – explicam os promotores no comunicado – dará especial ênfase aos “sólidos progressos ecuménicos entre católicos e luteranos e aos dons recíprocos que derivam do diálogo”.

O evento prevê uma celebração conjunta baseada no guia litúrgico católico-luterano Common Prayer (“Oração comum”), publicado recentemente.

Em Novembro de 2015, o Papa visitou a Comunidade Luterana de Roma, na qual recordou os “tempos difíceis” das relações entre as duas Igrejas, com “perseguições”, pessoas “queimadas vivas”, situações pelas quais é preciso “pedir perdão”.

A 21 de Outubro de 2013, o Papa recebera no Vaticano representantes da Federação Luterana Mundial, aos quais disse que católicos e luteranos devem “pedir perdão” uns aos outros e empenhar-se no diálogo ecuménico.

“Acredito que é importante para todos confrontar em diálogo a realidade histórica da reforma, as suas consequências e as respostas que lhe foram dadas”, declarou Francisco.

O Papa assinalou ainda o 50.º aniversário do diálogo teológico católico-luterano, cujo documento principal, até hoje, é a declaração conjunta sobre a Doutrina da Justificação (31 de Outubro de 1999).

Ainda em 2013, a Comissão Internacional de Diálogo Católico-Luterano pela Unidade publicou um documento intitulado “Do conflito à Comunhão – Para uma comemoração comum da Reforma em 2017”.

 

 

TERMINOU NAS FILIPINAS

CONGRESSO EUCARÍSTICO INTERNACIONAL

 

O Papa Francisco enviou uma videomensagem conclusiva para o 51° Congresso Eucarístico Internacional que se realizou em Cebu, nas Filipinas, até ao domingo 31 de Janeiro passado.

 

“Quando pensamos nos conflitos, nas injustiças e nas urgentes crises humanas que marcam o nosso tempo, damo-nos conta do quanto é importante para cada cristão ser um verdadeiro discípulo missionário que leva a boa nova do amor redentor de Cristo a um mundo que tem tanta necessidade de reconciliação, justiça e paz”, declarou.

Francisco recorda que há um ano estava a visitar as Filipinas, após o tufão Hayan (conhecido localmente como Yolanda), onde pôde “constatar pessoalmente a profunda fé e resiliência” deste povo.

“Sob a protecção do Santo Niño, o povo filipino recebeu o Evangelho de Jesus Cristo há quinhentos anos. Desde então, os filipinos deram ao mundo um exemplo de fidelidade e de profunda devoção ao Senhor e à sua Igreja”, refere.

O Papa falou ainda de “um povo de missionários, que difundiu a luz do Evangelho na Ásia e até os extremos confins da terra”.

A intervenção recorda o tema do Congresso Eucarístico – “Cristo em vós, a nossa esperança de glória” – como evocação de “uma promessa e um convite”.

“É uma promessa de que uma eterna alegria e paz serão nossas, um dia, na plenitude de seu Reino. Mas é também um convite a seguir em frente como missionários, para levar a mensagem da ternura, do perdão e da misericórdia do Pai a todos os homens, mulheres e crianças”, precisou.

A mensagem de Francisco incluiu ainda o anúncio da sede do Congresso Eucarístico Internacional, em 2020, que irá decorrer em Budapeste, capital da Hungria.

 

 

PERSPECTIVA DO PAPA

SOBRE A CHINA

 

O Papa Francisco confessou a sua admiração pela China, numa entrevista exclusivamente dedicada a este país, e pediu que o Ocidente não tenha medo de Pequim.

 

“A China sempre foi para mim uma referência de grandeza, um grande país, mas mais do que um grande país é uma grande cultura, com uma sabedoria inesgotável”, refere o pontífice argentino, em declarações divulgadas pela “Asia Times” no passado dia 2 de Fevereiro.

Francisco revela que esta admiração remonta à sua infância e aumentou quando estudou a vida e obra do jesuíta italiano Matteo Ricci (Macerata, 1552-Pequim, 1610), missionário no Oriente.

“Vi como este homem sentiu a mesma coisa do que eu, admiração, e como foi capaz de entrar em diálogo com esta grande cultura, com esta sabedoria ancestral”, prosseguiu.

Neste sentido, o Papa diz que a Igreja Católica tem necessidade de “entrar em diálogo” com a sabedoria chinesa, aconselhando o Ocidente a não olhar para o crescimento do país asiático com “medo”.

“O mundo ocidental, o mundo oriental e a China têm todos a capacidade de manter um equilíbrio de paz e a força para o fazer: temos de encontrar o caminho, sempre através do diálogo”, defende.

Em vésperas do Ano Novo chinês, Francisco dirige uma saudação ao presidente Xi Jinping e a todo o povo da China: “Quero manifestar o meu desejo de que nunca percam a sua consciência história de serem um grande povo, com uma grande história de sabedoria, que tem muito a oferecer ao mundo”, declarou.

O ano novo lunar começava no dia 8 de Fevereiro, sendo celebrado por milhões de pessoas, tanto no Extremo Oriente como em várias comunidades asiáticas espalhadas pelo mundo, sobretudo chineses, coreanos e vietnamitas.

O regime de Pequim criou em 1957 a Associação Patriótica Católica (APC) para evitar interferências estrangeiras, em especial da Santa Sé, e para assegurar que os católicos viviam em conformidade com as políticas do Estado.

O Vaticano considera ilegítimos os bispos que receberam jurisdição da APC, sem autorização do Papa.

 

 

EXEMPLO DE FÉ

PERANTE A MORTE

 

No passado dia 4 de Fevereiro, na Missa na capela da Casa de Santa Marta, o Papa Francisco elogiou o exemplo de fé de uma religiosa com cancro cuja morte se aproxima.

 

“Numa das audiências de quarta-feira estava entre os doentes uma religiosa idosa, mas com um rosto que transmitia paz, um olhar iluminado. ‘Quantos anos tem a irmã?’ E com um sorriso ela respondeu: ‘83, mas estou a terminar o meu percurso nesta vida para começar outro percurso com o Senhor, pois tenho cancro no pâncreas”, contou Francisco na homilia da Missa a que presidiu.

No Dia Mundial de Luta contra o Cancro, Francisco usou o exemplo desta religiosa que estava “em paz” depois de viver “intensamente a sua vida consagrada”.

“Não tinha medo da morte: ‘Estou a terminar o meu percurso de vida para começar outro’. É uma passagem. Estas coisas fazem-nos bem”, confessou.

Segundo o Papa, “a herança mais bonita que se pode deixar aos outros é a fé”, em particular face à morte.

“Peçamos ao Senhor duas coisas: não ter medo deste último passo, como a irmã da audiência de quarta-feira – ‘estou a concluir o meu percurso e inicio outro’ –, de não ter medo; e a segunda coisa, que todos nós possamos deixar com a nossa vida, como melhor herança, a fé, a fé neste Deus fiel, este Deus que sempre está ao nosso lado, este Deus que é Pai e jamais desilude”, concluiu.

 

 

RELÍQUIAS DE DOIS SANTOS CONFESSORES

NO VATICANO

 

Os corpos de São Pio de Pietrelcina e de São Leopoldo Mandic, santos confessores, chegaram ao Vaticano no passado dia 5 de Fevereiro, numa procissão acompanhada por milhares de pessoas ao longo das ruas de Roma.

 

Ao chegarem à praça de São Pedro, as relíquias foram acolhidas pelo cardeal Angelo Comastri, arcipreste da Basílica papal, antes de serem colocadas diante do altar da Confissão, expostas à veneração dos fiéis, por ocasião do Ano santo extraordinário.

“Este é um dos grandes momentos do Jubileu da Misericórdia convocado pelo Papa Francisco. Os dois santos ficarão na Basílica de São Pedro para a veneração dos fiéis até à manhã do dia 11 de Fevereiro”, explicou a Rádio Vaticano.

O objectivo de Francisco era apresentar os dois sacerdotes capuchinhos como exemplos para os “Missionários da Misericórdia”, ou seja, os mais de mil sacerdotes de vários países, incluindo Portugal, que ao longo do Jubileu vão “levar o sacramento da Penitência a todos os lugares”.

São Pio de Pietrelcina (Itália, 1887–1968), o “padre Pio”, e São Leopoldo Mandic (Croácia, 1866–1942) são figuras admiradas pelo Papa Francisco que dedicaram a sua vida aos outros, no confessionário.

 

 

MISSIONÁRIOS DA MISERICÓRDIA

 

No passado dia 10 de Fevereiro, o Papa presidiu na Basílica de São Pedro à celebração das Cinzas, que marca o início do tempo de Quaresma, sublinhando a importância da partilha e da mudança de vida na preparação para a Páscoa.

 

Francisco estava acompanhado por centenas de padres de todos os continentes, incluindo vários portugueses, que dele receberam o mandato de serem “missionários da misericórdia” como “símbolo e instrumentos do perdão de Deus”.

“Caros irmãos, que possais ajudar a abrir as portas do coração, a superar a vergonha, a não fugir da luz. Que as vossas mãos abençoem e consolem os irmãos e irmãs com paternidade; que através de vós, o olhar e as mãos do Pai pousem sobre os filhos e curem as suas feridas”, pediu.

Os missionários da misericórdia são 1071 padres vindos de todos os continentes, incluindo países como Timor-Leste, Birmânia, China, Egipto ou Líbano, para além de sacerdotes de rito oriental.

Têm a faculdade especial de perdoar pecados “reservados”, ou seja, que só podem ser perdoados pela Santa Sé.

O envio dos missionários aconteceu no final da celebração, com uma oração proferida pelo pontífice argentino: “Olha Senhor para estes teus servos, que enviamos como mensageiros da misericórdia, da salvação e da paz”.

 

 

DIA MUNDIAL DO DOENTE

 

A Igreja Católica celebrou no passado dia 11 de Fevereiro o Dia Mundial do Doente, tendo como pano de fundo a Mensagem do Papa, na qual Francisco assinala que a doença coloca a fé em Deus “à prova”, mas revela “toda a sua força positiva”.

 

“A doença, sobretudo se grave, põe sempre em crise a existência humana e suscita perguntas que nos atingem em profundidade. Podemos sentir-nos desesperados, pensar que tudo está perdido, que já nada tem sentido. Nestas situações, a fé em Deus se, por um lado, é posta à prova, por outro, revela toda a sua força positiva”, escreve.

Francisco contextualiza que não é porque a doença, tribulações ou perguntas desapareçam, mas porque “dá uma chave para descobrir o sentido mais profundo” do que se está a viver.

“Uma chave que nos ajuda a ver como a doença pode ser o caminho para chegar a uma proximidade mais estreita com Jesus”, explica, assinalando que esta chave é dada por Maria, a mãe de Jesus.

O Papa recorda mais uma vez o papel dos cuidadores: “Convido a rezar pelos doentes e a fazer-lhes sentir o nosso amor. Que a mesma ternura de Maria esteja presente na vida de tantas pessoas que se encontram ao lado dos doentes, sabendo acolher as suas necessidades, mesmo as mais imperceptíveis”, apelou, durante a audiência pública semanal que decorreu na Praça de São Pedro, Vaticano.

Segundo Francisco, o tema “Confiar em Jesus misericordioso, como Maria: «Fazei o que Ele vos disser»” (Jo 2, 5) para o Dia Mundial do Doente 2016 “insere-se muito bem” no âmbito do Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

Para o Papa, “sãos ou doentes” todos podem “oferecer canseiras e sofrimentos” como a água que “encheu as vasilhas nas bodas de Caná e foi transformada no vinho melhor”.

A Jornada, como é tradição, é celebrada no dia da festa litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes; em 2016 é a cidade de Nazaré, na Terra Santa, que acolhe o Encontro mundial.

 

 

ENCONTRO INÉDITO ENTRE

PAPA E PATRIARCA DE MOSCOVO

 

No passado dia 12 de Fevereiro, o Papa Francisco chegou a Havana, capital de Cuba, cidade escolhida para acolher o inédito encontro entre Francisco e o patriarca ortodoxo de Moscovo, que selaram o momento histórico com um abraço.

 

“Somos irmãos, temos o mesmo Baptismo”, disse Francisco ao patriarca Cirilo, no início da sua reunião, que decorreu a sós no aeroporto internacional José Martí de Havana.

O Papa agradeceu ao patriarca de Moscovo por ter alterado as datas da sua viagem, após não lhe ter sido possível responder afirmativamente a uma primeira proposta de encontro.

O encontro em Cuba, onde o patriarca Cirilo está no âmbito da sua primeira visita oficial à América Latina, demorou cerca de duas horas e concluiu-se com a assinatura de uma declaração comum.

Na sala estavam o cardeal Kurt Koch, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos (Santa Sé) e o metropolita Hilário, responsável pelo departamento das relações externas da Igreja ortodoxa russa.

Ortodoxos e católicos encontram-se divididos desde o Cisma do Oriente, em 1054, data em que trocaram excomunhões o Papa Leão IX e o patriarca de Constantinopla Miguel Cerulário; as excomunhões foram levantadas em 1965, mas as Igrejas não recuperaram ainda a unidade plena.

O cenário mais esperado para um encontro entre o Papa e Cirilo era um território que fosse considerado "neutro" pelas duas Igrejas, como explicou o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano.

Em 2014, o patriarca Cirilo enviou uma mensagem de felicitações ao Papa Francisco por ocasião do seu primeiro aniversário de pontificado, elogiando o “fortalecimento da colaboração ortodoxo-católica” na confirmação dos “valores morais-espirituais cristãos no mundo contemporâneo, a defesa dos oprimidos e o serviço verdadeiro ao próximo”.

A Igreja Ortodoxa da Rússia é a maior desta comunhão, com cerca de dois terços dos 200 milhões de fiéis ortodoxos, tornando Cirilo, eleito em 2009, um dos mais influentes líderes cristãos.

Entre os temas que separam as duas Igrejas está o alegado proselitismo da Igreja Católica em territórios da antiga URSS – com destaque para a Ucrânia – para além do uniatismo (termo com o qual os ortodoxos se referem aos cristãos de países de tradição ortodoxa em união com o Papa).

O Papa defendeu então que as Igrejas católicas orientais “têm direito de existir”, mas sustentou que “o uniatismo é uma palavra de outra época, hoje não se pode falar assim”.

A Igreja Católica e as Igrejas ortodoxas continuam separadas desde o Cisma de 1054, tendo estas últimas desenvolvido um modelo de autoridade próprio, de cariz nacional, pelo que os vários patriarcados são autónomos e o patriarca ecuménico de Constantinopla (actual Turquia) tem apenas um primado de honra, como “primus inter pares”.

 

 

PAPA REZA DIANTE DE

NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

 

No passado dia 13 de Fevereiro, na sua visita à Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina, o Papa Francisco esteve a rezar diante da imagem que trata carinhosamente como “morenita”.

 

Depois da homilia da Missa, Francisco sentou-se em frente do altar, virado para a imagem, com o olhar fixo, durante cerca de 5 minutos, num silêncio acompanhado pela assembleia.

Cerca de 35 mil pessoas reuniram-se fora do santuário, tendo saudado a passagem do papamóvel que foi acompanhado por milhares de pessoas ao longo da estrada.

O pontífice argentino começou por visitar a basílica antiga, de 1709, antes de sair em procissão para o novo santuário, de 1976, no monte Tepeyac.

No percurso, o Papa saudou uma criança com Síndrome de Down que furou as barreiras e foi ao seu encontro, abraçando-o; à entrada da basílica, acendeu a chama que está junto da Porta Santa do Jubileu da Misericórdia.

Já no final da Missa, Francisco ofereceu uma coroa de ouro e prata, com a inscrição em latim "Mater mea, Spes mea" (Minha mãe, minha esperança).

Após a celebração, esteve durante cerca de 20 minutos a rezar em privado no camarim, lugar onde é conservada a imagem que remonta às aparições do século XVI.

“Não podia deixar de vir! Poderia o Sucessor de Pedro, chamado do profundo sul latino-americano, privar-se da possibilidade de pousar o olhar na ‘Virgem Morenita’?”, confessou mais tarde o Papa aos bispos do México.

 

 

OBRIGAÇÃO DE DENUNCIAR

SUSPEITAS DE ABUSOS SEXUAIS

 

No passado dia 15 de Fevereiro, o Cardeal Sean O'Malley, OFM Cap, Presidente da Pontifícia Comissão para a Protecção de Menores emitiu a seguinte declaração sobre a obrigação das autoridades religiosas de denunciar às autoridades civis qualquer suspeita de abuso sexual:

 

Como afirmou claramente o Papa Francisco, “os crimes e pecados de abuso sexual de crianças não podem ser mantidos em segredo por mais tempo. Comprometo-me com a zelosa vigilância da Igreja para proteger os menores e prometo que todos os responsáveis ​​prestarão contas”. Nós, o presidente e os membros da Comissão, queremos afirmar que as nossas obrigações, no que respeita à lei civil, devem ser sem dúvida respeitadas, mas também que, para além destes vínculos, todos temos a responsabilidade moral e ética de denunciar as suspeitas de abuso às autoridades civis que têm a tarefa de proteger a nossa sociedade”.

O cardeal O’Malley precisa que as directrizes dos bispos católicos nos Estados Unidos da América indicam claramente a obrigação das dioceses de denunciar as suspeitas de abusos sexuais às autoridades públicas, orientação que é transmitida todos os anos aos novos prelados.

 

 

A RESPEITO DOS DIVORCIADOS RECASADOS

 

No passado dia 17 de Fevereiro, no voo de regresso a Roma, depois da Viagem apostólica ao México, o Papa Francisco respondeu às perguntas dos jornalistas, concretamente a respeito do acesso aos sacramentos dos divorciados recasados.

 

O Papa adiantou que a sua Exortação apostólica, com as conclusões do Sínodo da Família, está a ser concluída e defende um “trabalho de integração” dos divorciados que voltaram a casar.

“Integrar na Igreja não significa «receber a Comunhão»; pois conheço católicos recasados que vão à igreja, uma ou duas vezes por ano, e dizem: «eu quero receber a Comunhão!», como se a Comunhão fosse uma honorificência. É um trabalho de integração... todas as portas estão abertas. Mas não se pode dizer: daqui para diante «podem receber a Comunhão». Isso seria uma ferida também para os cônjuges, para o casal: não lhes fazer percorrer esta estrada da integração”.

Neste contexto, evocou o testemunho de um casal mexicano, casados civilmente porque a mulher é divorciada, que falou durante o encontro com as famílias: “Aqueles dois eram felizes! Usaram uma frase muito bela: «Não comungamos Jesus eucarístico, mas comungamos Jesus na visita ao hospital, neste e naquele serviço». A sua integração ficou por ali. Se há algo mais, o Senhor di-lo-á a eles, mas... é um caminho, uma estrada…”

 

 

ACERCA DA AMIZADE

ENTRE JOÃO PAULO II E UMA FILÓSOFA

 

No mesmo diálogo com os jornalistas, o Papa Francisco foi confrontado pela polémica a respeito da divulgação da correspondência entre João Paulo II e uma filósofa americana de origem polaca.

 

O jornalista da agência de informação católica francesa “Imedia” dissera: “A minha pergunta é um pouco ousada, Santidade! Numerosos meios de comunicação evocaram e fizeram tanto clamor a propósito da «correspondência intensa» entre João Paulo II e a filósofa americana Anna Tymieniecka, que nutria – diz-se – um grande afecto pelo Papa polaco. A seu ver, um Papa pode ter uma relação tão íntima com uma mulher? E (se me permite!) o Santo Padre, que mantém uma importante correspondência, conhece – ou conheceu – este tipo de experiência?”

O Papa Francisco respondeu: “Eu já sabia da relação de amizade entre São João Paulo II e esta filósofa, quando estava em Buenos Aires: era uma coisa sabida, inclusive os livros dela são conhecidos, e João Paulo II era um homem inquieto... A propósito, eu diria que um homem que não sabe ter uma boa relação de amizade com uma mulher (não falo de misóginos! Estes são doentes…) é um homem a quem falta qualquer coisa. E eu, inclusive por experiência pessoal, quando peço um conselho, dirijo-me a um colaborador, a um amigo, um homem, mas gosto também de ouvir o parecer duma mulher. Elas dão-te tanta riqueza! Vêem as coisas de maneira diferente. Gosto de dizer que a mulher é aquela que constrói a vida no ventre, e tem este carisma – mas esta é uma comparação que faço – de dar-te coisas para construir.

“Uma amizade com uma mulher não é pecado. Falo duma amizade; uma relação amorosa com uma mulher que não seja tua esposa, é pecado. O Papa é um homem; o Papa precisa também do pensamento das mulheres. E o Papa também tem um coração, que pode ter uma amizade sã, santa, com uma mulher. Há Santos amigos: Francisco e Clara, Teresa e João da Cruz... Mas as mulheres ainda são um pouco... não bem consideradas, não inteiramente... Não compreendemos o bem que uma mulher pode fazer à vida do padre e da Igreja, na linha de aconselhamento, de ajuda, de uma sã amizade”.

 

 

APELO DO PAPA À ABOLIÇÃO

DA PENA DE MORTE

 

No Angelus do passado domingo 21 de Fevereiro, o Papa Francisco apelou à abolição da pena de morte em todo o mundo, enquadrando esta decisão na celebração do Ano Santo extraordinário, o Jubileu da Misericórdia, em defesa de uma cultura de “respeito pela vida”.

 

“Apelo à consciência dos governantes, para que se chegue a um consenso internacional pela abolição da pena de morte e proponho aos que entre eles são católicos que cumpram um gesto corajoso e exemplar: que nenhuma condenação seja executada neste Ano Santo da Misericórdia”, declarou, perante milhares de fiéis reunidos no Vaticano para a recitação da oração do Angelus.

Francisco associou-se no Vaticano a um Congresso internacional que ia decorrer no dia seguinte em Roma, “Por um mundo sem pena de morte”, promovido pela Comunidade católica de Santo Egídio.

O Papa considerou como um “sinal de esperança” que a opinião pública seja cada vez mais contrária à pena de morte, mesmo como instrumento de “legítima defesa social”.

“Com efeito, as sociedades modernas têm a possibilidade de reprimir eficazmente os crimes sem eliminar definitivamente a quem os que cometeu a hipótese de redimir-se. Que o problema seja enquadrado na óptica de uma justiça penal que seja cada vez conforme à dignidade do homem e ao projecto de Deus para o homem e a sociedade”, acrescentou.

“O Jubileu extraordinário da Misericórdia é uma ocasião propícia para promover no mundo formas cada vez mais maduras de respeito pela vida e pela dignidade de todas as pessoas: também o criminoso mantém o direito inviolável à vida, dom de Deus”, defendeu.

Francisco convidou todos os cristãos e “homens de boa vontade” a trabalhar em conjunto pela abolição da pena de morte e pela melhoria das “condições prisionais, no respeito pela dignidade humana das pessoas privadas da liberdade”.

 

 

“QUERIDO PAPA FRANCISCO”

 

As respostas do Papa a cartas de crianças de todo o mundo, incluindo o português João, de 10 anos, foram publicadas em livro, com o título “Querido Papa Francisco”, lançado na Itália no passado dia 25 de Fevereiro.

 

As cartas apresentadas no livro, remetidas por crianças dos seis aos 13 anos, dos cinco continentes, pedem ajuda ao Papa, conselhos, respostas às suas dúvidas e explicações sobre o sentido da fé e da existência, refere a editora.

“O Papa Francisco responde com palavras simples e extraordinariamente íntimas, como um pai extremoso, acolhendo e confiando aos mais pequenos a sua reflexão sobre a vida e sobre a fé”.

O título da edição italiana, “L’amore prima del mondo”, evoca a pergunta sobre o que fazia Deus antes de criar o mundo. “Amava”, responde o Papa.

A génese da obra remonta a Maio de 2015, quando a Loyola Press, editora dos Jesuítas, propôs a ideia a Francisco, que logo a aceitou, revela a Rádio Vaticano.

Desde então foram recolhidas 259 cartas de diversas instituições educativas da Companhia de Jesus, de 26 países.

Francisco aborda, entre outros temas, o sofrimento das crianças, em resposta a um rapaz norte-americano de sete anos.   

“Ainda não consegui entender por que é que as crianças sofrem. Para mim é um mistério. Não sei dar uma explicação. Interrogo-me sobre isso. Rezo sobre esta pergunta: por que é que as crianças sofrem? É o meu coração que põe a pergunta. Jesus chorou, e chorando compreendeu os nossos dramas. Eu procuro compreender”, escreve.

“Do livro”, refere a Rádio Vaticano, “emergem muitos temas e preocupações comuns”, como “o grande amor pelo Papa Francisco, as curiosidades em relação à sua vida e missão, a importância da família e o desejo de os mais novos serem vistos e escutados”.

Numa primeira fase, o livro vai ser lançado em Itália, Espanha, México, Polónia, Indonésia, Filipinas e Índia; ainda não há uma data definida para a publicação em língua portuguesa.

 

 

CONGRESSO INTERNACIONAL

SOBRE “DEUS CARITAS EST”

 

Nos passados dias 25 e 26 de Fevereiro realizou-se no Vaticano um Congresso internacional sobre o tema “A caridade nunca terá fim”, para comemorar o 10.º aniversário da encíclica «Deus caritas est» de Bento XVI.

 

O Congresso organizado pelo Conselho Pontifício “Cor Unum”, organismo da Santa Sé que coordena a acção das instituições católicas ligadas à área social e humanitária, inseria-se no programa de eventos do Jubileu da Misericórdia e tinha como objectivo “examinar e aprofundar as perspectivas teológicas e pastorais da encíclica para o mundo de hoje, sobretudo em relação ao trabalho daqueles que exercem o serviço de caridade da Igreja”, referiu a Rádio Vaticano.

Participaram no encontro representantes de vários países das conferências episcopais e de organismos caritativos da Igreja, para além de responsáveis de organismos da Santa Sé.

O encontro contou com uma mesa-redonda dedicada ao significado do amor nas três religiões monoteístas, com o rabino David Shlomo Rosen, director do Departamento de Assuntos religiosos de American Jewish Committee de Jerusalém; Saeed Ahmed Khan, professor na Wayne State University de Detroit, EUA; e o filósofo Fabrice Hadjadj, diretor do Instituto Philanthropos de Friburgo, Suíça.

 

 

DEFESA DA DIGNIDADE HUMANA

ANTE EXIGÊNCIAS DE PRODUTIVIDADE

 

No passado dia 27 de Fevereiro, o Papa Francisco recebeu em audiência no Vaticano um grupo de empresários italianos a quem afirmou que a dignidade da pessoa não pode ser pisada por “exigências de produtividade”.

 

Aos dirigentes da Confederação Geral da Indústria Italiana, pediu que rejeitem “categoricamente que a dignidade da pessoa seja pisada em nome de exigências de produtividade, que mascaram a miopia individualista, egoísmos tristes e a sede de lucro”.

Pelo contrário, sugeriu que colocassem no centro de cada empresa a pessoa humana, isto é, o homem concreto, com os seus sonhos, as suas necessidades, as suas esperanças e a sua história.

Para Francisco a atenção à pessoa concreta significa “saber dirigir, mas também escutar, partilhando com humildade e fé projectos e ideias; significa fazer de tal forma que um trabalho dê origem a outro trabalho, a responsabilidade crie outra responsabilidade, a esperança crie outra esperança, sobretudo para as jovens gerações, que hoje têm mais necessidade do que nunca”.

O Papa pediu também aos dirigentes empresariais italianos para não esquecerem “os mais débeis e marginalizados”, nomeadamente os idosos com a energia que dispõem para uma “colaboração activa” e que são muitas vezes “descartados” como “inúteis ou improdutivos”.

 

 

ASSISTÊNCIA MÉDICA

AOS SEM-ABRIGO

 

No passado dia 29 de Fevereiro, foi inaugurado por iniciativa do Papa Francisco um novo serviço de ajuda médica aos sem-abrigo debaixo da colunata da Praça de São Pedro, com a colaboração de uma associação solidária italiana.

 

O esmoler pontifício, Mons. Konrad Krajewski, explicou que os serviços gratuitos vão incidir na área da podologia, dado que “os pés são a parte mais atingida nas pessoas que vivem na rua”.

O serviço começa na segunda-feira, dia em que cerca de 150 beneficiários acorrem aos locais com chuveiros e barbearia, inaugurados em 2015, e mudam de roupa, deixando a suja e vestindo a limpa posta à disposição pelo departamento do vestuário.

“Estamos gratos ao Papa Francisco por ter querido, mais uma vez, dar um sinal concreto da misericórdia na Praça de São Pedro às pessoas sem-abrigo ou em dificuldade”, disse à emissora pontifícia a directora da associação “Medicina Solidári”’, Lucia Ercoli.

Francisco já tinha promovido, entre vários gestos, a construção de duches, com serviços de higiene pessoal, no Vaticano, para os sem-abrigo, oferecendo-lhes também bilhetes de circo, de cinema e de concertos musicais.

O Papa promoveu ainda a construção de um dormitório para acolher pessoas sem-abrigo de Roma, uma estrutura que acolhe cerca de 30 pessoas, numa iniciativa da Esmolaria Apostólica.

 

 

A IGREJA DEVE REJEITAR

DINHEIRO SUJO

 

Na audiência geral da quarta-feira de 2 de Março passado, o Papa Francisco disse que a Igreja Católica deve rejeitar “dinheiro sujo” que vem das mãos de criminosos.

 

“A Deus, diz o profeta Isaías, não agrada o sangue de touros e de cordeiros (v. 11), sobretudo se a oferta é feita com mãos manchadas com o sangue dos irmãos (v. 15). Mas eu penso que alguns benfeitores da Igreja vêm com a oferta – «Tome esta oferta para a Igreja» – que é fruto do sangue de tanta gente explorada, maltratada, escravizada com o trabalho mal pago! Eu diria a estas pessoas: «Por favor, leva de volta contigo o teu cheque, queima-o». O povo de Deus, isto é, a Igreja, não precisa de dinheiro sujo, precisa de corações abertos à misericórdia de Deus. É preciso aproximar-se de Deus com mãos purificadas, evitando o mal e praticando o bem e a justiça. Admirável o modo como o profeta termina: «...cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; / praticai o que é recto; / ajudai o oprimido; / fazei justiça ao órfão; / tratai da causa das viúvas» (vv. 16-17)”.

 

 

NOVO DEBATE SOBRE

ABUSOS SEXUAIS POR CLÉRIGOS

 

No passado dia 4 de Março, o porta-voz do Vaticano reagiu em comunicado ao recente debate sobre a resposta da Igreja Católica aos casos de abusos sexuais de menores por parte de clérigos.

 

O padre Federico Lombardi comentava as reacções e comentários que se seguiram à atribuição do Óscar de melhor filme ao filme “O caso Spotlight” – que relata a investigação jornalística do “Boston Globe” que em 2002 revelou os abusos sexuais de menores na diocese norte-americana de Boston – e ao depoimento do cardeal George Pell, Prefeito da Secretaria para a Economia da Santa Sé e antigo arcebispo de Sidney (Austrália), perante a Real Comissão da Austrália sobre a Resposta Institucional ao Abuso Sexual Infantil.

 “A apresentação sensacionalista destes dois acontecimentos fizeram com que, para grande parte do público – sobretudo o menos informado ou de memória curta –, se pense que na Igreja pouco ou nada se fez para responder a estes dramas horríveis”, lamenta o porta-voz do Vaticano.

“A Igreja Católica, ferida e humilhada pela chaga dos abusos, quer reagir não só para a sua própria cura, mas também para colocar à disposição de todos a sua dura experiência neste campo”, precisa o director da Sala de imprensa da Santa Sé.

“A atitude e a resposta jurídica, pastoral e espiritual dos Papas a estes dramas da Igreja do nosso tempo foram: reconhecimento dos graves erros cometidos e pedido de perdão; atenção prioritária e justiça para as vítimas; conversão e purificação; prevenção e renovada formação humana e espiritual”, refere a nota do porta-voz do Vaticano.

Segundo o padre Lombardi, os encontros de Bento XVI e Francisco com grupos de vítimas marcaram este “longo caminho”, como exemplo de “escuta, pedido de perdão”, mostrando o envolvimento pessoal dos Papas.

O comunicado recorda que a Arquidiocese de Boston tem à sua frente, desde 2003, o cardeal Sean O’Malley, “universalmente conhecido pelo seu rigor e sabedoria” em relação às questões dos abusos sexuais, sendo presidente da Comissão que o Papa constituiu para esta área.

O texto evoca também o encontro do agora Papa emérito Bento XVI com vítimas de abusos na Austrália, durante a sua viagem a Sidney, em 2008, arquidiocese então liderada pelo cardeal Pell.

 


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