16º Domingo Comum

17 de Julho de 2005

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, Az. Oliveira, NRMS 48

Salmo 53, 6.8

Antífona de entrada: Deus vem em meu auxílio, o Senhor sustenta a minha vida. De todo o coração Vos oferecerei sacrifícios, cantando a glória do vosso nome.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Vivemos num mundo repleto de contrastes: enquanto uma grande parte do globo se debate com a falta daquilo que é essencial para a vida, uma outra parte malbarata os bens que lhe são amplamente concedidos.

A vida quotidiana pauta-se, então, por constante ansiedade.

Este modo de viver gera nuns e noutros uma impaciência intolerante. Mercê da carência ou perante a abundância, desunem-se vontades, geram-se ódios, multiplicam-se as divisões, cometem-se injustiças…

A liturgia da Palavra deste domingo ajuda-nos a compreender que Deus respeita a liberdade do homem e que, perante a nossa impaciência, manifesta a Sua grandeza e o Seu poder através de uma paciência infinita.

Uma vez que em cada um de nós também coexiste o bem e o mal, devemos neste dia procurar reflectir sobre o modo como gerimos a nossa tolerância, perante as nossas próprias fraquezas e debilidades, bem como diante as daqueles com quem convivemos.

 

Oração colecta: Sede propício, Senhor, aos vossos servos e multiplicai neles os dons da vossa graça, para que, fervorosos na fé, esperança e caridade, perseverem na fiel observância dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Mesmo entrando em conflito com outros projectos, o projecto de Deus vingará. Mas isso não é motivo para eliminar aqueles que vivem de maneira diferente. Deus quer a vida e dá sempre oportunidade a todos para se converterem e participarem no Seu projecto. Contudo, a bondade e a misericórdia não substituem a justiça.

 

Sabedoria 12, 13.16-19

13Não há Deus, além de Vós, que tenha cuidado de todas as coisas; a ninguém tendes de mostrar que não julgais injustamente. 16O vosso poder é o princípio da justiça e o vosso domínio soberano torna-Vos indulgente para com todos. 17Mostrais a vossa força aos que não acreditam na vossa omnipotência e confundis a audácia daqueles que a conhecem. 18Mas Vós, o Senhor da força, julgais com bondade e governais-nos com muita indulgência, porque sempre podeis usar da força quando quiserdes. 19Agindo deste modo, ensinastes ao vosso povo que o justo deve ser humano e aos vossos filhos destes a esperança feliz de que, após o pecado, dais lugar ao arrependimento.

 

A leitura, extraída da terceira e última parte do livro da Sabedoria (Sab 10 –19), em que se descreve a presença da Sabedoria na história do povo de Israel, deixa ver como Deus, que é justo, mostra tanto a sua justiça punindo os maus (aqui trata-se dos egípcios – cap. 11– e dos cananeus – cap. 12), como também mostra a sua «indulgência» (v. 18), ao inspirar, após o pecado, a contrição (v. 19).

 

Salmo Responsorial    Sl 85 (86), 5-6.9-10.15-16a (R. 5a)

 

Monição: Como resposta à primeira leitura, a comunidade, reconhecida, exalta a bondade e a clemência de Deus através de expressões que significam a mesma realidade: clemente, bom, cheio de misericórdia, atento às súplicas, compassivo, lento para a ira, rico em piedade…

 

Refrão:        Vós, Senhor, sois clemente e bondoso.

 

Vós, Senhor, sois clemente e bom,

cheio de misericórdia para quantos Vos invocam.

Senhor, escutai a minha oração,

atendei à minha súplica.

 

Todas as nações que criastes

virão adorar-Vos, glorificar o Vosso nome,

porque Vós sois grande e realizais maravilhas;

só Vós sois Deus.

 

Sois um Deus clemente e compassivo,

lento para a ira, rico em piedade.

Tende compaixão do Vosso servo,

emprestai-me, Senhor, a Vossa força.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A salvação plena é uma realidade futura e inimaginável. Cegos pelo sistema egoísta, muitas vezes não sabemos pedir, nem conseguimos ver o caminho. É o clamor do Espírito que então nos dirige, orientando-nos conforme a vontade de Deus.

 

Romanos 8, 26-27

Irmãos: 26O Espírito Santo vem em auxílio da nossa fraqueza, porque não sabemos que pedir nas nossas orações; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis. 27E Aquele que vê no íntimo dos corações conhece as aspirações do Espírito, sabe que Ele intercede pelos santos em conformidade com Deus.

 

O dois versículos da leitura põem em evidência o papel do Espírito Santo na alma do fiel, vindo em auxílio da nossa fraqueza: Ele sabe da nossa incapacidade para nos dirigirmos a Deus; habitando na alma justificada. suscita e facilita gemidos inefáveis – «gemidos que não podem descrever-se» – que constituem a vida de oração das almas contemplativas. Ele conduz a alma, de modo misterioso mas eficaz, pelo caminho da perfeita identificação com «a vontade de Deus».

 

Aclamação ao Evangelho       cf. Mt 11, 25

 

Monição: Com a Sua palavra e acção, Jesus revela a vontade do Pai, que é instaurar o Reino. Todavia, os sábios e inteligentes não são capazes de perceber a presença do Reino e a sua justiça, mas apenas os pobres e os desfavorecidos são capazes de penetrar o seu sentido.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação- 2, F da Silva, NRMS 50-51

 

Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,

porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino.

 

 

Evangelho*

 

Forma Longa: São Mateus 13, 24-43                  Forma breve: São Mateus 13, 24-30

Naquele tempo, 24Jesus disse às multidões mais esta parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi-se embora. 26Quando o trigo cresceu e deu fruto, apareceu também o joio. 27Os servos do dono da casa foram dizer-lhe: 'Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem então o joio?' 28Ele respondeu-lhes: 'Foi um inimigo que fez isso'. Disseram-lhe os servos: 'Queres que vamos arrancar o joio?' 29'Não! – disse ele – não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai-os crescer ambos até à ceifa e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar; e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro'».

[31Jesus disse-lhes outra parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. 32Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, é a maior de todas as hortaliças e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos». 33Disse-lhes outra parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado». 34Tudo isto disse Jesus em parábolas, e sem parábolas nada lhes dizia, 35a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta, que disse: «Abrirei a minha boca em parábolas e proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo». 36Jesus deixou então as multidões e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se d'Ele e disseram-Lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo». 37Jesus respondeu: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem 38e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino, o joio são os filhos do Maligno 39e o inimigo que o semeou é o Demónio. A ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os Anjos. 40Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: 41o Filho do homem enviará os seus Anjos, que tirarão do seu reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade, 42e hão-de lançá-los na fornalha ardente; aí haverá choro e ranger de dentes. 43Então, os justos brilharão como o sol no reino do seu Pai. Quem tem ouvidos, oiça».]

 

Continuamos hoje com a leitura do discurso das parábolas no capítulo 7 de S. Mateus. A parábola do trigo e do joio envolve tanto a denúncia da intolerância como a do relativismo; o mal e o erro existem, mas a verdade e o bem acabarão por prevalecer.

25 «Joio» era uma planta muito parecida com o trigo, com que facilmente se confunde antes de brotar a espiga. Misturado em certa quantidade, envenena o pão e produz graves náuseas e enjoos. Semear cizânia entre o trigo era um caso de vingança pessoal não rara então, um crime previsto e punido pelo Direito Romano.

29-30 A resposta do dono do campo encerra a lição da parábola: deixai que ambos cresçam juntamente até à ceifa. Deus permite o mal no mundo e dentro do campo da própria Igreja, mas há-de suprimi-lo definitivamente. Ninguém se escandalize, pois, com a existência do mal, pois com o juízo divino, depois da morte (a ceifa), os que praticaram o bem (trigo) irão para o Céu (simbolizado no celeiro) e os que praticaram o mal (joio) irão para o Inferno (simbolizado no fogo).

31-32 O «grão de mostarda» – uma pequenina semente que mal se vê – é a pregação do Evangelho e a Igreja. Um homem é Jesus; o seu campo é o mundo. A Igreja (Reino dos Céus) tem uns começos muito modestos, mas em breve se estende pelo mundo todo. A Igreja é católica, universal, destina-se a todos os homens de todas as raças, classes, culturas, de todas as latitudes e de todos os tempos. A mostarda (sinapis nigra) é um arbusto ainda hoje muito abundante na Palestina e que pode chegar a atingir 3 ou 4 metros de altura.

33 A parábola do «fermento» mostra como o Evangelho vai transformando todo o mundo – «a massa» – de modo invisível, lento mas progressivo; deixa ver como a Igreja vai convertendo à fé todos os povos. O fermento é também uma expressiva imagem do que o cristão tem de ser no mundo: sem se deixar dessorar, deve ir conquistando com o seu exemplo e com a sua palavra os que o rodeiam para Cristo, e ir imbuindo do espírito de Cristo todas as realidades humanas, a cultura e as próprias estruturas da sociedade, sem as instrumentalizar nem clericalizar.

 

Sugestões para a homilia

 

O projecto de Deus voltado para a vida

A impaciência humana

O clamor do Espírito

O projecto de Deus voltado para a vida

A primeira leitura desta liturgia dominical foi extraída do último livro do Antigo Testamento a ser escrito. Embora redigida há cerca de dois mil anos (o seu autor provavelmente ainda viveria quando Jesus nasceu!) continua a ser, para nós, muito actual.

Não nos sentiremos, tal como os judeus de Alexandria do Egipto, um grupo de «justos», obrigados a viver num mundo completamente perverso? Nunca nos terá ocorrido a tentação de ver um dia a força de Deus destruir todos os profanos? Não teremos interpretado as calamidades, certas doenças e catástrofes naturais como um castigo de Deus?

O texto que nos é proposto responde a estas perguntas: a força de Deus é sempre grande, mas o seu projecto não é utilizado para castigar ou causar o mal ao homem; não inclui castigos ou desventuras, mas mansidão e indulgência. O seu domínio estende-se a todo o universo, mas destina-se a justos e ímpios. Deus não ama somente os bons, ama a todos, também os maus, porque todos são suas criaturas.

Com este modo de agir Deus quer ensinar-nos que devemos amar todos os homens, e não apenas os bons; depois, com toda a paciência, Deus possibilita o arrependimento a todos os pecadores, com o único desejo de que mudem de comportamento, a fim darem vida à própria felicidade.

A impaciência humana

Isto mesmo nos anuncia Jesus na parábola do trigo que cresce junto com o joio, isto é os bons com os maus, os justos com os pecadores. Efectivamente, no plano de Deus, é nesta perspectiva que se deve desenrolar a vida do homem.

Os servos da parábola deixam-se levar pela impaciência e pela preocupação de acabar depressa com o joio. Gostariam de resolver logo tudo, sem hesitações. O patrão não pensa como eles. Mantém a calma, não estranha, não se perturba nem se inquieta. O bem e o mal, diz o Senhor, não podem ser separados, devem crescer juntos, e assim será até ao fim, porque este não é o tempo nem o lugar para fazer a separação. Tal acontecerá, mas não agora, nem imediatamente.

O Senhor respeita a liberdade humana, torna possíveis as nossas opções, dá tempo a que nos arrependamos e convertamos. A presença do joio, tanto em nós como nos outros, provoca um grande desgosto. Gostaríamos de nos sentirmos acalentados pela imagem perfeita que fazemos de nós próprios. Quando somos obrigados a admitir que também em nós existe o mal, perdemos a calma e ficamos intolerantes, tornamo-nos duros, cruéis, inicialmente com os outros, depois connosco mesmos: examinamo-nos, interrogamo-nos, auto-castigamo-nos.

Somos, então, levados a compreender as eventualidades da História, a vida contrastada da Igreja, a nossa própria história pessoal, feita de trigo e de joio. Em cada um de nós existe um pouco de bem e um pouco de mal. Esta prova deve ensinar-nos a ser pacientes e tolerantes com as fraquezas e desequilíbrios dos irmãos. Uns e outros, até ao momento da ceifa, podem ser justos e pecadores. Por isso, necessitamos de rezar muito!

O clamor do Espírito

Mas, como se deve orar?

Paulo, na segunda leitura confessa: «Nós não sabemos como rezar», não sabemos o que pedir a Deus; por isso, diz-nos, o Espírito vem em nossa ajuda e sugere-nos o que devemos dizer ao Pai. Quando nos deixamos guiar pelo Espírito somos sempre atendidos. Ele aproxima-nos cada vez mais de Deus e abre-nos o coração aos irmãos.

Confiados na presença e actuação do Espírito, devemos abrir-nos à Sua acção decididos a corresponder-Lhe, isto é, precisamos de estar atentos, ser dóceis e ter vontade de responder.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Pai

e supliquemos-Lhe que inspire a nossa oração,

a fim de sabermos pedir aquilo que convém.

Humildemente digamos:

 

Ouvi, Senhor, a nossa oração.

 

1.  Pelos Bispos, Presbíteros e Diáconos

para que saibam estar atentos e ser dóceis

à acção do Espírito,

oremos ao Senhor.

 

2. Para que o Senhor nos ensine

a procurar o que pedir e como melhor o fazer,

oremos ao Senhor.

 

3.  Para que o Espírito nos oriente na oração

e que interceda por nós junto do Pai,

oremos ao Senhor.

 

4.  Para que o Senhor nos ajude

a ser tolerantes com as fraquezas

e desequilíbrios dos irmãos,

oremos ao Senhor.

 

5.  Para que Deus nos faça evitar todo o pecado,

reconhecer o Seu plano redentor

e nos ajude a ser fiéis à nossa vocação,

oremos ao Senhor.

 

Senhor, nosso Deus e nosso Pai,

ajudai-nos a ser dóceis à vossa vontade,

pacientes nas tribulações e atentos à correcta separação

do trigo e do joio que se manifestam na nossa vida.

Por nosso Senhor...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Trazemos ao teu altar, F. da Silva, NRMS 55

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que levastes à plenitude os sacrifícios da Antiga Lei no único sacrifício de Cristo, aceitai e santificai esta oblação dos vossos fiéis, como outrora abençoastes a oblação de Abel; e fazei que os dons oferecidos em vossa honra por cada um de nós sirvam para a salvação de todos. Por Nosso Senhor.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

Que esta comunhão seja para nós tempo de vivermos a misericórdia, de acolhermos os irmãos, de permanecermos em conversão permanente, a fim de sabermos viver em paciência atenta, numa constante separação do que é trigo e joio na nossa vida quotidiana.

 

Cântico da Comunhão: Vinde comer do meu Pão, C. Silva, 98

cf. Salmo 110, 4-5

Antífona da comunhão: O Senhor misericordioso e compassivo instituiu o memorial das suas maravilhas, deu sustento àqueles que O temem.

 

Ou

Ap 3, 20

Eu estou à porta e chamo, diz o Senhor. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo.

 

Cântico de acção de graças: Bendito sejas, sei que Tu pensas em mim, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Protegei, Senhor, o vosso povo que saciastes nestes divinos mistérios e fazei-nos passar da antiga condição do pecado à vida nova da graça. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Depois de termos escutado a Palavra do Senhor e participado do banquete eucarístico, partamos para a vida conscientes de que Jesus é o Messias que veio para lançar as bases do Reino de Deus e não para realizar agora o juízo final. É inaceitável uma separação farisaica entre a Igreja e o mundo, como comunidade dos puros separada da massa dos malvados, porque em todos nós continuam a crescer o trigo e o joio. Saibamos, por isso, estar atentos às nossas próprias atitudes e agir em conformidade com o projecto de Deus.

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. da Silva, NRMS 90-91

 

 

Homilias Feriais

 

16ª SEMANA

 

2ª feira, 18-VII: Sem Deus, a vida não tem sentido.

Ex. 14, 5-18 / Mt. 12, 38-42

Os homens de Nínive... fizeram penitência quando Jonas pregou, e aqui está quem é mais do que Jonas.

Em Nínive houve correspondência aos pedidos de Deus para a conversão (cf. Ev.). Pelo contrário, Deus encontra o coração dos egípcios muito obstinado (cf. Leit.); descobre sinais de protesto no povo de Deus: «mais vale servi-los (aos egípcios) do que morrermos no deserto» (Leit.).

Quando Jesus anuncia a Eucaristia na sinagoga de Cafarnaúm muitos abandonaram-no. Mas Pedro mantém-se fiel: «A quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna» (Jo. 6, 61 ss). A vida sem o Senhor não tem sentido.

 

3ª feira, 19-VII: A escuta da palavra de Deus.

Ex. 14, 21 –15, 1 / Mt. 12, 46-50

Pois todo aquele que fizer a vontade meu Pai que está nos céus, é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Todos temos a imensa alegria de podermos pertencer à família de Jesus, na medida em que cumprirmos a vontade divina. Jesus deu-nos exemplo ao dizer: «o meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou» (Jo. 4, 34).

A vontade de Deus manifesta-se de muitas maneiras. Primeiro precisamos escutá-la: «Participar na Eucaristia significa escutar o Senhor para pôr em prática o que Ele nos manifesta, nos pede e deseja da nossa vida... Crer em Cristo é escutar a sua palavra e pô-la em prática» (AE, 21).

 

4ª feira, 20-VII: Ouvido afinado para escuta da Palavra.

Ex. 16, 1-5. 9-15 / Mt. 13, 1-9

Outras sementes caíram em boa terra e começaram a frutificar: umas cem sementes...

A semente é a palavra de Deus, que é acolhida de modos muito diferentes (cf. Ev.).

«Na Antiga Aliança... a lembrança do maná do deserto (cf. Leit. de hoje) recordará sempre a Israel que é do pão da palavra de Deus que ele vive» (CIC, 1334). Na celebração eucarística também recebemos a palavra de Deus: «Para escutar realmente o Senhor na Liturgia da Palavra, precisa ter o ouvido afinado» (AE, 21). Para que essa palavra caia em boa terra (ouvido afinado) precisamos fazer uma leitura pessoal da Escritura em tempos e ocasiões programadas.

 

5ª feira, 21-VII: O reconhecimento de Cristo.

Ex. 19, 1-2. 9-11 / Mt. 13, 10-17

Porque a vós foi concedido conhecer os mistérios do Reino dos céus, mas a eles não foi concedido.

O Senhor passa muitas vezes perto de nós e precisamos descobri-lo. Também é especialmente importante reconhecê-lo na Missa: «Na celebração da Missa, os modos principais da presença de Cristo na Igreja manifestam-se gradualmente: primeiro, enquanto está presente na própria comunidade dos fiéis reunidos em seu nome; depois, na sua palavra, quando na Igreja se lê e se explica a Escritura; igualmente na pessoa do ministro; e, por fim e de modo eminente, debaixo das espécies eucarísticas» (De Sacra Comunione, cit. em AE, 26).

 

6ª feira, 22-VII: S. Maria Madalena: Amor e perseverança na procura do Senhor.

Cant. 3, 1-4 / Jo. 20, 1. 11-18 (pp.)

No primeiro dia da semana, Maria de Magdala foi de manhãzinha, ainda cedo, ao túmulo do Senhor.

Procuremos encontrar muita vezes o Senhor durante o nosso dia. Haverá momentos em que será mais difícil, mas Ele esta sempre à nossa espera: «A contemplação procura ‘aquele que o meu coração ama’ (Leit. do dia), que é Jesus, e n’Ele o Pai. Ele é procurado, porque desejá-lo é sempre o princípio do amor» (CIC, 2709)..

A celebração da Eucaristia deve levar-nos a exclamar como os Apóstolos (e Maria Madalena) depois de terem encontrado o Ressuscitado: ‘Vimos o Senhor!’ (Ev. do dia)» (AE, 26). Assim seremos igualmente mensageiros da ressurreição de Cristo.

 

Sábado, 23-VII: S. Brígida: Uma Europa renovada.

Gal. 2, 19-20 / Jo. 15, 1-8

Quando alguém permanece em mim e Eu nele, esse é que dá muito fruto porque, sem mim, nada podeis fazer.

Recorramos à protecção de S. Brígida, Padroeira da Europa, para que todos nos aproximemos mais de Deus. Lembremo-nos que «Jesus conheceu-nos e amou-nos a todos e a cada um, entregando-se por cada um de nós (cf. Leit. do dia)» (CIC, 478).

Contribuiremos para a recristianização da Europa se estivermos muito unidos a Jesus: «Jesus fala duma comunhão ainda mais íntima entre Ele e os que o seguem (cf. Ev. do dia)» (CIC, 787).. A comunhão eucarística é um excelente meio para alcançarmos esta comunhão íntima.

 

 

Celebração e Homilia:             António Elísio Portela

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                  Duarte Nuno Rocha


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