Nossa Senhora de Fátima

13 de Maio de 2016

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Desde toda a eternidade, M. Carneiro, NRMS 18

cf. Hebr 4, 16

Antífona de entrada: Vamos confiantes ao trono da graça e alcançaremos misericórdia do Senhor. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

“Vamos confiantes ao trono da graça e alcançaremos misericórdia do Senhor”. Estas palavras da Epístola aos Hebreus são escolhidas pela Igreja como antífona de entrada para a nossa celebração. Somos conscientes de como a misericórdia do Senhor se derramou abundantemente, pelas mãos de Nossa Senhora, nos acontecimentos de Fátima. É com a confiança de ter sempre junto de nos à Mãe da Misericórdia que iniciamos a nossa eucaristia. Procuremos caminhar sempre agarrados pela Sua mão e em especial neste ano de preparação para o centenário das aparições.

 

Oração colecta: Deus de infinita bondade, que nos destes a Mãe do vosso Filho como nossa Mãe, concedei-nos que, seguindo os seus ensinamentos e com espírito de verdadeira penitência e oração, trabalhemos generosamente pela salvação do mundo e pela dilatação do reino de Cristo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A presença maternal de Nossa Senhora junto de nos é uma experiência da felicidade da Cidade Santa do Céu, que enxuga todas as lágrimas dos nossos olhos.

 

 

 

Apocalipse 21, 1-5a

1Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido, e o mar já não existia. 2Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, bela como noiva adornada para o seu esposo. 3Do trono ouvi uma voz forte que dizia: «Eis a morada de Deus com os homens. Deus habitará com os homens: eles serão o seu povo e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus. 4Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos nunca mais haverá morte, nem luto, nem gemidos, nem dor, porque o mundo antigo desapareceu». 5aDisse então Aquele que estava sentado no trono: «Vou renovar todas as coisas».

 

A leitura corresponde ao início da grandiosa visão final do Apocalipse: uma vez derrotadas todas as forças do mal e própria morte, é o Reino de Deus que aparece em toda a sua plenitude e esplendor. O pano de fundo desta visão é a de Ez 40.

1 «Um novo Céu e uma nova Terra». Designação de todo o Universo novo, isto é, renovado (isto significa o adjectivo grego original). Esta renovação visa, sem dúvida, o aspecto moral: renovação que indica, primariamente, a supressão do pecado. Não parece estar excluída também uma renovação física, sobretudo tendo em conta o que se diz em 2 Pe 3, 10-13 e Rom 8, 19-22. A expressão é tirada de Is 65, 17; 66, 22. O que se passará com o Universo no fim dos tempos, em concreto, continua sendo um mistério (cfr. Gaudium et Spes, n.º 139). De qualquer modo, a renovação de que se fala é de ordem sobrenatural e misteriosa e não aquela que é fruto dum simples processo evolutivo natural.

2 «A nova Jerusalém»: uma imagem da Igreja, a Esposa do Cordeiro (vv. 9-10): a noiva adornada para o Seu esposo. Também S. Paulo chama a Igreja «a Jerusalém lá do alto, que é nossa Mãe» (Gal 4, 26). Também é frequente, na Tradição cristã, inclusive na Liturgia, como sucede no dia 13 de Maio, acomodar esta simbologia a Nossa Senhora, a Esposa do Espírito Santo, Mãe e modelo da Igreja.

 

 

Salmo responsorial     Jdt 13, 18 bc. 19-20a. 20 cd (23 bc-24a. 25 abc)

 

Monição: Aclamemos Aquela que é bendita entre todas as mulheres, e demos graças a Deus por sermos filhos de tão maravilhosa Mãe.

 

Refrão:        Tu és a honra do nosso povo.

 

Ou:               Aleluia.

 

Bendita sejas, minha filha, pelo Deus Altíssimo,

mais do que todas as mulheres da terra;

e bendito seja o Senhor nosso Deus,

criador do céu e da terra.

 

Ele enalteceu de tal forma o teu nome

que nunca mais deixarão os homens

de celebrar os teus louvores

e recordarão eternamente o poder de Deus.

 

Não poupaste a vida

perante a humilhação da nossa raça,

mas evitaste a nossa ruína,

caminhando com rectidão na presença do nosso Deus.

 

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Acreditemos, como Maria, na palavra do Senhor e ponhamo-la em prática na vida quotidiana.

 

Aleluia

 

Cântico: F da Silva, 73-74

 

Sois ditosa, ó Virgem Santa Maria,

sois digníssima de todos os louvores,

porque de Vós nasceu o sol da justiça,

Cristo, nosso Deus.

 

 

São Mateus 12, 46-50

46Naquele tempo, enquanto Jesus estava a falar à multidão, chegaram sua Mãe e seus irmãos. Ficaram do lado de fora e queriam falar-Lhe. 47Alguém Lhe disse: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo». 48Mas Jesus respondeu a quem O avisou: «Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?». 49E apontando para os discípulos, disse: «Estes são a minha mãe e os meus irmãos: 50todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe».

 

Esta perícope põe em evidência quem é a verdadeira família de Jesus, mas sem pôr em causa o amor de Jesus a sua Mãe. Ele deixa ver que os laços espirituais que nos unem a Deus são superiores e têm direitos e exigências mais urgentes que os laços de sangue (cf. Lc 8, 19). Poderíamos dizer que Jesus ama sua Mãe, mais do que pelos vínculos de sangue, pelos da graça; mas a própria maternidade de Maria já é uma graça, a maior de todas e a fonte de todas as outras graças.

46 «Seus Irmãos». Cf. Mt 13, 55-56 onde se nomeiam Tiago, José, Simão e Judas; os dois primeiros eram filhos de uma mulher chamada Maria, distinta da SS.ma Virgem (Mt 27, 56). Não é admissível que os «irmãos» de Jesus fossem filhos de Nossa Senhora, pois a Igreja sempre defendeu a sua perpétua virgindade. Também não é provável que fossem filhos de S. José. O uso da palavra «irmão» entre os semitas, cujo vocabulário era pobre e reduzido, indicava não apenas os irmãos de sangue, mas também outros graus de parentesco e até todos aqueles que pertenciam à mesma família, clã ou tribo (cf. Gn 13, 8; 14, 14.16; 29, 15; Tb 7, 9-11).

48-50 Na passagem não está em causa o amor de Jesus a sua Mãe. Jesus ensina, desta maneira, que os laços espirituais que nos unem a Deus são superiores e têm direitos e exigências mais urgentes que os laços de sangue (cf. Lc 8, 19). Poderíamos dizer que Jesus ama sua Mãe mais do que pelos vínculos de sangue, pelos da graça; mas a própria maternidade de Maria já é uma graça, a maior de todas e a fonte de todas.

 

 

Sugestões para a homilia

 

1.   Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno

2.   Levai as almas todas para o Céu

3.   Principalmente as que mais precisarem

 

 

1.   Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno

 

As palavras de Jesus crucificado, “Mulher, eis o teu filho”, que ouvimos há pouco, devem ter ecoado na alma de Nossa Senhora com a força de uma nova Anunciação. No Calvário o coração de Nossa Senhora acolhe a Humanidade inteira presente na pessoa do Apostolo João. Essa Humanidade chamada a constituir-se na Humanidade dos filhos de Deus, é uma multidão de filhos necessitados e doentes que precisam dos seus cuidados maternos. Maria a todos acolhe com o mesmo amor com que acolheu o Filho Unigénito de Deus. Junto da cruz assistimos ao novo “faça-se” de Maria, por meio do qual, de alguma maneira, “encarna” na sua alma o Corpo Místico de Cristo. Para essa multidão de filhos se voltará o seu coração e deles cuidará, com ternura, na Terra e no Céu.

Todos os acontecimentos de Fátima são manifestações de esse amor materno da Mãe do Céu, que vibra com a Misericórdia infinita do Pai.

Nossa Senhora, na aparição do 13 de Julho, ensinará uma breve oração aos pastorinhos para ser rezada no fim de cada mistério do terço. A oração, dirigida a Jesus, contem quatro petições. As duas primeiras são: “Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno”. Estas palavras recordam aquelas com que o filho pródigo quer apresentar-se diante do pai: “Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus jornaleiros” (Luc. 15, 18-19). A resposta do pai, quando se encontram, como sabemos, é um abraço que nunca mais acaba e uma chuva de beijos.

A resposta de Deus às duas petições anteriores está, de algum modo, contida na visão que a irmã Lúcia teve na capela do convento das Doroteias de Tuy, a 13 de Junho de 1929. Nessa noite foi-lhe dado contemplar uma representação da Santíssima Trindade com o Filho crucificado e a Sagrada Eucaristia ante Ele. Por baixo do braço direito da cruz via-se Nossa Senhora de Fátima e o seu Imaculado Coração. Por baixo do braço esquerdo havia “umas letras grandes como se fossem de água cristalina que corresse para cima do Altar, formavam estas palavras: «Graça e Misericórdia»”.

Podemos dizer que do Amor infinito que é a Trindade Santíssima, se derrama sobre nós um oceano de Misericórdia, que contem como principais eventos a Encarnação redentora do Filho, a Sagrada Eucaristia, Nossa Senhora e as águas purificadoras de graça e misericórdia que jorram nos sacramentos do Baptismo e da Reconciliação.

Mas o primeiro que Nossa Senhora ensinou a pedir é a justificação, a passagem, pela misericórdia de Deus, do estado de pecado ao estado de graça, da pocilga em que vivia o filho pródigo à casa paterna em luminosa e alegre festa. Pede-se a seguir que nos livre do merecido inferno. Todo isso acontece quando acudimos ao sacramento da reconciliação com as devidas disposições. O ano jubilar deve deixar na nossa vida, como riqueza solidamente incorporada, o hábito da confissão frequente.

 

 

2.   Levai as almas todas para o Céu

 

A terceira petição que Nossa Senhora ensina aos pastorinhos, é o grande desejo de todo coração. Fomos criados para habitar eternamente no Céu, e essa vida gloriosa em Deus atrai-nos como um poderosíssimo íman. Sabemos que cada pessoa se salva ou se condena de acordo com a sua livre correspondência à graça. Mas, mesmo assim, a pessoa não se salva de um modo “individual”. Deus não faz descer do Céu uma escada, semelhante a que viu Jacob no seu sonho, para que por ela suba cada pessoa. O que desce do Céu é o próprio Céu.

O apóstolo João diz na primeira leitura: “vi descer do Céu, de junto de Deus, a cidade santa, a nova Jerusalém, (…). E ouvi uma voz potente que vinha do trono e dizia: «Esta é a morada de Deus entre os homens. Ele habitará com eles; eles serão o seu povo e o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus»”. O vidente contempla uma revelação do fim dos tempos, mas que já começou a realizar-se com o mistério da Encarnação. O mundo foi renovado com a Encarnação do Verbo, e Deus desde então é Deus-connosco, Emanuel, e os que a Ele são incorporados formam uma comunhão santa, a Igreja de Cristo. A salvação é na Igreja que acontece.

Por isso Deus não lança do Céu uma escada para que possa subir cada alma.

É o Céu que foi lançado à Terra, e nela está, para elevar até a Gloria definitiva todos os que a ele se incorporam. “A cidade santa” desceu até o mundo temporal dos homens com o Filho de Deus, e os baptizados já estão, pela graça, numa comunhão com Deus que alcançará a sua plenitude na Eternidade.

Quem nos dera contemplar, como os pastorinhos, o que é estar na graça de Deus. Nossa Senhora, na primeira aparição, como sabemos, ao pronunciar as palavras “graça de Deus” abriu as mãos e uma luz muito intensa envolveu as crianças que se viram a si mesmas “em Deus”, que era essa luz que as envolvia. Caíram de joelhos e começaram a repetir intimamente “ Ó Santíssima Trindade eu Vos adoro. Meu Deus, Meu Deus eu Vos amo no Santíssimo Sacramento”. Com a luz da fé também nós deveríamos ver-nos “em Deus”, quando estamos na sua graça, e adorar e agradecer. Todas as almas em graça, são uma comunhão de pessoas com a Santíssima Trindade, que formam a “cidade santa” a caminho da transformação definitiva. Por isso mais do que muitas escadas individuais que descem do Céu, Jesus Cristo com os cristãos incorporados a Ele pela graça, é a cidade santa que, como numa plataforma elevadora, leva as almas para o Céu até chegar à escatologia final.

 

 

3.   Principalmente as que mais precisarem

 

A experiência da Misericórdia de Deus que os pastorinhos viveram com as aparições, foi tão intensa que os seus corações, já bondosos, ficaram impregnados por esse amor cheio de compaixão. Quantas pessoas estariam presentes nas suas almas quando repetiam “principalmente as que mais precisarem”. Comoviam-nos as necessidades dos mais pobres, como as crianças a quem deram o seu almoço. Mas sobre tudo sofriam pelas ofensas a Deus e a Nossa Senhora, pelas agressões ao Santo Padre e da Igreja e pelos pecadores que podiam acabar no terrível inferno que lhes fora mostrado. Desde aquele pequeno observatório da Cova da Iria tinham contemplado todos os sofrimentos e tragédias da História presente e futura. Não ficaram esmagados, porque a graça de Deus os fortalecia, mas tornaram-se heróis na penitência e na oração. Os corações das três crianças deixaram-se transformar numa sintonia cada vez mais plena com a Misericórdia do Pai.

Também nós pedimos hoje a Nossa Senhora que nos ensine a olhar com o seu amor de Mãe Misericordiosa para todas as necessidades do nosso Mundo. Não queremos que se endureça o nosso coração ou que se torne superficial. Não podemos ser como o sacerdote e o escriva que passam sem se deterem junto do homem roubado e ferido. A Humanidade está ferida e desprovida dos bens que Deus deseja para ela, e nos temos que colaborar com Cristo para a curar e restabelecer. Em Fátima fica patente como a oração e a penitência podem mudar os acontecimentos da História. O fim da Guerra, o fim da violência e os erros espalhados a partir da Rússia, a “Mão materna” que desviou a trajectória da bala que devia ser fatal, confirmam esta verdade. Por isso, a oração e a penitência, como Nossa Senhora disse às crianças, são as mais eficazes ajudas. Mas também devermos praticar a misericórdia junto de aquelas pessoas concretas que Deus coloca perto de nós no caminho da vida. Já comprovamos tantas vezes, neste ano jubilar, como a prática da misericórdia liberta-nos e faz-nos crescer. Realizando as obras de misericórdia alarga-se a nossa capacidade de amar e olhamos para as pessoas as coisas e os acontecimentos com o olhar de Deus, que é sempre um olhar de Amor misericordioso.

 

 

Oração Universal

 

Elevemos, irmãos as nossas súplicas ao Pai

por intermédio da sempre Virgem Maria,

nossa medianeira, advogada e Mãe.

Digamos

Por intercessão de Maria,

ouvi-nos, Senhor

 

1. Para que a Santa Igreja, esposa de Cristo,

conserve a firmeza da fé, a alegria da esperança

e o ardor da caridade no meio das angústias do mundo

oremos irmãos

Por intercessão de Maria,

ouvi-nos, Senhor

 

2. Para que a mensagem de Fátima,

mensagem de oração, de penitência, de modéstia cristã,

seja fielmente cumprida,

oremos irmãos

Por intercessão de Maria,

ouvi-nos, Senhor

 

3. Pelos jovens e pelos adolescentes,

para que à imitação da Virgem Imaculada,

guardem fielmente a pureza da sua vida,

com entusiasmo e alegria

oremos irmãos

Por intercessão de Maria,

ouvi-nos, Senhor.

 

4. Para que os casais aceitem Maria como Rainha do lar,

A invoquem na reza diária do terço,

e se esforcem por serem esposos e pais modelares

oremos irmãos

Por intercessão de Maria,

ouvi-nos, Senhor

 

5. Por todos nós aqui reunidos,

para que tenhamos sempre a preocupação,

de saber aquilo que Nossa Senhora quer de nos

para o realizarmos com prontidão de filhos,

oremos irmãos

Por intercessão de Maria,

ouvi-nos, Senhor

 

Ouvi, Deus de misericórdia, as orações do Vosso povo

que Vo-las apresenta pelas mãos de Maria, Mãe do Vosso Filho,

O qual é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Louvada seja na terra, F. dos Santos, NRMS 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Por este sacrifício de reconciliação e de louvor que Vos oferecemos na festa da Virgem Santa Maria, perdoai benignamente, Senhor, os nossos pecados e orientai os nossos corações no caminho da santidade e da paz. Por Nosso Senhor.

 

PREFÁCIO

 

Maria, imagem e mãe da Igreja

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

v. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, e exaltar a vossa infinita bondade ao celebrarmos a festa da Virgem Santa Maria.

Recebendo o vosso Verbo em seu Coração Imaculado, ela mereceu concebê-1'O em seu seio virginal e, dando à luz o Criador do universo, preparou o nascimento da Igreja. Junto à cruz, aceitou o testamento da caridade divina e recebeu todos os homens como seus filhos, pela morte de Cristo gerados para a vida eterna. Enquanto esperava, com os Apóstolos, a vinda do Espírito Santo, associando-se às preces dos discípulos, tornou-se modelo admirável da Igreja em oração. Elevada à glória do Céu, assiste com amor materno a Igreja ainda peregrina sobre a terra, protegendo misericordiosamente os seus passos a caminho da pátria celeste, enquanto espera a vinda gloriosa do Senhor. Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Saudação da paz

 

Monição da Comunhão

 

Peçamos a Nossa Senhora que nos ensine a amar Nosso Senhor na Eucaristia com o amor com que Ela O cuidou em Belém.

 

Cântico da Comunhão: Minha alma exulta de alegria, F. da Silva, NRMS 32

cf. Judite 13, 24-25

Antífona da comunhão: Bendito seja o Senhor, que deu tanta glória ao vosso nome: todas as gerações cantarão os vossos louvores.

 

Ou:

Jo 19, 26-27

Suspenso na cruz, Jesus disse a sua Mãe: Eis o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis a tua Mãe.

 

Cântico de acção de graças: Deixai-me saborear, F. da Silva, 17

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, que o sacramento que recebemos conduza à vida eterna aqueles que proclamam a Virgem Santa Maria Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Não esqueçamos o núcleo essencial da mensagem de Fátima: oração (o terço) e sacrifício. Só com essas armas alcançaremos a vitória na batalha da salvação das almas

 

Cântico final: Nossa Senhora de Fátima, onde irás, B. Salgado, NRMS 2 (II)

 

 

 

 

Homilia Ferial

 

Sábado, 14-V: S. Matias: testemunha de Cristo.

Act 1, 15-17, 20-26 / Jo 15, 9-17

Receba outro o seu encargo. É, pois, necessário que um deles se torne connosco testemunha da sua Ressurreição.

Para substituir Judas, S. Pedro pôs como condição que o candidato tivesse acompanhado o ministério público e a Ressurreição de Jesus (Leit.). E assim foi escolhido Matias.

Todos precisamos conhecer bem a vida do Senhor, através da leitura dos Evangelhos, da meditação dos mistérios do Rosário, etc. E, só depois, poderemos dar igualmente um bom testemunho de Jesus. Ser testemunha de Cristo é ser 'testemunha da sua Ressurreição' (Lei.); é permanecer no seu amor e guardar os seus mandamentos (Ev.). A vida de Nª Senhora é um testemunho da vida de Jesus. Conhecê-la é conhecê-lo.

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Carlos Santamaria

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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