5º Domingo da Páscoa

24 de Abril de 2016

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Exultai de alegria, cantai hinos a Deus, F. da Silva, NRMS 97

Salmo 97, 1-2

Antífona de entrada: Cantai ao Senhor um cântico novo, porque o Senhor fez maravilhas: aos olhos das nações revelou a sua justiça. Aleluia.

 

Diz-se o Glória

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Diz-nos Jesus, no Evangelho da Missa de hoje: “Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” Não há duvida, esta vivência é o que torna claro quem são os verdadeiros  seguidores de Jesus. E todos nós o queremos ser. Vamos refletir de uma maneira especial como temos correspondido e vivido este mandamento fundamental da Lei do Senhor.

 

Ato Penitencial

 

O pecado é consequência de falta de correspondência ao amor a Deus e/ou aos irmãos. Peçamos perdão das nossas faltas de amor.

( Tempo de silêncio. Eis uma sugestão, como alternativa.)

 

. Senhor Jesus, que nos chamais à emenda de vida, e nos ofereceis o perdão dos pecados, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

. Cristo, que oferecestes a vida no altar da Cruz, para nos reconciliares a todos com o Pai, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

. Senhor Jesus, que não quereis que o pecador se condene, mas se arrependa e viva para sempre, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade as nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Paulo e Barnabé exortavam os discípulos a perseverar na fé, animando-os a suportar os sofrimentos para entrar no Reino de Deus. “Oravam, jejuavam, designavam presbíteros e encomendavam-nos ao Senhor, em Quem tinham acreditado”.

 

Actos dos Apóstolos 14, 21b-27

Naqueles dias, 21bPaulo e Barnabé voltaram a Listra, a Icónio e a Antioquia. 22Iam fortalecendo as almas dos discípulos e exortavam-nos a permanecerem firmes na fé, «porque – diziam eles – temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no reino de Deus». 23Estabeleceram anciãos em cada Igreja, depois de terem feito orações acompanhadas de jejum, e encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham acreditado. 24Atravessaram então a Pisídia e chegaram à Panfília; 25depois, anunciaram a palavra em Perga e desceram até Atalia. 26De lá embarcaram para Antioquia, de onde tinham partido, confiados na graça de Deus, para a obra que acabavam de realizar. 27À chegada, convocaram a Igreja, contaram tudo o que Deus fizera com eles e como abrira aos gentios a porta da fé.

 

Paulo e Barnabé percorrem agora, em sentido inverso, desde o ponto extremo da 1ª viagem missionária, isto é, desde Derbe, na Licaónia, as cidades que tinham evangelizado na Ásia Menor, com o fim de confirmar na fé e organizar as comunidades cristãs aí fundadas. Não faltou a designação de «anciãos», que não eram meros chefes, corno os havia nas comunidades judaicas da diáspora, mas sim homens que desempenhavam o ministério sagrado em virtude do sacramento da Ordem, recebido com a imposição das mãos e «orações» (v. 23).

25 «Perga»: Cf. nota 14 do passado domingo. «Atalia», actual cidade turca Adalia, era um porto da Panfília.

26 «Antioquia», entenda-se, da Síria, donde tinham saído (corresponde hoje à cidade turca de Antáquia).

27 «O que Deus fizera»: Paulo e Barnabé atribuem a Deus a conversão dos gentios, pois Deus tinha-se servido deles como de instrumentos fiéis e dóceis.

 

Salmo Responsorial    Sl 144, 8-13ab (R. 1 ou Aleluia)

 

Monição: O salmo de hoje é um hino de louvor, que a Igreja canta, agradecendo a misericórdia divina que se estende a todas as criaturas. Através de Jesus Ressuscitado, a bondade do nosso Deus, chega a todas as gerações.

 

Refrão:        Louvarei para sempre o vosso nome,

                     Senhor, meu Deus e meu Rei.

 

Ou:               Aleluia.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade.

O Senhor é bom para com todos

e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

 

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas

e bendigam-Vos os vossos fiéis.

Proclamem a glória do vosso reino

e anunciem os vossos feitos gloriosos.

 

Para darem a conhecer aos homens o vosso poder,

a glória e o esplendor do vosso reino.

O vosso reino é um reino eterno,

o vosso domínio estende-se por todas as gerações.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Esta segunda Leitura, tirada do Apocalipse, fala-nos do novo Céu e da nova Terra, avivando a nossa esperança. “Deus enxugará as lágrimas dos nossos olhos”. Na glória celeste, não haverá gemidos nem dor. O mundo antigo desaparecerá. Seremos cidadãos dos novos Céus e da nova Terra, porque Deus promete: “Eis que vou renovar todas as coisas!”

 

Apocalipse 21, 1-5a

1Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido e o mar já não existia. 2Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, bela como noiva adornada para o seu esposo. 3Do trono ouvi uma voz forte que dizia: «Eis a morada de Deus com os homens. Deus habitará com os homens: eles serão o seu povo e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus. 4Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos; nunca mais haverá morte nem luto, nem gemidos nem dor, porque o mundo antigo desapareceu». 5aDisse então Aquele que estava sentado no trono: «Vou renovar todas as coisas».

 

O livro do Apocalipse culmina com a instauração de um mundo renovado (Apoc 21 – 22).

1 «Um novo Céu e uma nova Terra» é o modo de designar todo o Universo novo, isto é, renovado (como indica o adjectivo grego). Esta renovação visa, sem dúvida, o aspecto moral; uma renovação que visa primariamente, a supressão do pecado. Não parece estar excluída também uma renovação física, sobretudo tendo em conta o que se diz em 2 Pe 3, 10-13 e Rom 8, 19-22. A expressão é tirada de ls 65, 17; 66, 22. O que se passará, em concreto, com o Universo no fim dos tempos continua sendo um mistério (cf. Gaudium et Spes, nº 139). De qualquer modo, a renovação de que se fala é de ordem sobrenatural e misteriosa e não fruto dum simples processo evolutivo natural.

2-3 «A Jerusalém nova» é uma imagem da Igreja, a Esposa do Cordeiro (vv. 9-10), «noiva adornada para o seu esposo». Também S. Paulo chama a Igreja «a Jerusalém lá do alto, que é nossa Mãe» (Gal 4, 26). E é frequente, na Tradição cristã – inclusive na Liturgia –, acomodar esta simbologia a Nossa Senhora, a Esposa do Espírito Santo, Mãe e modelo da Igreja. Veja-se também 2 Cor 11, 2; Ef 5, 25; Mt 22, 1; 25, 1; Jo 3, 29. A Igreja aparece-nos aqui na sua fase definitiva e final, celeste e triunfante, mas, desde já, ela é a verdadeira «a morada de Deus com os homens»: esta presença única de Deus inicia-se com a Incarnação e é consumada no Céu.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 13, 34

 

Monição: Jesus, na hora da despedida, deixa aos seus discípulos, como testamento, o mandamento novo.

 

Aleluia

 

Cântico: Ressuscitou com Cristo, C. Silva, NCT 187

 

Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:

amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei.

 

 

Evangelho

 

São João 13, 31-33a.34-35

31Quando Judas saiu do Cenáculo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora foi glorificado o Filho do homem 32e Deus foi glorificado n’Ele. Se Deus foi glorificado n’Ele, Deus também O glorificará em Si mesmo e glorificá-l’O-á sem demora. 33aMeus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. 34Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. 35Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».

 

A saída de Judas da Ceia para concretizar a prisão de Jesus, dando início à sua Paixão, aparece como o início da sua glorificação. É que a Paixão e a Morte do Senhor não é urna derrota, mas é uma vitória sobre o demónio e o pecado. Por outro lado, se temos em conta que o verbo glorificar, sobretudo na forma médio-passiva, como é este o caso, tem um sentido manifestativo, em vez de «agora foi glorificado…» poderia traduzir-se: «agora é que se revela a glória…» (cf. Jo 12, 23; 17, 1-5). Sendo assim, o texto joanino indica que na Paixão-Morte-Ressurreição se mostra a glória de Cristo, ao dar, por meio da sua morte, a vida eterna e o Espírito Santo aos que crêem. O dizer que já foi glorificado é uma expressão considerada proléptica, pois dá como já realizado aquilo que com toda a certeza se vai realizar.

34-35 A lei do amor fraterno não era uma novidade (cf. Lv 19, 18), mas Jesus dá-lhe um sentido e uma medida nova, que não é apenas a medida dum coração humano, mas a do coração de Cristo – «como Eu vos amei» –, que entrega a sua vida pela redenção de todos (cf. 1 Jo 4, 9-11). Segundo conta Tertuliano (Apolog. 39), os primeiros cristãos tomaram tão a sério estas palavras do Senhor, que os pagãos exclamavam admirados: «vede como eles se amam!» (cf. Jo 15, 12.13.17; 1 Jo 2, 8; Mt 22, 39; Jo 17, 23; Act 4, 32). Por outro lado, «o mandamento novo» sugere a Nova Aliança, pois então a Lei e a Aliança se consideravam duas noções paralelas; no entanto, aqui, Jesus actua não como um simples intermediário de Deus, à maneira de Moisés, mas com uma autoridade própria e em seu nome próprio, ao dizer: «Eu dou-vos um mandamento…».

 

Sugestões para a homilia

 

1.  Dou-vos um mandamento novo: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.

2.  Amar com verdadeiro amor.

3.  O sinal identificativo dos cristãos.

 

 

1.  Dou-vos um mandamento novo: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.

 

Acabámos de ouvir estas palavras de Jesus, que o Evangelho de hoje nos transmite. O mesmo Evangelho nos afirma que tais palavras foram pronunciadas por Jesus, depois de Judas sair do Cenáculo, isto é, no final da última Ceia. Aproximava-se a hora da despedida - hora particularmente solene. E não é por acaso que tal aconteceu. As últimas palavras pronunciadas por alguém, no momento da despedida, são para ser sempre particularmente lembradas. O Senhor quis e quer que assim aconteça. Estas palavras como que resumem todo o Seu ensino. São mesmo a essência do cristianismo. Este mandamento do amor, é o resumo de todos os outros. Como pois é importante cumpri-lo!

Amar como Ele nos amou e ama é amar sempre. A medida deste amor é amor sem medida. É amar a todos sem exceção. Ele o disse e o fez. No alto da cruz pede perdão para quem O crucificou, quem Lhe cuspiu, quem O esbofeteou, quem O flagelou: “Pai perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem”.

 

2. Amar com amor verdadeiro.

 

O amor verdadeiro é aquele que sabe sempre perdoar. É aquele que se traduz em preocupação de tornar o outro feliz.

Este mandamento a que Jesus chamou novo, continua a ser novo. E é de tal maneira novo que ainda é desconhecido por tanta gente e mais ainda, anda a ser por tantos tão mal vivido, mal praticado. Quando todos o praticarem surgirá uma vida nova, bela como noiva adornada para o seu esposo (Segunda Leitura). Quando for posta em prática, como o fez Paulo e Barnabé, muitos outros surgirão para levar esta mensagem de alegria e esperança a toda a Terra.

Com razão, S. João nos diz, que Deus é AMOR e o Papa Francisco que o nome de Deus é MISERICÓRDIA, pois a quer exercer para com todos que a queiram aceitar, sem exclusão alguma. Ele ama-nos sempre e mais ainda, nos recorda a Escritura, começou a amar-nos, quando ainda éramos pecadores. Ama-nos sempre, mesmo quando O ofendemos. Deus só vê o nosso interesse, a nossa felicidade.

 

 

3. O sinal identificativo dos cristãos.

 

“É por isto que todos saberão que sois meus discípulos” nos recorda Jesus e assim tem acontecido ao longo dos séculos. Logo desde o início, era de tal maneira palpável esta vivência nos primeiros cristãos, que os pagãos, admirados, diziam: “Vede como eles se amam!”. Por sua vez Jesus recorda: “Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29). E como com os primeiros cristãos, muitos outros irmãos nossos, ao longo dos séculos, têm seguido com generosidade, esta recomendação do Senhor.

Redobremos os nossos esforços numa atenção especial para com os que mais precisam: doentes, pecadores, atribulados, abandonados, presos, amigos e inimigos. Concretizemos o conselho dado também por S. João (1 Jo 4, 7-8): “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade procede de Deus, e todo o que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. O que não ama não conhece a Deus; porque Deus é Amor” Seguindo este caminho, muitos outros poderão vir a conhecer o verdadeiro Deus, a converter-se, como o fizeram tantos pagãos no princípio do cristianismo, e obteremos, com a misericórdia infinita do Senhor, a nossa própria salvação para” louvarmos para sempre o Vosso nome, Senhor, meu Deus e Meu Rei”.

 

Fala o Santo Padre

 

«Não há dificuldades, tribulações, incompreensões que possam meter-nos medo,

se permanecermos unidos a Deus como os ramos estão unidos à videira, se não perdermos a amizade com Ele.»

Amados irmãos e irmãs!

Gostaria de vos propor três pensamentos, simples e breves, para a vossa reflexão.

1.Na Segunda Leitura, ouvimos a estupenda visão de São João: um novo céu e uma nova terra e, em seguida, a Cidade Santa que desce de junto de Deus. Tudo é novo, transformado em bondade, em beleza, em verdade; não há mais lamento, nem luto... Tal é a acção do Espírito Santo: Ele traz-nos a novidade de Deus; vem a nós e faz novas todas as coisas, transforma-nos. O Espírito transforma-nos! E a visão de São João lembra-nos que todos nós estamos a caminho para a Jerusalém celeste, a novidade definitiva para nós e para toda a realidade, o dia feliz em que poderemos ver o rosto do Senhor – aquele rosto maravilhoso, tão belo do Senhor Jesus –, poderemos estar para sempre com Ele, no seu amor.

Olhai! A novidade de Deus não é como as inovações do mundo, que são todas provisórias, passam e procuram-se outras sem cessar. A novidade que Deus dá à nossa vida é definitiva; e não apenas no futuro quando estivermos com Ele, mas já hoje: Deus está a fazer novas todas as coisas, o Espírito Santo transforma-nos verdadeiramente e, através de nós, quer transformar também o mundo onde vivemos. Abramos a porta ao Espírito, façamo-nos guiar por Ele, deixemos que a acção contínua de Deus nos torne homens e mulheres novos, animados pelo amor de Deus, que o Espírito Santo nos dá. Como seria belo se cada um de vós pudesse, ao fim do dia, dizer: Hoje na escola, em casa, no trabalho, guiado por Deus, realizei um gesto de amor por um colega meu, pelos meus pais, por um idoso. Como seria belo!

2. O segundo pensamento: na Primeira Leitura, Paulo e Barnabé afirmam que «temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus» (Act 14, 22). O caminho da Igreja e também o nosso caminho pessoal de cristãos não são sempre fáceis, encontramos dificuldades, tribulações. Seguir o Senhor, deixar que o seu Espírito transforme as nossas zonas sombrias, os nossos comportamentos em desacordo com Deus e lave os nossos pecados, é um caminho que encontra muitos obstáculos fora de nós, no mundo, e dentro de nós, no coração. Mas, as dificuldades, as tribulações fazem parte da estrada para chegar à glória de Deus, como sucedeu com Jesus que foi glorificado na Cruz; aquelas sempre as encontraremos na vida. Não desanimeis! Para vencer estas tribulações, temos a força do Espírito Santo.

3. E passo ao último ponto. É um convite que dirijo a todos, mas especialmente a vós, crismandos e crismandas: permanecei firmes no caminho da fé, com segura esperança no Senhor. Aqui está o segredo do nosso caminho. Ele dá-nos a coragem de ir contra a corrente. Sim, jovens; ouvistes bem: ir contra a corrente. Isto fortalece o coração, já que ir contra a corrente requer coragem e Ele dá-nos esta coragem. Não há dificuldades, tribulações, incompreensões que possam meter-nos medo, se permanecermos unidos a Deus como os ramos estão unidos à videira, se não perdermos a amizade com Ele, se lhe dermos cada vez mais espaço na nossa vida. Isto é verdade mesmo, e sobretudo, quando nos sentimos pobres, fracos, pecadores, porque Deus proporciona força à nossa fraqueza, riqueza à nossa pobreza, conversão e perdão ao nosso pecado. O Senhor é tão misericordioso! Se vamos ter com Ele, sempre nos perdoa. Tenhamos confiança na acção de Deus! Com Ele, podemos fazer coisas grandes; Ele nos fará sentir a alegria de sermos seus discípulos, suas testemunhas. Apostai sobre os grandes ideais, sobre as coisas grandes. Nós, cristãos, não fomos escolhidos pelo Senhor para coisinhas pequenas, ide sempre mais além, rumo às coisas grandes. Jovens, jogai a vida por grandes ideais!

Novidade de Deus, tribulação na vida, firmes no Senhor. Queridos amigos, abramos de par em par a porta da nossa vida à novidade de Deus que nos dá o Espírito Santo, para que nos transforme, nos torne fortes nas tribulações, reforce a nossa união com o Senhor, o nosso permanecer firmes n'Ele: aqui está a verdadeira alegria. Assim seja.

 

Papa Francisco, Homilia na Praça de São Pedro, 28 de abril de 2013

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs,

Invoquemos com toda a nossa alma,

a Deus nosso Pai, por intermédio de Nosso Senhor Jesus Cristo,

vencedor do pecado e da morte,

dizendo com fé:

 

R. Ouvi-nos Senhor!

 

1.     Pela Santa Igreja, que caminha com os homens,

para que os ensine a amarem-se uns aos outros

na alegria de Jesus ressuscitado,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos Senhor!

   

2.  Por aqueles que proclamam o Evangelho

e procuram levá-lo a toda a parte,

para que cresça o número dos que os escutam,

oremos, irmãos,

 

R.  Ouvi-nos Senhor!

 

3.  Pelos que sofrem tribulações,

para que Deus enxugue as lágrimas dos seus olhos

e lhes mostre a sua misericórdia,

oremos irmãos,

 

R. Ouvi-nos Senhor!

 

4.  Para que nos ajude a ser clementes e compassivos para com todos,

imitando o Coração manso e humilde de Jesus,

oremos, irmãos,

 

R.  Ouvi-nos Senhor!.

 

 

5.  Para que os nossos familiares e amigos falecidos

alcancem o descanso eterno nos esplendores da luz perpétua,

na alegria dos Anjos e dos Santos,

oremos irmãos,

 

R.  Ouvi-nos Senhor!

 

 

Senhor, nosso Deus, que glorificaste o nosso Salvador

e renovais todas as coisas em Jesus Cristo,

fazei-nos cumprir o Seu mandamento novo

para nos tornarmos, de verdade, Seus discípulos.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Senhor, nós vos oferecemos, B. Salgado, NRMS 5 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que, pela admirável permuta de dons neste sacrifício, nos fazeis participar na comunhão convosco, único e sumo bem, concedei-nos que, conhecendo a vossa verdade, dêmos testemunho dela na prática das boas obras. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio pascal: p. 469[602-714]ou 470-473

 

Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Saudação da paz

 

Que o gesto que entre nós vamos trocar, exprima a vontade séria de vivermos com todos, sem exceção, o mandamento novo do amor. Com esse sincero desejo, saudai-vos na paz de Cristo.

 

Monição da Comunhão

 

O amor de Jesus por nós é tão grande que se nos oferece a Ele mesmo como alimento celeste, na Sagrada Comunhão. É n’Ele e com Ele que encontramos força para sempre amar. Vamos recebê-LO com muita fé e gratidão.

 

Cântico da Comunhão: Quero amar-Te, meu Jesus, H. Faria, NRMS 46

Jo 15, 1.5

Antífona da comunhão: Eu sou a videira e vós sois os ramos, diz o Senhor. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, dá fruto abundante. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Senhor, fazei de mim um instrumento, F. da Silva, NRMS 6 (II)

 

Oração depois da comunhão: Protegei, Senhor, o vosso povo que saciastes nestes divinos mistérios e fazei-nos passar da antiga condição do pecado à vida nova da graça. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Iluminados pela Palavra de Deus e fortalecidos com a Sagrada Comunhão, vamos partir dispostos a viver fielmente o Mandamento Novo, com um amor mais intenso, a Deus e ao próximo. Com esta vontade sincera, ide em paz e Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Jesus venceu a morte, M. Carneiro, NRMS 109

 

 

Homilias Feriais

 

5ª SEMANA

 

2ª Feira, 25-IV: S. Marcos: A transmissão da Boa Nova.

1 Ped 5-14 / Mc 16, 15-20

Jesus apareceu aos onze Apóstolos e disse-lhes: Ide a todo o mundo e proclamai a Boa Nova.

S. Marcos acompanhou S. Paulo na sua primeira viagem apostólica e esteve a seu lado na hora da morte. Foi igualmente discípulo de S. Pedro em Roma (Leit.), e o seu Evangelho é uma reprodução fiel dos ensinamentos deste Apóstolo.

O Senhor confiou a tarefa da transmissão da Boa Nova a S. Marcos de um modo especial (Oração) e também a cada um de nós. Para isso, precisamos escutá-la, assimilá-la, meditando-a no nosso coração e, depois, comunicá-la aos outros com toda a fidelidade, como fez S. Marcos com o que aprendeu junto de S. Pedro e S. Paulo.

 

3ª Feira, 26-IV: O valor das tribulações.

Act 14, 19-28 / Jo 14, 27-31

E acrescentavam: Através de muitas tribulações é que temos de entrar no reino de Deus.

S. Paulo tinha acabado de ser apedrejado e dado como morto e, por isso, diz que é necessário sofrer para entrar no reino dos céus (Leit.). É assim que actua o príncipe deste mundo, o demónio (Ev.), sobretudo através das tentações.

Para enfrentarmos os obstáculos e vencermos temos que recorrer a Jesus: «A vitória sobre o príncipe deste mundo (Ev.) foi alcançada de uma vez para sempre, na hora em que Jesus livremente se entregou à morte para nos dar a vida» (CIC, 2853). E não esqueçamos o recurso a Nª Senhora: À vossa protecção nos acolhemos Santa Mãe de Deus...

 

4ª Feira, 27-IV:Frutos da união com Cristo.

Act 15, 1-6 / Jo 15, 1-8

Se alguém permanece em mim e Eu nele, esse dará muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer.

Jesus revela-nos mais uma realidade misteriosa: uma comunhão mais íntima entre Ele e os que o seguem (Ev.). É principalmente na Eucaristia que nos pomos em comunhão com Ele.

Esta comunhão há-de estender-se também ao campo doutrinal. Os Apóstolos, para decidirem sobre o problema da circuncisão, «reuniram-se para examinar o assunto» (Leit.). Procuremos conhecer muito bem os ensinamentos do Senhor e dos seus sucessores. Quem deles se afastar deixa de estar em comunhão com Ele.

 

5ª Feira, 28-IV: A permanência no amor de Deus.

Act 15, 7-21 / Jo 15, 9-11

Assim como o Pai me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor.

Jesus convida-nos a permanecer no seu amor. E, para isso, deu-nos um conselho: imitar o seu amor: «Amando os seus até ao fim, manifesta o amor do Pai, que Ele próprio recebe. E os discípulos, amando-se uns aos outros, imitam o amor de Jesus, amor de Deus que Ele recebeu também em si» (CIC, 1823).

Além disso, devemos guardar os seus mandamentos. Os Apóstolos assim fizeram. Depois de decidirem o sobre o problema da circuncisão, pediram a todos os cristãos que seguissem esta decisão (Leit.).

 

6ª Feira, 29-IV: Santa Catarina de Sena: Conduzir a Europa para Cristo.

1 Jo 1, 5-2, 2 / Mt 11, 25-30

É esta a mensagem que ouvimos a Jesus Cristo e que vos anunciamos: Deus é luz e nela não há trevas nenhumas.

Santa Catarina de Sena, Doutora da Igreja, teve uma grande influência na unidade da Igreja e na paz e concórdia entre países e cidades europeias. O Papa Paulo VI proclamou-a como uma das Padroeiras da Europa.

Imitou Cristo no seu grande amor à verdade, porque Deus é luz (Leit.). Em muitos aspectos, a cultura europeia anda nas trevas e precisa da nossa actuação. Ela escreveu abundantes cartas às autoridades eclesiásticas e civis. Nela se verificaram estas palavras de Cristo: «porque escondeste estas verdades aos sábios e as revelaste aos pequeninos» (Ev.).

 

Sábado, 30-IV: Entusiasmo na evangelização.

Act 16, 1-10 / Jo 15, 18-21

Paulo teve de noite uma visão. Um macedónio dirigia-lhe este pedido: Faz a travessia para a Macedónia e vem ajudar-nos.

Devemos sentir estas palavras como dirigidas a cada um de nós. É uma súplica que sai do coração de muitas pessoas, que têm fome e sede de Deus, de uma esperança que não desiluda as suas vidas, tão enganadas por vãs promessas.

Bem tentaram calar Jesus e a persegui-lo (Ev.), e o mesmo aconteceu a S. Paulo. O ambiente secularizado tentará calar essas vozes suplicantes, deixando-nos cair no desalento. Temos que estar convencidos de que Deus nos chama a anunciar a Boa Nova (Leit.). O Espírito Santo dar-nos-á forças para cumprir este mandato do Senhor.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         A. Alves Moreno

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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