15º Domingo Comum

10 de Julho de 2005

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Exultai de alegria, cantai hinos, F. da Silva, NRMS 106

cf. Salmo 16, 15

Antífona de entrada: Eu venho, Senhor, à vossa presença: ficarei saciado ao contemplar a vossa glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O discípulo de Cristo tem a Palavra de Deus como elemento fundamental na sua vida. Ela revela o mistério de Deus e do ser humano.

A Palavra de Deus apela necessariamente a uma atitude de conversão. Na aceitação sincera e simples da mesma Palavra, a vida, surge como compromisso responsável com o mistério da Morte e Ressurreição de Cristo. E surge também como compromisso em favor de todos, a fim de que o coração humano possa ser terra donde brota a vida e vida em abundância.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade para poderem voltar ao bom caminho, concedei a quantos se declaram cristãos que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome, sigam fielmente as exigências da sua fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Quem vive da Palavra de Deus permite que a terra se transforme, pelo mistério da misericórdia divina, dando abundantes frutos de humanidade e eternidade.

 

Isaías 55, 10-11

Eis o que diz o Senhor: 10«Assim como a chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem regado a terra, sem a terem fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao semeador e o pão para comer, 11assim a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão».

 

Esta leitura, tirada do final do Segundo Isaías, foi escolhida em função do Evangelho de hoje (Mt 13, 1, 23). Deus acaba de anunciar, através do profeta, todos os bens que tem preparados para os repatriados no seu regresso do exílio de Babilónia. A «palavra que sai da minha boca» (v. 11) é o anúncio do Profeta, como personificado; esta palavra não é uma mera palavra de ânimo, mas é dotada de eficácia e terá pleno cumprimento; para quem é o Todo-Poderoso, o dizer equivale ao fazer: Deus disse e tudo foi feito, como se lê no 1º capítulo do Génesis.

 

Salmo Responsorial    Sl 64 (65), 10abcd.10e-11.12-13.14 (R. Lc 8, 8)

 

Monição: A Palavra de Deus gera vida em abundância. Tudo se alegra e canta. Cantemos os sinais da presença de Deus e da força da sua Palavra.

 

Refrão:        A semente caiu em boa terra e deu muito fruto.

 

Visitastes a terra e a regastes,

enchendo-a de fertilidade.

As fontes do céu transbordam em água

e fazeis brotar o trigo.

 

Assim preparais a terra;

regais os seus sulcos e aplanais as leivas,

Vós a inundais de chuva

e abençoais as sementes.

 

Coroastes o ano com os vossos benefícios,

por onde passastes brotou a abundância.

Vicejam as pastagens do deserto

e os outeiros vestem-se de festa.

 

Os prados cobrem-se de rebanhos

e os vales enchem-se de trigo.

Tudo canta e grita de alegria.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Só a Palavra de Deus nos permite penetrar no mistério Pascal de Cristo, compreendê-lo e aceitá-lo em cada um de nós.

 

Romanos 8, 18-23

Irmãos: 18Eu penso que os sofrimentos do tempo presente não tem comparação com a glória que se há-de manifestar em nós. 19Na verdade, as criaturas esperam ansiosamente a revelação dos filhos de Deus. 20Elas estão sujeitas à vã situação do mundo, não por sua vontade, mas por vontade d'Aquele que as submeteu, com a esperança de que as mesmas criaturas 21sejam também libertadas da corrupção que escraviza, para receberem a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. 22Sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. 23E não só ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adopção filial e a libertação do nosso corpo.

 

Temos vindo nestes domingos a respigar alguns dos mais expressivos textos da epístola aos Romanos. Este é um dos textos de difícil interpretação, sobre a qual não há pleno acordo entre os exegetas.

19 «As criaturas esperam ansiosamente...» S. Paulo, lançando mão duma empolgante prosopopeia, associa o conjunto das criaturas irracionais à esperança e anelos do homem redimido por Cristo.

20 «Elas estão sujeitas à vã situação do mundo» (à letra, «à vaidade»). Esta situação vã do mundo, é a obra da criação sujeita à destruição, podendo ver-se aqui uma alusão a Gn 3, 17, o rompimento da harmonia da criação como consequência do pecado do homem. Esta situação da criação deve-se «a quem a sujeitou», mas o original grego não explicita o sujeito (a tradução litúrgica traduziu por Deus); podemos pensar ou no mau uso que os homens fazem das criaturas, que o homem tem o poder de dominar (cf. Gn 1, 28-29), ou então em que Deus, após o pecado, dispôs a natureza de forma esta punir o homem pecador, a quem ela naturalmente devia servir (cf. Gn 3, 17-19). Em ambos os casos, temos a harmonia inicial da criação transtornada, devido ao pecado.

21 «As mesmas criaturas seriam também libertadas da corrupção que escraviza» (à letra, da escravidão da corrupção). A que libertação se refere o texto sagrado não se pode saber com certeza. Designará a glorificação dos corpos depois da ressurreição, que redundará em glória para toda a natureza irracional, uma vez que o homem «mikrokósmos», é uma síntese de todo o Universo? Ou aludirá a uma restauração física de todo o Universo, coisa que não parece estar na perspectiva paulina, mas que se poderia deduzir de Apoc 21, 1 e 2 Pe 3, 13, entendendo à letra estes textos simbólicos, pertencentes ao género apocalíptico? Pode tratar-se simplesmente da referência à libertação da maldição que o pecado trouxe às criaturas (cf. Gn 3, 17-19], sem se explicitar mais. Pode fazer-se uma leitura espiritual deste misterioso texto do modo seguinte: na medida em que os filhos de Deus santificarem o mundo, isto é, todas as realidades terrenas, ordenando-as segundo o espírito do Evangelho, nessa medida estão a libertá-las da escravidão do pecado, pois deixam de ser objecto do mau uso que delas faz o homem pecador; e, desta maneira, também eles participam da salvação: «para receberem a gloriosa liberdade dos filhos de Deus» (no original grego não há verbo nenhum), isto é, participam da «gloriosa liberdade dos filhos de Deus», à letra, «da liberdade da glória dos filhos de Deus», uma glória que liberta, em paralelismo com a «corrupção que escraviza», de que se fala no v. 21.

22-23 «Toda a criatura tem gemido e tem sofrido as dores da maternidade» O Apóstolo usa uma arrojada prosopopeia para apresentar toda a criação a suspirar juntamente com os cristãos, que já são filhos de Deus (v. 15), mas que esperam a plenitude desta filiação na vida eterna (cf. 1 Cor 13, 12; 1 Jo 3, 2).

 

Aclamação ao Evangelho       Rom 8, 18-23

 

Monição: Em nosso ser temos terreno de todas as qualidades. Na docilidade ao semeador que é Cristo, na entrega sacrificada, na sintonia com o Espírito Santo, na vivência sacramental e na responsabilidade pela construção do Reino havemos de transformar o terreno menos produtivo e oferecer todo o terreno bom.

 

Aleluia

 

Cântico: J. Duque, NRMS 21

 

A semente é a palavra de Deus e o semeador é Cristo.

Quem O encontra viverá eternamente.

 

 

Evangelho *

 

Forma longa: São Mateus 13, 1-23                     Forma breve: São Mateus 13, 1-9

1Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-Se à beira-mar. 2Reuniu-se à sua volta tão grande multidão que teve de subir para um barco e sentar-Se, enquanto a multidão ficava na margem. 3Disse muitas coisas em parábolas, nestes termos: «Saiu o semeador a semear. 4Quando semeava, caíram algumas sementes ao longo do caminho: vieram as aves e comeram-nas. 5Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra, e logo nasceram porque a terra era pouco profunda; 6mas depois de nascer o sol, queimaram-se e secaram, por não terem raiz. 7Outras caíram entre espinhos e os espinhos cresceram e afogaram-nas. 8Outras caíram em boa terra e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um. 9Quem tem ouvidos, oiça».

[10Os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Porque lhes falas em parábolas?». 11Jesus respondeu-lhes: «Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos Céus, mas a eles não. 12Pois àquele que tem dar-se-á e terá em abundância; mas àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. 13É por isso que lhes falo em parábolas, porque vêem sem ver e ouvem sem ouvir nem entender. 14Neles se cumpre a profecia de Isaías que diz: 'Ouvindo ouvireis, mas sem compreender; olhando olhareis, mas não vereis. 15Porque o coração deste povo tornou-se duro: endureceram os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para não acontecer que, vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos e compreendendo com o coração, se convertam e Eu os cure'. 16Quanto a vós, felizes os vossos olhos porque vêem e os vossos ouvidos porque ouvem! 17Em verdade vos digo: muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes e não viram e ouvir o que vós ouvis e não ouviram. 18Vós, portanto, escutai o que significa a parábola do semeador: 19Quando um homem ouve a palavra do reino e não a compreende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho. 20Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe de momento, 21mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbe logo. 22Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra, que assim não dá fruto. 23E aquele que recebeu a palavra em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende. Esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um».]

 

O texto do Evangelho corresponde ao início do chamado discurso das parábolas, onde em Mateus Jesus apresenta a natureza do Reino de Deus: «Falou-lhes de muitas coisas em parábolas». S. Mateus, como de costume, deve ter agrupado aqui, neste capítulo 13, sete parábolas, com toda a probabilidade contadas por Jesus em diferentes ocasiões. Parábola é uma comparação prolongada; isto significa o próprio termo grego (parabolê). Distingue-se da fábula, pois é verosímil; é uma narração viva e atraente, tirada das coisas da natureza e da vida diária. Também é diferente da alegoria, pois esta está toda carregada de simbolismo e todos os seus elementos encerram algum significado especial, ao passo que a parábola, de mais simples interpretação, vai direita a uma ideia central que se quer inculcar, sem que os seus elementos secundários tenham, em geral, qualquer significado especial, sendo meros elementos de adorno. Em S. João, que não recorre a parábolas, temos a célebre alegoria da videira (Jo 15). Também há parábolas com elementos alegóricos, podendo mesmo este simbolismo ser captado apenas a partir da vida da Igreja (por ex., em Mt 25, 5, na parábola das 10 virgens, a demora do esposo passa a simbolizar a demora da parusía. A parábola do semeador, que hoje temos, também nos aparece misturada de alegoria, pois não se limita a expor uma ideia central: a eficácia extraordinária e sobrenatural da sementeira divina, da acção de Deus no mundo, na Igreja e nas almas (100, 60, 30 por um). Nesta parábola cada um dos terrenos tem um significado simbólico particular, significado que é atribuído por Cristo na explicação posterior. Mas, ao fim e ao cabo, a parábola do semeador encerra uma exortação implícita a converter-se em boa terra para receber a Palavra de Deus e a confiar na sua eficácia.

10-13 «Porque lhes falas em parábolas?» Jesus, segundo os costumes orientais, não explicava imediatamente uma parábola e deixava que ela ficasse a bailar no espírito dos ouvintes como uma espécie de enigma (o maxal hebraico correspondia tanto à comparação, como a uma máxima, sentença sábia, alegoria, ou mesmo a um enigma ou adivinha). Assim despertava Jesus o interesse dos ouvintes: as almas rectas e amantes da verdade podiam depois procurar aprofundar o ensinamento; as pessoas superficiais, materialistas e desinteressadas da verdade deixavam que tudo se lhes escapasse, por isso diz Jesus que «a eles não lhes é dado conhecer os mistérios do Reino de Deus» (v. 11). «Àquele que tem dar-se-á...», aos que têm boas disposições, estas são-lhe aumentadas com as luzes da pregação de Jesus; ao passo que aos mal dispostos pelo mau uso da sua liberdade, até as luzes que tinham (particularmente as recebidas com a revelação do Antigo Testamento) acabam por perdê-las. A citação da «profecia de Isaías» contém um anúncio do endurecimento dos ouvintes da pregação profética, que é entendida como consequência e castigo da resistência à graça. Deus não quer este endurecimento do coração, mas permite-o porque quer respeitar a liberdade humana, mas o homem tem a grave responsabilidade de ser fiel a Deus e de fazer frutificar os dons recebidos; «não fossem ver…, ouvir…, entender… e converter-se… e Eu os curasse» (v. 15) é uma linguagem para nós demasiado dura, por dar a entender que é Deus quem endurece o coração do pecador, mas, na linguagem bíblica, é frequente não distinguir o que Deus permite daquilo que Deus faz, atribuindo frequentemente a Deus, a Causa Primeira, aquilo que é fruto das causas segundas. «Se lhes falo em parábola, é porque vêem sem ver...» Em Mateus o ensino em parábolas aparece como um acto de condescendência de Jesus como uma forma de tornar acessíveis os ensinamentos de Jesus sobre os elevados mistérios do Reino, mas que ficam incompreensíveis para as almas fechadas à luz da verdade.

 

Sugestões para a homilia

 

Escuta da Palavra

Ver e ouvir

O realismo

Escuta da Palavra

No dia do nosso baptismo foi dito sobre nós o «Ephphetha»: «O Senhor Jesus, que fez ouvir os surdos e falar os mudos, te dê a graça de em breve poderes ouvir a Sua palavra e professar a fé, para louvor e glória de Deus Pai».

Na nossa vida é verdadeiramente importante a escuta da Palavra. Uma escuta com o coração e inteligência que nos empapa e nos torna terra fértil e produtiva.

Essa Palavra lançada no nosso coração é também tarefa nossa. Ela precisa de ser comida, mastigada e digerida para que alimentando-nos no corpo e na alma nos faça enérgicos construtores do Reino.

A Palavra torna-se vida quando passada na autenticidade da oração. Torna-se oportuna quando sabe ler os sinais dos tempos. Torna-se profética quando livre, verdadeira, libertadora.

Mas a Palavra fez-se carne e habita no meio de nós. Torna-se para nós centralidade em Cristo Jesus, Palavra última e definitiva. Cristo, Palavra que ilumina o sentido mais profundo de Deus, do Homem e da História. Palavra feita partilha e alimento: faz crescer, cura, liberta, leva à acção e introduz na Vida Eterna. Palavra que permite a experiência única nos Sacramentos. Palavra que se torna ímpar e sem igual na Eucaristia.

Ver e Ouvir

O ver e ouvir são muito importantes para o discípulo. Enquanto vivemos na terra contamos sobretudo com o ouvir. É-nos pedido que escutemos e acreditemos. O nosso tempo será de escuta e fidelidade à escuta, e transmissão fiel do recebido.

Até a glória que se há-de manifestar em nós é oferta da palavra que nos permite acreditar que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com o acontecerá aos Filhos de Deus.

É por este escutar que nasce a fé, se alimenta e robustece. Felizes os que acreditam sem terem visto.

A Palavra conduz à conversão. Sulca o interior e penetra-o. Ilumina-o e desmascara-o. Impulsiona pela sua própria acção à mudança, a rectificar, a converter. Ao anúncio e escuta da Palavra está sempre a relação com o arrependimento e a conversão. A pregação implica necessariamente um convite à conversão: arrependei-vos e acreditai na Boa-Nova.

No tempo actual o cristão não pode sossegar-se com o mero testemunho pessoal e silencioso. É necessário dar razões da nossa fé e da nossa esperança. Em tempo de tantos preconceitos e falsidades sobre a fé e o mistério de Cristo e da Igreja importa ter uma palavra, argumentação e discurso que diga das autênticas razões do Evangelho. A contrapor à cizânia do inimigo temos de propor a doçura e o alimento do formidável trigo da Palavra de Deus. Temos de construir a sociedade humana nos fundamentos do Evangelho, mesmo com o risco de ser esmagados e triturados.

O realismo

A escuta da palavra deve levar-nos à consciência que esta é a tarefa mais importante do discípulo. Daí a importância do seu conhecimento, estudo, análise e vivência.

Temos de ser realistas. Porque não fortifica em nós a Palavra? São as dificuldades interiores e exteriores: a preguiça, a falta de disponibilidade para ela, a secundarização da mesma, a ignorância, falta de estudo, de oração e de penitência. E ainda o maligno que impede por todos os meios o compromisso com a palavra, os cuidados do material, a imaturidade e falta de coerência, a busca da riqueza sem critérios evangélicos, a imoralidade da vida que levam à fuga, a alternativa doutras palavras preparadas para se imporem como opções de vida, a busca da aparente eficácia doutras palavras para uma afirmação do deus mais forte e mais capaz, em detrimento da Palavra crucificada, escândalo e vergonha.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus todo-poderoso,

que, nos seu infinito amor,

quer iluminar e salvar todos os homens,

e peçamos confiadamente,

dizendo (ou cantando):

 

R. Escutai, Senhor, a oração do vosso povo.

Ou: Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor.

Ou: Cristo ouvi-nos.

 

1.  Pelo Santo Padre para que seja sempre arauto fiel e generoso

do anúncio da Palavra de Deus e da proposta da mensagem de Cristo,

oremos ao Senhor.

 

2.  Pelas Dioceses, paróquias e missões do mundo inteiro,

para que a palavra que os semeadores vão semeando

dê fruto abundante no coração dos que a recebem,

oremos ao Senhor.

 

3.  Pelos governantes das nações e organismos internacionais,

para que compreendam que a Palavra de Deus

é dom e maravilhosa ajuda na construção de uma cidade justa,

verdadeira, na defesa da vida e da dignidade,

oremos ao Senhor.

 

4.  Por todos os baptizados para que a Palavra de Deus

os faça crescer e os comprometa na fé,

oremos ao Senhor.

 

5.  Por todos os que sofrem, para que acreditem

que os sofrimentos do tempo presente não têm

comparação com a glória prometida,

oremos ao senhor.

 

6.  Por todos nós para que vivamos a mensagem que escutamos,

nos amemos como discípulos de Cristo e amemos com obras de

verdade a Igreja e a todas as pessoas,

oremos ao Senhor.

 

Senhor nosso Deus,

que não deixais que a chuva volte para os céus

sem ter feito germinar a semente nos campos,

fazei que a Palavra que enviaste à terra

produza abundante fruto no coração dos homens.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho que é Deus convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Cantai ao Senhor nosso Deus, cantai, M. Simões, NRMS 38

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, para os dons da vossa Igreja em oração e concedei aos fiéis que os vão receber a graça de crescerem na santidade. Por Nosso Senhor.

 

Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

A carne e o Sangue de Cristo é comunhão da Palavra que ilumina o sentido mais profundo da vida, que impulsiona ao mistério pascal e leva à responsabilidade na transformação da terra e da humanidade.

 

Cântico da Comunhão: A semente é a Palavra de Deus, C. Silva, NCT 256

Salmo 83, 4-5

Antífona da comunhão: As aves do céu encontram abrigo e as andorinhas um ninho para os seus filhos, junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus. Felizes os que moram em vossa casa e a toda a hora cantam os vossos louvores.

 

Ou

Jo 6, 57

Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais à vossa mesa santa, humildemente Vos suplicamos: sempre que celebramos estes mistérios, aumentai em nós os frutos da salvação. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Que o encontro com a Palavra de Deus me torne caminhante, semeador da Boa Nova, aliado da conversão, lutador pelo mundo novo.

 

Cântico final: Cantai ao Senhor, Cantai, M. Simões, NCT 243

 

 

Homilias Feriais

 

15ª SEMANA

 

2ª feira, 11-VII: S. Bento: O contributo do cristianismo para a Europa.

Prov. 2, 1-9 / Mt. 19, 27-29

E todo aquele que tiver deixado casa, irmãos... por causa do meu nome , receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna.

S. Bento contribuiu enormemente para a implantação das ‘raízes cristãs’ nos países que hoje constituem a Europa. Foi por isso nomeado Padroeiro da Europa, por João Paulo II.

Para os tempos actuais pede o Papa: «A Europa exige evangelizadores credíveis, cuja vida, em sintonia com a cruz e ressurreição de Cristo, irradia a beleza do Evangelho...» (INE, 49). «Para dar novo impulso à sua história, a Europa deve reconhecer aqueles valores fundamentais, adquiridos com o contributo determinante do cristianismo» (INE, 109).

 

3ª feira, 12-VII: Correspondência às graças de Deus.

Ex. 2, 1-15 / Mt. 11, 20-24

Começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinha realizado a maioria dos seus milagres, por não terem feiro penitência.

Os habitantes destas cidades não corresponderam às graças recebidas de Deus. Embora Jesus não tenha vindo para julgar, mas para salvar, no entanto, é possível recusar as graças nesta vida, pelo endurecimento do coração.

«A Eucaristia estimula à conversão e purifica o coração penitente, consciente das próprias misérias e desejoso do perdão de Deus, mesmo que não substitua a confissão sacramental, único meio ordinário para os pecados graves, de receber a reconciliação com Deus e com a Igreja » (AE, 22).

 

4ª feira, 13-VII: Eucaristia e missão impossível.

Ex. 3, 1-6. 9.12 / Mt. 11, 25-27

(Moisés): Mas quem sou eu para ir à presença do faraó e levar os filhos de Israel para fora do Egipto?

Quando Deus nos encarrega alguma missão, que nos parece impossível, também nos há-de dar os meios para levá-la a cabo: «Eu estarei contigo» (Leit.).

S. Paulo dizia: «Se Deus está connosco, quem contra nós?» (Rom. 8, 31 ss.). Com a ajuda de Deus recebemos uma energia renovada para ultrapassarmos os obstáculos. «A Eucaristia pode chamar-se o Pão da missão: uma bela ‘imagem’ nesse sentido é o alimento que foi dado a Elias, para continuar a realizar a sua missão sem ceder perante as dificuldades do caminho» (AE, 31).

 

5ª feira, 14-VII: Omnipotência e humilhação de Cristo.

Ex. 3, 13-20 / Mt. 11, 28-30

Eu sei que o rei do Egipto não vos deixará partir... Mas eu estenderei a minha mão, para fustigar o Egipto.

«Ele vem para libertar da escravidão os seus descendentes. É o Deus que, para além do espaço e do tempo, pode e quer fazê-lo, e empenhará a sua omnipotência na concretização deste desígnio (cf. Leit. do dia)» (CIC, 205).

Além da omnipotência, Deus é para nós um exemplo: «Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração» (Ev.). Ora, «Deus Pai revelou a sua omnipotência de modo mais misterioso, na humilhação voluntária e na ressurreição de seu Filho... Por isso, Cristo crucificado é ‘força de Deus e sabedoria de Deus’... » (CIC, 272).

 

6ª feira, 15-VII: O memorial da Páscoa de Cristo.

Ex. 11, 10 -12, 14 / Mt. 12, 1-8

Comereis a toda a pressa: é um sacrifício pascal em honra do Senhor.

Este memorial da Páscoa dos judeus é uma proclamação das maravilhas de Deus: «É assim que Israel entende a sua libertação do Egipto: Sempre que se celebrar a Páscoa, os acontecimentos do Êxodo (cf. Leit. do dia) tornam-se presentes à memória dos crentes, para que conformem com eles a sua vida» (CIC, 1363).

O memorial recebe um novo sentido no Novo Testamento: «...o sacrifício que Cristo ofereceu na cruz, uma vez por todas, continua sempre actual: ‘Todas as vezes que no altar se celebra o sacrifício da cruz, no qual Cristo, nossa Páscoa foi imolado’, realiza-se a obra da nossa redenção» (CIC, 1364).

 

Sábado, 16-VII: Nª Sª do Carmo: Mais um caminho para o céu.

Ex. 12, 37-42 / Mt. 12, 14-21

Foi uma noite de vigília para o Senhor, quando Ele os fez sair da terra do Egipto.

O Senhor está sempre em vigília para proteger o seu povo (cf. Leit.). O mesmo se poderá dizer de Nossa Senhora: está atenta para levar para o céu os seus filhos que usam o escapulário do Carmo.

«Maria Santíssima guia-nos para o futuro eterno; ajuda-nos a desejá-lo e a descobri-lo; dá-nos a sua esperança, a sua certeza, o seu desejo. Animados por tão magnífica realidade, com indiscutível alegria, a nossa humilde e cansativa peregrinação terrena, iluminada por Maria, transforma-se em caminho seguro para o Paraíso» (Paulo VI).

 

 

Celebração e Homilia:             Armando Rodrigues Dias

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                  Duarte Nuno Rocha


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