4º Domingo da Páscoa

D. M. de O. Vocações

17 de Abril de 2016

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ressuscitou o Bom Pastor, J. Santos, NRMS 57

Salmo 32, 5-6

Antífona de entrada: A bondade do Senhor encheu a terra, a palavra do Senhor criou os céus. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Neste quarto Domingo do Tempo Pascal, a Igreja convida os seus filhos a permanecerem unidos a Cristo, o Bom Pastor. Diante da insegurança e das inércias da vida humana, Jesus recorre à imagem do pastor para revelar o modo como age e cuida de cada um de nós. Deste modo, ao olharmos a Jesus como o Bom Pastor, somos atraídos para o que de mais profundo se pode receber de Jesus: o Seu Amor.

Sendo o Domingo do Bom Pastor, e sem diminuir em nada os méritos de Cristo, o dia de hoje possibilita-nos também manifestar a nossa gratidão para com o sacerdote que, nesta celebração, faz as vezes de Cristo e que cuida de nós com o seu cuidado pastoral. Unidos a Cristo, o Bom Pastor, rendamos a Deus o nosso louvor por cuidar do Seu Povo e, em função deste cuidado, continuar a dotar a Igreja de generosos sacerdotes.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, conduzi-nos à posse das alegrias celestes, para que o pequenino rebanho dos vossos fiéis chegue um dia à glória do reino onde já Se encontra o seu poderoso Pastor, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Com a Ressurreição de Jesus abrem-se novos horizontes na vida da fé. O mistério pascal transforma o dinamismo do homem crente, onde a pessoa de Jesus e a salvação por Ele operada assumem toda a centralidade. Diante do anúncio pascal, muitos descobrem que havia chegado a plenitude dos tempos, em que os mistérios da Salvação já não se limitavam ao espaço da sinagoga, mas que exigiam que o acontecimento de Cristo iluminasse todas as nações.

 

Actos dos Apóstolos 13, 14.43-52

Naqueles dias, 14Paulo e Barnabé seguiram de Perga até Antioquia da Pisídia. A um sábado, entraram na sinagoga e sentaram-se. 43Terminada a reunião da sinagoga, muitos judeus e prosélitos piedosos seguiram Paulo e Barnabé, que nas suas conversas com eles os exortavam a perseverar na graça de Deus. 44No sábado seguinte, reuniu-se quase toda a cidade para ouvir a palavra do Senhor. 45Ao verem a multidão, os judeus encheram-se de inveja e responderam com blasfémias. Corajosamente, 46Paulo e Barnabé declararam: «Era a vós que devia ser anunciada primeiro a palavra de Deus. Uma vez, porém, que a rejeitais e não vos julgais dignos da vida eterna, voltamo-nos para os gentios, 47pois assim nos mandou o Senhor: ‘Fiz de ti a luz das nações, para levares a salvação até aos confins da terra’». 48Ao ouvirem estas palavras, os gentios encheram-se de alegria e glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que estavam destinados à vida eterna abraçaram a fé 49e a palavra do Senhor divulgava-se por toda a região. 50Mas os judeus, instigando algumas senhoras piedosas mais distintas e os homens principais da cidade, desencadearam uma perseguição contra Paulo e Barnabé e expulsaram-nos do seu território. 51Estes, sacudindo contra eles o pó dos seus pés, seguiram para Icónio. 52Entretanto, os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.

 

A leitura apresenta-nos a má reacção dos judeus ao discurso kerigmático de S. Paulo na sinagoga de Antioquia da Pisídia (vv. 15-41, omitido na leitura), a par da atitude dos discípulos perante a rejeição e a perseguição, que «estavam cheios de alegria e do Espírito Santo» (v. 52); estas são duas notas distintivas da vida dos primeiros cristãos, que S. Lucas não se cansa de sublinhar.

14 «Perga», cidade da Panfília, região a Sul da península da Anatólia (Turquia actual), entre a Lícia e a Cilícia. Ficava a uma dúzia de quilómetros do porto de Atália (cf. Act 14, 25). Estamos na primeira viagem de S. Paulo, que decorreu entre os anos 45 e 49. «Antioquia da Pisídia», distinta da célebre Antioquia da Síria, donde Paulo saíra para esta missão com Barnabé e seu sobrinho João Marcos. A cidade ficava na estrada que ligava Éfeso ao Oriente, a uns 160 km a Norte de Perga e a 1200 metros de altitude. Para aqui chegarem tiveram que subir as altas montanhas do Tauro, por caminhos abruptos e infestados de salteadores (cf. 2 Cor 11, 24), circunstância esta que bem podia ter influído para que o jovem Marcos, o futuro Evangelista, colaborador de Pedro e de Paulo, tenha desistido de prosseguir em tão duro e arriscado plano apostólico (cf. v. 13). «Entraram na sinagoga e sentaram-se»: o texto suprime a intervenção de S. Paulo, que lhe foi facilitada, como visitante categorizado (vv. 15-42).

43 «Perseverar na graça de Deus» – uma exortação sempre actual para todo o cristão –; a graça é o dom de Deus que nos torna santos aos seus olhos; persevera-se nela através duma adesão total e firme a Jesus Cristo (cf. Act 11, 23).

47 «Fiz de ti luz das nações» (cf. Is 49, 6): de acordo com o anúncio profético, a Igreja, desde os tempos apostólicos, é constituída na grande maioria por fiéis que vieram da gentilidade, que os judeus chamavam as nações ou povos, no plural, em contraste com o singular, o povo (de Israel), o único escolhido dentre as nações.

51 «Sacudindo o pó dos seus pés». Cf. Mt 10, 14. Os judeus, ao deixarem uma terra gentia para entrarem na Palestina, tinham o costume de sacudir o pó dos pés e do calçado a fim de não contaminarem a Terra Santa. Este gesto dos Apóstolos era como dizer aos judeus incrédulos que, pelo facto de não aceitarem Jesus, se equiparavam aos gentios e contraíam uma gravíssima responsabilidade moral.

 

Salmo Responsorial    Sl 99 (100), 2.4.5.6.11.12.13b (R. 3c ou Aleluia)

 

Monição: A misericórdia é um dom que brota do Coração de Deus. E Deus é fiel na constância da sua misericórdia. Por isso, a Salvação de Deus busca o mais distante dos corações dos homens, como Bom Pastor que Ele é para com o Seu Povo. Assim, torna-se natural o louvor e a aclamação do Povo como iremos agora proclamar com o salmo.

 

Refrão:        Nós somos o povo de Deus,

                somos as ovelhas do seu rebanho.

 

Ou:               Nós somos o povo do Senhor;

                     Ele é o nosso alimento.

 

Ou:               Aleluia.

 

Aclamai o Senhor, terra inteira,

servi o Senhor com alegria,

vinde a Ele com cânticos de júbilo.

 

Sabei que o Senhor é Deus,

Ele nos fez, a Ele pertencemos,

somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

 

O Senhor é bom,

eterna é a sua misericórdia,

a sua fidelidade estende-se de geração em geração.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O mistério pascal não é apenas um acontecimento histórico, mas é sobretudo a Salvação operada por Cristo, onde a inimizade contraída por Adão deu lugar à comunhão em Cristo. Por isso, essa comunhão não se cinge a uma simples agregação terrena, mas é a certeza da experiência dos novos Céus e da nova Terra.

 

Apocalipse 7, 9.14b-17

9Eu, João, vi uma multidão imensa, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé, diante do trono e na presença do Cordeiro, vestidos com túnicas brancas e de palmas na mão. 14bUm dos Anciãos tomou a palavra para me dizer: «Estes são os que vieram da grande tribulação, os que lavaram as túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro. 15Por isso estão diante do trono de Deus, servindo-O dia e noite no seu templo. Aquele que está sentado no trono abrigá-los-á na sua tenda. 16Nunca mais terão fome nem sede, nem o sol ou o vento ardente cairão sobre eles. 17O Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os conduzirá às fontes da água viva. E Deus enxugará todas as lágrimas dos seus olhos».

 

A leitura é extraída da visão consoladora da imensa multidão triunfante, resgatada das tribulações iminentes, que se verão desencadeadas com a abertura do sétimo selo (8, 1), o qual dá origem ao septenário das trombetas e este ao das sete taças cheias das sete pragas, prelúdio da vitória de Cristo sobre as forças do mal e da glorificação da Igreja, com que culmina o Apocalipse.

14 «A grande tribulação». Tanto se pode tratar duma perseguição aos cristãos mais violenta no fim dos tempos, como das perseguições e das tribulações em geral no curso da história da Igreja. Mas é provável que o autor tenha presente, em primeiro plano, as violentas perseguições de Nero e Domiciano, muito embora englobando nestas todas as outras. A «multidão incontável de todas as nações tribos e línguas» de bem-aventurados acrescenta-se àquele número simbólico de 144.000 dos vv. 3-8, correspondente ao resultado da multiplicação de 12.000 pelas 12 tribos de Israel: a exactidão matemática denuncia o valor simbólico do número, que bem pode designar os cristãos procedentes do judaísmo e poupados às calamidades que acompanharam a destruição de Jerusalém e do estado judaico.

«Branquearam as suas túnicas no Sangue do Cordeiro». «Não se designam só os mártires, mas todo o povo da Igreja – comenta Santo Agostinho –, pois não disse que lavaram as suas túnicas no seu próprio sangue, mas no Sangue do Cordeiro, isto é, na graça de Deus, por Jesus Cristo Nosso Senhor, conforme está escrito: ‘e o Seu Sangue purifica-nos’ (1 Jo 1, 7)». Notar o paradoxo: Sangue que branqueia, pois não é um sangue qualquer, mas o Sangue Redentor do Cordeiro oferecido em sacrifício, não se tratando, pois, duma lavagem material.

15-17 Temos aqui uma maravilhosa alusão à Liturgia Celeste e à felicidade eterna, em que participam os que deram a vida por Cristo. Notar mais um paradoxo: o Cordeiro que é Pastor. É Jesus que, dando pelos seus a vida como cordeiro de sacrifício, se torna o Pastor que conduz às nascentes da vida divina.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 10, 14

 

Monição: A voz do pastor determina a vida da ovelha. Como tal, a vida do homem está garantida na medida em que se deixa guiar por quem lhe garante a felicidade. Seguir Jesus, sob orientação da sua voz, traduz-se em certezas que possam dar plenitude às nossas vidas e aos nossos corações.

 

Eu sou o bom pastor, diz o Senhor:

conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-Me.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

 

Evangelho

 

São João 10, 27-30

Naquele tempo, disse Jesus: 27«As minhas ovelhas escutam a minha voz. Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. 28Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão-de perecer e ninguém as arrebatará da minha mão. 29Meu Pai, que Mas deu, é maior do que todos e ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um só».

 

Estas palavras de Jesus fazem referência à parábola do pastor e do ladrão (vv. 1-6) e são dirigidas aos incrédulos judeus que intimam o Senhor a declarar-lhes abertamente se é ou não o Messias. Jesus censura-os pela sua falta de fé, «vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas!» (v. 26). Falta-lhes docilidade, humildade e amor.

28 «Nunca hão-de perecer», contanto que estas queiram continuar a ser ovelhas que não deixam o Pastor; o Pai é suficientemente poderoso para as defender de qualquer perigo.

30 «Eu e o Pai somos um só». É a resposta mais clara e categórica aos seus inimigos. Jesus aparece não só a afirmar a sua identidade da natureza com o Pai (em grego, uma só coisa – pois é a forma neutra), mas também indica a distinção pessoal, ao dizer somos. Os judeus entendem as palavras de Jesus melhor que os arianos de todos os tempos, considerando que Ele reivindica para Si a divindade, por isso o querem apedrejar (v. 31). Esta afirmação de Jesus situa-se no centro e no eixo de duas afirmações categóricas da sua divindade: 1, 1; 20, 28. Se não fosse verdade, Jesus devia ser apedrejado (v. 31). Ele defende-se à maneira rabínica com um argumen­to corrente nas escolas rabínicas, segundo a regra de Hillel chamada Qal wahômer, isto é, o argumento a fortiori (cf. vv. 35-36); Jesus, sem tirar nada ao que disse, mas reforçando-o, afirma: «para que saibais que o Pai está em Mim e Eu estou no Pai» (v. 38).

 

Sugestões para a homilia

 

1.     ERA A VÓS QUE DEVERIA SER ANUNCIADA PRIMEIRO

A interpretação feita pelas autoridades judaicas à pregação dos apóstolos resulta de uma má concepção da história da Salvação operada por Deus no Povo de Israel. Toda a história do Povo de Deus visa a Salvação, primeiramente comunicada a Israel, mas abrindo progressivamente o dom da Salvação a todas as nações. Foi este o factor determinante que obrigou os apóstolos a afastarem a sua presença e o seu ensino dos ambientes judaicos. Na verdade, aqui tomamos noção do modo inconsciente como o povo eleito se excluí. O que aconteceu ao povo eleito pode acontecer ainda hoje a cada um de nós, onde a experiência de sermos eleitos de Deus se pode hipotecar pelas nossas incompreensões ao Amor de Deus. Como tal, na nossa experiência de fé, é necessário ter a plena consciência que o anúncio é, antes mais, a cada um de nós. É a nós que o Senhor se dirige, é por nós que Ele se entrega e nos renova nos Sacramentos, e é à nossa vida que Ele procura criar as condições para fazermos dela lugar de beleza. O anúncio é-nos feito em primeira mão, para que também a nossa resposta seja imediata, autenticamente disponível, e de modo a não excluirmos as possibilidades que nos são dadas pela Graça de Deus.

 

2.     NA PRESENÇA DO CORDEIRO

Pelo Baptismo somos inseridos na vida da Igreja, passamos a ser seus membros activos e, consequentemente, a sermos Igreja. No entanto, nem sempre é fácil conseguir corresponder ao verdadeiro dinamismo eclesial, que ultrapassa a realidade microcósmica da comunidade paroquial. Ao contrário das vivências dos nossos irmãos protestantes, a experiência eclesial a que é chamado um católico transcende qualquer possível interpretação que reduza a Igreja a uma incrustação socio-eclesiástica ou a um grupinho que se diz reunido em nome de Jesus. Fomos baptizados, mergulhados no Sangue do Cordeiro, para participarmos na presença deste mesmo Cordeiro. A meta é a liturgia celeste, os novos Céus e a nova Terra, onde nos saciaremos com a presença do Cordeiro. Até então, também a liturgia de cada celebração, nomeadamente a celebração da Santa Missa, possibilita-nos transcendermos o lugar e o tempo em que estamos inseridos, para fazermos a experiência do Mistério Pascal de Cristo, tomarmos parte no Sacrifício do Cordeiro Imolado, e alcançarmos, no Seu Sangue, o penhor da vida eterna.

 

3.     EU CONHEÇO AS MINHAS OVELHAS

Nos tempos que vivemos, fruto de mentalidades que podem roçar o egocentrismo, deparamo-nos com um mundo que já não tem espaço para o tratamento pessoal. Somos fruto de uma sociedade incógnita, com rostos silenciados pela massificação social, e por histórias pessoais engolidas pelo imperativo dos interesses ideológicos e sociais. Contrariando esta sociedade inóspita em que parece indiferente aos seus membros, o Evangelho revela-nos o modo de agir e o trato que brota do Coração de Jesus. Enquanto Bom Pastor, o seu olhar e os seu cuidado pastoral centram-se no bem-estar da ovelha, nos cuidados a assegurar ao rebanho e o modo de se relacionar com a especificidade de cada uma delas. A Igreja não é um rebanho massificado, mas a experiência de nos sentirmos amados e cuidados até ao mais ínfimo pormenor, em função do nosso ser e do nosso existir. A felicidade da ovelha é assegurada pelos cuidados do pastor, apenas com a condição de O saber escutar e se deixar guiar pela Sua divina voz.

 

Fala o Santo Padre

 

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO

PARA O 53º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

Tema: «A Igreja, mãe de vocações»

Amados irmãos e irmãs!

Como gostaria que todos os baptizados pudessem, no decurso do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, experimentar a alegria de pertencer à Igreja! E pudessem redescobrir que a vocação cristã, bem como as vocações particulares, nascem no meio do povo de Deus e são dons da misericórdia divina! A Igreja é a casa da misericórdia e também a «terra» onde a vocação germina, cresce e dá fruto.

Por este motivo, dirijo-me a todos vós, por ocasião deste 53º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, convidando-vos a contemplar a comunidade apostólica e a dar graças pela função da comunidade no caminho vocacional de cada um. Na Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, recordei as palavras de São Beda, o Venerável, a propósito da vocação de São Mateus: «Miserando atque eligendo» (Misericordiae Vultus, 8). A acção misericordiosa do Senhor perdoa os nossos pecados e abre-nos a uma vida nova que se concretiza na chamada ao discipulado e à missão. Toda a vocação na Igreja tem a sua origem no olhar compassivo de Jesus. A conversão e a vocação são como que duas faces da mesma medalha, interdependentes continuamente em toda a vida do discípulo missionário.

O Beato Paulo VI, na Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, descreveu os passos do processo da evangelização. Um deles é a adesão à comunidade cristã (cf. n. 23), da qual se recebeu o testemunho da fé e a proclamação explícita da misericórdia do Senhor. Esta incorporação comunitária compreende toda a riqueza da vida eclesial, particularmente os Sacramentos. A Igreja não é só um lugar onde se crê, mas também objecto da nossa fé; por isso, dizemos no Credo: «Creio na Igreja».

A chamada de Deus acontece através da mediação comunitária. Deus chama-nos a fazer parte da Igreja e, depois dum certo amadurecimento nela, dá-nos uma vocação específica. O caminho vocacional é feito juntamente com os irmãos e as irmãs que o Senhor nos dá: é uma con-vocação. O dinamismo eclesial da vocação é um antídoto contra a indiferença e o individualismo. Estabelece aquela comunhão onde a indiferença foi vencida pelo amor, porque exige que saiamos de nós mesmos, colocando a nossa existência ao serviço do desígnio de Deus e assumindo a situação histórica do seu povo santo.

Neste Dia dedicado à oração pelas vocações, desejo exortar todos os fiéis a assumirem as suas responsabilidades no cuidado e discernimento vocacionais. Quando os Apóstolos procuravam alguém para ocupar o lugar de Judas Iscariotes, São Pedro reuniu cento e vinte irmãos (cf. Act 1, 15); e, para a escolha dos sete diáconos, foi convocado o grupo dos discípulos (cf. Act 6, 2). São Paulo dá a Tito critérios específicos para a escolha dos presbíteros (cf. Tt 1, 5-9). Também hoje, a comunidade cristã não cessa de estar presente na germinação das vocações, na sua formação e na sua perseverança (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 107).

A vocação nasce na Igreja. Desde o despertar duma vocação, é necessário um justo «sentido» de Igreja. Ninguém é chamado exclusivamente para uma determinada região, nem para um grupo ou movimento eclesial, mas para a Igreja e para o mundo. «Um sinal claro da autenticidade dum carisma é a sua eclesialidade, a sua capacidade de se integrar harmonicamente na vida do povo santo de Deus para o bem de todos» (Ibid., 130). Respondendo à chamada de Deus, o jovem vê alargar-se o próprio horizonte eclesial, pode considerar os múltiplos carismas e realizar assim um discernimento mais objectivo. Deste modo, a comunidade torna-se a casa e a família onde nasce a vocação. O candidato contempla, agradecido, esta mediação comunitária como elemento imprescindível para o seu futuro. Aprende a conhecer e a amar os irmãos e irmãs que percorrem caminhos diferentes do seu; e estes vínculos reforçam a comunhão em todos.

A vocação cresce na Igreja. Durante o processo de formação, os candidatos às diversas vocações precisam de conhecer cada vez melhor a comunidade eclesial, superando a visão limitada que todos temos inicialmente. Com tal finalidade, é oportuno fazer alguma experiência apostólica juntamente com outros membros da comunidade, como, por exemplo, comunicar a mensagem cristã ao lado dum bom catequista; experimentar a evangelização nas periferias juntamente com uma comunidade religiosa; descobrir o tesouro da contemplação, partilhando a vida de clausura; conhecer melhor a missão ad gentes em contacto com os missionários; e, com os sacerdotes diocesanos, aprofundar a experiência da pastoral na paróquia e na diocese. Para aqueles que já estão em formação, a comunidade eclesial permanece sempre o espaço educativo fundamental, pelo qual se sente gratidão.

A vocação é sustentada pela Igreja. Depois do compromisso definitivo, o caminho vocacional na Igreja não termina, mas continua na disponibilidade para o serviço, na perseverança e na formação permanente. Quem consagrou a própria vida ao Senhor, está pronto a servir a Igreja onde esta tiver necessidade. A missão de Paulo e Barnabé é um exemplo desta disponibilidade eclesial. Enviados em missão pelo Espírito Santo e pela comunidade de Antioquia (cf. Act 13, 1-4), regressaram depois à mesma comunidade e narraram aquilo que o Senhor fizera por meio deles (cf. Act 14, 27). Os missionários são acompanhados e sustentados pela comunidade cristã, que permanece uma referência vital, como a pátria visível onde encontram segurança aqueles que realizam a peregrinação para a vida eterna.

Dentre os agentes pastorais, revestem-se de particular relevância os sacerdotes. Por meio do seu ministério, torna-se presente a palavra de Jesus que disse: «Eu sou a porta das ovelhas (...). Eu sou o bom pastor» (Jo 10, 7.11). O cuidado pastoral das vocações é uma parte fundamental do seu ministério. Os sacerdotes acompanham tanto aqueles que andam à procura da própria vocação, como os que já ofereceram a vida ao serviço de Deus e da comunidade.

Todos os fiéis são chamados a consciencializar-se do dinamismo eclesial da vocação, para que as comunidades de fé possam tornar-se, a exemplo da Virgem Maria, seio materno que acolhe o dom do Espírito Santo (cf. Lc 1, 35-38). A maternidade da Igreja exprime-se através da oração perseverante pelas vocações e da acção educativa e de acompanhamento daqueles que sentem a chamada de Deus. Fá-lo também mediante uma cuidadosa selecção dos candidatos ao ministério ordenado e à vida consagrada. Enfim, é mãe das vocações pelo contínuo apoio daqueles que consagraram a vida ao serviço dos outros.

Peçamos ao Senhor que conceda, a todas as pessoas que estão a realizar um caminho vocacional, uma profunda adesão à Igreja; e que o Espírito Santo reforce, nos Pastores e em todos os fiéis, a comunhão, o discernimento e a paternidade ou maternidade espiritual.

Pai de misericórdia, que destes o vosso Filho pela nossa salvação e sempre nos sustentais com os dons do vosso Espírito, concedei-nos comunidades cristãs vivas, fervorosas e felizes, que sejam fontes de vida fraterna e suscitem nos jovens o desejo de se consagrarem a Vós e à evangelização. Sustentai-as no seu compromisso de propor uma adequada catequese vocacional e caminhos de especial consagração. Dai sabedoria para o necessário discernimento vocacional, de modo que, em tudo, resplandeça a grandeza do vosso amor misericordioso. Maria, Mãe e educadora de Jesus, interceda por cada comunidade cristã, para que, tornada fecunda pelo Espírito Santo, seja fonte de vocações autênticas para o serviço do povo santo de Deus.

Papa Francisco, Cidade do Vaticano, 29 de Novembro – I Domingo do Advento – de 2015

 

OU

«Jesus chama-nos a participar na sua relação com o Pai, e esta é a vida eterna.»

 

Prezados irmãos e irmãs

O quarto Domingo do Tempo de Páscoa é caracterizado pelo Evangelho do Bom Pastor – no capítulo 10 de São João – que se lê todos os anos. O trecho de hoje cita estas palavras de Jesus: «As minhas ovelhas ouvem a minha voz, Eu conheço-as e elas seguem-me. Eu dou-lhes a vida eterna; elas jamais perecerão, e ninguém as arrebatará das minhas mãos. O meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém as pode arrebatar das mãos do meu Pai. Eu e o Pai somos um só» (10, 27-30). Estes quatro versículos contêm toda a mensagem de Jesus, o núcleo central do seu Evangelho: Ele chama-nos a participar na sua relação com o Pai, e esta é a vida eterna.

Jesus quer estabelecer com os seus amigos uma relação que seja o reflexo da relação que Ele mesmo tem com o Pai: uma relação de pertença recíproca na confiança plena e na comunhão íntima. Para manifestar este entendimento profundo, esta relação de amizade, Jesus utiliza a imagem do pastor com as suas ovelhas: Ele chama-as e elas reconhecem a sua voz, respondem ao seu apelo e seguem-no. Esta parábola é muito bonita! O mistério da voz é sugestivo: pensemos que desde o ventre da nossa mãe nós aprendemos a reconhecer a sua voz e a voz do nosso pai; do tom de uma voz sentimos o amor ou o desprezo, o carinho ou a insensibilidade. A voz de Jesus é única! Se aprendemos a distingui-la, Ele guia-nos pelo caminho da vida, uma senda que ultrapassa até o abismo da morte.

Mas numa certa altura, referindo-se às suas ovelhas, Jesus disse: «O meu Pai, que mas deu...» (Jo 10, 29). Isto é muito importante, é um mistério profundo, não fácil de compreender: se me sinto atraído por Jesus, se a sua voz aquece o meu coração, é graças a Deus Pai, que incutiu em nós o desejo do amor, da verdade, da vida e da beleza... e Jesus é tudo isto em plenitude! Isto ajuda-nos a compreender o mistério da vocação, especialmente das chamadas a uma consagração especial. Às vezes Jesus chama-nos, convida-nos a segui-lo, mas talvez não nos damos conta que é Ele, precisamente como aconteceu com o jovem Samuel. Hoje há muitos jovens, aqui na praça. Vós sois numerosos, não? Vê-se... Eis! Jovens, sois muito numerosos hoje aqui na praça. Gostaria de vos perguntar: ouvistes alguma vez a voz do Senhor que, através de um desejo, de uma inquietação, vos convidava a segui-lo mais de perto? Ouviste-lo? Não ouço. Eis... Tivestes o desejo de ser apóstolos de Jesus? É preciso pôr a juventude em jogo pelos grandes ideais. Vós pensais nisto? Concordais? Pergunta a Jesus o que Ele quer de ti e sê corajoso, sê corajosa! Pergunta-lhe! Atrás e antes de cada vocação para o sacerdócio ou para a vida consagrada há sempre a oração forte e intensa de alguém: de uma avó, de um avô, de uma mãe, de um pai ou de uma comunidade... Eis por que Jesus disse: «Pedi, pois, ao Senhor da messe – ou seja, a Deus Pai – que envie operários para a sua messe!» (Mt 9, 38). As vocações nascem na oração e da oração; e só na oração podem perseverar e dar fruto. Apraz-me ressaltá-lo hoje, que é o «Dia mundial de oração pelas vocações». Oremos em particular pelos novos Sacerdotes da Diocese de Roma, que eu tive a alegria de ordenar hoje de manhã. E invoquemos a intercessão de Maria. Hoje havia dez jovens que disseram «sim» a Jesus, e hoje de manhã foram ordenados presbíteros... Isto é bonito! Invoquemos a intercessão de Maria, que é a Mulher do «sim». Maria disse «sim» durante toda a sua vida! Ela aprendeu a reconhecer a voz de Jesus, desde quando o trazia no ventre. Maria, nossa Mãe, nos ajude a reconhecer cada vez melhor a voz de Jesus e a segui-la, para caminhar pela vereda da vida. Obrigado!

Muito obrigado pela saudação, mas saudai também Jesus. Gritai com força: «Jesus»... Oremos todos juntos a Nossa Senhora.

Papa Francisco, Regina Coeli, Praça de São Pedro, 21 de abril de 2013

 

Oração Universal

 

Jesus Cristo, nosso Irmão e bom Pastor,

está sempre atento às nossas necessidades.

Apresentemos, por Ele ao Pai, no Espírito,

as intenções que desejamos ver atendidas.

Oremos (cantando) com toda a confiança:

 

Senhor, dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

1. Pelo Santo Padre, Bom Pastor universal,

    com os Bispos em comunhão com ele:

    para que o seu exemplo de entrega à missão

    desperte na Igreja a generosidade e o Amor,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

2. Pelos sacerdotes que servem o Povo de Deus,

    nas igrejas diocesanas e na vida religiosa:

    para que, na intimidade com o Divino Mestre,

    vençam as dificuldades e perseverem fiéis,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

3. Pelas famílias, que são o primeiro seminário,

    viveiro onde nascem todas as vocações da Igreja:

    para que sejam verdadeiras igrejas domésticas,

    onde o Bom Pastor tenha o primeiro lugar,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

4. Pelos pais e mães de família da nossa comunidade,

    a quem Deus confiou, por Amor, o tesouro dos filhos:

    para que, com a palavra amiga e o exemplo deles,

    ajudem os filhos a seguir com fidelidade a vocação,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

5. Por todos os jovens, cidadãos da Igreja e do mundo,

    sempre desejosos de uma sociedade mais justa:

    para que estejam atentos ao chamamento de Deus

    e saibam corresponder com amorosa generosidade,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

6. Por  todas as pessoas que se dedicam à catequese,

    ensinando os caminhos do Amor de Deus aos jovens:

    para que, pelo testemunho de vida e pela palavra,

    despertem nos que ensinam desejos de fidelidade,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

7. Por todos os sacerdotes que já partiram para Deus,

    depois de uma entrega fiel e generosa ao ministério:

    para que pela misericórdia de divina e intercessão de Maria,

    contemplem, quanto antes, a glória da Santíssima Trindade,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

Ajudai-nos, Senhor, a seguir os Vossos caminhos,

com os auxílios que nos ofereceis na Vossa Igreja;

para que, pela nossa fidelidade à vocação baptismal,

sejam concedidos à Igreja os Pastores de que precisa.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Honra, glória e louvor, F. da Silva, NRMS 1 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Concedei, Senhor, que em todo o tempo possamos alegrar-nos com estes mistérios pascais, de modo que o acto sempre renovado da nossa redenção seja para nós causa de alegria eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Monição da Comunhão

 

O Livro do Apocalipse narrava, hoje, o mistério da comunhão dos santos. Aqueles que estão diante do trono do Cordeiro servem-no dia e noite. Participar da Eucaristia é já tomar parte naqueles que se colocam diante do Cordeiro, que se alimentam d’Ele e que no Seu preciosíssimo Sangue branqueiam as suas vidas.

 

Cântico da Comunhão: O Cordeiro de Deus é o nosso Pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

 

Antífona da comunhão: Ressuscitou o Bom Pastor, que deu a vida pelas suas ovelhas e Se entregou à morte pelo seu rebanho. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Cantai ao Senhor, M. Luis, NRMS 37

 

Oração depois da comunhão: Deus, nosso Bom Pastor, olhai benignamente para o vosso rebanho e conduzi às pastagens eternas as ovelhas que remistes com o precioso Sangue do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Ao sairmos da Igreja, após esta Eucaristia, corremos os riscos de sempre: mergulharmos nas habituais preocupações, olhar o mundo da mesma forma e deixarmo-nos devorar pelo mal que nos circunda. Uma mentalidade semelhante é desastrosa e impõe-nos o rompimento com a experiência de permanecermos unidos a Jesus. Assim sendo, ao sairmos da Santa Missa, a lógica terá de gravitar em torno da certeza de que a nossa vida é guiada por Jesus, o Bom Pastor. Só Ele nos conduz às águas vivas, como também só Ele tem poder para enxugar as lágrimas dos nossos olhos.

 

Cântico final: Vencida foi a morte, J. S. Bach, NRMS 57

 

 

Homilias Feriais

 

4ª SEMANA

 

2ª Feira, 18-IV: Os cuidados e os pedidos do Bom Pastor.

Act 11, 1-18 / Jo 10, 1-10

O Pastor chama as ovelhas pelos seus nomes e leva-as para fora. Caminha à sua frente e as ovelhas seguem-no.

Deus chama-nos pelo nosso nome (Ev.), que é sagrado aos seus olhos. E convida-nos a uma maior intimidade com Ele, confere-nos mais graças, compromete-se a ajudar-nos como filhos muito amados.

Jesus pede a Pedro, que continue a sua missão de bom Pastor, a seguir à Ressurreição: 'Apascenta as minhas ovelhas'. E, um dia pede-lhe que se ocupe dos pagãos, contra a vontade dele (Leit.). Também a nós nos pedirá algumas coisas, talvez pequenas; procuremos aceitar a sua vontade, ainda que não entendamos bem. Mas acreditemos que é sempre para nosso bem.

 

3ª Feira, 19-IV: Levar a luz de Cristo a todos os recantos.

Act 11, 19-26 / Jo 10, 22-30

A mão do Senhor estava com eles e foi grande o número dos que abraçaram a fé e se converteram ao Senhor.

Depois de Jerusalém, passaram a Antioquia, onde passaram a chamar-se cristãos (Leit.). A Igreja teve uma rápida expansão e assim há-de continuar. Para isso, contamos sempre com a ajuda do Senhor: «As minhas ovelhas escutam a minha voz, e ninguém as há-de arrebatar da minha mão» (Ev.).

Temos que continuar a levar a luz de Cristo a todas as pessoas, como fizeram os primeiros cristãos. Procuremos despertar os que estão acomodados, para que na sociedade se recuperem os valores humanos nos campos em que se vai degradando.

 

4ª Feira, 20-IV: Os pilares da actuação da Igreja.

Act 12, 24-13, 5 / Jo 12, 44-50

Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir.

A Igreja sempre se apoiou sobre estes dois pilares: a oração e a penitência (Leit.), imprescindíveis para o seu crescimento. O Espírito Santo, prometido por Jesus Cristo, ilumina aos caminhos que se hão-de percorrer.

Cada um de nós faz parte da Igreja. E é na oração que descobriremos a presença do Senhor; que receberemos a luz, para que desapareçam as trevas da nossa da nossa vida e possamos compreender os acontecimentos (Ev.); que escutaremos o Espírito, para que nos oriente sobre o que devemos dizer ao anunciar a palavra de Deus aos outros (Leit.).

 

5ª Feira, 21-IV: Continuar a missão de Jesus.

Act 13, 13-25 / Jo 13, 16-20

Quem recebe aquele que eu enviar, a mim recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou.

Jesus é enviado pelo Pai. A seguir, escolhe doze de entre os seus discípulos, que serão enviados (apóstolos, derivado do grego). Na sinagoga, Paulo e os seus companheiros fazem um resumo da História da salvação, cumprindo a missão que o Senhor lhes confia (Leit.).

Todos os baptizados são igualmente enviados. Que o Senhor suscite em cada um de nós esta urgência de evangelização, para afogar o mal do paganismo com abundância de bem; para projectar a luz de Cristo e se dissipem as trevas de tantas vidas; para que se entendam os acontecimentos à luz dos ensinamentos do Senhor.

 

6ª Feira, 22-IV: Cristo: Caminho, Verdade e Vida.

Act 13, 26-33 / Jo 14, 1-6

Em casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar?

A Boa Nova apresenta uma extraordinária novidade, referida por S. Paulo: Jesus, o Filho Unigénito de Deus, recuperou para nós a filiação divina adoptiva: «Tu és meu Filho, eu hoje te gerei» (Leit. e S. Resp.).

Só com as nossas forças não conseguiríamos chegar à casa do Pai (Ev.). Mas Cristo é para nós um sinal de esperança: «Ninguém vai ao Pai senão por mim» (Ev.). Ele apresenta-se como o Caminho: exemplo do que devemos fazer; a Verdade, que encontramos nos seus ensinamentos; e a Vida: a vida sobrenatural e o penhor de vida eterna.

 

Sábado, 23-IV: A revelação da vida da Santíssima Trindade.

Act 13, 44-52 / Jo 14, 7-1

Como é que dizes: mostra-nos o Pai.  Não acreditas que eu estou no Pai e que o Pai está em mim?

Agradeçamos ao Senhor esta revelação da vida íntima da Santíssima Trindade: «O Filho de Deus comunica à sua humanidade o seu próprio modo de existir pessoal na Santíssima Trindade. E assim, tanto na sua alma como no seu corpo, Cristo exprime humanamente os costumes da Trindade (Ev.)» (CIC, 470). Toda a vida de Cristo é uma revelação do Pai: as suas palavras e actos, os silêncios e sofrimentos, a maneira de ser e de falar (CIC, 516).

E manifestou a vontade de que todos os homens se salvem, incluindo os pagãos (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Ricardo Cardoso

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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