aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

BRAGA

 

FALECEU O CÓN. JORGE COUTINHO

 

Na noite do passado dia 9 de Novembro de 2015, faleceu o Cónego Doutor Jorge Peixoto Coutinho.

 

Natural de Alvarães, Viana do Castelo, completara uns dias antes 76 anos de idade. Foi ordenado sacerdote a 15 de Julho de 1962 no Seminário da Arquidiocese de Braga.

O Cónego Jorge Coutinho dedicou toda a sua vida ao ensino, à investigação e à formação dos seminaristas. Em 1970 foi nomeado Vice-reitor do Seminário Conciliar.

Os seminaristas recordam o zelo que tinha pelo jardim do Seminário, fazendo e ensinando quem quisesse colaborar.

Movia-o também um zelo particular pelos mais desfavorecidos, como testemunham os anos em que foi capelão do Colégio de S. Caetano e Presidente da Assembleia Geral da Fraternidade Sacerdotal.

As licenciaturas em Filosofia pela Universidade Gregoriana em Roma (1965) e em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1974) deram ao Prof. Jorge Coutinho as bases sólidas para prosseguir com o seu doutoramento em Filosofia pela Faculdade de Filosofia de Braga. Escolheu para tema de dissertação "O pensamento de Teixeira de Pascoaes".

Ao nível académico, leccionou diversas disciplinas, tais como Filosofia, Filosofia do Conhecimento, História da Filosofia e Teologia Filosófica. Publicou três livros, sendo o mais recente "Caminhos da razão no horizonte de Deus. Sobre as razões de crer" (2010). Mas deixou-nos, ao mesmo tempo, dezenas de artigos, recensões e conferências.

Foi durante muito tempo director da revista Theologica, em substituição de D. Pio Alves de Sousa, primando pela qualidade e oportunidade dos textos publicados e pela pontualidade da publicação. 

Em 1985 foi eleito cónego capitular do Cabido Metropolitano e Primacial Bracarense e, em 2003, Arcediago do Cabido. Neste domínio, é de sublinhar o enorme contributo que o Cónego Jorge Coutinho deu, por vários anos, à organização da Semana Santa, o que lhe valeu o reconhecimento das mais diversas instituições eclesiais e civis.

 

 

BRAGA

 

NOVO BISPO AUXILIAR

 

No passado dia 21 de Novembro, o Santo Padre Francisco nomeou como Bispo auxiliar de Braga o Pe. Nuno Almeida, de 53 anos, da diocese de Viseu, actualmente pároco in solidum de Fornos de Algodres.

 

O novo bispo junta-se a D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga desde 18 de Julho de 1999, e a D. Francisco Senra Coelho, Bispo auxiliar da arquidiocese, nomeado a 17 de Abril de 2014.

O Pe. Nuno Almeida foi ordenado sacerdote em 1986, tendo depois assumido o ministério de pároco em várias localidades da diocese de Viseu, onde foi ainda secretário do Bispo D. António Monteiro entre 1989 e 1994, e mais tarde chefe de gabinete de D. António Marto, entre 2004 e 2006, quanto este era bispo de Viseu.

O Pe. Nuno Almeida foi professor no Instituto Superior de Teologia de Viseu e em 2012/2013 frequentou a Universidade Salesiana de Roma, onde está a concluir o doutoramento em teologia sistemática, com a tese “Busca de sentido da vida e reconciliação cristã. Leitura teológica de Viktor Frankl”.

Ainda na Diocese de Viseu, foi responsável pelo Secretariado de Coordenação Pastoral (1991-1993), do Secretariado das Missões (1993-1999) e do Secretariado da Educação Cristã (2000-2006).

Desde Outubro de 2013 era pároco no Arciprestado de Fornos de Algodres.

Celebração Litúrgica deseja muitos frutos apostólicos na nova missão pastoral do novo Bispo, com quem espera encontrar-se com frequência.

 

 

LISBOA 

 

PATRIARCA CRITICA

ADOPÇÃO POR HOMOSSEXUAIS

 

O cardeal-patriarca de Lisboa afirmou que a Igreja Católica em Portugal vai manter a defesa das suas convicções sobre a vida e a família, sublinhando a importância de uma referência “masculina e feminina” na educação dos filhos.

 

“Estamos convencidos de que para a formação das crianças é importante a referência masculina e feminina e que isto deve ser atendido em tudo o que diz respeito à vida, à família e à geração”, disse D. Manuel Clemente.

O Parlamento aprovou no dia 20 de Novembro a adopção de crianças por casais do mesmo sexo, com o apoio da maioria parlamentar de esquerda e de 19 deputados do PSD; foram discutidos e votados quatro diplomas sobre a matéria, do PS, BE, PEV e PAN.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa referiu no domingo que a opinião da Igreja sobre estes temas tem sido repetida pelo Papa Francisco e pelos bispos, partindo da convicção da “verdade da vida desde a concepção à morte natural” e de que “a vida nasce no ambiente familiar na complementaridade fecunda homem-mulher”.

“Por isso continuaremos – não somos só nós, o Papa e os bispos, mas também as famílias cristãs, os casais cristãos – a mostrar pela prática e a dizer por palavras aquilo de que estamos convencidos, para nós e para os outros”, acrescentou.

Ainda no dia 20, o Parlamento revogou as alterações à lei do aborto que tinham sido aprovadas na última legislatura, a partir da Iniciativa Legislativa de Cidadãos “Pelo Direito a Nascer”.

Em causa estavam a introdução de taxas moderadoras na prática do aborto, a obrigatoriedade de a mulher comparecer a consultas com um psicólogo e um técnico de serviço social, bem como a possibilidade de os médicos objectores de consciência poderem participar nas várias fases do processo de aconselhamento.

Para D. Manuel Clemente, a revogação das medidas não representa uma derrota destas iniciativas de cidadãos, “que são no fundo o que a democracia tem de mais válido”, permitindo às pessoas “expressarem no que acreditam e proporem-no aos outros”.

“Movimentos como estes vão continuar e alargar-se, porque o que está em causa são verdades fundamentais de que nós não desistimos”, assinalou.

A Assembleia da República aprovou ainda um projecto do Bloco de Esquerda que requer a alteração do Código do Registo Civil "tendo em conta a adopção, a procriação medicamente assistida e o apadrinhamento civil” para os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

 

 

LISBOA

 

PROTOCOLO ENTRE

CÁRITAS PORTUGUESA E UCP

 

No passado dia 25 de Novembro, a Cáritas Portuguesa celebrou um protocolo com a Universidade Católica (UCP), que promove em particular o “envolvimento” da Faculdade de Teologia no ciclo estratégico da organização caritativa.

 

“A missão da Universidade é formar e servir a comunidade ao formar. A assinatura deste protocolo é uma forma de darmos corpo a essa nossa missão”, disse a reitora da Universidade Católica, Maria da Glória Garcia, aquando da assinatura deste acordo.

Num comunicado seu, a Cáritas Portuguesa destaca que o protocolo com a Universidade Católica (UCP) tem como objectivo “fundar uma parceria duradoura e contínua entre as duas entidades”.

Neste contexto, a UCP, através da Faculdade de Teologia, vai envolver-se mais no ciclo estratégico da Cáritas ao “promover formação”, elaborar conteúdos e estudos em diversas áreas, cooperar na dinamização do centro de recursos e na “definição da linha editorial”.

O acordo prevê também a edição conjunta de publicações e ainda a realização anual conjunta de um encontro nacional Teológico-Pastoral.

O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca e um membro da direcção representaram a instituição e estiveram também presentes o director da Faculdade de Teologia, padre João Lourenço, e os professores Juan Ambrósio e padre José Manuel Pereira de Almeida, responsáveis por acompanhar esta parceria.

 

 

ANGRA DO HEROISMO

 

ENTRADA SOLENE

DO BISPO COADJUTOR

 

O bispo coadjutor da Diocese de Angra, D. João Lavrador, afirmou na mensagem depois da Missa de entrada solene, no passado dia 29 de Novembro, que se quer inserir na “riquíssima experiência de vida cristã desenvolvida ao longo de quase cinco séculos”.

 

D. João Lavrador quer “usufruir” da “riquíssima cultura” açoriana, valorizar a “comunhão sacerdotal a edificar com os presbíteros” e construir uma “comunidade diocesana na comunhão e na corresponsabilidade”.

“Peço com humildade que me aceiteis e que pacientemente me ajudeis a melhor servir-vos”, disse D. João Lavrador no fim da Missa presidida pelo bispo da Diocese de Angra, D. António Sousa Braga, e concelebrada pelo Núncio apostólico em Portugal.

Durante esta celebração, foi lida a Bula de nomeação de D. João Lavrador, até agora Bispo auxiliar da Diocese do Porto, pelo Núncio apostólico.

D. João Lavrador saudou a comunidade diocesana açoriana, nomeadamente os que estão na diáspora “lutando por melhores condições de vida em terras estrangeiras, mas que continuam animados pela mesma fé e pela mesma devoção que souberam preservar em outros contextos humanos”.

No fim da celebração, D. António de Sousa Braga entregou ao coadjutor da diocese um báculo como oferta de todo o clero açoriano, desejando-lhe que "promova e viva o seu trabalho como pastor".

O prelado, natural da diocese de Coimbra, será o 39º bispo de Angra, quando suceder a D. António de Sousa Braga que em Março de 2016 completa 75 anos de idade, idade máxima determinada pelo Código de Direito Canónico para o desempenho da sua missão.

 

 

FARO

 

PASTORAL DE

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

 

A diocese do Algarve acaba de criar um serviço pastoral de apoio a pessoas com deficiência, integrado no sector da Pastoral Social, comunicou o Bispo D. Manuel Quintas.

 

A equipa do novo serviço tem como coordenador Cesariano Martins e integra também mais sete leigos, Carla Sofia dos Santos, Maria Leonor Mendonça, Manuel Inácio Nunes, Natércia Nascimento, Anabela Nobre, Cátia Rodrigues e Isabel Ponte.

Dentro em breve deverá ser também nomeado um assistente espiritual para este organismo.

O Serviço Pastoral para Pessoas com Deficiência, da Diocese do Algarve, terá como principal atribuição a promoção do “respeito pela identidade e especificidade de cada deficiência e a sustentabilidade de vida de toda e qualquer pessoa que tenha alguma deficiência parcial ou total”.

Também “a conscientização de toda a Igreja, aberta, acolhedora e ministerial junto à pessoa com deficiência”; “promover a inclusão e o acolhimento”; e “valorizar os dons e talentos das pessoas com deficiência, oferecendo oportunidades de serviços ministeriais dentro da Igreja” e promovendo a sua integração no “mercado de trabalho”.

 

 

LISBOA

 

CONDECORADO

PADRE TOLENTINO MENDONÇA

 

No passado dia 4 de Dezembro, o presidente da República Portuguesa distinguiu no Palácio de Belém o padre José Tolentino Mendonça com o grau de comendador da Ordem de Sant’Iago da Espada.

 

O padre e poeta madeirense, Vice-Reitor da UCP, sublinhou o “sentido de responsabilidade” num momento da sua vida que “é sobretudo de gratidão” pela presença dos outros.

“Há de facto uma multidão que faz a sua dádiva, que partilha uma determinada esperança, que ajuda a dar um passo e em certas horas da nossa vida é importante termos presentes que só conseguimos fazer o pouco que fazemos graças ao apoio e à esperança de tantos”, desenvolveu.

A Ordem Militar de Sant'Iago da Espada tem por fim distinguir o mérito literário, científico e artístico.

Neste contexto, o padre Tolentino Mendonça explicou que se sente “muito chamado” ao diálogo com a cultura, “fazendo pontes, escutando”, partilhando a identidade de uma forma “muito aberta, serena e esperançosa”.

O presidente da República Portuguesa agraciou ainda o professor Henrique Leitão, Prémio Pessoa 2014, com o grau de comendador da Ordem de Sant’Iago da Espada; o cirurgião cardiotorácico José Manuel Roquette, com o grau de grande-oficial da Ordem do Infante D. Henrique; como comendadores da Ordem do Infante D. Henrique a professora Maria Salomé Soares Pais e Mário Assis Ferreira, respectivamente secretária-geral da Academia das Ciências de Lisboa e vice-presidente do Conselho de Administração da Estoril-Sol.

Aníbal Cavaco Silva, no seu discurso, destacou que os agraciados “têm contribuído para avanços nas matérias onde concentram os seus talentos”.

“São pessoas que acreditam na importância e no valor do pensamento, do conhecimento, do estudo, da criação, do trabalho árduo que é sempre necessário para vencer em qualquer domínio e actividade”, disse o presidente da República Portuguesa.

Um trabalho que, normalmente, “é realizado de forma discreta, longe dos holofotes e do palco mediático” por pessoas que “acreditam no seu trabalho, em si próprios, pessoas de fé”.

As cinco personalidades da cultura e ciência, segundo Aníbal Cavaco Silva, acreditam no seu país, revelando “sentido patriótico, identificando-se com a cultura e identidade do povo”.

 

 

FÁTIMA 

 

MANUEL LEMOS RECONDUZIDO

COMO PRESIDENTE DA UMP

 

Manuel Lemos foi reconduzido como presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) para os próximos quatros anos, e traçou como prioridade garantir a sustentabilidade destas instituições.

 

“Nos últimos anos as Misericórdias, e nomeadamente por esta crise, cresceram muito e responderam a muitas pessoas e por isso no novo mandato estamos muito preocupados com a sustentabilidade destas instituições”, apontou aquele responsável.

Para levar a cabo este objectivo, Manuel Lemos destaca a necessidade de apostar “na inovação” e “na capacitação da UMP”.

Também no desenvolvimento de “parcerias entre as Misericórdias e outras instituições da Economia Social e do Sector Solidário e no aproveitamento das oportunidades que o novo quadro comunitário” de apoio possa trazer.

Sobre o novo Governo e a sua relação com o trabalho das Misericórdias, Manuel Lemos salientou que as instituições particulares de solidariedade social “interagem com os Governos”, mas os protocolos, acordos e contratos são estabelecidos “com o Estado”.

“Depois, no Governo está muita gente nesta área que nos conhece, conhece o nosso trabalho e sabe que aquilo que fazemos se traduz na maior satisfação dos que nos procuram, e em menores custos possíveis para esse mesmo Estado”, acrescentou.

Está neste momento em marcha uma negociação entre a UMP e o Governo, no sentido de devolver a gestão de vários hospitais do país às Misericórdias.

No entanto, algumas vozes afectas ao novo Executivo têm-se manifestado contra este processo.

Manuel Lemos “entende essas declarações como declarações de princípio político”; no entanto frisa que, “pressupostos políticos e ideológicos à parte, o trabalho das Misericórdias é transversal à sociedade portuguesa”.

Presente na cerimónia de tomada de posse de Manuel Lemos à frente da UMP, o novo ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social frisou a “relevância” do serviço que as Misericórdias têm prestado à sociedade.

José Vieira da Silva garantiu ainda o seu “empenho” em “trabalhar” para que “as relações entre o Estado e as instituições sejam marcadas pela estabilidade” e pela “coerência”.

“Não há nada pior do que instabilidade, do que mudanças de regras para perturbar um bom trabalho, feito em conjunto pelo Estado e pelo sector social”, concluiu.

 

 

FÁTIMA

 

REACÇÃO DOS BISPOS ÀS

ALTERAÇÕES PRECIPITADAS DO PARLAMENTO

 

No passado dia 9 de Dezembro, os bispos portugueses questionaram o modo como foram aprovadas recentemente na Assembleia da República a adopção de crianças por uniões de pessoas do mesmo sexo e a revogação das alterações à lei do aborto.

 

“Não deixamos de lamentar o modo rápido, com ligeireza e até leviandade, como foram tratados alguns temas ditos fracturantes, sem participação atempada e até ponderada da sociedade civil”, sublinhou o secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), no final de uma reunião do Conselho Permanente daquele organismo.

O padre Manuel Barbosa frisou ainda que a Igreja Católica em Portugal “não deixará de continuar a exprimir a sua posição na sociedade em que se encontra”.

O porta-voz da CEP manifestou ainda a preocupação dos bispos em esclarecer a natureza do motu proprio que o Vaticano colocou este domingo em vigor, relativo à parte do Direito Canónico sobre a nulidade dos matrimónios.

“Não se trata de promover a nulidade do matrimónio, porque a afirmação de fundo mantém-se, a indissolubilidade do matrimónio. Trata-se sim de simplificar aqueles processos em que se prove que não houve, no início, matrimónio sacramental, para que as pessoas não passem a vida nessa situação, na sua dor, na sua angústia”, referiu.

O sacerdote salientou ainda que “divórcio” e “anulação” são coisas “muito diferentes” e apontou para a necessidade da Igreja Católica “insistir na formação contínua quer daqueles que trabalham nos tribunais quer do clero, dos agentes pastorais ou leigos em geral para que saibam do que se trata”.

Durante a reunião do Conselho Permanente da CEP, os bispos assinalaram o início do Jubileu da Misericórdia, fazendo votos de que “este tempo de graça” incentive dioceses e comunidades “à oração, à conversão e ao compromisso solidário” com os que mais precisam.

 

 

LISBOA

 

VENERÁVEL

MADRE TERESA DE SALDANHA

 

No passado dia 15 de Dezembro, o Santo Padre aprovou a publicação do decreto que reconhece as virtudes heróicas da Madre Teresa de Saldanha (1837-1916), que recebe assim o título de Venerável.

 

Proveniente de uma família nobre, Teresa nasceu no dia 4 de Setembro de 1837 no Palácio da Anunciada, na Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa. Filha dos terceiros condes de Rio Maior, foi baptizada no dia seguinte ao seu nascimento na Capela do Palácio da Anunciada e, em 1848, fez a Primeira Comunhão no altar de Nossa Senhora da Conceição, na Igreja dos Inglesinhos, em Lisboa.

De estado de saúde débil e preocupante Teresa tornou-se muito sensível, necessitando desde cedo da permanente presença e dedicação da mãe. Em 1840, aos três anos, devido à persistência de sua mãe, Teresa recuperou do estado de saúde debilitado e aprendeu a ler (em 1842 já acompanhava as celebrações litúrgicas com o missal).

A mãe teve um papel preponderante na sua orientação, primeiro na educacional ensinando-lhe línguas (português, história, francês, inglês e alemão), os princípios da música e da arte e colaborando com professores particulares escolhidos por si, e na religiosa iniciando-a na prática da misericórdia através da Associação de N. Sra. Consoladora dos Aflitos que fundou em 1849 e que se dedicava ao socorro das famílias que viviam na pobreza.

Em 1855, com dezoito anos, ao pintar o Ecce Homo, Teresa sentiu o primeiro apelo místico e fez voto de castidade e um ano mais tarde redigiu um escrito onde declarou claramente a sua opção de exclusividade a Deus e ao serviço dos pobres.

Dirigiu o Colégio de Sta. Marta para Meninas Pobres, apoiado pelas Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo, que se encontravam em Portugal exercendo a sua missão de atender aos pobres e desprotegidos. Em 1859, fundou, em Lisboa, com algumas amigas e dirigiu durante toda a sua vida a Associação Protectora das Meninas Pobres com Estatutos aprovados pela Santa Sé, a 21 de Abril de 1863. Esta associação está na origem da fundação da Congregação. Dedicava-se à educação de crianças pobres e à alfabetização e promoção de raparigas operárias através de aulas externas. Em 1862, as religiosas francesas foram expulsas de Portugal e Teresa, inconformada com a situação, lutou contra esta lacuna assistencial.

Em 1864 foi submetida a uma intervenção cirúrgica e, durante a convalescença, reflectiu sobre a sua vida e sobre o rumo a seguir. Na sequência destes acontecimentos, e numa tentativa de renovação religiosa do país apesar do ambiente anticongregacionista em que se vivia, Teresa manifestou à sua mãe o desejo de ser religiosa e à sua cunhada, a Marquesa de Rio Maior, a intenção de ingressar nas Irmãs da Ordem Terceira de S. Domingos, em Stone/Inglaterra, para a qual já estava aceite. Como o pai se opôs à sua saída para o estrangeiro e, vendo a necessidade do seu país, sentiu que Deus a chamava a fundar em Portugal uma congregação que se dedicasse ao serviço dos mais pobres e desfavorecidos da sociedade, como a própria salientou:

“Vendo a necessidade de estabelecer na minha Pátria uma Ordem religiosa activa, que se pudesse ocupar da educação de crianças pobres e ricas, pondo em prática todas as obras de misericórdia; que tratasse dos pobres doentes, os visitasse nos seus domicílios, numa palavra, que substituísse entre nós as Irmãs da Caridade”.

Assim nasceu a “Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena”, aprovada pelo Papa Leão XIII em 1887, da qual foi nomeada Superiora Geral.

No panorama nacional destacou-se como educadora, através de uma pedagogia personalista; também ficou conhecida como pintora e pelos seus escritos.

Faleceu com fama de santidade numa pequena casa alugada na Rua Gomes Freire, n.º 147, em Lisboa, no dia 8 de Janeiro de 1916, com setenta e oito anos, completamente despojada dos seus bens que lhe tinham sido retirados com a implantação da República. As exéquias foram realizadas na Igreja do Corpo Santo, em Lisboa, e o seu corpo foi sepultado no jazigo da congregação no Cemitério de Benfica, onde hoje repousa.

À data da sua morte tinha fundado 27 casas: 17 em Portugal; seis no Brasil; uma na Bélgica; duas nos EUA; e uma em Espanha.

O processo de canonização foi aberto em Portugal a 6 de Novembro de 1999 e entregue em Roma a 14 de Fevereiro de 2002.

 

 

 

BRAGA

 

“OS MILAGRES COMO EVANGELHO”

 

O padre Renato Oliveira, da Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Braga, é o vencedor do prémio Paulus Edição 2015, iniciativa da editora católica para incentivar a reflexão teológico-cristã e lançar novos autores.

 

O livro “Os milagres como Evangelho” foi apresentado no dia 17 de Dezembro, na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, em Braga.

O autor tem 24 anos e foi ordenado presbítero em Julho de 2015 ano na Diocese de Viana do Castelo, de onde é natural.

Trata-se de uma dissertação sobre o “sentido teológico dos milagres de Jesus”, que foi orientada pelo professor João Duque, actual presidente do Centro Regional da UCP Braga.

Para o padre Renato Oliveira, esta distinção é motivo de “grande alegria” pelo “valor que tem o prémio Paulus de edição” e também pela oportunidade “de ver a sua obra publicada”.

O sacerdote refere ainda que “esta é uma forma de valorizar a teologia feita em Portugal e deseja que o seu trabalho possa ajudar as pessoas a olharem com maior compreensão para o conceito de milagre”.

O vencedor do prémio Paulus Edição 2015 é também membro do Secretariado Diocesano de Liturgia, professor no Colégio do Minho e integra a equipa formadora do Seminário Diocesano de Viana do Castelo.

Como agente empenhado na preparação de novos sacerdotes, o padre Renato Oliveira procurou que a sua obra tivesse “um grande alcance pastoral.

Para o director editorial da Paulus, “a obra vencedora deste ano é muito válida do ponto de vista académico, mas também do ponto de vista editorial, uma vez que é um tema pertinente e actual”.

“Os milagres de Jesus, não só no Evangelho mas também na vida presente, são uma forte expressão de fé em Jesus Cristo” e “o autor aborda este tema de forma muito séria, mas também acessível a todas as pessoas numa dupla perspectiva, bíblica e pastoral”, explica o padre José Carlos Nunes.

Depois do anúncio do vencedor do Prémio PAULUS de Edição 2015, está já em marcha a recolha de obras concorrentes ao galardão do próximo ano.

Os candidatos devem apresentar a concurso obras inéditas e podem enviar os trabalhos para a PAULUS Editora até 31 de Maio, conforme o regulamento disponível em www.paulus.pt.

 

 

PORTO 

 

MISERICÓRDIA DISTRIBUÍU

CABAZES DE NATAL

 

A Misericórdia do Porto distribuiu 130 cabazes de Natal a famílias carenciadas, particularmente a famílias monoparentais, indivíduos isolados e famílias com crianças.

 

42 cabazes foram entregues a utentes da Misericórdia do Porto, nomeadamente do Centro Integrado de Apoio à Deficiência, Colégio Barão de Nova Sintra, Casa de Santo António, Casa da Rua e Casa de Santo António.

Os restantes 88 foram atribuídos a famílias inscritas nos serviços da Misericórdia do Porto. “Ao todo inscreveram-se 104 agregados familiares, tendo sido seleccionados 88, com base em critérios de necessidade/rendimentos”.

Os cabazes são compostos por produtos alimentares de primeira necessidade, relacionados com a confecção de pratos e refeições que permitam às famílias realizar uma “ceia de Natal condigna”.

A maioria dos candidatos reside na União de Freguesias da Zona Histórica do Porto (40%), seguindo-se a freguesia de Paranhos com 20%.

 

 

ALBERGARIA-A-VELHA 

 

EXPOSIÇÃO DE PRESÉPIOS

 

A Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha apresentou cerca de 150 presépios de todo o mundo e de entidades locais na exposição “Olhares sobre o Nascimento”, de 24 de Dezembro até 6 de Janeiro, na Biblioteca Municipal.

 

“A diversidade de olhares sobre o nascimento de Jesus mostra tradições em países tão diferentes como Bulgária, Quénia, Panamá, Japão, Birmânia, Israel ou Turquia, revelando como cada cultura tem a sua forma de representar a cena da Natividade”, destaca o município.

Os visitantes podiam também ver 21 presépios de 16 entidades locais, instituições particulares de solidariedade social e outras, criados especificamente para a exposição “Olhares sobre o Nascimento”.

Tecido, cartão, cápsulas de café, rolhas, papel de alumínio e até milho, foram utilizados por crianças e seniores para representar a Sagrada Família de Nazaré.

Esta mostra de presépios organizada pela Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha contou com a parceria da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários local.

 

 

BRAGA    

 

CASA DE TRANSIÇÃO

PARA EX-RECLUSOS

 

O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, anunciou este Natal a criação da “Casa Esperança”, resposta social destinada à reinserção dos ex-reclusos dos estabelecimentos prisionais de Braga e Guimarães, apoiando a “transição” para uma “reentrada harmoniosa” na sociedade.

 

“Temos uma cadeia em Braga e outra em Guimarães. Estão bem muradas, mas teremos de ir para além dos muros e repensar o que poderemos fazer pelos reclusos, quase todos relativamente jovens. Se muitos tivessem um acolhimento e atendimento por parte das comunidades talvez não estivessem lá”, assinalou D. Jorge Ortiga.

O arcebispo de Braga, que tem visitado os dois estabelecimentos prisionais, comentou que, “no caso dos ex-reclusos, verifica-se que muitos perdem a capacidade de viver autonomamente devido a uma longa experiência prisional. Outros nunca estiveram plenamente inseridos na sociedade, pela natureza dos seus percursos desviantes”.

Segundo D. Jorge Ortiga, sair de um ambiente “totalmente controlado” para um ambiente onde há “poucas ou nenhumas restrições”, e uma grande variedade de tentações, “é muitas vezes motivo para que muitos ex-reclusos regressem ao crime”.

Por isso, a “Casa da Esperança” é um local de transição para facilitar a passagem da vida institucional para a vida em comunidade num processo o “mais harmonioso possível”.

“Fornecendo um ambiente mais ou menos supervisionado, mais ou menos estruturado no qual os residentes possam gradualmente recuperar ou alcançar uma vida com relativa autonomia”, acrescentou o arcebispo de Braga.

 

 

VISEU

 

DESAFIOS PASTORAIS 

 

O Bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, revelou que as constituições do Sínodo diocesano, “fundamento” desta Igreja na próxima década, vão ser entregues a 23 de Julho e indicou “desafios pastorais” para 2016.

 

“As Constituições que serão entregues, a todos, no dia 23 de Julho vão ser a base e o ponto de partida para os planos pastorais que serão o fundamento da renovação e da vida pastoral nos próximos 10 anos”, explica D. Ilídio Leandro.

O Sínodo diocesano de Viseu encerrou a 8 de Dezembro, nos cinquenta anos do encerramento do Vaticano II, e as conclusões aprovadas nas quatro assembleias vão ser a base das futuras constituições.

Nos votos para 2016, o prelado elencou vários “desafios pastorais” que é preciso “implementar, cada vez mais”, nas Unidades Pastorais, Paróquias e Arciprestados:

“A pastoral juvenil; a preparação para o Matrimónio; a pastoral com casais – integrados em Movimentos de espiritualidade ou não –; o acompanhamento de famílias em dificuldades; a catequese familiar; a valorização do Domingo; a proximidade com as pessoas que vivem à margem da vida da Igreja”.

Sobre a família, o bispo disse ainda que as conclusões do Sínodo dos Bispos são um “incentivo à qualificação” de um estilo de vida familiar e pastoral que estimula a “crescer na valorização” desta pastoral e de “todo o caminho da sua realização”.

 

 

LISBOA

 

iVANGELHO

 

O iVangelho é um projecto digital de evangelização cristã, em português e para todos, mas especialmente dedicado aos jovens, animadores e catequistas.

 

O Evangelho que escutamos, na Eucaristia dominical, precisa de ser interpretado e compreendido pelos adolescentes e jovens cristãos, o que nem sempre é fácil. Desta necessidade, nasceu este projecto que visa tornar o Evangelho acessível e disponível aos jovens, no lugar onde eles estão – a Internet – e num suporte que lhes é familiar – o vídeo.

Cada episódio é dividido em três partes distintas: um excerto da leitura do Evangelho, um comentário feito por um padre ou leigo com base em duas ou três ideias-chave e finalmente um desafio para ser posto em prática pelos jovens durante a semana.

Com este projecto pretendemos dar uma ferramenta aos adolescentes e jovens para melhor compreenderem o Evangelho e prepararem a sua participação na eucaristia dominical, bem como, proporcionar aos agentes da evangelização (pais, catequistas, animadores de grupos, etc.) uma ferramenta que possa ajudar no cumprimento das diferentes missões de cada agente pastoral.

Padre Abel Ferreira

e equipa da paróquia de Monte Abraão

Ver episódios em http://ivangelho.com/arquivo

 

 

LISBOA

 

REPOSIÇÃO DOS

FERIADOS RELIGIOSOS

 

Com a abstenção do PSD e do CDS-PP, foram aprovados no Parlamento no passado dia 8 de Janeiro os diplomas dos partidos à esquerda (PS, PCP, BE e PEV) para a reposição em 2016 dos quatro feriados retirados em 2012.

 

Os feriados civis são o 5 de Outubro e o 1º de Dezembro. Os religiosos – Corpo de Deus e o Dia de Todos os Santos – já têm o parecer favorável da Santa Sé, disse o Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, formalidade necessária segundo explicou D. António Montes Moreira, chefe da delegação da Santa Sé na Comissão Paritária que trata das questões da Concordata.

A suspensão dos feriados religiosos fora resultado de um “entendimento excepcional” entre a Santa Sé e o Governo português, em 2012, com uma duração máxima prevista de cinco anos.

O cardeal-patriarca de Lisboa saudou a reposição dos feriados religiosos do Corpo de Deus e de Todos os Santos em Portugal, que “são datas muito caras na tradição católica” de grande parte da população.

“Estão muito no coração do catolicismo português, é uma tradição religiosa de grandíssima parte da nossa população e haver possibilidade de o fazer publicamente, dedicando-lhe um dia, corresponde à verdade das coisas”, comentou D. Manuel Clemente.

Quando à reposição dos feriados civis também suprimidos em 2012 – 5 de Outubro e 1.º de Dezembro –, D. Manuel Clemente destacou que “são datas marcantes da história” nacional.

Em relação a algumas propostas de que os feriados sejam celebrados perto dos fins-de semana, o cardeal-patriarca de Lisboa explicou que, no calendário católico, quando uma festa litúrgica não se pode celebrar no próprio dia, “celebra-se ao domingo”.

 

 

PORTO

 

NOVO BISPO AUXILIAR

 

No passado dia 9 de Janeiro, o Santo Padre nomeou como Bispo auxiliar do Porto o Pe. António Augusto Azevedo, de 53 anos, actual reitor do Seminário Maior da diocese.

 

O novo bispo junta-se a D. António Francisco dos Santos, bispo do Porto desde Fevereiro de 2014, e a D. António Maria Bessa Taipa e D. Pio Alves de Sousa, auxiliares na diocese mais populosa do país.

Nascido em Avioso, concelho de Maia, em1962 e ordenado sacerdote em 1986, 

nos dois primeiros anos de sacerdócio foi vigário paroquial de Santo Tirso (1986-1988), assumindo função de Capelão Militar na Força Aérea em 1988.

Torna-se Conselheiro Espiritual das Equipas de Nossa Senhora em 1989, missão que ainda hoje exerce.

De 1990 a 2000 ocupou as funções de pároco de Vilar do Paraíso, concelho de Vila Nova de Gaia, acumulando este múnus com a assistência da Pastoral Operária do Porto (LOC e JOC), de 1998 a 2000.

É Docente na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa desde de 2003, tornando-se em simultâneo Prefeito e Professor no Seminário Maior do Porto.

Exerce o cargo Juiz do Tribunal Eclesiástico do Porto desde 2004, ano em que assume a Capelania do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa (2004-2012). Desde 2005 é o Assistente Diocesano do Centro de Preparação para o Matrimónio (CPM).

É nomeado Reitor do Seminário Maior do Porto em 2012 e responsável pelo acompanhamento dos Padres Novos em 2015.

Celebração Litúrgica deseja ao novo Bispo auxiliar um fecundo trabalho pastoral na sua nova missão.

 

 

LISBOA

 

CURSO LIVRE

“OS FILÓSOFOS TAMÉM FALAM DE DEUS”

 

A Capela do Rato vai promover o curso livre “Os filósofos também falam de Deus” com doze pensadores, numa apresentação teórica e debate, todas as segundas-feiras, entre 11 de Janeiro e 2 de Maio de 2016.

 

“Não foi possível incluir todos os nomes que consideramos relevantes mas a selecção feita contempla posicionamentos muito diversos, suficientes para se ficar com a ideia de que «Os filósofos também falam de Deus»”, explica a organização.

Nesse sentido, aproveitando a “disponibilidade generosa” de um grupo de professores universitários foram seleccionados doze pensadores, “fomentando o diálogo com os mesmos”.

O primeiro convidado é José Pedro Serra, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que vai falar sobre Platão, e o curso livre termina com Paulo Borges, da mesma instituição de ensino, que vai apresentar Agostinho da Silva.

São Tomás e Santo Agostinho, por exemplo, vão ser apresentados respectivamente por Marta Mendonça, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova, 25 Janeiro, e o padre Henrique Noronha Galvão, do núcleo regional de Lisboa da Universidade Católica Portuguesa, 1 Fevereiro.

A coordenadora científica desta iniciativa é Maria Luísa Ribeiro Ferreira e a Capela do Rato acolhe as sessões semanais que começam às 18h15 e terminam às 20h00.

Na sua página na Internet, a organização contextualiza a realização deste curso depois do “grande interesse” que a comunidade revelou pelo “Ciclo de Conversas sobre Deus”.

 

 

LISBOA

 

APOIO AOS REFUGIADOS

NO LÍBANO

 

No passado dia 11 de Janeiro, a “Plataforma de Apoio aos Refugiados” (PAR) entregou 100 mil euros à Cáritas e 100 mil ao Serviço Jesuíta aos Refugiados, recolhidos pela campanha PAR-Linha da Frente, para ajudar refugiados sírios que estão no Líbano.

 

“Eu sei que os portugueses são solidários e que apesar de todas as dificuldades que enfrentam, sabem estar presentes quando é necessário ser solidário com quem não tem nada, como é o caso dos refugiados sírios que estão no Líbano em circunstâncias muito difíceis”, disse o coordenador da PAR, Rui Marques.

Para o presidente da Cáritas do Líbano, Pe. Paul Karam, presente na cerimónia, os refugiados sírios que fogem para o país vizinho estão a ser “alvejados” pela guerra que é fomentada pelo tráfico de armas.

“Toda a gente sabe quem está a produzir o armamento; toda a gente sabe também quem está a vender armas. Mas quem está a pagar as consequências por causa destas armas que circulam nas áreas em que há guerras é o género humano - crianças, mulheres, homens, famílias. São os primeiros a ser alvejados pelo que chamamos a ‘civilização da morte’”, disse o padre Paul Karam.

A campanha PAR-Linha da Frente vai continuar até ao fim do mês de Março.

 

 

BEJA

 

VISITA A PORTUGAL DO

SUPERIOR GERAL DA ORDEM DO CARMO

 

O superior geral da Ordem do Carmo, o espanhol Pe. Fernando Millán, esteve em visita a Portugal para “avaliar e fortalecer a fidelidade ao espírito do Carmelo”, como descrito na Regra e nas Constituições do instituto religioso.

 

O Bispo de Beja, D. António Vitalino, que pertence à Ordem do Carmo (Carmelitas), agradeceu em nome da diocese a presença dos religiosos desta Ordem no Alentejo, “onde foi fundado o primeiro convento” em Moura, e pediu aos diocesanos uma oração especial pelas vocações ao Carmelo.

Em Beja, o Pe. Millán visitou também o Carmelo do Sagrado Coração de Jesus, presente na cidade a pedido de D. José do Patrocínio Dias, em 1954.

Em Portugal, os Carmelitas estão presentes em Beja, Lisboa, Santo António dos Cavaleiros, Fátima, Felgueiras e Braga.

 

 

FÁTIMA

 

ENCONTRO NACIONAL

DE REITORES DE SANTUÁRIOS

 

O reitor do Santuário do Bom Jesus do Pico, diocese de Angra, defende que deve existir um “maior trabalho em rede” dos cinco santuários diocesanos, mesmo reconhecendo que “têm uma dinâmica própria e que a devem conservar”.

 

“Ganhávamos todos. Por exemplo, neste Ano jubilar da misericórdia teria sido importante, uma vez que todos os santuários são igrejas jubilares, que tivéssemos acções conjuntas ou pelo menos tivesse havido alguma definição estratégica conjunta para além das orientações diocesanas”, explicou o padre Marco Martinho.

O padre Marco Martinho participou no 10.º Encontro nacional da Associação de Reitores de Santuários, com o tema “Santuários: Sinais de Misericórdia”, que terminou no passado dia 12 de Janeiro, em Fátima, com a conferência “Misericordiae Vultus – Vivência nos santuários”, do padre carmelita Jeremias Vechina.

Os reitores dos santuários portugueses reuniram-se no dia 11 e frei Herculano Alves, dos Franciscanos Capuchinhos, apresentou dois temas: “A Misericórdia de Deus no Antigo Testamento” e “São Lucas, o Evangelista da Misericórdia”.

 

 

FÁTIMA

 

CRÍTICAS DA CEP

A PLANOS DO GOVERNO

 

No passado dia 14 de Janeiro, o Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) criticou o recente recuo do Governo em acordos celebrados com as Misericórdias e eventuais cortes de financiamento de escolas do ensino particular e cooperativo.

 

“Preocupam-nos, concretamente, algumas notícias referentes à relação com as Misericórdias ou o ensino não-estatal”, referia o comunicado.

O padre Manuel Barbosa, que leu esta nota, referiu que o Estado tem o dever de “respeitar e apoiar todas as iniciativas da sociedade civil que comprovadamente respondem às necessidades de saúde, educação e outras, e correspondem ao direito de livre escolha por parte dos cidadãos”.

A intervenção acontece depois de o Ministério da Saúde ter cancelado o acordo que previa a transferência da gestão dos hospitais de Santo Tirso e de São João da Madeira para as santas casas das misericórdias locais.

Por outro lado, a secretária de Estado Adjunta e de Educação, Alexandra Leitão, anunciou que o Ministério da Educação vai avaliar "de forma criteriosa" os contratos celebrados com as escolas privadas que têm neste momento contratos de associação para “evitar redundâncias na rede".

O Conselho Permanente da CEP refere, a este respeito, que “numa democracia, a solidariedade tem de ir a par com a subsidiariedade”.

A Igreja Católica, começa por referir a nota, “reconhece e valoriza tudo quanto desenvolve a solidariedade na sociedade portuguesa, prioritariamente a favor dos que continuam mais desprotegidos ou pouco promovidos”.

Já em declarações aos jornalistas, o secretário da CEP sustentou que “a Igreja não pode calar a sua voz” quando está em causa o “direito de livre escolha dos cidadãos”.

“É uma questão de respeito pela liberdade de todos, pelo bem comum, pela democracia”, precisou o padre Manuel Barbosa.

Nesse sentido, sublinhou que os bispos católicos não concordam "com algumas destas formas de proceder, porque não respeitam nem a liberdade de escolha nem o princípio da própria democracia, de respeito pelas várias instituições civis".

"Há preocupação e inquietação por não se ver respeito por outras formas que há e que são reconhecidas, da sociedade civil e da Igreja, até por uma questão de custos", assinalou.

Segundo este responsável, a CEP não está a reivindicar “benefícios ou privilégios”, mas a recordar o “apoio que o Estado tem de dar à sociedade civil”.

 

 

LISBOA

 

CURSO SOBRE

“O MUNDO DA BÍBLIA”

 

A Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (FT/UCP) promove a partir de 14 de Janeiro, uma “formação avançada” sobre “O mundo da Bíblia” em parceria com a Ecclesia, em regime de eLearning, com conteúdos imprescindíveis à compreensão dos textos.

“O curso tem por objectivo conduzir os candidatos a entrar nas questões fundamentais e vai comportar contactos muito próximos com questões da geografia, do espaço e históricas que estão na base dos textos e são imprescindíveis à sua compreensão”, disse o padre João Lourenço, Coordenador do curso e Director da Faculdade de Teologia da UCP.

Para este professor, “conhecer o mundo da Bíblia é uma das primeiras condições para uma boa compreensão dos textos bíblicos que têm fundamentalmente um contexto, uma mundividência”.

A primeira edição do Curso “O mundo da Bíblia” tem quatro módulos temáticos, sendo o primeiro sobre “A Terra Bíblica”, para abordar questões da geografia e da cultura; o segundo e o terceiro sobre a história do Antigo Testamento; e o quarto sobre o judaísmo, analisando as instituições judaicas e as hermenêuticas bíblicas.

“Vai ter ainda uma visita de estudo, no período a seguir à Páscoa, que vai permitir o contacto com os locais que são os grandes focos da irradiação, sedentarização, da implementação das tribos judaicas”, adiantou o padre João Lourenço.

Juan Ambrosio, coordenador pedagógico, referiu que o curso vai ser “todo online”, apenas com duas sessões presenciais, uma na abertura e outra de preparação da “viagem de estudo”, sendo disponibilizados os conteúdos de 15 em 15 dias, assim como uma aula em vídeo que vai “servir de guia aos textos disponibilizados”.

 

 

FARO

 

FALECEU O VIGÁRIO GERAL

 

Faleceu na madrugada do passado dia 14 de Janeiro o cónego Firmino Dinis Ferro, Vigário geral da Diocese do Algarve.

 

O sacerdote, de 72 anos, faleceu no Paço Episcopal de Faro, onde residia.

O sacerdote sofria de miastenia, doença neuromuscular que lhe foi diagnosticada há cerca de seis meses e que lhe causava fraqueza e fadiga anormalmente rápida dos músculos da deglutição e da respiração.

Natural de Lisboa, onde nasceu a 7 de Novembro de 1943, embora oriundo de Tavira, o cónego Firmino Dinis Ferro foi ordenado sacerdote em 1969 na Sé de Faro pelo bispo do Algarve da altura, D. Júlio Tavares Rebimbas.

Tendo sido também prefeito do Seminário de Faro durante dois anos, após a ordenação foi pároco coadjutor de Silves, de Setembro de 1969 a Outubro de 1973.

Em 1973 tomou posse como pároco de Ferragudo, função que desempenhou durante um ano, tendo sido depois nomeado pároco de Monchique e Alferce por D. Florentino de Andrade e Silva, bispo do Algarve de então, paróquias onde esteve 15 anos, de 1974 a 1989.

Em 1989, o bispo do Algarve da altura, D. Manuel Madureira Dias, nomeou-o pároco de Silves, cargo que assumiu durante 16 anos, até ser nomeado Vigário geral da Diocese do Algarve em Março de 2005 pelo actual bispo da diocese, D. Manuel Quintas.

A 19 de Junho de 2013 foi nomeado cónego do Cabido da Sé de Faro, do qual era arcediago e tesoureiro.

Para além destes cargos, o cónego Firmino Ferro foi também membro do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores, entre outros serviços.

A diocese agradece os sufrágios que façam por ele.

 

 

LISBOA

 

COMBATE AO DESPERDÍCIO ALIMENTAR

 

A Assembleia da República declarou 2016 como o Ano nacional de combate ao desperdício alimentar. O Semanário ECCLESIA de 15 de Janeiro apresentou dois projectos que vão ao encontro destas recomendações: o Refeitório Beata Rosália Rendu, das Vicentinas do Campo Grande; e o projecto «Integrar para alimentar», da OIKOS.

 

 A irmã Celeste Lopes, das Irmãs de São Vicente de Paulo, dedica o seu serviço aos mais frágeis e menos favorecidos da sociedade, desde Maio de 2005, no Refeitório Beata Rosália Rendu. Um serviço social dedicado aos refugiados e migrantes sem documentos e sem trabalho, muitos a viver na rua, que precisavam de quem os ajudasse “na parte humana”, para além das refeições, higiene pessoal e da roupa.

O refeitório da Província Portuguesa das Filhas da Caridade, no Campo Grande, em Lisboa, surgiu de um acordo com o Serviço dos Jesuítas aos Refugiados e o Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas. 10 anos depois da sua fundação, em 2015, tinha servido mais de 49 mil refeições, cerca de 150 por dia, e apoiado também 38 agregados familiares com 26 crianças.

Vale a pena acompanhar a entrevista publicada no Semanário, para saber os pormenores desta ajuda social cristã:

 http://agencia.ecclesia.pt/semanario/revista/147/#/page/29

 

 

BRAGANÇA

 

ACOLHIMENTO DE REFUGIADOS

É OBRA DE MISERICÓRDIA

 

O Bispo de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, afirmou na homilia da Missa no adro do Convento de Balsamão que o acolhimento a quem foge da guerra é a “desafiante obra de misericórdia para a humanidade”.

 

“Dar hospitalidade a quem tem de fugir à guerra e facilitar a sua integração com políticas públicas solidárias é a desafiante obra de misericórdia para a humanidade”, afirmou D. José Cordeiro na Missa do Dia Mundial do Migrante e Refugiado, que se assinalou no domingo 17 de Janeiro.

A Eucaristia ao ar livre, no adro do Convento de Balsamão, assinalou a abertura da Porta Santa no Santuário da Misericórdia dos Padres Marianos da Imaculada Conceição e encerrou o XVI Encontro de Agentes Sociopastorais das Migrações, que decorreu no Seminário de São José, em Bragança, entre os dias 15 e 17 de Janeiro.

“A Igreja olha os migrantes e refugiados como irmãos e irmãs que procuram uma vida melhor, longe da pobreza, da fome, da exploração e da injusta distribuição dos recursos”, sublinhou.

Para o bispo de Bragança-Miranda, “desde há muito tempo se poderiam ter enfrentado grande parte das causas das migrações e prevenir tantas desgraças ou pelo menos mitigar consequências mais atrozes”.

“Hoje, antes que seja tarde demais, muito se pode fazer para impedir as tragédias e construir a paz”, sustentou.

“Rezemos e trabalhemos na justiça e na paz, sabendo que a resposta do Evangelho é a misericórdia”, pediu D. José Cordeiro.

 

 

LISBOA

 

IMAGEM PEREGRINA DE

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

 

O Patriarcado de Lisboa recebeu no domingo 17 de Janeiro a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, no âmbito da visita que ela está a realizar a todas as dioceses do país.

 

A Imagem foi acolhida no Mosteiro de Alcobaça numa missa presidida pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.

A visita vai percorrer as vigararias da diocese até ao dia 7 de Fevereiro, no Mosteiro dos Jerónimos. 

 

 

FÁTIMA

 

ANTIGA BASÍLICA

REABERTA AO CULTO

 

A Basílica de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima, reabre ao culto no dia 2 de Fevereiro, às 11h00, com uma celebração eucarística na qual é dedicado o altar.

 

Presidida pelo Bispo de Leiria-Fátima esta celebração assinala o Dia do Consagrado, que coincide com o encerramento das comemorações do Ano da Vida Consagrada, e por isso, conta com a presença de várias congregações e novas comunidades de vida consagrada.

A reabertura da Basílica ao culto, depois de um período de obras, é o culminar de um conjunto de intervenções num dos espaços mais importantes do Santuário de Fátima, a par da Capelinha das Aparições.

A Basílica foi alvo de uma profunda intervenção de limpeza, conservação, restauro e requalificação de alguns espaços. Entre eles estão o presbitério “totalmente reconstruído” e toda a zona de acesso às relíquias dos videntes, que “ficará muito mais facilitado”.

 

Os “percursos devocionais”, desenhados e concebidos pelo designer Francisco Providência constituem, de resto, a grande novidade desta obra.

Criou-se um “itinerário devocional” que permitirá aos peregrinos a oração junto das relíquias dos videntes em condições de maior tranquilidade e recolhimento, valorizando desta forma, a visita aos túmulos dos Pastorinhos e a veneração das relíquias dos beatos Francisco e Jacinta Marto.

Simultaneamente, destaca-se a requalificação do presbitério que passa a contar com uma escultura de Bruno Marques representando um Cristo Crucificado em bronze que integra a escultura da Virgem Peregrina, reabilitando a imagem de Nossa Senhora aos pés de Jesus.

O escultor é, igualmente, o autor de todas as peças do mobiliário litúrgico- cadeira, altar e ambão- construídos a partir da ideia do Rosário, com pequenas esferas lembrando os terços.

Toda esta requalificação passou pelo crivo “de técnicos altamente qualificados de acordo com aquilo que é aceite junto da comunidade científica de conservação e restauro”.

O projecto desta Basílica, cuja sagração aconteceu a 7 de Outubro de 1953, foi concebido pelo arquitecto holandês Gerard Van Kriechen e continuado pelo arquitecto João Antunes.

Trata-se de uma “peça” arquitectónica do revivalismo neobarroco, que foi sendo melhorada por campanhas artísticas nos anos 60, de que se destaca a introdução de vitrais na nave principal e pinturas no Altar Mor, de João Sousa Araújo.

Refira-se ainda que o título de Basílica foi concedido por Pio XII, pelo breve “Luce Superna”, de 11 de Novembro de 1954.

O edifício mede 70,5 metros de comprimento e 37 de largura e foi construído inteiramente com pedra da região e os altares são de mármore de Estremoz, de Pero Pinheiro e de Fátima.

 

 

PORTO

 

JORNADA PASTORAL EM ENXOMIL

 

Na segunda-feira depois do Domingo da Misericórdia, dia 4 de Abril de 2016, realiza-se a habitual Jornada Pastoral em Enxomil, concelho de Vila Nova de Gaia, subordinada ao tema “A misericórdia de Deus e a conversão do homem”.

 

Como se lê na Bula Misericordiae vultus, “Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado”.

Com início às 10.30, haverá às 11.00 uma conferência sobre “A misericórdia na Sagrada Escritura”, a cargo de D. António Couto, Bispo de Lamego.

Às 13.00, almoço e convívio.

Às 14.30, nova conferência sobre “Conversão: recorrer a Maria, Mãe de ternura e de misericórdia”, pela Irmã Ângela Coelho, Postuladora da Causa de Canonização dos Pastorinhos de Fátima.

Está previsto terminar o encontro às 16.00.

Para inscrição e mais informações, contactar Pe. Jorge Margarido Correia (jmargaridoc@hotmail.com; tlm.967 358 426).

 

 

VISEU

 

CURSO NA TERRA SANTA

 

Vai realizar-se um Curso de Topografia e História Bíblica, com aulas e visitas guiadas aos Lugares Santos, de 26 de julho a 7 de agosto de 2016. A organização está a cargo do Pe. Doutor Geraldo Morujão, Prof. emérito do Instituto Superior de Teologia das Beiras e Douro.

 

O Curso é orientado pelo Prof. Henri Gourinard, do Polis Jerusalem Institute of Languages and Humanities, historiador e professor do Master em Ciências Bíblicas.

Para a inscrição e mais informações, contactar o Pe. Geraldo Morujão (telm. Moche:  927863462, ou WatsApp; e-mail: gmorujao@yahoo.com ).

O voo pela Turkishairlines sai de Lisboa no dia  25 de julho às 15.45 (TK1760) com regresso a Lisboa às 10.30 no dia 8 de agosto (TK792). Os sacerdotes interessados devem já reservar o bilhete na Agência de viagem FRTravel, enquanto não sobe o preço (440,00€); contactar Drª Fátima Ribeiro (telemóvel: 927510800; e-mail: geral@frtravel.pt).

 


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