14º Domingo Comum

3 de Julho de 2005

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Senhor, em vosso Templo recordamos, M. Carvalho, NRMS 90-91

Salmo 47, 10-11

Antífona de entrada: Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Toda a terra proclama o louvor do vosso nome, porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Iniciamos mais um mês, tempo de férias para muitas pessoas, que aproveitam para descansar e ganhar forças para mais uma etapa da vida. A Palavra divina na liturgia de hoje fala-nos de Paz interior, de descanso! Vale mais a paz do que todos os impérios do mundo!

 

Oração colecta: Deus de bondade infinita, que, pela humilhação do vosso Filho, levantastes o mundo decaído, dai aos vossos fiéis uma santa alegria, para que, livres da escravidão do pecado, possam chegar à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Profeta Zacarias fala do amor de Deus para com Jerusalém, símbolo da Igreja: vai eliminar os carros combate e os cavalos de guerra. O desejo de paz entre as nações deve encher de conforto o nosso coração.

 

Zacarias 9, 9-10

Eis o que diz o Senhor: 9«Exulta de alegria, filha de Sião, solta brados de júbilo, filha de Jerusalém. Eis o teu Rei, justo e salvador, que vem ao teu encontro, humildemente montado num jumentinho, filho duma jumenta. 10Destruirá os carros de combate de Efraim e os cavalos de guerra de Jerusalém; e será quebrado o arco de guerra. Anunciará a paz às nações: o seu domínio irá de um mar ao outro mar e do Rio até aos confins da terra».

 

A leitura é tirada da 2.ª parte do livro de Zacarias, onde se fala do triunfo definitivo de Deus e do seu reino universal. Este texto foi escolhido para hoje por causa do Evangelho, em que Jesus se apresenta como «manso e humilde de coração». É um texto messiânico, que Mateus apresenta como cumprido em Jesus (Mt 21, 4-5).

9 «Filha de Sião, ou filha de Jerusalém» são hebraísmos para designar os habitantes de Jerusalém. O Messias será um «rei justo e triunfante», mas «humilde» e pacífico rei universal (v. 10): não aparecerá montado num veloz corcel de guerra, mas num manso «jumento».

 

Salmo Responsorial    Sl 144 (145), 1-2.8-9.10-11.13cd-14

 

Monição: Somos todos convidados a louvar o nosso Deus que é bom para com todos, carinhoso para com as suas criaturas. Hoje, a Igreja canta em toda a terra: Louvarei para sempre o vosso nome, Senhor meu Deus e meu Rei!

 

Refrão:        Louvarei para sempre o vosso nome,

                     Senhor, meu Deus e meu Rei.

 

Ou:               Aleluia.

 

Quero exaltar-Vos, meu Deus e meu Rei,

e bendizer o vosso nome para sempre.

Quero bendizer-Vos, dia após dia,

e louvar o vosso nome para sempre.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade.

O Senhor é bom para com todos

e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

 

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas

e bendigam-Vos os vossos fiéis.

Proclamem a glória do vosso reino

e anunciem os vossos feitos gloriosos.

 

O Senhor é fiel à sua palavra

e perfeito em todas as suas obras.

O Senhor ampara os que vacilam

e levanta todos os oprimidos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo ensina-nos: se as nossas acções são motivadas pelos nossos sentimentos naturais havemos de morrer, mas se nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo havemos de viver!

 

Romanos 8, 9.11-13

Irmãos: 9Vós não estais sob o domínio da carne, mas do Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. 11Mas se alguém não tem o Espírito de Cristo, não Lhe pertence. Se o Espírito d'Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Cristo Jesus de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós. 12Assim, irmãos, não somos devedores à carne, para vivermos segundo a carne. 13Se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito fizerdes morrer as obras da carne, vivereis.

 

Este pequenino trecho é tirado de Rom 8, que constitui o ponto culminante da carta e a sua mais bela profunda síntese. No centro deste genial capítulo está a presença e a acção do Espírito Santo, a quem se atribui a vida nova em Cristo. Esta é uma «vida sob o domínio do Espírito», a antítese perfeita da «vida sob o domínio da carne» (v. 9). Aqui a carne não uma categoria platónica para designar a parte material do ser humano, nem é a «simples natureza» humana com a conotação de fraqueza e precariedade (sentido frequente no AT e noutros textos paulinos, por ex., em Rom 3, 20; 1 Cor 1, 29; Gal 3, 16); trata-se antes da natureza humana ferida pelo pecado e infectada pela concupiscência, o homem enquanto dominado pelos apetites e paixões desordenadas (por isso haveria que rever a nossa tradução litúrgica).

11-13 A vida nova «por meio do Espírito» de Cristo é radicalmente inconciliável com a vida segundo a carne, por o Apóstolo adverte: «se viverdes de acordo com a carne, haveis de morrer» (v. 13). As obras da carne são as obras pecaminosas, ditadas pelos apetites desordenados em geral, não apenas pelo apetite sexual, como na nossa linguagem actual. O sentido positivo da mortificação cristã está aqui bem explícito: «haveis de viver».

 

Aclamação ao Evangelho       cf. Mt 11, 25

 

Monição. Jesus convida-nos: Vinde a mim e encontrareis descanso! Aleluia! A Palavra de Deus, inunda de paz as nossas almas e enche de conforto os nossos corações!

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,

porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 11, 25-30

Naquele tempo, Jesus exclamou: 25«Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai. E ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. 30Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».

 

Ver notas atrás, no Evangelho da solenidade do Sagrado Coração de Jesus

 

Sugestões para a homilia

 

A Paz, fruto do Espírito Santo

Vinde a mim e aprendei de mim!

A Paz, fruto do Espírito Santo

Cantávamos com o salmista: Louvarei para sempre o vosso nome, Senhor! Louvamos a Deus, nesta Eucaristia, pela sua bondade, pelo seu carinho em favor de todos os seus filhos. A Paz é um dos seus dons mais preciosos! O Rei Messias há-de anunciar a Paz a todas as nações, líamos na primeira leitura. O profeta Zacarias diz-nos que o Messias há-de instaurar entre os homens a paz, a justiça! Imaginemo-nos entre os habitantes da cidade santa, recebendo o Príncipe da Paz, aclamando-O com brados de júbilo! Sintamos a alegria de sermos os novos cidadãos da nova Jerusalém, a Igreja dispersa entre todos os povos e nações! «O Senhor fará correr para nós, rios de paz! O Senhor fará correr para Jerusalém a paz como um rio!» Bem precisamos dessa abundância! A humanidade bem precisa desse dom divino. Temos ainda na nossa memória os elogios feitos ao Papa João Paulo II, na ocasião da sua morte: todos foram concordes em classificar o Papa como um lutador pela Paz. A Paz é a síntese de todos os bens messiânicos. Peçamos ao Pai, por Jesus para que o Espírito Santo renove a face da terra e conceda a paz a todos os homens de boa vontade.

Vinde a mim!

«Vinde a mim todos vós que andais fatigados, cansados, oprimidos!»

Nestas palavras de Jesus vemos a solicitude do Pai celeste para connosco. O salmista, falando de Deus, dizia que a sua bondade se manifesta em todas as suas acções: Ele ampara os que vacilam, sustenta os que estão prestes a cair. Deus é clemente, compassivo, rico de misericórdia para com todos! Deus é carinhoso para com todos! Já pensámos alguma vez nesta ternura de Deus? Há tantas pessoas carentes! Dizem que não têm carinho de ninguém. Sintamos a consolação da ternura de Deus, inundando o nosso coração! Ele quer que todos os simples e pequeninos sintam a sua salvação!

Jesus tem um coração compassivo, veio para tomar sobre seus ombros as nossas fraquezas, as nossa enfermidades. Ele convida-nos a entrar no morada do seu compassivo coração, fazendo a experiência do seu jugo de amor, da sua palavra que liberta e nos dá alívio, conforto e suavidade.

Sentimo-nos cansados, fatigados, sobrecarregados? Aproxime-nos de Jesus e Ele nos aliviará!

Sentimo-nos pesados, orgulhosos? Escutemos o que Ele nos diz: Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração!

Ontem, foi o Primeiro Sábado. A presença de Maria inspira-nos confiança! O Papa João Paulo II morreu no primeiro Sábado do mês de Abril. Como é doce e suave morrer com a promessa da Mãe de Jesus, que dizia à vidente Lúcia, em Fátima: Minha filha, não tenhas medo! O meu coração será o teu refúgio e o caminho certo que te conduzirá a Deus!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Deus chama-nos, por meio do Evangelho, a tomar sobre nós o jugo suave

 de Jesus Cristo para encontrarmos alívio e descanso. Oremos confiadamente:

 

Senhor, abençoai o vosso povo!

 

1.  Pela Santa Igreja para que anuncie fielmente Jesus Cristo,

Que nos amou e se entregou por nós, oremos.

 

2.  Para que os missionários e todos os consagrados sintam a presença da Mãe de Jesus,

E com Ela peçam ao Pai o Espírito Santo Consolador, que o nosso descanso na luta do dia a dia, fonte de paz e de alegria, oremos.

 

3.  Pelos pobres, pelos doentes e pelos que sofrem, pelos que andam cansados e oprimidos

para que sejam confortados pela Palavra de Jesus, oremos.

 

4.  Por todos os nossos familiares, amigos e benfeitores que já partiram,

para que gozem do descanso eterno, oremos.

 

Senhor nosso Deus,

 ensinai-nos a escutar e a levar aos outros a Palavra de Jesus Cristo,

vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Atei os meus braços, M. Faria, NRMS 9 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que a oblação consagrada ao vosso nome nos purifique e nos conduza, dia após dia, a viver mais intensamente a vida da graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor. Nascendo da Virgem Maria, Ele renovou a antiga condição humana; com a sua morte na cruz destruiu os nossos pecados; com a sua ressurreição conduziu-nos à vida eterna e na sua ascensão abriu-nos as portas do céu.

Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

Santo, Santo, Santo...

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Monição da Comunhão

 

Rezemos, utilizando o Evangelho de hoje, onde o Senhor nos convida: «Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração». Podemos repetir frequentemente: Jesus manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao vosso!

 

Cântico da Comunhão: Senhor nada somos sem Ti, F. da Silva, NRMS 84

Salmo 33, 9

Antífona da comunhão: Saboreai e vede como o Senhor é bom: feliz o homem que n'Ele se refugia.

 

Ou

Mt 11, 28

Vinde a Mim, todos vós que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: A toda a hora bendirei o Senhor, M. Valença, NRMS 60

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos saciastes com estes dons tão excelentes, fazei que alcancemos os benefícios da salvação e nunca cessemos de cantar os vossos louvores. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A Eucaristia dá força «aos cristãos para que se sintam ainda mais decididos a não descurar os seus deveres de cidadãos terrenos. Têm o dever de contribuir com a luz do Evangelho para a edificação de um mundo à medida do homem e plenamente conforme ao desígnio de Deus. É neste mundo que tem de brilhar a esperança cristã!»

(João Paulo II, Igreja vive da Eucaristia, 20)

 

Cântico final: Queremos ser construtores, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

Homilias Feriais

 

14ª SEMANA

 

2ª feira, 4-VII: Entrar em contacto com o Senhor.

Gen. 28, 10-22 / Mt. 9, 18-26

Pois dizia consigo: Se eu, ao menos, lhe tocar na capa, ficarei curada.

Todos precisamos entrar em contacto com o Senhor. As doenças da alma, as feridas da luta interior, assim o exigem. «Quem somos nós para estar tão perto d’Ele? Tal como aquela pobre mulher no meio da multidão, ofereceu-nos uma oportunidade. E não só para tocar um pouco do seu traje ou, num breve momento, a ponta do seu manto, a orla. Temo-lo a Ele próprio... Comemo-lo todos os dias, falamos intimamente com Ele...» (J. Escrivá, Amigos de Deus, 199).

Deus entrou em contacto com Jacob através de um sonho, renovando uma promessa. E Jacob reconheceu essa presença de Deus: «Realmente o Senhor está neste lugar e eu não o sabia» (Leit.).

 

3ª feira, 5-VII: O poder da oração.

Gen. 32, 22-32 / Mt. 9, 32-38

Jacob ficou para trás sozinho. Então alguém lutou com Ele até ao romper da aurora.

«A Tradição espiritual da Igreja divisou nesta narrativa o símbolo da oração como combate da fé e vitória da perseverança (cf. Leit. do dia)» (CIC, 2573). Como fruto da sua petição Jacob recebeu uma bênção de Deus e viu-o: «Vi Deus face a face» (Leit.).

Jesus, o bom Pastor, tem grande compaixão de multidões ignorantes, que precisam de ajuda. Por isso, nos exorta a pedir na oração que haja muitos trabalhadores para a sua messe (cf. Ev.). «Para evangelizar o mundo, precisamos de apóstolos ‘especialistas’ na celebração, adoração e contemplação da Eucaristia» (João Paulo II).

 

4ª feira, 6-VII: Fome de Deus e alimentos.

Gen. 41, 55-57 – 42, 5-7 / Mt. 10, 1-7

Ide a José e fazei o que ele vos disser... Disse-lhes José: Fazei o que vou dizer-vos e haveis de viver.

Em todo o mundo há igualmente esta fome de Deus. E o Senhor dá-nos os alimentos mais adequados: a Palavra e o Pão. Disse Jesus em Cafarnaúm: «A minha carne é, em verdade, uma comida e o meu sangue é, em verdade, uma bebida» (Jo. 6, 55).

Jesus enviou os Doze, pedindo-lhes que pregassem a proximidade do Reino de Deus (cf. Ev.). Podemos escutá-los durante a celebração eucarística: «Reunimo-nos em assembleia litúrgica para escutar o que o Senhor tem para nos dizer... Ele fala aqui e agora... acreditando que só Ele tem palavras de vida eterna» (AE, 21).

 

5ª feira, 7-VII: Actualização do mandato de Cristo.

Gen. 44, 8-21. 23-29 / Mt. 10, 7-15.

Ide pegar, anunciando que está perto o Reino dos céus... Recebestes de graça. Pois dai gratuitamente.

A despedida no fim da Missa é igualmente um mandato: «A despedida no final de cada Missa constitui um mandato, que impele o cristão para o dever de propagação do Evangelho e de animação cristã da sociedade. Para tal missão oferece não apenas a força interior, mas também, em determinado sentido, o projecto. Na realidade, ela é um modo de ser que passa de Jesus para o cristão e, através do seu testemunho, tende a irradiar-se na sociedade e na cultura» (MN, 25-26).

 

6ª feira, 8-VII: O que os olhos e a fé vêem.

Gen. 46, 1-7. 28-30 / Mt. 10, 16-23

Jacob disse a José: Agora sim, já posso morrer, porque vi o teu rosto e tu ainda estás vivo.

Palavras semelhantes foram ditas por Simeão, quando acolheu no Templo o Menino, nos braços de sua Mãe: «porque os meus olhos viram a vossa salvação».

Diante da Eucaristia, os olhos enganam-nos: «A vista, o tacto, o gosto, nada sabem / Só no que o ouvido sabe se há-de crer» (Hino Adoro te devote). «E embora os sentidos te sugiram o contrário, a deve dar-te a certeza do que é na realidade» (S. Cirilo de Jerusalém). Também: «Não vejo as chagas, como Tomé. / Mas confesso-te meu Deus e meu Senhor« (Hino Adoro..). Mas o Senhor diz-nos igualmente: «Bem aventurados os que sem terem visto acreditaram».

 

Sábado, 9-VII: Um bem com consequência de um mal.

Gen. 49, 29-33 –50, 15-26 / Mt. 10, 24-32

Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais portanto: valeis mais do que muitos passarinhos!

«Jesus reclama um abandono filial à Providência do Pai celeste, que cuida das mais pequenas necessidades dos seus filhos (cf. Ev. do dia)» (CIC, 305).

Nalguns casos, só com o decorrer do tempo se vê que Ele pode tirar um bem das consequências de um mal, como foi o caso de José: «Deus, na sua omnipotente Providência pode tirar um bem das consequências de um mal (mesmo moral), causado pelas criaturas (cf. Leit. do dia)» (CIC, 312). Assim aconteceu com o maior mal moral jamais praticado: a morte de Cristo, actualizada na celebração eucarística.

 

 

Celebração e Homilia:             José Roque

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                  Duarte Nuno Rocha


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