S. José, Esp. da V. Santa Maria

19 de Março de 2016

 

Solenidade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Eis o servo fiel e diligente, F da Silva, NRMS 89

Lc 12, 42

Antífona de entrada: Este é o servo fiel e prudente, que o Senhor pôs à frente da sua família.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Nos desígnios de Deus, José foi o homem escolhido para ser o pai adoptivo de Jesus. É no seio da sua família modestíssima que se realiza, com efeito, o Ministério da Incarnação do Verbo. Intimamente unido à Virgem-Mãe e ao Salvador, José situa-se num plano muito superior ao dos mais profundos místicos: amando Jesus, amava o Seu Deus; toda a ternura respeitosa, com que envolvia Maria, dirigia-se à Imaculada Mãe de Deus.

Figura perfeita do «justo» do Antigo Testamento, homem de uma fé a toda a prova, no cumprimento da sua missão, mostrará sempre uma disponibilidade total, mesmo nos acontecimentos mais desconcertantes.

Protector providencial de Cristo, continua a sê-lo do Seu Corpo Místico. O exemplo da sua vida é sempre actual para todos quantos querem situar a sua vida no âmbito dos desígnios de salvação do Senhor.

 

Oração colecta: Deus todo-poderoso, que na aurora dos novos tempos confiastes a São José a guarda dos mistérios da salvação dos homens, concedei à vossa Igreja, por sua intercessão, a graça de os conservar fielmente e de os realizar até à sua plenitude. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: As leituras da festa de São José fazem-nos admirar o grande homem de Deus que ele é. A primeira leitura começa por nos apresentar a grande fidelidade de José aprendida do seu antepassado David.

 

2 Samuel  7, 4-5a.12-14a.16

4Naqueles dias, o Senhor falou a Natã, dizendo: 5a«Vai dizer ao meu servo David: Assim fala o Senhor: 12Quando chegares ao termo dos teus dias e fores repousar com os teus pais, estabelecerei em teu lugar um descendente que nascerá de ti e consolidarei a tua realeza. 13Ele construirá um palácio ao meu nome e Eu consolidarei para sempre o seu trono real. 14aSerei para ele um pai e Ele será para Mim um filho. 16A tua casa e o teu reino permanecerão diante de Mim eternamente e o teu trono será firme para sempre».

 

Este texto, respigado da célebre profecia dinástica do profeta Natã, em que se garante a estabilidade da descendência de David à frente do povo de Israel – «o teu trono será firme para sempre» (v. 16) –, irá alimentar a esperança de restauração messiânica, após o desterro de Babilónia e justifica o título de «Filho de David» dado a Jesus ao longo do Novo Testamento (cf. Mt 1, 1; 9, 27; 12, 23; 15, 22; 20, 30-31; 21, 9; 22, 42; Act 2, 30; 13, 22-23; Rom 1, 3; 2 Tim 2, 8; Apoc 5, 5; 22, 16). O texto é escolhido para a solenidade de S. José, por ser ele quem garante a Jesus a sua descendência de David (Mt 1, 1; Lc 1, 31-33: «reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reino não terá fim»); com efeito, segundo a lei, José era pai de Jesus, um dado suficiente para Ele ser considerado descendente de David, embora também Maria devesse ser descendente de David, dado o costume de os casamentos se fazerem dentro da parentela.

4 Naqueles dias, isto é, na mesma noite em que o profeta Natã tinha apoiado a resolução do rei David de vir a construir uma casa digna para a arca da aliança que substituísse o modesto tabernáculo feito de cortinados. A mensagem divina para David é que não vai ser ele a conseguir uma casa (templo) para Deus, mas vai ser o próprio Deus a erguer-lhe uma casa (descendência) que permanecerá eternamente. O profeta joga com o duplo sentido da palavra hebraica «báyit», casa e dinastia (v. 11-12).

 

Salmo Responsorial    Sl 88 (89), 2-3.4-5.27 e 29 (R. 37)

 

Monição: A nossa fé e fidelidade ao Senhor nascem da bondade e fidelidade do próprio Deus para connosco. É quando mantemos a nossa a toda a prova, que mais sentimos a experiência da d’Ele, com vontade até de a “cantar”.

 

Refrão:        A sua descendência permanecerá eternamente.

 

Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor

e para sempre proclamarei a sua fidelidade.

Vós dissestes: «A bondade está estabelecida para sempre»,

no céu permanece firme a vossa fidelidade.

 

Concluí uma aliança com o meu eleito,

fiz um juramento a David meu servo:

Conservarei a tua descendência para sempre,

estabelecerei o teu trono por todas as gerações.

 

Ele Me invocará: «Vós sois meu Pai,

meu Deus, meu Salvador».

Assegurar-lhe-ei para sempre o meu favor,

a minha aliança com ele será irrevogável.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Na segunda leitura, admiramos em José a sua grande fé, aprendida do pai Abraão.

 

Romanos 4, 13.16-18.22

Irmãos: 13Não foi por meio da Lei, mas pela justiça da fé, que se fez a Abraão ou à sua descendência a promessa de que receberia o mundo como herança. 16Portanto a herança vem pela fé, para que seja dom gratuito de Deus e a promessa seja válida para toda a descendência, não só para a descendência segundo a Lei, mas também para a descendência segundo a fé de Abraão. 17Ele é o pai de todos nós, como está escrito: «Fiz de ti o pai de muitos povos». Ele é o nosso pai diante d’Aquele em quem acreditou, o Deus que dá vida aos mortos e chama à existência o que não existe. 18Esperando contra toda a esperança, Abraão acreditou, tornando-se pai de muitos povos, como lhe tinha sido dito: 22«Assim será a tua descendência». Por este motivo é que isto «lhe foi atribuído como justiça».

 

A leitura é um extracto do capítulo 4 de Romanos, onde S. Paulo, depois de ter explicado que a obra salvadora de Jesus (a justificação) não procedia das práticas da Lei do A. T., procura mostrar como a nova economia divina não contradiz a antiga; pelo contrário, já Abraão, o pai do antigo povo de Deus se tornou justo, não por ter cumprido a lei da circuncisão (que ainda não lhe tinha sido imposta), mas por ter acreditado nas promessas de Deus.

A atitude de fé de Abraão foi-lhe creditada na conta de justiça: «foi-lhe atribuída como justiça» (v. 22). «E isto foi escrito… também por nossa causa» (v. 24): é que nós não somos justificados por observâncias legais (da Lei de Moisés), mas sim pela fé em Deus, a qual é idêntica à de Abraão, não só pela atitude interior que pressupõe, como também se assemelha à dele quanto ao seu objecto; com efeito, ele acreditou que Deus lhe faria suscitar um filho, a ele já morto para a geração; e nós cremos que Deus fez ressuscitar a Jesus, morto pelos nossos pecados.

O texto presta-se a ser aplicado a S. José. Se na 1.ª leitura se falava de David, ascendente de S. José, nesta fala-se de outro ascendente mais longínquo, Abraão, o primeiro Patriarca do antigo povo de Deus. S. José é o Santo Patriarca do novo Povo de Deus, pois tem sobre Jesus os direitos legais de pai. Assim como Abraão foi pai de muitas nações (v. 17) também o Patriarca S. José é Pai e Patrono da Igreja de Cristo. Por outro lado, ele tornou-se como Abraão um modelo de vida de fé para todos os crentes, com uma fé bem provada em tantas e tão duras circunstâncias.

 

Aclamação ao Evangelho        Sl 83 (84), 5

 

Monição: Depois de outras provações em que São José não deixou ir abaixo a sua fé e fidelidade, também na aflitiva «noite escura» da perda de Jesus no Templo essa fé e fidelidade se mantiveram bem vigilantes e firmes.

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 1 (I)

 

Felizes os que habitam na vossa casa, Senhor:

eles Vos louvarão pelos tempos sem fim.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 1, 16.18-21.24a

16Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. 18O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. 19Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. 20Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». 24aQuando despertou do sono, José fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor.

 

Ver notas de CL, n.º 1 deste ano C, Missa da Vigília do Natal, pp. 91-93

 

 

Em vez do Evangelho precedente, pode ler-se o seguinte:

 

São Lucas 2, 41-51a

41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa. 42Quando Ele fez doze anos, subiram até lá, como era costume nessa festa. 43Quando eles regressavam, passados os dias festivos, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. 44Julgando que Ele vinha na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-l’O entre os parentes e conhecidos. 45Não O encontrando, voltaram a Jerusalém, à sua procura. 46Passados três dias, encontraram-n’O no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. 47Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas. 48Quando viram Jesus, seus pais ficaram admirados e sua Mãe disse-Lhe: «Filho, porque procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». 49Jesus respondeu-lhes: «Porque Me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?». 50Mas eles não entenderam as palavras que Jesus lhes disse. Jesus desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso.

 

Ver notas de CL, n.º 1 deste ano C, Missa da Festa da Sagrada Família, pp. 146-147

 

Sugestões para a homilia

 

1. “O Espírito vem às almas nobres e faz deles amigos de Deus” (Sab 7, 27)

2. São José, um modelo de discípulo missionário da misericórdia

 

 

1. “O Espírito vem às almas nobres e faz deles amigos de Deus” (Sab 7, 27).

 

Quem percorre o caminho da misericórdia procura com frequência modelos que motivem o seu caminho e o ajudem a crescer na sua transformação em Cristo. Todos nós precisamos de modelos, pessoas dignas de imitar. Encontramo-los nos responsáveis da Igreja, nos amigos que nos apoiam e que, com o seu modo de vida, nos fazem pensar que também nós podemos. A Igreja oferece-nos, no ano litúrgico, em várias ocasiões, a figura de um homem excecional: São José, homem justo que viveu a sua existência sob a orientação segura do Espírito: no Advento e no Natal aparece silencioso e em atitude discernimento do mistério que chega até ele; na Apresentação do Senhor, Lucas apresenta-o como o homem cumpridor da Lei, mas uma vez mais aparece silencioso ao lado da mãe; na perda do Menino Jesus no templo; na festa da Anunciação ou na Encarnação, e nas próprias festas deste santo, a figura de José aparece silenciosa mas sempre ali, ao lado de Jesus, e apresentado como “homem justo”. É que em São José cumpre-se o que o livro da Sabedoria afirma: “O Espírito vem às almas nobres e faz deles amigos de Deus” (Sab 7, 27).

Na verdade, São José “fascina, atrai e ensina, não com palavras mas com o testemunho resplandecente das suas virtudes e da sua enorme simplicidade” (Aparecida, DA 274).

A vida espiritual não é outra coisa que o trato assíduo e íntimo com Cristo, para nos identificarmos cada vez mais com Ele. Por isso, São José poderá ensinar-nos muitas coisas sobre como viver, em especial neste Ano santo, na misericórdia.

Ainda que São José, considerado “luz dos patriarcas”, tenha destaque entre as grandes figuras da história da salvação, a grandeza da sua dignidade e da sua missão, passa muitas vezes despercebida graças à sua profunda humildade e silêncio. São José é um caso excecional na Bíblia de um santo do qual não se escuta nem uma única palavra. Não porque tenha sido introvertido, mas sobretudo porque foi um homem que cumpriu aquele mandato bíblico: “Sejam poucas as tuas palavras”. Mas, então, de onde vem a sua grandeza?

João Paulo II na exortação apostólica Redemptoris Custos, de 15 de agosto de 1989, sobre a figura e a missão de São José na vida de Cristo e da Igreja, afirma que toda a sua grandeza pode deduzir-se das palavras que o anjo lhe dirigiu e da sua resposta imediata e generosa à missão apresentada: “José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. 21*Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados” (Mt 1, 20). Nestas palavras encontramos a chave da verdade bíblica sobre São José. Afirma o Papa: “Foi precisamente neste mistério que José de Nazaré participou como nenhuma outra pessoa humana, à exceção de Maria, a Mãe do Verbo Incarnado. Ele participou em tal mistério simultaneamente com Maria, envolvido na realidade do mesmo evento salvífico, e foi depositário do mesmo amor, em virtude do qual o eterno Pai «nos predestinou a sermos adotados como filhos, por intermédio de Jesus Cristo» (Ef 1,5)” (Redemptoris Custos, 1).

 

 

2. São José, un modelo de discípulo missionário da misericórdia

 

Elencar as virtudes de São José ajudaria a entender a espiritualidade que deve caracterizar o discípulo missionário de hoje: discernimento guiado pelo mesmo Espírito; disponibilidade incondicional para os planos divinos; a sua pronta obediência à vontade de Deus, sem desculpas, que manifesta antes de mais a sua confiança em Deus; o seu profundo e respeitoso amor a Jesus e a sua Mãe Santíssima; a sua castidade como fruto desse mesmo amor; o seu espírito contemplativo; a sua simplicidade e humildade que o levam a cumprir a sua missão com dignidade no silêncio; o seu trabalho, ao qual se entrega com empenho, paciência e responsabilidade e, ao mesmo tempo, com o qual se santifica; e, de modo geral, por ter acolhido e desenvolvido na sua vida as graças recebidas numa vida de trabalho normal.

Mas antes de tudo, o Evangelho de Mateus relata-nos um momento crucial na vida de São José que merece dar-lhe uma atenção especial. No momento, que o Papa João Paulo II chama de “anunciação noturna”, “José escuta não apenas a verdade divina acerca da inefável vocação da sua esposa, mas ouve novamente também a verdade acerca da própria vocação” (RC 19). Neste momento, perante o facto da encarnação virginal de Maria, embora não compreenda tudo o que se está a passar, não exige explicações; não faz juízos temerários nem censuras; não recrimina nunca a Deus por não esclarecê-lo sobre tudo o que estava a acontecer. A sua atitude é completamente a oposta: guarda silêncio e confia. Perante as situações misteriosas que o ultrapassam mostra-se confiante porque sabe em Quem pôs a sua confiança (cf. 2 Tm 1, 12).

Há silêncios de vergonha, de complexos, de timidez. Há também silêncios desprezo e de orgulho ressentido. O silêncio de José é o silêncio necessário para mergulhar na vida interior, para meditar e conhecer a vontade de Deus. José é o santo do silêncio. Talvez Deus tenha permitido que de ele não se conserve nem uma só palavra, para também ensinar-nos a amar o silêncio. É este silêncio a virtude que o homem precisa para poder ouvir a voz interior, para poder entender as moções do Espírito, para poder discernir a vontade de Deus nas contradições da vida, para poder responder de modo adequado, na obediência filial, ao chamamento divino. Como afirma santa Faustina: “A alma silenciosa é forte; nenhuma adversidade a prejudicará, se perseverar no silêncio. A alma recolhida é capaz da mais profunda união com Deus, ela vive quase sempre sob a inspiração do Espírito Santo. Deus opera sem obstáculo na alma silenciosa”. (Diário de Santa Faustina, 477)

São José, com o seu silêncio, revela-nos a prática duma virtude chave na espiritualidade da misericórdia: a humildade. Só quem é humilde mantêm-se como a violeta, escondida entre as outras flores mas é percetível pelo seu odor, como afirma santa Faustina (cf. Diário).

São José é, pois, para todos nós um modelo de homem prudente. E é que, indiscutivelmente, José não mede a realidade de acordo com os critérios do mundo; pelo contrário, sempre aberto ao plano de Deus, confia plenamente n’Ele. É, por isso, um modelo para todos os homens de hoje pelo respeito e a honra que presta aos outros. Serve isto especialmente para os casais que frequentemente se envolvem em conflitos, tantas vezes inúteis e absurdos, que quebram a confiança, que ferem a dignidade dos cônjuges e que se tornam um testemunho desastroso para os filhos.

Além disso, São José, acima dos seus próprios planos, acolhe com alegria os planos do Senhor, e estende as suas mãos e coloca-se nas mãos do Pai, demostrando assim, aos homens do nosso tempo, instalados em falsas seguranças e fechados nos seus próprios caprichos, que a grandeza da sua vida não está nos seus planos e conquistas humanos, mas na confiança, na obediência vivida com prontidão e na generosidade que realiza e dignifica a quem o segue.

Por este motivo podemos falar de São José como modelo autêntico de discípulo missionário. Com toda a razão a tradição cristã recolhe as palavras da Escritura: “Ite ad Ioseph - Ide a José” (Gen 41, 55), referindo-se a São José. Sim, vamos a José como modelo de homem que nos ensina a viver como discípulos missionários, como apóstolos da misericórdia para o nosso tempo.

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Reunidos para celebrar as maravilhas que Deus realizou em São José,

homem justo e humilde,

elevemos ao Pai do Céu as nossas súplicas,

dizendo (ou: cantando), com alegria:

 

R. Pai nosso, que estais nos céus, ouvi-nos.

 

1. Para que todo o pai, em cada família,

seja a expressão terna e humana,

do amor eterno e divino do Pai que está nos céus,

e de Quem procede toda a paternidade, que há na terra; oremos, irmãos.

 

2. Para que todo o pai, em cada família, saiba ser próximo da esposa,

para com ela partilhar alegrias e dores, dificuldades e esperanças; oremos, irmãos.

 

3. Para que todo o pai, em cada família, seja próximo dos seus filhos,

nos seus ritmos e espaços de crescimento:

quando brincam e quando se aplicam, quando estão descontraídos

e quando se sentem angustiados, quando se exprimem

e quando permanecem calados, quando ousam e quando têm medo,

quando dão um passo errado e quando voltam a encontrar o caminho; oremos, irmãos.

 

4. Para que todo o pai, ferido pela distância de um filho rebelde,

mantenha os seus braços abertos, à sua espera, até que regresse do seu fracasso,

para o perdoar de todo o coração, para o corrigir com firmeza,

mas sem magoar, para o proteger, sem se poupar a nenhum mimo; oremos, irmãos.

 

5. Para que todo o pai, preocupado com o bem maior dos filhos,

os saiba acompanhar, sem os controlar, para não os anular, nem impedir de crescer,

segundo a sua própria vocação; oremos, irmãos.

 

6. Para que todo o pai, angustiado com o presente e o futuro da sua família,

encontre um trabalho digno e remunerado, que ajude à sustentação da casa,

mas que a sua atividade profissional não tome o tempo necessário à família; oremos, irmãos.

 

7. Para que todo o pai, que já cumpriu a sua missão nesta terra,

encontre um lugar no Céu e daí interceda pelos filhos,

para que nunca se sintam órfãos,

mas sempre amparados pelo amor infinito do Pai que está nos céus; oremos, irmãos.

 

Senhor, nosso Deus, velai por todos os filhos da Igreja,

para que, nas alegrias e provações desta vida,

descubram, como São José, a vossa vontade misteriosa

e colaborem na obra da redenção.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Nós vos louvamos José, M. Carneiro, NRMS 89

 

Oração sobre as oblatas: Concedei-nos, Senhor, a graça de servir ao vosso altar de coração puro, imitando a dedicação e fidelidade com que São José serviu o vosso Filho Unigénito, nascido da Virgem Maria. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de São José [na solenidade]: p. 492

 

Santo: F. dos Santos, NCT 84

 

Monição da Comunhão

 

Como São José, acolhamos, com humildade e fé, Aquele que nos salva e vem até nós pela comunhão eucarística.

 

Cântico da Comunhão: Ó famintos de Pão divino, J. Santos, NRMS 89

Mt 25, 21

Antífona da comunhão: Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor.

 

ou

Mt 1, 20-21

Não temas, José: Maria dará à luz um Filho e tu lhe darás o nome de Jesus.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que na solenidade de São José alimentastes a vossa família à mesa deste altar, defendei-a sempre com a vossa protecção e velai pelos dons que lhe concedestes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

José, o justo, o crente, o que é capaz de renunciar aos seus planos para trilhar um plano maior, coloca-se a caminho sabendo que o projeto de Deus é de salvação, porque “Deus salva” (o nome que José põe ao seu filho). Oxalá aprendamos a humildade desse homem, que sabendo que Deus olha para ele, deixa o Altíssimo interferir na sua vida, dá espaço para que Deus atue nele e nele realize a sua vontade.

 

Cântico final: Tu a quem o Senhor quis confiar, A. Cartageno, NRMS 89

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Nuno Miguel Westwood

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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