Nossa Senhora de Lurdes

Dia Mundial do Doente

11 de Fevereiro de 2016

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Senhor do Universo, F da Silva, NRMS 21

Sedúlio

Antífona de entrada: Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

As aparições de Nossa Senhora em Lourdes, França, iniciadas em 11 de Fevereiro de 1858, são mais um sinal do carinho de Deus, nosso Pai. Verificaram-se num momento particularmente difícil da pobre humanidade. Levados pelas forças do mal, muitos homens se tinham afastado dos caminhos do Senhor. Nossa Senhora, através de uma humilde criança – Bernardete Soubirous, veio revelar-nos mais uma vez, quanto nos quer e a todos apontar os verdadeiros caminhos do céu.

Estas aparições de Nossa Senhora foram confirmadas com curas, que por serem inexplicáveis pela ciência, são miraculosas, sinais divinos.

O Santo Padre S. João Paulo II, escolheu este dia, como Dia Mundial do doente. Somos assim convidados a continuar a pedir a intercessão de Nossa Senhora também em favor dos que sofrem.

 

Ato Penitencial

 

O pecado é a causa de todos os sofrimentos humanos. Como pecadores que somos, tornamo-nos corresponsáveis por tantas doenças e dores. Examinemos a nossa consciência e peçamos perdão.

( Tempo de silêncio. Eis uma sugestão, como alternativa.)

 

·         Senhor Jesus, que nos chamais à emenda de vida, e nos ofereceis o perdão dos pecados, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

·         Cristo, que oferecestes a vida no altar da Cruz, para nos reconciliares a todos com o Pai, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

·         Senhor Jesus, que não quereis que o pecador se condene, mas se arrependa e viva para sempre, tende misericórdia.

 

Senhor, misericórdia!

 

Oração colecta: Vinde em auxílio da nossa fraqueza, Senhor de misericórdia, e concedei que, celebrando a memória da Imaculada Mãe de Deus, sejamos purificados dos nossos pecados. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Isaías anima-nos a viver na esperança e na alegria. Nossa Senhora, a terna Mãe que Deus nos deu, continua a animar-nos também com Suas maternais mensagens. Com Ela devemos manter sempre a esperança num futuro melhor.

 

Isaías 66, 10-14c

10Alegrai-vos com Jerusalém, exultai com ela, todos vós que a amais. Com ela enchei-vos de júbilo, todos vós que participastes no seu luto. 11Assim podereis beber e saciar-vos com o leite das suas consolações, podereis deliciar-vos no seio da sua magnificência. 12Porque assim fala o Senhor: «Farei correr para Jerusalém a paz como um rio e a riqueza das nações como torrente transbordante. Os seus meninos de peito serão levados ao colo e acariciados sobre os joelhos. 13Como a mãe que anima o seu filho, também Eu vos confortarei: em Jerusalém sereis consolados. 14Quando o virdes, alegrar-se-á o vosso coração e, como a verdura, retomarão vigor os vossos membros. A mão do Senhor manifestar-se-á aos seus servos».

 

O texto, faz parte dum discurso dotado de rara beleza poética, no final do livro de Isaías. Jerusalém, é apresentada como uma mãe, que com seus peitos sacia de consolação e deleite os seus filhos que regressam do exílio (vv. 10-11).

12-14 «A paz como um rio» é uma figura da paz messiânica que Cristo trouxe à «nova Jerusalém» que é «nossa Mãe», a Igreja (cf. Gal 4, 26-27), «o Israel de Deus» de que nos fala a 2.ª leitura de hoje (Gal 6, 16). «Meninos levados ao colo e acariciados…» À Virgem Maria, «tipo e figura da Igreja» (LG 63) aplicam-se com verdade estas palavras proféticas: Ela é Mãe que acaricia, anima, consola e alegra os seus meninos, necessitados e desvalidos.

 

Salmo Responsorial    Jud 13, l8bcde.19 (R. 15, 9d ou Lc 1, 42)

 

Monição: Louvemos o nosso Deus pelas maravilhas que operou em Maria. Ela é a nossa querida Mãe de céu, nossa Padroeira e nossa Rainha.

 

Refrão:     Tu és a honra do nosso povo.

 

Ou:           Bendita sois Vós entre as mulheres.

 

Bendita sejas, minha filha, pelo Deus Altíssimo,

mais do que todas as mulheres da terra

e bendito seja o Senhor nosso Deus,

criador do céu e da terra.

 

Ele enalteceu de tal forma o teu nome

que nunca mais deixarão os homens

de celebrar os teus louvores

e recordarão eternamente o poder de Deus.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 1, 45

 

Monição: O poder intercessor de Nossa Senhora, perante Seu divino Filho, é plenamente confirmado com o milagre por Ele realizado em Caná da Galileia.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Bendita sejais, ó Virgem Santa Maria,

que acreditastes na palavra do Senhor.

 

 

Evangelho

 

São João 2, 1-11

Naquele tempo, 1realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus. 2Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento. 3A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho». 4Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». 5Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser». 6Havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, levando cada uma de duas a três medidas. 7Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água». Eles encheram-nas até acima. 8Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa». E eles levaram. 9Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho, – ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam – chamou o noivo 10e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, depois de os convidados terem bebido bem, serve o inferior. Mas tu guardaste o vinho bom até agora». 11Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus deu início aos seus milagres. Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n’Ele.

 

O evangelista não visa contar o modo como Jesus resolveu um problema numas bodas, mas centra-se na figura de Jesus, que «manifestou a sua glória», donde se seguiu que «os discípulos acreditaram n’Ele» (v. 11). Toda a narração converge para as palavras do chefe da mesa ao noivo: «Tu guardaste o melhor vinho até agora!» (v. 10). Esta observação encerra um sentido simbólico; o próprio milagre é um «sinal» (v. 11), um símbolo ou indício duma realidade superior a descobrir, neste caso: quem é Jesus. Podemos pressentir a típica profundidade de visão do evangelista, que acentua determinados pormenores pelo significado profundo que lhes atribui. O vinho novo aparece como símbolo dos bens messiânicos (cf. Is 25, 6; Joel 2, 24; 4, 18; Am 9, 13-15), a doutrina de Jesus, que vem substituir a sabedoria do A. T., esgotada e caduca. A abundância e a qualidade do vinho – 6 (=7-1) vasilhas [de pedra] «de 2 ou 3 metretas» (480 a 720 litros) – é um dado surpreendente, que ilustra bem como Jesus veio «para que tenham a vida e a tenham em abundância» (Jo 10, 10; cfr Jo 6, 14: os 12 cestos de sobras). O esposo das bodas de Caná sugere o Esposo das bodas messiânicas, o responsável pelo sucedido: n’Ele se cumprem os desposórios de Deus com o seu povo (cf. Is 54, 5-8; 62, 5; Apoc 19, 7.9; 21, 2; 22, 17).

Também se pode ver, na água das purificações rituais que dão lugar ao vinho, um símbolo da Eucaristia – o sangue de Cristo –, que substitui o antigo culto levítico, e pode santificar em verdade (cf. Jo 2, 19.21-22; 4, 23; 17, 17). Há quem veja ainda outros simbolismos implícitos: como uma alusão ao Matrimónio e mesmo à Ressurreição de Jesus, a plena manifestação da sua glória, naquele «ao terceiro dia» do v. 1 (que não aparece no texto da leitura).

Por outro lado, também se costuma ver aqui o símbolo do papel de Maria na vida dos fiéis (cf. Apoc 19, 25-27; 12, 1-17), Ela que vai estar presente também ao pé da Cruz (Jo 19, 25-27): «e estava lá a Mãe de Jesus» (v. 1). Ao contrário dos Sinópticos, nas duas passagens joaninas fala-se da Mãe de Jesus, como se Ela não tivesse nome próprio; é como se o seu ser se identificasse com o ser Mãe de Jesus, a sua grande dignidade. Trata-se de duas menções altamente significativas: os capítulos 2 e 19 aparecem intimamente ligadas precisamente pela referência à «hora» de Jesus, numa espécie de inclusão de toda a vida de Cristo. Ela não é mais um convidado numas bodas; é uma presença actuante e com um significado particular, nomeada por três vezes (vv. 1.3.5), atenta ao que se passa: dá conta da situação irremediável, intervém e fala, quando o milagre que manifesta a glória de Jesus podia ser relatado sem ser preciso falar da sua Mãe, mas Ela é posta em foco.

1 «Caná»: só S. João fala desta terra (cf. 4, 46; 21, 2), habitualmente identificada com Kefr Kenna, a 7 Km a NE de Nazaré, o lugar de peregrinação, mas as indicações de F. Josefo fazem pensar antes nas ruínas de Hirbet Qana, a 14 Km a N de Nazaré.

3 «Não têm vinho». A expressão costuma entender-se como um pedido de milagre. A exegese moderna tende a fixar-se em que a frase não passa duma forma de pôr em relevo uma situação irremediável, de molde a fazer sobressair o milagre. Mas, sendo a Mãe de Jesus a chamar a atenção para o problema, consideramos que Ela é apresentada numa atitude de oração. Com efeito, a oração de súplica e de intercessão não consiste em exercer pressão sobre Deus, para O convencer, mas é colocar-se na posição de necessitado e mendigo perante Deus, é pôr-se a jeito para receber os seus dons. A intercessão de Maria consiste em pôr-se do nosso lado, em vibrar connosco, de modo que fique patente a nossa carência e se dilate a nossa alma para nos dispormos a receber os dons do Céu. Ela aparece aqui como ícone da autêntica oração de súplica e de intercessão; e é lícito pensar que isto não é alheio à redacção joanina, pois o milagre acaba por se realizar na sequência da intervenção da Mãe de Jesus (mesmo que alguns não considerem primigénio o diálogo dos vv. 3-4).

4 «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». A expressão «que a Mim e a Ti?»(ti emoi kai soi?) é confusa, pois pode significar concordância – «que desacordo há entre Mim e Ti?» –, ou então recusa – «que de comum [que acordo] há entre Mim e Ti?». Sendo assim, a expressão «ainda não chegou a minha hora», presta-se a diversas interpretações, conforme o modo de entender «a hora»: ou a hora de fazer milagres, ou a hora da Paixão. Para os que a entendem como a de fazer milagres, uns pensam que Jesus se escusa: «que temos que ver com isso Tu e Eu? (=porque me importunas?), com efeito ainda não chegou a minha hora», e só a insistência de Maria é que levaria à antecipação desta hora; ao passo que outros (E. Boismard, na linha de alguns Padres) entendem a frase como de um completo acordo: «que desacordo há entre Mim e Ti? porventura já não chegou a minha hora?»; assim se justificaria melhor a ordem que Maria dá aos serventes. Para os que entendem «a hora» como a da Paixão, também as opiniões de dividem acerca de como entender a resposta de Jesus; para uns, significaria acordo, como se dissesse: «que desacordo há entre Mim e Ti? com efeito, ainda não chegou a minha hora, a de ficar sem poder; por isso não há dificuldade para o milagre» (Hanimann); para outros, que entendem a hora do Calvário como a hora da glorificação de Jesus, de manifestar a sua glória, dando o Espírito, a expressão quer dizer: «que temos a ver Tu e Eu, um com o outro?» («que tenho Eu a ver contigo?»), uma expressão demasiado forte, a mesma que é posta na boca dos demónios (cf. Mc 5, 7; 1, 24). Com uma expressão tão contundente, a redacção joanina põe em evidência a atitude de Jesus, que, longe de ser ofensiva para a sua Mãe, o que pretende é mostrar a independência de Jesus relativamente a qualquer autoridade terrena, incluindo a materna (Gächter). Mas o apelo para que Maria não intervenha tem um limite: é apenas até que chegue a hora de Jesus; até lá, tem de ficar na penumbra (o que é confirmado pelas ditas «passagens anti-marianas»: Lc 2, 49; 8, 19-21 par; 11, 27-28). Então Ela vai estar como a nova Eva, a Mãe da nova humanidade, ao lado do novo Adão, junto à árvore da Cruz, daí que seja chamada «Mulher» em Jo 19, 26, como nas Bodas de Caná.

 

Sugestões para a homilia

 

1.  As aparições de Nossa Senhora em Lourdes.

2.  O Dia Mundial do Doente e as aparições de Nossa Senhora em Lourdes.

3.  A nossa resposta aos apelos que hoje nos são dirigidos.

 

 

1.  As aparições de Nossa Senhora em Lourdes.

 

O dogma da Imaculada Conceição, proclamado solenemente, pelo Santo Padre Beato Pio IX, em 8 de Dezembro de 1854, tinha sido muito mal recebido pelos inimigos da Santa Igreja. O mundo estava coberto por nuvens densas de racionalismo, materialismo e anarquia. Esses inimigos de Deus e da Sua doutrina, tentavam desmoronar o edifício da fé, negando o pecado original pelo que não queriam aceitar a Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Frente a essas heresias, Nossa Senhora, com as Suas aparições a Bernardette Soubirous, em Lourdes, quatro anos após a referida proclamação dogmática, em 11 de Fevereiro de 1858, vem solenemente confirmar esse mesmo dogma proclamado. Na sua simplicidade e inocência, Bernardette faz a seguinte descrição: “ Uma  branca Senhora, jovem, bela, sobretudo bela, como a qual nunca vi nenhuma semelhante, veio, colocar-se na abertura do nicho que está sobre a gruta. De repente olhou-me, saudou-me com uma leve inclinação da cabeça e sorriu-me; ao mesmo tempo afastou um pouco os braços do corpo, abrindo as mãos. Do braço direito pendia-lhe um rosário e fez-me sinal para que me aproximasse, como se fosse minha mãe...Esfreguei os olhos rapidamente, fechei-os e abri-os, julgando enganar-me; mas a Senhora estava sempre lá, e sorria-me com muita graça e convidava-me a que me aproximasse, fazendo-me compreender que eu não estava enganada...Sem saber o que fazer, veio-me a ideia de orar; meti a mão no bolso e tirei o terço que trago comigo habitualmente e ajoelhei-me. A Senhora aprovou com um aceno da cabeça e tomou também o terço que lhe pendia do braço direito...Ela benzeu-se como que para orar... A Senhora deixou-me rezar sozinha; passava as contas pelos dedos, mas não movia os lábios. Só ao fim da dezena dizia comigo “Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo”. Tinha o aspecto duma jovem dos seus dezasseis ou dezassete anos; o vestido branco que lhe descia até aos pés, era fechado à volta do pescoço, donde pendia um cordão branco. Um  véu branco lhe cobria a cabeça, mal deixando ver o cabelo e caindo pelos ombros, ao longo das braços, até à extremidade do vestido. Dos seus pés não se via senão a extremidade sobre os quais brilhavam duas rosas amarelo-ouro. A Senhora estava viva e toda cercada de luz. Quando acabei o terço saudou-me, sorrindo, e retirou-se pela cavidade da gruta”.

Esta branca Senhora apareceu mais 17 vezes à feliz criança. Na 16ª aparição, a 25 de Março, festa da Anunciação, Ela revelou o Seu nome: “Eu sou a Imaculada Conceição”. Em 16 de Julho, festa de Nossa Senhora do Carmo, a Virgem Imaculada, despediu-se de Bernardette.

As aparições de Lourdes foram confirmadas por numerosos milagres, inclusive com o corpo da vidente, que ainda  hoje se pode ver, como que a dormir, incorrupto.

Bendito seja Deus por tantos sinais do Seu Amor para connosco.

 

2. O Dia Mundial do Doente e as aparições de Nossa Senhora em Lourdes.

 

As doenças, o sofrimento e a morte, não estavam no plano amoroso do Senhor. Todas as lágrimas desde então vertidas pela humanidade são consequência lógica do pecado. Uma vez afastados voluntariamente de Deus, por terem acreditado no pai da mentira, os nossos primeiros pais e seus descendentes foram atingidos por essa amarga e dolorosa situação. Na Sua misericórdia infinita, Deus, nosso Pai, veio em socorro da pobre humanidade. Logo, após a queda, promete enviar Alguém que havia de vencer o inimigo enganador. Nasceria de uma Mulher, que lhe havia de esmagar a cabeça. Essa Mulher, bendita entre todas as mulheres, é Maria Santíssima. Pela missão a que se destinava, e tendo presente, de uma forma preventiva, os méritos infinitos d’Aquele Filho, que um dia seria concebido por obra e graça do Espírito Santo, em Seu ventre virginal, foi concebida sem o pecado original. Por isso é legitimamente chamada Imaculada Conceição. Foi este o dogma solenemente proclamado pelo Papa Beato Pio IX.

Tendo presente toda esta relação existente entre o sofrimento e o pecado, o Santo Padre S. João Paulo II, em 11 de Fevereiro de 1992, instituiu o Dia Mundial do Doente. Com esta celebração pretendia o Santo Padre dar-nos “um momento de oração, de partilha, de oferta do sofrimento, pelo bem da Igreja e de apelo dirigido a todos para reconhecerem na face do irmão enfermo a Face de Cristo que, sofrendo, morrendo e ressuscitando, operou a salvação da humanidade”.

 

3. A nossa resposta aos apelos que hoje nos são dirigidos.

 

Como fez no milagre de Caná da Galileia, Nossa Senhora, ao ver as carências espirituais de seus filhos, vítimas de tanta maldade e consequente incredulidade, veio pressurosa dar Sua mão maternal à pobre humanidade. E veio lembrar mais uma vez o remédio para vencer tantas doenças, misérias e sofrimento humano: é a penitência e a oração.

Se nos devem preocupar os desvarios de tantos dirigentes políticos e os enganos em que muitos homens se têm envolvido, causadores de tantas desgraças, também é certo que a nossa querida Mãe do Céu, não nos abandona. Para obstar a tantos males, desde o Evangelho, Ela, nos recomenda: “Fazei tudo o que Meu Filho vos disser”. Ao longo da História nos vem fazendo este urgente e salvador pedido. Nas aparições, reconhecidas como tais pela autoridade da Igreja, escutamos o constante apelo maternal à conversão de todos os Seus filhos. Como lhes estamos a responder? Em Lourdes acompanha e recomenda a reza do Terço; em Fátima faz, em todas as aparições o pedido de o rezarem  todos os dias. Pediu também a devoção dos cinco primeiros Sábados e a consagração de cada um ao Seu Imaculado Coração.

No dia 25 de Fevereiro de 1858, Nossa Senhora ordenou a Bernardette que se fosse lavar à torrente. Depois de alguma hesitação, sente-se movida interiormente a escavar com as mãos o solo da gruta. Aí começou a brotar a famosa e miraculosa água de Lourdes, com a qual se tem servido Nossa Senhora para curar tantos doentes. É no Sacramento da Penitência que todos somos também convidados a lavar os nossos pecados. Como é importante ter bem presente o sentido do pecado, o santo temor de Deus e consequentemente a necessidade de recorrer com frequência a esta fonte bendita, onde o Sangue de Jesus a todos quer lavar!

Não deixemos passar esta Festa sem que tomemos muito a sério estes tão veemente e ternos apelos maternais. Façamos tudo o que estiver ao nosso alcance para também os divulgar. Está em jogo a felicidade terrena e eterna de tantos seres humanos. Não esqueçamos que, no século passado, foram milhões os atingidos pela primeira e segunda guerras mundiais, por não terem correspondido a estes apelos da Mãe do Céu. E este século, após o 11 de Setembro de 2001, este mundo continua ameaçado, que no dizer do Papa Francisco é sinal de uma nova guerra mundial. Para obstar a tais desgraças, Nossa Senhora deixou-nos a Sua mensagem de Lourdes e de Fátima, que importa conhecer, viver e espalhar.

É urgente que todos acordemos, cumprindo integralmente os Mandamentos da Lei de Deus. Este é o grande pedido de Nossa Senhora: “Fazei tudo o que Meu Filho vos disser.” Fujamos do pecado recorrendo a Nossa Senhora, Imaculada na Sua Conceição. Eis a solução para todas as crises, doenças e sofrimentos humanos. Rezemos e visitemos os doentes, sempre que possível, vendo neles, como nos recorda o Santo Padre a Face de Cristo sofredor.

 

Fala o Santo Padre

 

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE FRANCISCO

PARA A XXIV JORNADA MUNDIAL DO DOENTE

(Terra Santa - Nazaré, 11 de Fevereiro de 2016)

 

Tema: «Confiar em Jesus misericordioso, como Maria: “Fazei o que Ele vos disser” (Jo 2, 5)»

 

Amados irmãos e irmãs!

A XXIV Jornada Mundial do Doente dá-me ocasião para me sentir particularmente próximo de vós, queridas pessoas doentes, e de quantos cuidam de vós.

Dado que a referida Jornada vai ser celebrada de maneira solene na Terra Santa, proponho que, neste ano, se medite a narração evangélica das bodas de Caná (Jo 2, 1-11), onde Jesus realizou o primeiro milagre a pedido de sua Mãe. O tema escolhido –Confiar em Jesus misericordioso, como Maria: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2, 5) – insere-se muito bem no âmbito do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. A celebração eucarística central da Jornada terá lugar a 11 de Fevereiro de 2016, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lurdes, e precisamente em Nazaré, onde «o Verbo Se fez homem e veio habitar connosco» (Jo 1, 14). Em Nazaré, Jesus deu início à sua missão salvífica, aplicando a Si mesmo as palavras do profeta Isaías, como nos refere o evangelista Lucas: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor» (4, 18-19).

A doença, sobretudo se grave, põe sempre em crise a existência humana e suscita interrogativos que nos atingem em profundidade. Por vezes, o primeiro momento pode ser de rebelião: Porque havia de acontecer precisamente a mim? Podemos sentir-nos desesperados, pensar que tudo está perdido, que já nada tem sentido...

Nestas situações, a fé em Deus se, por um lado, é posta à prova, por outro, revela toda a sua força positiva; e não porque faça desaparecer a doença, a tribulação ou os interrogativos que daí derivam, mas porque nos dá uma chave para podermos descobrir o sentido mais profundo daquilo que estamos a viver; uma chave que nos ajuda a ver como a doença pode ser o caminho para chegar a uma proximidade mais estreita com Jesus, que caminha ao nosso lado, carregando a Cruz. E esta chave é-nos entregue pela Mãe, Maria, perita deste caminho.

Nas bodas de Caná, Maria é a mulher solícita que se apercebe de um problema muito importante para os esposos: acabou o vinho, símbolo da alegria da festa. Maria dá-Se conta da dificuldade, de certa maneira assume-a e, com discrição, age sem demora. Não fica a olhar e, muito menos, se demora a fazer juízos, mas dirige-Se a Jesus e apresenta-Lhe o problema como é: «Não têm vinho» (Jo 2, 3). E quando Jesus Lhe faz notar que ainda não chegou o momento de revelar-Se (cf. v. 4), Maria diz aos serventes: «Fazei o que Ele vos disser» (v. 5). Então Jesus realiza o milagre, transformando uma grande quantidade de água em vinho, um vinho que logo se revela o melhor de toda a festa. Que ensinamento podemos tirar, para a Jornada Mundial do Doente, do mistério das bodas de Caná?

O banquete das bodas de Caná é um ícone da Igreja: no centro, está Jesus misericordioso que realiza o sinal; em redor d’Ele, os discípulos, as primícias da nova comunidade; e, perto de Jesus e dos seus discípulos, está Maria, Mãe providente e orante. Maria participa na alegria do povo comum, e contribui para a aumentar; intercede junto de seu Filho a bem dos esposos e de todos os convidados. E Jesus não rejeitou o pedido de sua Mãe. Quanta esperança há neste acontecimento para todos nós! Temos uma Mãe de olhar vigilante e bom, como seu Filho; o coração materno e repleto de misericórdia, como Ele; as mãos que desejam ajudar, como as mãos de Jesus que dividiam o pão para quem tinha fome, que tocavam os doentes e os curavam. Isto enche-nos de confiança, fazendo-nos abrir à graça e à misericórdia de Cristo. A intercessão de Maria faz-nos experimentar a consolação, pela qual o apóstolo Paulo bendiz a Deus: «Bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação! Ele nos consola em toda a nossa tribulação, para que também nós possamos consolar aqueles que estão em qualquer tribulação, mediante a consolação que nós mesmos recebemos de Deus. Na verdade, assim como abundam em nós os sofrimentos de Cristo, também, por meio de Cristo, é abundante a nossa consolação» (2 Cor  1, 3-5). Maria é a Mãe «consolada», que consola os seus filhos.

Em Caná, manifestam-se os traços distintivos de Jesus e da sua missão: é Aquele que socorre quem está em dificuldade e passa necessidade. Com efeito, no seu ministério messiânico, curará a muitos de doenças, enfermidades e espíritos malignos, dará vista aos cegos, fará caminhar os coxos, restituirá saúde e dignidade aos leprosos, ressuscitará os mortos, e aos pobres anunciará a boa nova (cf. Lc 7, 21-22). E, durante o festim nupcial, o pedido de Maria – sugerido pelo Espírito Santo ao seu coração materno – fez revelar-se não só o poder messiânico de Jesus, mas também a sua misericórdia.

Na solicitude de Maria, reflecte-se a ternura de Deus. E a mesma ternura torna-se presente na vida de tantas pessoas que acompanham os doentes e sabem individuar as suas necessidades, mesmo as mais subtis, porque vêem com um olhar cheio de amor. Quantas vezes uma mãe à cabeceira do filho doente, ou um filho que cuida do seu progenitor idoso, ou um neto que acompanha o avô ou a avó, depõe a sua súplica nas mãos de Nossa Senhora! Para nossos familiares doentes, pedimos, em primeiro lugar, a saúde; o próprio Jesus manifestou a presença do Reino de Deus precisamente através das curas. «Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos vêem e os coxos andam; os leprosos ficam limpos e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam» (Mt 11, 4-5). Mas o amor, animado pela fé, leva-nos a pedir, para eles, algo maior do que a saúde física: pedimos uma paz, uma serenidade da vida que parte do coração e que é dom de Deus, fruto do Espírito Santo que o Pai nunca nega a quantos Lho pedem com confiança.

No episódio de Caná, além de Jesus e sua Mãe, temos aqueles que são chamados «serventes» e que d’Ela recebem esta recomendação: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2, 5). Naturalmente, o milagre dá-se por obra de Cristo; contudo Ele quer servir-Se da ajuda humana para realizar o prodígio. Poderia ter feito aparecer o vinho directamente nas vasilhas. Mas quer valer-Se da colaboração humana e pede aos serventes que as encham de água. Como é precioso e agradável aos olhos de Deus ser serventes dos outros! Mais do que qualquer outra coisa, é isto que nos faz semelhantes a Jesus, que «não veio para ser servido, mas para servir» (Mc 10, 45). Aqueles personagens anónimos do Evangelho dão-nos uma grande lição. Não só obedecem, mas fazem-no generosamente: enchem as vasilhas até cima (cf. Jo 2, 7). Confiam na Mãe, fazendo, imediatamente e bem, o que lhes é pedido, sem lamentos nem cálculos.

Nesta Jornada Mundial do Doente, podemos pedir a Jesus misericordioso, pela intercessão de Maria, Mãe d’Ele e nossa, que nos conceda a todos a mesma disponibilidade ao serviço dos necessitados e, concretamente, dos nossos irmãos e irmãs doentes. Por vezes, este serviço pode ser cansativo, pesado, mas tenhamos a certeza de que o Senhor não deixará de transformar o nosso esforço humano em algo de divino. Também nós podemos ser mãos, braços, corações que ajudam a Deus a realizar os seus prodígios, muitas vezes escondidos. Também nós, sãos ou doentes, podemos oferecer as nossas canseiras e sofrimentos como aquela água que encheu as vasilhas nas bodas de Caná e foi transformada no vinho melhor. Tanto com a ajuda discreta de quem sofre, como suportando a doença, carrega-se aos ombros a cruz de cada dia e segue-se o Mestre (cf. Lc 9, 23); e, embora o encontro com o sofrimento seja sempre um mistério, Jesus ajuda-nos a desvendar o seu sentido.

Se soubermos seguir a voz d’Aquela que recomenda, a nós também, «fazei o que Ele vos disser», Jesus transformará sempre a água da nossa vida em vinho apreciado. Assim, esta Jornada Mundial do Doente, celebrada solenemente na Terra Santa, ajudará a tornar realidade os votos que formulei na Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia: «Possa este Ano Jubilar, vivido na misericórdia, favorecer o encontro com [o judaísmo e o islamismo] e com as outras nobres tradições religiosas; que ele nos torne mais abertos ao diálogo, para melhor nos conhecermos e compreendermos; elimine todas as formas de fechamento e desprezo e expulse todas as formas de violência e discriminação» (Misericordiae Vultus, 23). Cada hospital ou casa de cura pode ser sinal visível e lugar para promover a cultura do encontro e da paz, onde a experiência da doença e da tribulação, bem como a ajuda profissional e fraterna contribuam para superar qualquer barreira e divisão.

Exemplo disto são as duas Irmãs canonizadas no passado mês de Maio: Santa Maria Alfonsina Danil Ghattas e Santa Maria de Jesus Crucificado Baouardy, ambas filhas da Terra Santa. A primeira foi uma testemunha de mansidão e unidade, dando claro testemunho de como é importante tornarmo-nos responsáveis uns pelos outros, vivermos ao serviço uns dos outros. A segunda, mulher humilde e analfabeta, foi dócil ao Espírito Santo, tornando-se instrumento de encontro com o mundo muçulmano.

A todos aqueles que estão ao serviço dos doentes e atribulados, desejo que vivam animados pelo espírito de Maria, Mãe da Misericórdia. «A doçura do seu olhar nos acompanhe neste Ano Santo, para podermos todos nós redescobrir a alegria da ternura de Deus» (ibid., 24) e levá-la impressa nos nossos corações e nos nossos gestos. Confiamos à intercessão da Virgem as ânsias e tribulações, juntamente com as alegrias e consolações, dirigindo-Lhe a nossa oração para que Ela pouse sobre nós o seu olhar misericordioso, especialmente nos momentos de sofrimento, e nos torne dignos de contemplar, hoje e para sempre, o Rosto da misericórdia que é seu Filho Jesus.

Acompanho esta súplica por todos vós com a minha Bênção Apostólica.

 

Papa Francisco, Vaticano, Memória de Nossa Senhora das Dores15 de Setembro de 2015

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs,

por intercessão de Nossa Senhora,

peçamos a Deus, nosso Pai

pelas necessidades de todos os homens,

dizendo com fé:

 

R. Por intercessão da Virgem Imaculada, ouvi-nos Senhor!

 

1.     Pelo Papa Francisco, pelos Bispos e Presbíteros

para que a mensagem de penitência que anunciam

seja prontamente acolhida por todos os homens

oremos, irmãos.

 

R. Por intercessão da Virgem Maria Imaculada, ouvi-nos Senhor!

 

2.     Pela Europa, em crise de fé, de amor e identidade

para que a mensagem de Nossa Senhora de Lourdes,

a ajude a reencontrar os caminhos da Igreja,

oremos, irmãos,

 

R. Por intercessão da Virgem Maria Imaculada, ouvi-nos Senhor!

 

3.     Pela França, filha querida da Igreja,

para que, à luz da mensagem de Lourdes,

se renove na devoção a Nossa Senhora,

oremos irmãos,

 

R. Por intercessão da Virgem Maria Imaculada, ouvi-nos Senhor!

 

4.     Pelos cristãos tíbios e desleixados

para que se lavem no torrente da confissão

e se renovem na fidelidade batismal,

oremos, irmãos.

 

R. Por intercessão da Virgem Maria Imaculada, ouvi-nos Senhor!.

 

5. Pelos irmãos que nos precederam na fé

para que sejam livres das suas penas

e entrem quanto antes na felicidade eterna,

oremos, irmãos,

 

R. Por intercessão da Virgem Maria Imaculada, ouvi-nos Senhor!

 

 

Senhor, que nos desvendais, com a solicitude maternal de Nossa Senhora

a ternura de Vosso Coração e do Coração Imaculado da querida Mãe do Céu,

ajudai-nos a seguir com generosa docilidade os caminhos de conversão que Ela nos aponta

para Vos podermos contemplar um dia, eternamente, no reino celestial.

Por Nosso Senhor Jesus Cisto, Vosso Filho,

Que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Nossa Senhora da Graça, M. Faria, NRMS 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Venha, Senhor, em nosso auxílio o vosso Filho feito homem; Ele, que ao nascer da Virgem Maria, não diminuiu, antes consagrou a integridade de sua Mãe, nos purifique das nossas culpas e Vos torne agradável a nossa oblação. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora: p. 486 [644-756] e pp. 487-490

 

Santo: Santo IV, H. Faria, NRMS 103-104.

 

Saudação da paz

 

O reino do Céu para o qual todos fomos criados e onde Nossa Senhora nos espera, é o reino do Amor. Lá só entrarão os que na vida tiverem amado. Como irmãos, que somos pelo batismo, sempre assim devemos viver. Como sinal de verdadeira reconciliação e amor entre todos, saudai-vos na paz de Cristo.

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, Deus e Homem verdadeiro, realmente presente na Santíssima Eucaristia, é fruto do Ventre Puríssimo de Maria Imaculada, Nossa Senhora de Lourdes. Vamos recebê-LO com muita fé, amor e profunda gratidão  e pedindo-Lhe também conforto espiritual e material para todos os doentes.

 

Cântico da Comunhão: Quero cantar o vosso nome, A. Cartageno, NRMS 111

cf. Lc 11, 27

Antífona da comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, que trouxe em seu ventre o Filho de Deus Pai.

 

Cântico de acção de graças: O meu espírito exulta, C. Silva, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes neste sacramento celeste, fazei que, celebrando com alegria a festa da Virgem Santa Maria, imitemos as suas virtudes e colaboremos generosamente no mistério da nossa redenção. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Correspondendo aos apelos maternais de Nossa Senhora, vamos viver na graça de Deus, purificando-nos frequentemente no Sacramento da Penitência.

 Visitemos e oremos por todos os doentes, sobretudo pelos que estão mais abandonados e entregues aos seus sofrimentos. Com estes propósitos,  ide em paz e Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Ó Virgem Sagrada, F. da Silva, NRMS 33-34

 

 

TEMPO DA QUARESMA

 

CINZAS

 

6ª Feira, 12-II: O jejum que agrada ao Senhor.

Is 58, 1-9 / Mt 9, 14-15

Será então um jejum que me agrada mortificar-se um homem durante um dia? O jejum que me interessa não será antes este...

Que jejum (Ev.) agradará ao Senhor? O jejum é uma forma particular da oração dos sentidos. Tudo o que fizermos neste campo será a agradável a Deus: guarda dos sentidos, sobriedade nas comidas e bebidas, no uso da  TV e Internet, combate à preguiça, etc.

Para que o jejum seja autêntico, deve ser sempre acompanhado pela misericórdia: «As obras de misericórdia são as acções caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, das suas necessidades corporais e espirituais (Leit.)» (CIC 2447). Veja-se o comentário da M. Vultus (n. 17) sobre esta passagem de Isaías.

 

Sábado, 13-II: Reparar as 'brechas' da nossa vida.

Is 58, 9-14 / Lc 5, 27-32

Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas aqueles que estão doentes.

Jesus afirmou que não vinha chamar os justos, mas os pecadores (Ev.). E, diante dos fariseus, disse que, dado o carácter universal do pecado, negam-se a si próprios os que pretendem não precisar de salvação.

Todos somos pecadores. Para isso, somos convidados a 'reparar as brechas' que há na nossa vida, especialmente as indicadas na Leitura: cuidar o dia do Senhor, viver melhor a caridade; e as que se referem ao egoísmo, à sensualidade, à preguiça, etc. Contamos com o sacramento do perdão, que Jesus nos oferece no início do ministério da misericórdia.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:   Alves Moreno

Nota Exegética:            Geraldo Morujão

Homilias Feriais:           Nuno Romão

Sugestão Musical:        Duarte Nuno Rocha

 


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