aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

ROMA

 

ENTREVISTA DA RÁDIO RENASCENÇA

AO PAPA FRANCISCO

 

No passado dia 8 de Setembro, o Papa Francisco deu uma entrevista a Aura Miguel para a Rádio Renascença, que a transmitiu em português no dia 14. No dia 7 o Papa tinha recebido em audiência os bispos portugueses, em visita ad limina.

 

Damos alguns excertos da entrevista.

Aura Miguel: No seu discurso aos bispos portugueses, além de elogiar o povo português e olhar para a Igreja com serenidade, o Santo Padre manifesta duas preocupações: uma em relação aos jovens e outra em relação à catequese. (…) O Santo Padre também falou de uma catequese, que muitas vezes permanece teórica e onde falta esta capacidade de propor o encontro…

Papa Francisco: Pois é importante que a catequese não seja puramente teórica. Isso não serve. A catequese é dar-lhes doutrina para a vida e, portanto, tem de incluir três linguagens, três idiomas: o idioma da cabeça, o idioma do coração e o idioma das mãos. E a catequese deve entrar nesses três idiomas: que o jovem pense e saiba qual é a fé, mas que, por sua vez, sinta com o seu coração o que é a fé e, por sua vez, faça coisas. Se falta à catequese uma destas três línguas, destes três idiomas, não avança. Três linguagens: pensar o que se sente e o que se faz, sentir o que se pensa e o que se faz, fazer o que se sente e o que se pensa.

(…) Mas é verdade que a metodologia catequética, às vezes, não é completa. Há que procurar uma metodologia da catequese que junte as três coisas: as verdades que se devem crer, o que se deve sentir e o que se faz, o que se deve fazer, tudo junto.

 

Aura Miguel: O que é que pode tocar a liberdade de alguém que “faz o que quer” e que foi educado desde pequeno com um conceito de felicidade para quem “a felicidade é não ter problemas”? Em geral, educam-se as crianças com este desejo de que a felicidade é “não ter problemas e fazer o que se quer”.

Papa Francisco: Uma vida sem problemas é aborrecida. É um tédio. O homem tem, dentro de si, a necessidade de enfrentar e de resolver conflitos e problemas. Evidentemente, uma educação para não ter problemas, é uma educação asséptica. (…)

 

Aura Miguel: Na onda individualista em que vivemos – falou nisso em Estrasburgo – parece um capricho exigir direitos, sempre mais direitos separados da busca da verdade. Crê que isto é também um problema na maneira de viver a fé?

Papa Francisco: Pode ser... sempre com mais exigências, sem a generosidade de dar. Ou seja, é exigir só os meus direitos e não os meus deveres perante a sociedade, não é? Eu creio que direitos e deveres caminham juntos. Senão, isso cria a educação do espelho; porque a educação do espelho é o narcisismo e hoje estamos numa civilização narcisista.

 

 

ROMA

 

32 PROCESSOS DE CANONIZAÇÃO

DE PORTUGUESES

 

No passado dia 9 de Setembro, o presidente da Comissão Episcopal da Liturgia disse à Agência ECCLESIA que há 32 processos de canonização a decorrer no Vaticano, provenientes de 11 dioceses de Portugal.

 

Após o encontro dos bispos portugueses com a Congregação para as Causas dos Santos, D. José Cordeiro referiu que foram informados sobre “todas as causas” que estão a decorrer no Vaticano, como as do Beato Bartolomeu dos Mártires, dos Pastorinhos de Fátima, de D. António Barroso, da Irmã Maria do Divino Coração.

O presidente da Comissão Episcopal da Liturgia, que faz a ligação com o Vaticano para estes processos, embora o trabalho seja sobretudo em cada diocese, adiantou que os vários processos são “gradativos” e estão em diferentes fases.

D. José Cordeiro referiu-se à conclusão do processo de canonização do Beato Bartolomeu dos Mártires, afirmando que os bispos de Portugal esperam “para muito breve” que o Papa decida pela “canonização equipolente” neste caso.

A conclusão dos processos de canonização depende da realização de um milagre atribuído à intercessão do candidato, mas pode também acontecer por decisão do Papa, num processo em que este reconhece a santidade sem a necessidade de um novo milagre, como aconteceu com São José Vaz (1651-1711), missionário no Sri Lanka, que nasceu em Goa, então território português.

“Depois da fama de santidade, do reconhecimento pastoral e espiritual como é o caso do Beato Bartolomeu dos Mártires, o Papa Francisco pode decidir sobre isso e esperamos muito em breve essa sua decisão”, afirmou D. José Cordeiro.

D. Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra, que falou na Congregação para as Causas dos Santos sobre o andamento do processo de canonização da Irmã Lúcia, disse que “está a andar a bom ritmo”.

“O processo teve um desenvolvimento muito grande sobretudo nestes últimos dois anos. Há uma Comissão Histórica a trabalhar, que tem nas mãos muitos milhares de documentos, tanto as cartas da Irmã Lúcia como o Diário, há um tribunal para ouvir as testemunhas, e já ouviu cerca de 40, e esperamos que no próximo ano a fase diocesana esteja concluída”, disse o bispo de Coimbra.

Para D. Virgílio Antunes, o processo de canonização da Irmã Lúcia é o mais importante, “com grande relevância para Coimbra, para Portugal e para o mundo”, porque há muita gente, em todo o mundo, que pergunta “em que fase está o processo”.

O encontro dos Bispos de Portugal na Congregação para as Causas dos Santos aconteceu no Vaticano, depois do episcopado ter participado na audiência-geral desta quarta-feira, e insere-se no programa da visita ad limina.

 

 

ROMA

 

IDEOLOGIA DO GÉNERO,

GRANDE PROBLEMA ACTUAL

 

No passado dia 10 de Setembro, os bispos portugueses tiveram um encontro na Congregação para a Doutrina da Fé, onde um dos temas em debate foi a “ideologia do género”, disse à Agencia ECCLESIA D. Nuno Brás.

 

Para o vogal da Comissão Episcopal da Educação e Doutrina da Fé, a ideologia do género é o grande problema em debate neste momento em Portugal em relação ao pensamento da Igreja Católica.

“A Conferência Episcopal Portuguesa pronunciou-se em 2013 sobre isso, com uma Nota Pastoral”, recordou D. Nuno Brás, indicando a relevância do tema por tudo o que o envolve e “está a perpassar nas escolas, na comunicação social e na maneira de viver”.

Para o bispo auxiliar de Lisboa, o “mais importante é apoiar a intervenção dos leigos” sobre o tema. “Trata-se sobretudo de apoiar as intervenções de leigos, o que é o mais importante, no sentido de mostrar com o é desumanizador toda esta concepção da pessoa humana”, referiu D. Nuno Brás, após a reunião na Congregação para a Doutrina da Fé.

O encontro, que decorreu no âmbito da visita ad limina do episcopado português ao Vaticano, foi uma oportunidade para fazer “o ponto da situação daquilo que é a doutrina da fé em Portugal”, onde “não há propriamente grandes problemas em relação à ortodoxia”, sublinhou.

“Existem problemas pontuais e existe sobretudo o subjectivismo, fruto da cultura contemporânea, que faz com que cada um julgue que a sua opinião é a que deve prevalecer”, referiu.

 

 

ROMA

 

MISSIONÁRIOS DA MISERICÓRDIA

EM PORTUGAL

 

O presidente da Comissão Episcopal Missão e Nova Evangelização disse no passado dia 11 de Setembro à Agência ECCLESIA que Portugal vai ter cerca de duas dezenas de “missionários da misericórdia” para pregar e absolver os pecados normalmente reservados ao Papa.

 

“O Papa quer que existam 1000 missionários em todo o mundo, em Portugal ficará mais ou menos um por cada diocese”, disse D. Manuel Linda após o encontro realizado no âmbito da visita ad limina dos bispos portugueses com o Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, que organiza o Jubileu da Misericórdia.

O Jubileu da Misericórdia foi proposto pelo Papa Francisco para a Igreja Católica e vai começar no dia 8 de Dezembro e decorrer até ao dia 20 de Novembro de 2016.

D. Manuel Linda adiantou que “pode acontecer que algumas dioceses se associem” e a mesma pessoa seja responsável por este sector em mais do que uma.

De acordo com o bispo, os missionários da misericórdia devem “pregar a misericórdia” e absolver em confissão os “pecados reservados à Sé Apostólica, ao Santo Padre, mas que ele concede a possibilidade de serem perdoados por essas pessoas ao longo do Jubileu da Misericórdia, especialmente durante a Quaresma”.

Adiantou que os missionários da misericórdia de todo o mundo terão um encontro de dois dias com o Papa e o processo de nomeação dos de Portugal será analisado na próxima Assembleia da Conferência Episcopal Portuguesa.

O encontro no Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, que decorreu no âmbito da visita ad limina do episcopado português ao Vaticano, analisou também o percurso de renovação da pastoral da Igreja em Portugal e temas relacionados com a catequese.

Para D. Manuel Linda, é necessário “fazer da catequese um dos momentos privilegiados da nova evangelização”, abandonando o pressuposto de que “já há uma iniciação à fé” e assumindo o percurso catequético como “a iniciação”.

 

 

BEJA

 

ÚLTIMO ANO DE

D. ANTÓNIO VITALINO

 

O Bispo de Beja, D. António Vitalino, assinala na sua reflexão semanal de 15 de Setembro “mudanças de estilo” no Vaticano, resultantes do pontificado do Papa Francisco, e recorda que este é o último ano que está à frente da diocese do Baixo Alentejo.

 

“Na diocese de Beja preparamo-nos para viver o último ano do Sínodo, também Ano jubilar da Misericórdia, da visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, em preparação do primeiro centenário das aparições, à qual quero consagrar o meu último ano à frente desta diocese”, explica D. António Vitalino.

No contexto da visita ad limina do episcopado português recentemente realizada, o prelado revela que o Papa e os seus colaboradores “mostram um grande apreço pela corresponsabilidade dos bispos nas suas respectivas dioceses e países”.

Como exemplo, destaca o recente Motu proprio “Mitis iudex”, sobre os processos de nulidade do matrimónio, e comenta que os bispos de cada país, “em princípio, conhecem melhor a sua realidade cultural e eclesial”, podendo discernir com “maior proximidade e justeza” a verdade do compromisso matrimonial.

Para o Bispo de Beja, este encontro quinquenal com o Papa proporciona também aos prelados mais tempo para “estarem juntos, rezar, reflectir e dialogar sobre o seu ministério”, que resulta num aprofundamento da “comunhão e compreensão mútua”.

 

 

VISEU

 

EXPOSIÇÃO SOBRE ARTE SACRA

 

O Museu Nacional Grão Vasco acolhe de 21 de Setembro passado até Fevereiro de 2016 a exposição “Entre Deus e os Homens. A Arte na Igreja de Viseu”, que assinala os 500 anos da dedicação da catedral.

 

A mostra articula esta Sé com três espaços museológicos do Centro Histórico de Viseu: o Museu Nacional Grão Vasco, a Igreja da Misericórdia e o Museu Almeida Moreira.

“Para além da proximidade destes espaços em relação à Catedral e das virtualidades de cada um deles para um projecto desta tipologia, a congregação destas instituições perspectiva também alcançar a comunhão num contexto em que também duas delas assinalam datas de especial relevância no ano de 2016: os 500 anos da instituição da Misericórdia de Viseu e os 100 anos do Museu Grão Vasco, recentemente elevado a Museu Nacional”, adianta a organização da exposição.

As 170 peças presentes na mostra são representativas do universo do património religioso da Diocese de Viseu, que até 23 de Julho de 2016 celebra um Ano Jubilar, que assinala o fim do Sínodo Diocesano e o aniversário da dedicação da Catedral de Santa Maria.

 

 

LISBOA

 

PRESIDENTE INTERINA DOS

INSTITUTOS RELIGIOSOS

 

A Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP) anunciou no passado dia 25 de Setembro que escolheu a Irmã Maria do Sameiro Magalhães Martins para presidir à instituição até à próxima Assembleia Geral, em Novembro.

 

A Superiora provincial das Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, até agora Vice-presidente, assume este cargo no seguimento da saída do padre Artur Teixeira, que estava na presidência da CIRP, para o Governo Geral da Congregação dos Missionários Claretianos, sediado em Roma.

A CIRP é um organismo de direito pontifício, com personalidade jurídica canónica e civil, sem fins lucrativos, instituído a 16 de Abril de 2005, que resultou da fusão da Conferência Nacional dos Superiores Maiores dos Institutos Religiosos (CNIR) e da Federação Nacional das Superioras Maiores dos Institutos Religiosos (FNIRF).

 

 

ANGRA DO HEROÍSMO

 

NOMEADO O BISPO COADJUTOR

 

O bispo de Angra, D. António Braga, deseja “fecundo apostolado episcopal” a D. João Lavrador, nomeado pelo Papa no passado dia 29 de Setembro Bispo Coadjutor da diocese.

 

Na “Mensagem do Bispo de Angra por ocasião da nomeação de D. João Lavrador, Bispo Coadjutor de Angra”, D. António Braga adianta que vai ter a oportunidade de conhecer as nove ilhas do arquipélago acompanhando a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, em Janeiro e Fevereiro próximos.

Para D. António Francisco, bispo do Porto onde D. João Lavrador era Bispo Auxiliar desde 2008, fica na diocese a memória de uma “entrega alegre, serena e feliz à missão”.

“Sabemos bem como foi importante para toda a diocese, para as comunidades paroquiais, para os movimentos apostólicos, para os serviços pastorais e para os secretariados diocesanos a sua presença no Porto, a sua palavra evangelizadora, o seu conselho prudente e o seu trabalho incansável”, lembra D. António Francisco.

D. João Lavrador iniciará o seu novo trabalho episcopal no dia 29 de Novembro.

 

 

FÁTIMA

 

“CAMINHOS DE FÁTIMA” ALTERNATIVOS

 

O Santuário de Fátima e vários municípios e associações portuguesas uniram-se para lançar o projecto Caminhos de Fátima, que prevê a criação de itinerários alternativos até 2017.

 

“Estes novos percursos fazem com que as pessoas sejam retiradas da antiga estrada nacional, havendo um caminho alternativo, seguro, confortável e bem sinalizado e que será feito com os 14 municípios que se comprometeram”, explicou o Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Manuel Castro Almeida.

Na apresentação da nova Associação Caminhos de Fátima, no passado dia 2 de Outubro, o responsável destacou que a iniciativa, apoiada por fundos europeus em 3,5 milhões de euros, pretende “dar segurança, aumentar o turismo religioso e valorizar muitas terras e povoações que passarão a ser visitadas”.

Para Manuel Castro Almeida, Fátima impõe-se como um sítio único de peregrinações em Portugal e em 2017 ali “estarão os olhos do mundo e tudo deverá estar pronto”.

“Há mesmo uma secreta ambição de permitir que o Papa Francisco possa percorrer um bocadinho do troço final do caminho de Fátima, em 2017”, confessou.

O reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, vê nesta iniciativa uma mais-valia, pois “tudo o que tem a ver com o bem-estar dos peregrinos interessa ao Santuário”.

Diogo Mateus, presidente da Câmara Municipal de Pombal e presidente indigitado da nova Associação dos Caminhos de Fátima, apontou as várias frentes de equipa, o mérito da união das 14 câmaras municipais, a fim de ser cumprido o prazo do caminho alternativo.

Com a concretização deste caminho alternativo, que se espera concluído em Maio de 2017, vai ser possível recuperar calçadas romanas, atravessar vales agrícolas, aproveitar canais ferroviários, incorporar margens ribeirinhas, integrar caminhos rurais e atravessar povoados.

 

 

ÉVORA

 

RESTAURO DA

IGREJA DE SÃO FRANCISCO

 

A Igreja de São Francisco reabriu ao culto no passado domingo 4 de Outubro, um dia em que a Igreja Católica assinala a festa litúrgica de São Francisco de Assis.

 

Durante um ano e meio, este templo foi objecto de uma vasta intervenção de conservação e restauro que mobilizou diversas equipas especializadas.

O estado de degradação em que se encontrava este monumento nacional levou o cónego Manuel da Silva Ferreira, pároco de S. Pedro, a elaborar um projecto para a recuperação de todo o espaço desta Igreja.

Com o apoio do arquitecto Adalberto Dias e do engenheiro Aníbal Costa, da Universidade de Aveiro, elaborou-se um estudo que apontava para uma intervenção profunda em toda a estrutura do edifício.

A Igreja de S. Francisco, que alberga no interior do seu espaço conventual a famosa “Capela dos Ossos”, registava diversas fendas nos tectos resultantes do terramoto de 1755.

Toda a estrutura do edifício estava em risco, ameaçando vidas humanas e um importante património histórico.

O financiamento da obra foi repartido pelo FEDER e pela paróquia, e o resultado é a recuperação e reforço de toda a estrutura. Desta intervenção nascem ainda novos espaços: uma galeria que circunda as paredes da Igreja e que vai receber uma colecção de presépios do General Canha da Silva, e as celas dos monges que vão acolher um museu de arte sacra.

A “Capela dos Ossos” foi também objecto de uma intervenção que limpou e reforçou todas as estruturas osteológicas. Uma novidade neste espaço é um painel da autoria de Siza Vieira que representa um hino à vida.

Este painel de azulejos foi colocado diante da entrada da “Capela dos Ossos” para que, quem sai deste ambiente marcado pelos sinais da morte, dê de caras com uma imagem que celebra a vida humana.

Também todos os altares, esculturas, pinturas, talha e frescos foram objecto de conservação. O processo envolveu 11 especialidades de restauro e contou com uma equipa muito jovem, que demonstrou a qualidade do ensino que já se regista em Portugal nesta matéria.

O acesso à “Capela dos Ossos” nunca foi interrompido pelas obras, mas agora toda a Igreja pode ser visitada.

 

 

BRAGA

 

SEMINÁRIO INTERDIOCESANO

 

O Seminário Maior Interdiocesano de São José assinalou o início oficial das actividades do novo ano lectivo com uma Eucaristia que reuniu os bispos e candidatos ao sacerdócio das Dioceses de Bragança-Miranda, Guarda, Lamego e Viseu, no passado dia 8 de Outubro.

 

Uma nota remetida à Agência ECCLESIA informa que o bispo da Diocese de Lamego, D. António Couto, presidiu à Eucaristia D. António Couto.

O bispo de Lamego destacou a importância de “cada um rebentar com os seus pequenos mundos” e “procurar amar o estrangeiro, aquele que não é igual a nós e até mesmo aquele que está contra nós”, apresentando as principais metas a atingir neste ano académico.

Para o reitor deste Seminário, o Padre Paulo Figueiró, da Guarda, a instituição que forma intelectual e espiritualmente no seu terceiro ano de vida já ultrapassou “muitas barreiras” e deve continuar “a crescer e a progredir na formação”.

O dia foi ainda marcado por uma reunião entre a equipa formadora, os bispos de Bragança-Miranda, Guarda, Lamego e Viseu, os reitores dos seminários diocesanos e por um almoço onde também esteve presente o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, e o bispo auxiliar D. Francisco Senra Coelho.

 

 

LISBOA

 

PLATAFORMA

DE APOIO AOS REFUGIADOS

 

115 instituições, entre as quais cerca de 50 entidades católicas, disponibilizaram-se para acolher refugiados, segundo informações avançadas no passado dia 14 de Outubro na Universidade de Lisboa, durante a primeira assembleia-geral da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR).

 

O Alto Comissário para as Migrações, Pedro Calado, considerou esta adesão e o trabalho da PAR como uma atitude “inspiradora para a administração pública”, numa altura em que “era preciso formar uma estratégia comum, um plano nacional” em torno da “integração dos refugiados”.

Para Pedro Calado, é fundamental ter um interlocutor como a PAR, que permite chegar a “centenas de instituições” e formar “uma estratégia coerente, alargada para abordar o desafio que Portugal vai enfrentar nas próximas semanas”.

Já Rui Marques, eleito formalmente como coordenador da PAR no acto eleitoral, mostrou-se satisfeito com o facto de “em menos de um mês e meio”, o tempo em que a Plataforma está em funcionamento, já estar em marcha “uma solução que convergirá com o esforço que o Estado português deve fazer”.

Aquele responsável salientou ainda que o acolhimento e a integração dos refugiados “não é simplesmente uma questão logística”.

“É muito mais do que isso, é uma questão civilizacional, e para isso o papel das instituições de ensino superior tem a maior importância”, frisou Rui Marques, referindo-se ao facto de muitas instituições educativas já terem aderido ao projecto.

A Comissão executiva da PAR vai integrar o padre José Batista (CNIS); a Irmã Irene Guia, da Congregação das Escravas do Sagrado Coração; André Costa Jorge, do Serviço de Apoio aos Refugiados; o padre José Manuel Pereira de Almeida, como representante da Conferência Episcopal Portuguesa; e Eugénio Fonseca, da Cáritas Portuguesa.

No total, 115 entidades nacionais manifestaram interesse em ser “anfitriãs” de famílias mais carenciadas, no âmbito da actual crise de refugiados que está a bater à porta da Europa, das quais 68 vão sê-lo no imediato.

Nesta primeira fase, o número global de refugiados a atender será de 420 pessoas e um total de 85 famílias.

Às entidades anfitriãs será pedido um trabalho em “seis áreas de apoio”, durante um período de dois anos: assegurar aos refugiados alojamento autónomo, alimentação e vestuário, a aprendizagem da língua portuguesa, o apoio no acesso à educação, à saúde e à integração laboral.

No quadro das regiões portuguesas que vão receber mais refugiados, no âmbito do projecto da PAR, Lisboa é até agora o território com mais oferta de alojamento para os refugiados, com 111 pessoas, seguido de Setúbal (78), Porto (53) e Braga (39).

 

 

COIMBRA

 

EXPOSIÇÃO DO CORPO

DA RAINHA SANTA

 

O presidente da Confraria da Rainha Santa Isabel disse que o túmulo da Rainha Santa vai ser aberto em Julho de 2016 e a mão exposta à veneração dos fiéis.

 

“Foi com toda alegria que o senhor bispo de Coimbra acedeu ao nosso pedido e o túmulo será aberto e a mão ficará exposta à veneração dos fiéis do dia 1 a 13 de Julho de 2016”, informou António Rebelo no passado dia 17 de Outubro, em Alenquer, à margem da apresentação do Congresso Internacional do Espírito Santo.

O presidente da Confraria da Rainha Santa referiu que “em ocasiões especiais” a Mesa da Confraria pede ao bispo diocesano a autorização para que “a veneranda mão da Rainha Santa seja exposta à veneração dos fiéis” e o túmulo seja aberto, o que acontecerá em 2016 quando se assinalam 500 anos da beatificação da Rainha Santa Isabel e se celebra o Jubileu do Ano da Misericórdia.

A última vez que a mão da Rainha Santa foi exposta à veneração dos fiéis foi em 2012, por ocasião da celebração da primeira abertura do túmulo, e anteriormente tinha sido no ano 2000 pela celebração do Ano Jubilar.

Para António Rebelo, a abertura do túmulo é uma forma de os fiéis se “sentirem mais próximos” da Rainha Santa Isabel, com o desafio de a procurarem imitar “nas diversas dimensões da sua vida”.

 

 

ALENQUER

 

FAMÍLIA FRANCISCANA EM PORTUGAL

 

O padre Vitor Melícias afirmou que o dicionário Família Franciscana em Portugal mostra que o franciscanismo é um “movimento plural” e um carisma que se concretiza na “diversidade de instituições”, sublinhando a importância da “ecologia da fraternidade”.

 

O dicionário Família Franciscana em Portugal, com direcção de José Eduardo Franco e edição da Lucerna, tem 31 entradas, correspondentes às “Ordens e outras formas de Vida Consagrada” inspiradas em São Francisco de Assis que existem em Portugal.

“Esta obra vem num momento oportuno porque estamos a preparar a celebração da chegada dos primeiros franciscanos a Portugal, em 1216 ou 1217, primeiro em Guimarães e Alenquer, depois em Coimbra e Lisboa”, lembrou o padre Vitor Melícias.

Para o ministro provincial da Ordem dos Frades Menores, a obra, realizada por bons historiadores e coordenada por bons especialistas, reforça a “consciência da importância de uma mensagem de paz e bem, da ecologia da fraternidade, da opção preferencial pelos pobres”.

O dicionário Família Franciscana em Portugal, que divulga artigos científicos sobre os vários ramos da Família Franciscana, foi apresentado no passado dia 17 de Outubro, em Alenquer, durante a sessão de lançamento do Congresso Internacional do Espírito Santo.

 

 

PORTO

 

ACEGE:

COMPROMISSO PAGAMENTO PONTUAL

 

O secretário-geral da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) disse que a adesão da Câmara Municipal do Porto ao Compromisso Pagamento Pontual, firmada no passado dia 21 de Outubro, reforça o trabalho que têm desenvolvido e a “importância de pagar a horas”.

 

“Esta adesão é mais um reforço para a importância de pagar a horas. A Câmara Municipal do Porto é uma das edilidades com melhor prazo de pagamento em Portugal e fazia todo o sentido pela sua história e prática diária de pagamentos aderir a este compromisso”, disse Jorge Líbano Monteiro.

A cerimónia foi presidida pela vice-presidente da autarquia, Guilhermina Rego, e realizou-se nos Paços do Concelho do Porto.

O secretário-geral da ACEGE destacou que a Câmara Municipal do Porto “paga a quatro dias, o que é um número extraordinário” e conta que foram ainda escolhidas “mais 10 empresas” que se juntaram às “568 empresas” que já aderiram.

Para o responsável este número global é “bastante relevante e interessante”, mas revela o objectivo de conseguir “envolver, numa primeira fase, 1000 empresas”.

“Cada empresa mobiliza outras e pode-se gerar um efeito de bola de neve de pessoas que cumprem os seus pagamentos e levam outras a cumprir e a aderir a esta rede”, observou.

Com o projecto Compromisso Pagamento Pontual, os empresários e gestores católicos pretendem encontrar um amplo conjunto de empresas, autarquias e organizações que “assumam de forma voluntária” o acordo de pagar a horas, criando um “círculo virtuoso de pagamentos” que vai “combater a generalidade” com que normalmente são feitos em Portugal e “afectam fortemente a economia”.

“As empresas aderentes têm de ser reavaliadas, interessa perceber se estão a cumprir todos os anos e garantir que realmente pagam a horas porque o objectivo é ter empresas que pagam e não o compromisso de empresas que dizem que pagam”, esclarece o entrevistado.

 

 

PORTO

 

DUAS OBRAS SOBRE

PADRE AMÉRICO

 

Quando decorre, na diocese do Porto, o processo de beatificação do fundador da Obra da Rua, foram lançadas, no passado dia 23 de Outubro, duas obras sobre o Padre Américo.

 

Da autoria de Henrique Manuel Pereira, docente da Universidade Católica Portuguesa – Pólo do Porto, as obras têm por título «Padre Américo – Frei Junípero no Lume Novo» e «Raízes do Tempo – À Volta de Padre Américo».

Na primeira obra, o autor reúne os escritos, até agora inéditos em livro, do seminarista Américo Monteiro de Aguiar, publicados na revista dos alunos do Seminário Maior de Coimbra, “Lume Novo”.

Já no segundo, compila vários textos e entrevistas sobre o Padre Américo, realizadas a personalidades como D. Eurico Dias Nogueira, D. António Marcelino e aos padres Carlos Galamba e António Baptista, membros da Obra da Rua.

Reconhecido como uma das figuras “mais eminentes da sociedade e da Igreja portuguesa do século XX”, o Padre Américo dedicou a sua vida aos mais pobres, especialmente os jovens em risco, acolhidos nas Casas do Gaiato, e, ainda, aos doentes incuráveis.

 

 

SETÚBAL

   

ORDENAÇÃO DO NOVO BISPO

 

No passado domingo 25 de Outubro, foi ordenado e tomou posse como Bispo de Setúbal D. José Ornelas Carvalho, de 61 anos, que foi Superior Geral dos Dehonianos de 2003 a 2015.

 

Presidiu à ordenação episcopal o Cardeal Patriarca D. Manuel Clemente e foram Bispos consagrantes o anterior Bispo de Setúbal D. Gilberto Canavarro dos Reis e o Bispo de Angra do Heroísmo (Açores) D. António de Sousa Braga, também pertencente à Congregação do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos). 

Na sua homilia, o Patriarca de Lisboa recordou que “a assembleia sinodal dos bispos, hoje concluída em Roma, sublinhou nas famílias o lugar primeiro desta aprendizagem essencial, de sermos uns dos outros e uns para os outros, homens e mulheres, novos e velhos, saudáveis ou enfermos. Por isso mesmo, a família crente é «Igreja doméstica». Por isso também, alarga-se na comunidade cristã, como «família de famílias», ensaio e fermento do que a sociedade em geral há de ser, especialmente para quem esteja excluído e só.

“A pessoa do Senhor D. José Ornelas, «pai» agora desta grande família diocesana de Setúbal, garante-vos que assim será para vós e convosco para todos. Depois dum generoso e fecundo ministério como sacerdote do Sagrado Coração de Jesus, das responsabilidades locais às provinciais e gerais, dispunha-se a partir para a missão em África, com renovado entusiasmo. Mas, quando o Papa Francisco lhe indicou Setúbal, não hesitou em beber aqui o mesmo cálice que o esperaria além”.

 

 

PORTALEGRE

 

A PREPARAÇÃO PARA O MATRIMÓNIO,

UMA PRIORIDADE DO SÍNODO DOS BISPOS

 

O presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família, D. Antonino Dias, Bispo de Portalegre e Castelo Branco, refere a “preparação mais insistente e permanente para o matrimónio” como uma das prioridades do Sínodo dos Bispos que decorreu no Vaticano de 4 a 25 de Outubro passado.

 

“É uma área onde precisamos de investir muito, porque muita gente aproxima-se do sacramento sem fazer ideia do que isso é. Não podemos supor, temos de formar”, disse o bispo.

Depois de ter participado nas três semanas de trabalho da assembleia sinodal sobre a vocação e a missão da família, o prelado sustenta que os debates “não foram para ganhar ou perder”, mas para procurar “caminhos de pastoral”. “Não é tanto na doutrina, mas como levar a doutrina à prática”, precisa.

A este respeito, D. Antonino sublinha a importância de acompanhar quem faz a opção de casar e “reestruturar a preparação para o Matrimónio. “Esse é o grande desafio. As pessoas não podem aproximar-se para celebrar um sacramento sem saberem o que ele implica, sem essa consciência. E não só o sacramento, mas saber que têm de fazer da família uma comunidade de vida e de amor”, assinala.

O bispo de Portalegre defende que o mais importante é que “as pessoas sejam felizes” e, assim, entendam que a indissolubilidade matrimonial “não é um jugo, é um dom”.

O prelado admite que nem sempre tem sido possível fazer uma preparação “remota” para o Matrimónio, pelo que muitos noivos chegam à Igreja sem saber o que vão fazer. “Tem de haver aí uma pedagogia muito importante”, reforça.

 

 

FÁTIMA

 

V CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE SANTA TERESA:

ENCERRAMENTO

 

Dois congressos, um musical e uma peregrinação marcaram o encerramento das celebrações do V Centenário do nascimento de Santa Teresa de Jesus.

 

Depois de termos realizado um vasto programa de actividades de que este Boletim de Espiritualidade foi dando conhecimento, clausurámos o V Centenário do Nascimento de Santa Teresa de Jesus com uma peregrinação de toda a família carmelita e teresiana a Fátima; um Congresso, intitulado «Às voltas com Deus», nos dias 16 a 18 de Outubro, que contou com 270 participantes; um belíssimo Musical Teresiano com uma grande moldura humana no Centro Paulo VI, no dia 18, coroou estas duas actividades de largo alcance.

Nos dias 22 a 24 de Outubro, os Carmelitas Descalços ainda realizaram mais um Congresso sobre a «Reforma Teresiana em Portugal», a pensar sobretudo nos académicos e investigadores sobre temáticas carmelitas e teresianas em Portugal. Com um total de 60 participantes dos quais 7 foram conferencistas, 24 apresentaram comunicações e 7 foram moderadores de mesa, na maioria nacionais mas também com contributos do Brasil, Espanha e Itália, este Congresso evidenciou de forma clara o quanto o espírito de Teresa de Jesus se enraizou em Portugal e nas terras de missão por onde os e as carmelitas descalços/as se aventuraram.

Um Documentário sobre a presença da Ordem dos Carmelitas Descalços em Portugal e o lançamento do livro «Retábulos da Ordem dos Carmelitas Descalços» completaram a riqueza deste Congresso histórico.

Todos estes conteúdos das diferentes actividades serão lançados na secção multimédia do site www.carmelitas.pt

Boletim de Espiritualidade

1 de Novembro de 2015

Ordem dos Carmelitas Descalços

 

 

 

LISBOA

 

NOVA PASTORAL DO TURISMO

 

No passado dia 28 de Outubro foi apresentado no Mosteiro dos Jerónimos o relançamento da Pastoral do Turismo do Patriarcado de Lisboa.

 

 O Cardeal Patriarca explicou que a Pastoral do Turismo “é uma obrigação em termos de evangelização e missão; agora façamos de uma razão histórica uma actualidade e responsabilidade do presente. Evangelizar é transmitir o que recebemos de Jesus Cristo que nos faz bem e temos de oferecer aos outros.

Neste contexto, D. Manuel Clemente destaca que no patriarcado existe muita “memória acumulada”, um património que “precisa de ser lido, transmitido e traduzido” na expressão mediática e no seu significado.

Por sua vez, o director da Pastoral do Turismo destacou as razões para se apostar neste serviço, que ressurge no contexto dos 300 anos da elevação da diocese a patriarcado: por exemplo, em 2014, a região de turismo de Lisboa teve mais de 5 milhões de turistas, disse o padre Mário Rui Leal Pedras; a presença maior é de Espanha, com cerca de 500 mil visitantes; o Mosteiro dos Jerónimos rebenta pelas costuras e a Sé é o segundo lugar mais visitado.

No espaço de um ano pretende-se ter um conjunto de produtos turísticos que seja expressão da Igreja de Lisboa “na sua dimensão sinodal de acolher e de Igreja de portas abertas”.

O primeiro produto apresentado foi o “Guia das Igrejas de Lisboa Cidade”, o primeiro de quatro que ainda vão contemplar a região ocidental e oriental da cidade e o norte, o Oeste, “até Setembro de 2016, no Dia Mundial do Turismo”.

Por sua parte, o director do Museu Nacional de Arte Antiga, António Filipe Pimentel, considerou fundamental a capacidade da Igreja em acolher e oferecer, mais do que a beleza, também uma mensagem.

“Primeiro, porque a Igreja é responsável pelo património que guardou e é da sua curadoria, mas pertence à comunidade inteira”, explicou; depois, porque a sua natureza católica “pensa na comunidade inteira”.

Com uma mensagem, “por natureza ecuménica”, destina-se a crentes e não crentes, “seja num caminho da fé ou simplesmente ético, filosófico, entre outros”, acrescentou o padre Mário Rui, destacando ainda a “capacidade de preservar, reabilitar e deixar às gerações futuras um legado”.

 

 


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