aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

ESPANHA

 

PRÉMIO PARA

ORDEM DE SÃO JOÃO DE DEUS

 

No passado dia 2 de Setembro, foi concedido à Ordem Hospitaleira de São João de Deus o Prémio Princesa das Astúrias, na categoria Concórdia, “como reconhecimento por um exemplar trabalho assistencial desenvolvido ao longo de cinco séculos”.

 

O veredicto do júri continuava: “Presente em mais de 50 países centra-se, nos difíceis momentos em que hoje vive o mundo, em questões tão sensíveis como a epidemia de ébola, as crises migratórias e, em geral, a protecção das pessoas mais desfavorecidas e em risco de exclusão”.

A Ordem Hospitaleira de São João de Deus, vocacionada para a hospitalidade e a humanização da assistência, foi fundada em Granada em 1953 por João Cidade, de Montemor-o-Novo, futuro S. João De Deus, que estabeleceu o primeiro hospital dedicado à atenção de enfermos pobres, financiado com donativos. Ao finalizar o séc. XVI tinham-se criado mais de 50 centros hospitalários, principalmente em Espanha e Itália. Continuou a sua expansão pelas colónias espanholas na América e pela Europa (ao finalizar o séc. XVIII contava com 256 centros). No séc. XIX produz-se o máximo desenvolvimento na América Latina e no séc. XX expande-se pela África, Ásia e Oceânia. Os Hospitalários foram os primeiros em inaugurar um centro de cuidados paliativos na China, em 2004. Na actualidade a Ordem presta assistência cada ano a 27 milhões de pessoas.

Com a adaptação do seu trabalho às necessidades de cada época, a Ordem Hospitaleira manteve a solidez do seu serviço, em particular nos cuidados paliativos, realizando um especial esforço durante a epidemia de ébola declarada em vários países da África em 2014.

 

 

ÁFRICA DO SUL

 

MÁRTIR DA BRUXARIA,

PRIMEIRO BEATO SUL-AFRICANO

 

Após a oração do Angelus, no domingo 13 de Setembro, o Papa Francisco anunciou aos peregrinos presentes na Praça São Pedro que nesse mesmo dia, na África do Sul, era beatificado Samuel Benedict Daswa, um pai de família assassinado em 1990 pela sua fidelidade ao Evangelho e que se tornou assim um mártir da Igreja.

 

“Na sua vida sempre demonstrou grande coerência, assumindo corajosamente atitudes cristãs e rejeitando costumes mundanos e pagãos”, disse Francisco, desejando que “o seu testemunho ajude especialmente as famílias a difundirem a verdade e a caridade de Cristo”.

Samuel Daswa nasceu em 1946 numa família pagã, em Mbahe, na província sul-africana de Limpopo, diocese de Tzaneen, sufragânea da arquidiocese de Pretória. Durante a adolescência, uniu-se a um grupo de catecúmenos e aos 17 anos foi baptizado, escolhendo o nome Benedict.

Tornou-se um pai amoroso de oito filhos. Trabalhou também no campo. Na sua horta, os pobres compravam sem ter dinheiro e os jovens trabalhavam para ganhar o que precisavam para pagar os seus estudos.

Benedict comprometeu-se no campo educacional: foi professor de ensino básico e depois director da escola primária local, catequista e animador da comunidade, guia e animador dos jovens durante os fins de semana e nas férias. Construiu um campo desportivo no povoado e treinou os jovens no futebol local.

Em Janeiro de 1990, começaram os problemas. Uma tempestade abateu-se sobre a área e muitas cabanas foram incendiadas por causas de uma série de raios, que os chefes do povoado interpretaram como uma maldição, fruto de bruxaria.

Decidiu-se então consultar um curandeiro para que, com as suas artes mágicas, encontrasse o responsável pela maldição e o expulsasse do povoado. O único a opor-se foi Benedict, que se esforçava por explicar aos habitantes do povoado a origem natural dos raios.

Visto como suspeito, foi vítima de uma emboscada feita por um grupo que o atacou armado de pedras e paus. Benedict conseguiu fugir e refugiar-se numa casa, mas pouco depois saiu espontaneamente para não comprometer a dona da casa.

Foi espancado sem piedade, apedrejado e escaldado. Antes de morrer, a mulher ouviu que rezava: “Senhor, nas tuas mãos encomendo o meu espírito”. Era o dia 2 de Fevereiro de 1990, ia fazer 44 anos.

Em 22 de Janeiro de 2015, o Papa Francisco autorizou a Congregação das Causas dos Santos a promulgar o decreto reconhecendo o seu martírio. No domingo 13 de Setembro passado, o Cardeal Angelo Amato presidiu a cerimónia da beatificação por encargo do Papa Francisco, em Tzaneen. Por sinal, o actual bispo da diocese é Mons. João Noé Rodrigues, natural de Cape Town.

 

 

MOÇAMBIQUE

 

UNIVERSIDADE CATÓLICA COMEMORA

20 ANOS DA SUA HISTÓRIA

 

No passado dia 14 de Setembro realizou-se na cidade da Beira a cerimónia de lançamento das comemorações dos 20 anos de existência da Universidade Católica de Moçambique (UCM).

 

Subordinada ao lema: “UCM 20 anos, promovendo a reconciliação e o desenvolvimento da sociedade moçambicana”, a sessão de abertura começou com a celebração da eucaristia, presidida por Dom Claudio Dalla Zuanna, Arcebispo da Beira e Chanceler da UCM. Dentre cânticos e muita dança que caracterizaram a Missa, o momento mais alto foi a soltura de 3 pombas brancas, que simbolizava um pedido para manutenção da paz e um convite para reconciliação e unidade nacional.

Seguiu-se um painel de intervenções: Dom Jaime Pedro Gonçalves, Arcebispo Emérito da Beira e Primeiro Chanceler da UCM, falou sobre o envolvimento da Igreja Católica no processo de criação da UCM. Joaquim Alberto Chissano, antigo Presidente da República de Moçambique, debruçou-se sobre a legalização da UCM, com maior enfoque para as motivações do então governo por ele presidido. Por fim, Afonso Dhlakama, líder do maior partido moçambicano na oposição (RENAMO), falou da UCM como promotora da expansão do acesso ao ensino superior fora da capital, em Moçambique.

Discursaram também o edil da Beira, Daviz Simango, e a governadora da província de Sofala, Maria Helena Taipo, que apelaram à Universidade a continuar as suas acções de promoção da cultura de reconciliação durante a formação académica, visando o desenvolvimento da sociedade moçambicana, tendo lançado também um apelo ao líder da Renamo e ao Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, para que se empenhem na manutenção da paz.

 

 

CUBA

 

MONUMENTO A S. JOÃO PAULO II

EM HOLGUÍN

 

No passado dia 21 de Setembro, o Papa Francisco visitou o monumento dedicado a São João Paulo II, em Holguín, terceira cidade de Cuba, e abençoou esta província oriental, terra natal de Fidel e Raúl Castro.

 

Na primeira visita de um Papa a esta cidade, Francisco esteve no átrio da Catedral de Santo Isidoro para prestar tributo a João Paulo II.

O santo polaco foi o primeiro pontífice a deslocar-se à ilha caribenha, em Janeiro de 1998, marcando o início de um novo relacionamento entre a Igreja Católica e o regime de Havana.

Depois de ter celebrado uma Missa para cerca de 150 mil pessoas, na Praça da Revolução “Calixto García Iñiguez”, Francisco deslocou-se à tarde para a chamada “Colina da cruz”, onde presidiu a uma breve cerimónia de oração e bênção da cidade de Holguín desde o grande crucifixo que ali se ergue.

Este é um local de particular veneração para a população local desde 1790, quando o frade franciscano Antonio de Alegría ali colocou uma cruz de madeira, para evitar epidemias e catástrofes naturais.

 

 

NIGÉRIA

 

DEBILITAR GRUPO BOKO HARAM

 

O arcebispo de Abuja considera que o Governo nigeriano deve oferecer uma “ampla amnistia aos jihadistas do Boko Haram” como estratégia para debilitar o grupo terrorista.

 

“Deve haver um compromisso: se eles abandonarem o Boko Haram, devem ser bem tratados. Isso irá incentivá-los a sair”, defendeu o cardeal John Onaiyekan.

À Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o prelado revelou acreditar que 80 por cento dos combatentes do grupo “não partilham a ideologia islamita” e a amnistia pode ser uma porta de saída.

O arcebispo de Abuja assinalou que a acção do Boko Haram, que pretende instaurar um califado, veio destruir o bom relacionamento “entre muçulmanos e cristãos nas áreas onde está mais activo”.

A AIS informa que o recém-eleito presidente Mohammadu Buhari pretende reforçar as acções militares contra o grupo terrorista, que começou a sua acção em 2009, envolvendo os países vizinhos do Chade, Camarões e Níger.

 

 

BRASIL

 

CONFEDERAÇÃO INTERNACUONAL

DAS MISERICÓRDIAS

 

Manuel de Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas, foi eleito presidente da Confederação Internacional das Misericórdias (CIM).

 

 Manuel de Lemos foi eleito para o próximo triénio no XI Congresso internacional que reuniu cerca de 800 pessoas, entre os dias 23 e 25 de Setembro, na cidade de São Salvador (Brasil).

Dar continuidade à estratégia da direcção cessante de estreitar as relações entre Portugal e Brasil é uma das prioridades para o novo mandato, mas o novo presidente da CIM quer estender este trabalho a outros continentes.

 Além das Misericórdias portuguesas, a nova direcção da CIM conta também com dirigentes de Misericórdias de Kiev, Paris, Luxemburgo, Roma, Luanda e Macau.

 O XI Congresso Internacional decorreu em paralelo com o XXV Congresso brasileiro das Santas Casas e hospitais filantrópicos, e ambos terminaram com um painel que reuniu a representante do Ministério da Saúde brasileiro, Lumena Furtado, e o Secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social português, Agostinho Branquinho.

 

 

ESTADOS UNIDOS

 

VERGONHA DO PAPA

PELOS ABUSOS SEXUAIS

 

Durante a sua viagem nos Estados Unidos, em Filadélfia, o Papa Francisco encontrou-se em privado com cinco vítimas de abusos sexuais por membros do clero.

 

No encontro com cerca de 300 bispos que participavam no Encontro Mundial das Famílias, o Santo Padre começou por referir a sua reacção.

“Tenho gravado no meu coração as histórias, o sofrimento e a angústia dos menores que foram abusados sexualmente por sacerdotes. Continua oprimindo-me a vergonha causada por pessoas que, tendo a seu cargo o cuidado daqueles pequenos, os violaram causando-lhes graves danos. Lamento-o profundamente. Deus chora.

“Os crimes e pecados dos abusos sexuais de menores não podem ser mantidos em segredo por mais tempo; comprometo-me a uma zelosa vigilância da Igreja para proteger os menores e prometo que todos os responsáveis prestarão contas.

“Os sobreviventes de abusos transformaram-se em verdadeiros arautos de esperança e ministros de misericórdia. Devemos a nossa humilde gratidão a cada um deles e às suas famílias pelo seu valor imenso de fazer brilhar a luz de Cristo sobre o mal que é o abuso sexual de menores.

“Digo isto porque acabo de encontrar um grupo de pessoas abusadas quando eram crianças, que são ajudadas e acompanhadas aqui em Filadélfia com um carinho especial pelo Arcebispo Mons. Chaput. E senti que tinha de vos comunicar isto”.

A reunião privada juntou três mulheres e dois homens que foram abusados quando eram crianças e são acompanhados pela Igreja Católica em Filadélfia, tendo conversado e rezado com Francisco, durante meia hora.

 

 

ETIÓPIA

 

PRIMEIRO AFRICANO

SUPERIOR GERAL DOS COMBONIANOS

 

No passado dia 30 de Setembro, foi eleito como novo Superior geral do Instituto dos Missionários Combonianos o sacerdote etíope Tesfaye Tadesse Gebresilasie, tornando-se o primeiro religioso africano a assumir este cargo.

 

O padre Tesfaye, que sucede ao padre Enrique Sánchez González, de quem era assistente geral, nasceu há 46 anos em Harar, a quarta cidade santa muçulmana, no leste da Etiópia.

Foi ordenado padre em 1995, depois de terminar o curso de teologia, em Roma, e passou dois anos no Egipto para aprender o árabe, antes de trabalhar quatro anos no Sudão.

Em 2001 regressou à Etiópia, onde foi eleito superior provincial em 2005 e presidiu à Associação de Superiores Maiores do seu país.

Os Missionários Combonianos celebravam o 18.º Capítulo Geral em Roma, desde 6 de Setembro, e foram recebidos pelo Papa no dia 1 de Outubro.

Esta congregação missionária internacional foi fundada em 1867 na cidade de Verona (Itália) por São Daniel Comboni; conta com mais de 1600 membros, a trabalhar na Europa, África, América e Ásia.

Os religiosos chegaram a Portugal em 1947. A primeira casa foi construída em Viseu; seguiram-se as de Vila Nova de Famalicão, Maia, Lisboa, Coimbra e Santarém.

Os Combonianos portugueses são 93: 70 padres e 23 irmãos. Editam as revistas “Além-Mar” e “Audácia” e o jornal “Família Comboniana”, dedicam-se à animação missionária das Igrejas locais, à pastoral juvenil e à promoção de vocações.

 

 

IRLANDA

 

CELEBRAÇÃO DO

“DIA PELA VIDA”

 

O Papa Francisco desejou que o “Dia pela Vida” (Day for Life) origine um novo reconhecimento de que o direito à vida é o “fundamento do desenvolvimento humano integral” e a medida de uma sociedade “compassiva”.

 

“Imitemos Deus, protejamos, tutelemos, defendamos cada vida humana, em particular as dos mais débeis e vulneráveis: doentes, idosos, nascituros, pobres e marginalizados”, escreveu o Papa, recordando os ensinamentos de São Francisco de Assis, na mensagem enviada aos bispos irlandeses.

A Irlanda celebrou o “Dia pela Vida” (Day for Life) no passado domingo 4 de Outubro, com o tema «Cultivar a vida, aceitar a morte», defendendo a dignidade da vida humana desde a concepção até à morte natural.

Por sua vez, os prelados irlandeses publicaram um documento onde destacaram “os notáveis progressos médicos e tecnológicos” que permitem que os doentes crónicos recebam tratamentos salva-vidas e pelos quais se deve estar agradecido.

Contudo, recordam que todos, “mais cedo ou mais tarde, devem morrer” e que esses progressos levaram a “decisões complexas sobre os tratamentos médicos adequados” às pessoas em fim de vida. Os bispos sugerem duas atitudes.

Primeira: “Amamos a vida porque cada pessoa é amada por Deus e cada vida é um dom precioso que nunca deve ser destruído ou descuidado. De facto, é um erro acelerar ou provocar a morte, porque Deus nos chamará no tempo devido”.

Segunda: A segunda atitude é “aceitar a morte”, o que significa que é necessário evitar a “obstinação terapêutica” quando os tratamentos “não fizerem efeito ou até prejudicarem os pacientes”.

Para os bispos irlandeses nestas situações é importante que as pessoas se guiem por duas questões: “Esta decisão ama a vida? E aceita a inevitabilidade da morte?”

“É preciso procurar responder que sim a ambas, porque a vida é um dom de Deus e a morte é uma porta de acesso a uma nova vida com Ele”, conclui o documento da Igreja na Irlanda pela celebração do Day for Life.

 

 

PAQUISTÃO

 

CONDENADO ASSASSINO DE GOVERNADOR

QUE DEFENDEU ASIA BIBI

 

O Supremo Tribunal confirmou no passado dia 7 de Outubro a condenação à morte de Mumtaz Qadri, assassino confesso do governador do Punjab, Salman Taseer, que defendera Asia Bibi.

 

O Supremo Tribunal afirma assim o valor da sentença do Alto Tribunal de Islambad, de Fevereiro deste ano, e da primeira instância do Tribunal antiterrorismo de Outubro de 2011.

Os advogados do homicida tinham apelado ao Supremo Tribunal, justificando o gesto dele como legítimo, pois o Paquistão é um país confessional muçulmano. Agora vão pedir a graça da vida ao Presidente da República.

Em 4 de Janeiro de 2011, Mumtaz Qadri, um dos guarda-costas do governador Salman Taseer, assassinou-o por este ser contra a “lei da blasfémia”, que prevê prisão perpétua ou a morte àqueles que profanam o Corão ou o nome do profeta Maomé. Qadri reivindicou o homicídio, por o governador se ter manifestado a favor de Asia Bibi, a mãe cristã acusada de ter ofendido o profeta. Por isso foi exaltado como herói nacional.

Peter Jacob, director do Centro de justiça social, referiu a AsiaNews: “Nós esperávamos este resultado, embora sendo católicos e activistas pelos direitos humanos não aprovamos a pena de morte. A decisão mostra que o Supremo Tribunal é independente e livre de influências fundamentalistas”.

Segundo o Supremo Tribunal, criticar a “lei da blasfémia” – como fez Taseer – não o torna culpável de blasfémia.

 

 

TUNÍSIA

 

PRÉMIO NOBEL DA PAZ

 

O director nacional das Obras Missionárias Pontifícias da Tunísia, padre Jawad Alamat, saudou no passado dia 9 de Outubro a atribuição do Prémio Nobel da Paz 2015 ao “Quarteto de Diálogo” deste país africano.

 

“A Tunísia demonstra que é possível a democracia no mundo árabe muçulmano”, declarou o responsável, em declarações à Agência Fides, do Vaticano.

A Academia Sueca anunciara que atribuíra o Prémio Nobel da Paz de 2015 ao “Quarteto de Diálogo para a Tunísia”, uma coligação de organizações da sociedade civil, distinção que pretende ser “um elemento encorajador” para todos os tunisinos e “uma inspiração para todos os que aspiram à democracia na Tunísia, Norte de África e no resto do mundo”.

Segundo o padre Jawad Alamat, este prémio é “um sinal forte lançado ao resto do mundo árabe e à própria Europa, porque demonstra que num país árabe, apesar de todos os obstáculos criados pelo terrorismo e pelas condições sociais e económicas, é possível ter um debate pacífico por meio do diálogo e do respeito recíproco”, acrescentou.

O Quarteto, formado no Verão de 2013, inclui a União Geral dos Trabalhadores da Tunísia, a Confederação de Indústria, Comércio e Artesanato da Tunísia, a Liga dos Direitos Humanos da Tunísia e a Ordem Nacional dos Advogados da Tunísia.

Para o Comité Nobel, as quatro instituições criaram um processo político alternativo e pacífico numa altura em que o país estava à beira de uma guerra civil.

 

 

LÍBANO

 

APOIAR REFUGIADOS

PERTO DOS PAÍSES DE ORIGEM

 

No passado dia 22 de Outubro, o presidente da Cáritas Portuguesa assinou um protocolo com a congénere do Líbano para assegurar a alimentação a 150 famílias, apoiar nos cuidados de saúde aos refugiados e investir na escolarização das crianças.

 

“Esta iniciativa, embora seja protagonizada pela Cáritas, faz parte da Plataforma de Apoio aos Refugiados, que foi em boa hora criada em Portugal. Vamos nós acompanhar a execução deste investimento que aqui nos comprometemos a fazer, sabendo nós que os portugueses hão-de apoiar-nos na angariação dos meios para podermos levar a bom porto este compromisso”, disse Eugénio Fonseca.

O protocolo tem por objectivo “assegurar o apoio alimentar a 150 famílias, cerca de 700 pessoas, durante 6 meses”, apoiar na saúde, uma “área muito forte que a Cáritas do Líbano tem em termos de intervenção na sociedade” e ajudar no “investimento da escolarização das crianças”, explicou o presidente da Cáritas Portuguesa.

Para Eugénio Fonseca, interessa que “as pessoas se mantenham geograficamente mais perto do país de origem”, porque querem que “a guerra acabe” para regressar às suas terras.

“Tenhamos todos consciência de que ajudando nestes países, onde estão mais próximos do que é seu, a ajuda será mais eficaz, o que não invalida que abramos o nosso coração para termos uma boa integração dos que chegarem a Portugal”, sublinhou o presidente da Cáritas Portuguesa

Eugénio Fonseca disse ainda que os responsáveis da Cáritas no Líbano dizem que cada país europeu deve acolher o número de refugiados que “tiver possibilidade”.

“Fomos alertados para isso: devemos acolher os que tivermos possibilidade e sobretudo investirmos muito nas famílias que estão nas fonteiras, sobretudo da Síria, para que não se afastem muito e, assim que a paz regresse, possam também eles regressar aos seus países”, referiu.

O projecto “PAR Linha da Frente” tem o objectivo de apoiar os refugiados que se fixam nas fronteiras próximas dos seus países de origem e é operacionalizado pela Cáritas Portuguesa e pelo Jesuit Refugee Service Portugal.

 

 

FILIPINAS

 

CONGRESSO EUCARÍSTICO INTERNACIONAL

 

No passado dia 27 de Outubro, foi apresentado no Vaticano, em conferência de imprensa, o Congresso Eucarístico Internacional que tem como tema “Cristo em vós, a esperança da glória” e se realiza na Arquidiocese de Cebu, de 24 a 31 de Janeiro de 2016.

 

“Nos últimos anos, a Ásia tornou-se um dos grandes motores do crescimento global económico e social”, disse o arcebispo de Cebu, que acolhe o evento, destacando a importância de ter escolhido a Ásia e em concreto as Filipinas para a realização deste congresso.

Contudo, Mons. José Palma constatou que, do ponto de vista religioso, a Ásia continua a ser um continente que tem de ser evangelizado, “onde a Igreja Católica é uma pequena minoria, apesar de ser o continente onde Jesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou”.

O 51.º Congresso Eucarístico Internacional poderia tornar-se “um espelho da Igreja asiática”, considera o arcebispo de Cebu, adiantando que podia reflectir a forma “como a Igreja Católica realiza a evangelização”.

Por sua vez, o presidente do Comité para os Congressos Eucarísticos Internacionais desenvolveu esta questão e observou que a mensagem do Evangelho e “da fé em Jesus”, professada pelas comunidades cristãs, “são importantes e necessários para a Ásia”.

Segundo D. Piero Marini, o programa é efectivamente de diálogo com “as culturas, tradições religiosas e populações pobres”, de forma natural e óbvia.

 “O documento reitera que a Eucaristia é fonte e ápice da missão da Igreja e identifica o valor acrescentado oferecido pela celebração da Eucaristia para uma missão empenhada em crescer essas enzimas do diálogo, da reconciliação, da paz e do futuro de que a Ásia está sedenta”, desenvolveu o presidente do Comité.

Com o tema “Cristo em vós, a esperança da glória”, o Congresso conta com a participação de 20 cardeais, 50 bispos de outras nacionalidades e, pelo menos, 100 bispos filipinos que se vão reunir para a Assembleia Plenária da sua conferência episcopal, também em Janeiro de 2016.

O Congresso Eucarístico Internacional vai ser precedido por um Simpósio Teológico, de 20 a 22 Janeiro e o programa completo pode ser consultado no sítio online oficial em: www.iec2016.ph.

 

 

ITÁLIA

 

ASSEMBLEIA EUROPEIA DE

RELIGIONS FOR PEACE

 

O Presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Interreligioso, Cardeal Jean-Louis Tauran, desafiou os líderes das diferentes religiões a empenharem-se na construção de um clima de paz e confiança na Europa.

 

“Nenhum líder religioso pode ignorar a cultura da desumanização e da violência ou pregá-la e apoiá-la”, disse o cardeal numa mensagem dirigida aos participantes da Assembleia Europeia das Religions for Peace, que decorreu em Castel Gandolfo, de 28 de Outubro a 2 de Novembro, subordinada ao tema “Acolhendo-nos uns aos outros na Europa: do medo à confiança”.

Na sua missiva, o Cardeal Jean-Louis Tauran deixa aos responsáveis religiosos presentes algumas interpelações acerca do papel que devem ter na sociedade europeia actual.

“Como podemos passar da discriminação ao respeito, da inimizade à amizade, da polarização à solidariedade, de um estilo de vida auto-suficiente e desinteressado, de uma cultura do usar e deitar fora, para uma cultura de cuidado pelo outro, da confrontação ao encontro e ao diálogo?”.

 O programa da assembleia em Castel Gandolfo enunciava os desafios que se colocam hoje no Velho Continente, desde “o medo de perder a identidade que conduz ao radicalismo e fundamentalismo”, passando pela “intolerância crescente para com as diferentes religiões e minorias”, e a “onda de migração forçada pelas guerras, os regimes ditatoriais e a crise ecológica”.

O Cardeal exortava os líderes religiosos europeus a trabalharem em conjunto “em prol da justiça e da paz”.

“Dado que temos um património espiritual tão grande, colaboremos para dar remédio a estes males sociais e culturais, através do diálogo e da cooperação”, exortou.

 

 

SUÍÇA

 

PILOTO MICHAEL SCHUMACHER

CONTINUA A LUTAR

 

O presidente da Federação Internacional do Automóvel, o francês Jean Todt, revelou no passado domingo 1 de Novembro que o ex-piloto alemão Michael Schumacher, sete vezes campeão mundial de Fórmula 1, “continua a lutar”, após o grave acidente de há quase dois anos.

 

Schumacher sofreu um grave acidente de esqui a 29 de Dezembro de 2013, que o deixou em coma, uma situação da qual apenas saiu em Junho de 2014.

Em Setembro do mesmo ano Schumacher foi transferido do hospital onde se encontrava internado, para prosseguir a reabilitação em casa.

Em Novembro de 2014, o antigo piloto Philippe Streiff, que também se encontra numa cadeira de rodas, veio revelar que Schumacher não consegue falar, está paralisado e tem problemas de memória.

“O Michael era e continua a ser um grande amigo”, disse agora Jean Todt, antes do início do Grande Prémio do México em Fórmula 1.

Todt revelou que o antigo campeão mundial, que costuma visitar, continua a ser acompanhado pela família.

Jean Todt, que foi director de Schumacher na Ferrari, salientou o esforço que o ex-piloto e família têm feito.

“Vejo o Michael com frequência e posso dizer: o Michael continua a lutar. E a família continua a lutar ao lado dele”, salientou o presidente da FIA, dizendo que por vezes as pessoas tendem a esquecer as coisas espantosas que o ex-piloto conquistou.

 


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