S. João Baptista

Missa do Dia

24 de Junho de 2005

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Os povos proclamam a sabedoria, M. Simões, NRMS 59

Jo 1, 6-7; Lc 1,17

Antífona de entrada: Apareceu um homem enviado por Deus, que tinha o nome de João. Ele veio para dar testemunho da luz e preparar o povo para a vinda do Senhor.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos hoje o Nascimento de S. João Baptista, o último e o maior dos Profetas. Foi grande aos olhos do Senhor e cheio do Espírito Santo desde o seio materno. Muitos se alegraram com o seu nascimento. «Entre os filhos de mulher, ninguém foi maior que S. João Baptista» – foi o elogio que dele fez o próprio Jesus Cristo; a acrescentou: «Mas o menor do Reino de Deus é maior que ele».

Demos graças a Deus por este grande santo e louvemos o Senhor pelas maravilhas do seu amor por nós.

 

Oração colecta: Senhor, que enviastes São João Baptista a preparar o vosso povo para a vinda do Messias, concedei à vossa família o dom da alegria espiritual e guiai o coração dos fiéis no caminho da salvação Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A leitura que vamos ouvir refere-se ao anúncio do Profeta Isaías que se refere a Cristo como «Luz das Nações». A Liturgia aplica este texto a João Baptista que veio, como precursor de Jesus, para dar testemunho da luz.

 

Isaías 49, 1-6

1Terras de Além-Mar, escutai-me povos de longe, prestai atenção. O Senhor chamou-me desde o ventre materno, disse o meu nome desde o seio de minha mãe. 2Fez da minha boca uma espada afiada, abrigou-me à sombra da sua mão. Tornou-me semelhante a uma seta aguda, guardou-me na sua aljava. 3E disse-me: «Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória». 4E eu dizia: «Cansei-me inutilmente, em vão e por nada gastei as minhas forças». 5Mas o meu direito está no Senhor e a minha recompensa está no meu Deus. E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe restaurar as tribos de Jacob e reconduzir os sobreviventes de Israel. Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor e Deus é a minha força. 6Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Farei de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».

 

Este texto é o II Cântico do Servo de Yahwéh. O sentido profundo desta passagem visa o Messias, Luz das nações (v. 6; cf. Lc 2, 32). No entanto, temos aqui, como tantas vezes na Liturgia, uma adaptação deste texto a outra figura que não é o Messias, mas o seu Precursor, João Baptista. Joga-se, portanto, com o sentido acomodatício, que não é um sentido propriamente bíblico; é um sentido que nós pomos na Sagrada Escritura, tendo em conta uma certa semelhança de fundo ou meramente verbal. Aqui trata-se suma «acomodação real ou por extensão», pois há uma grande semelhança de fundo entre o texto e o que realmente se passou com o Baptista: v. 1b – Chamado antes do nascimento (cf. Lc 1, 13-17); v. 1b – Santificado no ventre materno (cf. Lc 1, 15.41-44); Chamado antes do nascimento (cf. Lc 1, 13-17); 1b – Santificado no ventre materno (cf. Lc 1, 15.41-44); 2 – Pregador intrépido das exigências divinas (cf. Mt 3, 7-10; 14, 4); 5-6 – Reconduz Israel a Deus e restaura o Povo (cf. Lc 1, 16-17; 3, 1-20.

 

Salmo Responsorial    Sl 138 (139), 1-3.13-14ab.14c-15 (R. 14a)

 

Monição: Demos graças a Deus que tão admiravelmente nos criou no seio da nossa mãe.

 

Refrão:        eu vos dou graças, senhor,

                     porque admiravelmente me criastes.

 

Senhor, Vós conheceis o íntimo do meu ser:

sabeis quando me sento e quando me levanto;

de longe penetrais o meu pensamento,

Vós me vedes quando caminho e quando descanso;

observais todos os meus passos.

 

Vós formastes as entranhas do meu corpo,

e me criastes no seio de minha mãe.

Eu vos dou graças,

por me haverdes feito tão maravilhosamente;

admiráveis são as Vossas obras.

 

Vós conhecíeis já a minha alma,

e nada do meu ser Vos era oculto,

quando secretamente era formado,

modelado nas profundezas da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo recorda aos cristãos de Antioquia da Pisídia que «ainda Jesus não havia aparecido, já tinha João Baptista proclamado um baptismo de penitência a todo o povo de Israel».

 

Actos dos Apóstolos 13, 22-26

Naqueles dias, Paulo falou deste modo: 22«Deus concedeu aos filhos de Israel David como rei, de quem deu este testemunho: ‘Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará sempre a minha vontade’. 23Da sua descendência, como prometera, Deus fez nascer Jesus, o Salvador de Israel. 24João tinha proclamado, antes da sua vinda, um baptismo de penitência a todo o povo de Israel. 25Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: ‘Eu não sou quem julgais mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés’. 26Irmãos, descendentes de Abraão e todos vós que temeis a Deus: a nós é que foi dirigida esta palavra de salvação».

 

A leitura é tirada do discurso de São Paulo em Antioquia da Pisídia, por ocasião da primeira grande viagem, o primeiro discurso querigmático do Apóstolo a ser registado nos Actos dos Apóstolos. Corresponde a um modelo primitivo, mas a redacção de Lucas tem presente certamente os seus leitores, a quem se dirige ao redigir a sua obra.

24-25 «João dizia». Breve referência à substância da pregação do Baptista: a preparação do povo para receber bem o Messias que ele anunciava. Mas a santidade de João era tão grande e impressionante que ele precisou de deixar bem claro que «eu não sou aquilo que julgais», pois o tinham como o Messias (cf. Jo 1, 20-30; 3, 25-30).

 

Aclamação ao Evangelho       cf. Lc 1. 76

 

Monição: Com grande surpresa para toda a família, Zacarias pede uma placa e à pergunta sobre que nome lhe irão dar ao filho, ele responde por escrito: «João é o seu nome». Assim lhe tinha mandado o Anjo do Senhor.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo,

irás à frente do Senhor a preparar os seus caminhos.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 57-66.80

Naquele tempo, 57chegou a altura de Isabel ser mãe e deu à luz um filho. 58Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe tinha feito tão grande benefício e congratularam-se com ela. 59Oito dias depois, vieram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. 60Mas a mãe interveio e disse: «Não, Ele vai chamar-se João». 61Disseram-lhe: «Não há ninguém da tua família que tenha esse nome». 62Perguntaram então ao pai, por meio de sinais, como queria que o menino se chamasse. 63O pai pediu uma tábua e escreveu: «O seu nome é João». Todos ficaram admirados. 64Imediatamente se lhe abriu a boca e se lhe soltou a língua e começou a falar, bendizendo a Deus. 65Todos os vizinhos se encheram de temor e por toda a região montanhosa da Judeia se divulgaram estes factos. 66Quantos os ouviam contar guardavam-nos em seu coração e diziam: «Quem virá a ser este menino?». Na verdade, a mão do Senhor estava com ele. 80O menino ia crescendo e o seu espírito fortalecia-se. E foi habitar no deserto até ao dia em que se manifestou a Israel.

 

A leitura de hoje apresenta-nos o relato do nascimento do Precursor bem como da imposição do nome e circuncisão. Na vigília já se leu o anúncio do nascimento.

63 «O seu nome é João». Com grande surpresa para toda a família, o menino não recebe o nome do pai, ou, como era mais frequente, o do avô paterno, mas o nome anunciado pelo Arcanjo Gabriel: João, que quer dizer «Yahwéh concedeu uma graça». Do versículo anterior deduz-se que Zacarias estava mudo e surdo, pois lhe «perguntaram por sinais» (v. 62).

80 «E foi habitar no deserto». Não é crível que João tenha ido para o deserto ainda menino muito pequeno, como dizem os apócrifos, nem apenas pouco tempo antes da vida pública de Cristo. O facto de Lucas dizer logo neste momento que João foi para o deserto, corresponde a uma técnica da composição lucana, chamada técnica de eliminação: antes de passar a outro assunto, avança com coisas que se referem à pessoa de que está a falar, eliminando o que entrementes sucedeu, sem se preocupar da cronologia; assim se explica que a Virgem Maria não apareça no nascimento do Baptista, etc. João, tendo à sua frente uma carreira brilhante, pois era da classe sacerdotal, renuncia a ela, para levar uma vida recolhida e penitente, vida que havia de conferir grande autenticidade e autoridade à sua futura pregação. Não foi para um deserto arenoso, mas para uma zona pobre e árida, provavelmente a Noroeste do Mar Morto. Por ali se fixaram os essénios, concretamente a seita de Qumrã, dirigida pelos sacerdotes sadoquitas dissidentes do sacerdócio oficial de Jerusalém. Até que ponto manteve João contacto com estes essénios é coisa para nós desconhecida, ainda que provável.

 

Sugestões para a homilia

 

1. A humildade de João Baptista.

2. A austeridade de João Baptista.

3. A coragem de João Baptista.

1. A humildade de João Baptista.

«Eu não sou aquilo que suspeitais de mim. Mas olhai que, depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desapertar o calçado que traz nos pés» (2ª leitura da Missa do Dia).

Consciente da sua missão, S. João Baptista dirá também, referindo-se a Jesus Cristo: «Importa que Ele cresça e que eu diminua» (Jo 3, 30).

A humildade é o alicerce da santidade; é o fundamento da oração:«A humildade é a disposição necessária para receber gratuitamente o dom da oração: o homem é um mendigo de Deus» (Catec. da I. Cat., n.º 2559); «A humildade confiante repõe-nos na luz da comunhão com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo, bem como dos homens uns com os outros» (Idem, n.º 2631).

«Exercitai a humildade porque Deus resiste aos soberbos, porém dá a sua graça aos humildes» (1 Ped 5, 5).

«Dá-nos o auxílio da tua graça porque sem Ti nada pode a debilidade humana» (Liturgia).

2. A austeridade de João Baptista.

«João tinha um vestido de lã de camelo e um cinto de coiro à volta dos rins, e o seu alimento eram gafanhotos e mel silvestre» (Mt 3, 4).

O seu género de vida extremamente austera estava na linha de alguns profetas do Antigo Testamento e, de modo especial, do profeta Elias. Naquela região do deserto da Judeia, onde ele começou a pregar, a forma de vestir e o alimento que é indicado por S. Mateus constituem as maneiras mais elementares de subsistir. Com o seu próprio exemplo, João Baptista indica quais as disposições penitenciais necessárias para ir ao encontro de Cristo. A Liturgia cristã do Advento apresenta-nos João Baptista como exemplo de penitência e mortificação.

«Jesus impõe aos seus discípulos que O prefiram a tudo e a todos e propõe-lhes que renunciem a todos os seus bens por causa d'Ele e do Evangelho...O preceito do desapego das riquezas é obrigatório para entrar no Reino dos Céus» (Cate. I. C., n.º 2544).

A austeridade e temperança no uso dos bens terrenos, evitando qualquer apego às riquezas, é um meio eficaz para ordenar com rectidão os próprios afectos, de modo a não ser impedidos de avançar na perfeição da caridade.

«O Senhor lamenta-se dos ricos porque eles encontram a sua consolação na abundância dos bens» (Cat. I. C., nº 2547).

3. A coragem de João Baptista.

«Herodes prendera João, pusera-o a ferros e lançara-o numa prisão, por causa de Herodíade, mulher de Filipe, seu irmão. Porque João lhe dizia: 'Não te é lícito tê-la'» (Mt 13, 3-4).

S. João Baptista não hesita em repreender o comportamento imoral do tetrarca Herodes, cujas relações ilícitas estavam expressamente proibidas na Lei (Lev 18, 16; 20, 21) e eram escândalo notório para o povo.

Temos de ser «fortes na fé» (1 Ped 5, 9), em primeiro lugar mediante o conhecimento aprofundado do conteúdo da doutrina cristã, de modo a termos convicções profundas e um grande amor à verdade, usando bem a inteligência; em segundo lugar, por meio da oração; pode-se conhecer perfeitamente a Sagrada Escritura, pode-se ser instruído na Filosofia e na Teologia e, ao mesmo tempo, não ter fé ou vir a naufragar nela; porque só Deus é a nossa fortaleza. Por isso, S. Paulo nos recomenda, na linha do Evangelho: «Orai sem cessar» (1 Tess 5, 17). Com a graça do Senhor, tudo podemos; sem a sua graça, nada podemos.

 

 

Oração Universal

 

Na solenidade do precursor de Jesus,

roguemos, irmãos, pelas necessidades de todos os homens,

dizendo:

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

1.  Pelo Santo Padre,

por todos os Bispos, Sacerdotes e Diáconos,

pela Igreja de Cristo espalhada por toda a terra

e aqui também presente,

oremos, irmãos.

 

2.  Pela nossa pátria e pelos nossos governantes:

para que contem sempre com a ajuda de Deus

e sirvam o bem comum com generosidade e competência,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelas pessoas consagradas,

pelos lares cristãos e seus filhos,

pelos idosos e pelos que vivem sozinhos:

para que Deus os guarde na santidade do seu amor,

os alegre com a sua luz

e lhes conceda a firme esperança do reino futuro,

oremos, irmãos.

 

4.  Por todos nós aqui reunidos,

pelas nossas famílias e por todos os membros da nossa comunidade,

para que aprendamos de S. João Baptista a austeridade evangélica,

e sejamos um povo em marcha para Deus,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelos defuntos da nossa comunidade e do mundo inteiro:

para que, purificados das sua faltas,

possam contemplar na eternidade o rosto de Cristo,

oremos, irmãos.

 

Ó Deus, Pai todo-poderoso e eterno,

atendei as súplicas do vosso povo;

e já que, por misericórdia,

nos deste a conhecer o amor de vosso Filho,

por intercessão de S. João Baptista,

fazei-nos gozar plenamente dos seus dons.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Queremos ver transformados, Az. Oliveira, 17

 

Oração sobre as oblatas: Trazemos ao altar, Senhor, os nossos dons para celebrarmos condignamente o nascimento de São João Baptista, que anunciou a vinda do Salvador do mundo e O mostrou já presente no meio dos homens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio

 

A missão do Precursor

 

v. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Demos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.

Ao celebrarmos hoje a glória do Precursor, São João Baptista, proclamado o maior entre os filhos dos homens, anunciamos as vossas maravilhas: antes de nascer, ele exultou de alegria, sentindo a presença do Salvador; quando veio ao mundo, muitos se alegraram pelo seu nascimento; foi ele, entre todos os Profetas, que mostrou o Cordeiro que tira o pecado do mundo; nas águas do Jordão, ele baptizou o autor do Baptismo e desde então a água viva tem poder de santificar os crentes; por fim deu o mais belo testemunho de Cristo, derramando por Ele o seu sangue.

Por isso, com os Anjos e os Santos no Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Monição da Comunhão

 

Comungar o Corpo e o Sangue de Cristo, o Filho muito amado do Pai, o Cordeiro de Deus que veio tirar os pecados do mundo, como foi anunciado por S. João Baptista, é penhor de salvação. Participemos neste Banquete devidamente purificados e revestidos da veste nupcial de graça santificante, para podermos um dia participar no Banquete celeste, na glória de Deus. Avivemos a nossa fé.

 

Cântico da Comunhão: Os justos viverão eternamente, M. Faria, NRMS 36

Lc 1, 78

Antífona da comunhão: Graças ao coração misericordioso do nosso Deus, das alturas nos visitou o sol nascente.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes à mesa do Cordeiro celeste, concedei à vossa Igreja, que se alegra com o nascimento de São João Baptista, a graça de reconhecer o autor do seu renascimento espiritual n'Aquele cuja vinda ao mundo foi anunciada pelo Precursor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Iluminados pela Palavra do Senhor e fortalecidos com a Santíssima Eucaristia, pela intercessão de S. João Baptista e seguindo o seu exemplo, vivamos piedosamente neste mundo e saibamos dar testemunho de Cristo em todas as circunstâncias.

 

Cântico final: Somos testemunhas, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

Homilias Feriais

 

Sábado, 25-VI: Humildade e fé na Comunhão.

Gen. 18, 1-15 / Mt. 8, 5-17

(O centurião): Senhor, eu não sou digno que entres debaixo do meu tecto. Diz uma só palavra e o meu criado ficará com saúde.

Recorda-nos a Liturgia estas palavras do centurião, antes de recebermos o Senhor na Comunhão: «Perante a grandeza deste sacramento (a Eucaristia), o fiel só pode retomar humildemente e com ardente fé a palavra do centurião: ‘Senhor, eu não sou digno de que entres...’ (Ev. do dia)» (CIC, 1386).

Abraão e Sara eram idosos e não tinham filhos. Passa o Senhor junto deles e no ano seguinte Sara dá à luz um filho: «Mas há para o Senhor alguma coisa impossível?» (Leit.). Se temos fé tudo é possível.

 

 

 

Celebração e Homilia:             Alfredo Melo

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                          Nuno Romão

Sugestão Musical:                  Duarte Nuno Rocha


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