Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo

 

Missa da Aurora

25 de Dezembro de 2015

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Desde o Nascer do Sol, M. Simões, NRMS 56

 

cf. Is 9, 2.6; Lc 1, 33

Antífona de entrada: Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor. O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. E o seu reino não terá fim.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos mais um Natal, a festa do nascimento segundo a carne, do Redentor do mundo.

Exprimimos a alegria da nossa festa no modo como vestimos, na partilha de bens e no presépio das nossas casas, lembrando o mistério da Incarnação do Verbo.

Mas o nosso interior – a nossa alma – deve estar também em festa, na graça de Deus e com a disponibilidade de perdoar todas as ofensas recebidas.

Como os pastores, enchamo-nos de saudável curiosidade e caminhemos em espírito até à gruta de Belém, para vermos o que lá aconteceu.

 

Acto penitencial

 

O nosso Deus feito Menino apela à nossa generosidade e nós encontramo-nos com o nosso coração mesquinho, fechado aos outros e a Deus pelo egoísmo.

Peçamos ao Senhor nos purifique dos nossos pecados e faltas de generosidade, para nos aproximarmos do Presépio com a menor indignidade possível.

 

(Tempo de silêncio. Sugerimos o esquema penitencial A)

 

Oração colecta: Concedei, Deus todo-poderoso, que, inundados pela nova luz do Verbo Encarnado, resplandeça em nossas obras o que pela fé brilha em nossos corações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Isaías proclama a alegria do nascimento do Salvador do mundo. Depois de tantos anos de espera, e tantas orações e suspiros, chegou finalmente a hora de Deus. É o Senhor quem nos diz: «Eis que vem o teu Salvador»

 

Isaías 62, 11-12

11Eis o que o Senhor proclama até aos confins da terra: «Dizei à filha de Sião: Eis que vem o teu Salvador. Com Ele vem o seu prémio e precede-O a sua recompensa. 12Serão chamados ‘Povo santo’, ‘Resgatados do Senhor’; e tu serás chamada ‘Pretendida’, ‘Cidade não abandonada’».

 

A leitura recolhe dois versículos do III Isaías, referidos à Jerusalém restaurada após o exílio. «Até aos confins da terra»: a perspectiva universalista típica da última parte de Isaías corresponde bem à realidade de um «Natal para todos».

«Filha de Sião, Filha de Jerusalém», forma poética de o profeta se dirigir aos habitantes da cidade, e mesmo a todos os israelitas (como aqui sucede). A Igreja é o novo «Israel de Deus», «o monte Sião» (Gal 4, 26; 6, 16; Hebr 12, 22; Apoc 14, 1; 21). «Sião» (etimologicamente lugar seco) era a cidadela da capital, Jerusalém. Inicialmente designava a fortaleza conquistada por David aos jebuseus, a colina oriental de Jerusalém (Ofel), que começou a ser chamada «cidade de David», para onde este transladou a Arca da Aliança. Quando Salomão construiu o Templo, a Norte de Sião, e para lá levou a arca, também se começou a dar a esse lugar o nome de Sião. Depois veio a designar o conjunto da cidade de Jerusalém, ou todos os seus habitantes e mesmo todo o povo de Israel. Na tradição cristã, veio a dar-se uma confusão acerca da localização topográfica do monte Sião, ao situá-lo no Cenáculo, na colina ocidental da cidade alta. Esta confusão parece ter origem em que o Cenáculo foi considerado a sede da primitiva Igreja de Jerusalém, o novo «monte Sião», segundo Hebr 12, 22 e Apoc 14, 1. Actualmente a Arqueologia veio esclarecer estes locais.

 

Salmo Responsorial     Sl 96 (97), 1 e 6.11-12

 

Monição: O salmo que hoje nos é proposto cantar é um hino de alegria, pelo nascimento do Salvador. Entoemo-lo com fé, amor e devoção.

 

 

Refrão:        Hoje sobre nós resplandece uma luz:

                     nasceu o Senhor.

 

O Senhor é rei: exulte a terra,

rejubile a multidão das ilhas.

Os céus proclamam a sua justiça

e todos os povos contemplam a sua glória.

 

A luz resplandece para os justos

e a alegria para os corações rectos.

Alegrai-vos, ó justos, no Senhor

e louvai o seu nome santo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na Carta ao discípulo Tito, resume toda a alegria desta solenidade do Natal numa frase cheia de beleza: «Manifestou-se a graça de Deus para todos os homens»

 

Tito 3, 4-7

Caríssimo: 4Ao manifestar-se a bondade de Deus nosso Salvador e o seu amor para com os homens, Ele salvou-nos, 5não pelas obras justas que praticámos, mas em virtude da sua misericórdia, pelo baptismo da regeneração e renovação do Espírito Santo, 6que Ele derramou abundantemente sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador, 7para que, justificados pela sua graça, nos tornássemos, em esperança, herdeiros da vida eterna.

 

Esta belíssima síntese soteriológica bem podia ser uma espécie de fórmula de fé corrente na Igreja primitiva que tenha sido inserida na Carta.

5 O «banho de regeneração e renovação do Espírito Santo» é o Baptismo, que nos faz nascer de novo (Jo 3, 3.5) e que nos torna «nova criatura» (Gal 6, 15; 2 Cor 5, 17). O Natal é ocasião propícia para meditar também no nosso natal, o Baptismo, e para daí tirar consequências práticas: «reconhece, ó cristão, a tua dignidade; tornado participante da natureza divina, não regresses à antiga baixeza duma vida depravada; lembra-te de que Cabeça e de que Corpo és membro. Pelo Baptismo, tornaste-te templo do Espírito Santo» (S. Leão Magno, Homilia para o dia de Natal).

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 2, 14

 

Monição: O Evangelho transmite-nos o ambiente de alegria que inundou a terra, quando os Anjos anunciaram aos Pastores de Belém o nascimento do Salvador.

Alegremo-nos também aclamando o Evangelho da nossa Salvação.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 1,F. Silva, NRMS 50-51

 

Glória a Deus nas alturas

e paz na terra aos homens por Ele amados.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 15-20

15Quando os Anjos se afastaram dos pastores em direcção ao Céu, começaram estes a dizer uns aos outros: «Vamos a Belém, para vermos o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer». 16Para lá se dirigiram apressadamente e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. 17Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. 18E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. 19Maria guardava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração. 20Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado.

 

A leitura mostra a reacção dos pastores perante o anúncio do nascimento de Jesus que bem pode marcar a atitude do cristão ao tomar consciência do Natal de Jesus: a decisão (tão presente nos nossos vilancetes), de ir a Belém, apressadamente, sem delongas nem escusas ao encontro pessoal com Jesus, Maria e José

18 Os «pastores» contaram as maravilhas daquela noite, mas os conterrâneos não os deveriam tomar muito a sério. Como poderia o Messias revelar-se a gente tão miserável, mal conceituada e tida por pecadora?

19 «Maria» ensina-nos a viver o mistério do Natal no recolhimento, ponderação e intimidade com Jesus: «guardava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração».

 

Sugestões para a homilia

 

• Jesus, nosso Salvador

Ele é o nosso Redentor

Vem renovar os corações.

Manifestou-se a bondade de Deus

• Diante do Presépio

Vamos todos a Belém

O silêncio de Jesus fala

Proclamemos a Sua Mensagem de Amor

 

 

1. Jesus, nosso Salvador

 

a) Ele é o nosso Redentor. «Eis o que o Senhor proclama até aos confins da terra: “Dizei à filha de Sião: Eis que vem o teu Salvador.”»

Durante milhares de anos, as pessoas suspiraram pela vinda do Redentor, para que desse remédio a tantos males e injustiças.

Procuraram a salvação em falsos deuses, nos vícios e nas guerras, mas acabaram sempre desiludidos.

Isaías conforta o Povo de Deus regressado do exílio, anunciando profeticamente a Sua vinda. Este anúncio de alegria é também para nós, que regressámos do exílio do pecado e queremos entrar na Jerusalém celeste, vivendo, desde já, o seu espírito na terra.

Com um respeito profundo pela nossa liberdade pessoal, este Menino-Deus oferece-nos a Salvação. Venceu a distância infinita, nas asas do Amor, entre as alturas da divindade e a nossa pobreza. Assumiu a fragilidade do barro de que somos formados, recusando apenas o pecado.

Veio saldar as nossas dívidas. Como Deus, os Seus actos têm um valor infinito; como Homem, pode apresentar-se como representante da família dos homens.

Não há Salvação em mais nenhum outro, e nós também a não queremos, a não ser pelo Seu Amor. Deixamos de lado as falsas redenções pelo poder, pelo dinheiro, pelos sistemas e partidos políticos, pela vaidade, pela impureza e pela gula e todas as outras falsas redenções.

Já proclamamos no Baptismo, pela voz carinhosa dos nossos pais e padrinhos, que sim, que aceitamos e queremos pertencer totalmente a Jesus Cristo, este favor divino de valor infinito que Ele nos traz, e renunciamos para sempre ao demónio e às suas seduções.

Queremos hoje de novo, neste Natal, dizer-Lhe que estamos muito agradecidos pelo dom da Fé e anelamos de todo o coração perseverar nela, seguindo na vida as luzes que nos dá.

 

b) Vem renovar os corações. «Com Ele vem o seu prémio e precede-O a sua recompensa. Serão chamados ‘Povo santo’, ‘Resgatados do Senhor’; e tu serás chamada ‘Pretendida’, ‘Cidade não abandonada’».

Todas a pessoas procuram diligentemente que a sua casa esteja mais ornamentada nesta quadra natalícia e não se esquivam a gastos e trabalhos para que isto aconteça.

Faz-se a partilha de bens nas prendas que as pessoas trocam entre si, na ceia do Natal em que se reúne toda a família, como expressão de uma verdadeira fraternidade cristã.

Tudo isto é muito louvável, mas o Menino quer entrar ainda mais profundamente na nossa vida de cada dia.

Para uma verdadeira renovação, temos necessidade de concretizar alguns propósitos.

Vida na graça santificante. Dito de modo negativo, significa não estarmos mortos pelo pecado grave. No Baptismo o Senhor infundiu em nós esta vida divina e tornou-nos filhos Seus e herdeiros da mansão celestial, comungando da Sua mesma felicidade.

Precisamos participar da mesma vida divina deste Menino, recorrendo aos Sacramentos da Reconciliação e Penitência com frequência, e à Santíssima Eucaristia.

Acolher a todos. Este acolhimento dá-se essencialmente no coração. Há sempre alguém que temos maior dificuldade em aceitar. A verdade é que, se não amamos as pessoas com os defeitos que têm, não as amamos, porque não é possível colocar os defeitos de um lado e as pessoas do outro. Ou amamos tudo ou rejeitamos tudo.

 

c) Manifestou-se a bondade de Deus. «Caríssimo: Ao manifestar-se a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens, Ele salvou-nos, não pelas obras justas que praticámos, mas em virtude da sua misericórdia, pelo baptismo da regeneração e renovação do Espírito Santo

A bondade de Deus manifestou-se pelo acto magnânimo da Incarnação: Deus que Se despoja da glória da Sua divindade, para Se revestir da nossa pobreza.

Esta bondade de Deus manifesta-se em todos os momentos da nossa vida, pela paciência com que Ele nos acolhe, nos anima a recomeçar e nos limpa da sujidade com que nos deixamos manchar durante a caminhada.

Este Menino quer também manifestar a Sua bondade Divina por meio de cada um de nós e ensina-nos como havemos de fazer.

Mais do que dar coisas, é preciso dar-se ao Senhor presente nos nossos irmãos.

• Para os pais, esta doação pode concretizar-se numa renúncia aos próprios gostos para estarem mais com os filhos e um com o outro; em pôr de lado a fadiga de um dia de trabalho intenso, para entrar em casa com o melhor dos sorrisos; em acolher um filho pequenino que faz pela décima vez a mesma pergunta. Muitas vezes, esta criança não precisa de respostas, mas que reparemos nela e lhe demos um pouco de carinho.

• Para todos os que cumprem um horário de trabalho, podem encontrar um modo prático de manifestar a bondade do Senhor, mantendo a boa disposição, apesar das contrariedades e do cansaço normais do trabalho e investindo o mesmo esforço generoso em cada um dos 60 minutos de cada hora.

Para todos, uma pergunta: Em que posso manifestar, no dia de hoje, para com aqueles que partilham a vida comigo, a bondade do meu Deus?

 

2. Diante do Presépio

 

a) Vamos todos a Belém. «Quando os Anjos se afastaram dos pastores em direcção ao Céu, começaram estes a dizer uns aos outros: “Vamos a Belém, para vermos o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer”.»

Aproximemo-nos em espírito da gruta de Belém, com o coração desperto pela novidade da primeira vez, com o fazem as crianças e o fizeram os pastores há mais de dois mil anos. «Vamos a Belém, para vermos o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer”.»

Capacidade de admiração. Aproximemo-nos do presépio, não com o espírito de quem vai apreciar uma obra de arte, mas com alma de criança que encontra novidade em tudo e consegue admirar-se sempre, mesmo quando vê a mesma coisa muitas vezes.

Só então o Presépio começa a ser uma mensagem eloquente para nós, enchendo-nos de consolação e de alegria.

Orar diante do Presépio. O Presépio chama-nos ao recolhimento e pede-nos silêncio diante dele. Cada uma das figuras acende a nossa imaginação, faz-nos regressar à infância e convida-nos à oração.

Que bom seria se a família, nestas noites em que tem o Presépio em casa, se reunisse para rezar aí o Terço, celebrando-o com cânticos e uma reflexão para cada mistério!

Deixemo-nos comover. É preciso vencer a tentação da rotina de ver no Presépio “sempre a mesma coisa”, sem qualquer novidade.

Deus Humanado está ali, para mover a nossa imaginação e comover o nosso coração. É Deus que vem ao nosso encontro como Menino, para que não tenhamos receio de nos aproximarmos confiadamente d’Ele.

 

b) O silêncio de Jesus fala. «Para lá se dirigiram apressadamente e encontraram Maria e José e o Menino deitado na manjedoura

Jesus Menino. Quando os Pastores chegaram à gruta onde se encontrava Jesus, mergulharam no silêncio que ali reinava. Jesus, como qualquer criança que acaba de nascer, não sabia nem queria pronunciar uma só palavra. A simplicidade e o desprendimento, a entrega de Maria e José, o recolhimento de que os humildes pastores foram tomados convida-nos ao silencia e à oração.

Afinal, que esperávamos que Ele nos dissesse, na primeira aparição que faz entre nós, revestido da nossa humanidade?

Maria Santíssima. No seu recolhimento agradece a Deus o mistério da Redenção. Foi Ele quem acolheu Jesus menino no seu seio virginal e no seu Coração enamorado.

Em silêncio, contempla o grandioso mistério de Deus que assumiu a nossa fragilidade, adora profundamente o Senhor do Céu e da terra que se fez tão pequenino e frágil e desagrava-O da indiferença e abandono dos homens... ontem como hoje.

S. José, nosso pai e senhor. Em silêncio, medita nas implicações da sua paternidade virginal. Ele não gerou este Menino, mas foi chamado por Deus a assumir plenamente a paternidade d’Ele, excluindo a geração carnal. Nasceu virginalmente de Maria que lhe pertence, pelo matrimónio que celebrou com Ela em Nazaré.

Agradece ao Senhor a felicidade de ter sido escolhido para esta missão e pede a graça de se desempenhar dela com toda a generosidade.

Os pastores. Dão por bem sacrificado o sono da noite e as dádivas humildes que trazem para Lhe ofertar.

Compreendem que aquilo que aconteceu ali é tão grandioso que não se sentem no direito de o guardar somente para si mesmos.

 

c) Proclamemos a Sua Mensagem de Amor. «Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. [...] Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado

Neste Natal temos de pedir ao menino nascido em Belém coragem para quebrarmos a rotina do nosso cristianismo.

•  Não à mediocridade de vida. Talvez tenhamos passado grande parte da vida a diminuir às exigências do Seu Amor, sempre com a desculpa de que não é pecado omitir isto ou aquilo. É urgente que abandonemos para sempre a mediocridade de vida cristã.

Não ao respeito humano. Colocamo-nos inutilmente numa situação embaraçosa e incómoda quando, sendo cristãos, teimamos em fingir em certas ocasiões que o não somos. Falta-nos naturalidade e verdade na vida. Afinal, de que nos envergonhamos? De sermos filhos de Deus e tentarmos viver como tais, com honestidade de vida?

Recebê-l’O na Comunhão. Ele é a fonte da verdadeira vida. Comunica-no-la pelos sacramentos da Igreja. Dá-Se-nos na Sagrada Comunhão, porque sabe que, sem ela, não poderemos viver sobrenaturalmente. «Se não comerdes a Minha Carne e não beberdes o Meu Sangue, não tereis a vida em vós.» Veio para que as pessoas «tenham vida e a tenhamos em abundância.»

Revistamo-nos dos sentimentos de Maria e de José, adoremos o Menino Deus que nos vem salvar e ofereçamos-Lhe o nosso coração – a única prenda que Ele verdadeiramente deseja.

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos em Jesus Menino:

Prostrados humildemente em espírito, diante do Presépio,

onde está o Salvador, pedindo a nossa generosidade,

supliquemos, por mediação de Maria Mãe de Jesus,

pelas necessidades de todas as pessoas de boa vontade.

Oremos (cantando) com alegria:

 

    Iluminai, Senhor, os nossos corações.

 

1. Pelo Santo Padre, e pelos Pastores de toda a Igreja,

    para que nos ensine a viver bem o Natal do Senhor,

    oremos, irmãos.

 

    Iluminai, Senhor, os nossos corações.

 

2. Pelos refugiados que vivem o Natal no desconforto,

    para que a nossa solidariedade os ajude a celebrá-lo,

    oremos, irmãos.

 

    Iluminai, Senhor, os nossos corações.

 

3. Pelos idosos e doentes e pelos separados da família,

    para que neste Natal encontram amor, carinho e paz,

    oremos, irmãos.

 

    Iluminai, Senhor, os nossos corações.

 

4. Pelos pais cujos filhos se encontram separados deles,

    para que não lhes falte um gesto de carinho dos filhos,

    oremos, irmãos.

 

    Iluminai, Senhor, os nossos corações.

 

5. Pelos que se aproximam do Presépio como os Pastores,

    para que guardem no coração a mensagem dele recebida,

    oremos, irmãos.

 

    Iluminai, Senhor, os nossos corações.

 

6. Por todos os que partiram da terra, desde o último Natal,

    para que o Deus Menino os acolha na Sua misericórdia

    oremos, irmãos.

 

    Iluminai, Senhor, os nossos corações.

 

Senhor, nosso Deus e nosso Pai do Céu,

que fizestes resplandecer sobre a terra

a luz de Cristo que iluminou a noite escura,

acolhei benignamente as nossas súplicas

pelos homens de quem Ele Se fez irmão.

Ele que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Jesus fez-Se verdadeiro Homem, sem deixar de ser verdadeiro Deus, para ser a nossa Luz e o nosso Alimento.

Banhou-nos com a Sua Luz na Mesa da Palavra em que acabamos agora de participar. Vai agora transubstanciar o pão e o vinho das nossas oferendas, pelo ministério do sacerdote, no Seu Corpo e Sangue, para nos alimentar.

 

Cântico do ofertório: Desce o Orvalho,J. Santos, NRMS 15

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, a nossa oblação nesta santa noite de Natal e fazei que, pela admirável permuta destes dons, participemos na divindade do vosso Filho que a Vós uniu a nossa natureza humana, Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio do Natal: p. 457 [590-702] ou 458-459

 

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Também nas Orações Eucarísticas II e III se faz a comemoração própria.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Saudação da Paz

 

O nascimento de Jesus foi anunciado pelos Anjos aos Pastores, nas campinas de Belém, como Aquele que vem trazer a paz aos homens de boa vontade.

Acolhamos o dom da Paz de Deus e procuremos levá-la a todos os corações que por ela suspiram.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Mais do que acolher Jesus Menino nos braços e acarinhá-l’O, mais do que dizer-Lhe palavras de enamorado, é recebê-l’O na Sagrada Comunhão com as necessárias disposições.

Peçamos-Lhe perdão da nossa rudeza e falta de generosidade, e peçamos-Lhe que nos guarde para a vida eterna.

 

Cântico da Comunhão: Anjos e Pastores, F. da Silva, NRMS 31

 

Jo 1, 14

Antífona da comunhão: O Verbo fez-Se carne e nós vimos a sua glória.

 

 

Oração depois da comunhão: Senhor nosso Deus, que nos dais a alegria de celebrar o nascimento do nosso Redentor, dai-nos também a graça de viver uma vida santa, a fim de podermos um dia participar da sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Procuremos, neste Natal do Senhor, levar alegria a alguma pessoa que mais tenha necessidade dela.

Vejamos em cada pessoa com quem nos encontramos nossa irmã. Foi para nos tornar filhos de Deus e irmãos n’Ele que Jesus veio ao nosso encontro neste Natal.

 

Cântico final: Entrai Pastores, entrai, M. Faria, NRMS 4 (II)

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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