4º Domingo do Advento

20 de Dezembro de 2015

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Sabei que o Nosso Deus, M. Simões, NRMS 24

 

Is 45, 8

Antífona de entrada: Desça o orvalho do alto dos Céus e as nuvens chovam o Justo. Abra-se a terra e germine o Salvador.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Aproxima-se a grande e sempre esperada Festa de Natal. Como todas as demais, ela será tanto maior, quanto maior tiver sido a sua preparação. Ninguém melhor o fez que Nossa Senhora. Por isso a Sagrada Liturgia deste dia dirige-nos mais um apelo em ordem a essa tão necessária preparação, apresentando-nos o caminho que devemos seguir – imitar a humildade, pureza e amor vivido pela Mãe de Jesus.

 

Ato Penitencial

 

Porque o pecado é sempre causa de tristeza, pois nos afasta do Senhor, reconheçamos as nossas indelicadezas e afastamentos do Seu amor, pedindo-lhe humildemente perdão dessas nossas faltas.

 

Confessemos os nossos pecados.

 

Oração colecta: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Cristo vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz alcancemos a glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O povo de Israel sujeito ao poder dos inimigos, suplica o auxílio de Deus. Este salmo torna-se hoje também a prece de toda a Humanidade que verdadeiramente espera a salvação e sabe que só o Senhor a pode dar.

 

Miqueias 5, 1-4a

1Eis o que diz o Senhor: «De ti, Belém-Efratá, pequena entre as cidades de Judá, de ti sairá aquele que há-de reinar sobre Israel. As suas origens remontam aos tempos de outrora, aos dias mais antigos. 2Por isso Deus os abandonará até à altura em que der à luz aquela que há-de ser mãe. Então voltará para os filhos de Israel o resto dos seus irmãos. 3Ele se levantará para apascentar o seu rebanho pelo poder do Senhor, pelo nome glorioso do Senhor, seu Deus. Viver-se-á em segurança, porque ele será exaltado até aos confins da terra. 4aEle será a paz».

 

Em face da situação grave que pesava sobre o povo com as invasões assírias, no século VIII a. C., o Profeta tem palavras de esperança; após a ruína virá a restauração, que se fará por meio dum descendente de David. A profecia projecta-nos para um futuro de segurança e de paz, para tempos messiânicos.

1 «De ti sairá aquele…». Tanto a tradição judaica (cf. Rut 4, 11; 1 Sam 16, 1-13; 17, 12; e o Talmud: Pesahim 51, 1; Nedarim 39, 2) como a cristã (cf. Mt 2, 4-6; Jo 7, 40-42) entenderam esta profecia como referida ao lugar do nascimento de Cristo em Belém. «Beth-léhem» significa «casa do pão»; «Efratá» (fecunda) distingue-a de outra Belém, na Galileia.

«Pequena entre as cidades…». S. Mateus (Mt 2, 4-6) cita este texto fazendo dele uma leitura actualizada para mostrar que em Jesus se cumpre esta profecia de Miqueias. Para isso recorre ao deraxe: um recurso de actualização próprio da hermenêutica judaica (aqui o chamado al-tiqrey: «não leias»), que tem em conta que em hebraico não se escreviam as vogais: assim, a palavra hebraica com que se diz «as cidades de» (alfey) é lida com outras vogais de modo a significar «as principais (príncipes) de» (al-lufey). É assim que Mateus pode dizer, não falseando o texto, mas interpretando-o: «não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá».

«As suas origens remontam...» A expressão hebraica presta-se a designar uma origem anterior ao tempo, portanto, eterna e divina. Assim pensam muitos exegetas católicos, recorrendo à analogia com Is 9, 5.

2 «Aquela que há de ser mãe». Esta maneira de falar faz pensar numa alusão à célebre profecia de Isaías 7, 14, conhecida dos destinatários do oráculo, coisa aliás compreensível, uma vez que já teriam passado uns anos.

4 «Ele será a Paz». Em Ef 2, 14 parece haver uma citação desta passagem messiânica.

 

Salmo Responsorial     Sl 79 (80), 2ac.3b.15-16.18-19 (R.4)

 

Monição: Este Salmo canta a nossa esperança. Na casa do Senhor, para onde caminhamos, contemplaremos a face do mesmo Senhor e gozaremos da suavidade de Sua amorosíssima presença.

 

Refrão:        Senhor nosso Deus, fazei-nos voltar,

                     mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos.

 

Ou:               Mostrai-nos, Senhor, o vosso rosto

                     e seremos salvos.

 

Pastor de Israel, escutai,

Vós estais sobre os Querubins, aparecei.

Despertai o vosso poder

e vinde em nosso auxílio.

 

Deus dos Exércitos, vinde de novo,

olhai dos céus e vede, visitai esta vinha;

protegei a cepa que a vossa mão direita plantou,

o rebento que fortalecestes para Vós.

 

Estendei a mão sobre o homem que escolhestes,

sobre o filho do homem que para Vós criastes.

Nunca mais nos apartaremos de Vós,

fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O programa da vida de Jesus é fazer a vontade do eterno Pai. Ele o cumpriu desde o nascimento até à morte. Este deverá ser também o programa da nossa vida.

 

Hebreus 10, 5-10

Irmãos: 5Ao entrar no mundo, Cristo disse: «Não quiseste sacrifício nem oblações, mas formaste-Me um corpo. 6Não Te agradaram holocaustos nem imolações pelo pecado. 7Então Eu disse: ‘Eis-Me aqui; no livro sagrado está escrito a meu respeito: Eu venho, ó Deus, para fazer a tua vontade’». 8Primeiro disse: «Não quiseste sacrifícios nem oblações, não Te agradaram holocaustos nem imolações pelo pecado». E no entanto, eles são oferecidos segundo a Lei. 9Depois acrescenta: «Eis-Me aqui: Eu venho para fazer a tua vontade». Assim aboliu o primeiro culto para estabelecer o segundo. 10É em virtude dessa vontade que nós fomos santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita de uma vez para sempre.

 

O autor inspirado aplica a Cristo, «ao entrar no mundo» (bela maneira de designar a sua Incarnação), o Salmo 40 (39), que, literalmente, não é considerado um salmo messiânico, mas em que ele descobre um sentido oculto (que se pode chamar um sentido típico ou plenário, e não mera acomodação) que, ao fim e ao cabo, exprime não só a atitude interior de Cristo, mas também o alcance redentor da sua vinda ao mundo. Com efeito, Cristo sabe que aquilo que é exterior ao homem (como era o caso do sangue dos animais oferecidos no culto levítico) tem uma ineficácia radical para agradar a Deus e salvar do pecado a Humanidade (cf. v. 11). Por isso Ele intervém, de modo definitivo, oferecendo-Se a si mesmo em sacrifício, numa homenagem de obediência livre e plena, «de uma vez para sempre» (v. 10) – «eis-me aqui: Eu venho para fazer a tua vontade» (v. 9). Foi assim que «aboliu o culto antigo» (centrado na oferta de animais a Deus), «para estabelecer o segundo» e novo culto sempre vivo a actuante na Liturgia da Igreja, que na Eucaristia torna presente o único sacrifício de Cristo.

5 «Formaste-me um corpo»: Como habitualmente em Hebreus, a citação do Salmo também é feita segundo a versão grega dos LXX, que, embora substancialmente idêntica ao original hebraico («abriste-me os meus ouvidos»), é muito mais expressiva para designar o mistério da Incarnação.

 

Aclamação ao Evangelho          Mt 1, 38

 

Monição: Nossa Senhora, numa atitude de serviço, parte para se colocar às ordens de sua prima Isabel. Com Ela já vai Jesus em Seu ventre virginal, concebido por obra e graça do Divino Espírito Santo. A Sua presença é causa de alegria para todos. Como Maria, devemos estar atentos às necessidades do nosso próximo, revelando com a nossa vida de serviço aos outros o verdadeiro Amor que é Deus.

 

Aleluia

 

Cântico: J. Duque, NRMS 21

 

Eis a escrava do Senhor:

faça-se em mim segundo a vossa palavra.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 39-45

39Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. 40Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo 42e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? 44Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. 45Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor».

 

Os exegetas descobrem neste relato uma série de ressonâncias vétero-testementárias, o que corresponde não apenas ao estilo do hagiógrafo, mas sobretudo à sua intenção teológica de mostrar como na Mãe de Jesus se cumprem as figuras do A.T.: Maria é a verdadeira e nova Arca da Aliança (comparar Lc 1, 43 com 2 Sam 6, 9 e Lc 1, 56 com 2 Sam 6, 11) e a verdadeira salvadora do povo, qual nova Judite (comparar Lc 1, 42 com Jdt 13, 18-19) e qual nova Ester (Lc 1, 52 e Est 1 – 2).

39 «Uma cidade de Judá». A tradição diz que é Ain Karem, uma bela povoação a 6 Km a Oeste da cidade nova de Jerusalém. De qualquer modo, ficaria a uns quatro ou cinco dias de viagem de Nazaré (uns 150 Km). Maria empreende a viagem movida pela caridade e espírito de serviço. A «Mãe do meu Senhor» (v. 43) não fica em casa à espera de que os Anjos e os homens venham servir a sua rainha; e Ela mesma, que se chama «escrava do Senhor» (v. 38), «a sua humilde serva» (v. 48), apressa-se em se fazer a criada da sua prima e de acudir em sua ajuda. Ali permanece, provavelmente, até depois do nascimento de João, uma vez que S. Lucas nos diz que «ficou junto de Isabel cerca de três meses» Se Lucas diz que «regressou a sua casa» antes de relatar o nascimento de João, isso deve-se a uma técnica de composição literária chamada «de eliminação» (arrumar um assunto de vez antes de passar a outro, independentemente da sucessão real dos factos), do gosto de São Lucas (ver tb. Lc 1, 80 e 2, 7; 3, 20 e 21; 22, 15-18 e 22, 19-20, sem a interrupção que aparece nos outros Sinópticos: vv 21-23).

42 «Bendita és Tu entre as mulheres». Superlativo hebraico: a mais bendita de todas as mulheres.

43-44 «A Mãe do meu Senhor». As palavras de Isabel aparecem como proféticas, fruto duma luz sobrenatural que faz ver que o mexer-se do menino no ventre (v. 41) não era casual, mas que «exultou de alegria» para saudar o Messias e sua Mãe. É natural que esta reflexão de fé já circulasse nas fontes familiares dos Evangelhos da Infância.

 

Sugestões para a homilia

 

1.  Mostrai-nos Senhor o vosso rosto e seremos salvos.

2.  A profecia de Miqueias.

3.  Nossa Senhora ensina-nos a preparar a Festa de Natal.

 

 

 

1. Mostrai-nos Senhor o vosso rosto e seremos salvos.

 

Assim pedimos há momentos. E assim acontecerá. O Senhor e só Ele nos pode salvar. Para que tal aconteça é necessário que cada um aceite a Sua salvação. Tal acontecerá na medida em que é necessário que cada um de nós aceite essa salvação. Esta opção consciente e firme só existirá na medida em que cada um conhecer o Senhor, “veja” o Seu rosto. Como é importante que tal aconteça! As leituras da Missa de hoje, indicam-nos o caminho a seguir para tal encontro e enamoramento se verificar.

 

2. A profecia de Miqueias.

 

Na primeira Leitura o profeta Miqueias prediz que de Belém, pequena cidade, sairá Aquele que há-de reinar sobre Israel. Tal não acontece por acaso. Vai nascer em Belém e não numa grande cidade como Jerusalém. Com este sinal o Senhor fala-nos claramente de humildade, virtude fundamental, que nos quer ensinar desde a Sua entrada neste mundo. Tinha sido o orgulho a causa da cegueira dos nossos primeiros pais e de tantos dirigentes do povo de Israel. É importante que acordemos para a verdadeira humildade. Se formos sinceros, verdadeiros, seremos mesmo muito humildes. Nosso é só o pecado.

O reino que Jesus vem implantar, não se vai impor pelas armas, pelo poder, mas sim pela humildade. O Seu reino será de serviço, de Amor.

 

3. Nossa Senhora ensina-nos a preparar a Festa de Natal.

 

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”., assim Nossa Senhora é saudada por sua prima Isabel. Que acrescenta “Bem-aventurada aquela que acreditou...” Ela acreditou porque era e é humilde. O Senhor “olhou para a humildade de Sua Serva”. É ainda a humildade que a leva a colocar-se ao serviço de Sua prima Isabel. Vai ser esta também a grande lição que Jesus a todos quer dar. “Eu venho ó Deus para fazer a Tua vontade” como escutámos na primeira Leitura.

Humildade, espírito de serviço, verdadeiro amor, são virtudes vividas por Nossa Senhora, que importa imitar. Com a vivência desta virtudes fundamentais, teremos a possibilidade de, através da luz da fé, “ver” o rosto humilde, terno, cheio de encanto e de Amor de Jesus Menino, que a todos quer salvar.

Assim teremos verdadeiro Natal.

 

Fala o Santo Padre

 

«Com a mesma alegria de Maria que vai à pressa ter com Isabel,

vamos também nós ao encontro do Senhor que vem.»

Queridos irmãos e irmãs!

Neste 4º domingo de Advento, que precede de pouco o Natal do Senhor, o Evangelho narra a visita de Maria à sua prima Isabel. Este episódio não é um simples gesto de gentileza mas representa com grande simplicidade o encontro do Antigo Testamento com o Novo. As duas mulheres, ambas grávidas, encarnam de facto a expectativa e o Esperado. A idosa Isabel simboliza Israel que espera o Messias, enquanto que a jovem Maria traz em si o cumprimento desta expectativa, em benefício de toda a humanidade. Nas duas mulheres encontram-se e reconhecem-se antes de tudo os frutos do seio de ambas, João e Cristo. Comenta o poeta cristão Prudêncio: «O menino contido no seio senil saúda, pelos lábios de sua mãe, o Senhor filho da Virgem» (Apotheosis, 590: pl59, 970). A exultação de João no seio de Isabel é o sinal do cumprimento da expectativa: Deus está para visitar o seu povo. Na Anunciação o arcanjo Gabriel tinha falado a Maria da gravidez de Isabel (cf. Lc 1, 36) como prova do poder de Deus: a esterilidade, não obstante ela fosse idosa, tinha-se transformado em fertilidade.

Isabel, acolhendo Maria, reconhece que se está a realizar a promessa de Deus à humanidade e exclama: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 42-43). A expressão «bendita és tu entre as mulheres» refere-se no Antigo Testamento a Jael (Jz 5, 24) e a Judite (Jd 13, 18), duas mulheres guerreiras que se preocupam por salvar Israel. Agora, ao contrário, dirige-se a Maria, jovenzinha pacífica que está para gerar o Salvador do mundo. Assim também o salto de alegria de João (cf. Lc 1, 44) evoca a dança que o rei David fez quando acompanhou a entrada em Jerusalém da Arca da Aliança (cf. 1 Cor 15, 29). A Arca, que continha as tábuas da Lei, o maná e o ceptro de Aarão (cf. Hb 9, 4) era o sinal da presença de Deus no meio do seu povo. O nascituro João exulta de alegria diante de Maria, Arca da nova Aliança, que traz no seio Jesus, o Filho de Deus feito homem.

A cena da Visitação expressa também a beleza do acolhimento: onde há acolhimento recíproco e escuta, onde se dá espaço ao outro, ali estão Deus e a alegria que vem d’Ele. Imitemos Maria no tempo de Natal, visitando quantos vivem em dificuldade, em particular os doentes, os presos, os idosos e as crianças. E imitemos também Isabel que acolhe o hóspede como o próprio Deus: sem o desejar nunca conheceremos o Senhor, sem o esperar não o encontraremos, sem o procurar não o descobriremos. Com a mesma alegria de Maria que vai à pressa ter com Isabel (cf. Lc 1, 39), vamos também nós ao encontro do Senhor que vem. Rezemos para que todos os homens procurem Deus, descobrindo que é o próprio Deus que nos vem visitar primeiro. A Maria, Arca da Nova e Eterna Aliança, confiemos o nosso coração, para que o torne digno de acolher a visita de Deus no mistério do seu Natal.

Papa Bento XVI, Angelus, Praça de São Pedro, 23 de Dezembro de 2012

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs,

elevemos a nossa oração a Nosso Senhor Jesus Cristo,

que nos veio trazer a Sua paz,

e roguemos pela Igreja e pelos homens,

dizendo:

 

R. Vinde Senhor e salvai-nos.

 

1.     Pelo Papa Francisco e pelos Bispos do mundo inteiro

para que, meditando na atitude de Maria,

como Ela sirvam a Deus nos que precisam,

oremos, irmãos.

 

R. Vinde Senhor e salvai-nos.

 

2. Pelos povos que estão em guerra,

para que as tréguas do Natal,

façam nascer as condições de uma paz justa,

oremos, irmãos,

 

R. Vinde Senhor e salvai-nos.

 

3.  Pelos doentes, os pobres e os isolados,

para que encontrem, nesta festa do Natal,

quem reconheça a sua dignidade,

oremos irmãos,

 

R. Vinde Senhor e salvai-nos.

 

4.  Pelos que se encontram longe dos seus lares

por motivos de trabalho, perseguição religiosa ou de guerras

para que todos sirvam o Senhor com esperança,

oremos, irmãos.

 

R. Vinde Senhor e salvai-nos.

 

5. Pelas famílias de cada um de nós

e pelas mães que mais trabalham nestes dias,

para que todos sirvam o Senhor com alegria,

oremos, irmãos,

 

R. Vinde Senhor e salvai-nos.

 

6.     Para que os membros falecidos da nossa comunidade

possam contemplar com alegria no Céu,

o rosto de Cristo ressuscitado,

oremos irmãos,

 

R. Vinde Senhor e salvai-nos.

 

Senhor Jesus Cristo, que vieste ao mundo para fazer a vontade do Pai,

enchei-nos do vosso Espírito de Amor

para que, como Isabel e a Virgem Maria

Vos sirvamos naqueles que mais precisam.

Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O Anjo do Senhor, M. Simões, NRMS 31

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons que trazemos ao vosso altar e santificai-os com o mesmo Espírito que, pelo poder da sua graça, fecundou o seio da Virgem Santa Maria. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio do Advento II: p. 455 [588-700]

 

Santo: Santo III, H. Faria, NRMS 103-104

 

Saudação da paz

 

Será pela forma como na vida nos tivermos amado, que seremos julgados no momento da nossa morte. Com o propósito de que este amor, entre nós, seja cada vez maior para assim podermos um dia estar com Jesus, Príncipe da Paz, com toda a Santíssima Trindade, a Bem-aventurada Virgem Maria e com todos os Bem-aventurados no reino dos Céus, saudai-vos na paz de Cristo.

 

Monição da Comunhão

 

Jesus que no seio virginal de Maria foi causa de alegria para Isabel e seu filho João, vai entrar, pela Sagrada Comunhão, em cada um de nós. Vamos recebê-LO com muita fé e amor para também sentirmos, com a Sua real presença, muita alegria no nosso viver.

 

Cântico da Comunhão: Eu estou à porta chamo, F. Silva, NRMS 22

cf. Is 7, 14

Antífona da comunhão: A Virgem conceberá e dará à luz um filho. O seu nome será Emanuel, Deus-connosco.

 

Cântico de acção de graças: Cantai um cântico novo, J. Santos, NRMS10 (II)

 

Oração depois da comunhão: Tendo recebido neste sacramento o penhor da redenção eterna, nós Vos pedimos, Senhor: quanto mais se aproxima a festa da nossa salvação, tanto mais cresça em nós o fervor para celebrarmos dignamente o mistério do Natal do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Imitando Nossa Senhora, preparemos dentro de nós um berço bem quentinho para Jesus nascer e que há-de concretizar-se num coração puro e humilde, cheio de amor a Deus e aos irmãos. Com esse propósito, ide em paz e Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Exultai de Alegria no Senhor, M. Carneiro, NRMS 21

 

 

 

 

Homilias Feriais

 

4ª SEMANA

 

2ª Feira, 21-XII: A misericórdia de Nª Senhora para com S. Isabel.

Sof 3, 14-18 / Lc 1, 39-45

O Senhor teu Deus está no meio de ti, como herói que te vem salvar. Exultará de alegria por causa de ti, como em dia de festa.

O Messias está no meio de nós, vem salvar-nos e exulta de alegria pela nossa salvação (Leit.). Nª Senhora está igualmente cheia de alegria, porque tem o Senhor dentro dEla, dirige-se a casa de Isabel, que a recebe com grandes louvores: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre» (Ev.).

Assim vive Nª Senhora o Advento. Gostaríamos de o viver como Ela, com o mesmo espírito de serviço e de misericórdia para com as necessidades dos outros. Repitamos-lhe os louvores de Isabel, rezando bem cada Ave-Maria e a oração do Anjo do Senhor.

 

3ª Feira, 22-XII: A misericórdia de Deus estende-se a todas as gerações.

 1 Sam 1, 24-28 / Lc 1, 46-56

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador.

Ana levou o filho Samuel para o entregar ao serviço do Senhor no Templo e o seu coração exulta de alegria (Leit.). Também Nª Senhora, transportando o Filho de Deus no seu ventre, fez chegar a Deus um cântico de louvor e alegria (Ev.).

Durante a sua visita disse: «'A sua misericórdia estende-se de geração em geração'. Tais palavras, já desde o momento da Encarnação, abrem nova perspectiva na história da Salvação. Maria, portanto, é aquela que conhece mais profundamente o mistério da misericórdia divina» (J. Paulo II, Dives in misericordia, n.9). Que Ela nos ajude a penetrar melhor neste mistério.

 

4ª Feira, 23-XII: Preparação para a vinda do Senhor.

Mal 3, 1-4. 23-24 / Lc 1, 57-66

Vou enviar o meu mensageiro, para desimpedir o caminho diante de mim.

A profecia de Malaquias diz respeito à missão de Elias e de João Baptista: preparar o caminho do Senhor (Leit.).

As missões de ambos estão intimamente ligadas. Mas João Baptista é o precursor imediato do Senhor. Cada um de nós há-de preparar-se bem para acolher o Senhor, vivendo com mais amor a Comunhão eucarística. E ajudar os parentes e amigos a prepararem-se, recebendo, por exemplo, o sacramento da Penitência. Que grande é a misericórdia do Senhor, que nos quer purificar para nos apresentarmos nas melhores condições para recebê-Lo! (Leit.).

 

5ª Feira, 24-XII: Restauração da semelhança com Deus.

2 Sam 7, 1-5. 8-11. 14, 16 / Lc 1, 67-79

Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e libertou o seu povo, e nos fez surgir poderosa salvação na família do seu servo David.

O profeta Natã anuncia a David que a sua casa e a sua realeza permanecerão para sempre (Leit.). A mesma profecia é feita por Zacarias, recordando o juramento feito a Abraão (Ev.).

«A promessa feita a Abraão inaugura a 'economia da salvação', no termo da qual o próprio Filho assumirá 'imagem' e restaurá-la-á na 'semelhança' com o Pai» (CIC, 705). Ao recebermos os Sacramentos, eles imprimem em nós, cada vez mais fortemente, a 'semelhança' com Deus. Deus é tão misericordioso que consegue transformar um pecador num filho de Deus, que participa na sua vida divina!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial