11º Domingo Comum

12 de Junho de 2005

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Nós Somos o povo de Deus, Frederico de Freitas, NRMS 9-10 (I)

Salmo 26, 7.9

Antífona de entrada: Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Vós sois o meu refúgio: não me abandoneis, meu Deus, meu Salvador.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Senhor convocou-nos para vivermos a Santa Missa. Agradeçamos este dom. Há tantos irmãos nossos que não podem cumprir este preceito por falta de sacerdotes! Roguemos ao Senhor nos conceda os Pastores necessários para apascentar o Seu rebanho.

 

Oração colecta: Deus misericordioso, fortaleza dos que esperam em Vós, atendei propício as nossas súplicas; e, como sem Vós nada pode a fraqueza humana, concedei-nos sempre o auxílio da vossa graça, para que as nossas vontades e acções Vos sejam agradáveis no cumprimento fiel dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: No Antigo Testamento Deus libertou o Seu Povo. Ainda hoje o Senhor continua presente na nossa vida. Ouçamos a Sua voz. Cumpramos a Sua vontade.

 

Êxodo 19, 2-6a

Naqueles dias, 2os filhos de Israel partiram de Refidim e chegaram ao deserto do Sinai, onde acamparam, em frente da montanha. 3Moisés subiu à presença de Deus. O Senhor chamou-o da montanha e disse-lhe: «Assim falarás à casa de Jacob, isto dirás aos filhos de Israel: 4'Vistes o que Eu fiz ao Egipto, como vos transportei sobre asas de águia e vos trouxe até Mim. 5Agora, se ouvirdes a minha voz, se guardardes a minha aliança, sereis minha propriedade especial entre todos os povos. Porque toda a terra Me pertence; 6amas vós sereis para Mim um reino de sacerdotes, uma nação santa'».

 

No capítulo 19 começa a 2ª parte do livro do Êxodo, em que se narram os acontecimentos no Sinai, tendo como centro a Aliança. Logo de princípio aparece dado por Deus o sentido da Aliança.

2 «Refidim» é um lugar que está identificado, a sudoeste da península do Sinai. Ali é situada a vitória sobre os Amalecitas (cf. Ex 17, 8-16).

5-6 Pela aquele povo vai tornar-se «propriedade especial de Deus» e «um reino de sacerdotes». Israel, libertado por Deus, é por este título especial seu «domínio pessoal» (v. 5), por isso todo este «reino» está de modo particular dedicado ao culto de Yahwéh, daí a designação de reino de sacerdotes. Também nisto o antigo povo de Deus figurava o novo povo de Deus, em que todos participamos do sacerdócio de Cristo, o sacerdócio comum dos fiéis, pelo qual devemos fazer de toda a nossa vida do dia a dia uma oblação agradável a Deus (cf. 1 Pe 2, 5.9).

 

Salmo Responsorial    Sl 99 (100), 2.3.5 (R. 3c)

 

Monição: Vivamos em serenidade e paz, aguardando em esperança o futuro porque nós somos o Povo de Deus.

 

Refrão:        Nós somos o povo de Deus,

                     as ovelhas do seu rebanho.

 

Aclamai o Senhor, terra inteira,

servi o Senhor com alegria,

vinde a Ele com cânticos de júbilo.

 

Sabei que o Senhor é Deus,

Ele nos fez, a Ele pertencemos,

somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

 

Porque o Senhor é bom,

eterna é a sua misericórdia,

a sua fidelidade estende-se de geração em geração.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Cristo morreu por nós. Sejamos agradecidos confiando-Lhe a nossa vida e amando-O como Ele nos ama.

 

Romanos 5, 6-11

Irmãos: 6Quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios no tempo determinado. 7Por um justo, dificilmente alguém morrerá; por um homem bom, talvez alguém tivesse a coragem de morrer. 8Mas Deus prova assim o seu amor para connosco: Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores. 9E agora, que fomos justificados pelo seu sangue, com muito mais razão seremos por Ele salvos da ira divina. 10Se, na verdade, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, depois de reconciliados, seremos salvos pela sua vida. 11Mais ainda: também nos gloriamos em Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem alcançámos agora a reconciliação.

 

São Paulo neste capítulo 5º de Romanos pretende fazer ver que o amor de Deus garante ao homem justificado a firmeza da esperança da salvação eterna. Esta esperança é certa, não ilusória. Eis o raciocínio do Apóstolo: Se «quando éramos ainda pecadores» (v. 8) e «inimigos» de Deus (v. 10) – antes da conversão –, recebemos a graça da justificação, como é que não havemos de estar seguros «agora que fomos justificados pelo seu Sangue» (v. 9) e «reconciliados com Deus» (v. 10)? Com muito mais razão (vv. 9 e 10) «seremos, por Ele, salvos da ira divina» – no dia do juízo –, quando a ira divina castigar os pecadores. «Havemos, pois, de ser salvos pela sua vida» (v. 10), isto é, em virtude da vida de Cristo nos Céus, quando aparecermos diante dele como santos, reconciliados e redimidos por Ele.

 

Aclamação ao Evangelho       Mc 1, 15

 

Monição: A seara é grande mas os trabalhadores são poucos. Hoje vivemos esta realidade. Perante a falta de vocações consagradas não podemos ficar indiferentes.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Está próximo o reino de Deus.

Arrependei-vos e acreditai no Evangelho.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 9, 36 – 10, 8

Naquele tempo, Jesus, 36ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. 37Jesus disse então aos seus discípulos: «A seara é grande mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara». 10, 1Depois chamou a Si os seus Doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades. 2São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; 3Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. 5Jesus enviou estes Doze, dando-lhes as seguintes instruções: «Não sigais o caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. 7Ide primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel. Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus. 8Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça».

 

Este trecho do Evangelho ajuda-nos a entrar dentro dos sentimentos mais profundos do Coração de Cristo, do próprio Coração de Deus feito homem; o próprio sintagma verbal – «encheu-se de compaixão» (v. 36) – é muitíssimo expressivo; traduzido a letra seria: «comoveram-se-lhe as entranhas». Jesus comovia-se pela falta de bons pastores para o povo, numa alusão e actualização da Palavra de Deus através do Profeta Ezequiel (cf. Ez 34). Esta situação de carência mantém-se, pelo que tem plena actualidade o pedido do Senhor para que peçamos, como no v. 38, «trabalhadores para a sua seara».

10, 2 «Apóstolos». Um momento importante da fundação da Igreja é a escolha dos Doze Apóstolos. A legítima Igreja de Cristo é apostólica, aquela onde se dá a sucessão ininterrupta do Colégio Apostólico, presidido por Pedro. Apóstolo significa «enviado», pois Jesus enviou-os a pregar o seu Reino e a sua doutrina.

6 «Ide antes às ovelhas perdidas da Casa de Israel». Só mais tarde, depois da Ressurreição, os Apóstolos são mandados a todo o mundo (Mt 28, 19). Com esta espécie de «estágio», Jesus preparava os Apóstolos para a sua missão universal e atendia ao plano divino que tinha estabelecido o povo judaico como o primeiro a ser chamado à salvação, o povo depositário das promessas divinas, o povo da primeira Aliança. A conservação desta ordem de Jesus na redacção do Evangelho é um grande indício do valor histórico do Evangelho, pois está em descontinuidade do que era a prática da Igreja, logo nos seus primórdios, que cedo começou a evangelizar os gentios.

7 «Proclamai que está perto o reino dos Céus». O Evangelho de S. Mateus, como se dirigia imediatamente a cristãos vindos do judaísmo, tem o cuidado de, à boa maneira judaica, evitar respeitosamente o pronunciar o nome inefável de Deus, por isso não diz «reino de Deus». Proclamar que este reino está perto não quer dizer que Jesus estava iludido quanto à sua chegada final como algo imediato, mas era, por um lado, uma forma de inculcar a urgência da pregação da Boa Nova e a necessidade de estar desprendido das coisas da terra – «recebestes de graça, dai de graça» – (vv. 8-10); por outro lado, com o presença de Jesus, o Reino dos Céus não podia mesmo estar mais perto (cf. Lc 17, 20-21)

 

Sugestões para a homilia

 

Terceiro milénio

O Senhor conta connosco

Terceiro milénio

O Senhor chamou os Apóstolos e eles deixaram tudo para O seguir (Evangelho).

Após a morte de Jesus para nos salvar (2ª leitura), eles partiram por todo o mundo a anunciar a Doutrina de Jesus. Outros aceitaram o convite dos Apóstolos para continuarem a Sua missão. E assim , de geração em geração, a Fé chegou até nós. Como devemos agradecer ao Senhor por pertencermos à Sua Igreja!

Nós queremos fazer parte do número dos que ouvem a Sua voz (1ª leitura). Quantos ao longo dos séculos O escutaram e Lhe consagraram a sua vida! Por isso não estamos sós. Todos os que nos precederam nos impelem a que sejamos apóstolos e missionários sem nunca nos cansarmos de anunciar Jesus Cristo ao Mundo.

Se no segundo milénio aconteceu o escândalo da divisão dos cristãos (ortodoxos, protestantes e católicos), queremos contribuir para que no terceiro milénio se concretize o milagre da unidade. E então os cristãos, todos unidos, serão uma presença tão viva no mundo que as forças das trevas jamais conseguirão destruir. Como será bom viver no mundo nesse tempo que há-de vir! Como serão felizes as gerações que nos sucederem! Confiemos inteiramente no Senhor.

O Senhor conta connosco

Trabalhemos incansavelmente pelo reino de Deus. Lutemos contra as injustiças, contra o ódio, contra a vingança, contra as causas que provocam os atentados, os crimes e a guerra.

Dêmos o nosso contributo para que a vida das pessoas seja respeitada desde a concepção até à morte natural. Acompanhemos os que vivem sós e abandonados. Ajudemos os que precisam de nós. Aos que vivem em guerra ensinemos os caminhos da paz. Aos que odeiam ofereçamos o nosso amor.

A pouco e pouco o mundo será melhor e Cristo virá ao nosso encontro chamando para a Sua Igreja todos aqueles que, como outrora os Apóstolos, entregam a vida pelo Seu reino.

Estamos na véspera da festa dum grande santo, invocado e imitado em todo o mundo e que nasceu em Portugal: Santo António. Desde o século treze continua a ser uma referência para quem procura o caminho da santidade. Que Santo António nos ajude a pregarmos a Palavra do Senhor que é na verdade para todos a Palavra da Salvação.

Estamos também na véspera da comemoração da 2ª aparição de Nossa Senhora em Fátima no dia 13 de Junho de 1917 a Jacinta, Francisco e Lúcia. Eles que já se encontram no Céu convidam-nos a viver a mensagem de salvação oferecida ao mundo por Nossa Senhora.

Vale a pena, antes de sermos chamados pelo Senhor para a vida eterna, viver no mundo amando-O e cumprindo até ao fim, sem nunca desanimarmos, a missão que nos confiou.

 

 

Oração Universal

 

Escutámos a Palavra do Senhor.

Proclamámos a nossa Fé.

Confiemos-Lhe agora os nossos pedidos, dizendo:

Nós vos rogamos, Senhor, ouvi-nos.

 

1.  Pela Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo

para que alcance o dom da unidade

e anuncie a Sua Palavra ao mundo,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos cristãos de toda a Terra

para que vivam a mensagem de Fátima

com o arrependimento, a conversão e a oração

a fim de recebermos o dom da Paz,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelos fiéis das nossas comunidades

para que encontrem na Eucaristia

a força e a coragem necessárias

no cumprimento d a vontade de Deus,

oremos, irmãos.

 

4.  Por todos os Portugueses

para que, imitando e invocando Santo António,

alcancem as bênçãos celestes

no progresso do nosso País,

oremos ,irmãos.

 

5.  Pelos doentes e por todos os que sofrem

para que encontrem acolhimento na família

e sejam tratados com a dignidade merecida

nas casas a eles destinadas,

oremos, irmãos.

 

6.  Pelos nossos familiares, amigos falecidos

e por todos os que no Purgatório se purificam das suas faltas,

para que alcancem a bem-aventurança eterna no Céu,

pedindo também ao Senhor por nós,

oremos, irmãos.

 

Deus Eterno e Omnipotente, pela Vossa misericórdia

e intercessão de Maria Santíssima,

dignai-Vos atender as nossas preces.

Por N.S.J.C. Vosso filho que é Deus Convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Na hóstia sobre a patena, B. Salgado, NRMS 6 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que pelo pão e o vinho apresentados ao vosso altar dais ao homem o alimento que o sustenta e o sacramento que o renova, fazei que nunca falte este auxílio ao nosso corpo e à nossa alma. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: J. Santos, NRMS 6 (II)

 

Monição da Comunhão

 

O Senhor vem até nós. Recebamo-l’O na Sagrada Comunhão, se estamos devidamente preparados. Procuremos ser fiéis à nossa vocação. Peçamos-Lhe suscite na Sua Igreja os apóstolos de que precisa.

 

Cântico da Comunhão: O Senhor enviou os seus Apóstolos, F. da Silva, NRMS 66

Salmo 26, 4

Antífona da comunhão: Uma só coisa peço ao Senhor, por ela anseio: habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida.

 

Ou

Jo 17, 11

Pai santo, guarda no teu nome os que Me deste, para que sejam em nós confirmados na unidade, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Senhor, Tu és a Luz, Az. Oliveira, NRMS 6 (II)

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que a sagrada comunhão nos vossos mistérios, sinal da nossa união convosco, realize a unidade na vossa Igreja. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Ao partirmos de novo para nossas casas somos convidados pelo Senhor a darmos testemunho d´Ele em toda a parte. Contemos com a intercessão de Santo António e a bênção maternal de Nossa Senhora!

 

Cântico final: Ide por todo o mundo e proclamai, J. Santos, NRMS 59

 

 

Homilias Feriais

 

11ª SEMANA

 

2ª feira, 13-VI: Santo António de Lisboa, presbítero e doutor da Igreja

Eclo 39, 8-14 / Mt 5, 13-19

 

3ª feira, 14-VI: A formação da escola da paz.

2 Cor. 8, 1-9 / Mt. 5, 43-48

Ele (Jesus), que era rico, fez-se pobre por vossa causa, para que vos tornásseis ricos pela sua pobreza.

O Apóstolo reconhece que os fiéis de Corinto são «ricos em tudo»: na fé, na eloquência, na doutrina, na atenções e na caridade (cf. Leit.).

Precisamos descobrir o tesouro que representam os nossos inimigos, os que nos incomodam: «A imagem lacerada do nosso mundo... desafia ainda mais fortemente os cristãos a viverem a Eucaristia como uma grande escola de paz, onde se formem homens e mulheres que, a vários níveis de responsabilidade na vida social, cultural e política, se fazem tecedores de diálogo e comunhão»(MN, 27).

 

4ª feira, 15-VI: Semear com generosidade e alegria.

2 Cor. 9, 6-11 / Mt. 6, 1-6. 16-18

Quem semeia pouco, também colherá pouco e, quem semeia com largueza também colherá com largueza.

Com a imagem da sementeira o Apóstolo anima-nos a semear com generosidade e alegria: «Deus ama quem dá com alegria» (Leit.).

Quando damos, o coração alegra-se e assim compreenderemos melhor o Senhor, que deu a vida em resgate por todos (cf. Mt. 20, 28). Comprometamo-nos neste Ano a ir ao encontro de alguma das muitas pobrezas do nosso tempo: a fome, que atormenta milhões de pessoas; as doenças que se vão propagando; a solidão dos idosos; a dificuldades dos desempregados; as desgraças dos imigrantes... (cf. MN, 28).

 

5ª feira, 16-VI: O pão nosso de cada dia.

2 Cor. 11, 1-11 / Mt. 6, 7-15

Orai, pois, deste modo: Pai nosso... O pão nosso de cada dia nos dai hoje.

Ao pedirmos o pão nosso de cada dia, reconhecemos que toda a nossa existência depende de Deus. Pedimos, em primeiro lugar, o necessário para resolvermos as necessidades de cada dia; e depois, o que é necessário para a salvação da alma. Quando dizemos o pão nosso não podemos esquecer os nossos irmãos, especialmente os mais necessitados.

Pensemos bem na possibilidade de recebermos com frequência este Pão da vida: «Porque se o pão é diário, porque é que o recebes apenas uma vez por ano? Recebe todos os dias o que todos te aproveite e vive de modo que todos os dias sejas digno de recebê-lo» (S. Ambrósio).

 

6ª feira, 17-VI: O nosso coração está em Deus.

2 Cor. 11, 18. 21-30 / Mt. 6, 19-23

Onde estiver o teu coração aí estará o teu coração.

O coração é, em sentido bíblico, o ‘fundo do ser’ (as ‘entranhas’) em que a pessoa se decide ou não por Deus (cf. Ev. do dia, cit. em CIC, 368). O tesouro é o próprio Deus: «O Doador é mais precioso do que o dom concedido, o ‘tesouro’, e é n’Ele que está o Coração do Filho; o dom é dado por acréscimo» (CIC, 2604). Por isso dizemos no Prefácio: «O nosso coração está em Deus».

O nosso coração está em Deus e em tudo o que se refere a Deus, como diz S. Paulo: «a minha preocupação de cada dia é o cuidado de todas as igrejas» (Leit.).

 

Sábado, 18-VI: A Providência e o hoje.

2 Cor. 12, 1-10 / Mt. 6, 24-34

Não vos inquieteis com o dia de amanhã, que esse dia tratará das suas inquietações.

A filiação divina conduz-nos a um abandono na Providência: «Nós acreditamos que ela (a Omnipotência) é universal, porque Deus tudo criou, tudo governa e tudo pode; amorosa, porque Deus é nosso Pai; misteriosa, porque só a fé a pode descobrir, quando ‘Ele actua plenamente na fraqueza’ (Leit. do dia)» (CIC, 268).

A Providência aplica-se também ao tempo: «O tempo está nas mãos do Pai; é no presente que nós O encontramos; não ontem, nem amanhã, mas hoje...» (CIC, 2659). Pedimos-lhe igualmente: O pão nosso de cada dia nos dai hoje.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:                   Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                  Duarte Nuno Rocha


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