Anjo da Guarda de Portugal

10 de Junho de 2005

 

Memória

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Toda a terra Vos adore, J. Santos, NRMS 94

Dan 3, 95

Antífona de entrada: Bendito seja o Senhor, que enviou o seu Anjo e libertou os seus servos, que n'Ele confiaram.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Neste dia de Portugal quisemos reunir-nos aqui para celebrar o Anjo da sua Guarda. Porque somos portugueses e temos fé, vamos hoje pedir especialmente ao Anjo de Portugal que abençoe a nossa Pátria.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que destinastes a cada nação o seu Anjo da Guarda, concedei que, pela intercessão e patrocínio do Anjo de Portugal, sejamos livres de todas as adversidades. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Os anjos intercedem continuamente junto do Senhor por nós e pelos povos de todo o mundo. Confiemos na sua protecção.

 

Daniel 10, 2a, 5-6.12-14ab

Naqueles dias, ergui os olhos e vi um homem vestido de linho, com um cinturão de ouro puro. O seu corpo era semelhante ao topázio e o rosto tinha o fulgor do relâmpago; os olhos eram como fachos ardentes, os braços e as pernas eram brilhantes como o bronze polido e o som das suas palavras era como o rumor duma multidão. Ele disse-me: «Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração para compreender e te humilhaste diante do teu Deus, as tuas palavras foram ouvidas. É por causa das tuas palavras que eu venho. O chefe do reino da Pérsia resistiu-me durante vinte e um dias. Então Miguel, um dos chefes principais, veio em meu auxílio. Eu estive lá, a fazer frente ao chefe dos reis da Pérsia, e vim para te explicar o que vai suceder ao teu povo, no fim dos tempos».

 

A leitura está respigada dos sonhos e visões de Daniel (2ª parte do livro: 7, 1 – 12, 13), onde, na última visão, uma figura excelsa explica o que irá suceder nas guerras do séc. II a. C. entre os selêucidas e os lágidas, e como uma personalidade abominável (Antíoco IV da Síria) virá trazer grandes desgraças ao povo, mas acabará por ser derrotado, graças à intervenção libertadora de Miguel. A leitura foi escolhida para a festa de hoje certamente pela descrição da figura angélica da aparição nos vv. 5-6, que evoca a visão dos Pastorinhos.

 

Salmo Responsorial    Salmo 90 (91),1 e 3.5b-6.10.11.14-15

 

Monição: Com os anjos junto de nós será mais fácil seguirmos o caminho que nos é indicado pelo Senhor.

 

Refrão:        O Senhor mandará aos seus anjos

Que te guardem em todos os teus caminhos.

 

Tu, que habitas sob a protecção do Altíssimo,

moras à sombra do Omnipotente.

Ele te livrará do laço do caçador

e do flagelo maligno.

 

Não temerás o pavor da noite,

nem a seta que voa de dia;

nem a epidemia que se propaga nas trevas,

nem a peste que alastra em pleno dia.

 

Nenhum mal te acontecerá,

nem a desgraça se aproximará da tua morada.

Porque o Senhor mandará aos seus Anjos

que te guardem em todos os teus caminhos.

 

«Porque confiou em Mim, hei-de salvá-lo;

hei-de protegê-lo, pois conheceu o meu nome.

Quando Me invocar, hei-de atendê-lo,

estarei com ele na tribulação,

hei-de libertá-lo e dar-lhe glória».

 

 

Aclamação ao Evangelho       Lc 2, 10b

 

Monição: Com os anjos dêmos glória a Deus pedindo-Lhe conceda ao mundo em guerra o dom da Paz.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Disse o Anjo do Senhor:

«Anuncio-vos uma grande alegria para todo o povo.»

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 8-14

Naquele tempo, havia naquela região uns pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos. O Anjo do Senhor aproximou-se deles e a glória do Senhor cercou-os de luz; e eles tiveram grande medo. Disse-lhes o Anjo: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura». Imediatamente juntou-se ao Anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados».

 

Também o texto escolhido nos fala dos Anjos do Natal. A glória de Deus que em Israel se manifestava no templo, manifesta-se agora no campo dos pastores. Deus manifesta-se aos simples e humildes e no meio dos seus afazeres mais correntes.

Ver notas para o dia de Natal.

 

Sugestões para a homilia

 

O Anjo e as crianças

O Anjo de Portugal

O Anjo e as crianças

Nossa Senhora preferiu, entre todos os países da Terra , a nossa Pátria, no século vinte, para transmitir ao mundo em guerra uma mensagem de salvação. Escolheu três crianças simples, puras e generosas, de Fátima, para Seus interlocutores: Lúcia, Francisco e Jacinta.

Em 1916, um ano antes das aparições, veio o Anjo de Portugal prepará-las para o encontro com a Virgem. Lúcia refere-nos três visitas: duas na Loca do Cabeço e uma junto ao poço do quintal da sua família.

Meditemos e rezemos muitas vezes as orações que lhes ensinou:«Meu Deus, eu creio, adoro , espero e amo-Vos...» e «Santíssima Trindade, Pai, Filho ,Espírito Santo, adoro-Vos profundamente...».

Não nos deixemos levar por seduções que nos oferecem uma vida de sonho, prazer e felicidade mas no fim causam desilusão, sofrimento e angústia. A solução está em Deus. Confiando unicamente n’Ele e oferecendo-Lhe o nosso coração, teremos a paz e felicidade que ansiosamente desejamos.

Foi na última aparição que o Anjo deu aos Pastorinhos a Sagrada Comunhão. Jesus Eucaristia nunca mais foi esquecido pelos Videntes de Fátima. Com que devoção participavam na Santa Missa! Com que fervor comungavam! Com que fé adoravam Jesus presente no Sacrário!

Oxalá as nossas crianças amem a Jesus como Jacinta, Francisco e Lúcia! Que o primeiro a entrar em seus corações inocentes não seja o demónio pelo pecado mas sim Jesus Eucaristia. Quantas graças do Céu receberá a Humanidade por seu intermédio!

O Anjo de Portugal

Referindo-se ao nosso País, o Anjo disse aos Pastorinhos:«Eu sou o Anjo da sua Guarda, o Anjo de Portugal».

Já nos lembrámos de agradecer a Deus por ser tão nosso amigo?! Enviou-nos o Anjo, enviou-nos a Sua própria Mãe! Fátima é na verdade o Altar do Mundo!

Portugal no passado levou a civilização e a fé a muito povos. Sentimo-nos felizes quando, ao viajar pelos locais mais longínquos, ouvimos as pessoas a rezar em Português.

Nós hoje queremos continuar a missão iniciada pelos nossos antepassados e , com o exemplo, levar as novas gerações ao apostolado.

Contamos sempre com a protecção do Anjo de Portugal. Contamos sempre com a intercessão especial de Lúcia, Francisco e Jacinta a quem Nossa Senhora apareceu em Fátima. Contamos sempre com a nossa Padroeira, a nossa Mãe do Céu, a Virgem Maria.

Sejamos bons portugueses. Sejamos cristãos exemplares. A nossa Pátria será melhor. O mundo será salvo. Depois será o reencontro, a felicidade eterna no Céu!...

 

 

Oração Universal

 

Escutámos a Palavra do Senhor.

Ele é a Misericórdia.

Confiemos-Lhe os nossos pedidos, dizendo:

Atendei, Senhor, a nossa prece.

 

1.  Para que a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica

se mantenha confiante no Senhor,

dando testemunho da Sua Doutrina em toda a Terra,

oremos, irmãos.

 

2.  Para que sejamos fiéis à nossa vocação

de serviço a Deus e aos irmãos,

numa entrega incondicional durante toda a vida,

oremos, irmãos.

 

3.  Para que o bem-aventurado Francisco

nos ajude a amarmos como ele Jesus Eucaristia,

participando na Santa Missa, recebendo-O sacramentalmente

e adorando-O no Sacrário das nossas igrejas,

oremos, irmãos.

 

4.  Para que a bem-aventurada Jacinta

nos ajude a amarmos como ela o Coração Imaculado de Maria

e connosco reze pela beatificação da Irmã Lúcia,

oremos, irmãos.

 

5.  Para que o Anjo de Portugal

interceda pela nossa Pátria onde preparou os Pastorinhos

para as aparições de Nossa Senhora em Fátima,

oremos, irmãos.

 

6.  Para que Nossa Senhora, Padroeira de Portugal,

abençoe a nossa Pátria, salve o mundo

e conduza ao Céu os que recordamos com saudade,

oremos, irmãos.

 

Deus Eterno e Omnipotente, pela Vossa misericórdia

e intercessão de Maria Santíssima,

dignai-Vos atender as nossas súplicas

e conceder-nos o que for melhor para nós.

Por N.S.J.C. Vosso filho que é Deus Convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Tomai, senhor, e recebei, J. Santos, NRMS 70

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, estas ofertas que apresentamos ao vosso altar e fazei que, por intercessão do nosso Anjo da Guarda, sejamos defendidos de toda a adversidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio dos Anjos: p. 491

 

Santo: Santo IV, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

No Céu os anjos contemplam sem cessar a Deus. Na Terra o Senhor vem ao nosso encontro para O recebermos na Sagrada Comunhão. Afastando o demónio, pedindo ajuda aos anjos, vivamos em Graça para que o Senhor encontre em nós uma digna morada.

 

Cântico da Comunhão: Eucaristia, celeste alimento, M. Carneiro, NRMS 77-79

Judite 13, 20.21

Antífona da comunhão: Bendito seja o Senhor, que me protegeu por meio do seu Anjo. Dai graças ao Senhor, porque é eterna a sua misericórdia.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais neste admirável sacramento de vida eterna, dirigi os nossos passos, por meio do vosso Anjo, no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Nós, cristãos e portugueses, somos chamados a dar testemunho da Doutrina do Senhor no nosso País e em todo o mundo. Contamos com a intercessão do Anjo de Portugal, de Jacinta, Francisco e Lúcia a quem Nossa Senhora apareceu em Fátima.

 

Cântico final: Como promessa de cada hora, M. Faria, NRMS 30

 

 

Homilias Feriais

 

Sábado, 11-VI: S. Barnabé: Solicitude pelos enfermos.

Act. 11, 21-26; 13, 1-3 (pp) / Mt. 10, 7-13 (aprop.)

(Jesus): Ide pregar… curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios.

Barnabé foi um dos primeiros fiéis de Jerusalém. Anos depois foi destacado para pregar o Evangelho em Antioquia e, mais tarde, para acompanhar S. Paulo na sua primeira viagem apostólica (cf. Leit.).

Além da pregação, o Senhor confiou também aos Apóstolos o cuidado dos enfermos. Não deixemos de cuidar dos nossos doentes: «Não podemos iludir-nos: pelo amor mútuo e, em particular, pela solicitude por quem passa necessidade, seremos reconhecidos como verdadeiros discípulos de Cristo. Com base neste critério, será comprovada a autenticidade da nossa celebração eucarística» (MN, 28).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:             Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                          Nuno Romão

Sugestão Musical:                  Duarte Nuno Rocha

 


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