NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

7 de Outubro de 2015

 

Memória

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Rainha do Santíssimo Rosário, S. Marques, NRMS 86

cf. Lc 1, 28.42

Antífona de entrada: Avé, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Igreja celebra hoje um dos dias dedicados à Virgem Santa Maria. Estamos habituados a que o culto rendido à Virgem Santíssima seja a partir dos mistérios da Salvação em que ela teve particular protagonismo, ou então a alguns momentos históricos da vida da Mãe de Jesus. No entanto, o dia que hoje celebramos torna-se extraordinário, pois refere-se à Mãe de Deus a partir de uma das práticas mais belas da piedade cristã: o Rosário, também conhecido como Terço.

Partindo desta data festiva em toda a Igreja, e à luz do pedido de Nossa Senhora em Fátima, vivamos esta celebração com uma profunda união a Deus e sob olhar e intercessão da Virgem Santíssima.

 

Oração colecta: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que, pela anunciação do Anjo, conhecemos a encarnação de Cristo, vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz e com a intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, alcancemos a glória da ressurreição. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Na Sagrada Escritura são constantes as referências à perseverança. Como tal, perseverar na fé e não perder as características próprias de quem se deixa conduzir por Deus é um dos exercícios e desafios mais radicais que surgem ao longo da nossa vida. Pela leitura que iremos escutar, é importante perceber que a perseverança dos apóstolos era acompanhada pela presença da Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe.

 

Actos 1, 12-14

 

Depois de Jesus ter subido ao Céu, os Apóstolos voltaram para Jerusalém, descendo o monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, à distância de uma caminhada de sábado. Quando chegaram à cidade, subiram para a sala de cima, onde se encontravam habitualmente. Estavam lá Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zeloso, e Judas, irmão de Tiago. Todos estes perseveravam unidos em oração, em companhia de algumas mulheres, entre as quais Maria, Mãe de Jesus.

 

Quando deixa de ter visibilidade a pessoa de Jesus, a sua Mãe ocupa um lugar digno de nota, logo na oração da Igreja nascente. Com Ela os primeiros que seguiram a Cristo, esperam o Espírito Santo, perseverando, «unidos em oração». Note-se também a importância dada à lista dos Apóstolos e como, em todas as quatro listas que aparecem no N. T., Pedro é sempre o cabeça de lista, embora elas não tenham sempre todos os nomes na mesma ordem.

 

Salmo Responsorial     Lc 1, 46-47.48-49.50-51.52-53.54-55

 

Monição: A confiança da Virgem Maria é um verdadeiro louvor que, não só se manifesta no seu Magnificat, como se perpetua nos nossos lábios quando nos unimos à Mãe do Céu a cantar a bondade de Deus. Esta bondade é constantemente compreendida e reconhecida, basta que olhemos a forma como o Senhor cuida de nós e como conduz a história da Humanidade.

 

Refrão:        Bendita sejais, ó Virgem Maria,

                     que trouxestes em vosso ventre o Filho do eterno Pai.

 

Ou:               Aleluia.

 

A minha alma glorifica o Senhor,

e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.

 

Porque pôs os olhos na humildade da sua serva,

de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.

O todo-poderoso fez em mim maravilhas:

Santo é o seu nome.

 

A sua misericórdia se estende de geração em geração

sobre aqueles que O temem.

Manifestou o poder do seu braço

e dispersou os soberbos.

 

Derrubou os poderosos de seus tronos

e exaltou os humildes.

Encheu de bens os famintos

e aos ricos despediu de mãos vazias.

 

Acolheu Israel, seu servo,

lembrado da sua misericórdia,

como tinha prometido a nossos pais,

a Abrão e à sua descendência para sempre.

 

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 1, 28

 

Monição: O Anjo, enquanto enviado de Deus, assume a missão de fazer chegar a Salvação do próprio Deus ao coração da Humanidade. O “sim” da Virgem Maria faz-nos devedores e conscientes de que a Virgem Maria é a “cheia de graça”, para quem olhamos cheios de certezas e de amor.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS10 (II)

 

Avé Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco

bendita sois Vós entre as mulheres.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 26-38

 

Naquele tempo, 26o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. 27O nome da Virgem era Maria. 28Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». 29Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. 30Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David 33reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». 34Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?». 35O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. 36E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril 37porque a Deus nada é impossível». 38Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor faça-se em mim segundo a tua palavra».

 

26 «O Anjo Gabriel». O mesmo que anunciou a Zacarias o nascimento de João. Já era conhecido o seu nome no A. T. (cf. Dan 8, 16-26; 9, 21-27). O seu nome significa «homem de Deus» ou também «força de Deus».

28 Coadunando-se com a transcendência da mensagem, a tripla saudação a Maria é absolutamente inaudita: «Ave»: Vulgarizou-se esta tradução, correspondente a uma saudação comum (como ao nosso «bom dia»; cf. Mt 26, 49), mas que não parece ser a mais exacta, pois Lucas, para a saudação comum usa o semítico «paz a ti» (cf. Lc 10, 5); a melhor tradução é «alegra-te» – a tradução literal do imperativo do grego khaire –, de acordo com o contexto lucano de alegria e com a interpretação patrística grega, não faltando mesmo autores modernos que vêm na saudação uma alusão aos convites proféticos à alegria da «Filha de Sião» (Sof 3, 14; Jl 2, 21-23; Zac 9, 9).

«Cheia de graça»: Esta designação tem muita força expressiva: está em vez do nome próprio, por isso define o que Maria é na realidade. A expressão portuguesa traduz um particípio perfeito passivo que não tem tradução literal possível na nossa língua: designa Aquela que está cumulada de graça, de modo permanente; mais ainda, a forma passiva parece corresponder ao chamado passivo divino, o que evidencia a acção gratuita, amorosa, criadora e transformante de Deus em Maria: «ó Tu a quem Deus cumulou dos seus favores». De facto, Maria é a criatura mais plenamente ornada de graça, em função do papel a que Deus A chama: Mãe do próprio Autor da Graça, Imaculada, concebida sem pecado original, doutro modo não seria, em toda a plenitude, a «cheia de graça», como o próprio texto original indica.

«O Senhor está contigo»: a expressão é muito mais rica do que parece à primeira vista; pelas ressonâncias bíblicas que encerra, Maria é posta à altura das grandes figuras do Antigo Testamento, como Jacob (Gn 28, 15), Moisés (Ex 3, 12) e Gedeão (Jz 6, 12), que não são apenas sujeitos passivos da protecção de Deus, mas recebem uma graça especial que os capacita para cumprirem a missão confiada por Ele. Chamamos a atenção para o facto de na última edição litúrgica ter sido suprimido o inciso «Bendita es tu entre as mulheres», pois este não aparece nos melhores manuscritos e pensa-se que veio aqui parar por arrasto do v. 42 (saudação de Isabel). A Neovulgata, ao corrigir a Vulgata, passou a omiti-lo.

29 «Perturbou-se», ferida na sua humildade e recato, mas sobretudo experimentando o natural temor de quem sente a proximidade de Deus que vem para tomar posse da sua vida (a vocação divina). Esta reacção psicológica é diferente da do medo de Zacarias (cf. Lc 1, 12), pois é expressa por outro verbo grego; Maria não se fecha no refúgio dos seus medos, pois n’Ela não há qualquer espécie de considerações egoístas, deixando-nos o exemplo de abertura generosa às exigências de Deus, perguntando ao mensageiro divino apenas o que precisa de saber, sem exigir mais sinais e garantias como Zacarias (cf. Lc 1, 18).

32-33 «Encontraste graça diante de Deus»: «encontrar graça» é um semitismo para indicar o bom acolhimento da parte dum superior (cf. 1 Sam 1, 18), mas a expressão «encontrar graça diante de Deus» só se diz no A. T. de grandes figuras, Noé (Gn 6, 8) e Moisés (Ex 33, 12.17). O que o Anjo anuncia é tão grandioso e expressivo que põe em evidência a maternidade messiânica e divina de Maria (cf. 2 Sam 7, 8-16; Salm 2, 7; 88, 27; Is 9, 6; Jer 23, 5; Miq 4, 7; Dan 7, 14).

34 «Como será isto, se Eu não conheço homem?» Segundo a interpretação tradicional desde Santo Agostinho até aos nossos dias, tem-se observado que a pergunta de Maria careceria de sentido, se Ela não tivesse antes decidido firmemente guardar a virgindade perpétua, uma vez que já era noiva, com os desposórios ou esponsais (erusim) já celebrados (v. 27). Alguns entendem a pergunta como um artifício literário e também «não conheço» no sentido de «não devo conhecer», como compete à Mãe do Messias (cf. Is 7, 14). Pensamos que a forma do verbo, no presente, «não conheço», indica uma vontade permanente que abrange tanto o presente como o futuro. Também a segurança com que Maria aparece a falar faz supor que José já teria aceitado, pela sua parte, um matrimónio virginal, dando-se mutuamente os direitos de esposos e renunciando a consumar a união; mas nem todos os estudiosos assim pensam, como também se vê no recente e interessante filme Figlia del suo Figlio.

35 «O Espírito Santo virá sobre ti…» Este versículo é o cume do relato e a chave do mistério: o Espírito, a fonte da vida, «virá sobre ti», com a sua força criadora (cf. Gn 1, 2; Salm 104, 30) e santificadora (cf. Act 2, 3-4); «e sobre ti a força do Altíssimo estenderá a sua sombra» (a tradução litúrgica «cobrirá» seria de evitar por equívoca e pobre; é melhor a da Nova Bíblia dos Capuchinhos): o verbo grego (ensombrar) é usado no A. T. para a nuvem que cobria a tenda da reunião, onde a glória de Deus estabelecia a sua morada (Ex 40, 34-36); aqui é a presença de Deus no ser que Maria vai gerar (pode ver-se nesta passagem o fundamento bíblico para o título de Maria, «Arca da Aliança»).

«O Santo que vai nascer…» O texto admite várias traduções legítimas; a litúrgica, afasta-se tanto da da Vulgata, como da da Neovulgata; uma tradução na linha da Vulgata parece-nos mais equilibrada e expressiva: «por isso também aquele que nascerá santo será chamado Filho de Deus». I. de la Potterie chega a ver aqui uma alusão ao parto virginal de Maria: «nascerá santo», isto é, não manchado de sangue. «Será chamado» (entenda-se, «por Deus» – passivum divinum) Filho de Deus», isto é, será realmente Filho de Deus, pois o que Deus chama tem realidade objectiva (cf. Salm 2, 7).

38 «Eis a escrava do Senhor…» A palavra escolhida na tradução, «escrava» talvez queira sublinhar a entrega total de Maria ao plano divino. Maria diz o seu sim a Deus, chamando-se «serva do Senhor»; é a primeira e única vez que na história bíblica se aplica a uma mulher este apelativo, como que evocando toda uma história maravilhosa de outros «servos» chamados por Deus que puseram a sua vida ao seu serviço: Abraão, Jacob, Moisés, David… É o terceiro nome com que Ela aparece neste relato: «Maria», o nome que lhe fora dado pelos homens, «cheia de graça», o nome dado por Deus, «serva do Senhor», o nome que se dá a si mesma.

«Faça-se…» O «sim» de Maria é expresso com o verbo grego no modo optativo (génoito, quando o normal seria o uso do modo imperativo génesthô), o que põe em evidência a sua opção radical e definitiva, o seu vivo desejo (matizado de alegria) de ver realizado o desígnio de Deus.

 

Sugestões para a homilia

 

1.     A CERTEZA DA ORAÇÃO

A oração, enquanto lugar privilegiado de encontro com Deus, provoca na vida dos crentes um dinamismo apetecível e desafiante, levando à mais profunda radicalidade de vida. Da intimidade com Deus nascem os desafios próprios de quem confia somente n’Ele, de quem se dispõe à Sua vontade e de quem luta contra as ameaças à santidade de Deus.

O dia que celebramos evoca a vitória dos cristãos sobre os muçulmanos em Lepanto, no século XVI. Naquele tempo, a ameaça muçulmana agravava-se e, por momentos, temeu-se pela sobrevivência dos países cristãos e, consequentemente, pela vida de todos aqueles que faziam parte destes países. O apelo do Papa à luta armada e à união orante através do Terço garantiu aos cristãos uma vitória que se traduziu na paz que esperavam.

A recitação do Terço foi, naquele tempo, o verdadeiro meio para confiar mais em Deus e no Seu poder em favor dos Seus filhos. Também hoje, ao jeito daquele tempo, necessitamos de colocar o nosso olhar bem fixado em Jesus, sabendo que a recitação do rosário será o lugar da nossa força, da nossa confiança e da nossa luta pela santidade.

 

2.      “O SENHOR ESTÁ CONTIGO”

Os desafios que continuamente nos batem à porta fazem que, em muitos momentos, percamos a resistência e nos conformemos a uma vida sem animosidade ou sem garantias. A procura de seguranças e de garantias é um desejo inato do ser humano, mas é também lugar de grandes decepções e, consequentemente, de grandes desilusões que nos afastam de uma vida totalizada com alegria. Por isso mesmo, é necessário procurar compreender que segurança o nosso coração busca, que garantia necessita ou que modo de viver nos pode fazer saborear este fabuloso acto que se chama viver.

O Evangelho que acabámos de escutar narra uma das dimensões mais relevantes daqueles que buscam o sentido da vida. As palavras do Anjo a Maria garantem a presença de Deus, garantem que o Senhor está connosco e que vem efectivamente ao nosso encontro. Ainda que possam surgir momentos em que Deus nos parece ausente, é preciso que os horizontes da nossa memória reflictam a imensidão de vezes em que Deus provou a Sua presença e foi, com toda a certeza, a vitória do Seu povo, a segurança dos homens e a esperança dos corações.

O dia que celebramos é um dos sinais de que Deus está connosco, não só enquanto Povo, mas também na particularidade de quem somos e do que representamos para Ele. O amor que tem por nós é, antes mais, o sinal mais constante que nos pode fazer navegar como a armada cristã de Lepanto. No entanto, mais importante que nos lançarmos nos desafios de navegar na vida, é importante não esquecer que a vitória do Homem se vive a partir da Vitória de Cristo na Cruz, para a qual olhamos sempre que, por Maria, recitamos o Rosário.

 

Fala o Santo Padre

 

«Com o Rosário deixamo-nos guiar por Maria, modelo de fé, na meditação dos mistérios de Cristo.»

Prezados irmãos e irmãs

Dirijamo-nos em oração a Maria Santíssima, que hoje veneramos como Rainha do Santo Rosário. Neste momento, no Santuário de Pompeia, eleva-se a tradicional «Súplica», à qual se unem inúmeras pessoas do mundo inteiro. Enquanto também nós nos associamos espiritualmente a esta invocação coral, gostaria de propor a todos a valorização da recitação do Rosário […]. Efectivamente, com o Rosário deixamo-nos guiar por Maria, modelo de fé, na meditação dos mistérios de Cristo, e dia após dia somos ajudados a assimilar o Evangelho, de tal modo que dê forma a toda a nossa vida. Portanto, no sulco dos meus Predecessores, de forma particular do Beato João Paulo II, que há dez anos nos ofereceu a Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, convido a recitar o Rosário pessoalmente, em família e em comunidade, colocando-nos na escola de Maria, que nos conduz para Cristo, centro vivo da nossa fé.

Papa Bento XVI, Angelus, Praça de São Pedro, 7 de Outubro de 2012

 

Oração Universal

 

 

Irmãos e irmãs:

Maria foi escolhida para ser Mãe de Deus e nossa Mãe,

conduzindo-nos a Jesus Cristo, nosso Redentor.

Cheios de confiança e docilidade filial, como em Caná,

apresentemos-lhe as necessidades e angústias de todos.

Oremos (cantando) com a confiança de filhos:

 

Pela vossa maternidade divina,

atendei, ó Mãe, a nossa prece!

 

1.  Para que na Igreja brilhe cada vez mais diante dos fieis

a doutrina sobre o valor da reza diária do nosso Terço,

oremos, irmãos.

 

Pela vossa maternidade divina,

atendei, ó Mãe, a nossa prece!

 

2.  Para que as famílias se reúnam com fidelidade e amor

na reza diária do Terço, como sinal de unidade fiel,

oremos, irmãos.

 

Pela vossa maternidade divina,

atendei, ó Mãe, a nossa prece!

 

3.  Para que muitas mãos se elevem ao Céu com o Terço,

implorando a paz e o amor para este mundo desorientado,

oremos, irmãos.

 

Pela vossa maternidade divina,

atendei, ó Mãe, a nossa prece!

 

4.  Para que, ao rezar o Terço aprendamos, com docilidade,

a seguir a vida de Cristo em cada passo da nossa vida,

oremos, irmãos.

 

Pela vossa maternidade divina,

atendei, ó Mãe, a nossa prece!

 

5.  Para que as almas dos fieis defuntos que são purificadas,

pela nossa reza assídua do Terço entrem na glória do Céu,

oremos, irmãos.

 

Pela vossa maternidade divina,

atendei, ó Mãe, a nossa prece!

 

Senhor, que por meio da Vossa e nossa Mãe,

nos indicais o Terço como caminho seguro

que nos levará às eternas alegrias do Paraíso:

ajudai-nos a rezá-lo e vivê-lo nesta vida,

para nos tornarmos dignos das Vossas promessas.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

Na unidade do Espírito Santo.  

 

 

 

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Tudo vos damos, M. Faria, NRMS 11-12

 

Oração sobre as oblatas: Tornai-nos dignos, Senhor, de Vos oferecer este santo sacrifício, de modo que, celebrando fervorosamente os mistérios do vosso Filho, mereçamos alcançar as suas promessas. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade], p. 486 (644-756] ou II, p. 487

 

Santo: M. Simões, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Comungar é um dos maiores dons possibilitados por Jesus no momento da Sua Paixão. O Corpo e o Sangue que Jesus nos oferece na Eucaristia é o mesmo Corpo e Sangue gerados no ventre de Maria. Por isso mesmo, no momento em que somos convidados a receber o próprio Jesus, será importante que o façamos com o olhar, a presença e o carinho com que também a Virgem Santíssima o olhou, o contemplou e o recebeu.

 

Cântico da Comunhão: O meu espírito exulta, C. Silva, NRMS 38

 

Antífona da Comunhão: O Anjo do Senhor disse a Maria: Conceberás e darás à luz um Filho e o seu nome será Jesus.

 

Cântico de acção de graças: Minha Senhora e minha Mãe, H. Faria, NRMS 33-34

 

Oração depois da Comunhão: Concedei, Senhor nosso Deus, que, ao anunciarmos neste sacramento a morte e a ressurreição do vosso Filho, O sigamos fielmente na sua paixão e mereçamos participar na alegria da sua glória. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Ao sairmos desta celebração facilmente iremos observar que, para muitos, este dia não passou de mais um dia de entre outros. No entanto, não só pela referência histórica, mas também pela Palavra escutada, saímos certos de que a Virgem Maria continua e ser a presença terna da boa Mãe dada por Jesus no alto da Cruz. Procuremos não descurar o nosso amor a Maria através da oração enamorada que o Terço nos proporciona.

 

Cântico final: Caminhos de bênção, M. Faria, NRMS 10 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO COMUM

 

27ª SEMANA

 

5ª Feira, 8-X: Vale a pena servir a Deus e rezar.

Mal 3, 13-20 / Lc 11, 5-13

Afirmastes ainda: É coisa inútil servir a Deus. Que lucrámos nós em cumprir as suas ordens?

Este desabafo é muito corrente entre as pessoas: Ando eu aqui a fazer o bem e sofro e os que praticam o mal vivem na prosperidade (Leit.). Outros dirão: Para que serve rezar, se Deus não me ouve?

O Senhor não deixará de nos dar uma recompensa, pelo menos, no reino dos Céus: «Terei compaixão deles como se tem de um filho obediente» (Leit.); e escutará a nossa oração, se formos perseverantes: «Pedi e dar-vos-ão», porque Ele é nosso Pai. «Se, a um de vós que seja pai, o filho pedir peixe, em vez de peixe dar-lhe-á uma serpente?» (Ev.).

 

6ª Feira, 9-X:A luta contra o demónio.

Jl 1, 13-15 / Lc 11, 15-26

Mas, se eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, então é porque o reino de Deus chegou até vós.

As Leituras apresentam algumas sugestões para no defendermos dos ataques do demónio. Assim, Jesus diz que é necessário recorrer ao poder de Deus. » Eu expulso os demónios pelo dedo de Deus» (Ev.). E recorda também a necessidade da vigilância, de sermos fortes: «Quando um homem forte e bem armado guarda o seu palácio» (Ev.).

 E a 1ª Leitura recomenda a penitência: «Ponde vestes de penitência»; e também o jejum: «Proclamai um solene jejum». Esta prática era a que Jesus recomendou aos Apóstolos quando eles não conseguiram expulsar um demónio.

 

Sábado, 10-X: Os louvores a Nª Senhora.

Jl 4, 12-21 / Lc 11, 27-28

Jesus: Felizes antes os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.

Jesus louva a sua Mãe, porque respondeu ao pedido de Deus, dizendo: «faça-se». E, assim o Verbo se fez carne. Procuremos rezar bem as orações da Ave-Maria e do Anjo do Senhor, para recordar momento tão importante.

Assim se cumpre o desígnio de Deus: «habito em Sião, meu monte santo» (Leit.). E a sua protecção: «O Senhor é um refúgio para o seu povo». Haverá graças abundantíssimas: «montes que deixarão escorrer vinho novo, colinas que farão jorrar leite». E uma intermediária, que é Nª Senhora, para distribuir as graças de Deus.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Ricardo Cardoso

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 


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