aCONTECIMENTOS eclesiais

 

DO PAÍS

 

 

FÁTIMA

 

CONGRESSO INTERNACIONAL

MARIOLÓGICO E MARIANO

 

O Papa Francisco aprovou no dia 7 de Maio a celebração do 24.º Congresso Mariológico Mariano Internacional na cidade de Fátima, organizado pela Pontifícia Academia Mariana em colaboração com os responsáveis do Santuário.

 

O Congresso, de 6 a 11 de Setembro de 2016, terá por tema: “O acontecimento de Fátima, cem anos depois. História, mensagem e actualidade”.

A Cova da Iria vai assim receber a 24.ª edição do “mais importante momento internacional de reflexão na área da Mariologia, com temática específica incidindo no acontecimento de Fátima”.

 No cinquentenário das aparições de Fátima, em 1967, teve lugar em Portugal, com iniciativas em Lisboa e em Fátima, a 5.ª edição deste Congresso Mariológico Mariano Internacional.

 

 

AÇORES

 

PRIMEIRO LIVRO SOBRE

SANTUÁRIOS DE PORTUGAL

 

O primeiro livro com a história e a descrição dos 161 santuários existentes em Portugal foi lançado no passado dia 7 de Maio em Ponta Delgada, no arranque das Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres.

 

“Foi um trabalho árduo, de muita paixão”, iniciado em 2007, depois de quase 20 anos de “amadurecimento de uma ideia”, que passava por “contar de forma simples e acessível a história e as vivências dos Santuários Portugueses”, disse a autora do livro “Santuários de Portugal – Caminhos de fé”, Maria do Rosário Berardo.

A principal dificuldade foi a “inexistência de estudos ou teses aprofundadas” sobre a maioria dos Santuários, cuja história “permite estabelecer uma compreensão do passado, do presente e de uma moldura memorial que estes templos desenham, para crentes e não crentes, sobretudo para estes”, referiu ainda.

O livro tem cerca de 700 páginas e está organizado em 20 capítulos (tantos quantas as dioceses católicas).

 “Estou convencida de que o resultado final vai permitir compreender as manifestações de piedade popular e perceber como nelas subjazem autênticos tesouros de fé e seculares tradições”, conclui Maria do Rosário Berardo.

Cada capítulo contém o mapa da respectiva diocese, com o nome e a localização dos santuários, apresentando em algumas delas referências a outros locais de culto existentes, que o povo considera santuários, mas que nunca foram canonicamente reconhecidos.

A metodologia usada para descrever cada santuário é igual para os 161 descritos nesta obra, publicada pela Editora Paulinas, com os seguintes capítulos: localização, memória de culto, descrição e festividades.

A apresentação do livro decorreu na Igreja do Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres, em Ponta Delgada, e foi feita pelo reitor do Santuário do Senhor Bom Jesus do Pico, padre Marco Martinho.

O sacerdote deteve-se particularmente no capítulo (o segundo) dedicado aos santuários da Diocese de Angra, todos criados nos séculos XX e XXI.

 

 

FÁTIMA

 

QUALIDADES DO PROFESSOR DE

RELIGIÃO E MORAL CATÓLICA

 

O presidente do Centro Nacional da Cultura, Guilherme de Oliveira Martins, salientou em Fátima a importância de uma educação cristã baseada na experiência de vida e no exemplo.

 

“Não basta pregar, é fundamental a experiência, o exemplo. O educador cristão é, deve ser, tem de ser exemplar”, apontou durante uma conferência incluída no Fórum de Formação 2015 para docentes de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), que decorreu no Centro Paulo VI, de 8 a 10 de Maio.

Ao longo da sua intervenção, publicada no site do Secretariado Nacional da Educação Cristã, o também presidente do Tribunal de Contas destacou a “complementaridade” que deve haver entre o “professor”, que é um “educador profissional”, e as “famílias”, que são “educadoras naturais”.

“A relação educativa é sempre uma relação que envolve a família, a escola e a comunidade e a escola é absolutamente crucial mas não é tudo”, sustentou ainda.

Numa conferência subordinada ao tema “A Pessoa como finalidade em si mesma e a Relação Educativa”, o antigo ministro da Educação identificou alguns dos principais desafios que os professores hoje enfrentam.

“É urgente incutir nos jovens que a liberdade e a democracia são frágeis, nunca estando garantidas e podendo, a qualquer momento, ser postas em causa”, começou por dizer o jurista e político.

Cada docente deve ter a noção de que “a educação é pessoal, pois cada um dos educandos é irrepetível” e deve privilegiar a “relação face a face” como forma de “enriquecimento mútuo” entre “os alunos e o educador”.

Por outro lado, acrescentou Guilherme de Oliveira Martins, os professores devem saber “despertar consciências, o que significa ir ao encontro das capacidades de cada aluno”, nunca descurando as noções de “liberdade” e de “responsabilidade”.

Ou seja, tratando todos os educandos com “igual consideração e respeito”, e ao mesmo tempo procurando dar “resposta” às suas interrogações e dúvidas. 

Durante o Fórum EMRC 2015, para professores vindos de todo o país, foram mais tarde apresentados os novos manuais da disciplina.

 

 

FÁTIMA

 

FILME DE ANIMAÇÃO PORTUGUÊS

SOBRE AS APARIÇÕES

 

O Papa Francisco foi convidado para dar voz à sua própria personagem no filme português de animação “Fé”, sobre as aparições de Fátima, que tem estreia marcada para Maio de 2017, centenário das aparições.

 

O filme digital ao estilo de «Avatar», com hologramas tridimensionais, tem cerca de 15 personagens, sendo o Papa Francisco uma delas, e o presidente da empresa produtora tem a “secreta esperança” de que seja “dele a própria voz off”.

O convite já foi entregue e Rui Pedro Oliveira, CEO da empresa «Imaginew», aguarda “com alguma ansiedade” na caixa do correio a carta com a resposta do Papa Francisco.

A ideia de realizar o filme sobre o centenário das aparições da Cova da Iria surgiu depois de uma deslocação ao santuário mariano, onde o empreendedor verificou que não existia nada do género para celebrar esta efeméride.

Com relações profissionais nos Estados Unidos da América, Rui Pedro Oliveira falou com profissionais da área cinematográfica daquele país e, actualmente, estão “envolvidos cerca de 100 estrangeiros” na concretização do filme.

O Santuário de Fátima deu “a chancela” para a realização do filme, cujo argumento é de Filipa Leal, e na produção estão envolvidos profissionais que trabalharam nos filmes «O Senhor dos Anéis», «Harry Potter», «Avatar» e «Noé».

Este filme é “para ser visto dos 10 aos 100 anos” com “tudo de fundamental” sobre as aparições de Fátima, realçou Rui Pedro Oliveira.

Para além dos três pastorinhos, o elenco do filme inclui também “três miúdos contemporâneos” e os Papas “ditos marianos”, anunciou.

O filme com o título «Fé» quer “mostrar que é suprarreligioso” e “não apenas para os católicos”.

Rui Pedro Oliveira pretende que o filme, “com cerca de 60 a 70 minutos”, seja exibido no dia 13 de Maio de 2017 e “pedir ao Papa Francisco para pegar na claquete e dar o cut inicial para ser divulgado para todo o lado”.

 

 

AVEIRO

 

“SANTA” JOANA PRINCESA

 

O Bispo de Aveiro, D. António Moiteiro, presidiu no passado dia 12 de Maio na Sé à Missa da Solenidade de “Santa” Joana Princesa, cujo processo de canonização vai ser retomado, e afirmou que é necessário conhecer a vida da padroeira da cidade e da diocese.

 

“A intensificação do processo canónico de Santa Joana Princesa, em ordem à sua canonização, é ocasião propícia para aprofundar a sua vida e obra: as razões que a levaram a ingressar no Mosteiro de Jesus, o amor à paixão de Cristo como expressão máxima do amor de Deus, o testemunho de uma vida simples e humilde e o amor aos mais pobres da cidade de Aveiro”, assinalou D. António Moiteiro, na homilia da celebração.

A princesa Joana, filha mais velha do rei D. Afonso V, nasceu em Lisboa em 1452; a irmã de D. João II viveu em Aveiro de 1472 até 12 de Maio de 1490, data do seu falecimento.

A diocese decidiu promover este ano a reabertura do processo de canonização da Beata, que o povo de Aveiro trata por “Santa” e que Paulo VI constituiu padroeira em 1965.

O Bispo convidou os presentes na Missa de hoje a “não ficar numa apatia indolente, mas procurar o que é fundamental na vida”, como “Santa” Joana Princesa, que “não esqueceu os mais pobres” e fez “santos à sua volta”.

 

 

FÁTIMA

 

IMAGEM PEREGRINA

INICIA VISITA AO PAÍS

 

O bispo de Leiria-Fátima manifestou a esperança de que a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora às dioceses de Portugal, que se iniciou no dia 13 de Maio no Santuário, contribua para uma sociedade cada vez mais justa e solidária.

 

“Sê conselho dos que governam e dos que trabalham pela paz e olha para a condição dos que vivem as dificuldades do mundo contemporâneo”, exortou D. António Marto, na oração de envio da Imagem peregrina, que durante 12 meses estará de passagem por todas as dioceses portuguesas.

Numa intervenção proferida no final da Missa de encerramento da peregrinação internacional de Maio, na Cova da Iria, o prelado pediu a Maria que “acolha com solicitude materna o grito de louvor e a súplica de todos os que, em cada lugar de Portugal, procuram a força da sua intercessão” e “trabalham por um mundo melhor”.

Apelou ainda à intercessão de Nossa Senhora para “os bispos, presbíteros e diáconos” de cada diocese, para que Maria seja “o alento de todos os consagrados, a alma de cada família e a alegria dos agentes de pastoral”.

A passagem da Imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima pelo país está englobada na preparação das comemorações do centenário das aparições, marcado para 2017.

A partida da Imagem peregrina foi acompanhada por mais de 200 mil peregrinos, dos mais variados países e continentes, que encheram o Santuário de Fátima nas cerimónias de 12 e 13 de Maio, presididas este ano por D. Raymundo Damasceno Assis, cardeal-arcebispo de Aparecida.

Após deixar o Santuário de Fátima, a Imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima segue de carro o seguinte percurso por Portugal: Viseu, Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Bragança-Miranda, Lamego, Coimbra, Guarda, Portalegre-Castelo Branco, Setúbal, Évora, Beja, Algarve, Santarém, Lisboa, Madeira, Aveiro, Açores, Porto, Leiria-Fátima.

A primeira Imagem peregrina, feita segundo indicações da irmã Lúcia, foi oferecida pelo bispo de Leiria e coroada pelo arcebispo de Évora a 13 de Maio de 1947, tendo desde esta data, por diversas vezes, percorrido o mundo inteiro.

 

 

BRAGA

 

EM FAVOR DO BEM COMUM

 

O arcebispo de Braga convidou no domingo 17 de Maio a um compromisso dos católicos em favor do bem comum e explicou que isso significa acreditar e gastar as energias “no bem de todos”.

 

“Comprometer-se pelo bem comum significa acreditar que encontro o que preciso quando me descentralizo e despendo as energias no bem de todos. Nunca encontramos uma realização plena em nós próprios, só trabalhando “com” e “para” os outros conseguiremos experimentar uma felicidade perene”, disse D. Jorge Ortiga no Santuário de Nossa Senhora da Guia, durante a peregrinação arciprestal de Esposende.

Na homilia, o arcebispo primaz assinalou que, se a responsabilidade pelo bem comum é de todos, então é necessário reconhecer que o verdadeiro bem comum “trabalha-se na luta pelo respeito e pela promoção integral da pessoa e dos seus direitos fundamentais”.

O também responsável pela Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana recordou alguns princípios do compêndio da Doutrina Social da Igreja, mas frisou que fundamental é reter que o bem comum “empenha todos os membros da sociedade” e todos têm de colaborar mediante as “próprias possibilidades”.

“O bem comum é tarefa de todos e destina-se a todos. É esta cidade dos homens que Deus quer e que a Igreja está empenhada em construir”, observou o arcebispo de Braga.

O prelado recordou a expressão “mundanismo espiritual”, usada pelo Papa Francisco na exortação apostólica ‘A Alegria do Evangelho’, e destacou o que o cristianismo deve levar à missão do bem comum “feita com alegria e entusiasmo”.

Neste contexto, explicou que vai presidir a quase todas as peregrinações arciprestais e sublinhar em cada uma “alguns aspectos” do compêndio da Doutrina Social da Igreja.

 

 

LISBOA

 

BICENTENÁRIO DO NASCIMENTO

DE SÃO JOÃO BOSCO

 

A Pia Sociedade de São Francisco de Sales – Congregação Salesiana celebra o bicentenário do nascimento de São João Bosco (1815-2015), o fundador que aplicou à educação “elementos fundamentais” que ainda hoje conduzem os jovens à felicidade.

 

“Ofereceu o seu sistema preventivo com a amabilidade, proximidade, ambiente educativo, proposta de vida que se fundamenta na razão, na religião, e sobretudo a vontade de fazer crescer e encaminhar para Deus”, explicou o director da Escola Salesiana do Estoril.

O padre Tarcísio Morais recorda que São João Bosco viveu no século XIX, e começou a aplicar metodologias pedagógicas contrárias ao “sistema repressivo” desse tempo com “um diálogo importante que era preciso realizar”, no contexto do processo de industrialização da cidade de Turim (Itália).

“D. Bosco foi alguém, com alegria, música, teatro, proximidade, desejo de instrução, no sentido profissional, foi capaz de oferecer um projecto de vida aos jovens. Deu a resposta educativa e evangelizadora que hoje é também um desafio”, adianta o sacerdote.

O padre Tarcísio Morais acrescenta que, no contexto das celebrações do bicentenário do fundador da Pia Sociedade de São Francisco de Sales, destaca-se no dia 22 de Maio a grande peregrinação das escolas salesianas a Fátima, com “cerca de sete mil crianças, adolescentes e jovens”; em Agosto a peregrinação mundial de jovens aos lugares de D. Bosco na Itália; e um Congresso de pedagogia em Setembro.

São João Bosco foi proclamado santo em 1934 pelo Papa Pio XI e São João Paulo II definiu-o como "pai e mestre da juventude”.

 

 

ESTORIL

 

RELIGIÃO E

DIÁLOGO DAS CIVILIZAÇÕES

 

O cardeal-patriarca de Lisboa apelou hoje a uma aposta na educação para contrariar o fundamentalismo, num encontro com o imã da Mesquita de Lisboa e o reitor do seminário rabínico latino-americano, que se encerrou com um abraço.

 

“A corrupção que as religiões podem sofrer ultrapassa-se com educação”, declarou D. Manuel Clemente no painel “Religião e Diálogo das Civilizações”, no dia 22 de Maio, que integrou o programa das Conferências do Estoril 2015.

Num debate com moderação do jornalista Henrique Cymerman, o cardeal-patriarca sublinhou que o “fundo comum” de religiosidade que acompanha a humanidade é um “contributo para a paz”, a que se soma a fé num “criador universal” e no “destino comum” de cada pessoa, no monoteísmo.

Para D. Manuel Clemente, as religiões vivem contradições “graves” quando permitem “derivas políticas” ou promovem um “expansionismo de exclusão” do outro.

Nesse sentido, apelou ao compromisso por causas comuns como a “ecologia” ou a defesa dos refugiados para “criar futuro”, com o contributo de todas as religiões.

Já o xeque David Munir, imã da Mesquita de Lisboa, manifestou muita dor ao verificar que “infelizmente, muitos dos muçulmanos fazem coisas que não têm nada a ver com o Islão”.

O conferencista considera necessário que o Islão seja considerado como “uma das religiões da Europa”, para travar fundamentalismos.

O rabino Abraham Skorka, amigo do Papa Francisco, que acompanhou durante a visita à Terra Santa (24 a 26 de Maio de 2014), manifestou-se contra a violência em nome da religião, porque não é “expressão autêntica” do culto a Deus.

Os três responsáveis concordaram na necessidade de promover a educação das novas gerações para travar a “radicalização” e remover, nas palavras de D. Manuel Clemente, as “pseudojustificações religiosas” da violência.

O painel evocou em diversas ocasiões as intervenções do Papa Francisco em favor da paz e em defesa dos que são perseguidos por causa da sua fé.

Simbolicamente, o debate de mais de uma hora conclui-se com uma troca de abraços entre todos os participantes, sob um aplauso da plateia.

 

FÁTIMA

 

PRÉMIO «ÁRVORE DA VIDA»

 

Madeirense é a primeira artista plástica a receber o prémio «Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes».

 

Lourdes Castro é a primeira artista plástica a receber o Prémio «Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes», durante a 11ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, no passado dia 29 de Maio.

Os membros do júri falam numa “poética da espiritualidade cristã” e de “um importante contributo, com valor de experiência, à reformulação de linguagens plásticas que se tinham esgotado ou convencionalizado numa visão redutora de formas previsíveis”.

O Prémio «Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes», uma iniciativa do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC),com um valor pecuniário de 2500 euros, vai ser entregue à artista madeirense em data a definir, dado que Lourdes Castro não teve possibilidade de marcar presença em Fátima.

O SNPC sublinha que os trabalhos da artista natural do Funchal (1930) são marcados por um “certo tipo de elogio do vivo e de louvor do dom da vida”, que propõe comungar numa manifestação “simples e rigorosa” da alegria.

“O louvor do dom da vida na própria actualização da autonomia dos valores estéticos tem passado por uma poética da espiritualidade cristã”, destaca o organismo da Conferência Episcopal Portuguesa.

O Prémio «Árvore da Vida», instituído há 11 anos, visa realçar um percurso ou obra que reflicta o humanismo e a experiência cristã.

Em edições anteriores o prémio instituído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, em parceria com a Rádio Renascença, distinguiu, entre outros, o jornalista Francisco Sarsfield Cabral; o pedagogo Roberto Carneiro; o cientista jesuíta Luís Archer; o cineasta Manoel de Oliveira; e o trabalho de diálogo entre Evangelho e Cultura realizado pela Diocese de Beja.

 

 

FÁTIMA

 

“CASA DAS CANDEIAS” EVOCA

ESPIRITUALIDADE DE FRANCISCO E JACINTA

 

A Casa das Candeias, da Fundação Francisco e Jacinta Marto, pretende dar a conhecer os dois pastorinhos videntes de Nossa Senhora de Fátima, em particular às crianças, que serão os principais mensageiros da mensagem de Fátima.

 

“São muito curiosas, por exemplo, dos pequenos detalhes da radicalidade de vida destas três crianças, o seu espírito de sacrifício, o dom de si em prol dos outros, a entrega a uma vida de oração, mas também aos apelos da Senhora do Rosário, particularmente o instrumento de oração que Ela pede que utilizem”, explica o assessor da Postulação de Francisco e Jacinta Marto, Pedro Valinho.

Pedro Valinho frisa a identificação das crianças que visitam a Casa das Candeias com os dois pastorinhos e destaca que se torna “um processo catequético” que permite que estes visitantes “descubram um interesse muito próprio” na Mensagem de Fátima e a “espiritualidade muito própria” dos pastorinhos.

O teólogo destaca que a mensagem de Fátima tem uma “abrangência muito grande” e o facto das primeiras testemunhas terem sido crianças é um indício de que a própria mensagem permite “falar do Evangelho, de Deus” às pessoas mais simples, sobretudo aos mais pequenos a quem chega com muita simplicidade.

Neste contexto, Pedro Valinho revela que está convencido que um dos apelos da mensagem é o “convite evangélico” a que as pessoas se tornem como crianças.

No museu “Casa das Candeias”, as crianças têm um jogo didáctico com perguntas que permitem abordar a história da mensagem de Fátima, onde paulatinamente os pequenos visitantes vão “descobrindo os rostos do Francisco e da Jacinta”.

Outro espaço no museu que também diz mais às crianças são as relíquias de primeiro grau de Francisco e Jacinta Marto, “por uma certa interrogação, surpresa e curiosidade”, explica Pedro Valinho.

A Casa das Candeias foi inaugurada no dia 4 de Abril de 2014, no 95.º aniversário da morte do beato Francisco, e está aberta das 9.00 às 18.00, com entrada livre, na Rua de São Pedro, em Fátima, perto do Museu de Cera.

 

 

LISBOA

 

CONDECORADA RELIGIOSA

QUE TRABALHA EM SÃO TOMÉ

 

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, decidiu distinguir a missionária católica Lúcia Cândido com o grau de grande-oficial da Ordem do Mérito, por ocasião do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, celebrado em 10 de Junho.

 

A Irmã Lúcia Cândido, religiosa das Missionárias Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, trabalha em São Tomé e Príncipe há mais de 15 anos, na área social, na cidade de Neves, distrito de Lembá, a noroeste da capital.

A sua Congregação gere um jardim-de-infância, projectos de emprego para jovens e mulheres, lares de idosos.

“Eu não faço projectos, não peço projectos aos países estrangeiros, peço que me dêem coisas ou tecidos para nós trabalharmos. Não quero roupas feitas, porque a obra dá para ajudar quem trabalha nela, para ajudar os pobres que precisam da obra e para desenvolver", explicou a irmã Lúcia Cândido.

A Ordem do Mérito destina-se a galardoar “actos ou serviços meritórios praticados no exercício de quaisquer funções, públicas ou privadas, que revelem abnegação em favor da colectividade”.

 

 

SETÚBAL

 

COMEMORAÇÃO DO

ANO DA VIDA CONSAGRADA

 

O bispo de Setúbal, D. Gilberto Reis, afirmou no domingo dia 14 de Junho que os religiosos são um “sinal indispensável” na diocese, que assinalou o Ano da Vida Consagrada com um encontro e uma Eucaristia no estuário do rio Sado.

 

“Esta baía é muito bonita, em todas as dimensões. E depois a experiência do contacto mais de perto com os golfinhos e este mar aqui faz lembrar o Mar da Galileia, tão familiar a Jesus, ao chamamento dos apóstolos, aos grande momentos da vida de Jesus, a empurrar literalmente as pessoas para não terem medo”, disse D. Gilberto Reis.

A região de Setúbal da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP) quis assinalar na diocese o Ano da Vida Consagrada com um encontro no rio Sado, que terminou com Missa presidida pelo Secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Frei José Rodríguez Carballo, OFM.

“Tenho participado em muitas iniciativas no âmbito do Ano da Vida Consagrada, mas devo dizer que nunca participara numa assim, num barco, contemplando a paisagem maravilhosa do Convento da Arrábida, Setúbal ao fundo e tantas outras belezas como os golfinhos”, comentou.

Para o bispo de Setúbal, os religiosos não devem ser valorizados tanto pelo que fazem, pelo trabalho social ou pastoral, mas porque são um “sinal” de que “só Deus basta”, referiu recordando as palavras de Santa Teresa de Jesus.

“Os religiosos, antes de fazer isto ou aquilo, são um sinal indispensável para a Igreja e para o mundo de que Deus é capaz de encher o coração humano e que o homem sem Deus fica vazio”, defendeu.

D. Gilberto Reis recordou o trabalho de religiosas e religiosos em Setúbal, nomeadamente no sector socio-caritativo, litúrgico e catequético, e afirmou que sem ele a diocese ficaria “muitíssimo mais pobre”.

 

 

FÁTIMA

 

NECESIDADE DE RESPEITAR

O CARISMA DOS RELIGIOSOS

 

O delegado da Conferência Episcopal Portuguesa para a Vida Consagrada, D. Manuel Quintas, Bispo do Algarve, afirmou que os religiosos não devem estar “disponíveis para tudo” e deve ser respeitada a “especificidade de cada carisma”.

 

“Quanto mais cada carisma revelar a sua riqueza, mais enriquecida é a Igreja diocesana”, disse D. Manuel Quintas no início das Jornadas Pastorais do Episcopado, de 16 a 18 de Junho passado, que este ano foram sobre a Vida Consagrada na Igreja.

Para o delegado da CEP para a Vida Consagrada, os bispos não podem “nivelar” a missão dos religiosos, considerando que os consagrados e as consagradas “devem estar disponíveis para tudo”.

“Quando mais estiverem disponíveis para tudo mais se dilui o que é específico em cada um, o que empobrece a própria Igreja”, afirmou D. Manuel Quintas.

Para o bispo do Algarve, a realização das Jornadas do Episcopado sobre o tema da Vida Consagrada, onde participam pela primeira vez os superiores provinciais das congregações religiosas de Portugal, é uma oportunidade para descobrir metodologias para um trabalho em conjunto que “enriqueça a Igreja”.

“Queria salientar este facto positivo: no ano da Vida Consagrada, encontramo-nos para falar da Vida Consagrada e para estarmos e rezarmos juntos e para nos questionarmos sobre o modo como nós Igreja, consagrados e bispos, podemos unir-nos para que a especificidade de cada instituto, o carisma, enriqueça a Igreja em Portugal”, defendeu.

D. Manuel Quintas recordou que, na Assembleia Plenária de Novembro de 2014, os bispos de Portugal dedicaram um dia dos trabalhos ao tema da Vida Consagrada, onde cada bispo apresentou o relevo que tem na respectiva diocese, e culminou com a publicação da Nota Pastoral «Chamados a levar a todos o abraço de Deus».

Os Bispos de Portugal reúnem-se duas vezes por ano em Assembleia Plenária e, noutra ocasião, em Jornadas de Estudo, que acontecem habitualmente no mês de Junho.

 

 

FÁTIMA

 

REFORÇAR A QUALIDADE DA

ASSISTÊNCIA RELIGIOSA DOS DOENTES

 

A Coordenação Nacional das Capelanias Hospitalares (CNCH), em conjunto com os respectivos responsáveis de cada diocese, quer reforçar a qualidade da assistência espiritual e religiosa aos doentes.

 

Esta questão esteve recentemente em debate, num encontro em Fátima, em 16 de Junho, que contou com a participação de D. Manuel Linda, bispo que integra a Comissão Episcopal da Pastoral Social.

O prelado realçou “a importância da presença da Igreja, no meio hospitalar, estar devidamente organizada”, tendo mais especialmente em conta “aqueles que fazem de forma mais próxima a experiência da doença e do sofrimento”.

“A Igreja deve valorizar os profissionais da saúde e, neste contexto, também aqueles que chamam a si a missão da assistência espiritual e religiosa, contudo, sem nunca perder a sua especificidade, a sua espiritualidade pessoal, e sem deixar de ser uma Igreja animada e animadora, que estimula e que é estimulada”, sustentou.

Durante o encontro em Fátima, a CNCH afirmou que é essencial dar uma “adequada formação técnica, teológica e humana aos capelães e assistentes espirituais” e cuidar também da “formação de voluntários e de outros agentes” que trabalhem no sector.

O CNCH apresentou ainda “uma plataforma informática, que em breve irá estar online, e que permitirá aos capelães hospitalares agilizar a sua intervenção, gerir informação e potenciar as evidências dos seus actos“.

Por outro lado, esta ferramenta será utilizada para a “disponibilização de conteúdos formativos e de literatura pertinente neste campo da Pastoral da Saúde”.

Recentemente, a CNHC publicou o livro “A Igreja no Serviço à Saúde – Linhas de orientação Pastoral para a Assistência Espiritual e Religiosa Católica”, da autoria do padre Fernando Sampaio.

Em marcha está também a constituição da Associação Portuguesa de Capelães e Assistentes Espirituais e Religiosos Hospitalares.

 

 

LISBOA

 

PROPOSTAS PARA A ÉPOCA DE VERÃO                                                      

 

A Obra Nacional da Pastoral do Turismo (ONPT) quer contribuir para o esforço que a Igreja Católica tem feito, de defesa e preservação dos valores da Família, e nesse sentido divulgou um conjunto de propostas para esta época balnear.

 

Numa nota o organismo salienta que, num tempo muito dado a “perspectivas individualistas, em que cada um pode ser tentado a viver segundo as suas preferências pessoais, o turismo familiar pode ser proposto como um meio muito eficaz para intensificar e inclusive recompor os laços familiares”.

Nesse sentido a ONPT, dirigida pelo padre Carlos Alberto Godinho, alerta para a importância das famílias programarem bem o seu tempo de férias, reservando “espaços de vivência comum, que facilitem a partilha e o diálogo”.

“Para assegurar o autêntico encontro de pessoas, é fundamental que se considerem horários comuns, ainda que sem a rigidez do quotidiano”, frisa a ONPT, dando como exemplo “o tempo das refeições”, sempre favorável “à partilha e ao diálogo”.

“A celebração da fé” em família é outra das componentes presentes no texto, pois “contribui, de modo singular, para a comunhão familiar, conjugal e geral”.

A ONPT debruça-se sobre o contributo a dar pelas comunidades cristãs presentes nos destinos de férias, frisando que “o acolhimento das famílias, na comunidade cristã, é um dever fundamental e um dos primeiros meios de que estas dispõem, para o serviço à causa das famílias”.

Isto pede paróquias capazes de responder às épocas “de maior afluência de visitantes e turistas”, que recebam e integrem as pessoas “nas celebrações litúrgicas, particularmente ao domingo”, e que forneçam “informação actualizada e próxima das actividades a realizar nas comunidades cristãs”.

“A presença habitual e disponível do pároco, ou de outros sacerdotes, em horário definido, para o atendimento pessoal de cada visitante, pode ser uma oportunidade oferecida igualmente às famílias, particularmente àquelas que se encontram em maiores dificuldades”, acrescenta a mesma nota.

 

 

FÁTIMA

 

SIMPÓSIO TEOLÓGICO-PASTORAL

 

O bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, encerrou no domingo 21 de Junho o Simpósio Teológico-Pastoral 2015 do Santuário, iniciado no dia 19, com a participação de 300 pessoas, cujos responsáveis sublinharam a importância de aprofundar a identidade cristã.

 

“A santidade é um belo caminho a percorrer e vale a pena percorrê-lo”, disse D. António Marto, recordando o impacto que esta proposta de vida tem sobre cada um e sobre o mundo.

O prelado tinha recordado na sessão inaugural a experiência mística da beleza do amor de Deus nos Pastorinhos de Fátima, logo a partir das aparições do Anjo, em 1916, que os fez “viver a partir de Deus e do seu amor na simplicidade e na alegria, e esta é a óptica da graça que nos leva a afirmar que o outro nome da santidade é a beleza espiritual, beleza do coração transfigurado”.

A santidade, disse, “não está reservada a poucos eleitos ou a certas elites em ambientes protegidos, é proposta a todos e está presente no mundo até nas mais impensáveis situações”.

O reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, agradeceu pelos três dias de reflexão, em particular à Comissão Científica do Simpósio.

A iniciativa inseriu-se no ciclo de preparação para o Centenário das Aparições (2017).

O Simpósio, com o tema “Santificados em Cristo”, reuniu especialistas nacionais e internacionais em volta de temas como a pedagogia da santidade na mensagem de Fátima, os paradigmas de santidade ao longo da história, a santidade da Igreja e a santidade de Maria na visão das Igrejas Ortodoxas.

 

 

LISBOA

 

CARÁCTER HUMANO DA ECOLOGIA

NA ENCÍCLICA DO PAPA

 

O cardeal-patriarca de Lisboa disse que a encíclica Laudato si’, do Papa Francisco, reforça o “carácter humano da ecologia”, procurando ultrapassar o “contra-senso” que é deixar a pessoa humana fora destas preocupações.

 

A sessão decorreu na noite de 24 de Junho, no auditório da igreja de São João de Deus, na Praça de Londres.

Segundo o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, a encíclica insere-se na Doutrina Social da Igreja, tendo como novidade a sua “globalidade” e o seu “carácter integral”, num tema que diz respeito a crentes e não crentes.

D. Manuel Clemente sublinhou a “legitimidade” do Papa em pronunciar-se sobre estes temas, tirando “consequências sociopolíticas do Evangelho”.

O cardeal-patriarca realçou o conceito de Ecologia integral, um “adjectivo chave no conjunto da encíclica”, que se insere numa intervenção clara e coerente do actual Papa, com “profundo realismo”.

Laudato si’, acrescentou, é escrita por um “crente”, que olha para a natureza desde esse ponto de vista, como “Criação”, um “dom” que é dado por Deus a “todos”.

O Papa Francisco procura redefinir o “progresso”, que não passa apenas por “haver mais coisas, mais possibilidades práticas”, mas por uma melhoria na qualidade de vida, com “critério humano”.

D. Manuel Clemente elogiou também a proposta de “conversão ecológica”, uma “verdadeira novidade”, que desafia todos independentemente da sua religião.

A conferência de imprensa contou também com a intervenção de Pedro Vaz Patto, presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP), o qual sublinhou o tema central da “ecologia humana” nesta encíclica, em que o Papa critica o “paradigma tecnocrático” e propõe um “novo modelo de progresso”.

O Papa reconhece o “valor intrínseco” das outras espécies, sem esquecer a necessidade de defender a “espécie humana” desde o início da vida do embrião.

O texto, referiu o presidente da CNJP, é mais do que uma “encíclica verde” e propõe uma “ecologia da vida quotidiana” que interpela cada um, que passa por educar para virtudes como a “gratidão, a gratuidade, a sobriedade e a humildade”.

 

 

VIANA DO CASTELO

 

VISITA DA

IMAGEM PEREGRINA DE FÁTIMA

 

O bispo de Viana do Castelo, D. Anacleto Oliveira, debruçou-se sobre a questão da família e da natalidade, durante a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima à região, apelando a uma “mentalidade mais propícia ao acolhimento dos filhos”.

 

Focando “a dimensão materna de Maria”, que “atrai mais as pessoas”, D. Anacleto destacou “a gravidade do problema da baixa natalidade em Portugal”, cuja resolução depende de uma maior “generosidade” por parte das comunidades.

O prelado disse que a sua intenção foi reforçar um tema que está integrado no plano pastoral da diocese para este ano, intitulado “Os filhos são uma bênção do Senhor”.

“Estamos a reflectir sobre a família, comunidade de vida e de amor, mas este ano temo-nos focado na primeira fase da nossa presença na família, desde a gestação, da formação no seio materno, até ao final da fase de crescimento das pessoas, ou seja, focamo-nos nos filhos”, salientou.

A visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Diocese de Viana do Castelo terminou no domingo 28 de Junho, depois da passagem pelos 10 arciprestados da região.

D. Anacleto Oliveira destacou a “adesão enorme” das pessoas ao evento, exemplificada por exemplo na Missa final realizada na Sé local.

“Nunca tinha visto tanta gente naquele espaço”, realçou o Bispo, considerando a iniciativa “uma das maiores graças que teve ocasião de testemunhar nos últimos anos”.

Além das habituais manifestações religiosas, como a oração do rosário em cada lugar ou as procissões, o programa da visita incluiu “uma expressão de religiosidade popular muito querida na região, que foi levar a imagem peregrina ao mar”, uma tradição de há 53 anos.

“Este ano, por iniciativa e sugestão dos pescadores recordámos a procissão inicial”, com a imagem peregrina, e “foi um momento muito emocionante em que de facto muita gente se associou, quer em terra quer depois nos barcos, uma autêntica procissão pelo mar e depois pela foz do rio Lima”, descreveu D. Anacleto Oliveira.

Outro aspecto em que o bispo insistiu muito junto das comunidades católicas, ao longo destes dias, foi o da atenção à “solidariedade para com os mais necessitados”.

“É nesta solidariedade que se fundamenta a paz que Maria veio proclamar e de certo modo estabelecer na sua vinda a Fátima”, apontou.

 

 

VISEU

 

FALECEU MONS. ALFREDO MELO

 

Em consequência de uma queda inesperada ocorrida na paróquia de Povolide onde era pároco, faleceu na manhã do dia 30 de Junho, no hospital de S. Teotónio, aos 77 anos, Mons. Alfredo de Almeida Melo, Vigário Geral da Diocese.

 

Na tarde do dia seguinte, o Bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, presidiu as exéquias fúnebres na paróquia de Povolide, contando também com a presença de D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, e numeroso clero, maioritariamente da diocese de Viseu, mas também de outras dioceses.

A ampla Igreja paroquial de Povolide não conseguiu acolher todos os que quiseram participar no funeral do seu Pároco.

Na sua homilia, D. Ilídio realçou o relevante serviço que Mons. Alfredo Melo prestou à Igreja de Viseu, tanto no Seminário Maior da Diocese, como no Tribunal Eclesiástico e nas paróquias por onde passou. A maior parte do tempo de pároco foi dedicado a Povolide, sendo evidente o carinho que aquela comunidade nutria e nutre pelo seu Pároco. O Bispo de Viseu agradeceu a Deus o dom da vida que Mons. Alfredo Melo soube sempre fazer, de maneira generosa, intensa e sem reservas à Igreja.

 Em nome da população, o Presidente da Junta de Freguesia pronunciou palavras sentidas, realçando a dedicação pastoral de Mons. Alfredo Melo e o modo simples e próximo como se relacionava com as pessoas e instituições locais.

 Por sua vez, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, mas oriundo da diocese, destacou a importância que Mons. Alfredo Melo teve na sua vida, tanto no Seminário, como, depois, na sua formação teológica, em Lisboa, e na vida paroquial.

 O Presidente do Município de Viseu, Almeida Henriques, participou também nas exéquias de Mons. Alfredo Melo, acompanhado de um dos seus vereadores.

 

Natural de Casal Vasco, concelho de Fornos de Algodres, Mons. Alfredo Melo foi ordenado sacerdote no Seminário Maior de Viseu em 26 de Junho de 1960, aí ficando como prefeito e professor até 1967.

 Concluído o doutoramento em Direito Canónico na Universidade de Navarra, foi professor de Direito Canónico e Liturgia no Seminário Maior de Viseu e membro do Tribunal Diocesano.

 A vida paroquial iniciou-a em 1975 como pároco substituto em Santiago de Cassurrães e Póvoa de Cervães. Em Novembro de 1977 é nomeado pároco de Povolide e, pouco depois, Vigário Judicial Adjunto. Vários mandatos como arcipreste do 2.º Rural de Viseu, membro do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores, foi Vigário Judicial, de 1993 a 2006. Em 1 de Dezembro de 2001 é nomeado Monsenhor.

 Em Setembro de 2006 é nomeado pelo novo Bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, Vigário Geral da diocese, continuando a colaborar no Tribunal Diocesano como Juiz Eclesiástico. Foi nestas tarefas de âmbito diocesano e na sua paróquia de Povolide que o Senhor o veio chamar.

“A Igreja diocesana e, particularmente, o Presbitério de Viseu que o admirava e muito estimava sente a sua partida e a sua falta e reza por ele. Certamente, junto de Deus, não deixará de apresentar ao Senhor as intenções da nossa Diocese de Viseu que tanto amou”, lê-se no site da diocese.

Canonista de mérito, muito apreciado pelos colegas, foi um dos sócios fundadores da Associação Portuguesa de Canonistas, de cuja Direcção foi Vice-Presidente de 2003 a 2007.

Celebração Litúrgica, de que era colaborador assíduo desde os começos, na elaboração das homilias e assessoria de artigos canonísticos, une-se aos sentimentos expressos pelos seus colegas sacerdotes e canonistas.

 

 

LISBOA

 

LEI DE APOIO À MATERNIDADE E PATERNIDADE –

– PELO DIREITO A NASCER

 

Iniciativa Legislativa de Cidadãos – O que é? O que não é?

Em vésperas da discussão em plenário na Assembleia da República e votação na generalidade do projecto-lei apresentado, agendada para 3 de Julho e adiada para 22 de Julho, damos a conhecer a explicação dada a seu tempo pela Presidente da Federação Portuguesa pela Vida:

 

1 – O Povo vai levar ao Parlamento um Projecto de Lei – “Lei de apoio à Maternidade e Paternidade – Direito a Nascer”. Para tanto são necessários 35.000 subscritores. Tarefa de todos os que defendem a Vida Humana. Uma vez ali, e por imperativo legal, o Parlamento terá de discutir e votar aquele diploma.

2 – O Povo não se conforma além do mais, que, no País com a mais baixa taxa de Natalidade do mundo, uma em cada cinco das gravidezes termine em aborto.

A experiência destes anos de liberalização do aborto mostra que as mulheres em risco de aborto estão em geral numa profunda solidão. Apesar de muito se falar em apoios à maternidade, o facto é que no drama que leva ao aborto não estão criados mecanismos de apoio à Vida, à Maternidade e à Paternidade.

3 – Por isso, a proposta de lei que irá ser apresentada destina-se a:

a) Apoiar a maternidade e paternidade criando mecanismos de informação, respostas sociais adequadas e incentivos pessoais e profissionais para que as mães possam ter os seus filhos;

b) Trazer o pai ao processo de decisão e, com a responsabilidade inerente, tomar parte na vida que está em risco de aborto;

c) Eliminar o aborto gratuito e os subsídios ao aborto;

d) Informar a mãe das circunstâncias ecográficas da gravidez e de todas as alternativas ao aborto;

e) Reconhecer o bebé, antes do nascimento, como membro do agregado familiar e com direito a nascer;

f) Eliminar a actual desconfiança que cai sobre os profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) objectores de consciência, que os impede de acompanhar as suas pacientes.

4 – Isto é, a proposta de lei da Iniciativa Legislativa de Cidadãos (I.L.C.) é um instrumento positivo, que se propõe ajudar as famílias a terem os seus filhos e a criar uma verdadeira “Cultura de Vida” na Sociedade. Ao reconhecer-se o Direito a Nascer, daremos um enorme passo na dignificação da Vida Humana desde a concepção.

Porém,

5 – A I.L.C. não é um instrumento para penalizar o aborto. Temos por certo que o aborto deverá ser sempre proibido. Mas esta lei não se debruça sobre essa matéria. A I.L.C. propõe apoio à maternidade e paternidade e espera-se com isto combater o aborto. A Lei Penal não é o único instrumento de combate ao aborto. Há tantos domínios onde este trabalho deve ser feito!

6 – A I.L.C. não é instrumento de legitimação da actual lei penal, que despenalizou o aborto a pedido da mulher até às 10 semanas de gestação. A qual continuará injusta, iníqua e violadora dos Direitos Humanos. Com a presente lei de Apoio à Maternidade e Paternidade, o chamado “aborto a pedido” ficará limitado pelo “direito a nascer” do filho.

7 – A I.L.C. não é resultado de qualquer acordo de partidos ou de alguma instituição, é uma iniciativa de cidadãos (tal como o nome diz e é exigido por lei) que propõem o texto ao Povo, que o subscreverá, para se poder iniciar o processo legislativo no Parlamento.

8 – A I.L.C. não é uma Petição. Nestes 7 anos de liberalização do aborto já foram apresentados no Parlamento três Petições sobre o aborto – “Vemos, Ouvimos e Lemos, não podemos ignorar”; “Defender o Futuro” e “Fim ao aborto gratuito”. Nenhuma petição pediu a penalização do aborto, mas todas pediam a revisão da regulamentação da Lei do aborto. Agora, mais do que um pedido (porque não é petição) o Povo toma em mãos o poder directo de apresentar um projecto de lei e, no uso desse direito de soberania, provocará o debate em sede parlamentar e a resposta concreta dos senhores Deputados no apoio à maternidade e paternidade.

9 – A I.L.C. não é um texto perfeito e imutável. Terá certamente lapsos e é susceptível de ser alterado (desde que não desvirtuado o seu objecto) em sede de processo legislativo, no Parlamento. Para isso, os que o queiram, serão chamados a intervir.

Assim, também será com esta Iniciativa Legislativa, tão genuína e realista, que Portugal pode encontrar um novo rumo e Esperança de Vida.

 

Isilda Pegado

Presidente da Federação Portuguesa pela Vida

 


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