aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

IRLANDA

 

REACÇÃO À APROVAÇÃO DOS

CASAMENTOS HOMOSSEXUAIS

 

O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, reagiu à aprovação na Irlanda do casamento entre pessoas do mesmo sexo, considerando que constitui “uma derrota para os princípios cristãos e mesmo para a humanidade”.

 

O cardeal referiu que o resultado do referendo de 22 de Maio feito naquele país, sobre esta matéria, representa um desafio para a Igreja Católica, “no sentido de intensificar o seu esforço de evangelização”.

A par da Irlanda, já são vários os países da Europa onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido por lei, como Portugal, Espanha, França, Luxemburgo, Reino Unido, Holanda, Bélgica, Suécia e Dinamarca.

Por seu lado, o arcebispo de Dublin Mons. Diarmund Martin admitiu a necessidade da Igreja Católica “encontrar uma nova linguagem” para passar às pessoas a sua mensagem acerca “do matrimónio e da família”. Segundo o arcebispo, “há hoje um grande distanciamento entre as camadas mais jovens e a Igreja, entre a cultura irlandesa emergente e a doutrina católica”.

 

 

EL SALVADOR

 

BEATIFICAÇÃO DE

MONS. ÓSCAR ROMERO

 

No passado dia 23 de Maio, o Papa associou-se à beatificação de D. Óscar Romero, realizada em seu nome pelo cardeal Angelo Amato na cidade de São Salvador, evocando a figura do arcebispo assassinado em 1980 como um exemplo na defesa dos mais pobres.

 

“Damos graças a Deus porque concedeu ao bispo mártir a capacidade de ver e ouvir o sofrimento do seu povo”, referia o Papa Francisco, numa carta dirigida ao arcebispo de São Salvador e presidente da Conferência Episcopal local, D. José Luis Escobar.

D. Óscar Romero nasceu em 1917, e era arcebispo de São Salvador quando foi morto a tiro durante a celebração da Missa, no dia 24 de Março de 1980, do mando da Junta militar que governava o país.

“O seu ministério distinguiu-se por uma particular atenção aos mais pobres e marginalizados. No momento da sua morte, enquanto celebrava o Santo Sacrifício do amor e da reconciliação, recebeu a graça de se identificar plenamente com Aquele que deu a vida pelas suas ovelhas”, assinalava o Papa.

A beatificação aconteceu depois de o pontífice argentino ter autorizado a 3 de Fevereiro deste ano a publicação do decreto que reconhecia o martírio de D. Óscar Romero.

Francisco indicava na missiva que o novo beato soube “guiar, defender e proteger” o seu povo num tempo de “difícil convivência”, permanecendo “fiel ao Evangelho e em comunhão com toda a Igreja”.

“Com coração de pai, preocupou-se com as «maiorias pobres», pedindo aos poderosos que transformassem «as armas em foices para o trabalho»”, prosseguiu.

Segundo o Papa, esta beatificação é motivo de “grande alegria”, recordando a vida de um bispo que “construiu a paz com a força do amor” e testemunhou a sua fé até à morte.

A carta conclui com votos de uma “verdadeira reconciliação nacional” em El Salvador. “É necessário renunciar à violência da espada, do ódio e viver a violência do amor que Cristo deixou ao ser pregado na cruz, que faz com que cada um vença os seus egoísmos e não haja desigualdades tão cruéis entre nós”, pede o Papa.

 

 

ÍNDIA

 

FALECEU A PRIMEIRA SUCESSORA

DA MADRE TERESA DE CALCUTÁ

 

Faleceu no passado dia 23 de Junho, em Calcutá, a Irmã Nirmala Joshi, primeira sucessora da Madre Teresa de Calcutá na Congregação das Missionárias da Caridade.

 

A  Irmã Nirmala Joshi, indiana, tinha  81 anos de idade. Padecia de doenças cardíacas; nos últimos dias apresentou um quadro de insuficiência renal e os médicos sugeriram que ela fosse internada para realizar a diálise. A religiosa, no entanto, preferiu permanecer em casa com as suas companheiras.

A Irmã Nirmala Joshi nascera em 1934, em Ranchi, cidade da então província de Bihar e Orissa, sob o império britânico indiano. Os seus pais eram do Nepal, sendo o seu pai oficial do exército inglês até a independência da Índia, em 1947. Apesar dos pais serem hindus, Nirmala recebeu uma educação cristã da parte dos  missionários em Patna, capital do Estado de Bihar. Conheceu, então, o trabalho da Madre Teresa e quis compartilhar aquele serviço. Rapidamente converteu-se à fé católica e passou a integrar as Missionárias da Caridade. Diplomada em Ciências Políticas e com experiência em advocacia, foi uma das primeiras irmãs da Congregação a guiar uma missão estrangeira ao ser enviada ao Panamá.

Em 1976, a Irmã Nirmala deu início ao ramo contemplativo das Missionárias da Caridade, à frente do qual esteve até à sua eleição como sucessora da Madre Teresa, em 1997, seis meses após a morte da beata fundadora.

Muito reservada e amante da vida contemplativa, a Irmã Nirmala foi Superiora geral das Missionárias da Caridade até 2009, quando lhe sucedeu a Irmã Mary Prema Pierick, alemã, à frente da Congregação.  

 

 

MOÇAMBIQUE

 

40 ANOS DE INDEPENDÊNCIA

 

No passado dia 25 de Junho, o arcebispo de Maputo apelou à união de todos os moçambicanos para enfrentarem os desafios que não permitem a promoção da harmonia nacional, nas celebrações dos 40 anos da independência de Moçambique.

 

"É necessário que todos os moçambicanos, unidos, dêem as mãos, cada um segundo as suas possibilidades, segundo as suas capacidades, como forma de contribuição para a superação dos desafios que o país ainda enfrenta", disse D. Francisco Chimoio.

O arcebispo de Maputo destacou que a independência – em 25 de Junho de 1975 – deu a possibilidade ao povo moçambicano de decidir o seu destino e considera ser necessário que os “interesses nacionais sejam geridos com empenho e responsabilidade”.

O prelado representou a Igreja Católica nas comemorações dos 40 anos da independência de Moçambique e falou aos jornalistas durante a homenagem aos heróis moçambicanos.

 

 

ESTADOS UNIDOS

 

LEGALIZADO O

CASAMENTO DE HOMOSSEXUAIS

 

O presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos da América classificou como um “erro trágico” a decisão do Supremo Tribunal que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país.

 

Mons. Joseph Kurtz, bispo de Louisville, sublinha em comunicado que “a natureza da pessoa humana e do casamento permanece inalterada e imutável”.

“É profundamente imoral e injusto que um governo declare que duas pessoas do mesmo sexo possam constituir um matrimónio”, escreve.

O Supremo Tribunal dos EUA decretou no passado dia 26 de Junho que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é um direito em todos os Estados do país, os quais passam a ser obrigados a emitir licenças e a reconhecer esses mesmos casamentos, quando realizados noutro Estado.

Pelo seu lado, o arcebispo de Saint Louis, Mons. Robert Carlson, publicou uma nota pouco depois do anúncio desta decisão, condenando a mudança da “definição legal de casamento” nos EUA.

Segundo o prelado, nada “altera a verdade incontestável e o casamento é, e sempre será, a união para toda a vida de um homem e uma mulher”.

Os nove juízes do Supremo dividiram-se sobre este tema, com cinco a concordar com a decisão e quatro a votar contra.

A decisão afecta em particular os 14 Estados em que estas uniões não eram permitidas – Alabama, Arcansas, Geórgia, Kentucky, Luisiana, Michigan, Mississípi, Missouri, Nebrasca, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Ohio, Tennessee e Texas.

O Papa Francisco vai visitar os EUA dentro de três meses para presidir ao encerramento do 8.º Encontro Mundial das Famílias, na cidade de Filadélfia.

Francisco tem-se manifestado contra as ideologias “contrárias à natureza e ao desígnio de Deus sobre a família e o matrimónio”.    


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