aCONTECIMENTOS eclesiais

DA SANTA SÉ

 

 

CALENDÁRIO DO

JUBILEU DA MISERICÓRDIA

 

O Vaticano apresentou no passado dia 5 de Maio o calendário de celebrações para o Jubileu da Misericórdia convocado pelo Papa (8 de Dezembro de 2015 – 20 de Novembro de 2016), com atenção às “periferias” existenciais.

 

O presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, arcebispo Rino Fisichella, referiu em conferência de imprensa que Francisco vai realizar gestos simbólicos de “proximidade e atenção aos pobres, aos que sofrem, aos marginalizados e a todos aqueles que precisam de um sinal de ternura”.

Este responsável assinalou que o calendário das celebrações inclui momentos com “uma grande afluência de pessoas”, o primeiro dos quais, de 19 a 21 de Janeiro, “dedicado a todos aqueles que trabalham na peregrinação”.

Já a 3 de Abril, haverá uma celebração destinada a “todas as pessoas que se revêm na espiritualidade da misericórdia (movimentos, associações, institutos religiosos)”.

A 24 de Abril, o Vaticano convida os adolescentes que “após o Crisma são chamados a professar a fé”.

Um outro evento será destinado aos diáconos, a 29 de Maio; no 160.º aniversário da Festa do Sagrado Coração de Jesus, a 3 de Junho, celebrar-se-á o Jubileu dos Sacerdotes e, a 12 de Junho, um “grande encontro dirigido a todos os doentes, às pessoas com deficiência e àqueles que com amor e dedicação cuidam deles”.

As pessoas do voluntariado caritativo, por sua vez, serão convocadas no dia 4 de Setembro. No dia 25 de Setembro vai decorrer o Jubileu dos catequistas e, a 9 de Outubro, o calendário do jubileu vai celebrar “a Mãe da Misericórdia”.

A 6 de Novembro assinala-se o dos presos, com a Santa Sé a estudar a possibilidade de alguns reclusos virem a celebrar com o Papa Francisco, na Praça de São Pedro, o Ano Santo.

Mons. Fisichella disse que o Papa “deseja que este Jubileu seja vivido em Roma, bem como nas Igrejas locais”, pelo que pela primeira vez na história é oferecida a possibilidade de abrir uma Porta Santa – “Porta da Misericórdia” – nas dioceses.

“Este é, por seu lado, um Jubileu temático: assenta fortemente no conteúdo central da fé e pretende recordar à Igreja a sua missão prioritária de ser sinal e testemunho da misericórdia em todos os aspectos da sua vida pastoral”, assinalou Mons. Rino Fisichella.

 

 

PAPA ASSINALA O 13 DE MAIO

 

No passado dia 13 de Maio, o Papa assinalou a memória da primeira das aparições, junto de uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, convidando os católicos a manter viva esta devoção.

 

“Neste dia de Nossa Senhora de Fátima, convido-vos a multiplicar os gestos diários de veneração e imitação da Mãe de Deus. Confiai-Lhe tudo o que sois, tudo o que tendes; e assim conseguireis ser um instrumento da misericórdia e ternura de Deus para os vossos familiares, vizinhos e amigos”, afirmou, durante a audiência geral da quarta-feira que decorreu na Praça de São Pedro.

O encontro com milhares de peregrinos começou com um momento de silêncio, quando Francisco se deslocou para junto da imagem benzida no Santuário, colocada perto da sua cadeira, para rezar e fazer um pequeno gesto de carinho.

“Agora, peço ao meu irmão português que, neste dia de Nossa Senhora de Fátima, reze em português uma Ave-Maria à Virgem, com todos em silêncio”, disse de improviso, depois de saudar os peregrinos lusófonos presentes no Vaticano.

O Papa voltou a referir-se ao 13 de Maio no final da audiência, durante a tradicional saudação aos grupos de jovens, doentes e recém-casados.

“Hoje é a memória litúrgica da Beata Virgem Maria de Fátima. Caros jovens, aprendei a cultivar a devoção à Mãe de Deus com a recitação diária do Rosário; caros doentes, senti Maria presente na hora da cruz; e vós, caros esposos, rezai-lhe para que não falte nunca na vossa casa o amor e o respeito recíproco”, apelou.

 

 

QUATRO NOVAS SANTAS RELIGIOSAS,

DUAS DELAS PALESTINAS

 

O Papa presidiu no domingo 17 de Maio ao rito de canonização de quatro religiosas, incluindo duas palestinas, durante uma Missa que reuniu dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro.

 

As novas santas são Maria de Jesus crucificado (1846-1878) e Maria Alfonsina Danil Ghattas (1843-1927), ambas árabes, Maria Cristina da Imaculada Conceição (Itália, 1856-1906) e Jeanne Émilie de Villeneuve (França, 1811-1854).

Francisco disse que o exemplo destas religiosas interpela todos a ser testemunhas de Cristo, com amor por todas as pessoas.

Perante as delegações oficiais da Itália, França, Israel, Jordânia e Palestina, bem como de mais de 2 mil peregrinos do Médio Oriente, o Papa remeteu a origem da fé cristã ao testemunho “directo e estupendo da ressurreição” que os primeiros discípulos experimentaram e transmitiram.

A Missa contou com a presença do presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, sublinhando a importância da canonização das primeiras santas palestinas dos tempos modernos.

 

 

FRANCISCANOS:

O DESAFIO DA POBREZA

 

No passado dia 26 de Maio, o Papa encontrou-se no Vaticano com cerca de 200 franciscanos e desafiou os religiosos da Ordem a manter o “prestígio” que conquistaram com o seu exemplo de “pobreza”.

 

“Vós herdastes uma autoridade no povo de Deus com a menoridade, com a fraternidade, com a mansidão, com a humildade, com a pobreza. Por favor, conservai-a, não a percais. O povo gosta de vós, ama-vos”, disse o Papa Francisco, perante os participantes no capítulo geral que acaba de reeleger frei Michael Perry, norte-americano, como Superior geral da Ordem dos Frades Menores.

“Aqueles que, pelo contrário, se apegarem aos bens e riquezas do mundo, depositando nelas a sua segurança, será o próprio Senhor a desnudá-los”, alertou.

O Papa argentino desafiou os presentes a superar “esquemas e visões pessoais” para testemunhar uma “proximidade concreta aos pobres, carentes e marginalizados, em atitude de partilha e serviço”.

“Quem não se reconhece como «menor», como pecador, não compreende a misericórdia. Quanto mais conscientes estamos de ser pecadores, mais próximos estaremos da salvação”, disse.

Francisco sublinhou ainda a importância da “fraternidade” e do trabalho dos religiosos em favor da “misericórdia, reconciliação e paz”.

O Papa leu o Capítulo III da Regra de São Francisco: “Aconselho, admoesto e exorto meus frades no Senhor Jesus Cristo que, quando vão pelo mundo, não litiguem nem contendam com palavras, nem julguem os outros; mas sejam amáveis, pacíficos e modestos, mansos e humildes, falando a todos honestamente... e em qualquer casa em que entrem, digam primeiro: Paz a esta casa”.

Para Francisco, estas exortações são muito actuais, remetendo para uma existência “cristã e religiosa” livre de “discussões e mexericos”.

 

 

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL

SOBRE CRISE ECONÓMICA

 

No passado dia 27 de Maio a Fundação Centesimus Annus, criada por São João Paulo II, encerrou no Vaticano uma conferência internacional de três dias sobre a crise económica, que analisou o impacto do desemprego e dos atuais problemas na Grécia.

 

Segundo o Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, o modelo económico prevalente tem revelado “numerosas insuficiências, disfunções e desvios” com pesadas consequências sobre o actual cenário mundial.

O cardeal ressaltou que a actividade financeira no mundo globalizado se arrisca a “perder de vista os seus objectivos originais”, esquecendo “a dignidade da pessoa humana e o bem comum”.

“A chave é a formação moral das pessoas, necessária a todos os níveis, que pode levá-las à redescoberta do significado do trabalho colectivo e individual ao serviço do desenvolvimento humano integral”, prosseguiu.

Já o Observador permanente junto das instituições das Nações Unidas em Genebra, Mons. Silvano Tomasi, analisou a instabilidade na zona Euro por causa da situação na Grécia.

“Quando há um país com problemas, não é isolando-o que o protegemos: protegemo-lo, participando nos problemas do país que está em crise e ajudando-o a resolvê-los”, disse.

A Conferência internacional alertou ainda para o impacto da elevada taxa de desemprego numa Europa onde falta trabalho e a “economia parece estar cada vez menos ao serviço da pessoa”.

A Fundação Centesimus Annus entregou ainda o prémio “Economia e Sociedade”, um concurso internacional bienal, a Pierre de Lauzun, pelo seu trabalho “Finance: un regard chrétien. De la banque mediévale a la mondialisation financière”.

O autor francês reflecte sobre a “moralidade das pessoas” que trabalham nos mercados financeiros e observa que “não há nenhuma transacção financeira” que possa ser separada da realidade social e das exigências morais.

 

 

PROCESSO DE BEATIFICAÇÃO

DO PADRE LÉON DEHON

 

No passado dia 5 de Junho, o Papa Francisco recebeu os participantes no Capítulo geral dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) e afirmou que espera que o processo de beatificação do fundador da Congregação “acabe bem”.

 

O padre Léon Dehon (1843-1925) foi declarado Venerável por João Paulo II em 1997 e o mesmo Papa anunciou a sua beatificação para 24 de Abril de 2005; mas a sua morte impediu a cerimónia e Bento XVI viria depois a adiar a beatificação por causa de algumas expressões sobre o judaísmo nos escritos do sacerdote francês.

“É um problema de hermenêutica: deve estudar-se uma situação histórica com a hermenêutica desse tempo, não com o tempo de agora”, observou Francisco no encontro.

“Rezai por mim, na humildade, também na humilhação, como o vosso fundador vos pediu. Quero que este processo de beatificação acabe bem, rezo por vós”, prosseguiu.

Segundo o Papa, Léon Dehon “pediu a graça da humilhação e vê-se que Deus lha deu após a morte”.

O Papa saudou o novo Superior geral, Padre Heiner Wilmer, eleito durante o Capítulo, sucedendo ao Padre português José Ornelas de Carvalho.

 

 

PAPA EM SARAJEVO

 

No sábado, dia 6 de Junho, o Papa Francisco visitou a cidade-mártir de Sarajevo na Bósnia-Herzegovina. Pouco antes, na mensagem-video dizia: “Irei ter convosco, com a ajuda de Deus, para confirmar na fé os fiéis católicos, apoiar o diálogo ecuménico e inter-religioso e, sobretudo, para encorajar a convivência pacífica no vosso país”.«A paz esteja convosco». Eis o lema da minha visita”.

 

O Papa foi recebido pelas autoridades do país, com quem teve um breve encontro. Logo de seguida, rumou ao Estádio daquela cidade onde 60 mil pessoas o aguardavam para a celebração eucarística. Na sua homilia o Santo Padre pediu para que nunca mais haja guerra e observou que, para fazer a paz, é preciso “um trabalho artesanal que requer paixão, paciência, experiência e tenacidade”.

Na parte da tarde, aos sacerdotes, religiosos e religiosas que se reuniram na Catedral da cidade com o Santo Padre, o Papa Francisco afirmou a importância de serem conservados os testemunhos de fé e a memória do passado para construírem uma sociedade de paz.

Para a construção dessa sociedade de paz, o Papa Francisco apresentou o diálogo como o factor de unidade para a paz. Foi no seu encontro inter-religioso com as várias confissões religiosas da Bósnia-Herzegovina. O Santo Padre disse que “o diálogo é uma escola de humanidade e um factor de unidade, que ajuda a construir uma sociedade fundada na tolerância e no respeito mútuo”.

No encontro com os jovens no final da tarde de sábado, o Papa Francisco ouviu testemunhos e perguntas e deixou uma mensagem de grande esperança nos jovens da Bósnia, primeira geração depois de uma guerra fratricida:

“Vós tendes uma singularidade: vós sois a primeira – creio – geração depois da guerra. Vós sois a fonte de uma primavera, que quer ir em frente e não voltar à destruição, às coisas que nos fazem inimigos uns dos outros. Eu encontro em vós este querer e este entusiasmo. E isto é novo…”

“Honestidade e não hipocrisia; união, fazer pontes…e isto é fraternidade.”

Na viagem de regresso ao Vaticano o Santo Padre falou com os jornalistas no avião. Destaque para a referência às aparições de Medjugorie, sobre as quais o Papa Francisco disse ter havido um aprofundado trabalho da comissão criada pelo Papa Bento XVI e que a Congregação para a Doutrina da Fé está a trabalhar numa decisão.

 

 

PRIMEIRA VIAGEM DO PAPA À ÁFRICA

 

No passado dia 12 de Junho, o Papa Francisco anunciou que vai realizar em Novembro deste ano a sua primeira visita a África, passando pela República Centro-Africana e Uganda, e talvez também o Quénia.

 

O Papa sublinhou a importância da acção da Igreja Católica neste continente, em particular nas escolas e hospitais, e criticou a exploração dos recursos naturais africanos por parte das potências mundiais, sustentando que não bastam as respostas de emergência.

“A Europa tem de investir em África, para que haja indústria, trabalho, e as pessoas não tenham de vir para cá”, precisou.

Neste contexto, aludiu a problemas de “instabilidade política” em vários países, dando como exemplo Moçambique.

Perante os participantes no 3.º retiro mundial de sacerdotes, promovido pelo Renovamento Carismático Católico Internacional e a Fraternidade Católica, o Papa pediu aos bispos que estejam perto dos padres, mesmo quando discordam, sem cultivar uma “distância principesca”.

Francisco saudou as mulheres presentes, “que não são sacerdotes”, elogiando o “génio feminino” que acompanha a vida eclesial desde o início.

“Perante certas exigências feministas, não se esqueçam de que Maria é muito mais importante do que os apóstolos”, observou.

Aos padres, Francisco reforçou as suas preocupações com a importância das homilias, propondo uma “linguagem positiva e não tanto proibitiva”.

“Por favor, tenham piedade do povo fiel de Deus”, gracejou.

O Papa defendeu necessidade de não recusar o Baptismo a recém-nascidos que sejam filhos de mães solteiras ou de pais que voltaram a casar, insistindo que “os burocratas apegados à lei” desfiguram a “Igreja que é mãe, sempre”.

 

 

EM ESTUDO, COM OS ORTODOXOS,

DATA COMUM DA CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA

 

No passado dia 12 de Junho, num encontro com mais de mil padres que decorreu na Basílica de São João de Latrão, o Papa Francisco disse que a solução para a celebração conjunta da Páscoa entre católicos e ortodoxos deve passar pela proposta de uma data fixa, deixando de lado a actual tradição.

 

“Temos de pôr-nos de acordo e a Igreja Católica está disposta, desde o Beato Paulo VI (Papa entre 1963 e 1978), a fixar uma data” e renunciar ao cômputo actual, explicou.

A Páscoa é a primeira festa cristã em importância e antiguidade, dado que já no Concílio de Niceia, no ano 325, há prescrições sobre a data da celebração: primeiro domingo depois da lua cheia que se segue ao equinócio da primavera (de 22 de Março a 25 de Abril).

Segundo o Papa, este é um problema que “todos querem resolver”, deixando de lado a hipótese de usar como referência a data da páscoa judaica, o 14 de Nissan.

O Papa elogiou o papel do patriarca ecuménico de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), Bartolomeu I, na busca de uma Páscoa comum no seio da ortodoxia, e considerou um “escândalo” que a ressurreição de Jesus se celebre em datas diferentes nas várias comunidades cristãs.

“A solução mais definitiva vai ter de ser uma data fixa, imaginemos o segundo domingo de Abril”, acrescentou.

Francisco sublinhou o empenho comum na defesa dos “valores cristãos fundamentais” e sugeriu aos padres a leitura de alguns teólogos ortodoxos para entender a “riqueza” desta tradição.

 

 

DIA MUNDIAL DO REFUGIADO

 

No passado dia 17 de Junho, o Papa associou-se à celebração do Dia Mundial do Refugiado, promovido pela ONU, pedindo que a comunidade internacional actue de forma “concertada e eficaz” para prevenir as causas das “migrações forçadas”.

 

“Rezemos por tantos irmãos e irmãs que procuram refúgio longe da sua terra, que procuram uma casa onde possam viver sem medo, para que sejam respeitados na sua dignidade”, apelou.

“Convido-vos a todos a pedir perdão pelas pessoas e instituições que fecham a porta a estas pessoas que procuram um lar, uma família, que procuram ser protegidos”, prosseguiu.

O Papa deixou uma palavra de encorajamento ao trabalho dos que “levam uma ajuda” às populações refugiadas.

O Dia Mundial do Refugiado recorda os mais de 50 milhões de pessoas de todo o mundo que foram forçadas a fugir das suas casas por causa da guerra ou de abusos dos direitos humanos, este ano com o lema “Os refugiados são pessoas comuns a viver situações extraordinárias”.

O alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, fala em números “esmagadores”:

“Temos de ter presente que se trata de mães, pais, filhas e filhos. Pessoas que levavam vidas normais antes de a guerra as ter forçado a fugir. Neste Dia Mundial do Refugiado, devemos lembrar o que nos liga a todos – a nossa humanidade”, assinala o responsável português.

 

 

PAIS DE SANTA TERESINHA

CANONIZADOS EM 18 DE OUTUBRO

 

O Papa Francisco presidiu no passado dia 17 de Junho ao Consistório ordinário que votou a causa de canonização dos pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, ficando marcada a cerimónia para 18 de Outubro, durante o Sínodo dos Bispos sobre a família.

 

Os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, Louis Martin (1823-1894) e Zélie Guérin Martin (1831-1877), foram declarados beatos pelo Papa emérito Bento XVI, a 19 de Outubro de 2008.

Agora, no último Consistório ordinário, o Papa Francisco decidiu proceder à sua canonização no dia 18 de Outubro próximo, durante o Sínodo dos Bispos sobre o tema “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”, a realizar-se no Vaticano de 4 a 25 de Outubro.

Louis e Zélie Martin casaram-se em 1858 e tiveram nove filhos: quatro faleceram ainda na infância e cinco seguiram a vida religiosa.

 

 

NOVA ENCÍCLICA É

TEOLÓGICA E METAFÍSICA

 

O Pe. Osvaldo Neves de Almeida, da Secretaria de Estado do Vaticano, afirmou que é minimalista classificar a Laudato si’ como “encíclica verde”, porque a visão do Papa é teológica e metafísica.

 

“Se olharmos para a encíclica do ponto de vista da defesa da ecologia, é verde; mas um verde criado por Deus, no qual o homem tem um papel especial e no qual o homem pode colaborar para o bem ou para o mal desse verde”, defendeu o oficial da Segunda Secção da Secretaria de Estado do Vaticano.

O Pe. Neves de Almeida, argentino de ascendência brasileira, falava no passado dia 19 de Junho no encontro promovido pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa, que reunia em Praga os respectivos responsáveis pelas relações com os media.

Para o oficial da Secretaria de Estado, “o Papa condena uma concepção do ambiente que exclui o homem”, considerando a pessoa humana “um factor fundamental”.

“O Papa dá uma visão da ecologia fortemente teológica e metafísica”, precisou.

Para o colaborador da Secretaria de Estado, a encíclica do Papa é um documento pastoral, positivo, que tem por objectivo suscitar “um novo estilo de vida”, que permita a compreensão do “valor de uma vida simples e sóbria”.

“Não é um documento de tipo político, não é endereçado sobretudo aos governos ou à política internacional, mas, como as cartas de São Paulo, quer suscitar uma conversão nos fiéis”, afirmou o Pe. Osvaldo Neves de Almeida.

Laudato si’ é um apelo a todos nós”, considera o sacerdote, para quem a “plena continuidade” e a “comunhão” são outras características da encíclica divulgada no passado dia 18 de Junho.

“É um documento de comunhão. Creio que é a primeira vez que há uma grande citação de documentos das conferências episcopais de todo o mundo”, considerou.

Para o sacerdote que trabalha no Vaticano, a encíclica Laudato si’ revela “plena continuidade” com João Paulo II e Bento XVI.

O Pe. Neves de Almeida trabalha há 23 anos na Secretaria de Estado do Vaticano, por onde passam os documentos pontifícios com referências “à realidade política, social e económica”, para verificar “a exactidão de expressões técnicas e jurídicas”.

 

 

PAPA REZOU DIANTE DO

SANTO SUDÁRIO DE TURIM

 

O Papa Francisco encerrou no passado dia 22 de Junho a sua visita de dois dias a Turim, no norte da Itália, tendo rezado em silêncio diante do Santo Sudário.

 

Dia 21 de Junho foi um dia especial para a diocese de Turim: recebeu o Papa Francisco em visita pastoral no bicentenário do nascimento de D. Bosco (1815-1888) e por ocasião da Exposição do Santo Sudário, que terminava no dia 24 de Junho.

No final da Missa celebrada em Turim, antes do Angelus, o Santo Padre afirmou que o Santo Sudário é um ícone do amor de Jesus na Cruz:

“O Sudário atrai na direcção do rosto e do corpo martirizado de Jesus e, ao mesmo tempo, impele em direcção ao rosto de cada pessoa em sofrimento e injustamente perseguida. Impele-nos na mesma direcção do dom do amor de Jesus”.

O primeiro encontro do Papa Francisco na cidade de Turim foi com o mundo do trabalho na Praça junto ao Palácio Real. O Santo Padre ouviu os testemunhos de uma operária, de um agricultor e de um empresário têxtil.

No discurso que proferiu, o Papa Francisco começou por considerar que dos testemunhos que ouviu “emerge o sentido de responsabilidade perante os problemas causados pela crise económica” e testemunham a fé no Senhor e a unidade da família que são uma grande ajuda e apoio.

Na Catedral de Turim o Papa Francisco visitou o Santo Sudário. Deteve-se ali em profunda oração silenciosa durante cerca de dez minutos.

Da parte da tarde de domingo esteve no Santuário da Consolata e encontrou-se com os salesianos na Basílica de Maria Auxiliadora. Depois encontrou-se ainda com os doentes e mais tarde com os jovens na Praça Vittorio. Nesse último encontro do dia o Papa Francisco exortou os jovens a dizerem não à hipocrisia e ao hedonismo e disse-lhes para irem contra a corrente fazendo escolhas radicais, mesmo que sejam impopulares.

Na manhã de dia 22 de Junho, foi a histórica visita do Papa Francisco à Igreja Valdense de Turim: a primeira de um pontífice. Momento fundamental do discurso do Papa foi o pedido de perdão pelos comportamentos e atitudes do passado:

“Da parte da Igreja Católica, peço-vos perdão pelas atitudes e comportamentos não cristãos, por vezes não humanos, que tivemos contra vós, na história. Em nome do Senhor Jesus Cristo, perdoai-nos”.

Também no dia 22 o Papa encontrou-se com alguns seus familiares da região do Piemonte. Com eles celebrou a Eucaristia e depois almoçou num encontro estritamente privado com seis primos acompanhados das suas famílias, num total de 30 pessoas.

 

 

SÍNODO DOS BISPOS:

PUBLICADO O INSTRUMENTUM LABORIS

 

Foi publicado no passado dia 23 de Junho, o Instrumentum Laboris para o Sínodo dos Bispos sobre a Família, a realizar-se no Vaticano em Outubro próximo.

 

O documento de trabalho reporta à Relatio Synodi – texto conclusivo do Sínodo Extraordinário do passado ano de 2014 – e integra os contributos provenientes das respostas ao questionário que foi proposto às dioceses.

O documento está dividido em três partes: a escuta dos desafios sobre a família, o discernimento da vocação familiar e a missão da família hoje.

Desde logo, são colocadas em destaque as “contradições culturais” que dizem que “a identidade pessoal e a intimidade afetiva devem afirmar-se numa dimensão radicalmente desvinculada da diversidade entre homem e mulher”. A remoção da diferença sexual é o problema e não a solução – pode-se ler no texto.

A família é o pilar da sociedade – diz o documento – que coloca em evidência o facto da necessidade da existência de políticas adequadas que apoiem os núcleos familiares. Ao mesmo tempo, o Instrumentum ressalta a importância da família como espaço de inclusão, nomeadamente, de categorias frágeis da população como os idosos, os viúvos e os deficientes. Também é desejada no documento uma pastoral específica para as famílias migrantes.

No Instrumentum Laboris é reafirmado o matrimónio como um sacramento indissolúvel, não deixando de recordar o acompanhamento que a Igreja deve fazer das situações de sofrimento através de uma atitude de misericórdia. Não são esquecidas também as situações de nulidade matrimonial.

Entretanto, o documento de trabalho deste Sínodo, apresenta uma atenção especial para os divorciados recasados, sendo desejada uma reflexão dobre a oportunidade de fazer cair “as formas de exclusão atualmente praticadas no campo litúrgico-pastoral, educativo e caritativo”, porque estes fiéis “não estão fora da Igreja”. Os caminhos de integração pastoral deverão, contudo, ser precedidos de um “oportuno discernimento” e realizados segundo uma lei de “gradualidade” que “respeite a maturação das consciências”.

No caso particular da comunhão eucarística para os divorciados recasados, o documento apresenta o “comum acordo” que existe sobre a hipótese de um “caminho penitencial” sob a autoridade de um bispo.

Em relação às uniões homossexuais o documento reafirma a posição contrária da Igreja, sendo, no entanto, apresentada a ideia de que cada pessoa, independentemente, da sua tendência sexual, deve ser respeitada na sua dignidade e acolhida com sensibilidade e delicadeza.

Nesta síntese, uma última e fundamental referência: os filhos. O Instrumentum convida a ser valorizada a importância da adoção afirmando que “a educação de um filho deve basear-se na diferença sexual, assim como a procriação”, pois esta tem o seu fundamento “no amor conjugal entre um homem e uma mulher”.

O documento de trabalho agora apresentado conclui com uma chamada de atenção para o Jubileu da Misericórdia que terá início no próximo dia 8 de Dezembro, à luz do qual se coloca este Sínodo.

A Assembleia sinodal será de 4 a 25 de Outubro sobre o tema “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”.

Rádio Vaticano

 

 

FILADÉLFIA:

ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS

 

Foi apresentado no passado dia 25 de Junho no Vaticano o VIII Encontro Mundial das Famílias que terá lugar em Filadélfia, nos Estados Unidos da América, de 22 a 27 de Setembro de 2015.

 

Mons. Vincenzo Paglia, Presidente do Conselho Pontifício para a Família, considerou que a família está no centro da atenção da Igreja e da sociedade civil e é o “recurso mais importante da sociedade”.

O Arcebispo de Filadélfia Mons. Charles Chaput, OFM, por sua vez, falou sobre o desenvolvimento do Encontro, explicando que será divido em duas partes: primeiro o Congresso Mundial das Famílias que se realizará de 22 a 25 de Setembro no Pennsylvania Convention Centre; depois será a segunda parte com a presença do Papa Francisco em Filadélfia no sábado dia 26 e domingo dia 27.

Mons. Vincenzo Paglia sublinhou a estreita ligação entre o Encontro e o Sínodo Ordinário sobre a Família que se realizará em Outubro no Vaticano; e afirmou que o Instrumentum Laboris “será objecto de reflexão e também de aprofundamento” em Filadélfia.

 

 

SANTA SÉ E ESTADO DA PALESTINA

ASSINAM ACORDO GLOBAL

 

No passado dia 26 de Junho foi assinado o Acordo global entre a Santa Sé e o Estado da Palestina, que assim é reconhecido oficialmente.

 

O Acordo foi assinado, por parte da Santa Sé, pelo Secretário para as Relações com os Estados, o Arcebispo Paul Richard Gallagher, e, pelo Estado da Palestina, por Riyad al-Malki, Ministro das Relações Exteriores.

O Acordo Global, constituído de um Preâmbulo e de 32 artigos, divididos em 8 capítulos, refere-se aos aspectos essenciais da vida e da actividade da Igreja no Estado da Palestina. Ao mesmo tempo, reafirma o apoio a uma solução negociada e pacífica da situação na região.

De destacar o Preâmbulo do Acordo que refere alguns pontos-chave: a autodeterminação do povo palestiniano, o objectivo da solução de dois Estados (Two-State solution), o significado não-simbólico de Jerusalém, o carácter sagrado da cidade para hebreus, cristãos e muçulmanos, e o seu valor religioso universal e cultural como tesouro para toda a humanidade, e ainda os interesses da Santa Sé na Terra Santa.

O reconhecimento do Estado da Palestina por parte da Santa Sé é o resultado do Acordo Básico, assinado entre a Santa Sé e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), datado de 15 de Fevereiro do ano 2000, e das negociações de uma Comissão bilateral, realizadas nos últimos anos.

 

 

DELEGAÇÃO ECUMÉNICA DE CONSTANTINOPLA

RECEBIDA PELO PAPA

 

No passado dia 27 de Junho, o Papa Francisco recebeu uma delegação ecuménica do Patriarcado de Constantinopla, vinda para as celebrações da Solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo, no dia 29 de Junho.

 

Recordando a sua visita à Turquia, o Papa reforçou os desejos de “unidade e comunhão”. “Atingir esse objectivo, para o qual nos propusemos juntos em confiança, representa uma das minhas principais preocupações. Espero que possamos aumentar as oportunidades de encontro, de intercâmbio e cooperação entre os fiéis católicos e ortodoxos”, assinalou.

Francisco desejou que as duas comunidades sejam “capazes de enfrentar” com verdade e espírito fraterno as dificuldades que ainda existem e renovou o seu apoio ao importante trabalho da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa.

“Os problemas que podem acontecer no decurso do nosso diálogo teológico não devem levar-nos ao desânimo ou resignação. Com o exame cuidadoso de como na Igreja o princípio da sinodalidade e o serviço de quem preside são articulados, faremos uma contribuição significativa para o progresso das relações entre as nossas Igrejas”, acrescentou.

O patriarca ecuménico de Constantinopla (Igreja Ortodoxa) fez-se representar pelo Metropolita de Pérgamo, pelo Metropolita de Silyvria e um sacerdote da Igreja Ortodoxa da Finlândia.

Para o Papa, a oração ecuménica na vigília da festa de Santo André e a Divina Liturgia na Igreja Patriarcal de São Jorge, em Novembro de 2014, ofereceu a possibilidade de juntos louvarem o Senhor e pedirem a uma só voz para chegar o dia em que seja restabelecida a “comunhão entre ortodoxos e católicos”.

No final da audiência, Francisco assegurou a sua oração pelo próximo Sínodo Pan-Ortodoxo e confiou-se às orações do Patriarcado de Constantinopla pela próxima Assembleia geral ordinária do Sínodo dos Bispos dedicada ao tema da família, entre 4 e 25 de Outubro, onde espera a participação de um “delegado fraterno”.

 

 

NOVO DISCASTÉRIO DA CÚRIA ROMANA:

SECRETARIA PARA A COMUNICAÇÃO           

 

Com uma Carta Apostólica em forma de “Motu proprio”, o Papa Francisco instituiu no passado dia 27 de Junho um novo Dicastério da Cúria Romana: a Secretaria para a Comunicação.

 

Depois de examinar relatórios e de ouvir o parecer unânime do Conselho de Cardeais, o Papa motivou assim a sua decisão: “O actual contexto comunicativo, caracterizado pela presença e pelo desenvolvimento das media digitais, pelos factores da convergência e da interactividade, requer uma reformulação do sistema informativo da Santa Sé e uma reorganização que proceda decididamente rumo a uma integração e gestão unitária”. 

Deste modo, o Papa estabelece que todos os organismos que até ao momento se ocupam da comunicação sejam incorporados num novo Dicastério da Cúria Romana, para responder “sempre melhor às exigências da missão da Igreja”.          

Integram o novo Dicastério os seguintes organismos: Pontifício Conselho das Comunicações Sociais; Sala de Imprensa da Santa Sé; Serviço Internet Vaticano; Rádio Vaticano; Centro Televisivo Vaticano; L’Osservatore Romano; Tipografia Vaticana; Serviço Fotográfico; Livraria Editora Vaticana.

Esses organismos prosseguirão as suas próprias actividades, seguindo as indicações oferecidas pela Secretaria para a Comunicação que, a partir de agora, assumirá também a gestão do site institucional da Santa Sé e o serviço Twitter do Papa: @pontifex

A Secretaria para a Comunicação iniciou as suas funções no dia 29 de Junho, tendo como sede provisória a Rádio Vaticano.

O Papa nomeou como novo Prefeito da Secretaria o actual Director do Centro Televisivo Vaticano, Mons. Dario Edoardo Viganò; e como Secretário o Responsável pelo Serviço Internet Vaticano, Mons. Lucio Adrian Ruiz. O Director-geral será o Dr. Paolo Nusiner, Responsável pelo jornal Avvenire; e o Vice-Director o Dr. Giacomo Ghisani, Responsável pelas Relações Internacionais da Rádio Vaticano.

 

 

PAPA FRANCISCO VISITOU BENTO XVI

 

No passado dia 30 de Junho, o Papa Francisco visitou Bento XVI na sua residência, no Vaticano, num encontro que demorou cerca de meia hora.

 

A visita deu-se antes da partida do Papa emérito para a residência pontifícia de Castel Gandolfo, nos arredores de Roma, onde vai permanecer até 14 de Julho.

Este local acolheu Bento XVI em várias ocasiões, durante os oito anos de pontificado e nos dois primeiros meses após a renúncia ao ministério petrino, em Fevereiro de 2013.

O Papa emérito completou 88 anos de idade no dia 16 de Abril, residindo no antigo mosteiro “Mater Ecclesiae”, dentro do Vaticano.

O secretário particular de Bento XVI, Mons. Georg Gaenswein, afirmou que este “está bem, para a sua idade” e caminha todos os dias cerca de meia hora, nos Jardins do Vaticano.

“Em geral vou com ele, rezamos juntos o terço. Ele, que sempre teve passo rápido, agora, seguindo conselho médico, usa um andarilho nos seus passeios, e em casa, uma bengala”, explicou o arcebispo alemão.

Pelo seu lado, o Director da Sala de Imprensa, padre Federico Lombardi, adiantou que, após a viagem do Papa Francisco ao Equador, Bolívia e Paraguai, o calendário pontifício vai seguir a tradição, sem audiências privadas ou especiais entre o início de Julho e finais de Agosto.

As audiências gerais que todas as semanas juntam milhares de pessoas na Praça de São Pedro, à quarta-feira, vão estar suspensas em Julho e serão retomadas a 5 de Agosto, na Sala Paulo VI.

As alterações estendem-se à Missa que o Papa celebra de manhã, na capela da Casa de Santa Marta, com funcionários do Vaticano e da Santa Sé, que irá reiniciar no começo de Setembro.

 

 

VIAGEM DO PAPA FRANCISCO

A CUBA E ESTADOS UNIDOS

 

Foi divulgado no passado dia 30 de Junho pela Sala de Imprensa da Santa Sé o programa oficial da viagem do Papa Francisco a Cuba e aos Estados Unidos, de 19 a 28 de Setembro deste ano.

 

O Santo Padre partirá de Roma para Cuba no sábado, 19 de Setembro.

No dia seguinte, domingo, o Santo Padre presidirá a uma Missa na Praça da Revolução, em Havana, e depois fará uma visita ao Presidente de Cuba, Raúl Castro. Depois celebra a oração das Vésperas com os sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas na catedral de Havana. A seguir, o pontífice saudará os jovens no Centro Cultural Padre Félix Varela.

Na segunda-feira, 21 de Setembro, o Papa Francisco deixará Havana e irá a Holguín onde celebrará uma Missa na Praça da Revolução. A seguir, parte para Santiago e ali se encontrará com os bispos no Seminário S. Basílio Magno. Depois irá ao Santuário da Virgem da Caridade do Cobre, padroeira do país, para rezar com os bispos.

Na terça-feira, 22 de Setembro, o Papa Francisco presidirá a celebração eucarística no Santuário da Virgem da Caridade do Cobre, e depois encontra-se com as famílias na Catedral de Nossa Senhora da Assunção, em Santiago, e abençoará essa cidade.

Ao meio dia, o Papa Francisco despede-se de Cuba e partirá para Washington, primeira etapa de sua visita aos Estados Unidos.

Na quarta-feira, 23 de Setembro, será a cerimónia de boas-vindas na Casa Branca onde o Papa se encontrará com o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. A seguir, encontra-se com os bispos norte-americanos na Catedral de S. Mateus, em Washington.

Na parte da tarde, o Papa Francisco presidirá à Missa de canonização do Beato Junípero Serra, o franciscano que evangelizou a Califórnia. Será no Santuário Nacional da Imaculada Conceição.

A 24 de Setembro, o Santo Padre visitará o Congresso dos Estados Unidos, onde fará um discurso. A seguir, visitará o centro caritativo da Paróquia de S. Patrício encontrando-se com os sem-abrigo. À tarde, partirá para Nova Iorque onde presidirá a oração das Vésperas, com o clero, religiosos e religiosas na Catedral de S. Patrício.

A primeira visita do Papa Francisco à sede da ONU está marcada para 25 de Setembro, pela manhã, com uma saudação e discurso do pontífice.

Nesse mesmo dia, o Papa Francisco participará no encontro inter-religioso no memorial do Ground Zero, em Nova Iorque, lembrando as vítimas dos ataques do 11 de Setembro de 2001.

Na parte da tarde, o Papa visitará a escola católica Nossa Senhora Rainha dos Anjos e encontrar-se-á com as crianças e famílias de imigrantes no Harlem. O dia encerrar-se-á com a Missa celebrada no Madison Square Garden, em Nova Iorque.

No sábado, 26 de Setembro, o Papa Francisco partirá para Filadélfia onde celebrará Missa com os membros do clero, religiosos e religiosas da Pensilvânia, na Catedral de S. Pedro e S. Paulo. Na parte da tarde, o Papa participará no encontro para a liberdade religiosa com a comunidade hispânica e outros imigrantes no Independence Mall.

À noite, o Papa Francisco participará na Festa das Famílias e na vigília de oração no Benjamin Franklin Parkway, onde fará um discurso.

No domingo, 27 de Setembro, encontra-se com os bispos convidados para o 8º Encontro Mundial das Famílias no Seminário S. Carlos Borromeu. Depois visitará os reclusos do Instituto Curran-Fromhold, para menores.

À tarde, o Papa presidirá à Missa conclusiva do 8º Encontro Mundial das Famílias no Benjamin Franklin Parkway. A seguir, saudará a comissão organizadora, os voluntários e benfeitores. Despede-se dos Estados Unidos da América e voltará para Roma onde chegará na manhã de 28 de Setembro.

 


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