CATEQUESE

O SACRAMENTO DO MATRIMÓNIO,

QUE AJUDA OS ESPOSOS A CULTIVAREM A VIDA DIVINA EM FAMÍLIA,

SEGUNDO O CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

 

 

 

 

 

Miguel Falcão

 

 

 

 

 

Para a preparação do sacramento da Confirmação parece conveniente aprofundar a doutrina sobre os sacramentos como fonte da vida da graça na alma.

Na presente lição, trata-se do sacramento do Matrimónio, que ajuda os esposos a cultivarem a vida divina em família.

 

 

– Que relação tem o sacramento do Matrimónio com a vida divina do cristão?

O sacramento do Matrimónio une dois cristãos, marido e mulher, para viverem a vida divina em família (nn. 1642 e 1660).

 

– O que leva um homem e uma mulher a viverem unidos no Matrimónio?

É a sua sexualidade, um dom com que Deus os criou diferentes (nn. 2331 e 2337).

 

– O que é a sexualidade humana?

É a característica que distingue o homem da mulher e que se manifesta por uma inclinação mútua para a união (n. 2332).

 

– Então o homem e a mulher são diferentes?

Todos os homens são diferentes uns dos outros e, ao mesmo tempo, têm todos a mesma dignidade humana; deste modo, podem ajudar-se uns aos outros como irmãos. Mas a diferença entre o homem e a mulher é peculiar e, por isso, a ajuda mútua é especial (nn. 2333-2335).

 

– Qual é a principal consequência da diferente sexualidade do homem e da mulher?

É a atracção mútua que pode levá-los à união no Matrimónio e a ter filhos (nn. 2332, 2360- 2361).

 

– Que outras consequências tem a diferente sexualidade do homem e da mulher?

A sexualidade afecta todos os aspectos da pessoa humana – físicos, psicológicos, morais e espirituais –, de modo que a presença conjunta do homem e da mulher enriquece todas as actividades humanas (nn. 2332- 2333). 

 

– A união íntima a que inclina a sexualidade do homem e da mulher não pode ser temporária, enquanto ambos a queiram?

Se a união termina quando um deles já não se sente feliz, quer dizer que a união depende da satisfação própria e não é consequência do amor de dedicação pelo outro (nn. 2390-2391).

 

Quais são as condições para dois cristãos se unirem no Matrimónio como marido e mulher?

Ambos têm de querer livremente unirem-se por toda a vida, para se dedicarem um ao outro, e receberem e educarem os filhos que Deus lhes enviar (nn. 1601, 1604, 1625, 1652 e 1662).

 

Por que é o Matrimónio um sacramento?

Primeiro, porque a união íntima entre o marido e a mulher é uma imagem da união íntima entre Cristo e a Igreja; depois, porque Deus concede a ambos as graças necessárias para cumprirem a sua missão de esposos e de pais (nn. 1617, 1638, 1641 e 1661).

 

– Todos os cristãos são chamados por Deus ao Matrimónio?

Em princípio, todas as pessoas têm condições para viverem em Matrimónio, mas nem todas chegam de facto a casar-se: é um problema importante a partir de certa idade (n. 1603).

 

Quais são os dois caminhos a que Deus pode chamar os jovens cristãos para viverem a vida divina com elevação?

O caminho mais comum é o do Matrimónio; mas a alguns cristãos Deus pede-lhes que vivam o celibato por amor de Deus e ao serviço da Igreja, como sacerdote, religioso ou no meio do mundo (nn. 1613, 1618 e 1620).

 

Como proceder quando dois jovens desejam casar-se?

Convém dar a conhecer aos pais e ter em conta os conselhos que eles queiram dar. Depois, têm de dirigir-se ao pároco para a devida preparação do Matrimónio e a sua celebração na Igreja (nn. 1622, 1630-1632).

 

Quanto tempo deve durar o Matrimónio?

Quando dois cristãos se unem no Matrimónio, é para sempre; só com a morte de um deles termina o Matrimónio, podendo o outro voltar a casar-se se o deseja (nn. 1614-1615, 1638-1640).

 

É possível dois esposos dedicarem-se um ao outro para sempre?

Isto é próprio do Matrimónio, mas, por vezes, pode custar muito e surgir a tentação da separação definitiva (divórcio); por isso mesmo, Deus fez do Matrimónio um sacramento, para os esposos encontrarem sempre as graças necessárias (nn. 1646 e 1648).

 

Como é que Deus envia os filhos a um casal?

A união íntima dos esposos, não só facilita a dedicação de um pelo outro, como tem por fruto os filhos segundo o plano de Deus; por isso, os esposos devem seguir sempre na sua união conjugal a vontade de Deus (nn. 1652, 2361- 2363, 2366- 2367).

 

É difícil educar os filhos?

É difícil educar os filhos como pessoas livres e responsáveis, capazes de amar a Deus e ao próximo; mas, além de ser obra em conjunto dos pais, estes encontram as graças necessárias no sacramento do Matrimónio (n. 1653).

 

Qual é a importância da família para os filhos?

É na família que os filhos nascem e aprendem a amar os pais e os irmãos, e a partir daí a amar a Deus e ao próximo; assim vão crescendo nas virtudes, preparando-se para a sua vida adulta (nn. 1656-1657).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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