10º Domingo Comum

5 de Junho de 2005

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Senhor é a força do seu povo, F. da Silva, NRMS 106

Salmo 26, 1-2

Antífona de entrada: O Senhor é minha luz e salvação: a quem temerei? O Senhor é protector da minha vida: de quem hei-de ter medo?

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Senhor veio chamar não os justos mas os pecadores. A Liturgia de hoje convida-nos a sentirmo-nos parte deste mundo de pecado, mas desejoso de se sentar à mesa do Mestre.

 

Oração colecta: Deus, fonte de todo o bem, ensinai-nos com a vossa inspiração a pensar o que é recto e ajudai-nos com a vossa providência a pô-lo em prática. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: É preciso fazer a experiência de ser amado por Deus para amarmos de verdade os nossos irmãos.

 

Oseias 6, 3-6

3Procuremos conhecer o Senhor. A sua vinda é certa como a aurora. Virá a nós como aguaceiro de Outono, como a chuva da Primavera sobre a face da terra. 4«Que farei por ti Efraim? Que farei por ti Judá?» – diz o Senhor «O vosso amor é como o nevoeiro da manhã, como o orvalho da madrugada que logo se evapora. 5Por isso vos castiguei por meio dos Profetas e vos matei com palavras da minha boca; e o meu direito resplandece como a luz. 6Porque Eu quero a misericórdia e não os sacrifícios, o conhecimento de Deus, mais que os holocaustos».

 

O texto da leitura é tirado da 2ª parte do livro do profeta Oseias (4, 1 – 11, 11), em que aparecem agrupados uma série de exortações e oráculos a denunciar os pecados de Israel. «Efraim e Judá» são os nomes das duas principais tribos de Israel com que se costumam designar, especialmente nos escritos proféticos, os dois reinos, o do Norte e o do Sul.

4-6 Neste texto, Oseias, profeta do reino do Norte durante a conturbada época que precedeu, no século 8º a.C., a queda de Samaria e o fim deste reino (721), censura o povo que se volta para o Senhor só durante «a sua aflição» (v. 3b), não sendo constante o seu amor, pois é «como a nuvem matinal, como o orvalho que em breve se dissipa». Também a sua piedade é superficial e ritualista, quando o que Deus pretende é o coração do homem: o «amor» (piedade filial) e o «conhecimento de Deus» (em especial, o reconhecimento dos seus benefícios). O texto foi escolhido em função do Evangelho, que cita o v. 6.

 

Salmo Responsorial    Sl 49 (50), 1.8.12-13.14-15 (R. 23b)

 

Monição: A melhor oferta que o crente pode fazer é a de um coração que aprende a ser fiel ao amor primeiro de Deus. É nesta aprendizagem que se torna possível o amor aos irmãos.

 

Refrão:        A quem segue o caminho recto

                     darei a salvação de Deus.

 

Ou:               A quem procede rectamente

                     farei ver a salvação de Deus.

 

Falou o Senhor, Deus soberano,

e convocou a terra, do Oriente ao Ocidente:

«Não é pelos sacrifícios que Eu te repreendo:

os teus holocaustos estão sempre na minha presença.

 

Se tivesse fome, não to diria,

porque meu é o mundo e tudo o que nele existe.

Comerei porventura as carnes dos touros

ou beberei o sangue dos cabritos?

 

Oferece a Deus sacrifícios de louvor

e cumpre os votos feitos ao Altíssimo.

Invoca-Me no dia da tribulação:

Eu te livrarei e tu Me darás glória».

 

Segunda Leitura

 

Monição: Tal como Abraão, não faltarão na vida do crente situações que o provocam a pôr toda a sua confiança no Senhor.

 

Romanos 4, 18-25

Irmãos: 18Contra toda a esperança, Abraão acreditou que havia de tornar-se pai de muitas nações, como tinha sido anunciado: «Assim será a tua descendência». 19Sem vacilar na fé, não tomou em consideração nem a falta de vigor do seu corpo, pois tinha quase cem anos, nem a falta de vitalidade do seio materno de Sara. 20Perante a promessa de Deus, não se deixou abalar pela desconfiança, antes se fortaleceu na fé, dando glória a Deus, 21plenamente convencido de que Deus era capaz de cumprir o que tinha prometido. 22Por este motivo é que isto «lhe foi atribuído à conta de justiça». 23Não é só por causa dele que está escrito «isto foi-lhe atribuído», 24mas também por causa de nós, que acreditamos n'Aquele que ressuscitou dos mortos, Jesus, Nosso Senhor, 25que foi entregue à morte por causa das nossas faltas e ressuscitou para nossa justificação.

 

S. Paulo, para documentar que o homem se torna justo, não pelas práticas da lei judaica, mas pela fé, apela para a fé de Abraão na palavra de Deus, insistindo em que foi esta que o tornou grato a Deus (v. 22).

19-20 «Sem vacilar na fé… Não hesitou». São Paulo interpreta as palavras e o riso de Abraão de que se fala em Gn 17, não como uma expressão de dúvida, mas de admiração perante o poder divino que transcendia a incapacidade humana, de um modo tão extraordinário; «e deu glória a Deus». O acto de fé, que pressupõe o sujeitar da razão e da vontade a Deus, sendo assim uma homenagem a Deus, à sua veracidade, sabedoria e poder. Por isso não pode haver fé sem humildade, sem que o homem se ponha no seu lugar de criatura e de dependência de Deus.

21-22 A atitude de fé de Abraão foi-lhe creditada na conta de justiça: «foi-lhe atribuída como justiça». «E isto foi escrito… também por nossa causa»: é que nós não somos justificados por observâncias legais (da Lei de Moisés), mas sim pela fé em Deus, a qual é idêntica à de Abraão não só pela atitude interior que pressupõe, como também se assemelha à dele quanto ao seu objecto; com efeito, ele acreditou que Deus lhe faria suscitar um filho, a ele já morto para a geração; e nós cremos que Deus fez ressuscitar a Jesus, morto pelos nossos pecados. (Note-se esta maneira paulina de argumentar, tipicamente rabínica, um pouco estranha para o nosso modo ocidental de discorrer e raciocinar: basta-lhe algum tipo de semelhança para ter força o seu argumento).

 

Aclamação ao Evangelho

 

Monição: Também por aqui passa hoje o Senhor para nos dizer, como a Mateus: «Segue-me». Levantemo-nos e sigamos. Nele seremos verdadeiramente livres. Aclamemos o Evangelho, cantando:

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação- 2, F da Silva, NRMS 50-51

 

O Senhor enviou-me a anunciar o evangelho aos pobres

e a liberdade aos oprimidos.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 9, 9-13

Naquele tempo, 9Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança dos impostos, e disse-lhe: «Segue-Me». Ele levantou-se e seguiu Jesus. 10Um dia em que Jesus estava à mesa em casa de Mateus, muitos publicanos e pecadores vieram sentar-se com ele e os seus discípulos. 11Vendo isto, os fariseus diziam aos discípulos: «Por que motivo é que o vosso Mestre come com os publicanos e os pecadores?» 12Jesus ouviu-os e respondeu: «Não são os que têm saúde que precisam de médico mas sim os doentes. 13Ide aprender o que significa: 'Prefiro a misericórdia ao sacrifício'. Porque Eu não vim chamar os justos mas os pecadores».

 

São Marcos e São Lucas também contam o mesmo episódio (Mc 2, 13-17: Lc 5, 27-32); não dão, porém, à personagem o nome de Mateus, mas sim o de Levi. É provável que Marcos e Lucas usem outro nome da mesma pessoa para evitar que o nome de um Apóstolo fique ligado a um passado tão infamante. De facto, nas listas que dão dos Doze, ambos lhe põem o nome de Mateus, e não o de Levi. «Publicano» era sinónimo de pecador, pois geralmente extorquiam somas acima do que tinha que se pagar, para proveito próprio; também eram detestados por serem colaboradores da dominação romana. S. Mateus usa aqui do seu nome mais conhecido, apresentando-se como publicano, não só por humildade, mas também para que se veja que um passado de pecado e miséria não é obstáculo à conversão e a seguir de perto a Cristo. Assim, ninguém tem que se escandalizar nunca, como os fariseus (v. 11) – um escândalo farisaico – por um pecador se converter, pois todos somos pecadores e capazes das maiores baixezas, se Deus nos retira a sua graça.

13 «Eu quero misericórdia e não sacrifício». É uma frase que temos na 1ª leitura de hoje. Não significa propriamente que Deus não queira os sacrifícios que Lhe são oferecidos com amor e sinceridade. É uma espécie de hipérbole, ao jeito semítico, um modo radical de se exprimir, que se poderia traduzir na nossa linguagem do seguinte modo: «antes quero a misericórdia do que o sacrifício».

 

Sugestões para a homilia

O nosso mundo: de justos ou de pecadores?

No olhar à sua volta, ele incluído, o cristão descobre que só um realismo comprometido lhe convém. Não lhe serve o negativismo daquele para quem tudo está mal. Nem mesmo o angelismo daquele que vê bondade em tudo. Realista, o cristão autêntico desenvolve critérios de avaliação capazes de um juízo equilibrado do mundo que o rodeia. E o seu compromisso de fé nunca lhe permitirá olhar de fora o mundo para o condenar. Antes se solidariza com o mal existente, que reconhece e identifica, mas que combate com os meios ao seu alcance. Tal é uma exigência que lhe vem do Baptismo.

O olhar dos fariseus do tempo de Jesus era um olhar desfocado ao permitir-lhes tornarem-se juizes do comportamento dos outros e porem-se de fora de tal juízo, como se eles não fizessem parte daquele mundo de «pecadores». Comer com os pecadores era, no tempo de Jesus (e não o será ainda hoje?), partilhar as mesmas ideias deles, significava comprometer-se com o pecado.

A atitude de Jesus, ao convidar o publicano Mateus, não só choca os presentes como se torna verdadeiramente revolucionária porque abala os critérios tidos como intocáveis. Não só chama e convida os pecadores como se faz convidado para a mesa deles. Escândalo.

Só assumindo o pecado que está em mim ou tornando-me solidário do mal que existe à minha volta é que eu entro no processo de conversão, palavra-chave no evangelho de Jesus. Nesta condição, deixo de ser juiz dos outros para me tornar receptivo ao juízo de Outro, o de Deus, que, no chamar os pecadores e não os justos, me chama a mim para a sua mesa.

Salvar: contaminar o mal com o bem

O publicano Mateus segue Jesus de imediato. Não há denúncia dos seus males ou roubos, nem gesto de arrependimento, nem mesmo manifestação de perdão. Levanta-se e segue o Mestre com o seu pecado e apesar do seu pecado. O relato do Evangelho vai ao essencial: Jesus vê e chama. A palavra de Jesus tem um resultado imediato a lembrar o Génesis quando «Deus disse e tudo foi feito».

Por seu lado, Jesus não tem medo de se contaminar com o pecado daquele que vem atrás de si. Porque há-de vencer sempre o contágio do mal para o bem e não do bem para o mal? O bem de Jesus «contamina» os pecadores, arrancando-os ao domínio do pecado.

Afinal, ao «preferir a misericórdia ao sacrifício», citando Oseias, Jesus situa-se na linha recta do ensinamento dos profetas, que os fariseus tinham esquecido.

Novas atitudes pessoais se impõem diante do ensinamento de Jesus

Reduzir o cristianismo a uma observância de ritos e de preceitos, como os fariseus faziam em relação à fé judaica, é fazer dele uma caricatura tantas vezes ofensiva do próprio Jesus. Não estará aqui a razão da falta de credibilidade dos cristãos, tantas vezes apontada?

Voltar à pureza do Evangelho é voltar a uma prática de espírito e de verdade, certamente difícil e até desconsiderada aos olhos de uma cultura de padrões pré-estabelecidos e reduzidos ao consumismo imediato e sem horizontes de transcendência.

Urge voltar à consciência da debilidade e do pecado para gerar a necessidade da graça, de uma salvação que não está em mim ou no que me rodeia, mas que vem do Alto e me abre em solidariedade aos irmãos, pecadores como eu. De facto, o que salva o pecador é o acolhimento do amor de Deus, o acolhimento da misericórdia revelada em Jesus.

O exemplo de Abraão, tornado pai dos crentes, revela que a justificação não vem da prática da Lei mas da fé: ele acreditou contra toda a esperança na Palavra que Deus lhe dirigira. Acreditou e levou até às últimas consequências a sua atitude livre de fé. Sabemos, também nós, que estamos longe de Deus e não nos podemos salvar somente pelas nossas próprias forças. Ao ressuscitar Jesus, Deus testemunha que nos dá o seu perdão e nos reconcilia com Ele. Deus dá-nos a salvação como dom gratuito do seu coração misericordioso.

Perguntas incómodas

Ao longo da semana, como foi o nosso olhar para os outros? Os nossos juízos foram de misericórdia ou de condenação? No cômputo geral, o meu pronunciamento sobre os outros foi mais negativo ou mais positivo? As pessoas sobre as quais me pronunciei têm só defeitos ou vi nelas alguma virtude? Fui capaz de olhar para mim ao menos tantas vezes quantas olhei para elas? Quais os nomes dos que estão excluídos da minha vida? Já pensei que Deus não os excluiu? E que, à semelhança de Mateus, Deus pode chamá-los para grandes coisas? Sem ater-se ao meu olhar invejoso?

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus todo-poderoso,

e imploremos a misericórdia d’Aquele

que quer amar hoje no mundo

com o coração de cada um de nós.

 

1.  Pela Santa Igreja de Deus:

para que, na experiência de comunhão com o seu novo Pastor, Bento XVI,

descubra sempre novas formas de acolher os pecadores do nosso tempo,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos governantes das nações:

para que, na prossecução do bem comum,

não reduzam o desenvolvimento aos bens de ordem material,

mas aceitem o serviço da doutrina social que a Igreja oferece,

oremos, irmãos.

 

3.  Por todos nós aqui presentes em assembleia de oração,

para que, reflectindo na palavra de Deus, nos decidamos prontamente a seguir Jesus

e a aprender com Ele a sentar-nos à mesa com todos os excluídos e pecadores do nosso tempo,

oremos, irmãos.

 

4.  Por todos os nossos irmãos em crise de fé e por aqueles que estruturaram a sua vida sem Deus,

para que encontrem os sinais de Deus no nosso mundo capazes de os fazer procurar a luz de Jesus Cristo,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai, que nos dais a conhecer a força do amor capaz de salvar todos os homens, livrai-nos da nossa auto-suficiência para podermos acolher a salvação que nos ofereces e a vida nova que nos vem de Jesus Cristo.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: No meio da minha vida, F. da Silva, NRMS 1 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Olhai com bondade, Senhor, para os dons que apresentamos ao vosso altar e fazei que esta oblação Vos seja agradável e aumente em nós a caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: J. dos Santos, 99-100

 

Monição da Comunhão

 

Jesus oferece-se em alimento a cada um de nós, pecador. Que à nossa mesa nenhum dos nossos irmãos, pecador entre pecadores, seja excluído.

 

Cântico da Comunhão: Deus é Amor, M. Luis, Cânticos de Entrada e Comunhão II, pág. 54

Salmo 17, 3

Antífona da comunhão: Sois o meu protector e o meu refúgio, Senhor; sois o meu libertador; meu Deus, em Vós confio.

 

Ou

1 Jo 4, 16

Deus é amor. Quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele.

 

Cântico de acção de graças: Cantarei ao Senhor pelo bem, F. da Silva, NRMS 98

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos pedimos, Senhor, que a acção santificadora deste sacramento nos liberte das más inclinações e nos conduza a uma vida santa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Acabamos de participar numa celebração em que nenhum de nós foi excluído da mesa do Senhor. A Missa deve continuar-se na vida de cada um de nós. Seja a mesa da nossa vida, ao longo da semana, a mesa aberta a todos os irmãos.

 

Cântico final: Eu quero viver na Tua alegria, H. Faria, NRMS 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

10 ª SEMANA

 

2ª feira, 6-VI: As promessas de salvação.

2 Cor. 1, 1-7 / Mt. 5, 1-12

Felizes os pobres... Felizes os que choram... Alegrai-vos e exultai, pois é grande nos céus a vossa recompensa.

«As bem-aventuranças retratam o rosto de Jesus... São as promessas paradoxais que sustentam a esperança no meio das tribulações; anunciam aos discípulos as bênçãos e recompensas já obscuramente adquiridas...» (CIC, 1717).

Se padecemos sofrimentos e tribulações sabemos que são caminho de salvação: «Se somos atribulados, é para serdes confortados e salvos» (Leit.). Temos igualmente a promessa de salvação pela Eucaristia: «o que come deste pão viverá eternamente» (Jo. 6, 58).

 

3ª feira, 7-VI: Recuperar a força do sal.

2 Cor. 1, 18-22 / Mt. 5, 13-16

Vós sois o sal da terra. Mas se o sal perder o sabor, com que há-de ele salgar-se?

Muitos cristãos não conseguiram ser sal, como o Senhor pede (cf. Ev.), porque se descuidaram. Deixaram que os valores cristãos se tornassem insípidos, que se corrompessem na vida da família e da sociedade.

A força do sal está na vida e na doutrina de Cristo: «É Deus que nos torna firmes a nós e a vós» (Leit.). E também na Eucaristia, «o pão que desceu do céu e dá a Vida ao mundo» (Jo. 6, 33), que «tem o duplo efeito de restaurar as perdas espirituais causadas pelos pecados e deficiências, e de aumentar as forças das virtudes» (S. Tomás de Aquino).

 

4ª feira, 8-VI: A Palavra de Deus é luz.

2 Cor. 3, 4-11 / Mt. 5, 17-19

Antes que passem o céu e a terra, não se perderá da lei a mais pequena letra, ou qualquer pequeno traço: tudo se realizará!

A verdade da fé «não muda com o tempo, não se desgasta através da história... O Credo não muda, não envelhece, não se desfaz» (Paulo VI).

Devemos conhecer bem o conjunto de verdades de fé e as normas morais, que são manifestações do caminho que conduz até Deus. Também devemos viver bem a Liturgia da Palavra: «Ele fala aqui e agora, a nós que o escutamos com fé, acreditando que só Ele tem palavras de vida eterna, que a sua palavra é a lâmpada para os nossos passos» (AE, 21).

 

5ª feira, 9-VI: A comunhão com Cristo e com os nossos irmãos.

2 Cor., 3, 15- 4, 1. 3-6 / Mt. 5, 20-26

Assim, eles (os incrédulos) não podem contemplar o esplendor do Evangelho glorioso de Cristo, que é Imagem de Deus.

«Foi em Cristo, ‘imagem do Deus invisível’ (Leit. do dia), que o homem foi criado à ‘imagem e semelhança’ do Criador. Assim como foi em Cristo, redentor e salvador, que a imagem divina, deformada pelo primeiro pecado, foi restaurada na sua beleza original e enobrecida pela graça de Deus» (CIC, 1701)

É esta mesma imagem que temos que reflectir à nossa volta (cf. Leit.), e descobri-la nos nossos irmãos. Vivendo a comunhão com os nossos irmãos entraremos em comunhão com Cristo: «Daí a espiritualidade da comunhão, requerida pela Eucaristia e suscitada pela celebração eucarística» (AE, 27).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Abílio Cardoso

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha


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