DOCUMENTAÇÃO

PAPA FRANCISCO

 

O USO DA INTERNET

 

Durante o voo de regresso de Sarajevo, em 6-VI-2015, o Papa Francisco encontrou-se com os jornalistas respondendo a algumas perguntas, entre as quais:

 

– Santo Padre, no seu último encontro com os jovens, falou detalhadamente da necessidade de prestarem muita atenção àquilo que lêem, àquilo que ouvem: não pronunciou exactamente a palavra «pornografia», mas disse «fantasia nociva». Pode aprofundar u pouco mais neste conceito da perda de tempo?

 

Temos a ver aqui duas coisas diferentes: as modalidades e os conteúdos. Quanto às modalidades, há uma que faz mal à alma, ou seja, estar demasiado apegado ao computador. Demasiado apegado ao computador! Isto faz mal à alma e tira a liberdade: torna-te escravo do computador. É curioso que muitas famílias, os pais e as mães, me dizem: encontramo-nos à mesa com os filhos e eles, com os seus telemóveis, estão noutro mundo. É verdade que a linguagem virtual é uma realidade, e não a podemos negar: temos de guiá-la para o caminho certo, porque é um progresso da humanidade. Mas quando isto nos afasta da vida comum, da vida familiar, da vida social, e também do desporto, da arte, e permanecemos apegados ao computador, esta é uma doença psicológica. Claro!

Segundo: os conteúdos. Sim, há coisas porcas, que vão da pornografia à meia-pornografia, aos programas vazios, sem valores como, por exemplo, programas relativistas, hedonistas, consumistas que fomentam todas estas coisas. Sabemos que o consumismo é um cancro da sociedade, o relativismo é um cancro da sociedade… Disto mesmo falarei na próxima encíclica, que sairá a público este mês. Não sei se respondi. Eu disse a palavra «porcaria» referindo-me a algo em geral, mas todos sabemos de que se trata. Há pais, muito preocupados, que não permitem computadores no quarto das crianças; os computadores devem estar num espaço comum da casa. São pequenas ajudas de que os pais lançam mão para evitar precisamente isto.

 


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