26º Domingo Comum

27 de Setembro de 2015

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O amor de Deus foi derramado, M. de Carvalho, NRMS 82-83

Dan 3, 31.29.30.43.42

Antífona de entrada: Vós sois justo, Senhor, em tudo o que fizestes. Pecámos contra Vós, não observámos os vossos mandamentos. Mas para glória do vosso nome, mostrai-nos a vossa infinita misericórdia.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A liturgia do 26º Domingo do Tempo Comum na primeira leitura e no Evangelho lembra que não temos o exclusivo da verdade. Devemos abrir o nosso horizonte e aceitar a acção do Espírito de Deus que sopra onde quer e sobre quem quer.

 

Oração colecta: Senhor, que dais a maior prova do vosso poder quando perdoais e Vos compadeceis, infundi sobre nós a vossa graça, para que, correndo prontamente para os bens prometidos, nos tornemos um dia participantes da felicidade celeste. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A primeira leitura ensina que o Espírito de Deus sopra onde quer e sobre quem quer, sem estar limitado por ninguém. «Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor infundisse o seu Espírito sobre eles!» Reconhecemos como Moisés, a presença de Deus no que acontece à sua volta?

 

Números 11, 25-29

Naqueles dias, 25o Senhor desceu na nuvem e falou com Moisés. Tirou uma parte do Espírito que estava nele e fê-lo poisar sobre setenta anciãos do povo. Logo que o Espírito poisou sobre eles, começaram a profetizar; mas não continuaram a fazê-lo. 26Tinham ficado no acampamento dois homens: um deles chamava-se Eldad e o outro Medad. O Espírito poisou também sobre eles, pois contavam-se entre os inscritos, embora não tivessem comparecido na tenda; 27e começaram a profetizar no acampamento. Um jovem correu a dizê-lo a Moisés: «Eldad e Medad estão a profetizar no acampamento». 28Então Josué, filho de Nun, que estava ao serviço de Moisés desde a juventude, tomou a palavra e disse: «Moisés, meu senhor, proíbe-os». 29Moisés, porém, respondeu-lhe: «Estás com ciúmes por causa de mim? Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor infundisse o seu Espírito sobre eles!»

 

Este texto, extraído da 2ª parte de Números, que trata da estância do povo em Cadés (10, 11 – 20, 21), foi seleccionado em função do Evangelho (Mc 9, 38-40), pela semelhança entre a atitude de Josué e a do Apóstolo João. A passagem deixa ver a grandeza de ânimo e a prudência no governo de Moisés, ao fazer participante do seu carisma 70 anciãos, dito duma forma simbólica: «Deus tomou uma parte do espírito de Moisés». E, quando Josué zela exageradamente a honra de Moisés, ao ver que Eldad e Meldad não actuavam na dependência imediata do caudilho, este não se mostra ciumento, resistindo à tentação de se tornar autoritário, absorvente e exclusivista; pelo contrário, zela mais as vantagens do seu povo do que o seu protagonismo e proeminência pessoal, por isso responde: «quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta» (v. 9).

 

Salmo Responsorial    Sl 18 (19), 8.10.12-13.14

 

Monição: Sabemos que o Senhor nos ama. Por isso, a Sua palavra reconforta a alma. As ordens do Senhor são firmes, mas enchem-nos de alegria.

 

Refrão:        Os preceitos do Senhor alegram o coração.

 

A lei do Senhor é perfeita,

ela reconforta a alma.

As ordens do Senhor são firmes,

dão a sabedoria aos simples.

 

O temor do Senhor é puro

e permanece eternamente;

os juízos do Senhor são verdadeiros,

todos eles são rectos.

 

Embora o vosso servo se deixe guiar por eles

e os observe com cuidado,

quem pode, entretanto, reconhecer os seus erros?

Purificai-me dos que me são ocultos.

 

Preservai também do orgulho o vosso servo,

para que não tenha poder algum sobre mim:

então serei irrepreensível

e imune de culpa grave.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Deus chama-nos a uma vida nova. Através de S. Tiago a Igreja convida os crentes a não colocarem a sua confiança e a sua esperança nos bens materiais: “Agora, vós, ó ricos, chorai e lamentai-vos, por causa das desgraças que vão cair sobre vós.”

 

Tiago 5, 1-6

1Agora, vós, ó ricos, chorai e lamentai-vos, por causa das desgraças que vão cair sobre vós. 2As vossas riquezas estão apodrecidas e as vossas vestes estão comidas pela traça. 3O vosso ouro e a vossa prata enferrujaram-se, e a sua ferrugem vai dar testemunho contra vós e devorar a vossa carne como fogo. Acumulastes tesouros no fim dos tempos. Privastes do salário os trabalhadores que ceifaram as vossas terras. 4O seu salário clama; e os brados dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor do Universo. 5Levastes na terra uma vida regalada e libertina, cevastes os vossos corações para o dia da matança. 6Condenastes e matastes o justo e ele não vos resiste.

 

Esta tremenda objurgação de S. Tiago aos ricos vai provavelmente dirigida mesmo a alguns já convertidos ao cristianismo, mas que não acabariam de entender e viver a doutrina de Cristo acerca das riquezas (cf. Lc 6, 24.25; Mt 6, 20; 25, 14.16; Lc 12, 20-21; 16, 19-30).

4 «O seu salário clama; e brados dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor». Daqui vem a designação para certos pecados que bradam ao Céu; não pagar o salário a quem trabalha é um dos 4 pecados que na Escritura se diz que bradam ao Céu, juntamente com o homicídio voluntário, a sodomia e a opressão dos pobres, principalmente órfãos e viúvas (cf. Gn 4, 10; 18, 20-21; Ex 22, 21-23). A linguagem utilizada parece-nos demasiado violenta, mas seria o meio mais eficaz para sacudir almas empedernidas no pecado, para as levar à conversão através do cumprimento dos seus deveres de justiça.

5 O dia da matança, isto é, o dia do castigo divino (cf. Jer 12, 3; Sof 1, 7-9); outros entendem a matança como uma imagem da opressão dos explorados, como em Sir 34, 21-22.

6 Uma outra tradução possível, adoptado por nós, é esta: «Condenastes e destes a morte ao inocente, e Deus não vai opor-se?».

 

Aclamação ao Evangelho          cf. Jo 17, 17b.a

 

Monição: Sempre que vivemos em conformidade com o Evangelho estamos a trabalhar na obra de salvação do mundo. Cantemos Aleluia. A vossa palavra, Senhor, é a verdade! Santificai-nos na verdade. (Jo 17, 17)

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS10 (II)

 

A vossa palavra, Senhor, é a verdade;

santificai-nos na verdade.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 9, 38-48 (37-47 na Vulgata)

Naquele tempo, 38João disse a Jesus: «Mestre, nós vimos um homem a expulsar os demónios em teu nome e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco». 39Jesus respondeu: «Não o proibais; porque ninguém pode fazer um milagre em meu nome e depois dizer mal de Mim. 40Quem não é contra nós é por nós. 41Quem vos der a beber um copo de água, por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa. 42Se alguém escandalizar algum destes pequeninos que crêem em Mim, melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós movidas por um jumento e o lançassem ao mar. 43Se a tua mão é para ti ocasião de escândalo, corta-a; porque é melhor entrar mutilado na vida do que ter as duas mãos e ir para a Geena, para esse fogo que não se apaga. (44) 45E se o teu pé é para ti ocasião de escândalo, corta-o; porque é melhor entrar coxo na vida do que ter os dois pés e ser lançado na Geena. (46) 47E se um dos teus olhos é para ti ocasião de escândalo, deita-o fora; porque é melhor entrar no reino de Deus só com um dos olhos do que ter os dois olhos e ser lançado na Geena, 48onde o verme não morre e o fogo não se apaga».

 

A leitura recolhe ensinamentos dispersos de Jesus. No trabalho de formação dos discípulos, depois da confissão de fé de Pedro (8, 29), é interessante notar como Jesus, na 2ª parte de Marcos, tem vindo pacientemente a corrigir o espírito daqueles homens sinceros, mas rudes, aproveitando todos os incidentes diários, em que estes falhavam (cf. 8, 33; 9, 12. 16-19.28-29.33-35). Desta vez, é também mais um dos do núcleo duro que tem de ser advertido, João, que mostra estreiteza de vistas e um exclusivismo incompatível com o espírito cristão; a lição de Jesus permanece para sempre actual: o que é bem é bem, embora seja outro, que não eu, eu a fazê-lo. A sentença «quem não é contra nós é por nós» não está em contradição com o que Jesus afirma em Lc 11, 23 e Mt 12, 30: «quem não está comigo está contra Mim», pois são contextos diversos. No da primeira sentença, trata-se de alguém que também trabalhava pela a causa de Deus e do bem, ao passo que o da segunda frase é o da luta de vida ou morte entre Jesus e o demónio, em que não pode haver meio termo: ou se está do lado de Jesus, ou do lado de Satanás (é que acusavam Jesus de ter um pacto com o maligno para fazer os milagres!).

41 Este versículo não tem mais ligação com o resto para além da ligação verbal: «em nome de» (que a tradução «por serdes de» não permite ver); é bem sabido que as palavras de Jesus se transmitiram agrupando-as muitas vezes de forma artificial (também estas palavras são como as cerejas).

42-48 Os versículos que se seguem sobre o escândalo constituem uma perícope diferente. A palavra «escândalo» designa um tropeço para fazer cair, algo que leva a pecar; e os «pequeninos que crêem em Mim» não parece que neste contexto sejam simplesmente os discípulos, como acontece noutras vezes, pois Jesus aqui está a dirigir-se precisamente a eles; serão os pequenos mais pequenos, «os pequeninos», isto é, os mais frágeis e indefesos, os menores de idade. A especial gravidade que há em escandalizar as crianças não provém apenas da sua inocência, mas sobretudo de elas se acharem mais vulneráveis e indefesas contra o mal. As palavras de Jesus são tremendamente sérias e de grande actualidade. Não nos parece que se deva fazer uma tradução restritiva de «escandalizar» por «fazer perder a fé», como faz a Sociedade Bíblica e Britânica («If anyone should cause one of these little ones to lose faith in me…»), não assim a Portuguesa («fazer cair em pecado»).

43-48 «Corta... deita fora...» Este cortar e deitar fora os membros do corpo tem que se entender em sentido figurado, mas sem diminuir em nada a força e a importância da expressão: Jesus proclama graficamente a grave obrigação de afastar e evitar a ocasião próxima de pecado, pois o bem da alma é superior a todos os bens materiais, mesmo os mais apreciados. «Geena», (em hebraico Ge-hinnon) é o vale a Sul e a Oeste de Jerusalém, fora das muralhas, que a partir de Jer 19, 6-7, veio a designar o lugar do castigo eterno (assim em 1 Henoc e 4 Esdras); no tempo de Jesus era uma lixeira da cidade a que se chegava o lume e onde sempre havia fogo a remoer; também Jesus usou frequentemente esta imagem para designar o Inferno, «onde o verme não morre e o fogo não se apaga» (v. 48; cf. Mt 25, 41.46). A expressão, para além de indicar a gravidade e a eternidade da pena, pouco pode dizer da sua natureza.

 

Sugestões para a homilia

 

Quem não é contra nós é por nós

 

No passado Domingo, S. Marcos falou-nos dos Apóstolos, discutindo uns com os outros sobre quem seria o maior. Jesus ensinou que na sua Igreja não se deve lutar pelo poder, mas trabalhar para servir: “Quem quiser ser o primeiro seja o servo de todos.” (Mc9,30-37). S. Marcos disse que os Apóstolos ficaram calados, talvez envergonhados, mas Jesus vai ensinar-lhes a ter um horizonte muito mais largo. O Evangelho diz que Jesus caminhava com os discípulos. Aconteceu que alguém que não era do grupo fazia milagres em nome de Jesus. S. João queixa-se a Jesus. Para compreendermos melhor esta reacção lembro que em Marcos 9, 18 os Apóstolos não foram capazes de expulsar o demónio que atormentava uma criança. Voltando à leitura de hoje: “Vimos alguém a expulsar espíritos maus em Teu Nome. Nós quisemos impedir porque ele não é daqueles que nos segue”. Jesus respondeu: “Não impeçam. Quem não é contra nós é por nós.” A reacção dos Apóstolos revela algum ciúme e desejos de superioridade. Jesus tinha aconselhado os Seus discípulos a estarem ao serviço e a não procurarem os primeiros lugares e eis que a reacção dos discípulos revela a vontade de ter o monopólio sobre o poder do Nome de Jesus. Este episódio lembra-nos a primeira leitura, escolhida para compreendermos melhor o Evangelho: Josué, servo de Moisés, também queria impedir que profetizassem aqueles que ficaram no acampamento e não vieram à tenda da reunião. Mas Moisés respondeu: “Quem dera que todo o Povo de Deus fosse profeta.”

A graça divina não se limita às fronteiras visíveis da Igreja! Na vida de todos os dias podem acontecer situações parecidas às que nos foram descritas nas leituras da Missa de hoje. Temos tendência a dizer: “mas eles não são do nosso grupo, eles não são católicos praticantes”. Irmãos, exultemos de alegria com a universalidade da salvação oferecida a todos os povos. O Espírito Santo sopra livremente como o vento (Jo 3, 8). Eis o que ensina a Igreja: Não se pode aprisionar o Espírito Santo: “No seio da Igreja façamos progredir a estima e o respeito por todas as diversidades legítimas. Estejamos abertos a todos os que não vivem em total comunhão connosco, mas que têm valores religiosos e humanos de muito valor” (GS 92).

 

 Na segunda parte do Evangelho Jesus dá conselhos aos discípulos. Conselhos positivos: dar de beber um copo de água. Conselhos negativos: não escandalizar ninguém. Jesus faz-nos compreender a sua grandeza de espírito, exortando-nos a um comportamento semelhante ao seu: “Dou-vos um mandamento novo, amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” Jesus pede-nos que façamos o bem e aceitemos o bem que os outros fazem à nossa volta; a tolerância de Jesus não significa indiferença ao mal. Jesus indigna-se contra aqueles que praticam o mal e provocam escândalo. (Conf Noel Quesson, Parole de Dieu pour chaque dimanche Année B) As palavras de Jesus são sérias, e mesmo dramáticas: “Se alguém escandalizar algum destes pequeninos que acreditam em mim, melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós e o lançassem ao mar.” Só Jesus conhece verdadeiramente o que é o pecado: “Fomos resgatados pelo seu sangue”. A vida eterna merece todos os sacrifícios: “É melhor entrar na vida eterna… do que ser lançado na Geena, onde o fogo não se apaga.”

 

Fala o Santo Padre

 

«Os membros da Igreja não devem ter inveja,

mas alegrar-se se alguém fora da comunidade realiza o bem em nome de Cristo.»

O Evangelho deste domingo apresenta um daqueles episódios da vida de Cristo que, embora sejam lidos, por assim dizer, en passant, contêm um significado profundo (cf. Mc 9, 38-41). Trata-se do facto que um fulano, que não era um dos seguidores de Jesus, tinha expulso demónios no seu nome. O apóstolo João, jovem e zeloso como era, queria impedi-lo, mas Jesus não lho permite e, aliás, inspira-se naquela ocasião para ensinar aos seus discípulos que Deus pode realizar coisas boas e até prodigiosas, mesmo fora do seu círculo, e que se pode colaborar para a causa do Reino de Deus de vários modos, também oferecendo um simples copo de água a um missionário (cf. v. 41). A este propósito, Santo Agostinho escreve: «Como na Católica — ou seja, na Igreja — é possível encontrar o que não é católico, assim fora da Católica pode existir algo de católico» (Agostinho, Sobre o baptismo contra os donatistas: PL 43, VII, 39, 77). Por isso, os membros da Igreja não devem ter inveja, mas alegrar-se se alguém fora da comunidade realiza o bem em nome de Cristo, contanto que o faça com intenção recta e com respeito. Também no interior da própria Igreja, às vezes pode acontecer que haja dificuldade de valorizar e apreciar, num espírito de profunda comunhão, as coisas boas realizadas pelas várias realidades eclesiais. No entanto, todos nós devemos ser sempre capazes de nos apreciarmos e estimarmos reciprocamente, louvando o Senhor pela «fantasia» infinita com que Ele age na Igreja e no mundo.

Na Liturgia hodierna ressoa também a invectiva do apóstolo Tiago, contra os ricos desonestos, que depositam a sua segurança nas riquezas acumuladas à custa de injustiças (cf. Tg 5, 1-6). A este propósito, num dos seus discursos Cesário de Arles afirma assim: «A riqueza não pode causar mal a um homem bom, porque a oferece com misericórdia, assim como não pode ajudar um homem mau, se a conserva avidamente ou a esbanja na dissipação» (Sermões 35, 4). Enquanto alertam contra o vão desejo dos bens materiais, as palavras do apóstolo Tiago constituem uma exortação vigorosa a usá-los na perspectiva da solidariedade e do bem comum, agindo sempre com equidade e moralidade, a todos os níveis. […]

Papa Bento XVI, Angelus, Castel Gandolfo, 30 de Setembro de 2012

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus todo-poderoso,

Atentos aos apelos de Deus Pai

e movidos pela acção do Espírito Santo,

oremos pela Igreja, pelos homens e pelo mundo,

pedindo (ou: cantando), com toda a confiança:

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

1.  Pela Diocese de N., suas paróquias e fiéis,

pelos seus pastores e comunidades religiosas

e por aqueles que não professam a mesma fé,

oremos.

 

2.  Pelos homens que são conduzidos pelo Espírito,

pelos que fecham o coração aos seus apelos

e pelos que têm inveja dos dons alheios,

oremos.

 

3.  Por aqueles que no dinheiro têm o seu deus,

pelos trabalhadores privados de salário

e pelos que morrem por não terem que comer,

oremos.

 

4.  Pelos que se julgam depositários da verdade,

pelos que se deixam escravizar pelas paixões

e pelas crianças escandalizadas pelos adultos,

oremos.

 

5.  Pelos professores e alunos de todas as escolas,

pelos que vão entrar no último ano de estudos

e pelos que já terminaram, mas estão desempregados,

oremos.

 

6.  Pelos que, entre nós, são imagem de Jesus,

pelos que rejeitam a intolerância e a vaidade

e pelos que procuram ser fiéis ao Evangelho,

oremos.

 

Senhor, nosso Deus,

dai a cada homem um coração

que se deixe conduzir pelo Espírito,

e que acolha, com alegria,

a Boa Nova anunciada pelo vosso Filho.

Ele que vive e reina por todos os séculos dos séculos.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A tua voz ouvi, H. Faria, NRMS 73-74

 

Oração sobre as oblatas: Deus de misericórdia infinita, aceitai esta nossa oblação e fazei que por ela se abra para nós a fonte de todas as bênçãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: M. Simões, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

A comunhão une-nos Jesus, “o Pão vivo descido do Céu para dar a vida ao mundo”, ou seja, para dar a vida nova a toda a humanidade. Nesta comunhão podemos rezar com a Liturgia das Horas:

“Deus, nosso Pai, ajudai-nos a colaborar uns com os outros. Ajudai-nos a viver de tal modo que nos sintamos sempre vossos filhos e irmãos de todos os homens!”

 (Hora de Tércia, Segunda-feira da IV Semana).

 

Cântico da Comunhão: Banquete sagrado, F. da Silva, NRMS 15

cf. Salmo 118, 9-5

Antífona da comunhão: Senhor, lembrai-Vos da palavra que destes ao vosso servo. A consolação da minha amargura é a esperança na vossa promessa.

 

Ou

1 Jo 3, 16

Nisto conhecemos o amor de Deus: Ele deu a vida por nós também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos.

 

Cântico de acção de graças: Bendito sejas, sei que Tu pensas em mim, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que este sacramento celeste renove a nossa alma e o nosso corpo, para que, unidos a Cristo neste memorial da sua morte, possamos tomar parte na sua herança gloriosa. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, escreveu:

 “Ver as coisas com os olhos de Jesus, numa visão inclusiva de tudo quanto é bondade no mundo, é ver as coisas na perspectiva de Deus.” (O Evangelho e a vida, Ano B, p 274).

Moisés: «Quem dera que o Senhor infundisse o seu Espírito sobre todos!»

Jesus no Evangelho de hoje: “Quem não é contra nós é por nós!” “Quem der um copo de água em nome de Cristo, não perderá a sua recompensa!” E noutra passagem: “Ai de vós por causa do escândalo!” (Mat 18,7)

 

Cântico final: A fé em Deus, F. da Silva, NRMS 11-12

 

 

Homilia Ferial

 

26ª SEMANA

 

2ª Feira, 28 de Setembro: Procurar a companhia do Senhor.

Zac 8, 20-23 / Lc 9, 51-56

Virão muitos povos e nações poderosas procurar em Jerusalém o Senhor do Universo, implorar a benevolência do Senhor.

«Aproximando-se os dias de Jesus ser levado deste mundo, Ele tomou a decisão de se dirigir a Jerusalém (Ev.). Por esta decisão, indicava que subia para Jerusalém, pronto para lá morrer» (CIC, 557). É porque Jesus entrega a sua vida pela salvação de todos os homens que muitos povos para lá se dirigem (Leit.).

Sigamos o conselho do profeta: «Queremos ir na vossa companhia, porque ouvimos dizer que Deus está convosco» (Leit.). Deus está connosco especialmente na Santa Missa, onde se renova o sacrifício do Calvário.

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         José Roque

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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