Nossa Senhora das Dores

15 de Setembro de 2015

 

Memória

 

O Evangelho desta memória é próprio.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Virgem Dolorosa, M. Faria, NRMS 13

Lc 2, 34-35

Antífona de entrada: Simeão disse a Maria: Este Menino será sinal de contradição, para ruína e salvação de muitos em Israel e uma espada trespassará a tua alma.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Ao longo do ano o povo cristão não se cansa de invocar a Mãe do Céu. Hoje somos convidados a meditar no Seu sofrimento, celebrando Nossa Senhora das Dores. Se cumprirmos o que nos pede, a tristeza converter-se-á em alegria, o sofrimento em oração.

 

Oração colecta: Senhor, que, na vossa admirável providência, quisestes que, junto do vosso Filho, elevado sobre a cruz, estivesse sua Mãe, participando nos seus sofrimentos, concedei à vossa Igreja que, associada com Maria à paixão de Cristo, mereça ter parte na sua ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Jesus sofreu por nós. Com a Cruz alcançou-nos a salvação. Ofereçamos o nosso sofrimento ao Senhor.

 

Hebreus 5, 7-9

7Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade. 8Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento 9e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna.

 

Este texto pequeno, mas deveras impressionante – há mesmo estudiosos que o consideram um extracto de um antigo hino a Cristo –, é tirado da parte central do célebre discurso, que é esta epístola (Hebr 4, 14 – 7, 28), onde se desenvolve o tema do sacerdócio de Cristo, o sumo sacerdote perfeito, que supera completamente o sacerdócio levítico.

7 Este versículo parece evocar o relato da agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras (cf. Mt 26, 36-44). «Preces e súplicas»: estas duas palavras sinónimas correspondem a uma expressão grega da época usada nos pedidos a uma alta autoridade; o uso do plural sugere a insistência na oração, segundo o «prolixius orabat» de Lc 22, 43. «Com um grande clamor e lágrimas»: os ensinos rabínicos sobre a oração referem três graus ascendentes: a prece (em silêncio), os gritos, e as lágrimas (como a forma mais elevada da oração). Os Evangelhos só falam de um forte brado de Jesus, na Cruz (Lc 23, 46), mas é de supor que se conhecessem pela tradição oral, pormenores da oração no horto que justificariam tão impressionante expressão.

«Foi atendido»: em quê? É difícil de dizer, a tal ponto que Harnack pensa numa corrupção do texto original: «não foi atendido»; limitamo-nos a referir as explicações mais viáveis. Jesus não obteve a libertação do cálice de amargura, mas alcançou a coragem para enfrentar a sua Paixão identificando-se plenamente com a vontade do Pai. Ou então, como pensam outros, Jesus foi atendido ao ser livre da morte pela sua ressurreição, o que lhe permite exercer o seu sacerdócio eterno (cf. 7, 24; 10, 10), com efeito, «a sua morte era essencial para o seu sacerdócio, mas se Ele não fosse salvo da morte pela ressurreição, não seria agora o sumo sacerdote do seu povo» (J. H. Neyrey).

8 «Aprendeu a obediência no sofrimento», ou, melhor, «por aquilo que sofreu», ou também, «aprendeu de quanto sofrera, o que é obedecer». Trata-se de uma aprendizagem não teórica, mas experimental, existencial. Aprender através do sofrimento era um lugar comum na literatura grega, e até havia esta máxima: «os sofrimentos são lições». O que aqui há de particular é a aplicação à aprendizagem da obediência. No entanto, a obediência de Jesus na sua Paixão só é referida em mais dois lugares do N. T.: Rom 5, 19 e Filp 2, 8. Não se pense que a Jesus, por ser Deus, Lhe custava menos o sofrimento, antes pelo contrário, pois o sofrimento é directamente proporcional à dignidade da pessoa que sofre.

9 «Tendo atingido a sua plenitude». Esta tradução não deixa ver uma das ideias centrais da epístola, que é a de «perfeição», pelo que seria preferível a tradução do Cón. Falcão, «chegado à perfeição» ou a da Difusora Bíblica, «tornado perfeito». Note-se que a perfeição de que aqui se fala não é a do amadurecimento na virtude, mas a que advém a Jesus pelo exercício do seu sumo sacerdócio com a consumação da obra salvadora pela oferta do sacrifício da nova aliança: «a obediência de Jesus leva-o à sua consagração sacerdotal, que, por sua vez, O torna apto para salvar aqueles que Lhe obedecem» (The new Jerome Biblical Commentary, p. 929).

 

Salmo Responsorial     Sl 30 (31), 2-3ab.3cd-4.5-6.15-16ab.20 (R. 17b)

 

Monição: Que a Virgem Santíssima nos encaminhe a todos para o Senhor pois só n’Ele alcançamos a salvação!

 

Refrão:        Salvai-me, Senhor, pela vossa bondade.

 

Em Vós, Senhor, me refugio, jamais serei confundido,

pela vossa justiça, salvai-me.

Inclinai para mim os vossos ouvidos,

apressai-vos em me libertar.

 

Sede a rocha do meu refúgio

e a fortaleza da minha salvação

porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,

por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.

 

Livrai-me da armadilha que me prepararam,

porque Vós sois o meu refúgio.

Em vossas mãos entrego o meu espírito,

Senhor, Deus fiel, salvai-me.

 

Eu, porém, confio no Senhor:

Disse: «Vós sois o meu Deus,

nas vossas mãos está o meu destino».

Livrai-me das mãos dos meus inimigos.

 

Como é grande, Senhor, a vossa bondade

que tendes reservada para os que Vos temem:

à vista da vossa face, Vós a concedeis

àqueles que em Vós confiam.

 

 

Aclamação ao Evangelho

 

Monição: A presença de Maria Santíssima no Calvário junto de Jesus dá-nos a certeza de que, nos momentos de dor, não estamos sós porque Ela nunca nos abandona.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Bendita seja a Virgem Maria, que, sem passar pela morte,

mereceu a palma do martírio, ao pé da cruz do Senhor.

 

 

Evangelho

 

São João 19, 25-27

Naquele tempo, 25estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». 27Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.

 

Repare-se na solenidade deste relato: é uma cena central entre as cinco relatadas por João no Calvário; a Virgem Maria é mencionada 6 vezes em 3 versículos, e há o recurso a uma fórmula solene de revelação («ao ver… disse… eis…» ). Isto deixa ver que não se trata dum simples gesto de piedade filial de Jesus para com a sua Mãe a fim de não a deixar ao desamparo, mas que o Evangelista lhe atribui um significado simbólico profundo; com efeito, chegada a hora de Jesus, é a hora de Ela assumir (cf. Jo 2, 4) o seu papel de nova Eva (cf. Gn 3, 15) na obra redentora. A designação de «Mulher» assume, na boca do Redentor, o novo Adão, o sentido da missão co-redentora de Maria: não é chamada Mãe, mas sim Mulher, como nova Eva, Mãe da nova humanidade, por alusão à «mulher» da profecia messiânica de Gn 3, 15. Por outro lado, Ela é a mulher que simboliza a Igreja (cf. Apoc 12, 1-18), a mãe dos discípulos de Jesus representados no discípulo amado, que «a acolheu como coisa própria». A tradução mais corrente deste inciso (seguida pela tradução litúrgica) é: «recebeu-a em sua casa», mas esta forma de tradução empobrece de modo notável o rico sentido originário da expressão grega «élabon eis tà idía», uma expressão usada mais quatro vezes em S. João, mas nunca neste sentido; com efeito, a expressão tà idía – «as coisas próprias» – significa muito mais do que a própria casa, indica tudo o que é próprio da pessoa, a sua intimidade. A tradução «recebeu-a como sua» corresponde melhor ao sentido original.

É também de notar que S. João, ao contrário dos restantes Evangelistas, nunca se refere a Nossa Senhora com o nome de Maria; sempre a designa como a Mãe (de Jesus), um indício de ser tratada realmente como mãe; com efeito, ninguém jamais nomeia a própria mãe com o nome dela: para o filho a mãe é simplesmente a mãe!

 

Em vez do Evangelho precedente, pode ler-se o seguinte:

 

São Lucas 2, 33-35

Naquele tempo, 33o pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que se dizia d’Ele. 34Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição 35– e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações».

 

33-34 «Simeão», de quem não temos mais notícias (não se diz que era velho; é uma dedução; que ele fosse filho de Hillel e pai de Gamaliel I é pura suposição), aparece como um dos «piedosos» do judaísmo que esperava não um messias revolucionário (como os zelotas) mas o verdadeiro Salvador, «a consolação de Israel» (v. 25). Apesar do que se diz no v. 34, não parece ser sacerdote, não estando no serviço do templo, mas tendo vindo lá «movido pelo Espírito» (v. 27).

A naturalidade com que S. Lucas chama a S. José «pai de Jesus» não implica qualquer contradição com o que antes afirmou em 1, 26-38. Aqui visa o poder e missão paterna, de modo nenhum a ascendência carnal. «A «espada» de dor pré-anunciada a Maria anuncia essa outra oblação, perfeita e única, da cruz, que trará a salvação que Deus «preparou diante de todos os povos» (v. 31)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 529).

35 «Assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Estas palavras ligam-se a «sinal de contradição». É que, diante de Jesus, não há lugar para a neutralidade: a sua pessoa, a sua obra e a sua mensagem fazem com que os homens revelem o seu interior, tomando uma atitude pró ou contra; a aceitação e a fé será, para muitos, motivo de salvação, ou «ressurgimento espiritual»: de que «se levantem»; ao passo que a rejeição culpável será motivo de que muitos se condenem: de que «muitos caiam».

 

Sugestões para a homilia

 

O sofrimento no mundo

Nossa Senhora das Dores

Oração de quem sofre

O Sofrimento no mundo

Há tanta gente a sofrer no mundo!

Lembremos as vítimas das guerras. Crianças que ficam órfãs. Jovens que ficam marcados pelas armas assassinas. Idosos que ficam sem casa porque foram destruídas com os bombardeamentos. Mortos que são lançados na vala comum pois os seus familiares também faleceram na guerra…

Lembremos as vítimas dos acidentes nas deslocações. Quantas viagens de sonho, desfeitas tragicamente com os acidentes nas estradas! Quantas pessoas perdem a vida quando o avião em que seguiam cai no precipício! Quantas pessoas desaparecem no navio que se afundou!...

Lembremos os doentes nos hospitais. O sofrimento que ali se vive deixa-nos sem palavras. Mas também ficamos edificados com a dedicação dos médicos, enfermeiros, capelães e todos os que prestam serviços de assistência!...

Lembremos os doentes nas suas casas. É doloroso vermos quem antes, com saúde, vivia os dias feliz e contente e agora está dependente de tudo e de todos…

Há doentes que se revoltam. Há doentes que não aguentam e decidem pelo pior: pôr termo à vida. A vida é dom de Deus que deve ser respeitada desde a concepção até à morte natural.

Tudo poderá ser diferente se invocarmos Nossa Senhora das Dores.

Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora viveu dias muito felizes com Jesus, com S. José, com os vizinhos, com os conterrâneos…

Mas também teve dias de sofrimento atroz:

Nossa Senhora sofreu por ninguém a receber quando estava para ser Mãe.

Nossa Senhora sofreu quando teve de fugir com Jesus pois Herodes queria matá-l’O.

Nossa Senhora sofreu quando perdeu Jesus, com doze anos de idade, no Templo.

Nossa Senhora sofreu quando Jesus era insultado, injuriado, caluniado e ameaçado de morte.

Nossa Senhora sofreu, permanecendo junto de Cristo crucificado.

Nossa Senhora sofreu quando os maus não acreditaram em Jesus que ressuscitou.

Nossa Senhora continua a sofrer porque muitas pessoas esquecem que Ela é sua Mãe, afastando-se para seguirem o caminho da condenação.

No dia 13 de Outubro de 1917 em Fátima, Jacinta, Francisco e Lúcia puderam contemplar, nas várias visões, Nossa Senhora das Dores.

Nossa Senhora das Dores atende-nos, alivia o nosso sofrimento, faz-nos companhia para não desanimarmos porque Ela própria experimentou a dor. Dá-nos força e coragem a nós que, gemendo e chorando neste vale de lágrimas, oferecermos ao Senhor, sem desanimar, a nossa cruz.

Oração de quem sofre

Todos têm uma cruz na vida…

Há crianças que sofrem por não serem desejadas nem amadas por seus pais.

Há jovens desiludidos que buscam no álcool, droga ou prostituição a felicidade, cada vez mais a afastar-se deles.

Há pais que sofrem com os desgostos causados pela ingratidão dos filhos.

Há esposos angustiados porque alguém se meteu nas suas vidas, quebrando os laços sagrados da fidelidade jurada no dia do casamento.

Há pessoas exploradas no trabalho que desempenham para não morrerem à fome.

Há doentes e idosos a sofrer, julgando-se inúteis nesta sociedade que só sabe dar valor ao que dá lucro…

No entanto, Senhor, todos poderiam ser felizes. Seriam felizes se suportassem tudo por Teu amor. Afirmaste a propósito: «Quem não toma a sua cruz para Me seguir não é digno de Mim » ( Mt 10, 38 ).

Deste o exemplo. A Tua Cruz foi bem pesada. Chegaste a cair com ela. Tiveste necessidade da ajuda do Cireneu. Mas venceste, Senhor.

A Virgem Maria esteve, de pé, a Teu lado, pregado na Cruz. Como Ela hei-de ajudar todos os que precisarem de mim. Com Ela, como é fácil levar a minha cruz, Senhor!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Para que a Santa Igreja continue no mundo

a acção salvadora d’Aquele que a amou

até ao ponto de por ela morrer pregado na Cruz,

por intercessão de Maria, oremos irmãos.

 

2.     Para que os doentes e todos os que sofrem

peçam ajuda ao Senhor sem nunca desanimar

e Lhe ofereçam a sua cruz pela salvação da humanidade,

por intercessão de Maria, oremos irmãos.

 

3.     Para que todos os povos,

meditando nas consequências trágicas da guerra,

preparem uma nova era de paz para o mundo,

por intercessão de Maria, oremos irmãos.

 

4.     Para que as famílias das nossas comunidades

imitem e invoquem a Sagrada Família,

vivendo em fidelidade, amor e paz,

por intercessão de Maria, oremos irmãos. 

 

5.     Para que vivamos sempre unidos a Jesus,

no cumprimento integral da Sua vontade

e dando testemunho d’Ele no mundo,

por intercessão de Maria, oremos irmãos.

 

6.     Para que as nossas famílias, amigos falecidos

e as almas do Purgatório alcancem no Céu

a felicidade desejada neste mundo,

por intercessão de Maria, oremos irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da  Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Salvé Virgem dolorosa, M. Faria, NRMS 13

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Deus de misericórdia, para glória do vosso nome, as nossas orações e as nossas ofertas, ao celebrarmos a memória da Virgem Santa Maria, que nos destes como Mãe bondosa, junto da cruz do vosso Filho, Jesus Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade], p. 486 [644-756], ou II, p. 487

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever dar-Vos graças, é nossa salvação glorificar-Vos. Nós Vos louvamos e bendizemos por Jesus Cristo vosso Filho, na memória de Nossa Senhora das Dores. Humilde serva acolheu a vossa Palavra e guardou-a no seu coração. Admiravelmente unida ao mistério da Redenção, perseverou com os Apóstolos em oração, esperando a vinda do Espírito Santo. Agora resplandece no caminho da nossa vida como sinal de consolação e de firme esperança

Por isso com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

Santo, Santo, Santo...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Monição da Comunhão

 

Maria deu-nos Jesus. Que nos ajude a viver em Graça a fim de O podermos receber na Sagrada Comunhão para sermos perfeitos e santos!

 

Cântico da Comunhão: Santa Maria da Luz, M. Simões, NRMS 14

l Pedro 4,13

Antífona da comunhão: Alegrai-vos, se participardes nos sofrimentos de Cristo, porque será plena a vossa alegria, quando se manifestar a sua glória.

 

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o sacramento da redenção eterna, ao celebrarmos as dores da Virgem Santa Maria, ajudai-nos a completar em nós, em benefício da Igreja, o que falta à paixão de Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Foi tão bom estarmos aqui reunidos, celebrando Nossa Senhora das Dores! Quem não se sente feliz junto da Mãe?!... Mas temos de partir. Lá fora esperam-nos todos aqueles que precisam de nós para os ajudarmos a caminhar ao Seu encontro…

 

Cântico final: Acolhe Virgem piedosa, M. Carneiro, NRMS 101

 

 

Homilias Feriais

 

24ª SEMANA

 

4ª Feira, 16 de Setembro: A Igreja e as realidades humanas.

1 Tim 3, 14-16 / Lc 7, 31-35

Mas é para saberes como se deve proceder na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, coluna e apoio da verdade.

«A Igreja, 'coluna e apoio da verdade' (Leit.), recebeu dos Apóstolos o solene mandamento de Cristo de anunciar a verdade da salvação. À Igreja compete anunciar sempre e em toda a parte os princípios morais, mesmo de ordem social, bem como emitir juízo acerca de quaisquer realidades humanas, na medida em que o exigirem os direitos fundamentais da pessoas humana ou a salvação das almas» (CIC, 2032).

Para isso é importante que os cristãos conheçam as partes mais importantes da Doutrina Social da Igreja, para esclarecerem os que não entendem este contributo da Igreja.

 

5ª Feira, 17 de Setembro: A eficácia da oração silenciosa.

1 Tim 4, 12-16 / Lc 7, 36-50

Por isso te digo: os seus numerosos pecados ficam perdoados, uma vez que manifestou tanto amor.

A atitude da pecadora para com Jesus é um exemplo da oração silenciosa: não precisou de palavras, manifestou o seu amor com obras. «A contemplação é a oração do filho de Deus, do pecador perdoado que consente em acolher o amor com que é amado e ao qual quer corresponder ainda mais (Ev.)» (CIC, 2712).

A sua oração foi atendida por Jesus, mesmo sem ter dito nada: «Jesus atende a oração de fé expressa em palavras, ou feita em silêncio (as lágrimas e o perfume da pecadora) (Ev.)» (CIC, 2616).

 

6ª Feira, 18 de Setembro: A vida e os bens ao serviço do Senhor.

1 Tim 6, 2-12 / Lc 8, 1-3

Andavam com Ele os Doze, bem como algumas mulheres, que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades.

Como estas santas mulheres (Ev.), todos temos que pôr os nossos talentos ao serviço do Senhor, seguindo o exemplo de Cristo, que 'veio não para ser servido, mas para servir', e também o de Nossa Senhora.

S. Paulo pede a Timóteo que esclareça os fiéis sobre as doutrinas estranhas, sobre o amor desordenado aos bens materiais (Leit.). São bens que o Senhor pôs à nossa disposição para servirmos melhor os outros e para alcançarmos a vida eterna. E cada um de nós pode e deve adquirir a suficiente formação para esclarecer as dúvidas dos seus amigos.

 

Sábado, 19 de Setembro; A escuta da palavra de Deus.

1 Tim 6, 13-16 / Lc 8, 4-15

E a semente que ficou na boa terra são aqueles que ouviram a palavra com coração recto e bom, a conservam e, com perseverança, dão fruto.

Procuremos ver como escutamos ou lemos a palavra de Deus: «Nunca nos esqueçamos que, quando na Igreja se lê a Sagrada Escritura, é o próprio Deus que fala ao seu povo, é Cristo presente na sua palavra que anuncia o Evangelho» (SC, 45).

Pode servir-nos de exemplo a vida de Nª Senhora. Ela conservava todas as coisas referentes Deus como um tesouro, e procurava levar à prática o que Deus lhe pedia. E o fruto foi extraordinário: trouxe-nos Jesus à terra. Para que haja abundantes frutos na nossa vida, precisamos escutar bem a palavra de Deus e levá-la à prática. E o fruto será a nossa transformação em Cristo.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 


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