Assunção da Virgem Santa Maria

Missa da Vigília

14 de Agosto de 2015

 

Solenidade

 

Esta Missa utiliza-se na tarde do dia 14 de Agosto, antes ou depois das Vésperas I da solenidade.

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Sois a escada de luz, Az. Oliveira, NRMS 33-34

 

Antífona de entrada: Grandes coisas se dizem de Vós, ó Virgem Santa Maria, que hoje fostes exaltada sobre os coros dos Anjos e triunfais com Cristo para sempre.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Igreja interrompe esta semana de trabalho para celebrar com toda a solenidade possível a Assunção gloriosa de Maria ao Céu.

Além da consolação que nos dá reunirmo-nos para celebrar uma festa da nossa Mãe, a Assunção enche-nos de esperança, porque em Maria – salvas as distâncias – o Senhor realizou já o que vai acontecer connosco no fim dos tempos.

 

Acto penitencial

 

Peçamos perdão do alheamento em que vivemos tantas vezes, como se não estivéssemos na terra para ganhar uma eternidade feliz com as nossas boas obras.

Imploremos do Senhor a graça de sermos mais cuidadosos com a vida na terra, para que se torne fonte de mérito para uma eternidade feliz.

 

(Tempo de silêncio. Sugerimos o esquema A com a Confissão e Senhor, tende piedade de nós,).

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que, olhando para a humildade da Virgem Maria, a elevastes à dignidade de ser Mãe do Verbo Encarnado e neste dia a coroastes de glória, concedei-nos, por sua intercessão, que, salvos pelo mistério da redenção, mereçamos ser por Vós glorificados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Primeiro Livro das Crónicas transmite-nos a alegria festiva com que David introduziu na Cidade Santa de Jerusalém a Arca da Aliança.

Este raro episódio do Antigo Testamento é uma figura da Assunção de Maria: Jesus, filho de David, conduziu gloriosamente ao Céu Maria, Arca da Nova Aliança.

 

1 Crónicas 15, 3-4.15-16 16, 1-2

Naqueles dias, 3David reuniu em Jerusalém todo o povo de Israel, a fim de trasladar a arca do Senhor para o lugar que lhe tinha preparado. 4Convocou também os descendentes de Aarão e os levitas. 15Os levitas transportaram então a arca de Deus, por meio de varas que levavam aos ombros, conforme tinha ordenado Moisés, segundo a palavra do Senhor. 16David ordenou aos chefes dos levitas que dispusessem os seus irmãos cantores, para que, acompanhados por instrumentos de música – cítaras, harpas e címbalos – , entoassem as suas alegres melodias. 1Assim trasladaram a arca de Deus e colocaram-na no meio da tenda que David mandara levantar para ela. 2Depois ofereceram, diante de Deus, holocaustos e sacrifícios de comunhão. Quando David acabou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios de comunhão, abençoou o povo em nome do Senhor.

 

A liturgia vê no solene e festivo transporte da Arca da Aliança de Quiriat-Iarim para a cidade de Jerusalém, conquistada aos jebuseus por David, a figura da entrada de Maria, em corpo e alma, no Céu. A Arca era o símbolo da presença de Deus no meio do seu povo. A Igreja louva Maria com o título de Arca da Aliança. Há exegetas que vêem na visita da Virgem Maria a Isabel ressonâncias deste relato, que justificam este título bíblico atribuído à Virgem Maria.

 

Salmo Responsorial     Sl 131 (132), 6-7.9-10.13-14 (R. 8)

 

Monição: O Salmo que a Liturgia nos convida a entoar é um canto processional de aclamação ao Rei do Céu. A Liturgia aplica-o ao acolhimento festivo de Maria, na sua Assunção gloriosa.

Unamo-nos à alegria do universo que celebra com júbilo o triunfo da Rainha do Universo.

 

Refrão:        Levantai-Vos, Senhor, e entrai no vosso repouso,

                     Vós e a arca da vossa majestade.

 

Ouvimos dizer que a arca estava em Éfrata,

encontrámo-la nas campinas de Jaar.

Entremos no seu santuário,

prostremo-nos a seus pés.

 

Revistam-se de justiça os vossos sacerdotes,

exultem de alegria os vossos fiéis.

Por amor de David, vosso servo,

não afasteis o rosto do vosso Ungido.

 

O Senhor escolheu Sião,

preferiu-a para sua morada:

«É este para sempre o lugar do meu repouso,

aqui habitarei, porque o escolhi».

 

Segunda Leitura

 

Monição: Na sua primeira Carta aos fiéis da Igreja de Corinto, S. Paulo fala-nos da vitória sobre a morte alcançada por Jesus Cristo com a Sua morte e Ressurreição gloriosa.

A primeira criatura a beneficiar desta vitória foi a Sua Mãe Santíssima, na Assunção em Corpo e Alma ao Céu.

 

1 Coríntios 15, 54b-57

Irmãos: 54bQuando este nosso corpo mortal se tornar imortal, então se realizará a palavra da Escritura: «A morte foi absorvida na vitória. 55Ó morte, onde está a tua vitória? Ó morte, onde está o teu aguilhão?». 56O aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a Lei. 57Mas dêmos graças a Deus, que nos dá esta vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

56 «O aguilhão da morte é o pecado». S. Paulo apresenta a morte personificada, a picar com o ferrão, isto é, a exercer o seu domínio sobre a humanidade: ao sermos feridos pelo pecado, morremos. Como se vê, isto está dito de modo figurado. «A força do pecado é a Lei». A Lei de Moisés, ao tornar mais patentes as obrigações, sem conceder a força para fazer o bem, dava força ao pecado, isto é, tornava-se ocasião de pecado (cf. Rom 7, 7-8).

57 «A vitória por N. S. J. Cristo»: Jesus, dando pleno cumprimento à Lei antiga, que exigia a morte do pecador, não só venceu a morte com a sua própria morte, como também arrebatou à morte o seu poder mortífero – «o aguilhão» –, isto é, o pecado, que feria a humanidade e a submetia à morte.

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 11, 28

 

Monição: O grande elogio que Jesus faz da Sua Mãe, perante a homenagem que lhe tributa uma mulher anónima que ouvia a Sua pregação, indica-nos o caminho que devemos seguir: ouvir a Palavra de Deus e procurar seguir os seus ensinamentos com fiel generosidade.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Felizes os que ouvem a palavra de Deus

e a põem em prática.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 11, 27-28

27Naquele tempo, enquanto Jesus falava à multidão, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». 28Mas Jesus respondeu: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

 

Com este episódio começa a ter efectivação a previsão de Maria: todas as gerações me hão-de chamar bem-aventurada (Lc 1, 48).

Jesus não contradiz o belo elogio dirigido a sua Mãe, mas aproveita a ocasião para fazer ver que o que importa aos seus ouvintes não são os laços de sangue, mas que ouçam e cumpram a Palavra de Deus. Pode ver-se aqui um elogio que Jesus faz ao «faça-se» de Maria (cf. Lc 1, 38).

 

Sugestões para a homilia

 

• Maria, Arca da Nova Aliança

O Céu acolhe Maria

Maria, Arca de Deus

Celebrar Maria

• Virgem fiel ao Senhor

Louvemos Maria

Ouvir a Palavra de Deus

Fidelidade à Palavra

 

1. Maria, Arca da Nova Aliança

 

a) O Céu acolhe Maria. «Naqueles dias, David reuniu em Jerusalém todo o povo de Israel, a fim de trasladar a arca do Senhor para o lugar que lhe tinha preparado. Convocou também os descendentes de Aarão e os levitas

Depois de ter conquistado a cidade de Jerusalém, David fez dela a capital do reino de Israel e transportou para lá com toda a solenidade a Arca da Aliança, sinal da presença de Deus no meio do Seu Povo, na longa travessia do deserto e agora nos combates contra os inimigos do Povo de Deus. Nela havia recordações valiosas: as tábuas da Lei que Deus entregou a Moisés no Sinai, um pouco do maná que os alimentara no deserto, a vara florida de Aarão.

Em 586 a. C. (Segunda invasão a Judá) (ou 609 a.C. [Primeira invasão a Judá], segundo alguns estudiosos), Nabucodonosor, rei da Babilónia, invadiu o reino de Judá e tomou a cidade de Jerusalém. O relato bíblico menciona um grande incêndio que teria destruído todo o templo. A Arca desapareceu completamente da narrativa a partir desse ponto, e o próprio relato é vago quanto ao seu destino.

Mas ela ficou na história da Salvação como símbolo da verdadeira Arca da Aliança do Novo Testamento que e Maria.

A Liturgia escolheu para a festa da Vigília da Assunção de Maria a trasladação da Arca da Aliança para a Cidade Santa da Jerusalém. Ela é uma figura da condução gloriosa de Maria elevada ao Céu em corpo e alma.

A Assunção de Maria é uma verdade de fé acolhida pelo Povo de Deus desde o seu princípio e definida pelo Papa Pio XII em 1 de Novembro de 1950: "Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus omnipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial". (Pio XII, Constituição Apostólica Munificentíssimus Deus, n. 44).

Jesus preparou para a Sua e nossa Mãe um acolhimento cheio de carinho no Céu; Maria foi acolhida e aclamada na corte celeste pelo Seu Filho, por S. José, seu esposo virginal, pelos patriarcas, profetas e todo o Povo de Deus.

 

b) Maria, Arca de Deus. «Os levitas transportaram então a arca de Deus, por meio de varas que levavam aos ombros, conforme tinha ordenado Moisés, segundo a palavra do Senhor. David ordenou aos chefes dos levitas que [...], entoassem as suas alegres melodias

Maria é verdadeiramente a Arca da Nova Aliança. Ela guardou em seu seio virginal o Filho de Deus feito Homem durante nove meses, acolheu-O em Seus braços, alimentou-O, vestiu-O e rodeou-O de todo o carinho.

A Arca da Aliança do Antigo Testamento foi construída de acordo com as indicações sobre o formato e matéria de que havia de ser feita, e o que deveria ser guardado no seu interior, dadas por Deus a Moisés.

Era um objecto sagrado que lembrava a presença de Deus no meio do Seu Povo, para o defender dos inimigos.

Ninguém como Maria merece com tanta propriedade o título de Arca da Aliança, porque ela é o sinal da presença de Deus, da sua protecção e bênção.

Tornamos Maria presente quando A invocamos com confiança, a veneramos com carinho e devoção.

Na vida da Igreja, Maria é sempre sinal da proximidade de Deus: por muito afastada do caminhos da Salvação que esteja uma pessoa, se procurar viver uma verdadeira devoção a Nossa Senhora, a sua aproximação de Deus já começou.

Pela nossa experiência pessoal sabemos que quando nos sentimos desmotivados, sem forças, para continuar o Caminho, basta invocar filialmente Maria, para recobrarmos as forças.

“A devoção a Nossa Senhora é sinal de bom espírito nas obras e nas coisas de Deus.” (S. Josemaria, Caminho).

 

c) Celebrar Maria. «Depois ofereceram, diante de Deus, holocaustos e sacrifícios de comunhão. Quando David acabou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios de comunhão, abençoou o povo em nome do Senhor

Devemos perguntar diante de Deus, com muita sinceridade: Que lugar ocupa a piedade mariana na nossa vida?

A devoção a Nossa Senhora não é igual à de qualquer santo ou santa. Uma vez que Deus A escolheu e lhe reservou um lugar importantíssimo na nossa vida, é porque a quis tornar imprescindível na nossa vida cristã.

Terminada a vida mortal na terra, o corpo de Maria não foi entregue à corrupção do túmulo, como acontece com todos os mortais, mas foi intrinsecamente transformado com os dotes do corpo glorioso – claridade, subtilidade, impassibilidade e agilidade – e, revestido da glória celeste, foi levada à glória do Paraíso.

A nossa inteligência limitada consegue vislumbrar a razão deste gesto de Deus para com a Sua e nossa Mãe.

• Quem não evitaria, se pudesse, que o corpo da sua mãe deixasse de ser jovem e belo e se tornasse em pó na sepultura, mas procuraria conservá-lo sempre jovem e vivo?

Julgamos que amamos mais a nossa mãe do que Jesus Cristo a Sua?

Bernardette e os Pastorinhos de Fátima viram Nossa Senhora em corpo e alma, gloriosa e bela.

• Jesus Cristo, sendo verdadeiro Homem formado no seio virginal de Maria, é também verdadeiro Deus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade e, por isso é o Senhor omnipotente.

Se Ele podia preservar a Sua e nossa Mãe da corrupção do túmulo, porque não havia de o fazer?

• Afirmamos com alegria aquilo que o coração nos pede e Deus no-lo revelou sobre a Assunção de Maria em corpo e alma ao Céu.

 

2. Virgem fiel ao Senhor

 

a) Louvemos Maria. «Naquele tempo, enquanto Jesus falava à multidão, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: “Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito”.»

Como aquela mulher anónima, ouvinte da pregação de Jesus, também nós exaltamos Maria com as nossas orações e cânticos, dando largas à manifestação do nosso carinho de filhos.

Visitemos as suas Casas. Os bons filhos vistam muitas vezes a sua mãe. S. João Paulo II gostava de chamar aos santuários marianos “Casas da Mãe”. Todas as vezes que as visitamos – Lourdes, Fátima, etc. – cumprimos um dever filial e recebemos conforto para o nosso caminho.

Pratiquemos a verdadeira devoção a Maria. A verdadeira devoção a Nossa Senhora, aquela que mais lhe a grada é a imitação da sus vida e virtudes. Que feliz se sente qualquer mãe, quando lhe dizemos que o filho se parece com ela!

A mais recomendada de todas as devoções por Nossa Senhora é a recitação do terço. Em cada uma das 6 aparições de Fátima, Nossa Senhora recomenda sempre a reza diária do terço. Há-de ser muito importante faze-lo, para que Ela o recomende tanto.

Quando o rezamos, estamos a repetir a saudação do Arcanjo S. Miguel, recordando a Nossa Senhora um conjunto de verdades de fé: a sua Imaculada Conceição, como “Cheia de Graça”; a sua fidelidade perfeita aos desígnios de Deus, a maternidade divina e a sua virgindade perpétua. Havemos de rezá-lo procurando que as palavras nos passem pelo coração, antes de chegarem aos lábios.

Veneremos as suas imagens. Estão, para nós, no lugar de retratos da Mãe apresentados em diversas circunstâncias. Quando as veneramos, não ficamos parados no objecto que temos diante dos olhos, mas pensamos n’Ela e, por isso, olhamo-las e veneramo-las com amor.

Jesus gosta que cantemos as glórias de Maria. Qual é o filho que não gosta de ouvir elogiar a sua mãe? Além disso, Nossa Senhora é a obra mais perfeita que saiu das mãos de Deus.

 

b) Ouvir a Palavra de Deus. «Mas Jesus respondeu: “Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus”»

Imaginamos Jesus com a voz embargada pela emoção, ao ouvir este louvor em honra da Sua Mãe. No Seu Coração divino, une-se a este louvor que a mulher anónima e simples do povo dirige a Maria.

Mas quer ajudar-nos a ir mais além. Maria é, principalmente, modelo para a nossa vida e cristãos. Não nos é possível imitar Maria na sua maternidade divina, porque esta deu-se uma só vez n’Ela, e para sempre.

Mas há um aspecto em que todos podemos e devemos imitá-l’A: no acolhimento à Palavra de Deus.

Várias vezes o Evangelho de S. Lucas nos repete que Maria acolhia em seu Coração Imaculado as palavras e os acontecimentos e «meditava-as no seu Coração»: aprofundava-lhes o sentido e procura descobrir as implicações práticas que elas tinha na sua vida.

Temos de imitá-l’A nesta atitude permanente, porque a Palavra de Deus – a boa semente do Evangelho – é lançada no terreno do nosso coração para que dê fruto abundante.

O ritmo da sementeira está sempre a repetir-se, porque não basta semear uma só vez para sempre. Depois de cada colheita, é preciso voltar a semear.

Quem não ouve com frequência a Palavra de Deus – na Liturgia, nos meios de formação e nas boas leituras – não pode dar bons frutos na vida de cada dia.

A Palavra de Deus estimula os nossos desejos de caminhar na fé e ajuda-nos a crescer no amor de Deus e aos irmãos.

É um mistério que nos custa a penetrar como é que a Palavra de Deus exige sacrifício, doação generosa, e ao mesmo tempo nos torna felizes. Mas Jesus afirma-o sem hesitação: «Mas Jesus respondeu: “Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus”»

Experimentemos a felicidade que se alcança pelo caminho da fidelidade à vontade de Deus.

 

c) Fidelidade à Palavra. «”e a põem em prática”.»

Ao contemplarmos Maria gloriosa elevada em corpo e alma ao Céu, o nosso coração enche-se de júbilo e de conforto.

Ela anima-nos a viver a fidelidade à Palavra de Deus na vida de cada dia.

Aviva-se a esperança. A fé ensina-nos que seguiremos o mesmo caminho de Maria, salvas as distâncias. Deus realizou antecipadamente n’Ela o projecto de Amor que tem para todos nós. Depois da morte, a nossa alma, revestida de glória, enquanto o corpo aguarda, no sono da morte, o fim dos tempos, para ressuscitar glorioso e ser elevado ao Céu. Em Maria elevada ao Céu vemos o que vai acontecer connosco, se nos esforçarmos por viver como bons filhos de Deus e de Maria. Por isso dizemos no Credo: “espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir. Amen!”

• Ao contemplá-l’A em espírito ressuscitada e gloriosa, torna-se mais fácil para nós falar com Ela. Imaginamos o seu rosto formosíssimo e resplandecente de luz, os seus olhos maternos que fitam com carinho e comoção, e os seus lábios que nos sorriem e nos falam.

Não nos dirigimos a um espírito, a uma lembrança mas a uma Mãe de Corpo e alma que tudo faz para nos ajudar a participar da sua felicidade.

• Deus ensina-nos a procurar o melhor para Nossa Senhora, nos seus templos, imagens, flores e cânticos, seguindo o exemplo do rei David, ao conduzir a Arca da Aliança para a cidade santa de Jerusalém. Maria é a Arca da Nova Aliança, pois guardou em seu seio imaculado o próprio Filho de Deus feito Homem.

Na preparação as suas festas, pensemos, ao fazê-lo, o que será mais do seu agrado, na vida pessoal e no culto.

• Estamos ao serviço d’Ela, do seu amor materno, quando fazemos apostolado. Ela quer falar pelos nossos lábios, procurar os filhos transviados e doentes com os nossos passos e levar o conforto do seu amor a todos os seus filhos com o nosso coração.

A empresa apostólica em que estamos empenhados, por amor a Maria não é nossa, mas d?Ela. Estamos apenas ao serviço do seu amor maternal.

Façamos generosamente da nossa parte o que podemos, sem mesquinhez, e tenhamos a certeza de que Ela nunca falta.

• Procuremos aumentar cada vez mais o número de pessoas – sobretudo jovens – que se comprometam num serviço de amor por Ela.

• Levemos ao encontro do seu coração materno as pessoas que encontrarmos no caminho, com preferência para as que perderam toda a orientação da vida. Maria é o caminho mais seguro e feliz para Deus.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Neste dia em que toda a Igreja se alegra

com o triunfo da Virgem Santa Maria,

elevada gloriosamente ao Céu em corpo e alma,

oremos a Deus, por intercessão da cheia de graça,

dizendo (ou: cantando), com alegria:

 

    Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

 

1. Pelo Santo Padre, pelos Bispos e demais Pastores,

    para que se alegrem com a Assunção de Maria

    e nos ensinem a alegrar os nossos irmãos na fé,

    oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

    R. Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

 

2. Pelas Igrejas do mundo inteiro em provação,

    para que Deus Pai as encha dos seus dons

    e faça chegar os seus fiéis à glória eterna,

    oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

    R. Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

 

3. Pelos chefes de Estado e responsáveis públicos,

    para que o Espírito Santo dirija os seus corações

    na realização da Sua vontade e serviço de todos,

    oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

    R. Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

 

4. Por todos os fiéis especialmente pelos que sofrem,

    para que alcancem a vitória sobre o pecado e a morte

    e se alegrem no Céu com a Santa Mãe de Deus,

    oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

    R. Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

 

5. Por todas as virgens consagradas a Jesus Cristo

    e pelas mães alegres com o dom dos filhos,

    para que Deus a todas guarde em seu amor,

    oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

    R. Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

 

6. Por nós que celebramos a Eucaristia e pelos ausentes,

    para que Deus nos conceda  a graça de sermos simples

    e de imitar a humildade da Mãe de Jesus, e nossa Mãe

    oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

    R. Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

 

7. Pelos defuntos da nossa comunidade (paroquial)

    que puseram em prática a palavra de Deus,

    para que contemplem o rosto de Cristo na eternidade,

    oremos, por intercessão da Virgem Maria.

 

    R. Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

 

Ouvi, Deus de bondade, as nossas súplicas

e fazei-nos entrar na glória eterna,

onde já se encontra a Mãe do vosso Filho,

elevada ao Céu em corpo e alma.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Depois de termos participado na Mesa da Palavra, recordemos a recomendação de Jesus: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

Ele bem sabe que precisamos de ajuda para o fazer e, por isso, vai agora preparar para nós a Mesa da Eucaristia.

 

Cântico do ofertório: Quem vos escolheu, Rainha dos céus, M. Valença, NRMS 37

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, este sacrifício de reconciliação e de louvor que celebramos na Assunção da Santa Mãe de Deus, para que alcancemos o perdão dos pecados e vivamos em contínua acção de graças. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio próprio, como na Missa seguinte: p. 913

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Saudação da Paz

 

Só Deus nos pode dar a verdadeira paz que o mundo não conhece, nem nos pode oferecer.

Peçamos ao Senhor que prepare o nosso interior para recebermos este dom precioso para o nosso caminhar na terra.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

 

Monição da Comunhão

 

De Maria nos veio o Corpo e Sangue do Senhor que vamos receber na Sagrada Comunhão.

Peçamos-lhe nos alcance a graça de comungarmos com a fé, amor e devoção com que Ela recebia Jesus na sua vida terrena.

 

Cântico da Comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, M. Luís, Cânticos de Entrada e Comunhão II, pág. 194

cf. Lc 11, 27

Antífona da comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, que trouxe em seu ventre o Filho de Deus Pai.

 

 

Oração depois da comunhão: Senhor nosso Deus, que nos fizestes participar na mesa celeste, ouvi benignamente as nossas súplicas e livrai de todo o mal aqueles que celebram a Assunção da Mãe de Deus. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Celebremos com alegria a solenidade da Assunção gloriosa de Maria ao Céu, e peçamos ao Senhor que por sua intercessão nos prepare um caminho seguro, para um dia podermos participar da glória do Paraíso junto d’Ela.

 

Cântico final: Nos braços de Deus forte, F. da Silva, NRMS 45

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 


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