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SANTA MARIA RAINHA

 

 

Hugo de Azevedo

 

No último mistério do Rosário contemplamos e alegramo-nos com a Coroação de Maria Santíssima: «O Pai, o Filho e o Espírito Santo coroam-na como Imperatriz que é do Universo». «Se tu e eu tivéssemos tido poder, tê-la-íamos feito também Rainha e Senhora de toda a Criação», comenta S. Josemaria em «O Santo Rosário». E, talvez mais do que ninguém, o teríamos feito nós, os portugueses, que a coroámos como nossa Rainha em 1646. E como Rainha apareceu em Fátima, não só com o símbolo esférico da realeza à altura do seu Coração Imaculado, mas com uma mensagem «política», de alta política, e da maior urgência e actualidade.

Veio chamar-nos ao arrependimento, à penitência e à oração, mas fê-lo num contexto mundial dramático, sobre o qual nos deu avisos da maior importância e gizou a melhor táctica de obtermos a paz das nações. Avisos frustrados, desgraçadamente, porque outra guerra, ainda mais mortífera, veio assolar o mundo. E uma consolação: «Por fim, o meu Coração triunfará!»

Senhora: quando?

Estamos mais aflitos do que nunca, e tu és Mãe! A guerra continua, esta «guerra aos bocados», de que fala o Papa Francisco, uma guerra cada vez mais cruel, mais extensa e mais perversa, «contra o Senhor e contra o seu Cristo» (Sl 2). Os antigos países cristãos renegam frontalmente a verdade, a fé e a moral; os teus filhos mais inocentes são afogados num tsunami de luxúria no Ocidente e crucificados no Oriente; o Santo Padre, depois de defender a perfeita ecologia, já chegou a ser chamado «o homem mais perigoso do mundo»… Senhora, até quando?

«Por fim, o meu Coração triunfará», garante-nos. Maria não é apenas – o que já seria gloriosíssimo – Rainha-Mãe, para decoro da Corte celestial; é mesmo Rainha, por quem o Pai, o Filho e o Espírito Santo nos governa.

A sua «táctica» mantém-se: arrependimento, penitência, oração. Ela sabe o que nos preocupa. Compreende que nos pareçam meios fracos para tão grandes males. Mas não são. O demónio teme-os, mais do que as armas. O Terço aterroriza-o; a Confissão exaspera-o; foge da Eucaristia; a fidelidade à Igreja e ao Santo Padre desespera-o.

Comecemos já a dar graças a Deus, que, por intercessão de Maria, Rainha do Universo, nos confortará e dos males tirará grandes bens.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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