aCONTECIMENTOS eclesiais

 

DO MUNDO

 

 

FRANÇA

 

COMEMORAÇÃO DO IRMÃO ROGER

PELA COMUNIDADE DE TAIZÉ

 

O Papa Francisco recebeu em audiência no dia 16 de Março passado o prior de Taizé, irmão Alois, e manifestou proximidade na oração pelo encontro que a comunidade ecuménica realizará em Agosto, por ocasião dos 100 anos de nascimento do seu fundador, o irmão Roger.  

 

O Papa mostrou-se “muito atento à vocação ecuménica” da comunidade e ao acolhimento que faz dos jovens.

O encontro geral em Taizé está marcado para o dia 16 de Agosto e está incluído num conjunto de celebrações que tornam este ano muito especial para a comunidade ecuménica.

No dia 20 de Agosto, a comunidade vai celebrar também os 75 anos da sua fundação, mas o programa especial que evoca o irmão Roger vai começar um mês antes, com encontros, colóquios internacionais e fraternidades provisórias.

Nesse âmbito da celebração, vai promover uma «semana de reflexão sobre a actualidade da vocação religiosa», de 5 a 12 de Julho de 2015, com a participação de responsáveis de congregações, comunidades e mosteiros, católicos, ortodoxos e protestantes.

Depois, de 9 a 16 de Agosto, o «Encontro por uma nova solidariedade», que consideram ser o “ponto culminante” das celebrações que vão acontecer em 2015 e que reflecte um percurso de três anos dedicados a esta temática.

O pensamento do irmão Roger, no centenário do seu nascimento e nos 10 anos da sua morte, também vão ser assinalados com um colóquio internacional, de 30 de Agosto a 6 de Setembro de 2015.

 

 

INGLATERRA

 

PRÉMIO TEMPLETON

PARA JEAN VANIER

 

O movimento católico “Fé e Luz”, de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, considera que o Prémio Templeton 2015, entregue no dia 18 de Março passado ao seu fundador, Jean Vanier, é um sinal para quem “desvaloriza e descarta” a diferença.

 

A coordenadora da Província Lusitana do movimento, Olga Maria Grilo, encara esta ocasião como “um motivo de grande orgulho e esperança” para todos os que se empenham na afirmação de que “a vida vale a pena ser vivida muito para lá das capacidades físicas ou intelectuais de cada um”.

“É a mensagem de que a linguagem da competitividade, do querer ser mais eficaz, mais inteligente e ter mais qualidades do que o próximo, na verdade não é a mais importante. A relação coração a coração, como diz Jean Vanier, é efectivamente a única que nos é capaz de tornar pessoas mais felizes”, salienta aquela responsável.

Fundado em 1971, pelo filósofo e teólogo suíço Jean Vanier e a professora francesa Marie Helene Mathieu, o “Movimento Fé e Luz” procura ajudar pais com filhos portadores de deficiência a superarem os seus desafios, muitas vezes vividos “em isolamento”.

Actualmente presente em 82 países, incluindo Portugal, o projecto integra comunidades de encontro e reflexão, constituídas por pais, filhos e jovens sem deficiência, onde é valorizada a dimensão espiritual de cada pessoa.

“A mensagem do movimento é aceitarmo-nos como somos e a pessoa com deficiência descobrir que é amada por Deus assim como ela é”, realça Olga Maria Grilo.

Segundo Alice Caldeira Cabral, do Comité de Nomeação Provincial do Movimento, a questão da pessoa com deficiência é hoje tão perigosa que há uma mentalidade “que se tornou socialmente evidente: se houvesse possibilidade, estas pessoas deveriam ter sido eliminadas durante a gravidez”.

Na escola, por exemplo, “fala-se de necessidades educativas especiais e não da deficiência de um modo que faça as pessoas sentirem-se solidárias umas com as outras”, sustenta.

O Prémio Templeton, atribuído anualmente pela Fundação Templeton, sediada nos Estados Unidos da América, distingue todos os anos figuras que tenham contribuído de forma relevante para afirmar a dimensão espiritual da vida.

Jean Vanier, de 86 anos, é responsável também pela criação do projecto “A Arca”, que hoje conta com mais de 147 comunidades espalhadas pelo mundo, nas quais pessoas com e sem deficiência vivem em conjunto.

 

 

FRANÇA

 

CANONIZAÇÃO

DOS PAIS DE SANTA TERESINHA

 

O Papa Francisco promulgou no passado dia 18 de Março o decreto que reconhece um milagre atribuído à intercessão dos pais da carmelita Santa Teresa de Lisieux, o casal Zélie e Louis Martin, permitindo a sua canonização.

 

A cerimónia terá lugar no mês de Outubro, em Roma, no terminar o Sínodo sobre a Família e serão o primeiro casal, na história da Igreja, a ser declarado santo em conjunto.

Os pais de Santa Teresinha casaram-se em 1858, tiveram nove filhos, dos quais cinco seguiram a vida religiosa. As 218 cartas que foram preservadas de Zélie, datadas de 1863 até à sua morte, em 1877, registaram o ritmo da vida familiar, incluindo a guerra de 1870, as crises económicas, os nascimentos e as mortes de quatro bebés.

Zélie faleceu vítima de um cancro aos 46 anos. Louis ficou com as cinco filhas: Marie, Pauline, Léonie, Céline e Thérèse, que tinha apenas quatro anos e meio. Louis morreu em 1894, depois de sofrer uma doença mental grave.

Ambos foram beatificados a 19 de Outubro de 2008 por Bento XVI e as suas vidas têm sido propostas como modelo de santidade para as famílias dos nossos dias.

O milagre recentemente aprovado trata da cura de uma menina que nasceu prematura (sete meses de gestação), e que poucas horas depois foi atacada por uma hemorragia cerebral de quarto grau. A somar a tudo isto surgiram outras complicações e infecções nos primeiros dias de vida. Os médicos alertaram para as graves consequências que tudo isto teria no futuro da criança, caso ela viesse a sobreviver.

De imediato o pai e a mãe colocaram-se sob a protecção dos pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, por sugestão da comunidade das irmãs, às quais tinham pedido orações. Algum tempo depois de começarem a rezar ao casal Martin, o milagre aconteceu. Os médicos ficaram absolutamente perplexos. Passados mais de 5 anos da cura, a menina não teve nenhuma das consequências que os médicos tinham diagnosticado, e hoje tem uma saúde completamente normal como todas as meninas da sua idade.

 

 

ESCÓCIA

 

RENÚNCIA AO CARDINALATO

 

O Papa Francisco aceitou no dia 20 de Março passado a renúncia do arcebispo emérito de Edimburgo ao cardinalato. Mons. Keith O'Brien deixa de ser cardeal.

 

O pedido foi aceite pelo Papa, conforme o que está previsto no direito canónico. O antigo arcebispo de Edimburgo foi acusado de comportamento impróprio por três padres.

Keith O'Brien, que estava há algum tempo afastado da vida pública, admitiu em Março de 2013 ter cometido actos impróprios, após ter sido acusado de assédio sexual.

Na altura, o cardeal reconheceu ter tido um comportamento inapropriado e pediu perdão às pessoas que ofendeu.

O escândalo estalou em plena preparação do conclave que viria a eleger o Papa Francisco. Nesses dias, em plena polémica, o cardeal O'Brien já não participou nas congregações gerais do colégio cardinalício, nem apareceu no conclave.

Logo no início do pontificado de Francisco, foi suspenso das suas funções de arcebispo de Edimburgo. Durante este tempo, manteve-se afastado e o Papa ordenou um inquérito aprofundado, cujo desfecho se completa.

Keith O'Brien perde assim todos os direitos e prerrogativas do cardinalato, na sequência da renúncia por ele próprio apresentada, e que o Papa Francisco aceitou.

O'Brien publicou uma carta em que renova "pedidos de desculpa à Igreja Católica e ao povo da Escócia, pelo seu comportamento sexual impróprio" e do qual se "arrepende profundamente".

O antigo cardeal agradece ao Papa Francisco "a sua atenção paternal" por ele e pelas vítimas que ele ofendeu e declara que "vai dedicar o resto da sua vida retirado em oração".

 

AURA MIGUEL

Rádio Renascença

 

 

IRAQUE

 

“PRIMAVERA ÁRABE”

FOI NEGATIVA PARA A PAZ

 

O patriarca da Igreja Caldeia no Iraque, líder da maior comunidade católica daquele país, diz que a “Primavera Árabe” foi um evento negativo para a paz no Médio Oriente e para as comunidades cristãs da região.

 

Numa declaração em Nova Iorque, perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, em finais de Março passado, Mons. Louis Sako recordou o clima de fundamentalismo e intolerância religiosa actualmente vigente e que despoletou um êxodo em massa de cristãos.

Uma debandada só semelhante à que ocorreu há um século atrás, devido aos massacres iniciados em 1915 durante o Império Otomano.

Para o responsável católico, teria sido melhor se tivesse havido “a possibilidade de trabalhar em harmonia com o mosaico de religiões e grupos étnicos que compõem a região”.

Possivelmente já poderia estar lançada “uma força capaz de conduzir a região rumo à paz, a estabilidade e o progresso”, sustentou.

A realidade, prosseguiu  Mons. Louis Sako, é bem diferente e todos os dias minorias religiosas como “os cristãos, os yazidis e os shabaks” sofrem na pele a violência do Estado Islâmico.

Durante a sua intervenção junto da ONU, o patriarca dos Caldeus da Babilónia apelou à comunidade internacional para que proteja estas comunidades e famílias e evite que elas continuem a ser mortas ou “obrigadas a deixarem as suas casas”, em territórios como Mossul e a Planície de Nínive.

O responsável católico propôs mesmo a implementação de “uma lei sobre a propriedade imobiliária, que assegure às vítimas os seus direitos em relação à terra e permita que elas regressem a casa e retomem as suas vidas com normalidade”.

Considerou ainda essencial o “apoio do governo central iraquiano e do governo regional, na libertação de todas as cidades” actualmente oprimidas pelos fundamentalistas islâmicos.

Quanto às “nações e indivíduos” que estão a pactuar com os actos do Estado Islâmico, e inclusivamente “apoiam grupos terroristas economicamente, intelectualmente ou com armas”, Mons. Louis Sako reivindicou normas e sanções que condenem estes procedimentos e os classifiquem como “crimes contra a paz”.

 

 

KÉNIA

 

MASSACRE DE ESTUDANTES

 

O arcebispo de Nairobi, Mons. John Njue, está empenhado em evitar uma escalada de violência no país, na sequência do massacre de 150 estudantes cristãos às mãos de extremistas islâmicos.

 

Em entrevista à Rádio Vaticano, o cardeal queniano classifica as mortes do dia 2 de Abril passado, Quinta-feira Santa, como “extremamente dolorosas”, mas salienta que a Igreja Católica no país “está a fazer tudo o que pode para promover um clima de calma e reconciliação”.

O arcebispo de Nairobi espera que cristãos e muçulmanos possam “sentar-se à mesa e debater a origem do sucedido, para garantirem que tal tragédia nunca mais volte a acontecer e prevenir qualquer tipo de confronto entre as duas comunidades”.

“Rezo e espero que os nossos jovens possam ser bem acompanhados e que nunca se transformem em instrumentos de destruição”, frisou Mons. John Njue.

 

 

BRASIL

 

PROCESSO DE BEATIFICAÇÃO DE

D. HELDER DA CÂMARA

 

A arquidiocese de Olinda e Recife recebeu no passado dia 6 de Abril a carta que confirma que “nada obsta, da parte da Santa Sé” a que a Causa de Beatificação e Canonização do Servo Deus D. Helder Pessoa Câmara possa ser realizada.

 

Diante do facto, o arcebispo local, D. Antônio Fernando Saburido, marcou para o dia 3 de Maio o início da etapa diocesana do processo de beatificação daquele que esteve à frente da criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Durante a Missa nesse dia, D. Saburido apresentaria os membros da comissão jurídica responsável por reconhecer as “virtudes heróicas” do “Dom da Paz”, como dom Helder é conhecido.

A comissão ou tribunal será formada por cinco membros: juiz delegado e promotor de justiça (ambos canonistas), notário, notário adjunto e cursor. O grupo reunir-se-á para estudar os textos publicados em vida e analisar os testemunhos de pessoas que conheceram o prelado.

“O objectivo deles será analisar os novos textos publicados por dom Helder e ouvir pessoas que tiveram contacto com o Servo de Deus. Também será fundamental a actuação das comissões histórica e teológica, esta última ainda será criada”, explica o postulador da causa de beatificação e canonização de D. Helder, frei Jociel Gomes.

D. Fernando Saburido, em entrevista colectiva no dia 8 de Abril, assinou o edital que torna pública a autorização da Santa Sé. “Tenho um carinho enorme por D. Helder e desde que cheguei à arquidiocese há esse desejo do povo de Deus. Enviámos o pedido no dia 27 de Maio do ano passado e nos surpreendeu positivamente o retorno rápido da Santa Sé. Agora vamos trabalhar para concluir a etapa diocesana do processo. Em seguida, será a vez do Vaticano realizar a outra parte do processo”, disse D. Fernando Saburido.

 

 

TERRA SANTA

 

CRISTÃOS SÃO PONTE

NO DIÁLOGO RELIGIOSO

 

O franciscano irmão António, da paróquia católica de Jericó, na Palestina, disse à Agência ECCLESIA, no passado dia 13 de Abril, que têm de ser os cristãos a promover o diálogo entre muçulmanos e judeus na Terra Santa.

 

“Os cristãos são a ponte entre os muçulmanos e os hebreus, porque falam com os dois”, afirmou o irmão António, norte-americano, que está em Jericó há três anos.

O frade franciscano refere que os palestinos da localidade sentem “a falta de justiça” pelas desigualdades sociais que os discriminam, nomeadamente no acesso ao trabalho e à habitação. “As famílias de maioria cristã vivem na pobreza. Não têm casa nem trabalho. Os palestinos não recebem os benefícios sociais dos árabes israelitas”.

Em Jericó, o relacionamento entre cristãos e muçulmanos é “muito tranquilo”. “A experiência do Médio Oriente é de guerra entre cristãos e muçulmanos. Aqui é um mundo diferente”, sublinhou.

O irmão António apontou como prova da “tolerância efectiva” a existência de duas escolas católicas em Jericó, onde há 23 estabelecimentos de ensino públicos.

“Temos duas escolas católicas e quando os familiares procuram uma boa educação enviam os filhos para aqui”, precisou. As duas escolas católicas, ligadas às religiosas e aos religiosos franciscanos, têm cerca de mil estudantes muçulmanos.

O religioso norte-americano observa que “há um convívio entre as famílias” dos estudantes, e os responsáveis dos muçulmanos e dos católicos participam nas festas de uma e de outra religião.

Jericó, uma região com 32 mil habitantes, tem 500 cristãos, dos quais 224 são católicos.

A cidade de Jericó é das mais antigas da civilização humana, defendendo alguns arqueólogos que os primeiros vestígios de sedentarização na região são do oitavo milénio antes de Cristo.

 

 

EUROPA

 

DEFICIÊNCIAS ANTE IMIGRANTES

 

A confederação europeia da Cáritas manifestou a sua consternação perante o naufrágio que no sábado dia 18 de Abril matou 700 pessoas no Mediterrâneo, pedindo o fim do modelo de uma «Europa fortaleza».

 

“A Cáritas Europa está consternada com a tragédia de pesadelo que teve lugar ao largo da costa da Líbia no último sábado e teme que esta enésima demonstração da inviabilidade moral da «Europa Fortaleza» esteja a matar o projecto europeu, baseado na solidariedade e na defesa da dignidade de cada ser humano”, adianta a organização católica.

Na sequências das várias tragédias que têm vindo a provocar centenas de mortes, a Cáritas apela à criação de “canais seguros e abertos de entrada legal” para a União Europeia e à introdução de um “visto humanitário”, entre outras iniciativas.

A organização católica sustenta que a actual abordagem europeia à imigração, “focada na segurança e no controlo de fronteiras” tem levado “pessoas desesperadas a pensarem que vale a pena recorrer a traficantes e arriscar a vida”.

“A Europa tem de substituir a «operação Triton», desastrosamente ineficaz, por uma operação de busca e salvamento de pleno direito, que iria melhorar ainda mais os bons resultados da operação italiana «Mare Nostrum», iniciada em Outubro de 2014”, defende a Cáritas Europa.

Segundo a Cáritas, mais de 1500 pessoas morreram no Mediterrâneo este ano, 50 vezes mais do que em 2014.

"A morte de mais de 700 pessoas que se viram trancadas no porão do navio e se afogaram – no que podemos apenas imaginar como condições absolutamente terríveis – vira os holofotes da culpa, não só sobre os traficantes sem escrúpulos que colocam essas pessoas no barco, mas também sobre a União Europeia”, refere a organização católica.

O secretário-geral da Cáritas Europa, Jorge Nuño Mayer, cita o discurso do Papa Francisco no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, para pedir que o Mediterrâneo não se transforme num “vasto cemitério”.

 

 

NAÇÕES UNIDAS

 

MÁRTIRES CRISTÃOS DE HOJE

 

O representante da Santa Sé nas Nações Unidas, Mons. Bernardito Auza, afirmou no dia 18 de Abril passado que países como o Iraque, Síria, Nigéria, Líbia e Quénia estão “encharcados de sangue” e que a comunidade internacional deve manter “os olhos bem abertos”.

 

“Eles são os nossos mártires de hoje e são mais numerosos do que nos primeiros séculos cristãos”, afirmou Mons. Bernardito Auza durante uma conferência que decorreu na ONU, em Nova Iorque, sobre o tema «Perseguição global dos cristãos: uma ameaça à paz e à segurança internacional».

O representante do Vaticano lembrou que várias regiões do continente asiático estão “literalmente encharcadas de sangue” e que a cada instante, “enquanto falamos, milhares em todo o mundo estão a ser perseguidos, privados de seus direitos humanos fundamentais, discriminados e mortos, apenas porque são cristãos”.

“Neste cenário onde as deliberações da comunidade internacional têm lugar, temos os nossos olhos bem abertos. E à medida que analisarmos em profundidade os detalhes da perseguição de cristãos em todo o mundo, será muito difícil mantê-los enxutos”.

“Vimos imagens bárbaras de cristãos coptas degolados na Líbia; igrejas cheias de pessoas que explodem durante celebrações litúrgicas no Iraque, Nigéria e Paquistão; comunidades cristãs antigas expulsas de suas casas na Planície de Nínive; estudantes cristãos executados no Quênia...”, lembrou Mons. Auza. que quis recordar o apelo do Papa Francisco na sua mensagem de Páscoa para que a comunidade internacional não permaneça "muda e imóvel perante um crime tão inaceitável”.

 

 

ITÁLIA

 

SANTO SUDÁRIO DE TURIM

EM EXPOSIÇÃO

 

O Santo Sudário está exposto na Catedral de Turim a partir do passado domingo 19 de Abril, cinco anos depois da última ostensão pública, prevendo-se que 2 milhões de pessoas se desloquem ao local até 24 de Junho.

 

“Hoje começa em Turim a solene ostensão do sagrado Sudário. Também eu, se Deus quiser, me irei deslocar para o venerar no próximo dia 21 de Junho. Desejo que este acto de veneração nos ajude a todos a encontrar em Jesus Cristo o rosto misericordioso de Deus e a reconhecê-lo nos rostos dos nossos irmãos, especialmente os que mais sofrem”, disse o Papa Francisco, ao meio-dia deste domingo, perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a oração do Regina Caeli.

Em Março de 2013, o Papa gravou uma mensagem para a segunda exposição televisiva do Sudário, na qual sublinhou o alcance dos olhos do Ressuscitado e fez lembrar todos os que sofrem.

“O Rosto do Sudário comunica uma grande paz; este Corpo torturado exprime uma soberana majestade. É como se deixasse transparecer uma energia refreada mas poderosa, é como se nos dissesse: tem confiança, não percas a esperança; a força do amor de Deus, a força do Ressuscitado tudo vence”, referiu.

Mais de 2 milhões de peregrinos provenientes de todo o mundo estiveram diante do Sudário em 2010, ano em que esteve exposto ao público e recebeu a visita de Bento XVI.

As visitas são gratuitas, mas exigem uma reserva prévia, o que já foi feito por mais de um milhão de pessoas, segundo a organização.

O pano de linho com 4 metros e 36 centímetros de comprimento por 1 metro e 10 centímetros de largura foi submetido, em 1989, ao teste do carbono14 em três laboratórios da Suíça, Estados Unidos e Reino Unido, cujos resultados datavam o tecido como sendo do período 1260 a 1390.

Vários especialistas criticaram os testes, frisando que os três pedaços do tecido que foram cortados, naquela ocasião, para servir de amostra para o teste, eram das pontas, ou seja, a parte pela qual o manto foi suspenso nas várias ocasiões em que foi apresentado aos fiéis ao longo dos séculos.

Em 2011, a agência italiana para as novas tecnologias e desenvolvimento sustentável (ENEA) anunciou as conclusões de um trabalho de cinco anos sobre a formação da imagem que se vê no Sudário, tentando a sua reprodução.

“A imagem dupla (frente e verso) de um homem flagelado e crucificado, pouco visível no pano de linho do Sudário de Turim, tem muitas características físicas e químicas (…) que é impossível de obter em laboratório “, afirmaram os especialistas da ENEA.

 

 

ESTADOS UNIDOS

 

CANONIZAÇÃO DE

FREI JUNÍPERO SERRA

 

O Papa vai canonizar a 23 de Setembro o Beato Junípero Serra (1713-1784), franciscano que evangelizou a Califórnia, durante a sua viagem aos Estados Unidos da América. A celebração vai decorrer no Santuário nacional de Washington

 

A decisão tinha sido anunciada pelo próprio Papa em Janeiro, durante a viagem que o levou do Sri Lanka às Filipinas, ao falar das canonizações equipolentes, um processo em que o Papa reconhece a santidade sem a necessidade de um milagre após a beatificação, como aconteceu com São José Vaz (1651-1711), missionário no Sri Lanka oriundo de Goa, então território português.

“São figuras que fizeram uma forte evangelização e estão em sintonia com a espiritualidade da Evangelii gaudium”, precisou.

O Papa explicou que quando há “veneração do povo de Deus” como santos a “um homem ou uma mulher que há muito tempo são beatos”, é possível dispensar o “processo sobre o milagre” que teria de ser atribuído à intercessão desse fiel para a sua canonização.

Segundo os responsáveis franciscanos, há 191 cartas do futuro santo que revelam a sua “defesa intrépida dos povos indígenas” em território norte-americano.

A canonização foi precedida, a 2 de Maio, por uma jornada de oração e de reflexão durante a qual o Papa se deslocou ao Colégio Pontifício Norte-Americano em Roma, para presidir à Missa.

 


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